sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

RAQUEL LYRA FECHA 2025 EM ALTA E CONSOLIDA APROVAÇÃO EXPRESSIVA EM PERNAMBUCO

Ao encerrar o ano de 2025, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), chega a um dos momentos mais favoráveis de sua gestão. Levantamentos recentes de diferentes institutos de pesquisa indicam que a avaliação positiva do governo estadual vem se mantendo em patamares elevados, reforçando o clima de confiança dentro do Palácio do Campo das Princesas e animando aliados políticos em todas as regiões do estado.

Os números chamam atenção pela consistência. A maioria das pesquisas aponta uma aprovação em torno de 55%, percentual considerado robusto no atual cenário político, marcado por forte polarização e cobranças constantes por resultados. Em alguns levantamentos, a taxa de aprovação é ainda maior, alcançando a casa dos 60%, sinalizando que uma parcela significativa da população avalia de forma positiva os rumos da administração estadual.

A leitura feita por integrantes do governo é de que esse desempenho reflete uma combinação de fatores, como a presença mais constante da governadora no interior, a retomada de obras estruturantes e a tentativa de imprimir uma gestão com foco em organização fiscal e planejamento. A percepção de estabilidade administrativa também aparece como elemento relevante para explicar os índices favoráveis.

Nos bastidores, o resultado das pesquisas tem fortalecido o discurso da base aliada, que enxerga na aprovação um ativo político importante para os desafios que virão em 2026. Parlamentares e lideranças do PSD e de partidos aliados avaliam que a manutenção desses números dependerá da capacidade do governo de transformar promessas em entregas concretas, sobretudo nas áreas mais sensíveis para a população, como saúde, segurança e infraestrutura.

Mesmo com a avaliação positiva, a equipe da governadora adota cautela. A leitura interna é de que os números representam um bom momento, mas não garantem conforto político permanente. Ainda assim, fechar 2025 com aprovação acima da média nacional para gestores estaduais é visto como um sinal claro de que Raquel Lyra termina o ano “bem na fita” e com fôlego político renovado para os próximos passos de sua gestão.

MASTERBOI FECHA O CICLO DA ÁGUA COM FERTIRRIGAÇÃO CIRCULAR E RECEBE RECONHECIMENTO NO PRÊMIO ESG FIEPE 2025


Projeto transforma efluentes industriais em biofertilizante, gera ganhos ambientais e agronômicos e consolida a governança socioambiental da empresa em Pernambuco

A Masterboi consolida a fertirrigação circular como um dos pilares de sua estratégia ambiental e de governança. Desenvolvido em todas as suas unidades industriais, o projeto fecha o ciclo do uso responsável da água ao transformar efluentes tratados em biofertilizante de elevado valor orgânico, minimizando possíveis impactos negativos e ampliando a eficiência produtiva. A iniciativa rendeu à empresa o reconhecimento no Prêmio ESG Fiepe 2025, na categoria Grande Empresa pela experiência desenvolvida na unidade de Canhotinho, no Agreste pernambucano.

O sistema adotado garante que toda a água utilizada no processo industrial passe por tratamento rigoroso antes de ser reaproveitada. Segundo Jéssica Santos, gerente regional de Meio Ambiente da Masterboi em Canhotinho, os efluentes deixam de ser um passivo ambiental e passam a integrar o ciclo produtivo de forma segura. “Além de não lançar poluentes no meio ambiente, a fertirrigação aplica nutrientes no solo. Trabalhamos com controle total do consumo de água e com responsabilidade ambiental”, afirma.

Para a gestora, o projeto reflete um posicionamento estrutural na forma de produzir. “A água é um bem universal. Nosso compromisso é produzir de forma mais limpa e contribuir para o desenvolvimento socioambiental das regiões onde atuamos. O Prêmio ESG Fiepe 2025 reconhece exatamente esse esforço coletivo e o trabalho integrado das equipes”, destaca.

O projeto de fertirrigação circular surgiu a partir da definição sobre a destinação adequada dos efluentes tratados. De acordo com Hugo Milhomens, gerente regional de Meio Ambiente da Masterboi, a legislação permite o lançamento dos efluentes tratados em corpos hídricos (em rios, lagoas, no mar) ou no solo. “Optamos pelo solo formado com pastagens, mas para isso desenvolvemos um sistema que capta, trata e devolve esse material como um biofertilizante rico em nutrientes. Com isso, contribuímos para a conservação dos serviços ecossistêmicos e para o microclima local”, explica.

Além dos ganhos ambientais, a iniciativa traz benefícios diretos à produção. As áreas fertirrigadas apresentam pastagens mais nutritivas e produtivas, o que possibilita a criação de animais em espaços menores e com melhor aproveitamento do solo. “É um modelo que fecha o ciclo, minimiza possíveis impactos negativos e aumenta a eficiência”, resume Milhomens.

A fertirrigação circular é adotada em todas as unidades da Masterboi, tornando-se uma prática estruturante da governança ambiental da empresa. O reconhecimento no Prêmio ESG Fiepe 2025 reforça a iniciativa como referência em sustentabilidade no setor agroindustrial e demonstra que é possível aliar inovação, responsabilidade ambiental e competitividade econômica.

 

Assessoria de Imprensa Masterboi – Eixo Comunicação Corporativa

IMPEACHMENT DE JOÃO CAMPOS EXPÕE DISPUTA PELO GOVERNO DE PERNAMBUCO E REORGANIZA O TABULEIRO POLÍTICO DO ESTADO

3d
O pedido de impeachment contra o prefeito do Recife, João Campos (PSB), extrapolou os limites do debate jurídico e ganhou repercussão nacional, tornando-se mais um elemento decisivo na disputa política que começa a desenhar o cenário para a sucessão estadual em Pernambuco. Mais do que discutir se o processo terá avanço institucional ou não, o episódio revela movimentos estratégicos, construção de narrativas e uma antecipação clara do embate pelo Palácio do Campo das Princesas.

Na lógica da política, nem todo processo nasce para chegar ao fim. Muitos morrem nos bastidores, arquivados silenciosamente. No entanto, alguns cumprem um papel simbólico poderoso: o de criar percepções, alimentar sentimentos e influenciar o imaginário do eleitor. É nesse campo que o pedido de impeachment passa a ter relevância, funcionando como um instrumento de disputa narrativa em um momento sensível do jogo político.

João Campos mantém alta aprovação na capital pernambucana, onde foi reeleito no primeiro turno e segue sendo visto como símbolo de renovação política e herdeiro de um projeto nacional do PSB. No Recife, sua força permanece sólida. O desafio, contudo, está fora da capital. Pernambuco é majoritariamente interiorano, e é justamente nesse território que começam a surgir sinais de hesitação em relação à sua imagem.

Pesquisas qualitativas já indicam percepções que, embora ainda não comprometam sua popularidade, acendem um alerta estratégico. Expressões como “excesso de marketing”, “desconfiança de corrupção” e “envolvimento em escândalos” aparecem com mais frequência em segmentos do eleitorado fora da Região Metropolitana. Isoladamente, esses sentimentos não derrubam um gestor bem avaliado, mas podem funcionar como freio ao crescimento onde ele mais precisa avançar para se consolidar como liderança estadual.

Enquanto isso, a governadora Raquel Lyra (PSDB) ocupa espaços tradicionalmente associados à força do PSB. A gestão estadual vem intensificando ações na segurança pública, ampliando a presença institucional na Região Metropolitana do Recife e construindo a imagem de uma administração que “arrumou a casa e começou a trabalhar”. Esse movimento tem aproximado a governadora do eleitorado urbano e reduzido distâncias em territórios onde João Campos ainda lidera.

O surgimento do pedido de impeachment coincide exatamente com esse momento de aproximação nas pesquisas, o que reforça a leitura de que o episódio tem menos peso jurídico e mais impacto político. Trata-se de um fator simbólico que entra no tabuleiro para tensionar a imagem do prefeito e testar sua capacidade de reação fora da bolha recifense.

No pano de fundo, o jogo é direto e sem espaço para ingenuidade. João Campos precisa romper suas próprias barreiras e avançar de forma consistente no interior do estado, onde o voto é decisivo. Raquel Lyra, por sua vez, tem como missão quebrar o cinturão histórico do PSB na Região Metropolitana do Recife, reduto que sempre foi determinante nas eleições estaduais.

Quem conseguir atravessar o território político do adversário não apenas ganhará vantagem na disputa pelo Governo de Pernambuco, como poderá projetar seu nome para além das fronteiras estaduais, entrando no radar nacional com vistas a 2030. O impeachment, nesse contexto, é menos um fim e mais um sinal de que a disputa já começou.

VETO ACENDE GUERRA POLÍTICA: FLÁVIO BOLSONARO ACUSA LULA DE “ÓDIO” E BASE PROMETE DERRUBADA NO CONGRESSO

O veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei da Dosimetria reacendeu a polarização política em Brasília e provocou reação imediata do campo bolsonarista. A proposta, que alterava critérios de fixação de penas e poderia reduzir o tempo de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi barrada nesta quinta-feira (8), ampliando o embate entre Planalto e oposição.

Em tom duro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — que também se apresenta como pré-candidato à Presidência da República — usou as redes sociais para atacar o chefe do Executivo. Para ele, o veto não é técnico, mas ideológico. “Lula é um produto vencido, movido a ódio e ideologia”, afirmou. O senador criticou o que classificou como seletividade do governo ao priorizar o veto enquanto, segundo ele, faltam respostas sobre a segurança pública e a atuação de facções criminosas.

Flávio também comparou o rigor do Estado em episódios ligados aos atos de 8 de janeiro com a suposta leniência frente ao crime organizado. Em referência ao caso que ficou conhecido como “Débora do Batom”, o parlamentar disse que o presidente considera “mais perigosa uma mulher que suja uma estátua” do que líderes de facções que, segundo ele, permanecem soltos. “Enquanto isso, criminosos seguem roubando e matando por um celular nas ruas do Brasil”, declarou.

Na avaliação do senador, o veto simboliza uma perseguição política. “Lula não quer paz. O que estamos vendo é uma perseguição escancarada, seletiva e injusta”, disse, prometendo mobilização imediata no Legislativo para reverter a decisão presidencial. “Na primeira sessão do Congresso Nacional, vamos trabalhar para derrubar esse veto. Chega de inversão de valores. O Brasil precisa de justiça, segurança e respeito ao cidadão de bem”, concluiu.

BASE BOLSONARISTA ENDURECE TOM E PROMETE REAÇÃO

A ofensiva não ficou restrita ao Senado. Deputados alinhados ao bolsonarismo também reagiram, tratando o veto como previsível e reforçando a estratégia de enfrentamento no Congresso. A deputada Carol De Toni (PL-SC) afirmou que a derrubada do veto é questão de tempo. “O veto será derrubado na primeira sessão do Congresso”, garantiu.

No mesmo sentido, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, elevou o discurso e classificou a decisão do Planalto como prova do que chamou de “ódio de Lula e de toda a esquerda contra os patriotas”. Para ele, o governo aposta na divisão política, mas não terá sucesso. “Até ele sabe que o veto será derrubado na primeira sessão do Congresso. Esse é o governo do ódio e da divisão do país”, disparou.

Com o veto presidencial publicado, o tema agora migra para o centro do tabuleiro legislativo. A expectativa é de que a disputa pela derrubada — ou manutenção — da decisão de Lula intensifique a tensão entre governo e oposição logo no início dos trabalhos do Congresso, transformando o PL da Dosimetria em mais um capítulo da guerra política que marca o cenário nacional.

EDUARDO E FLÁVIO BOLSONARO SE REÚNEM COM DEPUTADOS DOS ESTADOS UNIDOS E DISCUTEM PAUTA POLÍTICA INTERNACIONAL

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL/SP), o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) e o jornalista Paulo Figueiredo se reuniram nesta quinta-feira (8) com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Jim Jordan.

Segundo Eduardo, o parlamentar norte-americano está à frente do relatório dos "Twitter Files Brazil" e também milita pele liberdade de expressão e da proteção de interesses de empresas norte-americanas na Europa e no Brasil.

"Com quase 20 anos na Câmara dos Deputados, Jim Jordan tem o respeito, o trânsito político e a autoridade moral necessários para sustentar e expandir os valores de liberdade que moldaram os Estados Unidos", escreveu Eduardo Bolsonaro, no X. Ele não detalhou os desdobramentos do encontro com o parlamentar.

Os Twitter Files Brazil são uma coleção de documentos internos da plataforma X (antigo Twitter) que foram divulgados em abril de 2024 e revelaram as interações da plataforma com autoridades e figuras proeminentes brasileiras.

A análise dos documentos daria indícios de tentativas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de parlamentares, do Ministério Público e do ministro Alexandre de Moraes de obter acesso a dados de usuários, visando a coleta em massa de informações através da análise de hashtags específicas.

Segundo os consultores jurídicos da empresa, tais ações poderiam representar uma violação do Marco Civil brasileiro e dos direitos constitucionais dos cidadãos

OURICURI INICIA 2026 COM EDUCAÇÃO ORGANIZADA, AULAS NO PRAZO E ESTUDANTES JÁ FARDADOS NO PRIMEIRO DIA

O município de Ouricuri começa o ano letivo de 2026 dando um passo considerado histórico na área da educação pública. Com planejamento antecipado e organização administrativa, a Prefeitura confirmou que as aulas da rede municipal terão início no dia 2 de fevereiro, rigorosamente dentro do calendário oficial, rompendo com antigos atrasos e reforçando um novo padrão de gestão.

A principal novidade deste ano é que, pela primeira vez, os estudantes da rede municipal vão chegar às salas de aula já com fardamento completo, mochila e todo o material escolar distribuídos antes do início das atividades. A ação garante igualdade, padronização e, sobretudo, tranquilidade para pais e responsáveis, que não precisarão arcar com esses custos no começo do ano.

A iniciativa simboliza uma mudança concreta na forma como a educação vem sendo tratada no município. Ao assegurar que o aluno esteja totalmente preparado desde o primeiro dia, a gestão municipal demonstra foco não apenas no calendário, mas também nas condições reais de aprendizagem. O início das aulas no prazo deixa de ser exceção e passa a ser regra.

O prefeito Victor Coelho destacou que o cumprimento do calendário escolar é reflexo direto de uma administração organizada e comprometida com o futuro das crianças e jovens de Ouricuri. Segundo ele, o planejamento foi fundamental para que tudo estivesse pronto no tempo certo. O gestor também enfatizou o caráter inédito da entrega antecipada dos kits escolares, reforçando que a medida valoriza o estudante e transmite a mensagem de que a educação é prioridade.

Além da entrega de fardamento e material, o ano letivo começa com a rede municipal funcionando de forma plena. Professores estarão em sala de aula desde o primeiro dia, com salários em dia e respeito à categoria, assegurando a continuidade do ensino sem interrupções. A Prefeitura também confirmou o reforço na estrutura das unidades escolares, com a chegada de novos equipamentos, como ar-condicionado, ventiladores e outros materiais que vão melhorar o ambiente escolar.

Com essas ações, Ouricuri inicia 2026 consolidando um novo momento para a educação municipal, marcado por organização, responsabilidade e investimentos que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes e profissionais da rede. A gestão municipal aposta que o conjunto de medidas vai refletir positivamente no aprendizado e no desempenho dos alunos ao longo do ano letivo.

PERNAMBUCO LIDERA RANKING DO NORDESTE COM SEIS HOSPITAIS ENTRE OS 100 MELHORES PÚBLICOS DO BRASIL

A interiorização da assistência à população promovida pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), já começa a dar resultados. Em levantamento dos 100 melhores hospitais públicos do Brasil, Pernambuco entrou na lista com seis unidades, sendo quatro delas da rede da SES-PE – e todas localizadas no interior. Com o quantitativo, o Estado lidera o ranking entre as nove unidades da federação do Nordeste.

No cenário nacional, Pernambuco contribui com 6% dos 100 hospitais listados, à frente do Piauí, Sergipe e Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão e Bahia. E ainda aparece na dianteira em comparação a estados como Paraná, Amazonas, Minas Gerais e Tocantins.

Em Pernambuco, entre as unidades estaduais destacadas, estão o Hospital Dom Malan (HDM), em Petrolina; o Hospital João Murilo de Oliveira (HJMO), em Vitória de Santo Antão; o Hospital Regional Fernando Bezerra (HRFB), em Ouricuri; e o Hospital Regional Ruy de Barros Correia (HRRBC), em Arcoverde, todos pertencentes à SES-PE. O Hospital das Clínicas e o Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC) – que também pertence à Rede Estadual –, ambos no Recife, completam a lista.

O resultado consta em um estudo nacional inédito realizado pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), o Instituto Ética Saúde (IES), o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

A partir da relação preliminar, o estudo passará por uma nova etapa de análise para a definição dos dez hospitais mais bem avaliados, que serão anunciados em maio, durante a cerimônia do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, iniciativa das cinco instituições parceiras.

“É com grande satisfação que destacamos uma conquista que orgulha Pernambuco: hospitais do nosso estado passam a integrar o ranking nacional dos 100 melhores hospitais do Sistema Único de Saúde. Esse reconhecimento reafirma a capacidade do SUS pernambucano de oferecer uma assistência qualificada, resolutiva e humanizada à população. Esse resultado é fruto de um trabalho contínuo e consistente, sustentado pelos investimentos do Governo de Pernambuco no fortalecimento da rede pública de saúde, na modernização das unidades, na qualificação dos profissionais e no aprimoramento da gestão”, destacou a secretária executiva de Atenção à Saúde da Secretaria de Saúde de Pernambuco, Adriana Bezerra.

O Hospital Dom Malan, localizado em Petrolina, é referência regional em atendimento materno-infantil para 53 municípios do Sertão de Pernambuco e da Bahia. A unidade realiza, em média, 600 partos por mês e cerca de 11 mil atendimentos de urgência, oferecendo serviços especializados como assistência a gestações de alto risco, banco de leite humano, alojamento Canguru e a única UTI pediátrica do Vale do São Francisco. A unidade possui o título de Hospital Amigo da Criança.

Já o Hospital Regional Fernando Bezerra, em Ouricuri, é uma unidade pública estadual de média complexidade e referência do SUS para mais de 350 mil habitantes do Sertão do Araripe, atendendo municípios da IX Gerência Regional de Saúde. A unidade oferece assistência a casos de urgência e emergência, incluindo situações de risco iminente de vida, acidentes e crises agudas, além de contar com equipes qualificadas em cirurgia geral, clínica médica, obstetrícia, pediatria e traumato-ortopedia.

O Hospital Regional Ruy de Barros Correia (HRRBC), localizado em Arcoverde, dispõe de 236 leitos e oferece atendimento em especialidades como clínica médica, anestesiologia, cirurgia geral, traumato-ortopedia, pediatria, obstetrícia e ginecologia. Por fim, o Hospital João Murilo de Oliveira (HJMO), localizado em Vitória de Santo Antão, conta com 119 leitos, oferecendo atendimento nas especialidades de clínica médica, obstetrícia, ortopedia e pediatria.

Adriana Bezerra também destaca a importância da interiorização da saúde em Pernambuco. “Ressaltamos a relevância da interiorização da saúde, que amplia o acesso aos serviços de média e alta complexidade, reduz desigualdades regionais e assegura que o cuidado chegue cada vez mais perto de onde as pessoas vivem. Seguimos avançando, com responsabilidade e compromisso, na construção de um SUS cada vez mais forte, público e de qualidade para toda a população pernambucana”, afirmou.

Critérios do estudo

A relação das unidades indicadas ao Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil contempla serviços hospitalares das esferas federal, estadual e municipal, com atendimento exclusivamente pelo SUS, sem qualquer vínculo com operadoras de planos de saúde. Foram considerados hospitais gerais (adultos ou pediátricos) e unidades especializadas em ortopedia, oncologia, cardiologia e maternidade, todos com mais de 50 leitos e com produção registrada no Sistema de Informações Hospitalares (SIH), do Ministério da Saúde, no período de agosto de 2024 a julho de 2025. Hospitais psiquiátricos e de longa permanência não integraram a seleção.

Requalificações e reconstruções

Em 2025, o Estado destinou R$ 140 milhões à Saúde, o dobro de 2019 e o maior volume dos últimos 10 anos. Entre os destaques estão o Hospital da Restauração, com recuperação de pavimentos e fachada (R$ 37 milhões); o Hospital Getúlio Vargas, com reformas no bloco cirúrgico (R$ 3,2 milhões); e o Hospital Barão de Lucena, com ampla requalificação de serviços como diálise, quimioterapia, UTIs, centro obstétrico e novos espaços assistenciais (R$ 33,7 milhões). Também receberam investimentos o Correia Picanço (R$ 1,2 milhão), o Hospital Otávio de Freitas (R$ 4,6 milhões em áreas internas e mais de R$ 56,5 milhões em obras estruturais e equipamentos), o Hospital Agamenon Magalhães (R$ 1,59 milhão no ambulatório e R$ 14,6 milhões em emergências), além de melhorias no Hospital Inácio de Sá, Hospital Geral de Areias, antiga sede da SES-PE/FUSAM, Hemope, Lacen-PE, Rede de Frios do Programa Estadual de Imunização e Hospital Jaboatão Prazeres. Somadas, as intervenções ultrapassam R$ 328 milhões.

Paralelamente, Pernambuco executa o maior programa de manutenção da história da rede estadual, com investimento superior a R$ 66 milhões, contemplando hospitais como Agamenon Magalhães (R$ 12 milhões), Barão de Lucena (R$ 9 milhões), Getúlio Vargas (R$ 7 milhões), Otávio de Freitas (R$ 13 milhões), Restauração (R$ 15 milhões) e Hospital Regional do Agreste (R$ 10 milhões). Nos hospitais regionais, os aportes superam R$ 41,7 milhões. A rede também recebeu R$ 14,4 milhões para modernização de elevadores, com 33 equipamentos previstos e investimento total de R$ 11,6 milhões.

Grande obras

Avançam a reforma do Hospital Regional José Fernandes Salsa (R$ 23 milhões), a requalificação do Hospital Regional do Agreste (R$ 110 milhões) e a construção da nova maternidade de Serra Talhada, do Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães e do Hospital Eduardo Campos, somando R$ 72 milhões, além de dois Centros Especializados em Reabilitação (R$ 18 milhões). Na rede materno-infantil, o Hospital da Mulher do Agreste, entregue em maio de 2025, já realizou mais de 3.800 partos até novembro, com 190 leitos. O Estado implanta ainda a primeira UPAE-R, em Areias (R$ 10 milhões), e anuncia cinco novas maternidades em Serra Talhada, Caruaru, Garanhuns, Ouricuri e Igarassu, com 691 leitos e investimento de R$ 629 milhões. Dessas, a de Caruaru já foi entregue à população

BASE BOLSONARISTA REAGE A VETO DE LULA E ARTICULA DERRUBADA DE PROJETO SOBRE PENAS DO 8 DE JANEIRO

A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de vetar integralmente o chamado PL da Dosimetria acendeu um novo embate político no Congresso Nacional. Parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro iniciaram uma ofensiva para tentar derrubar o veto presidencial e garantir a promulgação do texto pelo próprio Legislativo, o que daria força de lei à proposta mesmo sem o aval do Executivo.

O projeto, aprovado anteriormente com ampla maioria tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal, previa alterações nos critérios de fixação das penas, o que poderia resultar na redução das condenações aplicadas a parte dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidas e depredadas.

A reação mais contundente veio do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que utilizou a rede social X, nesta quinta-feira (8), para criticar duramente o veto de Lula. Segundo o parlamentar, a decisão presidencial teria um caráter político e serviria como um “recado” aos opositores do governo. Na publicação, Sóstenes afirmou que o Brasil vive um “estado de exceção silencioso”, no qual, segundo ele, a aplicação das penas estaria sendo utilizada como instrumento de intimidação.

No mesmo movimento, a deputada Carol De Toni (PL-SC) protocolou um requerimento solicitando a convocação de uma sessão extraordinária do Congresso Nacional para que o veto seja apreciado o quanto antes. A estratégia da base bolsonarista é acelerar a análise e tentar reunir votos suficientes para derrubar a decisão do presidente.

Pelas regras constitucionais, caso deputados e senadores, em sessão conjunta, rejeitem o veto presidencial, o texto original do projeto é promulgado pelo próprio Congresso, passando a valer como lei. Esse cenário abriria caminho para a revisão das penas aplicadas pelo Judiciário aos condenados pelos ataques antidemocráticos.

Ao vetar o projeto, Lula sinalizou alinhamento com o entendimento de que as punições impostas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro devem ser mantidas como forma de preservar a democracia e reforçar a responsabilização por crimes contra o Estado de Direito. O Palácio do Planalto avalia que a mudança na dosimetria poderia enfraquecer o caráter pedagógico das condenações.

Com o veto colocado no centro do debate político, a tendência é de que o tema volte a tensionar a relação entre governo e oposição nas próximas semanas, transformando a análise do Congresso em mais um capítulo da disputa narrativa sobre os desdobramentos do 8 de janeiro e seus impactos institucionais.