segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

POLICIAL MILITAR RECÉM-FORMADA QUE MORREU EM COLISÃO NO RECIFE SERÁ SEPULTADA NO SERTÃO

A madrugada desta segunda-feira (12) foi marcada por dor, comoção e luto para a Polícia Militar de Pernambuco e para familiares e amigos da soldado Leidy Emily, de apenas 28 anos. Recém-formada na corporação e lotada no 12º Batalhão, a jovem policial perdeu a vida após um grave acidente de trânsito ocorrido na Zona Oeste do Recife, enquanto cumpria seu dever e seguia em deslocamento para uma operação policial.

Após a liberação do corpo pelo Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, no centro da capital pernambucana, ainda pela manhã, Leidy Emily seguiu para a cidade de Triunfo, no Sertão do Pajeú, onde será sepultada. Segundo informações repassadas pela funerária Eterno Descanso, responsável pelos procedimentos fúnebres, o velório e o sepultamento estão marcados para esta terça-feira (13), às 16h, em clima de profunda comoção no município sertanejo.

O acidente aconteceu por volta das 2h43, no cruzamento das ruas São Miguel e Quitério Inácio de Melo, no bairro de Afogados. A viatura da Polícia Militar, um veículo modelo Duster, colidiu violentamente com um automóvel Spin no momento em que a equipe se deslocava para uma ação na Avenida Caxangá, uma das principais vias da Zona Oeste do Recife. O impacto foi intenso, resultando na morte imediata da policial.

Leidy Emily estava no início de sua trajetória profissional, carregando o sonho de servir à sociedade e construir uma carreira na segurança pública. A morte precoce interrompe não apenas um projeto de vida, mas também o futuro de uma policial que havia acabado de ingressar oficialmente na corporação, simbolizando a renovação de quadros da PM pernambucana.

O condutor da viatura, o policial militar Renan Farias, ficou ferido e precisou ser retirado do veículo pelas equipes do Corpo de Bombeiros. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital da Restauração, no bairro do Derby, onde recebeu atendimento médico. Seu estado de saúde não foi detalhado, mas ele permanece sob cuidados hospitalares. Já o motorista do veículo Spin envolvido na colisão sofreu apenas ferimentos leves e recusou atendimento médico no local.

A morte de Leidy Emily reacende o debate sobre os riscos enfrentados diariamente por profissionais da segurança pública, mesmo fora de confrontos diretos com a criminalidade. Em deslocamentos, operações e atendimentos de rotina, policiais estão constantemente expostos a situações de perigo, muitas vezes invisíveis para a sociedade.

Em Triunfo, cidade conhecida pelo clima ameno e pela forte identidade cultural, o sepultamento da policial promete reunir familiares, amigos, colegas de farda e moradores consternados pela perda. O sentimento é de tristeza profunda e indignação diante de uma vida ceifada tão cedo, em pleno exercício da função.

A Polícia Militar de Pernambuco deve prestar homenagens à soldado, reconhecendo sua dedicação, ainda que breve, à corporação e ao serviço público. Leidy Emily passa a integrar a dolorosa lista de agentes de segurança que perderam a vida em serviço, deixando um legado de coragem, compromisso e amor à profissão.

VINICIUS LABANCA VOLTA AO TABULEIRO CENTRAL DA POLÍTICA PERNAMBUCANA

A política de Pernambuco tem assistido, nos últimos meses, a um movimento silencioso, porém consistente, de reposicionamento de peças estratégicas no tabuleiro estadual. Entre elas, poucas chamam tanta atenção quanto Vinicius Labanca. Com trajetória que combina experiência legislativa, gestão municipal e articulação partidária, o prefeito de São Lourenço da Mata reaparece como um dos nomes mais influentes do PSB fora da capital, em um momento em que o partido redesenha seus rumos para o ciclo eleitoral que se aproxima.

Deputado estadual por dois mandatos consecutivos entre 2011 e 2018, Labanca construiu na Assembleia Legislativa uma base sólida de relacionamento político e conhecimento institucional. A vitória para a Prefeitura de São Lourenço da Mata, em 2020, marcou não apenas seu retorno ao Executivo, mas também um novo patamar de visibilidade. Desde 2021 no comando do município, ele passou a ser visto como um gestor com capacidade de diálogo regional e trânsito fluido entre diferentes correntes do PSB, atributo cada vez mais valorizado em um cenário de disputas internas e reorganização partidária.

Esse protagonismo é potencializado pela relação próxima e direta com o prefeito do Recife, João Campos. Nos bastidores, Vinicius atua como aliado estratégico, interlocutor frequente e operador político em pautas que extrapolam os limites de São Lourenço da Mata. A sintonia entre os dois não é casual e remete a um enredo já conhecido na história recente do socialismo pernambucano. Assim como Ettore Labanca, pai de Vinicius, foi peça-chave na construção política que levou Eduardo Campos ao Palácio do Campo das Princesas, agora é o filho quem surge como articulador de confiança em um novo ciclo geracional do partido.

A Região Metropolitana do Recife, onde Vinicius mantém sua principal base eleitoral, é hoje um dos territórios mais disputados da política estadual. Ter influência consolidada nesse espaço significa força eleitoral, capacidade de mobilização e peso decisivo nas composições futuras. É justamente nesse ponto que o nome de Labanca volta a circular com intensidade nos corredores do poder, alimentando expectativas sobre seus próximos passos.

A possibilidade de uma candidatura à Assembleia Legislativa de Pernambuco em 2026 ganhou corpo entre lideranças do PSB e aliados próximos. Para isso, seria necessária a renúncia ao mandato de prefeito até abril deste ano, uma decisão que exige cálculo preciso, leitura do cenário e avaliação dos riscos. Caso opte por esse caminho e confirme retorno à Alepe, Vinicius Labanca ampliaria ainda mais sua influência política, reforçando a base metropolitana do PSB e se consolidando como peça-chave na sustentação de um eventual governo estadual liderado por João Campos.

Mais do que um simples retorno à cena, o momento vivido por Vinicius Labanca simboliza a renovação com continuidade dentro do PSB pernambucano. Experiência herdada, protagonismo construído e articulação estratégica se combinam em um personagem que volta ao centro do jogo, não como coadjuvante, mas como um dos nomes capazes de influenciar os rumos da política estadual nos próximos anos.

CARUARU REAGE À ESCALADA DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO E TRANSFORMA POLÍTICA PÚBLICA EM AÇÃO CONCRETA DE PROTEÇÃO ÀS MULHERES

Em meio ao avanço preocupante dos índices de feminicídio em Pernambuco e no Brasil, Caruaru tem buscado se diferenciar não apenas pelo discurso, mas pela adoção de medidas práticas e integradas no enfrentamento à violência contra a mulher. Por meio da Secretaria da Mulher (SEMU), o município intensificou ações de prevenção, acolhimento e responsabilização, reforçando uma rede de proteção que atua antes, durante e após a violência.

Embora cinco casos de feminicídio tenham sido registrados em 2025, com o último confirmado em setembro, a resposta do poder público e das forças de segurança foi imediata em todos eles. O dado, ainda que doloroso, evidencia a necessidade de políticas contínuas e estruturadas, capazes de atuar de forma preventiva e reduzir riscos antes que a violência chegue ao seu desfecho mais extremo.

A secretária da Mulher, Luana Marabuco, destaca que o enfrentamento à violência de gênero em Caruaru não se limita à sua pasta. Segundo ela, o compromisso da gestão municipal é transversal e envolve diversas secretarias, com foco não apenas na repressão à violência, mas também no cuidado integral com as mulheres. “A nossa gestão tem compromisso com a vida das mulheres, ampliando as ações em todas as secretarias do município e não só na Secretaria da Mulher, que, além do enfrentamento à violência, ainda atua no foco do cuidado, da cidadania, da autonomia econômica e da saúde da mulher”, afirmou.

Os números reforçam o avanço dessa política pública. Em 2025, o Centro de Referência da Mulher Maria Neuma (CRM) realizou 6.173 atendimentos, superando os 5.606 registrados em 2024. O crescimento reflete tanto o fortalecimento da rede quanto a maior confiança das mulheres nos serviços oferecidos pelo município, que envolvem atendimento psicológico, social e jurídico.

Na área da educação, a prevenção tem sido trabalhada desde cedo. O projeto Maria da Penha Vai às Escolas alcançou 3.008 estudantes em 39 unidades da rede municipal ao longo do ano, levando informação e conscientização sobre direitos, respeito e enfrentamento à violência doméstica. A iniciativa vem se consolidando como uma das principais estratégias de mudança cultural, ao dialogar diretamente com crianças e adolescentes.

Outro indicador relevante foi o salto nas formações sociopolíticas promovidas pela SEMU. Em 2025, 4.704 pessoas participaram dessas atividades, um número mais de três vezes superior ao registrado no ano anterior, ampliando o alcance do debate sobre igualdade de gênero, cidadania e combate à violência.

Além das ações educativas e de acolhimento, o município também investiu em iniciativas de mobilização e fortalecimento da autonomia feminina. Atividades como aulões de defesa pessoal, a realização da 4ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres, que reuniu 462 participantes, e o I Congresso do Agreste de Enfrentamento à Violência de Gênero, com 783 inscritos e 87 trabalhos apresentados, posicionaram Caruaru como referência regional no debate e na formulação de políticas públicas para as mulheres.

Um dos maiores avanços institucionais, no entanto, está na articulação com o Judiciário. Implantado em 2024, o Núcleo Integrado dos Oficiais de Justiça (NIOJ) tornou-se um diferencial da política municipal de enfrentamento à violência doméstica. A iniciativa, pioneira em Pernambuco, garante maior agilidade no cumprimento das Medidas Protetivas de Urgência, contando com oficiais de justiça dedicados exclusivamente aos casos de violência contra a mulher. O núcleo atua diretamente na Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Caruaru, reduzindo o tempo de resposta e ampliando a segurança das vítimas.

A experiência exitosa já ultrapassou os limites do município e se tornou referência para outras regiões. O modelo do NIOJ será replicado na Região Metropolitana do Recife, consolidando Caruaru como exemplo de como políticas públicas bem estruturadas podem salvar vidas.

Diante de um cenário nacional alarmante, o município aposta na integração entre prevenção, acolhimento, educação e justiça como caminho para enfrentar a violência de gênero. Em Caruaru, a política pública deixa de ser promessa e se transforma em ação contínua, com foco na proteção, na dignidade e no direito das mulheres à vida.

NEIDE REINO DEIXA A CODEAM DE CABEÇA ERGUIDA E COM A CONSCIÊNCIA DO DEVER CUMPRIDO APÓS INTERFERÊNCIAS POLÍTICAS

A saída de Neide Reino da Secretaria Executiva da CODEAM não encerra apenas um ciclo administrativo, mas revela os bastidores de um episódio marcado por interferências políticas e pela ruptura de uma tradição histórica de convivência democrática dentro da entidade que representa os municípios do Agreste Meridional. Com um discurso firme, sereno e carregado de simbologia política, Neide deixa o cargo reafirmando valores, trajetória e a certeza de que cumpriu integralmente sua missão institucional.

Ao longo dos anos, a CODEAM consolidou-se como um espaço plural, onde prefeitos e ex-prefeitos, independentemente de posição política em suas bases eleitorais, sempre encontraram respeito, autonomia e liberdade para exercer suas funções. A própria Secretaria Executiva, até então, era ocupada por ex-gestores que, mesmo atuando como oposição em seus municípios, jamais sofreram qualquer tipo de constrangimento ou pressão. Esse equilíbrio, segundo Neide Reino, foi quebrado.

A ex-secretária relata que sua saída ocorreu por exigência direta do prefeito de Capoeiras, em um movimento que destoou do histórico institucional da entidade. A comunicação da demissão aconteceu no dia 24 de novembro, mas o desligamento oficial só foi efetivado em 5 de dezembro. Antes mesmo que sua família fosse informada formalmente, o episódio já havia sido comemorado e divulgado em blogs locais, ganhando repercussão regional e evidenciando o caráter político da decisão.

Neide faz questão de ressaltar que seu vínculo com a CODEAM era regido pela CLT e que não havia qualquer impedimento legal para sua permanência no cargo. Para ela, a exoneração não teve motivação administrativa ou técnica, mas foi fruto de interesses políticos e de disputas de poder que se sobrepuseram ao espírito municipalista que sempre norteou a instituição.

Com uma trajetória política sólida, Neide Reino não se coloca apenas como personagem do episódio, mas como herdeira e protagonista de uma história que atravessa mais de cinco décadas da política de Capoeiras. Filha de Manoel Reino, ex-vereador, ex-vice-prefeito e ex-prefeito por dois mandatos, integrante de uma família que também teve Neném de Olegário como vereador e prefeito, Neide construiu sua própria caminhada com dois mandatos de prefeita e dois de presidente da própria CODEAM. Uma trajetória que, segundo ela, fala por si e dispensa discursos defensivos.

Mesmo diante da forma como se deu sua saída, Neide adota um tom de firmeza e dignidade. Afirma seguir na luta, com a consciência tranquila e a convicção de que cumpriu seu dever público com responsabilidade, ética e compromisso com os municípios do Agreste Meridional. Em sua despedida, faz questão de agradecer a confiança recebida durante sua passagem pela CODEAM, destacando o apoio de Nogueira e de todos os funcionários da casa.

A saída de Neide Reino, mais do que um ato administrativo, expõe tensões políticas internas e reacende o debate sobre a autonomia das entidades municipalistas diante de pressões externas. Para Neide, no entanto, o episódio não representa derrota, mas a reafirmação de uma postura: a de quem sai de cabeça erguida, com a história preservada e a consciência limpa de quem sempre colocou o interesse público acima de disputas menores.

ÁLVARO PORTO DESPONTA COMO NOME FORTE PARA VICE DE JOÃO CAMPOS NA CAMPANHA PELO GOVERNO DE PERNAMBUCO EM 2026

A sucessão eleitoral de 2026 em Pernambuco começa a ganhar contornos mais definidos nos bastidores da política local, e um nome que cresce em relevância no projeto liderado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), é o do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (PSDB). Porto, que hoje ocupa a presidência do Legislativo estadual e cumpre seu terceiro mandato como deputado estadual, figura como uma das principais alternativas para compor a chapa majoritária como candidato a vice-governador, após o afastamento de outras possíveis escolhas para a vaga.

A articulação política em torno de Porto não é casual: aliado desde o início da trajetória política de Campos, ele incorpora uma combinação de experiência administrativa — incluindo sua passagem pela Prefeitura de Canhotinho como gestor municipal — e habilidade de diálogo com diferentes lideranças políticas do estado, algo valorizado em um cenário eleitoral cada vez mais competitivo. Sua atuação à frente da Alepe, onde tem protagonizado posições firmes frente ao Executivo estadual, como no recente imbróglio em torno da Lei Orçamentária Anual de 2026, em que a Casa que preside rejeitou mensagens do Governo e reagendou a tramitação da proposta legislativa, revela seu protagonismo político e capacidade de articulação institucional. 

Além dessas questões de política institucional, o movimento em direção à sua indicação para a vaga de vice-governador ocorre em um momento no qual João Campos figura como nome dominante nas pesquisas de intenção de voto para o Governo de Pernambuco. Levantamentos recentes indicam uma liderança consolidada — com índices robustos acima de 50% em cenários estimulados — enquanto a atual governadora, Raquel Lyra (PSD), aparece em segundo lugar em várias simulações eleitorais. 

Para os estrategistas da base de apoio a Campos, a escolha de Porto pode atender a duas frentes simultâneas: por um lado, transmite equilíbrio político para a chapa, mesclando juventude e renovação com experiência governamental e legislativa; por outro, busca consolidar alianças mais amplas em setores do espectro partidário do centro e da centro-direita, especialmente no contexto de um PSDB que busca reconfigurar sua relevância no estado a partir de sua representação na Alepe.

Nos corredores da política pernambucana, o nome de Porto ganha menções cada vez mais frequentes em conversas sobre composição de palanques, encontros partidários e costuras com lideranças municipais — fundamentais em um estado onde as alianças locais podem influenciar o desempenho nas urnas de outubro de 2026. A definição formal da chapa, entretanto, ainda segue em construção, com líderes aliados aguardando o momento oportuno para anunciar oficialmente a vice-candidatura.

Em síntese, a presença de Álvaro Porto como possível vice-governador representa não apenas uma jogada de equilíbrio político, mas também uma tentativa de fortalecer um projeto que busca união partidária e amplitudes eleitorais em um pleito considerado crucial para o futuro político de Pernambuco.

MENDONÇA FILHO ENTRA EM 2026 NO AUGE POLÍTICO, GANHA RESPEITO TRANSVERSAL E VIRA PEÇA-CHAVE NO JOGO ELEITORAL DE PERNAMBUCO

O ano de 2026 começa com um cenário especialmente favorável para o deputado federal Mendonça Filho. Com capital político fortalecido, reconhecimento técnico raro no Congresso Nacional e trânsito consolidado entre diferentes campos partidários, o parlamentar desponta como um dos nomes mais robustos da bancada pernambucana às vésperas de mais uma disputa eleitoral. Nos bastidores de Brasília e do Recife, a avaliação é quase unânime: Mendonça larga na frente.

O peso desse momento não vem apenas da longevidade política, mas, sobretudo, do desempenho recente. No fim de 2025, Mendonça foi apontado como o segundo melhor deputado federal do Brasil e o primeiro do Nordeste e de Pernambuco no Ranking dos Políticos, uma das avaliações mais respeitadas do Legislativo. Pouco depois, seu nome voltou a ganhar projeção ao figurar entre os 30 congressistas mais influentes do país, segundo o Prêmio Valoriza Parlamento. Para analistas políticos ouvidos reservadamente, essa dupla chancela o coloca em um patamar acima da média. “Não é só popularidade; é reconhecimento institucional, algo que pesa muito em ano eleitoral”, avalia um consultor legislativo que acompanha de perto a atuação da Câmara.

A projeção nacional foi impulsionada pela atuação como relator da PEC da Segurança Pública, uma das matérias mais sensíveis e debatidas do Congresso nos últimos anos. Ao assumir a relatoria, Mendonça evitou o caminho fácil do discurso inflamado e apostou na construção técnica e no diálogo. O relatório apresentado propôs medidas duras, como o fim da progressão de pena para crimes graves, ao mesmo tempo em que defendeu maior integração entre União, estados e municípios na governança da segurança pública. Lideranças de diferentes partidos reconheceram o equilíbrio do texto. Um deputado do centro afirma, sob reserva, que “foi um raro caso em que a relatoria conseguiu unir rigor e responsabilidade institucional”.

Esse perfil tem sido apontado como um diferencial estratégico. Em um Congresso cada vez mais marcado por disputas ideológicas ruidosas, Mendonça se consolidou como um parlamentar de entregas concretas. Para aliados, sua postura reforça a imagem de alguém que resolve problemas em vez de amplificá-los. “Ele não precisa gritar para ser ouvido. Quando fala, o plenário escuta”, resume um dirigente partidário do Nordeste.

A trajetória ajuda a explicar esse posicionamento. Mendonça carrega no currículo passagens pelo Executivo estadual, incluindo o governo de Pernambuco, e pelo Executivo federal, quando foi ministro da Educação, além de sucessivos mandatos no Legislativo. Essa vivência múltipla o transformou em uma referência quando o tema envolve gestão pública, responsabilidade fiscal ou desenho institucional de políticas. Para cientistas políticos, trata-se de um ativo valioso em um momento em que parte do eleitorado demonstra cansaço com discursos vazios. “Existe uma parcela crescente que busca previsibilidade e competência. Mendonça dialoga bem com esse eleitor”, avalia um professor de ciência política da UFPE.

Do lado da oposição, o reconhecimento também aparece, ainda que acompanhado de ressalvas. Um adversário político admite que Mendonça chega forte para 2026, mas pondera que o cenário eleitoral em Pernambuco é volátil. “Ele tem estrutura, tem currículo e tem visibilidade. O desafio será traduzir isso em voto em um ambiente cada vez mais fragmentado”, afirma.

Nos bastidores, a leitura predominante é de que a reeleição está bem encaminhada, salvo mudanças bruscas no cenário político. A grande incógnita segue sendo o futuro partidário do deputado dentro da Federação. A dúvida sobre permanecer ou não no atual arranjo alimenta especulações e abre espaço para conversas em diferentes campos. Um líder partidário resume o clima: “Onde Mendonça estiver, ele agrega. Por isso, todos observam com atenção seus próximos movimentos”.

Enquanto o calendário eleitoral avança, Mendonça Filho segue ocupando um espaço singular: o de um parlamentar que combina reconhecimento técnico, influência política e baixa rejeição. Em um ano que promete disputas acirradas e muito ruído, ele aparece como um nome que aposta na credibilidade institucional como trunfo. A eleição ainda está distante, mas uma coisa já é consenso entre aliados e adversários: Mendonça entra em 2026 forte — e como peça central no tabuleiro político de Pernambuco.

MISSÃO NO MARCO ZERO: RENAN SANTOS MOBILIZA JUVENTUDE NO RECIFE E LEVA PRÉ-CAMPANHA AO AGRESTE COM DESTAQUE PARA GARANHUNS

A tarde deste domingo foi marcada por movimentação política intensa no Marco Zero do Recife, onde o ativista Renan Santos, presidente nacional e pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, reuniu mais de 500 jovens em um ato que marcou oficialmente o início de sua agenda de cinco dias em Pernambuco. O encontro, carregado de entusiasmo e discursos voltados para a renovação política, serviu como ponto de largada para uma série de compromissos que percorrem a Região Metropolitana do Recife e avançam até o Agreste do Estado, numa estratégia clara de interiorização do projeto político da legenda.

Diante de apoiadores, Renan Santos destacou a importância de Pernambuco no cenário nacional e afirmou que o Estado simboliza os desafios e as potencialidades do país. O discurso teve forte apelo junto ao público jovem, principal base mobilizada no evento, com mensagens voltadas ao combate à corrupção, à crítica ao modelo político tradicional e à defesa de reformas estruturais. A presença expressiva no Marco Zero foi interpretada por aliados como um sinal de que o Partido Missão busca se consolidar como uma alternativa fora do eixo político convencional.

Após o ato no Recife, a agenda do pré-candidato segue por municípios estratégicos da Região Metropolitana, incluindo Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Camaragibe e Cabo de Santo Agostinho, onde estão previstos encontros com militantes, lideranças locais e simpatizantes do partido. A programação também contempla uma passagem por Caruaru, reforçando o foco no Agreste, região considerada fundamental para ampliar a capilaridade da pré-campanha no interior pernambucano.

É justamente em Garanhuns que a visita ganha um peso simbólico especial. A cidade, referência política e cultural do Agreste Meridional, foi escolhida como um dos principais pontos da agenda interiorana do Partido Missão. Em Garanhuns, Renan Santos deve participar de reuniões políticas e atividades com apoiadores locais, em um esforço de diálogo direto com a população sobre temas como desenvolvimento regional, segurança pública, geração de empregos e fortalecimento das economias locais. A escolha do município reforça a estratégia de levar o debate presidencial para além das capitais, valorizando cidades-polo do interior.

A passagem por Garanhuns também sinaliza a tentativa do Partido Missão de construir bases sólidas no Agreste, região historicamente decisiva em disputas eleitorais em Pernambuco. O discurso adotado pelo pré-candidato busca conectar pautas nacionais com demandas regionais, apresentando propostas que dialoguem com a realidade socioeconômica do interior do Estado. Para aliados, a visita representa mais do que um compromisso de agenda: trata-se de um movimento calculado para inserir o partido no debate político local desde já.

Com a série de encontros programados ao longo da semana, Renan Santos utiliza Pernambuco como vitrine para o início de sua caminhada rumo a 2026. A mobilização no Marco Zero e a atenção dedicada a cidades como Garanhuns mostram que a pré-campanha aposta na juventude, na presença territorial e no contato direto com a população como pilares centrais de sua estratégia política.

CARLOS BOLSONARO DIZ QUE EX-PRESIDENTE PASSA MAL NA PRISÃO E DEFESA PREPARA NOVO PEDIDO DE PRISÃO DOMICILIAR

O ex-vereador Carlos Bolsonaro voltou a usar as redes sociais neste domingo (11) para relatar um novo episódio de mal-estar envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos de prisão em uma cela especial da Polícia Federal, após condenação por tentativa de golpe de Estado. Segundo Carlos, o quadro de saúde do ex-presidente teria se agravado ao longo dos últimos dias, levando à necessidade de atendimento médico dentro da unidade prisional.

Em publicação acompanhada por uma fotografia do pai, registrada de costas, Carlos afirmou que Bolsonaro enfrenta crises constantes de soluços que teriam evoluído para um quadro persistente de azia, além de episódios de vômito. De acordo com o relato, os sintomas estariam dificultando tanto a alimentação quanto o sono do ex-presidente, o que motivou o acionamento do médico responsável por seu acompanhamento clínico.

“O médico do meu pai foi chamado hoje à prisão após sermos informados de que suas crises persistentes de soluços evoluíram para um quadro de azia constante, o que o impede de se alimentar adequadamente e de dormir”, escreveu Carlos, ao detalhar a situação nas redes sociais. Ele também alegou que os episódios de vômito estariam relacionados às sequelas da facada sofrida por Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018.

Na mesma postagem, o ex-vereador informou que a equipe jurídica do ex-presidente prepara um novo pedido de prisão domiciliar de caráter humanitário, sustentado pelo que classifica como um “quadro geral debilitado” de saúde. A defesa, segundo ele, deve protocolar a solicitação nos próximos dias, reforçando a argumentação médica para tentar a transferência do cumprimento da pena para o regime domiciliar.

Carlos Bolsonaro aproveitou ainda para reiterar críticas à condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal, questionando a decisão e voltando a listar os crimes pelos quais o pai foi sentenciado. Em tom político, ele também retomou ataques a adversários ideológicos, associando o atentado sofrido por Bolsonaro no passado a militantes ligados à esquerda, discurso que já vinha sendo utilizado pela família desde a prisão do ex-presidente.

Até o momento, a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal não se pronunciaram oficialmente sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro nem sobre o eventual pedido de prisão domiciliar. O caso segue repercutindo nas redes sociais e no meio político, reacendendo debates sobre as condições de saúde de presos em regime especial e os limites da concessão de benefícios humanitários em condenações de grande repercussão nacional.