segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

VERÃO GOIANA 2026 CONSOLIDOU LITORAL COMO POTÊNCIA TURÍSTICA E LEVOU MULTIDÕES ÀS PRAIAS COM GRANDES SHOWS GRATUITOS

O Verão Goiana 2026 consolidou de vez o litoral do município como um dos principais polos turísticos da alta estação em Pernambuco. Ao longo da temporada, as praias de Ponta de Pedras e Carne de Vaca se transformaram em grandes centros de convivência, cultura e lazer, recebendo milhares de visitantes e movimentando intensamente a economia local.

A programação cultural, marcada por grandes shows gratuitos, atraiu públicos de várias cidades da região e também turistas de outros estados, fortalecendo o comércio, a rede de hospedagem e os serviços informais. Barracas de praia, bares, restaurantes e ambulantes registraram aumento significativo nas vendas, impulsionados pelo fluxo constante de pessoas que lotaram o litoral para acompanhar as atrações.

Em Carne de Vaca, a orla se transformou em um verdadeiro palco a céu aberto. O público acompanhou apresentações de nomes consagrados e populares como Amado Batista, Calcinha Preta, Priscila Senna, Thales Play, Vitor Fernandes, Márcia Fellipe e Cosminho. Os shows reuniram famílias, jovens e visitantes em noites marcadas por muita música, animação e um clima de festa que se espalhou por toda a praia.

Já em Ponta de Pedras, o encerramento do Verão Goiana aconteceu no domingo (25) e manteve o mesmo ritmo de sucesso. A programação começou ainda durante a tarde e seguiu até a noite, com apresentações de Chico Vaqueiro, André e Forró dos Errados, Xande de Pilares, Igor Kannário e o grupo Imaginasamba. A diversidade de estilos garantiu um público variado e reforçou o caráter democrático do evento, que valorizou diferentes ritmos e expressões culturais.

Além do entretenimento, o evento teve papel estratégico no fortalecimento do turismo local. A estrutura montada priorizou a organização dos espaços públicos, segurança e acessibilidade, permitindo que moradores e visitantes aproveitassem a programação com tranquilidade. A presença de equipes de apoio, ordenamento do trânsito e reforço na segurança ajudou a garantir o bom andamento das festividades.

O prefeito Marcílio Régio destacou que o Verão Goiana fez parte de uma política voltada ao desenvolvimento do município por meio do turismo e da cultura. Segundo ele, a proposta foi oferecer uma programação gratuita e de qualidade, capaz de valorizar o litoral, gerar renda e criar oportunidades para a população local.

Com forte participação popular e impacto direto na economia, o Verão Goiana 2026 deixou como legado a consolidação do litoral do município como destino estratégico durante a alta temporada. A combinação entre grandes atrações musicais, organização e valorização cultural reforçou a vocação turística da região e projetou Goiana ainda mais no cenário estadual do turismo de verão.

EM FESTA RELIGIOSA, ÁLVARO PORTO ANUNCIA ENVIO DE R$ 1 MILHÃO PARA OBRAS NA VILA DO CRUZEIRO, EM QUIPAPÁ

Informação foi repassada a moradores e ao prefeito do município, Pité, na 42ª Festa de São Sebastião

O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto, anunciou, neste domingo (25.01), durante a 42ª Festa de São Sebastião, na Vila do Cruzeiro, em Quipapá, a destinação de R$ 1 milhão -  recursos de emendas - para a conclusão do calçamento do bairro. 
Ao lado do prefeito Pité, de vereadores e do pré-candidato a deputado federal Gabriel Porto, o deputado destacou que, assim como em 2020, quando prometeu e enviou verbas para o início de obras estruturadoras da vila, designará novo volume de recursos para o local. 

“É compromisso nosso, palavra do deputado Álvaro Porto. Para mim, vale a palavra, a gratidão”, disse o deputado. Ele lembrou que o povo de Quipapá esteve com ele em todas as eleições que disputou para a Assembleia e também elegeu Alvinho Porto, seu filho, prefeito do município, em 2020.
“Hoje Pité está no comando da prefeitura e quero agradecer de todo coração. Gratidão, comigo é, dívida que não prescreve”, afirmou. “Neste domingo vivemos um momento especial, reencontrando os amigos de Quipapá e celebrando a tradicional Festa de São Sebastião. O carinho e a gratidão do povo da Vila do Cruzeiro pelo nosso trabalho enchem o nosso coração de alegria e nos dão ainda mais disposição para seguir fazendo muito mais pela nossa gente”, completou. 

Por sua vez, o prefeito ressaltou que quem ganha com o anúncio é a população da vila. “Vocês (moradores) sabem da luta que vocês mesmos fazem para que esta obra possa acontecer. A gente agradece por esse R$ 1 milhão e tenho certeza que o povo do Cruzeiro vai agradecer por esse momento”, disse Pité.

Fotos: Lucas Patrício

HISTÓRICO: TRF-5 REDUZ MULTA MILIONÁRIA APÓS 15 ANOS E REAFIRMA PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE NA JUSTIÇA

Uma decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) está sendo apontada por especialistas como um marco na aplicação dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade em processos de longa duração. A Corte reduziu de R$ 2,7 milhões para R$ 50 mil o valor de uma multa processual que havia se acumulado ao longo de 15 anos, reconhecendo que o montante executado havia se tornado excessivo e descolado da finalidade original da penalidade.

O caso envolve uma empresa do setor alimentício que foi severamente impactada pelas enchentes que atingiram o município de União dos Palmares, episódio que causou prejuízos generalizados à economia local. Em meio às dificuldades estruturais e financeiras enfrentadas após o desastre natural, a empresa acabou se tornando parte de uma disputa judicial que resultou na fixação de multa diária — as chamadas astreintes — para garantir o cumprimento de uma obrigação determinada pela Justiça.

Com o passar dos anos, o valor da multa cresceu de forma exponencial. Quando o processo entrou na fase de cumprimento de sentença, em 2015, a dívida já havia alcançado cifras milionárias, ultrapassando de forma expressiva o valor da obrigação principal discutida na ação. Para a defesa, a situação havia se tornado insustentável, transformando um instrumento de coerção judicial em uma penalidade de caráter praticamente confiscatório.

O ponto mais sensível do julgamento foi justamente o momento em que a revisão foi solicitada. Em regra, após o trânsito em julgado, a rediscussão de valores encontra barreiras jurídicas rígidas, em respeito à chamada coisa julgada. Ainda assim, os desembargadores entenderam que, diante das circunstâncias específicas do caso, a manutenção da cobrança integral configuraria excesso de execução.

A tese apresentada pelos advogados do escritório Barros, Carvalho e Mororó se apoiou na vedação ao enriquecimento sem causa e na função pedagógica das astreintes. Segundo a defesa, a multa não pode se transformar em um fim em si mesma, nem gerar um desequilíbrio tão grande a ponto de inviabilizar a continuidade de uma atividade empresarial.

Para o advogado Gustavo Carvalho, a decisão demonstra que o Judiciário vem adotando uma visão mais alinhada à realidade econômica das partes envolvidas. Ele destaca que a revisão de multas acumuladas por tanto tempo exige fundamentação técnica consistente, capaz de demonstrar que o valor perdeu a proporcionalidade em relação ao objetivo inicial da medida coercitiva.

Já o advogado Carlos Eduardo Barros ressalta que o entendimento do TRF-5 fortalece a segurança jurídica ao reconhecer limites na execução de penalidades processuais. Segundo ele, preservar empresas que geram empregos e cumprem função social também é uma forma de concretizar a Justiça, especialmente quando fatores externos, como desastres naturais, agravam a situação financeira dos envolvidos.

Ao reduzir a multa para R$ 50 mil, o tribunal manteve o caráter punitivo e pedagógico da sanção, mas afastou o que considerou um valor desproporcional e incompatível com os princípios que regem o processo civil. O desfecho encerra um período de mais de uma década de incertezas para a empresa.

Emocionado com a conclusão do caso, o empresário responsável pela companhia resumiu o sentimento de alívio ao ver afastado o risco de perder o patrimônio construído ao longo da vida. “Para mim, o dia daquela enchente só acabou agora”, afirmou.

A decisão reforça um entendimento cada vez mais presente nos tribunais brasileiros: multas judiciais devem servir como instrumento de efetividade das decisões, e não como mecanismo de ruína financeira, especialmente quando a realidade fática demonstra clara desproporção entre a penalidade acumulada e a finalidade original da medida.

CARNAVAL 2026 DE ARCOVERDE EXALTA SEUS HOMENAGEADOS E TRANSFORMA NOMES EM SÍMBOLOS DA CULTURA POPULAR

O Carnaval de Arcoverde em 2026 já nasce marcado pela valorização de pessoas que ajudaram a construir, com arte, dedicação e resistência, a identidade cultural do município. Ao anunciar os homenageados do Nosso Carnaval, a Prefeitura escolhe transformar trajetórias individuais em símbolos coletivos, reconhecendo personagens que representam a essência da festa e da memória popular arcoverdense.

A grande homenageada do Baile Municipal será Sueli da Troça do Urso Branco, nome diretamente ligado a uma das manifestações mais tradicionais do carnaval de rua da cidade. Sueli é reconhecida pela dedicação incansável à Troça do Urso Branco, que ao longo dos anos se tornou sinônimo de irreverência, alegria e participação popular. Sua atuação ultrapassa a organização da brincadeira: ela representa a resistência das troças tradicionais, mantendo viva uma expressão cultural que passa de geração em geração e ocupa as ruas como espaço de encontro e identidade.

Para o Nosso Carnaval 2026, a homenagem se estende a Deda da Batucada, figura fundamental para a construção da musicalidade que embala a festa. Deda é lembrado pelo domínio dos ritmos, pela força da percussão e pela contribuição direta para o som que faz Arcoverde pulsar durante o período carnavalesco. Seu trabalho ajudou a dar personalidade à batucada local, influenciando músicos, grupos e foliões que reconhecem na percussão um dos pilares do carnaval da cidade.

O reconhecimento também alcança a memória de dois artistas que deixaram marcas profundas na história cultural do município. O Maestro Josias, homenageado in memoriam, permanece como referência artística e educadora. Sua trajetória está ligada à formação musical, à valorização dos instrumentos e ao fortalecimento da cultura local como ferramenta de transformação social. Mesmo após sua partida, sua influência segue presente na maneira como a música é vivida e respeitada em Arcoverde.

Da mesma forma, Adriano do Sax, também homenageado em memória, é lembrado pela musicalidade que marcou épocas e emocionou gerações. Seu talento com o saxofone ajudou a criar atmosferas únicas no carnaval e em diversos momentos culturais da cidade. Adriano deixou um legado sonoro que continua vivo na lembrança dos foliões e na identidade musical arcoverdense.

Em um gesto carregado de simbolismo, as homenagens ao Maestro Josias e a Adriano do Sax serão recebidas por Dona Maria José, esposa de um e mãe do outro, representando não apenas a família, mas a continuidade da memória e do legado deixado por ambos. O ato reforça o respeito do município às histórias pessoais que se confundem com a própria história cultural da cidade.

Ao concentrar o Carnaval 2026 nesses nomes, Arcoverde reafirma que sua maior riqueza está nas pessoas que fizeram e fazem da cultura um instrumento de pertencimento e orgulho coletivo. Os homenageados deste ano não representam apenas o passado, mas inspiram o presente e o futuro de um carnaval que celebra vidas, trajetórias e a força da cultura popular.

LUTO E COMOÇÃO: MORRE AOS 28 ANOS NETO DA VEREADORA LUZIA DA SAÚDE APÓS MORTE CEREBRAL

A vereadora Luzia da Saúde tornou público neste domingo (25) um dos momentos mais dolorosos de sua vida pessoal: a morte do neto, Ivison Luís de Souza Marques, aos 28 anos. A notícia foi confirmada por meio de uma nota oficial divulgada pela parlamentar, que comunicou que o falecimento ocorreu após a constatação de morte cerebral, registrada em uma unidade hospitalar do Recife onde o jovem estava internado em estado grave.

De acordo com as informações compartilhadas pela família, Ivison havia sido hospitalizado depois de apresentar um quadro compatível com Acidente Vascular, o que exigiu cuidados intensivos. Apesar dos esforços médicos, o estado de saúde evoluiu de forma crítica, culminando na confirmação do óbito, fato que gerou forte comoção entre familiares, amigos e pessoas próximas à vereadora.

Na nota, Luzia da Saúde expressou profunda dor diante da perda precoce do neto, a quem descreveu como um jovem proativo, cheio de vida e de amor. Em palavras marcadas pela emoção, ela afirmou que a partida de Ivison deixa “uma dor imensa e um vazio irreparável” na família. O jovem deixa dois filhos, apontados pela avó como o maior legado de sua trajetória, frutos de um vínculo marcado por carinho, força e memórias que, segundo ela, permanecerão vivas.

A vereadora também aproveitou a mensagem para pedir orações e solidariedade neste momento de luto, estendendo o apelo aos filhos, à mãe, aos irmãos e aos demais familiares de Ivison, que enfrentam a perda de forma coletiva e profundamente abalada. Luzia ainda agradeceu as inúmeras manifestações de apoio e carinho que tem recebido desde a confirmação da morte, ressaltando o conforto trazido pelas mensagens de fé e união.

O velório está sendo realizado nesta segunda-feira (26), a partir das 9h, na Funerária Padre Cícero, em um ambiente descrito pela família como um momento de recolhimento, oração e despedida. O sepultamento está marcado para as 16h30, no Cemitério São Miguel, onde parentes e amigos darão o último adeus ao jovem.

PREFEITO DE GARANHUNS DENUNCIA SUPOSTA “OPERAÇÃO CLANDESTINA” DO GOVERNO DE PERNAMBUCO

O prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino, divulgou uma nota pública na qual afirma ser alvo de perseguição política e administrativa por parte do Governo de Pernambuco e denuncia a existência de uma suposta estrutura paralela de monitoramento de adversários políticos. Segundo o gestor municipal, a denúncia teria sido reforçada por uma reportagem exibida em rede nacional, que, de acordo com ele, apontaria o uso de recursos da Polícia Civil para fins eleitorais. Na declaração, o prefeito classifica o caso como grave, cobra esclarecimentos das autoridades e questiona quem teria autorizado as ações e quais outras lideranças políticas poderiam ter sido monitoradas.


Segue a nota:

"Desde o início de nossa gestão em Garanhuns temos sentido os efeitos da perseguição política e administrativa por parte do Governo Raquel Lyra, mas o que se noticia agora,  nunca vimos nada igual.

Sem inquérito, sem ordem judicial, montou-se uma OPERAÇÃO CLANDESTINA para monitoramento de adversários. Fica provado pela reportagem da TV Record exibida para todo o país, que o Governo do Estado montou uma polícia paralela para investigar adversários políticos, utilizando a estrutura e equipamentos da Polícia Civil, com fins eleitorais!! 

A linha democrática foi rompida, tal e qual os piores momentos da ditadura militar, quando os órgãos de segurança serviam para perseguir adversários do regime. Isto é gravíssimo e precisa de uma resposta incisiva da sociedade e suas instituições representativas.

E mais. Muitas perguntas precisam de respostas. Quem ordenou? Quem mais foi monitorado e se encontrava sob observação da Operação Clandestina? Prefeitos, deputados, outros secretários municipais? 

A reportagem vai além da denúncia e traz provas, o que demonstra que estamos diante de um absurdo inaceitável e que deve ter uma resposta à altura do povo brasileiro, para que métodos golpistas não se normalizem no estado de Pernambuco.

Sivaldo Albino
Prefeito de Garanhuns

EDUARDO DA FONTE PEDE AO MINISTÉRIO DA SAÚDE AVALIAÇÃO DA VITAMINA B12 NO TRATAMENTO DO AUTISMO

O deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UPB) solicitou ao Ministério da Saúde a avaliação da inclusão da terapia com vitamina B12 nos protocolos clínicos do Sistema Único de Saúde (SUS) para as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre Padilha e propõe que a análise seja realizada pelos órgãos técnicos da pasta, com base em evidências científicas e critérios como segurança, eficácia e custo. A solicitação não prevê a adoção imediata da terapia, mas a abertura de uma avaliação técnica sobre sua possível aplicação.

Pesquisas nacionais e internacionais indicam que a vitamina B12, especialmente na forma de metilcobalamina, pode atuar como terapia adjuvante, com melhorias clínicas e bioquímicas, além de perfil de segurança considerado aceitável. 

Estudos conduzidos por pesquisadores vinculados ao American Journal of Clinical Nutrition e ao Journal of Child and Adolescent Psychopharmacology apontam benefícios metabólicos associados ao uso da substância em pessoas com TEA. Uma revisão sistemática publicada no Journal of Personalized Medicine também reúne evidências sobre a aplicação da vitamina B12 como terapia complementar, enquanto análises recentes na área neurológica reforçam a relação do nutriente com processos cognitivos e neurometabólicos.

Segundo Eduardo da Fonte, a proposta é estimular o debate técnico e científico sobre novas possibilidades para o tratamento. “Não estamos falando de adoção automática, mas de avaliar o que a ciência já aponta. Nosso dever é buscar alternativas que possam melhorar a qualidade de vida das pessoas com autismo e dar mais suporte às famílias, sempre com responsabilidade e critério técnico”, afirmou.

Foto: Igor Toscano

QUANDO INVESTIGAR VIRA CRIME: A POLÍCIA SÓ PODE AGIR CONTRA “GENTE COMUM”?

Greovário Nicollas 🖋️

Investigação é crime… ou dever? A Polícia é para “gente comum”?

Qual é afinal o papel de uma polícia civil em um Estado democrático de direito? Ela existe para vigiar, checar, investigar — inclusive quando surgem denúncias de corrupção. Isso vale para qualquer cidadão. Inclusive para secretários, assessores e figuras ligadas ao poder. Assim deveria ser, assim está na lei.

Mas a coisa ficou curiosa. Uma investigação preliminar da Polícia Civil de Pernambuco, iniciada a partir de denúncia grave contra um secretário ligado ao prefeito João Campos (PSB) — denúncia essa que levou à verificação de movimentação de veículo e outros procedimentos — terminou sem abertura de inquérito. A própria corporação esclareceu que não foram encontrados indícios de crime e que o trabalho foi feito dentro da legalidade. 

Mesmo assim, no ambiente político e midiático a narrativa virou outra: polícia não pode (ou não deveria) investigar agentes públicos próximos ao prefeito, porque isso seria “perseguição política” ou “uso político das forças de segurança”. Mas desde quando investigar é perseguição? Desde quando o simples fato de uma denúncia chegar às mãos da polícia torna a instituição um instrumento de parte?

Esse debate já está na praça pública. Reportagens apontam inclusive trocas de mensagens e acompanhamento de rotina de um secretário e de familiares por parte de agentes da Polícia Civil — algo que, se confirmado, acende alarmes sobre procedimentos e limites da atuação policial. 

E aqui está a questão que ninguém parece querer responder claramente: se não investigar porque é “político”, mas também não investigar porque é “aliado”, então pra quê serve a polícia? Serve apenas para fiscalizar quem está fora das esferas de poder? Para nós, “simples mortais”?

A Constituição e a legislação criminal brasileiras não fazem distinção entre investigados por causa de quem é seu chefe ou a qual partido pertence. Nenhuma lei diz que se a pessoa tem mandato, ligação partidária ou amizade com um prefeito, ela fica automaticamente imune à investigação. E se indícios surgirem, o caminho natural — pela lei — é aprofundar, ouvir testemunhas, analisar provas. Se não houver nada, arquiva. Simples assim.

Por trás da indignação seletiva, muitos clamam que essa ou aquela parte “não pode ser investigada porque é perseguição política”. Mas perguntar não ofende: perseguição política é quando a lei é cumprida, ou quando ela é ignorada?

Ao mesmo tempo, outras investigações seguem em andamento em Pernambuco envolvendo contratos públicos, auditorias e possíveis irregularidades em obras e licitações, sob a mira de órgãos como o MP e o Gaeco, mostrando que o escrutínio em torno de políticas públicas e da gestão continua — com ou sem narrativa favorável ao poder. 

E aí, você pensa: estamos defendendo a polícia ou defendendo quem comete irregularidades? Não: estamos defendendo a legalidade, a isonomia e a lógica que diz que ninguém está acima da lei — nem “gente comum”, nem secretários, nem amigos do prefeito de plantão.

Porque se a regra for:

  • investigar só se for contra o outro,

  • ignorar quando for com aliado,

  • usar a polícia como ferramenta de narrativa,

…então já não é mais polícia civil — é aparato de controle político. E isso, meus caros, é bem mais grave do que qualquer investigação pontual.

Greovário Nicollas, e essa é minha opinião