terça-feira, 27 de janeiro de 2026
MINISTRO SÍLVIO COSTA FILHO VIAJA AO PANAMÁ COM O PRESIDENTE LULA PARA DISCUTIR INFRAESTRUTURA
ESPECIAL - O LEGADO EM SILÊNCIO DO CARRO DE SOM HISTÓRICO QUE MARCOU CAMPANHAS EM BELO JARDIM
Nas décadas em que esteve em atividade, o carro de som não era apenas um veículo; era uma ferramenta de comunicação e mobilização política, capaz de levar mensagens eleitorais, convites para comícios, anúncios de eventos e declarações de lideranças diretamente às pessoas que caminhavam ou trabalhavam nas ruas. Associado à rádio local, sua função ia além da propaganda: tornava visível e audível a presença de candidatos e lideranças políticas em cada esquina e em cada bairro visitado.
O uso intenso desse tipo de veículo nas campanhas tinha relação com a forte tradição de rádios comunitárias e emissoras locais no interior do Brasil, onde a comunicação direta com o cidadão era crucial para difundir mensagens eleitorais, fortalecer identidades políticas e mobilizar apoios. Pesquisas sobre rádios comunitárias em campanhas mostram como emissoras e mídias locais eram instrumentos fundamentais para alcançar diferentes segmentos da população nas zonas urbanas e rurais.
Para o público de Belo Jardim, esse carro de som foi testemunha e parte ativa de embates políticos marcantes. Longas fileiras de pessoas acompanhavam o veículo com seus alto-falantes, ouvindo mensagens que muitas vezes definiram o rumo de debates eleitorais, posicionaram candidatos e ajudaram a moldar a opinião pública. As ruas se tornavam palcos, e a cidade inteira parecia dançar ao ritmo dos discursos e jingles que saíam pelos alto-falantes do microônibus.
Hoje, depois de uma década fora de uso, o Marcopolo Júnior permanece desativado, com sua lataria marcada pelo tempo, pneus murchos e o silêncio onde antes havia som e movimento. Sua imagem desperta nostalgia entre moradores mais antigos, que lembram com carinho e emoção dos dias em que a política soava alto pelas vias da cidade. É quase impossível caminhar pelas redes sociais sem encontrar registros fotográficos e comentários que evocam aquele tempo em que o carro de som era o centro das atenções, reunindo famílias, jovens e eleitores em geral ao redor de sua mensagem vibrante.
Mais do que um veículo, esse carro de som representa um capítulo da história política e comunicacional de Belo Jardim: um tempo em que a presença física nas ruas e a voz amplificada sobre rodas eram partes essenciais da democracia local. A trajetória desse microônibus Marcopolo Júnior é um lembrete de como as campanhas mudaram com o tempo, mas também de como certos símbolos permanecem vivos nas memórias coletivas de uma comunidade.
GOIANA CELEBRA TRICAMPEONATO DE MESTRA JAQUELINE E REAFIRMA FORÇA DOS CABOCLINHOS NO CARNAVAL DE PERNAMBUCO
Com a vitória, Mestra Jaqueline alcança o tricampeonato na categoria, um feito que consolida sua trajetória como uma das maiores referências do segmento e reforça a importância dos Caboclinhos de Goiana dentro do Carnaval de Pernambuco. A apresentação foi marcada por elegância, domínio técnico e profundo respeito às tradições, elementos que emocionaram o público e impressionaram os jurados.
O concurso teve início às 18h e reuniu competidores nas categorias infantil e adulto, transformando o Pátio de São Pedro em um verdadeiro palco da cultura popular. O público que acompanhou as apresentações presenciou um espetáculo de cores, movimentos e simbolismo, que reafirma o papel do Carnaval como espaço de preservação das manifestações culturais do estado.
A conquista de Mestra Jaqueline vai além do troféu. Ela simboliza a resistência cultural de Goiana, município reconhecido por sua forte ligação com os Caboclinhos, uma das mais tradicionais expressões do folclore pernambucano. A vitória reforça o protagonismo da cidade no cenário cultural e evidencia a continuidade de saberes passados de geração em geração.
O prefeito de Goiana, Marcílio Régio, comemorou o resultado e destacou o significado da conquista para o município. Segundo ele, o tricampeonato representa não apenas um prêmio individual, mas o reconhecimento de toda uma tradição cultural. “Esse tricampeonato é motivo de muito orgulho para Goiana. Mestra Jaqueline representa a força, a beleza e a resistência da nossa cultura popular. É o reconhecimento de um trabalho feito com dedicação, tradição e amor pelos Caboclinhos. Goiana segue mostrando ao estado e ao Brasil a riqueza do seu patrimônio cultural”, afirmou.
O feito de Mestra Jaqueline reafirma que Goiana continua sendo um celeiro de talentos e tradições, mantendo viva a identidade cultural do povo pernambucano e mostrando que a força dos Caboclinhos segue firme, encantando plateias e escrevendo novos capítulos de sucesso na história do Carnaval.
TRAGÉDIA NO AGRESTE: JOVEM DE 28 ANOS MORRE AFOGADO NO AÇUDE DA NAÇÃO, EM BOM CONSELHO
A vítima foi identificada como José Tavares Cavalcante Júnior. De acordo com informações repassadas pelas autoridades, ele teria desaparecido nas águas do açude, o que levou ao acionamento imediato do Corpo de Bombeiros. Mergulhadores especializados iniciaram as buscas ainda durante o dia e, após algum tempo de operação, conseguiram localizar o corpo.
A área foi isolada para os procedimentos de praxe, e a Polícia Civil também esteve no local para dar início aos levantamentos que irão ajudar a esclarecer as circunstâncias do ocorrido. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre como o afogamento aconteceu, e a investigação deverá apontar se houve algum fator acidental ou outra situação envolvida.
Após a perícia realizada no próprio local, o corpo de José Tavares foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru, onde passará pelos exames necessários antes de ser liberado para a família realizar o sepultamento.
O episódio gerou tristeza entre moradores de Bom Conselho, especialmente entre aqueles que conheciam a vítima. O Açude da Nação, que costuma atrair pessoas para momentos de lazer e contemplação, acabou se tornando cenário de mais uma fatalidade, reforçando o alerta das autoridades sobre os riscos em áreas de banho sem supervisão ou medidas adequadas de segurança.
A Polícia Civil segue investigando o caso.
PAGOU A ZONA AZUL? MOTORISTA PODE MUDAR DE VAGA EM BELO JARDIM E AVISO NO PARA-BRISA NÃO É MULTA
A medida garante mais mobilidade aos condutores que precisam resolver várias demandas no comércio local, bancos, consultórios ou repartições públicas. Na prática, o motorista pode estacionar em um ponto, sair e depois ocupar outra vaga também sinalizada como Zona Azul, desde que o tempo pago ainda esteja válido. Entre os locais contemplados estão áreas de grande fluxo, como a Praça Desembargador João Paes, a Praça da Conceição e outras vias devidamente identificadas com a sinalização do sistema rotativo.
O valor para veículos de passeio parte de R$ 0,75 por meia hora, o que, segundo a gestão municipal, busca manter a rotatividade das vagas e facilitar o acesso de mais pessoas ao comércio e aos serviços da região central. O pagamento pode ser feito de forma prática, seja pelo aplicativo Digipare, nos parquímetros instalados na cidade ou diretamente com as monitoras do sistema, que aceitam cartão de débito, crédito e moedas.
Outro ponto que tem gerado dúvidas entre os condutores é o chamado “aviso de irregularidade” deixado em alguns veículos. A SEDEC esclarece que esse documento não é multa. Trata-se de uma notificação educativa, utilizada quando não é identificado pagamento ativo para aquela placa. A partir do momento em que o aviso é emitido, o motorista tem 10 minutos para regularizar a situação, efetuando o pagamento dentro dos meios disponíveis. Somente após esse prazo, e caso não haja regularização, podem ser adotadas as medidas previstas na legislação de trânsito.
De acordo com a Prefeitura, o objetivo do sistema não é punir, mas organizar o uso do espaço público e garantir que mais pessoas consigam estacionar nas áreas de maior demanda. A rotatividade evita que veículos permaneçam o dia inteiro ocupando as mesmas vagas e contribui para o fortalecimento do comércio local, que depende do fluxo constante de consumidores.
A gestão municipal também destaca que a sinalização das áreas da Zona Azul é fundamental para orientar os motoristas. Placas e marcações no solo indicam claramente onde o sistema está ativo, além dos horários de funcionamento. A recomendação é que os condutores sempre verifiquem essas informações ao estacionar, evitando transtornos e aproveitando corretamente o tempo adquirido.
Com as orientações reforçadas, a expectativa é de que o uso da Vaga Digital se torne cada vez mais compreendido pela população, transformando o estacionamento rotativo em um aliado da mobilidade urbana e do desenvolvimento econômico de Belo Jardim.
CALÇADO VIVE NOVA ERA COM GESTÃO PRESENTE, JOVEM, ATUALIZADA E COM OBRAS CONCRETAS DE UM PREFEITO AO LADO DO POVO
Desde que assumiu a gestão, o prefeito adotou uma postura de proximidade com a população. Em vez de governar apenas do gabinete, Zé Elias Filho tem percorrido bairros, visitado a zona rural e mantido diálogo direto com moradores, lideranças e representantes de diversos setores. Esse contato frequente tem servido como base para definir prioridades e direcionar investimentos, fazendo com que as políticas públicas estejam cada vez mais alinhadas às necessidades reais do município.
Os reflexos dessa forma de governar aparecem em áreas essenciais. Na infraestrutura, a gestão tem trabalhado para melhorar espaços públicos e garantir condições mais dignas de mobilidade e convivência. Na saúde, o reforço na estrutura de atendimento busca oferecer mais segurança e agilidade à população. Já na assistência social, programas e ações voltados às famílias em situação de vulnerabilidade têm ampliado a rede de proteção no município.
A educação, por sua vez, tem recebido atenção especial. Ainda neste ano, a administração municipal realizou a construção de uma nova cobertura para o pátio do Centro de Educação Infantil, proporcionando mais conforto e segurança para as crianças durante as atividades. A unidade também ganhou uma nova fachada, valorizando o espaço escolar e tornando o ambiente mais acolhedor. Paralelamente, está em andamento, em parceria com o Governo do Estado, a construção de uma nova creche, iniciativa que vai ampliar o número de vagas na educação infantil e fortalecer a base do ensino no município.
Além das melhorias na estrutura física, a gestão também investiu na qualidade do ambiente escolar com a entrega de novos mobiliários destinados especificamente às unidades de educação infantil. As novas mesas, cadeiras e equipamentos contribuem para um espaço mais organizado e adequado ao desenvolvimento das crianças, favorecendo o aprendizado desde os primeiros anos.
Outro destaque recente foi o reforço da frota municipal. A prefeitura realizou a entrega de três novos veículos que já estão a serviço da população. Um trator passa a atender as demandas da zona rural, fortalecendo o apoio aos agricultores e melhorando as condições de trabalho no campo. A Secretaria de Educação recebeu um carro modelo Argo, que vai auxiliar nas atividades administrativas e no suporte às escolas. Já a saúde foi contemplada com uma nova ambulância, ampliando a capacidade de atendimento e garantindo mais rapidez no socorro aos pacientes.
Para além das obras e aquisições, um dos pontos mais ressaltados pela gestão é a valorização da participação popular. Conselhos municipais ativos, momentos de escuta da população e ações voltadas à transparência têm fortalecido a relação de confiança entre o poder público e a sociedade. Esse modelo de administração compartilhada cria um ambiente de cooperação, no qual a população não apenas acompanha, mas também participa das decisões.
Com uma atuação marcada por presença, diálogo e investimentos em áreas estratégicas, o prefeito Zé Elias Filho consolida uma gestão que busca governar com responsabilidade e sensibilidade social. Em Calçado, o discurso de estar “perto do povo” tem se traduzido em ações concretas, construindo um novo capítulo na história do município e servindo de exemplo de gestão voltada para as pessoas.
EM MEIO AO FOGO CRUZADO POLÍTICO, POLÍCIA CIVIL MANTÉM POSTURA TÉCNICA E VIRA ALVO DE DISPUTA ELEITORAL EM PERNAMBUCO
No centro dessa turbulência, a Polícia Civil de Pernambuco acabou arrastada para o epicentro do embate, após a divulgação de uma reportagem televisiva que sugeriu a existência de uma suposta “espionagem” envolvendo agentes do Estado. A reação foi imediata. O prefeito João Campos divulgou vídeo afirmando que tomará providências e reforçando que “em política não vale tudo”, associando o episódio a práticas que classificou como perseguição política.
A declaração ganhou eco na Assembleia Legislativa. O presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto (PSDB), divulgou nota repudiando o que chamou de uso indevido da Polícia Civil para investigar adversários políticos, defendendo esclarecimentos por parte do Governo do Estado e afirmando que a situação remeteria a “outros tempos” da política pernambucana.
Entretanto, o debate ganhou um novo e decisivo capítulo com a entrada de Manuel Medeiros. Economista e ex-integrante da Casa Civil do Governo de Pernambuco, Manuel divulgou um vídeo nas redes sociais reagindo diretamente à postura do presidente da Alepe. Em tom firme, ele acusou Álvaro Porto de adotar “dois pesos e duas medidas” ao tratar do tema. Segundo Manuel, quando os alvos são adversários políticos do PSB, o discurso muda, e práticas semelhantes teriam sido relativizadas ou ignoradas.
No relato, Manuel Medeiros afirmou ter sido alvo, no passado, de ações de monitoramento e perseguição, inclusive com a exposição de sua rotina, vazamento de dados e imagens de seu cotidiano, chegando a citar episódios ocorridos em uma lan house dentro de um shopping no Recife. Para ele, há uma tentativa clara de criminalizar a atuação policial apenas quando a investigação se aproxima de determinados grupos políticos. “Quando a polícia chega mais perto de João, o desespero aumenta”, afirmou, sugerindo que fatos antes desconectados começam agora a se encaixar como peças de um quebra-cabeça político.
Enquanto o embate retórico se intensificava, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco se posicionou de forma objetiva. O secretário Alessandro Carvalho negou categoricamente qualquer uso da Polícia Civil para fins de espionagem política. Segundo ele, a atuação citada tratou-se de um serviço legal e lícito, iniciado a partir de denúncia anônima, devidamente apurada dentro dos protocolos institucionais. A SDS também informou que o procedimento já foi encerrado e que a denúncia não se comprovou.
A defesa da Polícia Civil se torna central em um momento de elevada tensão política. Fontes ligadas à segurança pública reforçam que investigações seguem critérios técnicos, são submetidas a controle interno, ao Ministério Público e ao Judiciário, não podendo ser confundidas com perseguição política apenas por atingirem figuras públicas. Transformar ações legais em instrumentos de disputa eleitoral, alertam especialistas, representa risco à credibilidade das instituições e à própria democracia.
O episódio evidencia que a campanha de 2026 começou muito antes do calendário oficial. A troca de acusações, que historicamente ganhava força apenas após o Carnaval, agora se instala já nos primeiros dias do ano, num ambiente marcado por redes sociais, vídeos virais e disputas de narrativa.
Em meio a esse cenário, a Polícia Civil de Pernambuco se vê pressionada por discursos políticos antagônicos, mas respaldada oficialmente pelo Governo do Estado, que reafirma a legalidade de suas ações. No calor da pré-campanha, preservar a atuação técnica das instituições passa a ser um dos maiores desafios, para que o debate eleitoral não ultrapasse limites e comprometa estruturas fundamentais do Estado.
Com pesquisas ainda por vir e um eleitorado que começa lentamente a voltar sua atenção para o processo eleitoral, Pernambuco entra em 2026 com um sinal claro: a disputa será dura, antecipada e marcada por confrontos intensos. E, nesse tabuleiro, a tentativa de instrumentalizar instituições como a Polícia Civil pode acabar produzindo efeitos opostos aos desejados por quem aposta no confronto como estratégia.