quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

DANIEL VALENÇA ENTRA NO PSOL, ASSUME PRÉ-CANDIDATURA E MARCA DISTÂNCIA DO CLÃ ARRAES NA POLÍTICA PERNAMBUCANA

A tradição política de Pernambuco ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (25) com o anúncio da filiação do ativista Daniel Valença ao PSOL e sua pré-candidatura a deputado estadual. Neto do ex-governador Miguel Arraes, Daniel carrega no sangue um dos sobrenomes mais emblemáticos da história política do Estado, mas faz questão de trilhar um caminho próprio — inclusive sem utilizar o sobrenome Arraes como bandeira eleitoral.

A movimentação tem peso simbólico e estratégico. Embora pertença a uma família que historicamente ocupou posições de destaque na política pernambucana, Daniel se posiciona em um campo ideológico diferente do de parte dos seus parentes mais conhecidos. Ele é primo da pré-candidata ao Senado Marília Arraes e da deputada federal Maria Arraes, ambas filiadas ao Solidariedade. Apesar do laço familiar, a convergência política não é automática — e o próprio Daniel já demonstrou independência em diversas ocasiões.

Outro ponto que chama atenção é sua postura crítica em relação ao prefeito do Recife, João Campos, do PSB, com quem mantém parentesco em segundo grau. Enquanto parte da família mantém alianças e relações institucionais com o grupo socialista, Daniel tem adotado um discurso mais combativo, especialmente em pautas urbanas e ambientais.

A herança política de Daniel não se restringe à linhagem materna. Ele é filho de Nena Arraes, uma das filhas de Miguel Arraes, e de Décio Valença Filho. Por parte de pai, é neto do ex-prefeito de São Bento do Una e deputado constituinte de 1946, Décio Valença, figura histórica da política pernambucana falecida em 1999. Décio também é pai do cantor e compositor Alceu Valença, o que faz de Daniel sobrinho de um dos nomes mais consagrados da música popular brasileira. A combinação entre tradição política e influência cultural compõe um perfil familiar de forte presença pública no Estado.

Engenheiro civil de formação, Daniel Valença construiu sua atuação principalmente nos movimentos sociais urbanos. Ele integra a coordenação da Associação Metropolitana de Ciclistas do Recife (Ameciclo), organização da sociedade civil que defende mobilidade sustentável, redução do número de carros nas ruas e melhores condições de segurança para ciclistas. Sua militância é marcada por pautas como mobilidade ativa, planejamento urbano humanizado e justiça socioambiental — temas que devem compor o centro de sua plataforma eleitoral.

Nas redes sociais, o pré-candidato também anunciou apoio a Ivan Moraes, pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSOL, reforçando o alinhamento interno dentro da legenda e a aposta em um projeto político mais à esquerda no cenário estadual.

A entrada de Daniel Valença na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa sinaliza mais do que a continuidade de uma tradição familiar. Representa, sobretudo, uma tentativa de ressignificar o legado político herdado, adaptando-o às demandas contemporâneas, especialmente nas áreas de mobilidade urbana, sustentabilidade e participação popular. Em um Estado onde o sobrenome Arraes ainda ecoa com força, Daniel parece disposto a provar que, mais do que herança, sua candidatura será construída sobre posicionamento próprio e militância ativa nas ruas do Recife.

QUEBRA DE SIGILO DE LULINHA CAUSA TUMULTO, POLÊMICA E ACIRRA CONFRONTO POLÍTICO NO BRASIL

Em uma sessão que entrou para os registros mais conturbados do Congresso em 2026, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga supostas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão provocou forte reação entre parlamentares, protestos de governistas e acirramento das tensões políticas no país, numa semana decisiva no calendário pré-eleitoral. 

O pedido aprovado pela CPMI foi apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e faz parte de um bloco de 87 requerimentos votados em conjunto que incluem quebras de sigilo e convocações de investigados. A medida tem como base indícios levantados pela Polícia Federal (PF) no âmbito das investigações sobre desvios em descontos de beneficiários do INSS e uma possível conexão financeira entre Lulinha e pessoas envolvidas no esquema, como Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. 

Parlamentares governistas reagiram com protestos nas galerias e no plenário da CPMI, contestando a forma de votação simbólica e pedindo a anulação do resultado por falhas no registro eletrônico dos votos. A discussão esquentou a ponto de a sessão ter de ser suspensa momentaneamente, em meio a empurra-empurras e discussão acalorada entre aliados e oposicionistas.

A quebra de sigilo de Lulinha ocorre em um contexto em que a investigação já vinha sendo alvo de atenção e controvérsia. Em janeiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, já havia autorizado previamente a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís, atendendo a um pedido da PF no curso do inquérito que apura possíveis pagamentos indevidos no esquema do INSS.

A defesa de Lulinha tem reagido com veemência. Um dos advogados afirmou que a medida é “esdrúxula” e que não há fundamento legal para essa quebra de sigilo, destacando que ele não é formalmente investigado pela PF até o momento e que está disposto a colaborar com as investigações para esclarecer os fatos. 

Do lado político, a oposição comemorou a aprovação e defende que a medida representa um passo necessário para ampliar a compreensão sobre a rede de possíveis irregularidades que estão sendo apuradas pela CPI. Já aliados do governo e integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) alegam que a decisão é um ataque político e acusam a oposição de usar o caso para desgastar o governo em um ano de eleição, criticando a condução da votação e questionando a seletividade das investigações. 

A CPMI também aprovou outros requerimentos importantes, como pedidos de informações ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sobre movimentações de Lulinha entre 2022 e janeiro de 2026, além da quebra de sigilos de outras pessoas e empresas envolvidas no caso, como o Banco Master e a CredCesta.

Até o momento, não houve uma decisão judicial de mérito sobre as suspeitas contra o filho do presidente — as quebras de sigilo têm caráter investigativo. O processo segue sob segredo de Justiça, e as informações levantadas ainda precisam ser analisadas e confrontadas para que se estabeleça se há ou não irregularidades que possam configurar crime. 

A repercussão política e midiática do caso indica que a investigação sobre Lulinha pode se tornar um dos principais focos de debate público nos próximos meses, influenciando tanto o ambiente político quanto as narrativas eleitorais que mobilizam partidos e eleitores em todo o país.

PL LANÇA HÉLIO NEGÃO AO TCU E TRANSFORMA DISPUTA TÉCNICA EM BATALHA POLÍTICA EM BRASÍLIA

O Partido Liberal oficializou a candidatura do deputado federal Hélio Lopes, conhecido nacionalmente como Hélio Negão, para a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), transformando uma eleição tradicionalmente técnica em um dos embates políticos mais comentados dos bastidores de Brasília. A cadeira será aberta com a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz, e a movimentação antecipada do PL já provoca reações entre governo, oposição e o chamado Centrão.

A articulação foi conduzida pelo líder do partido na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, com o aval do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto. A estratégia é consolidar um nome alinhado ao campo conservador para ocupar um posto vitalício e de grande influência institucional. Hélio Lopes, que ganhou projeção nacional pela proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro, passa agora a disputar um cargo que exige articulação ampla e votos secretos no plenário.

A eleição para o TCU é decidida pelos deputados federais e costuma envolver intensas negociações políticas. Embora o PL apresente a candidatura como um gesto de fortalecimento da fiscalização e da transparência dos gastos públicos, críticos enxergam na movimentação uma tentativa de ampliar espaço político dentro de um órgão estratégico para o controle das contas da União. Nos corredores da Câmara, parlamentares avaliam que o lançamento de um nome fortemente identificado com o bolsonarismo pode tanto consolidar apoios fiéis quanto gerar resistências entre setores mais moderados.

Outros nomes também circulam na disputa, entre eles o deputado Odair Cunha, ligado ao campo governista, o que amplia o caráter polarizado da eleição. A votação secreta aumenta o grau de imprevisibilidade e abre margem para reviravoltas de última hora, já que acordos firmados publicamente nem sempre se confirmam no momento do voto.

O TCU é responsável por fiscalizar contratos, obras e políticas públicas federais, além de analisar a aplicação de bilhões de reais do orçamento da União. Ter assento na Corte significa participar diretamente de decisões que podem impactar governos, travar repasses e influenciar rumos administrativos do país. Por isso, a escolha de um ministro raramente é apenas técnica — ela carrega peso político e simbólico.

Com o lançamento de Hélio Negão, o PL sinaliza que pretende disputar espaços estratégicos além do campo eleitoral tradicional. A corrida pela vaga promete intensificar as articulações nas próximas semanas e deve expor, mais uma vez, o delicado equilíbrio de forças que define o poder em Brasília.

GOVERNO DE PERNAMBUCO EMPOSSA NOVOS/AS CONSELHEIROS/AS ESTADUAIS DOS DIREITOS DA PESSOA IDOSA PARA O BIÊNIO 2026/2028

O Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa de Pernambuco (CEDPI) tomou posse para o biênio 2026/2028 em cerimônia realizada nesta quarta-feira (25/02), reunindo representantes do poder público e da sociedade civil de todas as regiões do Estado. Durante o evento, foi anunciada a nova presidência do CEDPI, Iaura Luzia de Barros Lima. A votação foi realizada exclusivamente pelos conselheiros titulares representantes da sociedade civil, conforme o regimento do colegiado.

A solenidade ocorreu no auditório do terceiro andar do Empresarial Palmira II, com a participação de conselheiros titulares e suplentes, além de representantes de municípios da Região Metropolitana, Zona da Mata, Agreste e Sertão.  CEDPI é vinculado à Secretaria Executiva de Promoção da Equidade Social, da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência. O colegiado tem como missão fortalecer as políticas públicas voltadas à promoção, proteção e defesa dos direitos da pessoa idosa em Pernambuco.

A escolhida para presidir o Conselho, Iaura Luzia de Barros Lima, conselheira titular da Associação Conexão Social, do município de Lagoa de Itaenga. É a primeira vez que a presidência do CEDPI será exercida por uma representante da Zona da Mata de Pernambuco.
A vice-presidência ficará sob responsabilidade de Diogo Mota Santos Lindoso, conselheiro titular da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência, indicado pela pasta.

A mesa de honra da cerimônia foi composta por Joanna Figueirêdo, secretária de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência; Sérgio Vieira, secretário executivo de Promoção da Equidade Social; Andrezza Inojosa, gerente geral de Promoção da Equidade Social; Dona Margarina Santos, vice-presidente do CEDPI, Sônia Alten, Gestora da Política da Pessoa Idosa, além de outras autoridades e representantes institucionais.

Fortalecimento da democracia e da participação social

Durante a solenidade, a secretária Joanna Figueiredo destacou o compromisso do Governo de Pernambuco com o fortalecimento do controle social. “É uma honra dar posse aos novos conselheiros e conselheiras para este novo biênio. Seguimos firmes no compromisso com a democracia e com o fortalecimento dos órgãos de controle social. Celebramos também a eleição da nova presidente, representante do interior do Estado, reforçando a participação de todas as regiões de Pernambuco”, afirmou.

A presidente eleita, Iaura Luzia de Barros Lima, ressaltou o caráter histórico do momento e o compromisso da sociedade civil com a continuidade do trabalho desenvolvido pelo Conselho. “Assumimos com responsabilidade a missão de dar continuidade ao trabalho já realizado, fortalecendo a parceria com o poder público e ampliando as ações em todo o Estado. Nosso objetivo é potencializar os conselhos e garantir mais cidadania e inclusão para a população idosa”, destacou.

Sônia Alten, gestora da Política da Pessoa Idosa e ex-presidente do Conselho, destacou a importância do CEDPI e dos conselhos municipais como instrumentos fundamentais para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à população idosa. Ela ressaltou que o colegiado tem papel estratégico na garantia de direitos, na fiscalização das ações governamentais e na ampliação da participação social em Pernambuco. Sônia também apresentou uma prestação de contas das iniciativas desenvolvidas ao longo de sua gestão e reforçou a importância da continuidade do trabalho, desejando êxito à nova presidência eleita pela sociedade civil para o biênio 2026/2028.

O Conselho é composto por representantes governamentais e da sociedade civil organizada, assegurando a participação social na formulação, acompanhamento e fiscalização das políticas públicas voltadas à população idosa.

Conselheiros do CEDPI – Biênio 2026/2028

Representantes Governamentais:

• Juanini Aureliano de Medeiros (Titular – Secretaria de Educação)
• Cledson Severino de Lima (Suplente – Secretaria de Educação)
• Ícaro Barros Schneider (Titular – Secretaria de Defesa Social)
• Rinaldo Rodrigues de Melo (Suplente – Secretaria de Defesa Social)
• Lucrécia de Barros Sales Ramos (Titular – Secretaria de Saúde)
• Vilma Cristina Aleixo da Silva (Suplente – Secretaria de Saúde)
• Cilene Maria Gomes Aragão (Titular – Secretaria de Assistência Social)
• Tacyana Kelly Rosas Alves (Suplente – Secretaria de Assistência Social)
• Débora de Lima Ferreira Gonçalves Cerqueira (Titular – Secretaria da Mulher)
• Ayna Miranda da Silva Nogueira (Suplente – Secretaria da Mulher)
• Sylas de Freitas Roberto (Titular – Gabinete da Governadora)
• Marília Guedes Luz dos Passos (Suplente – Gabinete da Governadora)
• Diogo Mota Santos Lindoso (Titular – Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência)
• Cibelle Almeida de Oliveira (Suplente – Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência)
• Titular e suplente da Secretaria de Turismo e Lazer (a definir)

Representantes da Sociedade Civil:
• Maria de Lourdes Gomes Vieira (Titular – Instituto Abdalaziz de Moura)
• Maria Suely da Silva (Titular – Geração Futuro)
• Severino Rufino Lopes Júnior (Suplente – Serviço de Tecnologia Alternativa – SERTA)
• Maria do Socorro Gomes Vieira Machado (Titular – Pastoral da Pessoa Idosa)
• Leandro José Pereira (Titular – Ordem dos Advogados do Brasil – OAB/PE)
• Eronivaldo Fernando Dantas Pimentel (Suplente – Conselho Regional de Educação Física de Pernambuco – CREF/PE)
• Iaura Luzia de Barros Lima (Titular – Associação Conexão Social)
• Andreis Victor Santana dos Santos (Suplente – Associação Conexão Social)
• Jozete Cardoso dos Santos (Titular – Associação Brasileira de Alzheimer – ABRAZ/Regional-PE)
• Apolônia Gomes da Silva (Suplente – Rede de Mulheres Produtora do Pajeú)
• Anderson Thiago de Moura Barbosa (Suplente – Instituto Padre Luís Cecchin)
• Maria do Socorro Dias Assunção (Titular – Sindicato dos Trabalhadores em Educação – SINTEP)
• Ivete Caetano de Oliveira (Suplente – Sindicato dos Trabalhadores em Educação – SINTEP)
• Ana Maria Jerônimo Dias (Suplente – Associação Pernambucana de Nutrição)
• Maria de Lourdes dos Santos (Titular – Associação de Mulheres de Tracunhaém – AMUT)
• Rodrigo Pedro da Silva (Suplente – Associação dos Agricultores do Sítio Lagoa Funda – AGROSLAF).

GOVERNADORA RAQUEL LYRA ENTREGA VIATURAS, ARMAMENTOS E EQUIPAMENTOS PARA FORÇAS POLICIAIS

Investimento do Governo de Pernambuco é de R$ 31,6 milhões para reforçar atuação da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros
Nesta quinta-feira (26), a governadora Raquel Lyra promoveu mais uma série de entregas de equipamentos, viaturas e armamentos de ponta para as forças operacionais de segurança do Estado, reforçando o compromisso da gestão com a reestruturação das polícias e bombeiros. São R$ 31,6 milhões de investimentos em ferramentas de trabalho, entre 1.962 pistolas do tipo Glock, 1.675 algemas, 6 viaturas 4X4 de transporte de cães, 12 viaturas de auto-resgate e 1.644 coletes balísticos. A vice-governadora Priscila Krause participou das entregas. 
“Isso faz parte do plano de investimentos de um Estado que coloca a segurança como prioridade. São viaturas, armamentos, coletes que serão distribuídos para todas as regiões do Estado de acordo com as demandas, ampliando a eficiência das ações da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. Estamos garantindo o maior investimento da história da segurança pública de Pernambuco, e vamos continuar comprando mais equipamentos”, ressaltou a governadora Raquel Lyra. 

Os investimentos são oriundos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), de operação de crédito estadual, do Tesouro estadual e através de emendas parlamentares estadual e federal. Com o aporte, as Polícias Militar e Civil e o Corpo de Bombeiros Militar terão uma maior capacidade para atuar no enfrentamento à criminalidade e ocorrências de salvamento e resgate em todas as regiões do Estado. Os equipamentos serão distribuídos conforme a demanda operacional das forças de segurança. 

Para o secretário estadual de Defesa Social, Alessandro Carvalho, os investimentos se traduzem em ações de segurança perceptíveis pela própria população. "As entregas são para as Polícias Civil e Militar, para o Corpo de Bombeiros, mas principalmente para a nossa sociedade, que cada vez mais conta com a nossa segurança. Pernambuco vive o seu melhor momento nesse sentido, com a menor taxa de homicídio por 100 mil habitantes", afirmou.

Neste pacote de aquisições, foram adquiridos os seguintes materiais de caráter bélico: 1962 unidades de pistolas Glock calibre 9mm; 1.675 unidades de algemas Brasil; 1.528 unidades de coletes balísticos MKU Operacionais Nível IIIA; 116 unidades de coletes balísticos Dissimulado Nível IIIA; 1.029.000 unidades de munição operacional/treinamento calibre 9mm; 8.123 unidades de Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo (dos quais são 199 granadas, 1.960 espargidores e 5.964 elastômeros), e 168 unidades de simulacro G19 – Blue Gun. 

No âmbito das viaturas operacionais, foram entregues 29 caminhonetes 4x4 e 2 veículos Hatch, 7 veículos micro-ônibus para transporte de tropa da Polícia Militar e 6 viaturas 4X4 de transporte de cães. Também foram entregues 36 drones Mavic 3 Enterprise, equipados com câmeras térmicas, sensores de alta precisão e capacidade de operação em condições adversas, permitindo monitoramento aéreo em tempo real.

Já o Corpo de Bombeiros recebeu 12 viaturas de auto-resgate; 23 conjuntos de almofadas pneumáticas; 26 câmeras de imagem térmica; 80 motosserras; 50 cilindros de ar comprimido S80; 53 capacetes de motorresgate, 53 pares de bota para motociclista; 1 kit solução vídeo wall; 754 colchões; 16 contensores de air bag, e 2 calços de estabilização veicular. 

O deputado estadual Joel da Arpa, que preside a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), destacou a importância dos investimentos. “Esses equipamentos são extremamente importantes porque não se consegue fazer um policiamento eficaz se não tiver tecnologia e condições de trabalho”, avaliou. Para o deputado estadual Antônio Moraes, que já atuou nas forças de segurança pública, a realidade das corporações tem sido transformada sob a atual gestão. "Nunca na história da Polícia Civil, Militar, Científica e Corpo de Bombeiros, Pernambuco teve tantos investimentos como está tendo agora", contou. 

Acompanharam também as entregas os secretários Daniel Coelho (Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha), Yanne Teles (Criança e Juventude); João Baltar Freire, diretor-presidente da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), além dos deputados estaduais Henrique Queiroz Filho, Adalto Santos, Socorro Pimentel, Jarbas Filho e Claudiano Martins Filho, e os vereadores do Recife Davi Muniz e Agora é Rubem. Os prefeitos Sérgio Colin (Toritama), Dió Filho (Riacho das Almas), Eder Walter (Vicência), Henrique Queiroz (Buenos Aires), Túlio Monteiro (Buíque) e o vice-prefeito de Paulista, Felipe Andrade, também participaram.

Fotos: Hesíodo Góes/Secom

COMUNIDADES RURAIS DAS ZONAS DA MATA NORTE E SUL DO ESTADO PARTICIPAM DA CONSTRUÇÃO DO ESTATUTO DE NOVO SISAR

Nesta quinta-feira (26), a Secretaria de Recursos Hídricos e Saneamento de Pernambuco (SRHSPE) promoveu a terceira assembleia de formação de um novo Sistema Integrado de Saneamento Rural que vai operar o abastecimento de água em comunidades rurais das Zonas da Mata Norte e Sul. O encontro aconteceu no auditório da Secretaria de Cultura do município de Ribeirão, reunindo cerca de 120 pessoas, representantes de 45 associações rurais de 15 municípios das duas Matas.

“Este foi o terceiro encontro de implantação do Sisar Matas, mas é o primeiro em que as entidades rurais que vão compor este novo Sisar fazem a elaboração do estatuto da unidade Matas. O estatuto estabelece as diretrizes de como esta política pública vai funcionar. E isto é feito de forma colaborativa, como, aliás, funciona tudo dentro da instituição Sisar”, explicou Alexandre Santana, gerente técnico do Sisar Pernambuco.

O Sisar é um modelo de gestão participativa do abastecimento de água em áreas rurais, em que a sociedade civil organizada assume a gestão do abastecimento nas suas comunidades, quando localizadas em áreas rurais. Desta forma, a população do campo tem assegurada a regularidade do serviço de distribuição de água em localidades onde o sistema urbano não chega.

O secretário executivo de Saneamento de Pernambuco, Artur Coutinho, destacou que a criação do Sisar Matas integra a estratégia estadual de universalização do saneamento até 2033, abrangendo tanto as áreas urbanas quanto rurais. “O Governo do Estado, por determinação da governadora Raquel Lyra, vem fortalecendo a universalização do saneamento, não apenas com a concessão dos serviços voltada para a área urbana, mas também com o fortalecimento do saneamento rural. O Sisar é o coração dessa política pública para o meio rural, para que a gente não largue a mão de ninguém. A meta é que, em 2033, tenhamos, tanto o meio urbano, quanto o rural, no caminho da universalização”, afirmou.

Segundo ele, as Matas apresentam desafios distintos. Na Mata Sul, há maior disponibilidade hídrica, mas é necessário investir fortemente na mobilização social e no fortalecimento do modelo de autogestão comunitária. Já na Mata Norte, o cenário é de maior vulnerabilidade hídrica, exigindo novos investimentos em infraestrutura. “Não é só a obra. É a obra com mobilização comunitária. É imprimir na comunidade que ela é o coração da solução. É isso que faz o modelo Sisar ser tão reconhecido, inclusive adotado em estados como Ceará e Bahia”, destacou.

Nos próximos meses, serão realizadas mais duas assembleias para finalizar à confecção do estatuto e a eleição do conselho administrativo e da diretoria do Sisar Matas. Atualmente, Pernambuco possui cinco unidades em funcionamento: Sisar Moxotó, Sisar Pajeú, Sisar Sertão Central/Araripe, Sisar São Francisco e Sisar Agreste Central. O Sisar Matas será a sexta unidade implantada, alcançando a meta da atual gestão da SRHSPE de ampliar a cobertura do saneamento rural em todo o território pernambucano. 


PF ENCONTRA R$ 1,2 MILHÃO EM COOLER E MALA NA CASA DE CARLOS ALBERTO COELHO OLIVEIRA NETO, SOBRINHO DE EX-SENADOR

A apreensão de aproximadamente R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo dentro de um cooler térmico e de uma mala colocou o nome de Carlos Alberto Coelho Oliveira Neto, apontado como sobrinho de um ex-senador da República, no centro de uma investigação conduzida pela Polícia Federal. A descoberta ocorreu durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão autorizado pela Justiça Federal, em uma operação que, segundo fontes ligadas à apuração, investiga possíveis irregularidades financeiras ainda sob sigilo.

De acordo com informações preliminares divulgadas pelos investigadores, o dinheiro estava armazenado fora do sistema bancário, fracionado e acondicionado de forma a facilitar transporte e ocultação. O fato de a quantia estar guardada em espécie, sem registro imediato de origem comprovada, é um dos principais pontos que motivam o aprofundamento das diligências. Em investigações desse tipo, a manutenção de grandes valores fora do circuito financeiro formal costuma acender alertas sobre possível ocultação patrimonial, sonegação ou lavagem de dinheiro — hipóteses que dependem de comprovação técnica e documental ao longo do inquérito.

A apuração agora busca identificar a origem exata dos recursos, rastrear movimentações financeiras anteriores e verificar se há correspondência entre o montante apreendido e a renda declarada pelo investigado. Peritos federais devem analisar celulares, computadores e documentos recolhidos na operação para mapear eventuais conexões empresariais, contratos ou transferências bancárias que expliquem a existência do dinheiro. O cruzamento de dados fiscais e bancários é considerado etapa central para esclarecer se o valor tem lastro lícito ou se pode estar vinculado a alguma prática criminosa.

Até o momento, não há informação oficial de que o ex-senador mencionado tenha sido alvo direto da operação, nem de que exista acusação formal contra ele. A investigação, segundo fontes, concentra-se inicialmente na movimentação financeira atribuída a Carlos Alberto Coelho Oliveira Neto. O caso pode evoluir para novas fases, caso surjam indícios de participação de terceiros ou de ligação com contratos públicos, financiamento eleitoral ou operações empresariais suspeitas.

O inquérito deverá ser acompanhado pelo Ministério Público Federal, que poderá oferecer denúncia à Justiça caso entenda haver elementos suficientes para caracterização de crime. Enquanto isso, o material apreendido passa por contagem oficial, perícia e análise contábil detalhada. A defesa do investigado ainda pode apresentar documentação que comprove a origem legal dos valores, o que será considerado no andamento do processo.

O episódio reacende o debate sobre o uso de dinheiro em espécie em grandes volumes no Brasil. Embora não seja ilegal manter recursos fora do banco, valores elevados armazenados dessa forma geralmente despertam suspeitas quando não acompanhados de comprovação fiscal compatível. O desfecho da investigação dependerá da capacidade das autoridades de reconstruir o caminho do dinheiro — desde sua origem até o momento em que foi encontrado dentro de um cooler e de uma mala — e de esclarecer se há, de fato, ilícito ou apenas irregularidade administrativa.

Nos bastidores políticos, o caso já provoca repercussão e pressão por esclarecimentos rápidos. A expectativa é que, nas próximas semanas, novos detalhes venham a público à medida que a análise técnica avance e quebras de sigilo, se autorizadas, ampliem o alcance das apurações.

LEILÕES DE TRÊS TERMINAIS PORTUÁRIOS GARANTEM QUASE R$ 300 MILHÕES EM INVESTIMENTOS PRIVADOS PELO BRASIL

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) realizaram nesta quinta-feira (26), na B3, em São Paulo, o leilão do primeiro bloco de arrendamentos portuários de 2026. O certame assegurou a contratação de três terminais estratégicos, nos portos de Santana (AP), Natal (RN) e Porto Alegre (RS), com previsão de quase R$ 300 milhões em investimentos privados pelo Brasil.

O ministro Silvio Costa Filho destacou a confiança do mercado no ambiente regulatório brasileiro e o compromisso do governo com uma agenda equilibrada de grandes projetos e desenvolvimento regional. “Quero agradecer ao setor produtivo brasileiro por, mais uma vez, acreditar no nosso país e na agenda de concessões que estamos conduzindo. Temos trabalhado com atenção tanto aos grandes leilões, como Tecon Santos 10 e São Sebastião, quanto aos projetos que fortalecem o desenvolvimento regional. Esse avanço é resultado de um esforço coletivo de todas as instâncias do Brasil. Nada disso aconteceria sem essa parceria. Quando há um esforço coletivo e vontade de fazer, as coisas efetivamente acontecem”, disse.

Temos trabalhado com atenção tanto aos grandes leilões, como Tecon Santos 10 e São Sebastião, quanto aos projetos que fortalecem o desenvolvimento regional. 

Silvio Costa Filho
O diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, destacou o protagonismo do setor portuário na agenda de concessões e o ambiente institucional construído nos últimos anos. “O setor portuário tem sido o carro-chefe no número de leilões, e ficamos muito felizes por estarmos conseguindo dar essa resposta para a sociedade. Isso é reflexo de um ambiente que demonstra segurança jurídica, uma carteira de bons projetos e uma articulação institucional eficaz”, afirmou ele.

Já o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, ressaltou o ritmo da agenda de concessões e o impacto direto dos leilões na ampliação da capacidade logística do país. “Com os certames realizados na atual gestão do governo federal, chegamos a 29 leilões, um marco importante para o Ministério de Portos e Aeroportos. Para efeito de comparação, entre 2019 e 2022 foram realizados 27 leilões. Esse número demonstra o empenho do governo em ampliar investimentos, fortalecer a infraestrutura e aumentar a capacidade operacional dos nossos portos. O resultado aparece na melhoria dos serviços prestados pelos terminais e na maior eficiência logística para quem produz e exporta no Brasil.”

Porto de Santana (AP)

Arrematado pela empresa CS Infra S.A., o Terminal MCP01 é o ativo que receberá o maior volume de investimentos. Com área de 30.546 m² e capacidade dinâmica anual estimada em 1,2 milhão de toneladas, o terminal será destinado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais.

Com investimentos estimados em R$ 150,2 milhões e prazo contratual de 25 anos, o projeto de concessão prevê melhorias em infraestrutura, aquisição de equipamentos e intervenções em áreas comuns do porto.

O presidente da CS Infra, Fernando Quintas, destacou a experiência da empresa. “A experiência já adquirida em outros portos, como no de Aratu, na Bahia, é o que dá base para a CS Infra integrar uma operação eficiente, segura e com alto padrão de serviços também no Porto de Santana”, afirmou.

Porto de Natal (RN)

Arrematado pela Fomento do Brasil Mineração S.A., o terminal nordestino ocupa área de 20.368,15 m² e será voltado à movimentação de granéis sólidos minerais. O contrato terá prazo de 15 anos e prevê cerca de R$ 55 milhões em investimentos.

As obras civis, estimadas em aproximadamente R$ 31 milhões, incluem pavimentação, instalação de sistema de drenagem para efluentes de minério e construção de uma barreira de vento de 11 metros. Outros R$ 24 milhões serão destinados à aquisição de equipamentos, como carregador móvel de navios, seis pás carregadeiras, balanças rodoviárias e canhões de névoa.

Em seu discurso, o CEO e fundador da Fomento do Brasil, Anuj Timblo, destacou a importância do projeto. “Para a Fomento, esse projeto representa muito mais que um investimento; representa uma parceria de longo prazo”, afirmou.

Porto de Porto Alegre

O Sul do país também foi contemplado. Arrematado pelo Consórcio Portos do Sul, formado pelas empresas Soluções Inteligentes Operadores Portuários Ltda e Simetria Transportes e Armazéns Gerais Ltda, o Terminal POA26 receberá investimentos de R$ 21,13 milhões, com contrato de 10 anos.

Em uma área de 22.052,40 m², o terminal será destinado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos, como grãos e fertilizantes. O projeto prevê a construção de armazéns e a modernização da infraestrutura existente.

“Hoje é dia de comemorar, mas amanhã é dia de arregaçar as mangas para esse desafio”, afirmou o diretor do consórcio, João Ricardo de Andrade Chaves.