quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
GOVERNADORA RAQUEL LYRA ENTREGA VIATURAS, ARMAMENTOS E EQUIPAMENTOS PARA FORÇAS POLICIAIS
COMUNIDADES RURAIS DAS ZONAS DA MATA NORTE E SUL DO ESTADO PARTICIPAM DA CONSTRUÇÃO DO ESTATUTO DE NOVO SISAR
“Este foi o terceiro encontro de implantação do Sisar Matas, mas é o primeiro em que as entidades rurais que vão compor este novo Sisar fazem a elaboração do estatuto da unidade Matas. O estatuto estabelece as diretrizes de como esta política pública vai funcionar. E isto é feito de forma colaborativa, como, aliás, funciona tudo dentro da instituição Sisar”, explicou Alexandre Santana, gerente técnico do Sisar Pernambuco.
O Sisar é um modelo de gestão participativa do abastecimento de água em áreas rurais, em que a sociedade civil organizada assume a gestão do abastecimento nas suas comunidades, quando localizadas em áreas rurais. Desta forma, a população do campo tem assegurada a regularidade do serviço de distribuição de água em localidades onde o sistema urbano não chega.
O secretário executivo de Saneamento de Pernambuco, Artur Coutinho, destacou que a criação do Sisar Matas integra a estratégia estadual de universalização do saneamento até 2033, abrangendo tanto as áreas urbanas quanto rurais. “O Governo do Estado, por determinação da governadora Raquel Lyra, vem fortalecendo a universalização do saneamento, não apenas com a concessão dos serviços voltada para a área urbana, mas também com o fortalecimento do saneamento rural. O Sisar é o coração dessa política pública para o meio rural, para que a gente não largue a mão de ninguém. A meta é que, em 2033, tenhamos, tanto o meio urbano, quanto o rural, no caminho da universalização”, afirmou.
Segundo ele, as Matas apresentam desafios distintos. Na Mata Sul, há maior disponibilidade hídrica, mas é necessário investir fortemente na mobilização social e no fortalecimento do modelo de autogestão comunitária. Já na Mata Norte, o cenário é de maior vulnerabilidade hídrica, exigindo novos investimentos em infraestrutura. “Não é só a obra. É a obra com mobilização comunitária. É imprimir na comunidade que ela é o coração da solução. É isso que faz o modelo Sisar ser tão reconhecido, inclusive adotado em estados como Ceará e Bahia”, destacou.
Nos próximos meses, serão realizadas mais duas assembleias para finalizar à confecção do estatuto e a eleição do conselho administrativo e da diretoria do Sisar Matas. Atualmente, Pernambuco
PF ENCONTRA R$ 1,2 MILHÃO EM COOLER E MALA NA CASA DE CARLOS ALBERTO COELHO OLIVEIRA NETO, SOBRINHO DE EX-SENADOR
De acordo com informações preliminares divulgadas pelos investigadores, o dinheiro estava armazenado fora do sistema bancário, fracionado e acondicionado de forma a facilitar transporte e ocultação. O fato de a quantia estar guardada em espécie, sem registro imediato de origem comprovada, é um dos principais pontos que motivam o aprofundamento das diligências. Em investigações desse tipo, a manutenção de grandes valores fora do circuito financeiro formal costuma acender alertas sobre possível ocultação patrimonial, sonegação ou lavagem de dinheiro — hipóteses que dependem de comprovação técnica e documental ao longo do inquérito.
A apuração agora busca identificar a origem exata dos recursos, rastrear movimentações financeiras anteriores e verificar se há correspondência entre o montante apreendido e a renda declarada pelo investigado. Peritos federais devem analisar celulares, computadores e documentos recolhidos na operação para mapear eventuais conexões empresariais, contratos ou transferências bancárias que expliquem a existência do dinheiro. O cruzamento de dados fiscais e bancários é considerado etapa central para esclarecer se o valor tem lastro lícito ou se pode estar vinculado a alguma prática criminosa.
Até o momento, não há informação oficial de que o ex-senador mencionado tenha sido alvo direto da operação, nem de que exista acusação formal contra ele. A investigação, segundo fontes, concentra-se inicialmente na movimentação financeira atribuída a Carlos Alberto Coelho Oliveira Neto. O caso pode evoluir para novas fases, caso surjam indícios de participação de terceiros ou de ligação com contratos públicos, financiamento eleitoral ou operações empresariais suspeitas.
O inquérito deverá ser acompanhado pelo Ministério Público Federal, que poderá oferecer denúncia à Justiça caso entenda haver elementos suficientes para caracterização de crime. Enquanto isso, o material apreendido passa por contagem oficial, perícia e análise contábil detalhada. A defesa do investigado ainda pode apresentar documentação que comprove a origem legal dos valores, o que será considerado no andamento do processo.
O episódio reacende o debate sobre o uso de dinheiro em espécie em grandes volumes no Brasil. Embora não seja ilegal manter recursos fora do banco, valores elevados armazenados dessa forma geralmente despertam suspeitas quando não acompanhados de comprovação fiscal compatível. O desfecho da investigação dependerá da capacidade das autoridades de reconstruir o caminho do dinheiro — desde sua origem até o momento em que foi encontrado dentro de um cooler e de uma mala — e de esclarecer se há, de fato, ilícito ou apenas irregularidade administrativa.
Nos bastidores políticos, o caso já provoca repercussão e pressão por esclarecimentos rápidos. A expectativa é que, nas próximas semanas, novos detalhes venham a público à medida que a análise técnica avance e quebras de sigilo, se autorizadas, ampliem o alcance das apurações.
LEILÕES DE TRÊS TERMINAIS PORTUÁRIOS GARANTEM QUASE R$ 300 MILHÕES EM INVESTIMENTOS PRIVADOS PELO BRASIL
PERNAMBUCO AVANÇA NA DEFESA DAS PESSOAS COM DOENÇAS RARAS E REFORÇA GARANTIA DE DIREITOS NO ESTADO
A data chama atenção para uma realidade que, embora muitas vezes invisível, atinge milhões de brasileiros. No mundo, já foram identificados mais de 7 mil tipos de doenças raras. No Brasil, a estimativa é de que cerca de 13 milhões de pessoas convivam com alguma dessas condições, que em grande parte são crônicas, progressivas e podem provocar impedimentos físicos, intelectuais, sensoriais ou múltiplos ao longo da vida.
A legislação brasileira, por meio da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, estabelece que quando esses impedimentos de longo prazo impactam a participação plena e efetiva da pessoa na sociedade, a condição pode ser caracterizada como deficiência. A norma adota o chamado modelo social da deficiência, que compreende que as limitações não estão apenas na condição de saúde, mas também nas barreiras físicas, sociais e atitudinais impostas pelo ambiente.
Esse entendimento amplia o acesso a direitos e políticas públicas, assegurando às pessoas com doenças raras garantias como saúde especializada, educação inclusiva, acessibilidade, atendimento prioritário, proteção social e transporte adaptado. Em Pernambuco, a SJDH tem fortalecido essa rede de proteção por meio de programas que dialogam diretamente com as necessidades das famílias.
Entre as iniciativas está o PE Conduz, que oferece transporte gratuito e adaptado para deslocamento a tratamentos de saúde e atividades essenciais, além de possibilitar acesso a momentos de lazer, promovendo qualidade de vida. Outro instrumento é o VEM Passe Livre, que garante gratuidade no transporte coletivo intermunicipal para pessoas com deficiência, facilitando o deslocamento entre cidades para consultas, terapias e atendimentos especializados.
Para Kelly Vieira, mãe de Guilherme Vieira, que convive com uma doença rara e é beneficiário dos programas estaduais, as políticas públicas representam muito mais que mobilidade. “Ser mãe de uma criança com doença rara é enfrentar desafios todos os dias. O PE Conduz e o VEM Passe Livre mudaram a nossa rotina, garantiram o acesso ao tratamento e trouxeram dignidade. Eu só tenho a agradecer ao Governo de Pernambuco por olhar para nós, por tornar visíveis mães que antes eram invisíveis e por criar programas que fazem a diferença de verdade na vida das nossas famílias”, relatou.
A atuação da Secretaria reforça o compromisso do Estado com a promoção da cidadania e a redução das desigualdades, reconhecendo que informação, acesso e políticas públicas estruturadas são ferramentas essenciais para transformar realidades. Ao dar visibilidade ao tema no Dia Nacional das Doenças Raras, Pernambuco reafirma que inclusão não é apenas discurso, mas ação concreta voltada a quem mais precisa.
Crédito da foto: Williams Beserra
REARRANJO NO PL EXPÕE NOVO JOGO DE PODER EM PERNAMBUCO E REDESENHA FUTURO DOS FERREIRA
No desenho traçado para o Estado, o PL sinaliza apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra, articula a tentativa de filiação do ex-ministro Mendonça Filho à legenda para uma candidatura ao Senado e mantém respaldo ao projeto de Miguel Coelho à Casa Alta. O ponto mais sensível, porém, envolve diretamente o ex-prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira.
Até então, Anderson sustentava publicamente que disputaria o Senado, enquanto seu irmão, André Ferreira, buscaria a reeleição à Câmara dos Deputados. O documento vazado desmonta essa narrativa: Anderson deverá concorrer a uma vaga na Câmara Federal, enquanto André migrará para a disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
A mudança confirma a tese que circulava nas rodas políticas há meses. Nos bastidores, a leitura é de que a estratégia busca otimizar forças: Anderson, com recall estadual após duas disputas majoritárias e a gestão em Jaboatão, teria maior potencial competitivo para uma votação expressiva à Câmara Federal. Já André, com forte inserção em bases municipais e trânsito consolidado em redutos estratégicos, poderia fortalecer o partido no Legislativo estadual.
Na corrida pela Alepe, André Ferreira desponta como um dos nomes mais estruturados do chamado “Time 1”. Ele conta com o apoio declarado de prefeitos como Zé Elias Filho, de Calçado; Elias Meu Fi, de Pombos; e Quebra Santo, de Lagoa do Ouro, além de manter presença consolidada na Região Metropolitana do Recife. Aliados avaliam que sua eleição é altamente provável, diante da capilaridade já construída ao longo dos últimos mandatos.
Enquanto isso, Anderson entra na disputa proporcional federal com um grupo robusto de apoios municipais — o “Time 2”. Entre os prefeitos alinhados ao ex-prefeito de Jaboatão estão Mary Gouveia, de Escada; Padre Joselito, de Gravatá; Izalta, de Ibirajuba; Ridete Pellegrino, de Jaqueira; Barbosa, de São José da Coroa Grande; Aleudo, de Serrita; Duguinha Lins, de São Joaquim do Monte; e Thiago de Miel, de Xexéu. O conjunto assegura presença eleitoral em diversas regiões do Estado — da Mata Sul ao Agreste e ao Sertão — ampliando a musculatura da candidatura.
O cálculo político é claro: com apoio pulverizado em municípios estratégicos, Anderson pode figurar entre os mais votados do Estado, fortalecendo o PL na bancada federal e ampliando o poder de barganha da legenda em Brasília.
Mas o novo arranjo não vem sem tensões. Em Jaboatão dos Guararapes, reduto histórico da família Ferreira, o clima tende a esquentar. A expectativa gira em torno da disputa por votos para deputado estadual entre André Ferreira e sua cunhada, Andréa Medeiros. As relações entre os grupos políticos ligados aos Ferreira e aos Medeiros já atravessam momentos de desgaste, e a sobreposição de candidaturas no mesmo território pode aprofundar fissuras.
O vazamento do documento, longe de ser apenas um episódio pontual, acelerou definições e obrigou lideranças a assumirem posições que vinham sendo cuidadosamente administradas. Ao tornar público o que era tratado a portas fechadas, o rascunho expôs o jogo interno do PL e antecipou movimentos que ainda seriam oficialmente anunciados.
No tabuleiro pernambucano, a reorganização do partido sinaliza uma disputa proporcional intensa, com impacto direto nas alianças estaduais e na correlação de forças para 2026. Mais do que uma simples troca de cadeiras, o redesenho revela uma estratégia de sobrevivência e expansão política — e mostra que, em Pernambuco, os bastidores continuam sendo tão decisivos quanto as urnas.
ADAGRO CERTIFICA LATICÍNIOS COM O SISBI-POA, POSSIBILITANDO A ABERTURA DE NOVOS MERCADOS NO COMÉRCIO ESTADUAL E NACIONAL
Nesta sexta-feira (27), na sede da Dourado Lácteos, no município de Pedra, no Agreste do Estado, o diretor-presidente da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro), Moshe Dayan Fernandes, entrega o selo do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-Poa) a seis laticínios pernambucanos, juntamente com o secretário de Desenvolvimento Agrário, Pecuária e Pesca (SDA), Cícero Moraes.
Receberão o selo Sisbi-Poa as empresas: FM Frios Indústria de Laticínios e Derivados LTDA., Gueiros e França Unalac LTDA., Ipojuca Alimentos LTDA., Dourado Indústria de Laticínios LTDA. e Indústria de Laticínios e Derivados Puríssimo da Fazenda LTDA. Todas já possuíam registro no Serviço de Inspeção Estadual (SIE).
“Além de permitir a ampliação da atividade, a certificação fortalece a cadeia produtiva da região, abrindo oportunidades comerciais para mercados fora do estado e gerando mais empregos e renda em Pernambuco”, avalia Moshe Dayan Fernandes, que estará presente na cerimônia de entrega acompanhado da equipe técnica da Adagro. Ele acrescenta que todos os laticínios certificados passaram por rigorosa avaliação técnica.
Critérios – O estabelecimento que deseja integrar o Sisbi-POA deve solicitar, por meio de requerimento, a adesão ao sistema e atender às normas estaduais e federais vigentes. A certificação reconhece a qualidade sanitária dos produtos elaborados pelos estabelecimentos que cumprem as exigências da legislação brasileira, permitindo a comercialização com segurança sanitária em todo o território nacional.
Na ocasião, o presidente da Adagro também fará a entrega dos certificados de registro das queijarias artesanais, resultado de um trabalho realizado em parceria entre a Agência e a Associação de Certificação de Queijo Coalho do Agreste de Pernambuco. Inspeções foram realizadas nas queijarias que solicitaram o certificado por intermédio da Associação, juntamente com a inspeção técnica orientativa da Adagro para obtenção do registro no Serviço de Inspeção Estadual (SIE).
Receberão o certificado de registro no SIE as seguintes empresas: Indústria de Laticínios Gentil LTDA., Ítalo Tenório dos Santos Melo, Itamar JB de Almeida Laticínios, Laticínio Confiança Queijaria Artesanal LTDA. e Leandro Vieira Paes Santa Luzia Indústria e Comércio de Laticínios LTDA.
De acordo com o presidente Moshe Dayan, o trabalho de inspeção orientativa continua devido à sua importância socioeconômica e à tradição de Pernambuco na produção do Queijo Coalho Artesanal. Ele destaca que estão em estudo outras ações para o desenvolvimento e o crescimento deste e de outros setores, como pescado, produtos de abelha, ovos e produtos cárneos.