terça-feira, 3 de março de 2026

EM PERNAMBUCO DE PONTA A PONTA, JANJÃO ACELERA PRÉ-CAMPANHA À ALEPE E AMPLIA BASES EM TODAS AS REGIÕES DE PERNAMBUCO

O prefeito de Bom Jardim, Janjão, tem transformado a pré-campanha rumo à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) em uma verdadeira maratona política. Pré-candidato ao parlamento estadual, ele vem intensificando agendas em todas as regiões do Estado, consolidando apoios e ampliando sua presença territorial de forma estratégica e silenciosa, mas com efeitos visíveis nos bastidores.

Com um estilo discreto, longe de grandes holofotes, Janjão tem apostado no corpo a corpo, nas conversas reservadas e nas articulações diretas com lideranças locais. O ritmo acelerado tem chamado atenção até de adversários políticos. A expressão repetida por aliados — de que ele “praticamente dorme no carro” — traduz a intensidade da agenda que vem cumprindo semanalmente, cruzando Pernambuco de ponta a ponta.

Na última semana, o roteiro foi emblemático do momento que vive. Em Brasília, o prefeito tratou de pautas administrativas e buscou encaminhamentos institucionais importantes para Bom Jardim, reforçando a imagem de gestor que não abandona as responsabilidades municipais mesmo em meio à pré-campanha. No Recife, compromissos políticos e administrativos deram sequência às articulações com lideranças da Região Metropolitana e representantes de órgãos estaduais.

Já no interior, a agenda ganhou contornos mais políticos. No Sertão, no Agreste e na Zona da Mata, Janjão participou de encontros com vereadores, ex-prefeitos, lideranças comunitárias e representantes de segmentos produtivos. Em cada parada, o discurso tem sido pautado na interiorização do desenvolvimento e na necessidade de fortalecer a representatividade das regiões menos assistidas na Assembleia Legislativa.

Mesmo com a agenda intensa no interior, o pré-candidato ainda encontrou espaço para visitar bases no Litoral Norte, ampliando o raio de atuação e sinalizando que sua construção política não ficará restrita à sua região de origem. A estratégia é clara: consolidar Bom Jardim como vitrine administrativa, mas construir uma candidatura de alcance estadual.

Aliados avaliam que o diferencial de Janjão está justamente na combinação entre gestão ativa e pré-campanha estruturada. Enquanto amplia adesões ao projeto, ele mantém presença constante no município, equilibrando compromissos administrativos com articulações políticas. Essa postura tem contribuído para fortalecer sua imagem de gestor comprometido e político em ascensão.

Nos bastidores, o volume de apoios já formalizados surpreende. Embora evite divulgar números ou antecipar alianças de forma ostensiva, interlocutores próximos confirmam que o crescimento tem sido consistente, sobretudo em municípios onde o sentimento é de busca por renovação na representação estadual.

A pré-campanha de Janjão, portanto, ganha corpo em ritmo acelerado. Entre estradas, aeroportos e reuniões estratégicas, o prefeito de Bom Jardim constrói, passo a passo, uma candidatura que se apresenta como regional, mas com ambição estadual. Em um cenário político cada vez mais competitivo, ele aposta no trabalho contínuo, na presença física e na construção silenciosa para chegar forte à disputa por uma cadeira na Alepe.

RICARDO TEOBALDO AMPLIA BASE EM OROBÓ E RECEBE APOIO DE VEREADORES E LIDERANÇAS LOCAIS

O cenário político de Orobó ganhou novos contornos nesta semana com a consolidação de um importante reforço ao projeto liderado por Ricardo Teobaldo no município. Declararam apoio público à sua articulação o vereador Paulo Brito, o vereador Neo, o ex-vereador Lívio Aguiar e a jovem liderança Pedro Brito, ampliando o grupo que defende uma agenda de desenvolvimento e fortalecimento regional.

A movimentação é vista nos bastidores como estratégica e representa a formação de um bloco político com presença tanto na Câmara Municipal quanto entre lideranças comunitárias. O apoio simultâneo de parlamentares em exercício, de um ex-vereador com trajetória consolidada e de uma liderança jovem sinaliza a construção de uma frente que busca unir experiência e renovação.

De acordo com Ricardo Teobaldo, a união do grupo amplia a capacidade de articulação para garantir recursos e investimentos estruturantes para Orobó. Entre as prioridades destacadas estão a destinação de verbas para melhorias na infraestrutura urbana, fortalecimento de políticas públicas e ações direcionadas à população mais vulnerável. “Quando a gente soma forças, o trabalho rende mais e os resultados chegam mais rápido para quem precisa”, afirmou.

Nos bastidores políticos da cidade, a adesão é interpretada como um passo importante na consolidação de uma base sólida em Orobó, reforçando a presença do grupo em debates locais e na construção de projetos voltados ao crescimento econômico e social do município.

A expectativa agora é de que novas agendas conjuntas sejam realizadas, com visitas às comunidades e definição de prioridades a partir das demandas apresentadas pela população. Para aliados, o momento simboliza não apenas um alinhamento político, mas a construção de uma frente comprometida em garantir avanços concretos para Orobó e toda a região.

OSMAR ROMPE COM JOÃO CAMPOS, DENUNCIA PERSEGUIÇÃO E AVISA: “VOU VOLTAR MAIS ROXINHO DO QUE NUNCA”

O clima político no Recife esquentou de vez. A relação entre o presidente municipal do PT, vereador Osmar Ricardo, e o prefeito João Campos (PSB) chegou ao ponto de ruptura pública, com direito a acusações de perseguição, promessa de oposição dura e um recado direto ao Palácio do Capibaribe: “vou voltar mais roxinho do que nunca”.

O estopim foi o anúncio de que Osmar deixará a Câmara do Recife a partir desta terça-feira (3), retornando à condição de suplente. A vaga será reassumida pelo secretário de Direitos Humanos e Juventude, Marco Aurélio Filho (PV), que volta ao mandato parlamentar. Nos bastidores, a movimentação foi interpretada como uma resposta direta ao fato de Osmar ter assinado o pedido de instalação da CPI do chamado “fura-fila” — investigação que atingiu o coração da gestão municipal.

A assinatura do petista foi decisiva: a 13ª, número que garantiu o encaminhamento do pedido à Presidência da Casa. Para Osmar, o preço por ter exercido o que chama de “liberdade de opinião” foi alto demais.

Em entrevista ao Blog Dantas Barreto, o vereador não poupou palavras. Disse que fará um movimento contra o prefeito por perseguição política e prometeu usar o peso de sua dupla liderança — no PT do Recife e no Sindicato dos Servidores Municipais — para endurecer o discurso. “Ele vai sentir o trabalho e a força de quem é presidente municipal do PT e do Sindicato dos Servidores do Recife. Vai ver o que é oposição de verdade”, disparou.

O tom adotado pelo parlamentar é de rompimento definitivo. Osmar lembrou que esteve ao lado de João Campos, inclusive defendendo sua eleição, mas afirma que agora paga o preço por não se submeter. “Votei nele, caminhei com a bandeira do PSB, mas me libertei desse povo chamado Campos”, declarou, numa referência direta ao grupo político do prefeito. A crítica foi além, atingindo o que ele classificou como “oligarquia” que, segundo suas palavras, perderá espaço tanto no Governo do Estado quanto no Recife.

A menção ao Governo do Estado não é por acaso. O cenário estadual, comandado por Raquel Lyra (PSD), também entra na equação. Osmar já projeta seu retorno à Câmara caso se confirme a nomeação da vereadora Flávia de Nadegi para uma secretaria estadual. Flávia, eleita na aliança da Frente Popular, rompeu com a base de João Campos no ano passado e passou a integrar o campo de oposição.

Segundo articulações que circulam nos bastidores, a possível ida de Flávia para o Governo do Estado abriria espaço para que Osmar reassumisse o mandato. Ele não esconde a expectativa: “Se acontecer isso, serei muito grato”, afirmou, confiante de que seu retorno é questão de tempo.

A crise expõe fissuras profundas na antiga aliança entre PT e PSB no Recife. O que antes era parceria estratégica virou embate público, com troca de acusações e ameaça de enfrentamento direto. A CPI do “fura-fila”, que começou como um movimento parlamentar, transformou-se em divisor de águas político.

Osmar sustenta que não agiu por acordo oculto, mas por convicção. Ainda assim, há quem diga que sua assinatura na CPI teria feito parte de uma engenharia política mais ampla, envolvendo rearranjos na Câmara e aproximações com o Palácio do Campo das Princesas. Oficialmente, ele nega qualquer barganha e afirma que a decisão foi tomada por responsabilidade com a população.

No meio desse tabuleiro, os servidores municipais tornam-se peça-chave. Como presidente do sindicato da categoria, Osmar sinaliza que poderá transformar o desgaste político em mobilização social. A promessa é clara: endurecer a oposição, fiscalizar cada passo da gestão e dar voz às insatisfações acumuladas.

Se antes dizia que o “PT estava roxinho”, em referência à cor que também remete ao campo político da governadora, agora o discurso ganha outro significado. Para Osmar, o roxo simboliza resistência e enfrentamento. A saída momentânea da Câmara, ao invés de enfraquecê-lo, é apresentada como combustível.

A pergunta que ecoa nos corredores do Legislativo é simples: João Campos calculou o tamanho da reação? Ao tentar reorganizar a base, pode ter dado palco a um adversário interno disposto a transformar a mágoa em bandeira.

Nos próximos dias, a movimentação em torno de Flávia de Nadegi e do Governo do Estado será decisiva. Se a nomeação se concretizar, Osmar retorna com discurso inflamado e capital político renovado entre setores descontentes. Se não, a crise seguirá como ferida aberta.

Uma coisa é certa: a paz entre o PT recifense e o prefeito socialista ficou no passado. E Osmar Ricardo faz questão de avisar que não pretende sair de cena em silêncio. Pelo contrário — promete voltar mais roxinho do que nunca.

JUSTIÇA ELEITORAL APERTA O CERCO E COBRA R$ 74,8 MIL DE PREFEITO DE ITAQUITINGA POR IRREGULARIDADES NA CAMPANHA DE 2020

A engrenagem da Justiça Eleitoral voltou a girar com força em Pernambuco e tem como alvo o prefeito de Itaquitinga, Patrick José de Oliveira Moraes. Uma decisão da 125ª Zona Eleitoral, com sede no município de Condado, determinou o início da execução de uma multa que já alcança R$ 74.845,00, resultado de irregularidades cometidas durante a campanha municipal de 2020.

A ordem judicial atende a um pedido formal da Advocacia-Geral da União (AGU), responsável por assegurar que penalidades impostas pelo Judiciário sejam efetivamente cumpridas. Com o trânsito em julgado ocorrido em 30 de junho de 2025 — etapa que torna a decisão definitiva e sem possibilidade de novos recursos — a cobrança deixou de ser apenas uma determinação no papel para se transformar em obrigação imediata.

O caso remonta ao pleito de 2020, quando Patrick Moraes disputou o cargo de vice-prefeito na chapa encabeçada por seu irmão, Pablo José de Oliveira Moraes, pela coligação “Mudança de Verdade”, formada por PSL, Republicanos e PDT. Embora não tenha sido candidato ao cargo majoritário, o atual prefeito integrou a estrutura da campanha que acabou sendo alvo de questionamentos e condenação por violações à legislação eleitoral.

De acordo com o despacho judicial, o gestor tem prazo improrrogável de 15 dias para quitar integralmente o valor por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU). Caso não disponha do montante, poderá solicitar o parcelamento com base no Código de Processo Civil. A advertência, porém, é clara: o não pagamento dentro do prazo implicará acréscimo automático de 10% sobre a dívida, além da adoção de medidas coercitivas.

Entre as providências previstas está o bloqueio de valores em contas bancárias pelo sistema SISBAJUD. Se necessário, a Justiça poderá ainda acionar o RENAJUD para restrições sobre veículos registrados em nome do prefeito, promover penhora de bens móveis e imóveis e incluir o nome do devedor em cadastros de inadimplentes, como SERASA e CADIN. O despacho também autoriza a pesquisa e rastreamento de imóveis vinculados ao CPF do executado, ampliando o alcance da cobrança.

A movimentação reforça a postura rigorosa da Justiça Eleitoral pernambucana no acompanhamento do cumprimento das decisões judiciais, especialmente em casos envolvendo agentes públicos. O recado institucional é direto: após o trânsito em julgado, não há mais espaço para protelações.

Politicamente, o episódio reacende o debate sobre responsabilidade eleitoral e os reflexos de atos de campanha que, mesmo ocorridos há mais de cinco anos, continuam produzindo consequências jurídicas. No plano administrativo, o caso também pode gerar desgaste para a gestão municipal, uma vez que envolve o nome do chefe do Executivo local.

Enquanto corre o prazo de 15 dias estabelecido pelo juiz eleitoral, a situação coloca o prefeito diante de uma encruzilhada financeira e jurídica. A conta, agora definitiva, saiu do campo das disputas eleitorais e entrou no terreno da execução forçada. E, como deixa claro o despacho, a Justiça está determinada a garantir que o valor retorne aos cofres públicos.

"AINDA NEM COMEÇAMOS A ATACÁ-LOS COM FORÇA", DIZ DONALD TRUMP SOBRE CONFLITO NO IRÃ

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou, nesta segunda-feira (2) sobre os desdobramentos do conflito no Irã. Na declaração, o político afirmou que os EUA estão “dando uma surra” no país do Oriente Médio e que ainda há mais por vir.

“Estamos dando uma surra neles. Acho que está indo muito bem. É muito poderoso. Temos as melhores forças armadas do mundo e estamos usando-as”, declarou Trump. 

Segundo revelou a CNN, o presidente ainda projetou que esse conflito pode durar de quatro a cinco semanas, mas que os EUA estão preparados para ir além desse tempo. “Não quero que se prolongue muito. Sempre achei que seriam quatro semanas”, disse.

“Já estamos bem à frente das nossas projeções de tempo, mas seja qual for o tempo, está tudo bem, custe o que custar, nós sempre faremos e temos feito isso desde o início, projetamos de 4 a 5 semanas, mas temos capacidade para ir muito além disso”, completou.

Segundo o presidente dos EUA, a ação militar do governo norte-americano busca ajudar o povo iraniano a retomar o controle do país, atualmente controlado pelo regime teocrático. “Estamos, de fato. Mas agora queremos que todos fiquem em casa. Não é seguro lá fora. Ainda nem começamos a atacá-los com força. A grande onda ainda nem chegou. A grande onda está chegando em breve”.

ALEXANDRE DE MORAES TOMA DECISÃO SOBRE PRISÃO DOMICILIAR DE JAIR BOLSONARO; SAIBA QUAL

O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, decidiu pela rejeição da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente, Jair Bolsonaro, atualmente detido na Papudinha, em Brasília.

A defesa do ex-presidente havia pedido que a prisão fosse convertida em domiciliar devido a questões de saúde do ex-mandatário. No pedido, há uma longa lista de comorbidades médicas e necessidades para a manutenção da saúde do político, sendo assim, conforme afirmaram os advogados dele, sua estadia no cárcere privado seria incompatível.

Porém, Moraes discordou da declaração dos advogados e determinou a manutenção da prisão, afirmando ainda que a cela onde o político está cumprindo pena foi adaptada par as necessidades dele. O ex-presidente foi condenado a 27 anos de prisão apís ser apontado como o líder de uma organização criminosa que tramou um golpe de Estado.

“Diferentemente do alegado pela Defesa, as condições e adaptações específicas da unidade prisional atendem, integralmente, as necessidades do condenado, com a possibilidade e efetiva realização de serviços médicos contínuos, com múltiplos atendimentos diários, realização de sessões de fisioterapia, atividades físicas, assistência religiosa”, diz um trecho da decisão.

A decisão de Moraes decorre de um relatório apresentado pela Polícia Federal (PF), que apontou que o ex-presidente possui sete condições médicas que são crônicas e que precisam de cuidados. Dentre elas estão:

Hipertensão arterial
Obesidade clínica 
Doença do refluxo gastroesofágico
Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) grave
Aterosclerose sistêmica
Aderências (bridas) intra-abdominais
Queratose actínica
A perícia, no entanto, havia alegado que todas as condições estão sob controle. 

Moraes ainda argumentou que “não se verifica a presença dos requisitos excepcionais para a concessão de prisão domiciliar humanitária, em face dos reiterados descumprimentos das medidas cautelares durante toda a ação pena os atos concretos de tentativa de fuga, inclusive com o rompimento do monitoramento eletrônico e o resultado da perícia médica oficial”.

JUNTOS PELA CIDADANIA: SERVIÇOS GRATUITOS CHEGAM A IPUBI E OURICURI EM MARÇO

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência (SJDH), dá continuidade ao calendário 2026 do Juntos pela Cidadania, desta vez no Sertão do Araripe. A ação será realizada em parceria com as Prefeituras de Ipubi e Ouricuri, nos dias 10 e 12 de março, respectivamente.

Em Ipubi, o mutirão acontecerá na Praça Agamenon Magalhães. Já em Ouricuri, os atendimentos serão realizados no Ginásio São Pedro, na Barra de São Pedro. Nos dois municípios, a programação ocorre das 8h às 12h.

Durante a ação, os moradores terão acesso gratuito a serviços de cidadania, como emissão da 1ª via da Carteira Nacional de Identificação (novo RG) e encaminhamento para segundas vias de certidões de nascimento, casamento e óbito.

A iniciativa também disponibilizará, por meio da SJDH, a emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA) e do PE Livre Acesso, além de orientações sobre os programas Mães de Pernambuco e Morar Bem.

A programação contará ainda com orientações jurídicas, serviços de assistência social, atendimentos de saúde e outras ações voltadas ao bem-estar da população, construídas em articulação com as gestões municipais e demais órgãos parceiros.

Para a secretária de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência, Joanna Figueirêdo, a descentralização das ações é uma prioridade da gestão. “Essa estratégia está alinhada ao plano de governo da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, que estabelece como compromisso ampliar o acesso aos serviços públicos em todas as regiões do Estado. Quando levamos cidadania para mais perto das pessoas, especialmente nas regiões do Sertão, promovemos inclusão, reduzimos desigualdades e contribuímos diretamente para a prevenção à violência”, ressaltou.

Camilla Iumatti, secretária executiva de Articulação e Prevenção ao Crime e à Violência, destacou que levar o Juntos pela Cidadania ao Sertão do Araripe representa um avanço importante na estratégia de atuação territorial do Governo do Estado. “A prevenção ao crime e à violência começa com a garantia de direitos. Quando asseguramos acesso à documentação básica, à informação e aos serviços públicos, fortalecemos os vínculos comunitários e reduzimos fatores de vulnerabilidade. Essa atuação articulada com os municípios potencializa resultados e aproxima o Estado de quem mais precisa”, afirmou.


Fotos: Charlles Arthur/SJDH-PE

segunda-feira, 2 de março de 2026

CPI DO CONCURSO PROVOCA EFEITO DOMINÓ NA PREFEITURA DO RECIFE E REORGANIZA BASE DE JOÃO CAMPOS

A abertura da CPI que investiga o concurso público para procurador do município desencadeou uma sequência de movimentos políticos que redesenhou o cenário na Prefeitura e na Câmara do Recife. O que começou com a articulação da oposição para instalar a comissão parlamentar acabou provocando mudanças no primeiro escalão, reacomodação de cadeiras no Legislativo e tensão dentro da base governista do prefeito João Campos.

O ponto de inflexão ocorreu quando o então vereador Osmar Ricardo votou favoravelmente à abertura da CPI. O gesto teve forte repercussão política, pois expôs fissuras no campo governista e ampliou o desgaste da gestão municipal em torno do caso do concurso realizado em 2022, que voltou ao centro do debate após questionamentos sobre a nomeação de candidato fora das primeiras posições iniciais de classificação.

A reação foi rápida. Em meio ao avanço da comissão e ao aumento da pressão política, Marco Aurélio Filho deixou o comando da Secretaria de Direitos Humanos e Juventude para retomar seu mandato na Câmara Municipal. Com isso, a composição da Casa foi alterada: Osmar Ricardo, que ocupava a vaga como suplente em exercício, retornou à suplência com a volta de Marco Aurélio ao plenário.

Oficialmente, a Prefeitura tratou a saída de Marco Aurélio como um movimento natural para fortalecer a atuação parlamentar e manter alinhamento político em torno das pautas do governo. Nos bastidores, porém, o entendimento é de que o retorno do vereador ao Legislativo reforça a articulação da base em um momento considerado delicado, com a CPI ganhando protagonismo e impondo desafios à administração municipal.

Com a vacância na secretaria, quem assume o comando da pasta é Diogo Stanley, que já exercia a função de secretário executivo. Servidor público municipal desde 2011, ele construiu trajetória como educador social e supervisor antes de integrar a estrutura da secretaria. Formado em Comunicação Social e Direito pela Universidade Federal de Pernambuco e especialista em Gestão Pública Municipal pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, Diogo assume com o discurso de continuidade das políticas públicas voltadas aos direitos humanos e à juventude.

A sucessão de fatos — voto favorável à CPI, fortalecimento da oposição, retorno de Marco Aurélio ao Legislativo e consequente volta de Osmar à suplência — revela um efeito dominó que vai além de uma simples troca administrativa. Trata-se de uma reorganização estratégica diante de um episódio que abalou o núcleo político da Prefeitura e colocou a Câmara no centro das decisões.

Agora, com a CPI instalada e a base recomposta, o governo municipal busca retomar estabilidade e controlar os danos políticos, enquanto a oposição promete aprofundar as investigações. O Recife entra, assim, em uma fase de tensão institucional em que cada movimento no plenário pode redefinir os rumos da crise e testar a capacidade de articulação da gestão João Campos.