quinta-feira, 12 de março de 2026
IZAÍAS RÉGIS PARTICIPA DA ABERTURA DA EXPOGARANHUNS 2026 E DESTACA IMPORTÂNCIA DO EVENTO PARA O AGRONEGÓCIO
DANI PORTELA REALIZA ATO PÚBLICO DE FILIAÇÃO AO PT AMANHÃ, SEXTA-FEIRA (13)
INSCRIÇÕES ABERTAS PARA CASAMENTO CIVIL COMUNITÁRIO EM GARANHUNS
ANTÔNIO MORAES AMEAÇA DEIXAR O PP CASO SIGLA APOIE JOÃO CAMPOS
Aliado declarado da governadora Raquel Lyra (PSD), Moraes afirmou que sua permanência na sigla está diretamente condicionada à postura que o partido adotará no tabuleiro político estadual. Segundo ele, caso o PP caminhe para uma aliança com o grupo liderado por João Campos, sua saída será imediata, com destino já definido: o PSD, partido comandado pela governadora em Pernambuco.
A declaração evidencia a crescente tensão dentro do Progressistas, presidido no estado pelo deputado federal Eduardo da Fonte. Moraes revelou que já comunicou sua posição à cúpula da legenda, inclusive ao deputado federal Lula da Fonte, em conversa realizada nesta quarta-feira (11). Durante o diálogo, o parlamentar pernambucano deixou claro que sua prioridade política é a manutenção do apoio ao governo estadual.
De acordo com Moraes, Lula da Fonte afirmou que ainda não existe uma definição oficial do partido sobre eventual apoio a João Campos. No entanto, confirmou que Eduardo da Fonte foi convidado pelo prefeito do Recife para disputar uma vaga no Senado dentro da chapa da chamada Frente Popular de Pernambuco.
“Eu estou com a governadora. Se o partido for para João, eu vou para o partido da governadora. Conversei com Lula da Fonte e coloquei minha posição. Ele disse que ainda não há nada fechado com João, mas confirmou que Eduardo recebeu o convite para disputar o Senado na chapa”, relatou o deputado estadual.
Nos bastidores da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Moraes também afirmou que tem dialogado com outros integrantes da bancada progressista para entender o clima interno da legenda. Segundo ele, existe entre alguns parlamentares o interesse de manter o alinhamento político com Raquel Lyra, que busca consolidar sua base para a disputa eleitoral.
Apesar da possibilidade de deixar o partido, o deputado fez questão de afirmar que pretende preservar compromissos políticos firmados anteriormente com Eduardo e Lula da Fonte em municípios que fazem parte de sua base eleitoral. Ele destacou que não pretende interferir nas decisões locais onde existem acordos políticos estabelecidos.
“Tenho compromissos com Eduardo e com Lula em alguns municípios e isso será mantido. Não vou interferir para que prefeito deixe de apoiá-los. Agora, no que diz respeito à governadora, não há como mudar. A minha posição é clara: o apoio é a Raquel”, declarou.
A movimentação de Antônio Moraes evidencia como as alianças para a eleição em Pernambuco ainda estão em fase de intensa negociação. Ao mesmo tempo em que o PP avalia seus caminhos, cresce a expectativa sobre a definição de possíveis chapas majoritárias e sobre quais partidos estarão ao lado do governo estadual ou da oposição liderada pelo prefeito do Recife.
Nos bastidores da política pernambucana, a possibilidade de Eduardo da Fonte disputar o Senado em uma chapa com João Campos tem potencial para provocar rearranjos significativos entre lideranças partidárias e parlamentares, abrindo espaço para novas composições e eventuais mudanças de legenda.
Enquanto as definições não chegam, declarações como a de Antônio Moraes deixam claro que a disputa eleitoral em Pernambuco já começou — e que os próximos meses devem ser marcados por intensas movimentações nos bastidores da política estadual.
PREFEITO DE PALMARES SINALIZA APOIO A HUMBERTO COSTA E EDUARDO DA FONTE PARA O SENADO, MAS REAFIRMA ALIANÇA COM RAQUEL LYRA
Segundo Junior de Beto, as conversas sobre a composição das chapas ainda estão em andamento, mas, caso o cenário se confirme, ele não hesitará em declarar apoio aos dois nomes para representar Pernambuco na Câmara Alta do Congresso Nacional. “Ainda não tem nada certo, mas se o caminho for este mesmo, Humberto e Eduardo da Fonte podem contar com meu voto e meu apoio para senadores. Agora, vou seguir apoiando a governadora Raquel Lyra, que tem feito um trabalho extraordinário na Mata Sul e em todo Pernambuco. Fechado com Raquel”, afirmou o prefeito, ao comentar a possibilidade de uma composição que reúna diferentes forças políticas no pleito.
Integrante do Progressistas e aliado do deputado federal Eduardo da Fonte, Junior de Beto tem acompanhado de perto as articulações que envolvem prefeitos e lideranças municipais do partido. De acordo com ele, existe uma tendência clara dentro da legenda de apoio ao projeto de Eduardo da Fonte para o Senado. O prefeito destacou que tem conversado com diversos gestores municipais da sigla e que a disposição de fortalecer o nome do líder progressista na corrida senatorial é praticamente consensual entre os prefeitos do partido.
Ao mesmo tempo, Junior de Beto ressaltou que, no campo da disputa pelo Governo do Estado, o sentimento predominante entre os prefeitos do PP é de manutenção do apoio à atual governadora. Para ele, a gestão de Raquel Lyra tem conquistado reconhecimento em diferentes regiões do estado, especialmente na Mata Sul, onde o prefeito afirma que os investimentos e ações do governo têm sido percebidos de forma concreta pela população.
“É um gesto de agradecimento pelo trabalho e pelo compromisso que a governadora tem feito pelos municípios. Esse sentimento é geral dentro do PP, na maioria dos prefeitos”, declarou o gestor de Palmares, ao reforçar que a relação institucional e política com o governo estadual segue fortalecida.
As declarações de Junior de Beto revelam um cenário cada vez mais comum na política pernambucana: a possibilidade de alianças cruzadas nas eleições majoritárias, com lideranças locais apoiando nomes de diferentes partidos para cargos distintos. O movimento também reflete o peso das articulações municipais na construção das chapas para 2026, especialmente em um estado onde prefeitos têm papel decisivo na mobilização política e eleitoral.
ANDERSON LUIZ CONFIRMA FILIAÇÃO AO PSD E GANHA IMPULSO POLÍTICO COM APOIO DE RAQUEL LYRA E RODRIGO PINHEIRO
A solenidade será realizada em Caruaru e deve reunir apoiadores, lideranças comunitárias e representantes de diversos segmentos da sociedade. A expectativa dos organizadores é de que o encontro se transforme em um grande momento de mobilização política, consolidando alianças e ampliando o diálogo em torno da construção de uma candidatura competitiva para a Assembleia Legislativa de Pernambuco.
A chegada de Anderson Luiz ao PSD ocorre em um momento estratégico de reorganização das forças políticas no estado e já conta com o respaldo de figuras de peso. Entre as presenças confirmadas estão a governadora Raquel Lyra e o prefeito de Caruaru Rodrigo Pinheiro, duas lideranças que têm ampliado a articulação política no Agreste e em outras regiões de Pernambuco.
Também participará do ato o deputado federal Fernando Monteiro, além de outras autoridades e lideranças políticas que devem reforçar o movimento de apoio ao novo filiado do PSD. O encontro é visto como uma demonstração de unidade do grupo político que se articula em torno da candidatura de Anderson Luiz para as eleições estaduais.
Nos bastidores da política caruaruense, a filiação é interpretada como um passo importante para consolidar a presença de Anderson Luiz no debate estadual. Como secretário de Articulação Política da prefeitura, ele tem desempenhado papel estratégico no diálogo com lideranças locais e regionais, o que pode ampliar sua base de apoio na disputa por uma cadeira no parlamento pernambucano.
A movimentação também reforça o protagonismo de Caruaru no cenário político estadual, reunindo nomes de destaque e fortalecendo alianças que devem ter impacto direto na construção das chapas para a eleição de 2026. O evento deve servir não apenas para oficializar a filiação, mas também para demonstrar a força política do grupo que se forma em torno do novo projeto.
Com expectativa de grande público, o ato partidário tende a ser um dos principais eventos políticos do Agreste neste início de ano, reunindo lideranças de diversas regiões e marcando o início de uma nova etapa na trajetória política de Anderson Luiz.
SERVIÇO
Filiação de Anderson Luiz ao PSD
Data: 20 de março de 2026 (sexta-feira)
Horário: 18h55
Local: Maria José Recepções 1 – Caruaru, Pernambuco.
GOVERNADORA RAQUEL LYRA ENTREGA REQUALIFICAÇÃO DA UTI PEDIÁTRICA DO HOSPITAL BARÃO DE LUCENA, NO RECIFE
TCE APONTA ESTOURO NA FOLHA, JULGA GESTÃO FISCAL IRREGULAR EM CAPOEIRAS E MULTA PREFEITO NÊGO DO MERCADO
O processo analisado pelos conselheiros mostrou que a prefeitura ultrapassou de forma consistente o limite legal de despesas com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que determina que municípios não podem gastar mais do que 54% da Receita Corrente Líquida com folha de pagamento. Em Capoeiras, os números seguiram trajetória oposta ao que manda a legislação. No primeiro quadrimestre de 2022, o índice chegou a 56,75%. No segundo, saltou para 60,26%. Já no terceiro quadrimestre, mesmo com pequena redução, o percentual permaneceu elevado, alcançando 58,94%.
Na prática, isso significa que a máquina pública municipal passou a comprometer uma fatia cada vez maior de suas receitas apenas para sustentar a estrutura administrativa. O relatório técnico da auditoria do Tribunal apontou que, ao longo do ano, houve crescimento expressivo das despesas com pessoal, que passaram de aproximadamente R$ 32,9 milhões para cerca de R$ 38,8 milhões. A escalada de gastos, segundo os auditores, foi impulsionada principalmente pelo aumento do número de servidores comissionados e também de contratações temporárias, um modelo frequentemente criticado por especialistas em gestão pública por ampliar custos sem necessariamente fortalecer a estrutura permanente do serviço público.
O processo teve como relator o conselheiro substituto Adriano Cisneiros, que apresentou em seu voto uma análise que mistura reconhecimento das circunstâncias políticas da época com cobrança por responsabilidade administrativa. Cisneiros destacou que Nêgo do Mercado assumiu a prefeitura apenas em 15 de dezembro de 2021, após vencer eleições suplementares realizadas no município. Dessa forma, o Tribunal entendeu que não seria razoável responsabilizá-lo pelo primeiro quadrimestre de 2022, uma vez que ele herdou a administração já com as contas desenquadradas em relação ao limite legal.
Mesmo com essa ponderação, o entendimento predominante na Corte foi claro: assumir um município em situação fiscal delicada não elimina a obrigação do gestor de agir rapidamente para corrigir a rota. Segundo o relatório analisado pelos conselheiros, não houve evidências de medidas efetivas capazes de conter o avanço da folha ou de promover o enquadramento dentro dos limites exigidos pela legislação fiscal.
Na visão do Tribunal, a ausência dessas ações caracterizou infração administrativa às normas de finanças públicas, motivo pelo qual a Primeira Câmara decidiu aplicar penalidade ao gestor. A multa fixada foi de R$ 11.040,00, valor equivalente a 6% dos vencimentos quadrimestrais do prefeito, considerando especificamente o segundo e o terceiro quadrimestres de 2022, períodos em que o Tribunal entendeu que já cabia à gestão municipal adotar providências concretas para reduzir os gastos.
O valor da penalidade deverá ser recolhido ao Fundo de Aperfeiçoamento Profissional e Reequipamento Técnico do Tribunal após o trânsito em julgado da decisão. O julgamento foi unânime entre os conselheiros presentes na sessão, reforçando o entendimento de que o descontrole fiscal não pode ser tratado como um detalhe burocrático, mas como uma falha de gestão que compromete a capacidade de investimento e o equilíbrio das contas públicas.
Mais do que a multa em si, a decisão acende um alerta sobre a condução fiscal do município. Quando a folha de pagamento ultrapassa os limites da legislação, sobra menos espaço no orçamento para investimentos em áreas essenciais como infraestrutura, saúde, educação e políticas sociais. O resultado costuma ser uma máquina pública pesada, cara e pouco eficiente — um cenário que, cedo ou tarde, acaba recaindo sobre a população.
O caso de Capoeiras, portanto, não é apenas um episódio administrativo registrado em um processo do Tribunal de Contas. Ele se transforma em um retrato claro de como decisões de gestão, especialmente quando envolvem aumento de cargos e contratações, podem pressionar as finanças municipais e provocar consequências institucionais. E, como mostrou o julgamento do TCE, mesmo quando o gestor assume um governo em crise, a responsabilidade de colocar as contas nos trilhos passa a ser inevitavelmente dele.
Informações do blog do Carlos Eugênio