quinta-feira, 30 de abril de 2026
GOVERNADORA RAQUEL LYRA RESSALTA INVESTIMENTOS DO MORAR BEM PERNAMBUCO NO RESULTADO DO SETOR IMOBILIÁRIO EM 2025
COLUNA POLÍTICA | A PANCADA DE MESSIAS | NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO
NA LUPA – A PANCADA DE MESSIAS: SENADO IMPÕE DERROTA HISTÓRICA A LULA E REDEFINE JOGO DE PODER EM BRASÍLIA
A rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal caiu como uma pancada seca no coração político do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Em pleno ano eleitoral, o episódio extrapola o campo institucional e se transforma em um marco político de alto impacto, com consequências que reverberam em Brasília e nos estados.
Não foi apenas uma derrota. Foi um recado — duro, direto e impossível de ignorar.
UM RECADO QUE ECOA NOS CORREDORES DO PODER
O Senado Federal decidiu mostrar força. Ao barrar a indicação de Messias, a Casa deixou claro que não está disposta a funcionar como mera homologadora de decisões do Executivo. O gesto foi interpretado como uma demonstração de independência e, ao mesmo tempo, uma advertência ao Planalto sobre os limites da articulação política em um ambiente cada vez mais fragmentado.
UM CAPÍTULO RARO NA HISTÓRIA POLÍTICA
A pancada tem peso histórico. Desde Floriano Peixoto, no distante ano de 1894, um presidente não via seus indicados ao STF serem rejeitados. Lula agora entra para essa estatística incômoda. Mesmo após conseguir aprovar nomes como Flávio Dino e Cristiano Zanin, o presidente enfrenta um freio brusco que reposiciona sua relação com o Senado.
CRISE ENTRE PODERES GANHA MUSCULATURA
A rejeição escancara um ambiente de tensão crescente entre Executivo, Legislativo e Judiciário. O STF, já pressionado por críticas e desgaste público, entra ainda mais no radar político. A decisão do Senado amplia o ruído institucional e evidencia que o equilíbrio entre os poderes está longe de ser pacificado.
PLANALTO ABALADO E EM MODO DE CAUTELA
Dentro do governo, o impacto foi imediato. A leitura é de que houve erro de cálculo. A proximidade de Messias com o governo, somada ao cenário político adverso, pesou contra. Agora, a tendência é de cautela. Nos bastidores, ganha força a ideia de que Lula pode evitar uma nova indicação ao STF ainda em 2026, fugindo de outro desgaste em um ano eleitoral já inflamado.
ALCOLUBRE CONSOLIDA PROTAGONISMO
No centro da engrenagem política, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sai fortalecido. Sua condução no processo reforça seu papel como peça-chave nas decisões estratégicas do Congresso. Para o governo, fica a lição de que nenhuma articulação avança sem uma base sólida dentro da Casa.
DIVISÃO POLÍTICA FICA ESCANCARADA
As reações ao episódio mostraram um país político dividido. Lideranças da direita comemoraram o resultado como uma vitória simbólica contra o governo. Já o PT, por meio de Edinho Silva, classificou o episódio como um movimento de politização que pode gerar instabilidade institucional. Em Pernambuco, o clima também foi de polarização, com aliados e adversários ocupando lados bem definidos.
ANO ELEITORAL SOB ALTA TENSÃO
A pancada de Messias não encerra a crise — ela inaugura um novo momento. O governo precisará reorganizar sua estratégia, reforçar sua base e recalibrar a relação com o Congresso. Do outro lado, o Senado mostra que pretende exercer seu poder com mais rigor. O resultado é um cenário político mais tenso, mais imprevisível e com disputas que prometem se intensificar à medida que 2026 se aproxima.
DIANTE DAS CONSTANTES QUEDAS DE ENERGIA EM PERNAMBUCO, EDUARDO DA FONTE APRESENTA PROJETO PARA GARANTIR RESSARCIMENTO AOS CONSUMIDORES EM CASOS DE FALHA
OSMAR RICARDO RETORNA À CÂMARA DO RECIFE E DEVE REFORÇAR PROJETO DE JOÃO DE NADEGI
OPINIÃO – ESTRADAS QUE TRANSFORMAM: COMO PERNAMBUCO RETOMOU OS INVESTIMENTOS E IMPULSIONA O DESENVOLVIMENTO NO INTERIOR – POR ANDRÉ TEIXEIRA FILHO
Uma das regiões que melhor exemplificam esse movimento é o Agreste. Somente em estradas, os investimentos ultrapassam R$ 1,2 bilhão. Não se tratam de rodovias escolhidas por questões políticas ou interesses secundários. As 20 estradas já entregues ou em obras na região foram priorizadas por oferecer impacto direto no desenvolvimento local. É o caso da PE-145, em Brejo da Madre de Deus; da PE-160, em Jataúba; da PE-130, em Taquaritinga do Norte; além da BR-104, entre Toritama e o distrito de Pão de Açúcar, recentemente inaugurada.
Destaco também a urbanização de rodovias, que não se limita apenas a Caruaru. Uma intervenção em especial, na Capital do Agreste, merece atenção: a duplicação da PE-095. O trecho entre a BR-104, nas imediações da Arena Caruaru, e o distrito de Malhada de Pedra, com cinco quilômetros de extensão, teve licitação publicada nesta semana.
Tenho chamado a via de “nova Agamenon Magalhães”, por concentrar importante tráfego urbano. Os R$ 52 milhões previstos para a requalificação irão transformar a estrada com a duplicação, gerando impacto direto no setor imobiliário, onde já há previsão de dezenas de novos empreendimentos na região.
A política de requalificação e recuperação de rodovias em Pernambuco também dialoga com o conjunto de obras realizadas em outras áreas. Caruaru é um bom exemplo disso. No município, diversos equipamentos nas áreas de segurança e saúde pública foram entregues. A partir disso, estradas passaram a ser contempladas no programa PE na Estrada, com o objetivo de garantir fluidez e segurança viária no acesso a esses espaços.
O Complexo da Polícia Científica, o Hospital da Mulher e a reforma do Hospital Regional do Agreste são alguns exemplos. A contemplação de rodovias como a PE-095 e a APE-104 garante ligação direta com esses equipamentos.
A BR-232 teve, no início dos anos 2000, sua duplicação entre Recife e São Caetano, obra primordial para o desenvolvimento econômico do interior. Também na agenda da gestão Raquel Lyra está a continuidade da duplicação da rodovia, cuja primeira etapa já teve licitação publicada.
Trata-se do trecho entre São Caetano e Belo Jardim, com quase 29 quilômetros de extensão e investimento previsto de R$ 250 milhões. Será a obra de infraestrutura mais importante dos últimos 20 anos no interior e trará avanços significativos para o desenvolvimento regional dos municípios beneficiados.
O Governo do Estado também atua em outra frente essencial para o desenvolvimento local: as estradas rurais. A já entregue APE-144, em Malhada de Pedra, é um exemplo. A APE-141, também conhecida como Estrada do Murici, é outro caso relevante. Trata-se de uma política de recuperação de rodovias que garante o escoamento da produção agrícola e fortalece a agricultura familiar.
Como observamos, investir em estradas é garantir acesso a serviços básicos, como saúde e educação. É também pensar no desenvolvimento econômico, regional e rural.
*André Teixeira Filho é ex-secretário da Semobi
quarta-feira, 29 de abril de 2026
SENADO REJEITA INDICAÇÃO DE JORGE MESSIAS AO STF E IMPÕE REVÉS HISTÓRICO AO GOVERNO LULA E AO PSB DE JOÃO CAMPOS
Figura em ascensão no cenário nacional e liderança do PSB, João Campos atuou de forma ativa nos bastidores e também publicamente na tentativa de viabilizar o nome de Messias para o Supremo Tribunal Federal. Na véspera da votação, na terça-feira (28), o dirigente socialista divulgou uma imagem ao lado do advogado-geral da União, formalizando o apoio da legenda. O registro reuniu ainda nomes de peso da política nacional, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e o senador Rodrigo Pacheco, ex-presidente da Casa, que chegou a ser cogitado para a mesma vaga com respaldo do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Apesar da articulação política e da aprovação prévia na Comissão de Constituição e Justiça, o desfecho no plenário surpreendeu. Em votação secreta, o Senado rejeitou a indicação por 42 votos contrários e 34 favoráveis. Para a aprovação, eram necessários ao menos 41 votos positivos, o que evidencia o grau de imprevisibilidade e a mudança de cenário entre a etapa inicial e a decisão final.
O resultado não apenas frustrou o Palácio do Planalto, como também expôs fragilidades na base de apoio do governo no Congresso Nacional. A derrota ganha contornos ainda mais expressivos por seu caráter histórico: é a primeira vez desde 1894 que o Senado barra uma indicação presidencial ao Supremo Tribunal Federal, rompendo uma tradição de mais de um século de aprovações.
Momentos após a votação, João Campos foi visto ao lado de Jorge Messias, em um encontro registrado nas redes sociais, evidenciando o impacto político imediato da decisão. A cena simbolizou o peso da derrota, tanto no campo institucional quanto no plano das articulações partidárias.
Agora, caberá ao presidente Lula indicar um novo nome para a Suprema Corte, reiniciando um processo que, diante do episódio, tende a ser acompanhado com ainda mais cautela e atenção pelos atores políticos. O episódio também reposiciona o debate sobre a relação entre Executivo e Legislativo, indicando um ambiente mais complexo para futuras indicações e votações de interesse do governo.
FELIPE CARRERAS REÚNE DOIS MINISTROS EM BRASÍLIA PARA DEFENDER POLO DE CONFECÇÕES E BARRAR POSSÍVEIS AUMENTOS DO IMPOSTO SOBRE POLIÉSTER
DANNILO GODOY FAZ DESABAFO, COBRA CHEGADA DE RECURSOS E PEDE FIM DA POLARIZAÇÃO EM BOM CONSELHO
“Eu sou filho de Bom Conselho. Carrego essa terra no coração e na alma. Não existe lado A nem lado B, existe o nosso povo”, afirmou, ao reforçar o vínculo com o município conhecido como Terra de Papacaça. A declaração veio acompanhada de uma cobrança incisiva sobre a efetividade de ações destinadas à população, especialmente no que diz respeito a ambulâncias, ônibus e veículos encaminhados por meio de emendas parlamentares.
Segundo o deputado, há uma preocupação crescente com a chegada desses equipamentos à população. Ele afirmou ter destinado ônibus, ambulâncias e outros veículos para o município, mas questionou por que esses recursos não estariam chegando efetivamente ao povo. A indagação levanta dúvidas sobre a execução e a destinação final dos investimentos, trazendo à tona um debate sobre gestão e transparência.
Durante a fala, Dannilo também procurou se posicionar acima das disputas locais, defendendo que seu mandato não está atrelado a grupos ou lados políticos específicos dentro do município. Ele destacou que seu objetivo é contribuir com Bom Conselho independentemente de quem esteja à frente da administração, reforçando que não pretende interromper o envio de recursos ou o trabalho em favor da cidade.
O apelo para “desarmar o palanque” foi um dos pontos centrais da entrevista, indicando uma tentativa de reduzir a polarização política local. A fala sugere um cenário em que divergências entre grupos podem estar impactando a execução de ações e a chegada de benefícios à população, tema recorrente em cidades onde o ambiente político é mais acirrado.
Ao reafirmar seu compromisso com o município, Dannilo Godoy reforçou que seguirá destinando recursos e lutando por melhorias para a cidade, mesmo diante das dificuldades apontadas. O tom do discurso, ao mesmo tempo firme e emocional, evidencia a cobrança por resultados concretos e pela garantia de que os investimentos feitos cheguem, de fato, a quem mais precisa.