segunda-feira, 18 de maio de 2026
AGEAN TENÓRIO DECLARA APOIO A FELIPE CARRERAS EM ÁGUAS BELAS
EM AGENDA COM PREFEITOS PERNAMBUCANOS EM BRASÍLIA, GOVERNADORA RAQUEL LYRA CELEBRA ASSINATURA DO CONTRATO DE RETOMADA DA TRANSNORDESTINA
SDS DIZ QUE APURAÇÃO SOBRE ÁLVARO PORTO PARTIU DE PEDIDO DO MPPE E NEGA IRREGULARIDADES EM PROCEDIMENTO
O caso passou a ocupar o centro do debate político estadual após reportagens apontarem que o presidente do Legislativo teria sido alvo de uma investigação que incluiu levantamento sobre registros de armas de fogo em seu nome. A situação provocou forte reação nos bastidores políticos e ampliou a tensão entre integrantes do Governo do Estado e aliados do deputado.
Em resposta aos questionamentos da imprensa, a SDS afirmou que todo o procedimento teve origem em uma solicitação formal encaminhada pelo Ministério Público de Pernambuco. Segundo a pasta, o pedido dizia respeito à análise da concessão de segurança aproximada para um cidadão, seguindo os critérios estabelecidos pela Portaria SDS nº 997, de 19 de fevereiro de 2019.
De acordo com a nota oficial, a Secretaria explicou que, dentro do protocolo previsto pela norma, foi elaborado um relatório técnico de avaliação de risco — mecanismo considerado padrão em situações que envolvem pedidos de proteção pessoal. O documento teria sido submetido à análise da Comissão Permanente de Segurança Pessoal de Autoridades (CPSPA), colegiado responsável por deliberar sobre casos dessa natureza.
Após a avaliação técnica, a comissão decidiu pelo indeferimento do pedido. Conforme a SDS, a conclusão apontou inexistência dos requisitos necessários para concessão da medida de segurança. A decisão foi oficialmente comunicada ao Ministério Público.
A manifestação do Governo de Pernambuco também buscou reforçar a legalidade dos atos praticados pelos órgãos de segurança pública. Na nota, a gestão estadual destacou que todas as ações seguem protocolos técnicos e administrativos previstos na legislação vigente, além de reafirmar compromisso com a transparência, o respeito às instituições democráticas e a preservação da integridade das pessoas.
A repercussão do caso aumentou depois de publicação divulgada pelo site Brasil 247, que informou que Álvaro Porto teria sido alvo de uma investigação motivada por denúncias de suposta perseguição e ameaças. A matéria também apontou que a apuração policial não encontrou irregularidades cometidas pelo presidente da ALEPE.
O pronunciamento de Álvaro Porto na Assembleia ocorreu em meio à crescente pressão política sobre o episódio. O deputado demonstrou incômodo com a exposição de informações relacionadas ao procedimento e levantou questionamentos sobre os limites da atuação dos órgãos de segurança em relação a agentes públicos.
Nos bastidores da política pernambucana, o episódio é visto como mais um fator de tensão entre setores do Palácio do Campo das Princesas e a presidência da ALEPE. O caso movimentou parlamentares, integrantes do governo e lideranças políticas, ampliando o clima de disputa institucional em Pernambuco.
Enquanto isso, a SDS tenta afastar interpretações de motivação política e sustenta que todas as etapas seguiram critérios técnicos previstos em norma administrativa. O desdobramento do episódio ainda deve provocar novos debates dentro da Assembleia Legislativa e no cenário político estadual nos próximos dias.
ÁLVARO PORTO RECHAÇA INVESTIGAÇÃO SOBRE SUA VIDA PESSOAL PELA SDS E PEDE QUE GOVERNADORA ESCLAREÇA SITUAÇÃO E TOME PROVIDÊNCIAS
POLÍCIA DESMONTA VERSÃO DE ATENTADO E CONCLUI QUE CASO ENVOLVENDO SECRETÁRIA DO CABO FOI FORJADO
O caso havia provocado forte repercussão política e social em Pernambuco. Na ocasião, a caminhonete em que a secretária seguia como passageira foi atingida por disparos de arma de fogo, levantando suspeitas de um possível atentado motivado até por violência de gênero, hipótese mencionada logo após o ocorrido. Apesar do susto e da gravidade da denúncia, ninguém ficou ferido.
Entretanto, conforme avançaram as investigações conduzidas pela delegada Myrthor Andrade, começaram a surgir inconsistências consideradas decisivas para mudar completamente o rumo do caso. O principal ponto que chamou a atenção da polícia foi o conteúdo de imagens de câmeras de segurança instaladas ao longo da PE-28. Os registros mostraram que, antes dos disparos, houve uma parada do veículo e um encontro entre os ocupantes da caminhonete e o motociclista apontado como autor dos tiros.
Segundo a polícia, o contato durou cerca de 17 segundos. O detalhe, porém, não havia sido informado inicialmente no boletim de ocorrência apresentado pelas supostas vítimas. A omissão levantou suspeitas imediatas e fez a equipe de investigação aprofundar a análise dos fatos.
O motorista do veículo relatou inicialmente que apenas percebeu uma motocicleta tentando ultrapassar pelo acostamento e que os disparos aconteceram logo depois, sem qualquer interação anterior. Posteriormente, diante das provas reunidas, a própria secretária reconheceu que houve a parada na estrada, embora tenha afirmado não saber exatamente o que teria sido tratado naquele momento.
Outro elemento decisivo para a conclusão da Polícia Civil foi a identificação do motociclista. As investigações apontaram que o homem era o próprio pai do motorista da caminhonete. Em depoimento, ele admitiu o encontro com o filho, alegando que estaria realizando uma entrega de mercadorias na região de Gaibu. No entanto, a versão não resistiu à análise das imagens e dos horários levantados pelos investigadores.
De acordo com a polícia, o intervalo entre o encontro e o retorno do motociclista era incompatível com o percurso informado pelo suspeito. A inconsistência reforçou a tese de que a narrativa apresentada inicialmente havia sido montada para simular um atentado.
As apurações também revelaram que a omissão de informações teria ligação com o receio dos envolvidos de expor uma possível atividade irregular relacionada à comercialização de produtos. A polícia não detalhou oficialmente qual seria essa atividade, mas destacou que o temor em revelar a situação acabou contribuindo para a construção da falsa versão apresentada no início do caso.
Com os elementos reunidos, a corporação descartou oficialmente a hipótese de tentativa de homicídio nos moldes divulgados anteriormente. Agora, o inquérito deverá seguir para os encaminhamentos judiciais e os envolvidos poderão responder por falsa comunicação de crime, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados durante a continuidade das análises do caso.
O episódio provoca forte impacto político no Cabo de Santo Agostinho e levanta questionamentos sobre a repercussão gerada a partir da versão inicial apresentada publicamente. O caso, que chegou a ser tratado como um possível ataque contra uma integrante do primeiro escalão municipal, termina cercado por suspeitas de armação e poderá ter novos desdobramentos nos próximos dias.
NEYMAR GANHA DE ANCELOTTI A CHANCE DEFINITIVA PARA REESCREVER SUA HISTÓRIA EM COPAS DO MUNDO
A convocação feita por Carlo Ancelotti nesta segunda-feira recoloca Neymar no maior palco do futebol mundial e abre espaço para um novo roteiro. Aos olhos do técnico italiano, ainda existe espaço para o brilho decisivo daquele jogador que encantou o planeta vestindo a camisa da Seleção e do Barcelona. Mesmo convivendo com seguidas lesões e um longo período de instabilidade física desde a eliminação para a Croácia, em 2022, Neymar recebe a confiança para disputar sua quarta Copa do Mundo.
A decisão de Ancelotti carrega também um forte componente emocional. Internamente, líderes da Seleção defenderam a presença do camisa 10 no grupo. O entendimento é de que, mesmo sem viver o auge físico ou técnico de anos anteriores, Neymar ainda possui algo raro: capacidade de decidir partidas em um único lance. Pela primeira vez, porém, ele chega a um Mundial sem o peso absoluto de ser o centro de tudo. O protagonismo total ficou para trás. Agora, o craque entra em uma nova fase: a do jogador experiente que tenta transformar sua última dança em legado definitivo.
A caminhada de Neymar nas Copas sempre foi cercada de expectativas gigantescas. Em 2010, ainda muito jovem, ficou fora da lista de Dunga, mas mesmo ausente acabou dominando o debate nacional. As perguntas após a convocação não eram sobre quem foi chamado, mas sobre por que Neymar e Paulo Henrique Ganso ficaram fora daquele elenco.
Quatro anos depois, em 2014, Neymar se tornou o grande símbolo da campanha brasileira. Foi dele a responsabilidade de carregar a Seleção até a semifinal disputada em casa. O sonho acabou dramaticamente após a joelhada do colombiano Zúñiga, lesão que o tirou da reta final do torneio e abriu caminho para o traumático 7 a 1 diante da Alemanha. O craque viu do lado de fora o maior colapso da história do futebol brasileiro em Copas.
Na Rússia, em 2018, a eliminação veio diante da Bélgica. Já em 2022, no Catar, Neymar viveu outro golpe duro. Marcou um golaço contra a Croácia nas quartas de final e parecia conduzir o Brasil à semifinal. Mas a reação croata levou a decisão para os pênaltis, e o camisa 10 sequer teve a chance de cobrar. A eliminação deixou marcas profundas e alimentou a sensação de que sua relação com Copas do Mundo estava destinada à frustração.
Ainda assim, o sonho nunca morreu. Mesmo após indicar que o Catar poderia ser sua despedida, Neymar jamais escondeu o desejo de disputar o Mundial de 2026, que será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México. O retorno ao Santos Futebol Clube fazia parte exatamente desse projeto de reconstrução. Ao voltar para a Vila Belmiro, buscava reencontrar ambiente, carinho e identidade para tentar recuperar a confiança e o ritmo competitivo.
Entre lesões, críticas e polêmicas extracampo, a trajetória recente foi turbulenta. Houve mais tempo afastado do que atuando regularmente. Ainda assim, o talento jamais deixou de ser reconhecido. Para Ancelotti, vale a aposta. Para Neymar, vale a última tentativa.
A Copa de 2026 pode representar muito mais do que apenas mais uma participação em Mundial. Pode ser o encerramento definitivo de uma trajetória marcada por extremos: genialidade e dor, idolatria e cobrança, brilho e frustração. Neymar chega não apenas para disputar partidas, mas para tentar mudar a própria narrativa dentro da história das Copas.
Depois de tantos capítulos interrompidos, o camisa 10 buscará finalmente um sorriso completo. Um sorriso do tamanho do mundo.
INSTITUTO DO AUTISMO CONHECE TRABALHO QUE É REALIZADO EM GOIANA NA CASA AQUARELA
FUNDO LIGADO A ALIADO DE EDUARDO BOLSONARO COMPRA IMÓVEL MILIONÁRIO NOS EUA E AMPLIA QUESTIONAMENTOS SOBRE ESTRUTURAS FINANCEIRAS NO EXTERIOR
A compra foi realizada por meio da empresa Mercury Legacy Trust, estrutura responsável pela titularidade do imóvel. A escritura da propriedade registra que a aquisição foi concluída oficialmente em 27 de fevereiro, ampliando o interesse em torno das conexões empresariais e políticas envolvendo aliados do núcleo bolsonarista nos Estados Unidos.
O caso ganhou ainda mais repercussão porque o nome de Paulo Calixto aparece também relacionado ao Havengate Development Fund LP, fundo que recebeu um aporte milionário do banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo informações divulgadas, o investimento teria alcançado US$ 2 milhões — aproximadamente R$ 11,3 milhões — destinados ao financiamento do filme “Dark Horse”, projeto cinematográfico apresentado como uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os registros empresariais revelam um detalhe que elevou os questionamentos sobre a relação entre as estruturas: tanto a Mercury Legacy Trust quanto o Havengate Development Fund possuem cadastro no mesmo endereço comercial em Dallas, no Texas. O local abriga justamente o escritório de advocacia de Paulo Calixto nos Estados Unidos, espaço que, segundo relatos publicados pela imprensa, também teria sido utilizado por Eduardo Bolsonaro para encontros políticos e reuniões estratégicas.
Outro nome que surge diretamente ligado à operação é o de André Porciúncula. Ele aparece como representante da Mercury Legacy Trust na assinatura da compra do imóvel. Porciúncula integrou o governo Bolsonaro e teve atuação destacada na área cultural durante a gestão federal anterior, o que adiciona um novo componente político à movimentação patrimonial identificada nos documentos.
Embora os registros encontrados até agora não apontem formalmente uma ligação direta entre o fundo que adquiriu o imóvel e o fundo utilizado para financiar o longa-metragem sobre Bolsonaro, a coincidência de endereços, personagens envolvidos e conexões empresariais passou a alimentar especulações e cobranças por maior transparência nas operações conduzidas fora do Brasil.
Nos bastidores políticos, o episódio já provoca reações de adversários e observadores atentos às movimentações internacionais do grupo bolsonarista, especialmente em um momento em que aliados do ex-presidente ampliam presença nos Estados Unidos e fortalecem redes de apoio político, jurídico e financeiro no exterior.
A utilização de trusts, fundos privados e empresas registradas em solo norte-americano não é ilegal, mas especialistas apontam que estruturas desse tipo costumam despertar atenção quando envolvem agentes públicos, figuras políticas ou pessoas ligadas diretamente a campanhas, financiamento de projetos ideológicos e movimentações patrimoniais relevantes.
Até a publicação das informações, Paulo Calixto, Eduardo Bolsonaro e André Porciúncula não haviam se manifestado oficialmente sobre o caso. O silêncio dos envolvidos acabou aumentando a repercussão política do episódio, sobretudo diante da dimensão financeira da operação e das conexões reveladas entre os diferentes agentes citados nos documentos.
O episódio adiciona mais um capítulo à crescente internacionalização das articulações políticas ligadas ao bolsonarismo, agora envolvendo patrimônio imobiliário, investimentos culturais e estruturas financeiras estabelecidas nos Estados Unidos.