quarta-feira, 24 de junho de 2026
MICHELLE DIZ TER SIDO 'HUMILHADA' E 'MALTRATADA' POR FLÁVIO BOLSONARO
RAQUEL LYRA ACELERA REFORÇO NA SEGURANÇA E ENTREGA NOVAS FORÇAS AO COMBATE À CRIMINALIDADE EM PERNAMBUCO
A agenda da chefe do Executivo estadual será marcada por dois momentos estratégicos que dialogam diretamente com uma das áreas consideradas prioritárias pela atual gestão: a valorização das forças de segurança e a ampliação da presença do Estado no combate à violência. As iniciativas fazem parte do programa Juntos pela Segurança, principal política pública do governo estadual para reduzir os índices de criminalidade e ampliar a capacidade de resposta das corporações.
O primeiro compromisso acontece pela manhã, às 10h30, no Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco, localizado no Recife. Na ocasião, será realizada a solenidade de conclusão do Curso de Formação de Oficiais do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CFO BM) 2025. A cerimônia simboliza o encerramento de uma etapa de intensa preparação técnica, física e operacional dos novos oficiais, que passam a integrar oficialmente os quadros da corporação.
A formação representa um reforço importante para uma instituição que desempenha papel fundamental na proteção da população, atuando em ocorrências de incêndios, salvamentos, resgates, prevenção de acidentes, ações de defesa civil e atendimento em situações de emergência. A chegada de novos oficiais também amplia a capacidade de liderança e comando dentro da corporação, contribuindo para o fortalecimento das atividades desenvolvidas em todo o território pernambucano.
Além do simbolismo da formatura, a cerimônia reforça a estratégia do governo estadual de investir na renovação e ampliação dos efetivos das forças de segurança, preparando profissionais para atuar diante dos desafios cada vez mais complexos enfrentados pelas instituições responsáveis pela proteção da sociedade.
No período da tarde, às 14h, a governadora seguirá para o Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, onde comandará a entrega de novas viaturas destinadas à Polícia Civil de Pernambuco e participará da formatura de novos policiais civis.
A ação representa mais um passo na modernização da estrutura policial do Estado. As novas viaturas chegam para ampliar a mobilidade das equipes, melhorar as condições de trabalho dos agentes e fortalecer as operações investigativas em diversas regiões pernambucanas. O reforço logístico deverá contribuir para uma atuação mais rápida e eficiente das unidades policiais, permitindo maior alcance das ações de investigação e combate aos crimes.
Paralelamente, a formatura dos novos policiais civis representa a ampliação do efetivo responsável pelas atividades de investigação criminal, inteligência policial e elucidação de delitos. A incorporação desses profissionais ocorre em um momento em que o governo busca fortalecer a presença da Polícia Civil em diferentes municípios e aumentar a capacidade de resposta diante das demandas da população.
A agenda evidencia uma estratégia que combina investimentos em capital humano e estrutura operacional. De um lado, o Estado amplia seus quadros com novos oficiais bombeiros e policiais civis. De outro, reforça as condições materiais de trabalho por meio da renovação da frota e da modernização dos equipamentos utilizados pelas forças de segurança.
Com as ações desta quinta-feira, o governo pernambucano busca consolidar avanços dentro do programa Juntos pela Segurança, fortalecendo instituições consideradas essenciais para a preservação da ordem pública, a proteção da vida e a garantia de um atendimento mais eficiente à população. A expectativa é que os novos profissionais e os investimentos anunciados contribuam para ampliar a presença do Estado nas ruas, fortalecer as investigações e elevar a capacidade de resposta das forças de segurança em Pernambuco.
FORRÓBOM, BOM CONSELHO: QUEM TE VIU E QUEM TE VÊ! ESVAZIAMENTO, FALTA DE TRANSPARÊNCIA E A POLÍTICA DO "EU" TRANSFORMAM UMA DAS MAIORES FESTAS DO AGRESTE EM RETRATO DE DECADÊNCIA
A cena é ainda mais impactante porque não se trata de uma festa qualquer. O ForróBom já foi motivo de orgulho para a população, movimentou a economia local, atraiu visitantes de várias regiões e ajudou a consolidar a identidade cultural do município. Hoje, porém, o que se vê é uma celebração que parece perder força a cada ano, enquanto cidades vizinhas avançam, ampliam seus polos, fortalecem suas grades artísticas e atraem multidões.
Enquanto o público faltava, sobravam reclamações.
Barraqueiros, ambulantes e comerciantes que investiram dinheiro próprio apostando na movimentação da festa amargaram prejuízos. Muitos compraram mercadorias, contrataram ajudantes e montaram estruturas esperando repetir o sucesso de anos anteriores. Encontraram, porém, um fluxo de pessoas muito abaixo do necessário para garantir sequer o retorno do investimento.
A pergunta inevitável surge: quem vai pagar essa conta?
Porque o prejuízo não fica apenas com quem vendeu pouco. Ele também pode estar sendo pago pelo contribuinte. Até agora, os valores gastos com o ForróBom seguem envoltos em uma névoa de silêncio. A população não sabe claramente quanto custou a estrutura, quanto foi destinado às atrações, quanto foi investido em divulgação e qual o impacto real desse gasto para os cofres públicos. O Portal da Transparência não apresenta as informações que deveriam estar facilmente acessíveis para qualquer cidadão.
E quando falta transparência, sobra desconfiança.
Afinal, se o evento foi um sucesso, por que os números não aparecem? Se os investimentos deram resultado, por que tanta resistência em apresentar os dados? São questionamentos legítimos de uma população que financia a máquina pública e tem o direito de saber como cada centavo está sendo utilizado.
Mas talvez o problema vá além da festa.
Nos bastidores políticos da cidade, cresce a avaliação de que Bom Conselho vem sofrendo os efeitos de uma gestão excessivamente centralizadora. A impressão é que tudo precisa girar em torno da figura do prefeito Edézio. Tudo precisa ter uma única assinatura, uma única imagem, um único protagonista. E quando uma administração passa a concentrar esforços em promover uma pessoa em vez de fortalecer instituições, eventos e políticas públicas, os resultados costumam aparecer rapidamente.
O ForróBom parece ser um exemplo claro dessa lógica.
Uma festa que deveria ser do povo passou a transmitir a sensação de ser um palco político cuidadosamente montado para destacar uma gestão. Só que existe um detalhe impossível de controlar: o público. E o público respondeu da forma mais dura possível. Simplesmente não apareceu na quantidade esperada.
As imagens aéreas falam mais alto que qualquer discurso oficial. Não há edição, narrativa ou marketing capaz de esconder áreas vazias onde antes havia multidões. Não há postagem institucional capaz de substituir a realidade registrada pelas câmeras. O drone mostrou o que muitos tentam minimizar: um dos maiores símbolos culturais de Bom Conselho atravessa uma crise evidente de público e de identidade.
Enquanto isso, cidades vizinhas transformam seus festejos em vitrines de desenvolvimento econômico, atração turística e valorização cultural. Bom Conselho, infelizmente, parece caminhar na direção oposta, vendo sua principal festa perder relevância justamente sob uma gestão que prometia fortalecimento e protagonismo.
A população agora espera explicações. Quer saber quanto foi gasto, quem decidiu, quais critérios foram adotados e quais medidas serão tomadas para evitar que o ForróBom continue encolhendo diante dos olhos de todos.
Porque uma coisa é certa: as imagens que chegaram à nossa redação não mostram apenas uma praça com pouco público. Elas revelam algo muito maior. Revelam uma festa que já foi gigante e que hoje luta para não se tornar símbolo de desperdício, vaidade administrativa e desconexão com a realidade da própria população.
O ForróBom já foi motivo de orgulho regional. Hoje, infelizmente, corre o risco de virar estudo de caso sobre como transformar uma tradição consolidada em um evento incapaz de empolgar até mesmo a sua própria cidade.
E diante das imagens do esvaziamento, a pergunta permanece sem resposta:o dinheiro público foi investido para fortalecer a cultura ou para alimentar uma narrativa que a realidade insistiu em desmentir? Segue imagens do drone que falam por si só...
AO LADO DO PREFEITO SAULO MARUIM, ÁLVARO PORTO PARTICIPA DA 23ª CAVALGADA DE SAO JOÃO, EM BREJÃO
ZEZÉ DI CAMARGO CALIBRA SEUS BOLSOS COM CACHÊS MILIONÁRIOS NAS FESTAS JUNINAS EM PERNAMBUCO REACENDEM DEBATE SOBRE GASTOS PÚBLICOS E SERVIÇOS PRESTADOS
O caso mais emblemático deste ano ocorreu em Sanharó, no Agreste pernambucano. A prefeitura destinou R$ 650 mil para contratar o cantor, valor que colocou o município no topo da lista dos maiores cachês pagos ao artista no estado durante os festejos juninos. O montante supera os valores pagos por outras cidades pernambucanas e chamou atenção não apenas pelo número em si, mas pelo contraste com a realidade enfrentada por muitos municípios do interior.
Sanharó, no entanto, não está sozinha. Em Serra Talhada, uma das maiores festas juninas do Sertão também apostou no nome de Zezé Di Camargo como atração principal. Em Santa Cruz do Capibaribe, o cantor igualmente integrou a programação do tradicional São João da Moda, reforçando sua presença entre os artistas mais requisitados pelas administrações municipais pernambucanas.
A sequência de contratos reforça uma tendência observada nos últimos anos: grandes prefeituras e cidades de médio porte têm investido cada vez mais em atrações nacionais para disputar público, visibilidade e espaço no competitivo calendário junino nordestino. O problema é que, junto com os shows, chegam também os questionamentos.
Os defensores desses investimentos argumentam que grandes atrações movimentam hotéis, bares, restaurantes, ambulantes e o comércio em geral, gerando renda e fortalecendo o turismo. De fato, não há dúvidas de que os festejos juninos representam uma importante engrenagem econômica para o interior pernambucano.
Mas os críticos levantam uma questão igualmente legítima: até que ponto cachês de centenas de milhares de reais se justificam em municípios que ainda convivem com problemas estruturais em áreas como saúde, educação, infraestrutura urbana e assistência social?
A discussão não é nova e tampouco se limita a Pernambuco. Levantamentos publicados pela imprensa nacional mostram que Zezé Di Camargo recebeu milhões de reais em contratos firmados por prefeituras de diversas regiões do país nos últimos anos. Em cidades pequenas, alguns contratos chegaram a representar parcelas significativas dos orçamentos destinados a áreas sociais, gerando forte repercussão e questionamentos por parte da população e de órgãos de controle.
Embora a contratação de artistas consagrados por inexigibilidade de licitação seja permitida pela legislação, especialistas em gestão pública observam que legalidade e conveniência administrativa nem sempre caminham lado a lado. O fato de um gasto ser permitido não impede que a sociedade questione sua razoabilidade.
Outro aspecto que chama atenção é a diferença de tratamento entre as grandes estrelas nacionais e os artistas locais. Enquanto sanfoneiros, trios de forró e grupos culturais lutam para conquistar espaço e cachês muitas vezes modestos, nomes já consolidados no mercado musical seguem concentrando boa parte dos recursos destinados às festas.
Em Pernambuco, poucos artistas simbolizam melhor essa realidade do que Zezé Di Camargo. Ano após ano, seu nome aparece entre as atrações mais aguardadas e mais bem remuneradas dos festejos municipais. O cantor se tornou uma presença quase obrigatória em diversas programações juninas espalhadas pelo estado.
E se alguém ainda duvida da força de Zezé Di Camargo em Pernambuco, vale lembrar que o artista já ultrapassou há muito tempo a condição de simples atração de São João. Com tantos contratos espalhados pelo estado e após receber o título de cidadão pernambucano concedido pela Assembleia Legislativa de Pernambuco, Zezé parece ter conquistado um lugar cativo não apenas nos palcos, mas também nos cofres públicos municipais.
Entre uma apresentação e outra, o sertanejo coleciona multidões, homenagens e cachês robustos. No ritmo em que as contratações avançam, Pernambuco talvez já possa reivindicar uma nova naturalização junina: Zezé Di Camargo nasceu em Goiás, mas, quando o assunto é faturamento em festas municipais, poucos parecem tão pernambucanos quanto ele.
CORDEL DO FOGO ENCANTADO TRANSFORMA ARCOVERDE EM UM MAR DE EMOÇÃO NA VÉSPERA DE SÃO JOÃO E REFORÇA PODER DA CULTURA NORDESTINA
O grupo, que carrega em sua essência a força poética do sertão e a musicalidade ancestral do Nordeste, voltou a Arcoverde em uma apresentação marcada por intensidade e simbolismo. O público recebeu com entusiasmo cada verso interpretado por Lirinha, em sintonia com a sonoridade firme e envolvente de Clayton Barros e dos demais integrantes da banda. O espetáculo ultrapassou a dimensão musical e se tornou um encontro de identidade, memória e pertencimento, com a plateia cantando junto e se reconhecendo em cada passagem do show.
Antes do momento mais aguardado da noite, o palco foi tomado pela tradição viva do Samba de Coco Raízes de Arcoverde, que abriu a programação reafirmando a força das manifestações populares do município. Com sua batida marcante, dança envolvente e cores vibrantes, o grupo mostrou por que o coco segue sendo um dos pilares culturais da cidade e um dos símbolos mais autênticos da região.
A programação do Polo Multicultural seguiu ainda com as apresentações de George Silva e do veterano Jorge de Altinho, que trouxe ao público um repertório de clássicos que atravessam gerações e seguem presentes na memória afetiva dos festejos juninos do Nordeste. O clima foi de celebração contínua, com a plateia alternando entre emoção e dança ao longo da noite.
A festa, no entanto, não se restringiu a um único espaço. Em diferentes pontos da cidade, Arcoverde viveu uma programação plural que reafirma sua posição de destaque no calendário junino pernambucano. No Polo Pé de Serra, nomes como James Vaqueiro, Lorenção e Boka Diniz mantiveram viva a essência do forró tradicional, garantindo o arrasta-pé até altas horas.
No Polo Raízes do Coco, outras expressões culturais ganharam espaço com apresentações do Samba de Coco d’Malandro, Joyce Alane e Laís Senna, fortalecendo a valorização das raízes locais. Já o Polo das Artes Henry Pereira reuniu diferentes linguagens, do tradicional ao contemporâneo, com o Reisado Mirim Nossa Senhora do Rosário, En’cantos do Coco, Jú Cavalcanti e Gabi da Pele Preta, em uma mistura que destacou a diversidade artística do município.
O Corredor Cultural também teve papel de destaque ao receber a Banda de Pífano Zabumba São Miguel, levando ao público a sonoridade típica das festas nordestinas que atravessam gerações. No Polo Multimusical, a programação seguiu em ritmo moderno e eclético com Felixdi, DJ Diego Mira, Guira, a Eletro Banda Cabaçal e MC Oh Brabo, mostrando a amplitude cultural que marca o evento.
Com uma programação distribuída, diversa e profundamente conectada às tradições populares, a véspera de São João consolidou mais uma vez Arcoverde como uma das principais referências juninas de Pernambuco. A noite terminou deixando a sensação de que a cidade não apenas celebra o São João, mas vive e preserva sua essência cultural em cada apresentação, em cada encontro e em cada manifestação artística que toma conta de suas ruas.
JANJÃO AMPLIA PRESENÇA POLÍTICA NA REGIÃO METROPOLITANA E PARTICIPA DE EVENTO DE INCLUSÃO EM CAMARAGIBE
Promovido pelo vereador Ricardo Pedrosa, o encontro reuniu famílias atípicas, crianças, jovens e representantes de movimentos voltados à inclusão social em uma programação marcada pela valorização da diversidade, do acolhimento e da convivência comunitária. O evento transformou o clima festivo junino em um espaço de integração, conscientização e fortalecimento de políticas inclusivas.
Ao lado do deputado federal Clodoaldo Magalhães (PV), Janjão acompanhou as atividades e conversou com participantes, reforçando a importância de iniciativas que promovam a inclusão e garantam mais visibilidade às demandas das pessoas neuroatípicas e de suas famílias. A presença das lideranças políticas foi vista como um gesto de apoio a uma causa que vem conquistando cada vez mais espaço na sociedade.A participação em Camaragibe também simboliza a expansão da presença política de Janjão na Região Metropolitana do Recife, uma das áreas mais estratégicas do estado. Ao integrar agendas que tratam de temas sociais relevantes, o ex-prefeito fortalece sua aproximação com novos públicos e amplia sua inserção em debates que impactam diretamente a vida das famílias pernambucanas.
Mais do que uma celebração junina, o Arraiá da Inclusão consolidou-se como um espaço de valorização da cidadania e do respeito às diferenças. Em Camaragibe, a iniciativa mostrou que inclusão, acolhimento e participação social podem caminhar lado a lado, reunindo comunidade e lideranças em torno de uma causa que une e transforma.