sábado, 22 de agosto de 2026

EDÉZIO FERREIRA DEIXA O DEVER DE CASA DE LADO E JÁ ESTÁ FAZENDO POLÍTICA NAS CIDADES VIZINHAS

Enquanto Bom Conselho ainda cobra respostas e resultados, prefeito circula por Saloá, Terezinha e outras cidades em busca de espaço político

O prefeito de Bom Conselho, Dr. Edézio Ferreira, parece ter encontrado uma nova prioridade: fazer política fora de casa.

No último domingo (16), Edézio esteve em Saloá, participando de um encontro político do Grupo Nova Esperança, ao lado de lideranças locais, empresários, do deputado estadual Joaquim Lira e do vereador Tinoco, de Terezinha.

A presença, por si só, não seria problema. O detalhe é outro: Edézio está circulando pelas cidades vizinhas enquanto, dentro de Bom Conselho, ainda existe uma lista de tarefas que cobra atenção da prefeitura.

E aí começa a contradição.

Antes de querer ser liderança regional, o prefeito deveria mostrar que consegue resolver plenamente os problemas do próprio município. Quem ainda não fez o dever de casa não deveria estar tão preocupado em fiscalizar a casa dos outros.

A pergunta que fica para o cidadão bom-conselhense é direta: o que Edézio está fazendo em Saloá que não poderia estar fazendo em Bom Conselho?

Enquanto participa de articulações políticas em municípios vizinhos, Bom Conselho continua esperando que demandas sejam enfrentadas, serviços sejam melhorados e promessas sejam transformadas em resultados concretos.

POLÍTICA REGIONAL ANTES DA LIÇÃO DE CASA?

Edézio parece estar construindo uma imagem de liderança regional. Vai a Terezinha, aparece em Saloá, conversa com grupos políticos e circula acompanhado de parlamentares e lideranças.

Tudo muito bonito para a fotografia.

Mas prefeitura não se administra com fotografia.

Se administra com obra, serviço funcionando, saúde atendendo, estradas em condições, educação avançando e população satisfeita.

O prefeito pode até querer ser um dos grandes nomes políticos do Agreste. É legítimo.

Mas existe uma regra básica na política: primeiro se entrega dentro de casa, depois se pede confiança fora dela.

E é exatamente aí que a estratégia de Edézio começa a ser questionada.

E O GRUPO POLÍTICO?

Outro ponto que chama atenção é a composição dessas agendas.

Em Saloá, Edézio apareceu ao lado de Joaquim Lira, deputado que não ocupa necessariamente o papel de principal referência parlamentar do prefeito em Bom Conselho, além de Tinoco, liderança de Terezinha.

A movimentação demonstra que Edézio está conversando com diferentes grupos.

Politicamente, pode ser uma estratégia inteligente.

Mas também pode transmitir outra mensagem: o prefeito está gastando energia demais construindo o próximo capítulo político enquanto o capítulo atual ainda precisa ser concluído.

E essa conta será cobrada.

BOM CONSELHO NÃO PODE FICAR EM SEGUNDO PLANO

A política regional é importante. As alianças também. Construir pontes com prefeitos, vereadores, deputados e lideranças faz parte do jogo.

Mas existe uma diferença entre liderança regional e prefeito procurando protagonismo regional.

A primeira nasce do reconhecimento pelo trabalho realizado.

A segunda nasce da vontade de aparecer.

Edézio precisa decidir qual das duas quer construir.

Porque, se pretende ser uma liderança com influência em Saloá, Terezinha e outros municípios, terá primeiro que convencer o eleitor de Bom Conselho de que a própria cidade está recebendo a atenção que merece.

No fim das contas, a política pode até permitir que um prefeito visite a casa dos vizinhos.

Mas o eleitor costuma fazer uma pergunta simples:

“E a minha casa, como está?”

Essa é a pergunta que Edézio precisa responder.

Porque, antes de querer comandar a conversa política do Agreste, é preciso fazer o dever de casa.

MARILIA PERDE A GORDURA E DISPUTA PELO SENADO FICA EMBOLADA EM PERNAMBUCO

A nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira colocou ainda mais fogo na disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado. E o principal recado do levantamento é claro: Marília Arraes perdeu a gordura que tinha acumulado e o favoritismo que vinha carregando nas primeiras pesquisas já não existe mais.

O cenário agora é de verdadeiro embolo.

Marília aparece com 15%, seguida de perto por Humberto Costa, com 14%, Mendonça Filho, com 12%, e Eduardo da Fonte, com 11%. Considerando a margem de erro, os quatro estão tecnicamente empatados. Túlio Gadêlha tem 5%, enquanto Carlos Santana e Pastor Gilvan Costa aparecem com 2% cada. Os demais candidatos oscilam entre 0% e 1%.

Ou seja: a corrida que parecia ter donos definidos virou uma disputa aberta.

E há um detalhe político importante nessa fotografia. A pesquisa mostra a governadora Raquel Lyra com 47% contra 40% de João Campos na disputa pelo Governo de Pernambuco. São sete pontos de vantagem. Ao mesmo tempo, os candidatos ao Senado ligados ao campo governista ainda não conseguiram transformar a força eleitoral da governadora em votos próprios.

Isso abre uma enorme janela de oportunidade.

Se Raquel ampliar a vantagem sobre João Campos e mantiver uma campanha competitiva até outubro, poderá exercer um papel decisivo na eleição dos seus aliados para o Senado. A história política de Pernambuco mostra que candidatos à reeleição com força eleitoral costumam carregar nomes de sua chapa.

Mas a conta não é tão simples.

Humberto Costa tem Lula, o PT e uma marca eleitoral consolidada ao seu lado. A grande pergunta é se o presidente conseguirá transferir votos suficientes para garantir a eleição do petista. Em 2022, Lula teve papel importante na campanha de Teresa Leitão, que acabou eleita para o Senado.

Do outro lado, João Campos, mesmo aparecendo atrás na disputa pelo Governo, ainda possui uma máquina política expressiva, forte presença na Região Metropolitana e uma base capaz de impulsionar pelo menos um nome para a Câmara Alta.

A questão é: quem será esse nome?

A propaganda pode virar o jogo

A campanha eleitoral ainda está em uma fase inicial. A propaganda no rádio e na televisão começa em 28 de agosto e segue até 1º de outubro. É nesse período que o eleitor começará a conhecer melhor os candidatos, suas histórias, seus padrinhos políticos e, principalmente, quem está efetivamente disposto a colocar a máquina política para pedir votos por eles.

E isso pode mudar completamente a fotografia atual.

Até aqui, muitos candidatos ao Senado ainda tiveram pouca exposição. O eleitor, em boa parte, sequer sabe exatamente quem são todos os nomes colocados na disputa. Com a propaganda eleitoral, alianças, apoios e pedidos explícitos de voto, a tendência é que o quadro fique mais nítido.

Por isso, cravar hoje quem serão os dois eleitos é praticamente brincar de adivinhação.

A espontânea chama atenção

Outro dado do Datafolha merece atenção especial: a pesquisa espontânea para governador.

Nesse formato, o eleitor não recebe uma lista de nomes. Ele simplesmente responde em quem pretende votar. E, nesse cenário, Raquel Lyra aparece com vantagem ainda maior sobre João Campos.

Isso significa que a governadora já possui um grau relevante de presença na cabeça do eleitor, mesmo sem o estímulo provocado pela apresentação dos candidatos.

Na pesquisa estimulada, os nomes são apresentados ao entrevistado. Na espontânea, não. É o eleitor quem precisa lembrar, por conta própria, em quem pretende votar.

E essa diferença pode ser politicamente importante.

Se Raquel conseguir transformar essa vantagem em uma distância ainda maior nas próximas semanas, a eleição para o Senado poderá sofrer um efeito direto: quanto mais forte estiver a governadora, maior tende a ser sua capacidade de puxar os candidatos da sua chapa.

Marília perde a gordura

O dado mais simbólico da pesquisa, porém, está no desempenho de Marília Arraes.

Ela continua numericamente na liderança, mas a gordura desapareceu.

A vantagem que antes parecia confortável agora é mínima diante de quatro candidatos tecnicamente embolados. Com 15%, Marília está apenas três pontos à frente de Mendonça Filho e quatro de Eduardo da Fonte, enquanto Humberto Costa aparece praticamente colado.

Isso muda completamente o jogo.

A eleição para o Senado, tradicionalmente, é a última grande decisão do eleitor. Primeiro vêm presidente e governador. Depois, deputado federal e deputado estadual. Só então chega o momento de escolher os dois senadores.

Mas 2026 pode ser diferente.

Com duas vagas, muitos candidatos competitivos e uma disputa que ganhou enorme importância política, o eleitor poderá prestar mais atenção ao Senado do que em eleições anteriores.

E, justamente por isso, o jogo está aberto.

A Datafolha de hoje não aponta dois favoritos absolutos. Aponta quatro candidatos disputando palmo a palmo, uma governadora liderando a corrida pelo Palácio e dois grandes grupos políticos tentando transformar força eleitoral em voto para o Senado.

Até 1º de outubro, muita coisa pode acontecer.

E, pelo andar da carruagem, muita gente ainda vai perder o sono até saber quem ocupará as duas cadeiras de Pernambuco no Senado.

PRESIDENTE DA CÂMARA DE CARUARU, BRUNO LAMBRETA, e VEREADORES GALEGO DE LAJES E CARLINHOS DA CEACA DECLARAM APOIO A EDUARDO DA FONTE AO SENADO

O presidente da Câmara de Vereadores de Caruaru, Bruno Lambreta, e os vereadores Galego de Lajes e Carlinhos da Ceaca declararam, nesta sexta-feira (21), apoio à candidatura ao Senado do deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP). A manifestação representa um importante reforço político no Agreste e soma-se ao movimento de lideranças que reconhecem a experiência de Eduardo e sua atuação em favor de Pernambuco.

Para Bruno Lambreta, Galego de Lajes e Carlinhos da Ceaca, a chegada de Eduardo ao Senado poderá ampliar a capacidade de articulação do estado em Brasília e fortalecer a busca por investimentos para os municípios. Eduardo da Fonte agradeceu o apoio e ressaltou a importância de contar com a confiança das lideranças políticas da região.

“Recebo com muita alegria o apoio de Bruno Lambreta, Galego de Lajes, Carlinhos da Ceaca e dos meus amigos vereadores. O Agreste pode contar comigo para seguirmos trabalhando forte pelo desenvolvimento da região. Quero levar para o Senado a experiência que construí na Câmara dos Deputados e continuar trabalhando para trazer mais investimentos e oportunidades para Pernambuco”, afirmou Eduardo.

PREFEITO DUAS VEZES DE AGRESTINA, THIAGO NUNES DECLARA PRIMEIRO VOTO A EDUARDO DA FONTE PARA O SENADO

O candidato ao Senado e deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP) recebeu o apoio de Thiago Nunes, que declarou seu primeiro voto para o Senado ao parlamentar. Duas vezes prefeito de Agrestina, Thiago é uma forte liderança política do Agreste e passa a reforçar o grupo que apoia a candidatura de Eduardo da Fonte.

“Meu primeiro voto para o Senado é em Eduardo da Fonte. Pernambuco terá um senador que trabalha, que conhece as necessidades dos municípios e que tem compromisso com quem mais precisa. Eduardo já mostrou como deputado federal que entrega resultados e tenho certeza de que fará ainda mais no Senado Federal”, afirmou Thiago Nunes.

Foto: Igor Toscano

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

EM CAMINHADA NA VÁRZEA, NO RECIFE, RAQUEL REFORÇA FORÇA DAS RUAS: “A VONTADE QUE VEM DO POVO VAI SER MANIFESTADA

“Tem gente que fala de democracia, mas quer ganhar no tapetão. A gente se encontra na urna. A vontade que vem do povo vai ser manifestada. Para aqueles que vêm com mentira e com gestos de violência, a gente vai com trabalho e com amor. Para cada ato de violência, tem uma entrega do Governo de Pernambuco. Para cada ato de ódio, a gente vem com amor no coração”, enfatizou a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra, durante caminhada no bairro da Várzea, na Zona Oeste do Recife, nesta quinta-feira (20).

Ao lado da sua candidata a vice, Priscila Krause (PSD), e dos candidatos ao Senado, Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP), Raquel promoveu uma grande onda roxa pelas ruas do bairro, em uma caminhada e porta a porta que mobilizaram moradores e lideranças. Durante a agenda, Raquel também reforçou que sua campanha seguirá pautada pelo trabalho, pelo diálogo e pela união de Pernambuco.

“Desde o primeiro dia do nosso governo, a nossa missão foi unir Pernambuco, devolver o Estado aos pernambucanos. E está de volta. Me deixa trabalhar que eu sei fazer. Vamos para cima, com a garra, com a coragem de quem não se escondeu de problema, mas boto luz e foco sobre ele para andar para frente, não deixar ninguém para trás”, enfatizou a candidata à reeleição.

Acompanhando Raquel na grande caminhada o candidato a deputado estadual, Davi Muniz, pontuou ser um dia histórico para a bairro. “O governo do passado esqueceu a Várzea, esqueceu o Recife. Raquel chegou fazendo a diferença na segurança, na saúde e na educação, transformando a vida das pessoas. É um dia histórico. Eu nunca vi uma caminhada como essa. O povo reconheceu que Raquel chegou e melhorou a vida do povo do Recife”, afirmou o candidato da região.

Também participaram do panfletaço os candidatos a deputado estadual, Ana Lúcia (PSD) e Ni do Badoque (PSD), e os candidatos a deputado federal, Miguel Coelho (União Brasil), Daniel Coelho (PSD), Juliana Gouveia (PSD) e Jadeval de Lima (PSD).

Fotos: Miva Filho

LIDERANÇA DE CUPIRA, RAMON CARNEIRO DECLARA APOIO A EDUARDO DA FONTE PARA O SENADO E ASSUME PRESIDÊNCIA DA FEDERAÇÃO UNIÃO PROGRESSISTA NO MUNICÍPIO

O candidato ao Senado e deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP) recebeu, nesta sexta-feira (21), o apoio de Ramon Carneiro, uma das principais lideranças políticas de Cupira. Ex-candidato a prefeito pelo PSB, Ramon conquistou 5.555 votos e ficou em segundo lugar na disputa municipal. Agora, ele assume a presidência da Federação União Progressista em Cupira e passa a integrar o grupo político de Eduardo da Fonte ao lado da governadora Raquel Lyra.

A chegada de Ramon fortalece a presença da Federação no município e amplia o conjunto de lideranças do Agreste que apoiam a candidatura de Eduardo ao Senado Federal.

“Ramon é uma liderança que mostrou sua força nas urnas e tem um trabalho reconhecido em Cupira. Sua chegada fortalece o nosso time, a Federação União Progressista e o projeto que construímos ao lado da governadora Raquel Lyra por um Pernambuco mais forte”, afirmou Eduardo da Fonte.

Foto: Igor Toscano

GIOVANA UCHOA DECLARA APOIO A SILVIO COSTA FILHO E MOVIMENTA BASTIDORES DA POLÍTICA NO LITORAL NORTE

A política do Litoral Norte de Pernambuco ganhou um novo ingrediente nesta sexta-feira. Giovana Uchoa anunciou publicamente seu apoio ao projeto político do deputado federal Silvio Costa Filho, em um movimento que promete repercutir nos bastidores e ampliar a articulação do grupo na região.

O anúncio foi feito por meio das redes sociais, em um registro ao lado do esposo, Amigo Tato, ex-prefeito da Ilha de Itamaracá. Na mesma ocasião, Giovana também reafirmou seu apoio à deputada estadual Gleide Ângelo, mantendo uma aliança que já vinha sendo construída no cenário político pernambucano.

Filha do saudoso deputado estadual Guilherme Uchoa, o histórico “Leão do Norte”, Giovana carrega consigo um sobrenome de forte peso político no Litoral Norte. Mesmo sem exercer atualmente um mandato eletivo, ela permanece próxima das bases e mantém presença nas articulações políticas da região.

A trajetória de Giovana também é frequentemente associada ao legado deixado pelo pai. A forma de fazer política, a proximidade com as pessoas, a simplicidade no trato e a disposição para ouvir e servir continuam sendo marcas que remetem à atuação de Guilherme Uchoa.

O apoio a Silvio Costa Filho, portanto, não representa apenas uma declaração eleitoral. Nos bastidores, o movimento é interpretado como mais uma peça na reorganização das forças políticas do Litoral Norte para a disputa de 2026.

Com trânsito político, vínculos construídos ao longo dos anos e a força de um grupo que permanece ativo mesmo fora dos mandatos, Giovana Uchoa volta a ocupar espaço no radar das movimentações eleitorais de Pernambuco.

A sinalização também reforça o projeto de Silvio Costa Filho na região e mostra que o Litoral Norte segue sendo um território estratégico na montagem dos palanques para a próxima eleição.

Nos bastidores, a leitura é de que Giovana ainda terá papel importante nas próximas movimentações. E, quando o sobrenome Uchoa entra em cena, dificilmente o movimento passa despercebido.

DATAFOLHA SACODE A ELEIÇÃO EM PERNAMBUCO: RAQUEL LIDERA COM 47% E JOÃO CAMPOS APARECE COM 40%

A nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21) mexe no tabuleiro da sucessão estadual e coloca a governadora Raquel Lyra (PSD) na liderança da disputa pelo Governo de Pernambuco. No cenário estimulado, Raquel aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) registra 40%.

A diferença é de sete pontos percentuais. Como a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos, o levantamento mostra uma vantagem numérica de Raquel que vai além de uma simples oscilação dentro da margem. A pesquisa ouviu 1.204 eleitores entre os dias 18 e 21 de agosto e está registrada no TSE sob o número PE-01528/2026. 

O dado ganha ainda mais peso porque este é o primeiro Datafolha realizado depois do início oficial da campanha eleitoral, em 16 de agosto. Ou seja, o levantamento começa a captar o ambiente eleitoral já com os candidatos nas ruas, comícios, caminhadas, propaganda e articulações políticas em andamento.

RAQUEL MANTÉM A LIDERANÇA E JOÃO RECUA

Apesar de Raquel ter aparecido com 48% no levantamento anterior do Datafolha e agora marcar 47%, João Campos passou de 42% para 40%. Na prática, a governadora oscilou um ponto para baixo, enquanto o socialista caiu dois. Como as variações individuais estão dentro da margem de erro, é preciso cautela para não transformar os números em uma tendência definitiva. O que efetivamente mudou foi a distância entre os dois: de seis para sete pontos.

O cenário, portanto, não autoriza falar em eleição liquidada. Mas revela uma fotografia importante: Raquel chega a este momento da campanha numericamente à frente e com uma vantagem que merece atenção dos dois grupos políticos.

APROVAÇÃO DE RAQUEL É UM DOS PONTOS CENTRAIS

Outro número que ajuda a compreender o cenário é a avaliação do governo.

Segundo o Datafolha, 66% aprovam a gestão Raquel Lyra, enquanto 29% desaprovam. Na avaliação administrativa, 50% classificam o governo como ótimo ou bom, 30% como regular e 18% como ruim ou péssimo. 

Esse dado é politicamente relevante porque mostra que a governadora entra na reta inicial da campanha com uma aprovação superior ao percentual de intenção de voto que possui. Isso significa que existe, matematicamente, um contingente de eleitores que aprova sua administração, mas ainda não necessariamente declara voto nela.

É justamente aí que a campanha pode ganhar uma nova dimensão: transformar aprovação administrativa em voto.

REJEIÇÃO É UM ALERTA PARA JOÃO

Na rejeição, João Campos aparece com 32%, enquanto Raquel Lyra registra 29%. A diferença é de três pontos, exatamente dentro da margem de erro. 

O dado merece ser observado porque rejeição é um dos indicadores capazes de influenciar o espaço de crescimento de uma candidatura ao longo da campanha. Quanto maior o eleitorado que afirma não votar em determinado candidato de jeito nenhum, maior tende a ser a necessidade de ampliar a capacidade de diálogo com os demais segmentos.

ESPONTÂNEA MOSTRA OUTRA FOTOGRAFIA

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Raquel também aparece na frente: 39% contra 26% de João Campos. O levantamento mostra ainda 25% de indecisos nesse formato. 

Esse número chama atenção porque a espontânea costuma revelar o grau de presença dos candidatos na memória do eleitor sem o estímulo da lista de nomes.

Mesmo assim, os 25% de indecisos mostram que ainda existe uma parcela expressiva do eleitorado que não consolidou sua escolha.

O QUE O DATAFOLHA DIZ SOBRE A ELEIÇÃO

A fotografia apresentada pelo Datafolha é clara: Raquel Lyra lidera, João Campos está em segundo e existe uma distância de sete pontos entre os dois na pesquisa estimulada.

Mas a eleição ainda está em fase inicial. A campanha começou oficialmente há poucos dias e ainda haverá televisão, rádio, debates, eventos, ataques, respostas, alianças e uma longa disputa pela parcela do eleitorado que permanece indecisa.

Outro ponto importante é que os demais candidatos aparecem com apenas 1% cada: Ivan Moraes (PSOL), Renan Hallais (Missão), Camila Falcão (UP) e Guilherme Fonseca (PSTU). Victor Assis (PCO) e Professor Jeremias do Banco (Democrata) não pontuaram. Brancos, nulos e nenhum somam 5%, enquanto 4% não sabem em quem votar. 

NA LUPA

O Datafolha coloca uma nova peça sobre a mesa da eleição pernambucana.

Raquel Lyra chega ao segundo levantamento do instituto no ano eleitoral mantendo a liderança e, principalmente, com aprovação de 66%. João Campos, por sua vez, aparece com 40% e precisa lidar com uma rejeição numericamente maior que a da adversária.

Isso não significa que a eleição esteja definida. Longe disso.

O que a pesquisa mostra é que o jogo mudou de temperatura. A disputa que já vinha sendo acompanhada ponto a ponto agora apresenta Raquel com uma vantagem de sete pontos na estimulada.

Para João Campos, o desafio é reduzir essa distância e ampliar seu eleitorado. Para Raquel, o desafio é converter a liderança das pesquisas em consolidação eleitoral e evitar que a campanha adversária consiga alterar a fotografia nas próximas semanas.

Em uma eleição que promete ser longa e disputada, o Datafolha entrega um recado objetivo: neste momento, Raquel Lyra está na frente. E a corrida pelo Governo de Pernambuco entra em uma nova fase.

A análise acima é uma leitura jornalística dos números publicados por terceiros e não representa preferência, avaliação ou recomendação de voto entre os candidatos.