quinta-feira, 27 de agosto de 2026
FERNANDO FERRO VISITA MUNICÍPIOS DO AGRESTE E REFORÇA ARTICULAÇÃO POLÍTICA NESTE FIM DE SEMANA
PREFEITO DE SANTA TEREZINHA, DELSON LUSTOSA, DECLARA APOIO A EDUARDO DA FONTE PARA O SENADO
RAQUEL LYRA ACUSA PSB DE ATAQUES E DIZ TER SIDO “VIOLENTADA DE TODAS AS FORMAS”
Governadora voltou a negar existência de “gabinete do ódio” no Governo e afirmou que perfis ligados ao grupo de João Campos estariam atuando contra sua imagem nas redes sociais
A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), voltou a subir o tom contra o PSB e o grupo do candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, durante entrevista concedida na manhã desta quinta-feira (27) à Rádio Grande Rio, em Petrolina.
Ao comentar a denúncia envolvendo a suposta existência de um “gabinete do ódio” para atacar adversários políticos, Raquel negou que sua gestão mantenha qualquer estrutura com essa finalidade. Segundo a governadora, a realidade seria justamente o contrário: ela estaria sendo alvo de uma ofensiva nas redes sociais desde o início de sua trajetória à frente do Estado.
“Tenho sofrido ataques desde 2022 e na transição do governo”, afirmou.
Raquel lembrou ainda que, durante a atual gestão, houve uma tentativa da oposição de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Pernambuco para investigar a suposta estrutura de ataques, mas a iniciativa não avançou e, segundo ela, não houve comprovação da denúncia.
Em tom mais duro, a governadora criticou diretamente o PSB e afirmou que o partido teria dificuldade em aceitar a presença de uma mulher no comando do Estado.
“Todo mundo conhece as velhas políticas do PSB. Parece que não aceitam uma mulher no Governo”, disparou.
A governadora também apresentou números sobre o que considera uma rede de ataques contra sua imagem. De acordo com Raquel, 43 perfis já teriam sido identificados e mapeados, com pessoas que ela afirma possuir ligação com o grupo político de João Campos. Além disso, citou outras 430 páginas que estariam atuando nas redes sociais com conteúdos direcionados contra sua administração.
“Não estou aqui para fazer gabinete do ódio, estou aqui para fazer o bem sem saber a quem. Fui violentada de todas as formas”, declarou.
CASO ENVOLVENDO SERVIDOR
Raquel também foi questionada sobre a reportagem exibida pela TV Record, na qual Amisadai Andrade da Silva aparece relatando suposta estratégia para desgastar a imagem de João Campos, inclusive com atuação dentro do Palácio do Campo das Princesas.
A governadora voltou a negar qualquer participação ou conhecimento de uma estrutura organizada pelo Governo com essa finalidade. Segundo ela, assim que o caso veio à tona, houve uma providência administrativa.
“Foi exonerado aquele que se colocou como suposto gabinete do ódio”, afirmou.
Amisadai Andrade da Silva estava lotado na Secretaria Estadual de Turismo e era cedido pela Caixa Econômica Federal.
O episódio acrescenta mais um capítulo à disputa cada vez mais acirrada entre Raquel Lyra e João Campos, que protagonizam uma das principais disputas políticas das eleições de 2026 em Pernambuco. Com a campanha avançando, as acusações envolvendo redes sociais, estratégias de comunicação e ataques entre os grupos devem continuar ocupando espaço no debate eleitoral.
JOÃO CAMPOS ACIONA JUSTIÇA CONTRA RAQUEL LYRA E DENUNCIA SUPOSTO USO DA MÁQUINA PÚBLICA NA CAMPANHA
As denúncias foram apresentadas nesta quinta-feira (27) pelo advogado do PSB, Rafael Carneiro, durante entrevista coletiva. Segundo ele, a ação será dividida em cinco frentes e também deverá ser levada a outros órgãos de controle e investigação.
Entre os pontos citados estão o suposto uso de ônibus escolares para transportar militantes durante a convenção do PSD, o alegado monitoramento de integrantes da Prefeitura do Recife por agentes da segurança pública, a utilização de uma aeronave do Governo de Pernambuco em agendas político-partidárias, gastos considerados excessivos com publicidade e a manutenção de marcas e slogans do governo em obras públicas durante o período vedado pela legislação eleitoral.
O advogado classificou os fatos como graves e afirmou que o PSB vê a existência de uma estrutura organizada para atingir João Campos politicamente.
“Esses graves fatos revelam uma engrenagem criminosa por parte do Governo do Estado de Pernambuco”, afirmou Rafael Carneiro, que também acusou a existência de uma espécie de “gabinete do ódio” financiado com recursos públicos para atacar adversários.
Cinco frentes de denúncia
De acordo com o advogado, ônibus escolares teriam sido identificados transportando pessoas durante a convenção que oficializou a candidatura de Raquel Lyra. O PSB pretende apresentar os registros como parte da investigação eleitoral.
Outro ponto levantado envolve a suposta utilização de agentes da segurança pública para monitorar clandestinamente o secretário da Prefeitura do Recife, Guilherme Monteiro. A acusação, caso formalizada, poderá provocar novas investigações sobre a atuação de servidores públicos durante o período eleitoral.
A terceira frente está relacionada ao avião adquirido pelo Governo de Pernambuco por aproximadamente R$ 60 milhões. Segundo Rafael Carneiro, a aeronave teria sido utilizada em compromissos de natureza política. O governo, por outro lado, sustenta que o equipamento também pode ser empregado em agendas administrativas.
O quarto eixo envolve publicidade oficial. O PSB acusa o Governo de Pernambuco de ter gasto cerca de R$ 5 milhões acima do limite que, na interpretação apresentada pelo partido, seria permitido pela legislação eleitoral no primeiro semestre deste ano. A equipe jurídica também questiona a presença de marcas e slogans governamentais em obras públicas nos três meses que antecedem a eleição.
Acusação mais pesada mira estrutura digital
O quinto ponto é considerado pelo PSB o mais grave: a existência de uma suposta estrutura digital destinada a atacar João Campos.
Rafael Carneiro afirmou que teria sido montada uma rede coordenada, supostamente custeada com dinheiro público, para desgastar a imagem do candidato socialista nas redes sociais.
O advogado citou uma gravação atribuída a Amisadai Andrade da Silva, servidor da Caixa Econômica Federal, na qual ele teria relatado que foi chamado pela governadora Raquel Lyra e recebido pagamentos para utilizar mais de 300 perfis nas redes sociais contra João Campos.
A acusação coloca a campanha eleitoral pernambucana em um novo patamar de tensão e promete provocar uma disputa jurídica paralela à corrida pelo Palácio do Campo das Princesas.
Caso será levado a vários órgãos
Segundo o PSB, os documentos e provas serão encaminhados à Polícia Federal, Justiça Eleitoral, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ministério Público e Controladoria-Geral da União (CGU).
A inclusão da CGU ocorre, segundo Rafael Carneiro, porque Amisadai Andrade da Silva é servidor da Caixa Econômica Federal, instituição vinculada ao Governo Federal.
As acusações ainda precisam ser analisadas pelas autoridades competentes e, até o momento, representam a versão apresentada pela equipe jurídica de João Campos. A eventual responsabilização dependerá da apuração dos fatos e da análise das provas pelos órgãos responsáveis.
A ofensiva judicial do PSB acrescenta mais um capítulo à disputa entre João Campos e Raquel Lyra, que vem ganhando intensidade à medida que a campanha avança em Pernambuco.
NO RECIFE, GOVERNO DE PERNAMBUCO INVESTE R$ 28 MILHÕES NA CONSTRUÇÃO DO SEGUNDO PRÉDIO DO CISAM
MARÍLIA ARRAES PROMETE PRIORIZAR TRANSNORDESTINA E DEFENDER AGENDA DE DESENVOLVIMENTO NO SENADO
Um dos principais pontos destacados por Marília foi a conclusão do trecho pernambucano da Transnordestina, especialmente a ligação entre Salgueiro e o Porto de Suape. Para a candidata, a ferrovia é fundamental para melhorar a logística, reduzir custos de transporte e dar mais competitividade às empresas e aos setores produtivos de Pernambuco.
Marília lembrou ainda que participou, quando exercia o mandato de deputada federal, de articulações no Congresso Nacional em defesa da permanência do ramal pernambucano no projeto.
“O desenvolvimento de Pernambuco passa pela consolidação, pelo término dessa obra da Transnordestina e vai ser uma prioridade do nosso mandato”, afirmou.
Na avaliação da candidata, a conclusão da ferrovia poderá contribuir diretamente para a expansão da economia pernambucana, fortalecendo a produção e criando melhores condições para a geração de empregos e renda.
Críticas à autonomia do Banco Central
A política econômica também esteve entre os assuntos abordados durante a entrevista. Marília reafirmou ser contrária à ampliação da autonomia do Banco Central e defendeu que as decisões sobre juros e política monetária estejam alinhadas ao projeto econômico escolhido pela população por meio do voto.
Segundo ela, as decisões do Banco Central possuem impacto direto no cotidiano dos brasileiros, especialmente por meio das taxas de juros e do custo do crédito.
“Os juros interferem no financiamento da sua casa, no pagamento do seu cartão de crédito, interferem no preço da comida, no preço da gasolina”, declarou.
A candidata também destacou a importância do Senado nesse processo, lembrando que cabe à Casa participar da análise e votação de nomes indicados para cargos estratégicos no Banco Central.
Defesa da harmonia entre os Poderes
Outro tema tratado durante a sabatina foi a relação entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). Marília defendeu a preservação da estabilidade institucional e afirmou que o Senado deve atuar pela harmonia entre os Poderes.
Para a candidata, crises políticas e institucionais podem ultrapassar os limites de Brasília e provocar consequências na economia e na vida da população.
“O STF é a Suprema Corte do Brasil. A função principal do STF é guardar a Constituição. Como senadora da República, me comprometo com o povo de Pernambuco e do Brasil a preservar a harmonia entre os Poderes”, afirmou.
Marília pede dois votos para o Senado
Durante a entrevista, a pedetista também reforçou a estratégia eleitoral da Frente Popular de Pernambuco para a disputa pelo Senado. Marília defendeu a eleição dela e do senador Humberto Costa (PT), que busca a reeleição.
Na avaliação da candidata, a eleição dos dois nomes seria importante para garantir, no Senado, uma bancada alinhada ao projeto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“É por isso que por onde eu passo, eu peço voto para mim e para ele, porque é importante para o país, é importante para a governabilidade do presidente Lula”, declarou.
Marília lembrou que os dois senadores eleitos em 2026 terão oito anos de mandato e participarão de votações que poderão influenciar diretamente os rumos econômicos, sociais e institucionais do Brasil nos próximos anos.
RAQUEL DESTACA INVESTIMENTO HISTÓRICO EM ESTRADAS E PROMETE CONTINUIDADE DAS OBRAS EM PERNAMBUCO
A candidata ressaltou que o programa PE na Estrada já soma mais de R$ 7 bilhões em investimentos, com cerca de 1.650 quilômetros de estradas restauradas ou implantadas em diferentes regiões do Estado.
Ao falar especificamente sobre o Sertão do São Francisco, Raquel citou obras que, segundo ela, eram aguardadas há anos pela população, incluindo intervenções nos perímetros irrigados de Petrolina e nas estradas de Assunção e do Projeto Brígida.
“Nós estamos investindo mais de R$ 7 bilhões nas estradas de Pernambuco. Esse investimento é fundamental para garantir à população o direito de ir e vir. Estradas sonhadas há muito tempo foram tiradas do papel”, afirmou.
Raquel também defendeu a continuidade do programa e afirmou que os investimentos em infraestrutura não estão relacionados apenas ao período eleitoral. Segundo a governadora, os primeiros anos da gestão foram utilizados para reorganizar as contas, elaborar projetos e buscar recursos para viabilizar as obras.
“O pé que colocamos no acelerador não vai sair. E não estamos fazendo isso porque é tempo de eleição. Já tivemos tempo de arrumar a casa, de fazer projeto e captar recursos”, declarou.
INVESTIMENTOS EM PETROLINA
Entre as obras destacadas pela candidata estão intervenções nas rodovias PE-638, PE-654 e PE-633, importantes vias de acesso e circulação na região de Petrolina.
De acordo com os números apresentados durante a sabatina, o município já recebeu R$ 83,2 milhões em investimentos, com mais de 36 quilômetros de rodovias recuperados.
No conjunto do Sertão do São Francisco, os investimentos ultrapassam R$ 252 milhões, contemplando aproximadamente 142 quilômetros de estradas.
Raquel afirmou ainda que pretende manter a agenda de investimentos em infraestrutura caso seja reconduzida ao Governo de Pernambuco.
“Não tenho dúvida nenhuma de que o melhor ainda está por vir. O que vem pela frente é muito melhor do que conseguimos construir até agora”, disse a governadora.
A fala reforça uma das principais bandeiras da campanha de Raquel Lyra: apresentar os investimentos em infraestrutura, especialmente na recuperação da malha rodoviária, como uma das marcas de sua gestão e como uma promessa de continuidade para os próximos anos.
EDUARDO DA FONTE DESTACA AÇÕES DE 20 ANOS DE MANDATO E RESULTADOS PARA PERNAMBUCO
Candidato ao Senado relembrou, durante sabatina, atuação contra aumentos na energia elétrica e investimentos na saúde pública
O candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP/UP) aproveitou uma sabatina realizada nesta quarta-feira (26), no podcast Arenga Política, para fazer um balanço dos 20 anos de atuação na Câmara dos Deputados e destacar iniciativas que, segundo ele, tiveram impacto direto na vida dos pernambucanos.
Durante a conversa com o jornalista político Ricardo Antunes, o parlamentar citou como principais marcas de sua trajetória a defesa dos consumidores contra aumentos considerados abusivos nas tarifas de energia elétrica e a destinação de recursos para fortalecer o atendimento de saúde, especialmente no tratamento contra o câncer.
Ao falar sobre sua atuação no setor elétrico, Eduardo da Fonte classificou o enfrentamento com a antiga Celpe como a principal “arenga” de sua carreira política. Segundo ele, desde que chegou à Câmara, em 2007, passou a buscar ações que produzissem resultados concretos para a população.
“Eu tenho que transformar esse mandato em algo que possa chegar na vida das pessoas”, afirmou o deputado ao recordar o embate envolvendo as tarifas de energia.
A atuação no tema acabou levando Eduardo da Fonte à presidência da CPI da Conta de Luz, no Congresso Nacional. Segundo o candidato, o trabalho realizado durante a comissão trouxe resultados que ultrapassaram as fronteiras de Pernambuco e tiveram repercussão nacional.
Na área da saúde, o parlamentar também destacou a destinação de emendas para o Hospital de Câncer de Pernambuco. De acordo com Eduardo, os recursos são destinados à unidade de forma consecutiva desde 2008, contribuindo para ampliar e fortalecer o atendimento realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O candidato relembrou ainda uma visita recente ao hospital, onde acompanhou a inauguração de um acelerador linear ao lado do então ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Para Eduardo, os investimentos representam uma forma concreta de transformar a atuação parlamentar em melhorias no atendimento à população.
“Eu fico muito feliz em trabalhar ao longo desses 20 anos. Desde 2008, que foi o primeiro ano que pude destinar recursos do orçamento da União, temos emendas para o Hospital de Câncer, todos os anos consecutivos”, afirmou.
Ao longo da sabatina, Eduardo da Fonte procurou apresentar sua trajetória como resultado de uma atuação parlamentar voltada para pautas que, segundo ele, têm impacto direto no cotidiano da população, especialmente nas áreas de energia e saúde.
A participação no podcast ocorre em meio à disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado Federal nas eleições deste ano, ampliando a exposição dos candidatos e colocando em evidência os resultados e a trajetória política de cada concorrente.