quinta-feira, 3 de setembro de 2026
MIGUEL COELHO E DAVI MUNIZ RECEBEM APOIO DO SINDICATO DOS TAXISTAS DE PERNAMBUCO
MENDONÇA SOBE O TOM CONTRA GOVERNO LULA E DISPARA NO G1: “O QUE o PT GOSTA MESMO É DE AUMENTAR IMPOSTOS”
O candidato ao Senado Mendonça elevou o tom contra o governo do presidente Lula durante o debate promovido pelo G1, nesta quarta-feira (2), e colocou a política econômica no centro de sua participação. Ao lado de Marília Arraes, Túlio Gadêlha, Eduardo da Fonte, Humberto Costa e Paulo Rubem Santiago, o ex-governador e ex-ministro fez duras críticas ao aumento da carga tributária e defendeu uma revisão profunda dos gastos públicos.
Mendonça afirmou que o ajuste fiscal não pode ser construído às custas da população mais pobre. Para ele, o caminho passa pelo corte de privilégios e pela revisão das despesas dentro dos próprios Poderes.
“A gente tem que combater isso. Não é cortando nos mais pobres; é cortando os privilégios do Judiciário, do Legislativo e do próprio Poder Executivo”, afirmou.
Na avaliação do candidato, o país precisa recuperar o equilíbrio das contas públicas para ampliar os investimentos em áreas consideradas essenciais, como saúde, segurança, educação, infraestrutura e saneamento básico.
Foi ao tratar da política tributária que Mendonça fez uma das declarações mais contundentes do debate. O candidato afirmou que o governo do PT teria adotado uma política marcada pela criação e elevação de impostos, transferindo o peso da arrecadação para trabalhadores, empresários e empreendedores.
“O que o governo do PT gosta mesmo é de aumentar impostos”, disparou Mendonça. Segundo ele, foram 37 medidas e aumentos de impostos durante a atual gestão, enquanto o governo teria ampliado seus gastos.
Mendonça também utilizou a situação das empresas estatais, entre elas os Correios, como exemplo para sustentar sua crítica ao modelo de gestão das contas públicas adotado pelo governo federal.
O discurso do candidato buscou transformar a discussão fiscal em uma questão diretamente ligada ao bolso do cidadão. Mendonça argumentou que o desequilíbrio das contas públicas acaba refletindo no custo de vida, nos juros e no poder de compra das famílias brasileiras.
“O trabalhador hoje não consegue fechar a conta para pagar os alimentos no final do mês, a conta de luz e de água”, afirmou.
Para Mendonça, uma mudança na condução econômica precisa passar pela responsabilidade fiscal e pela redução de despesas consideradas excessivas dentro da máquina pública. Ele também relacionou o equilíbrio das contas à necessidade de reduzir o impacto dos juros e da inflação sobre as famílias.
“A gente precisa mudar essa realidade, equilibrando as contas públicas, para que a população não pague as maiores taxas de juros do mundo e para que a inflação dos alimentos não corroa o poder de compra”, concluiu.
A participação no debate reforçou uma das principais linhas do discurso de Mendonça nesta eleição: apresentar-se como uma voz de oposição ao modelo econômico do governo Lula e defender, no Senado, uma atuação marcada pela fiscalização dos gastos públicos, cobrança por eficiência e defesa dos interesses de Pernambuco.
Em uma disputa cada vez mais marcada pelo confronto político, Mendonça aproveitou o espaço no G1 para mirar diretamente a política econômica petista e transformar impostos, gastos públicos e custo de vida em munição eleitoral.
Se quiser, também posso fazer uma versão mais ácida, no estilo “Coluna Na Lupa”, explorando o confronto de Mendonça com Humberto Costa e o impacto eleitoral desse discurso.
CÂMARA APROVA INDICAÇÃO DE RODRIGO PACHECO PARA MINISTRO DO TCU
A aprovação na Câmara encerra a etapa de análise política do nome de Pacheco pelo Congresso Nacional. Na terça-feira (1º), o Senado já havia dado o aval à indicação por 63 votos a 4.
Pacheco foi escolhido para preencher a vaga deixada por Bruno Dantas, que renunciou ao cargo de ministro do TCU. A indicação partiu do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e contou com apoio de parlamentares de diferentes correntes políticas, incluindo integrantes da base do governo e da oposição.
A chegada de Rodrigo Pacheco ao TCU representa também mais um capítulo de sua trajetória política em Brasília. Ex-presidente do Senado e uma das figuras de destaque do Congresso nos últimos anos, ele agora deixa o Legislativo para assumir uma função estratégica no órgão responsável pela fiscalização da aplicação dos recursos públicos federais.
Com a aprovação nas duas Casas, o nome de Pacheco segue agora para os procedimentos formais de nomeação e, posteriormente, para a posse como ministro do Tribunal de Contas da União.
A escolha reforça o peso político que o TCU exerce nos bastidores de Brasília, especialmente por sua atuação na fiscalização de grandes contratos, obras, programas e investimentos realizados com recursos da União.
“VEM AÍ CONCURSO PARA MAIS DE 3,9 MIL PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA”, DIZ RAQUEL DURANTE CAMINHADA NO IPSEP
JUSTIÇA ELEITORAL DÁ REVÉS A ROMERO ALBUQUERQUE E MANDA APAGAR POSTS CONTRA DANIEL COELHO
Decisão do TRE-PE determina remoção de publicações e aponta que documentos oficiais não sustentam associação feita nas redes sociais
Da REDAÇÃO | Blog do Edney
A disputa política em Pernambuco ganhou mais um capítulo na Justiça Eleitoral. O candidato a deputado federal Daniel Coelho (PSD) obteve uma decisão liminar favorável do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) contra publicações divulgadas pelo deputado estadual Romero Albuquerque (PSB), além de outros envolvidos e perfis nas redes sociais.
A decisão, assinada pelo desembargador eleitoral auxiliar Paulo Augusto de Freitas Oliveira, determinou que a Meta, responsável pelo Instagram e Facebook, retire, no prazo de 24 horas, as publicações questionadas no processo. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 10 mil.
O conteúdo alvo da ação judicial procurava associar Daniel Coelho a Amisadai Andrade e ao episódio envolvendo cartazes apócrifos relacionados à governadora Raquel Lyra. Para a Justiça Eleitoral, entretanto, a documentação apresentada no processo não confirma a relação temporal sugerida nas publicações.
O ponto central da decisão está justamente na cronologia dos fatos. Segundo os documentos analisados pelo magistrado, Daniel Coelho deixou o comando da Secretaria de Turismo e Lazer em 6 de junho de 2024. Amisadai Andrade, por sua vez, só teria sido nomeado para um cargo na pasta em 12 de novembro daquele mesmo ano.
Ou seja: de acordo com a decisão, não houve a sobreposição de períodos apresentada nas publicações.
“Os documentos apresentados indicam, todavia, realidade temporal distinta. Daniel Coelho deixou a titularidade da Secretaria em 6 de junho de 2024, ao passo que Amisadai somente foi nomeado para cargo naquele órgão em 12 de novembro de 2024, mais de cinco meses depois. Não se verifica, portanto, a sobreposição temporal afirmada nas publicações”, registrou o desembargador.
Além da retirada do material, Romero Albuquerque, os demais representados e os responsáveis pelos perfis envolvidos também foram proibidos de republicar, compartilhar ou manter disponíveis conteúdos considerados idênticos ou substancialmente equivalentes aos questionados no processo.
A decisão representa um revés jurídico para os envolvidos e coloca novamente no centro do debate eleitoral o limite entre crítica política, liberdade de expressão e divulgação de informações que possam induzir o eleitor a uma conclusão sem respaldo documental.
Daniel Coelho reagiu destacando que a disputa política não pode transformar acusações sem comprovação em instrumento eleitoral.
“É lamentável que sejam feitos ataques com informações falsas, mas a Justiça está presente para coibir esses abusos. Espero que os adversários respeitem a democracia e a verdade”, afirmou.
O episódio mostra que a eleição de 2026 em Pernambuco não será disputada apenas nas ruas, nos palanques e nas redes sociais. A Justiça Eleitoral também deverá ocupar espaço importante no campo de batalha, especialmente diante da escalada de acusações, vídeos, postagens e conteúdos produzidos para influenciar diretamente a percepção do eleitor.
No ambiente político pernambucano, uma coisa já está clara: a campanha esquentou e, daqui para frente, cada postagem poderá custar caro — inclusive judicialmente.
EM GOIANA, MARÍLIA ARRAES GANHA AS RUAS AO LADO DE MARCÍLIO RÉGIO E REFORÇA FORÇA DA FRENTE POPULAR NA MATA NORTE
O ato reuniu milhares de pessoas e foi comandado por Marcílio Régio, que vem se consolidando como uma das principais lideranças políticas de Goiana e da Mata Norte. A presença do prefeito ao lado da chapa majoritária deu ao evento um forte peso político e mostrou que a eleição estadual já movimenta de forma intensa os principais redutos eleitorais do Estado.
Durante a caminhada, Marília percorreu as principais ruas do município, recebendo manifestações de apoio e cumprimentos da população. Ao lado de João Campos e das lideranças locais, a candidata buscou transformar a mobilização em uma demonstração de força da Frente Popular na região.
O encontro também teve um componente simbólico importante para Marília. A candidata fez questão de destacar a relação histórica de sua família com a Mata Norte, especialmente com a região canavieira, onde seu avô, Miguel Arraes, construiu uma das páginas mais marcantes de sua trajetória política.
Durante o primeiro governo de Arraes, na década de 1960, a região foi palco de intensas mobilizações dos trabalhadores rurais, e o então governador participou de negociações relacionadas à ampliação de direitos dos trabalhadores dos canaviais. Para Marília, essa história continua tendo significado político e afetivo.
“Goiana e toda a Mata Norte têm uma importância enorme para Pernambuco e uma história de luta que também faz parte da história da minha família. Meu avô, Miguel Arraes, esteve ao lado dos trabalhadores desta região em momentos decisivos, e eu tenho muito orgulho desse legado”, afirmou a candidata.
Marília também aproveitou a passagem por Goiana para reforçar o discurso de que pretende levar ao Senado uma atuação voltada para a população mais vulnerável, para a defesa dos interesses de Pernambuco e para a construção de uma agenda alinhada ao governo do presidente Lula.
A caminhada, entretanto, foi além da disputa pelo Senado. O evento também funcionou como uma demonstração pública de apoio à candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco. Durante o ato, Marcílio Régio declarou seu apoio ao socialista e destacou a confiança na capacidade de João para comandar o Estado. (Voz de Pernambuco)
O prefeito também aproveitou o palanque para cobrar respostas para problemas que atingem diretamente Goiana. Entre as principais demandas apresentadas durante a mobilização estão melhorias na PE-75, ações para enfrentar os impactos das chuvas e medidas para melhorar o abastecimento de água.
João Campos, por sua vez, apresentou propostas para a Mata Norte e afirmou que pretende colocar a região entre as prioridades de uma eventual gestão. Entre as ideias anunciadas estão obras para reduzir os impactos das enchentes, melhorias na PE-75, medidas relacionadas ao abastecimento de água e a proposta de isenção do IPVA para motocicletas de até 180 cilindradas.
Politicamente, a caminhada também reforça a estratégia de Marília de ampliar sua presença territorial na corrida pelo Senado. Depois de passar por diferentes regiões de Pernambuco, a candidata tem apostado em atos ao lado de prefeitos e lideranças locais para fortalecer sua candidatura e transformar apoios políticos em mobilização popular.
Em Goiana, a fotografia do palanque foi clara: Marcílio Régio colocou sua estrutura política à disposição da Frente Popular, João Campos buscou consolidar seu discurso na Mata Norte e Marília Arraes voltou a explorar o peso do sobrenome Arraes em uma região onde a história política de seu avô ainda possui forte significado.
Mais do que uma caminhada, o ato serviu como uma demonstração de força política em um dos territórios estratégicos de Pernambuco. E, em uma eleição cada vez mais disputada, ocupar as ruas, reunir lideranças e mostrar capacidade de mobilização pode ser tão importante quanto o discurso feito nos palanques.
JOÃO CAMPOS CRITICA GESTÃO RAQUEL LYRA NA FIEPE E DIZ QUE PERNAMBUCO ESTÁ PERDENDO GRANDES INVESTIMENTOS PARA ESTADOS VIZINHOS
Segundo João, Pernambuco vive um momento de perda de protagonismo na disputa por investimentos dentro do Nordeste. Para sustentar a crítica, ele comparou o desempenho do Estado com iniciativas anunciadas ou instaladas em outras unidades da região.
O candidato citou como exemplos a chegada da montadora chinesa BYD à Bahia, os investimentos do TikTok no Ceará e a instalação de um supercomputador voltado à inteligência artificial no Rio Grande do Norte. Na avaliação dele, empreendimentos dessa dimensão poderiam ter sido disputados por Pernambuco.
João Campos também fez uma comparação com o período em que seu pai, Eduardo Campos, governou Pernambuco, entre 2007 e 2014. Ele destacou a chegada de grandes empreendimentos naquela época e questionou o fato de, segundo sua avaliação, não ter havido nenhuma grande indústria instalada no Estado durante os últimos três anos e oito meses.
“A agenda de expansão da economia, de formação de gente, de desenvolvimento da infraestrutura de Pernambuco está acanhada e está perdendo para os vizinhos. A gente não pode aceitar isso. A gente precisa fazer a nossa parte”, afirmou.
Na sabatina, o candidato apresentou uma agenda que classificou como robusta para infraestrutura, saúde e educação. A proposta, segundo ele, seria ampliar os investimentos estruturadores, qualificar a mão de obra e melhorar a capacidade de Pernambuco para receber novos empreendimentos.
João também criticou o nível de execução dos recursos de crédito disponíveis para o Estado. De acordo com ele, dos R$ 19 bilhões liberados, aproximadamente R$ 8 bilhões teriam sido efetivamente desembolsados, mas sem que isso tenha resultado na realização de grandes obras capazes de transformar a infraestrutura pernambucana.
“Dos R$ 19 bilhões liberados, temos R$ 8 bilhões desembolsados e não tem a presença de grandes obras”, declarou.
Para o socialista, Pernambuco ainda tem condições de recuperar espaço na corrida por investimentos, desde que adote uma estratégia mais agressiva de desenvolvimento econômico e infraestrutura.
“Não tenho nenhuma dúvida de que estou pronto para fazer muito mais e para botar Pernambuco no topo do Nordeste”, afirmou João Campos.
A fala na Fiepe reforça uma das principais linhas de discurso do candidato durante a campanha: apresentar-se como uma alternativa de gestão com foco em grandes obras, geração de empregos, atração de investimentos e expansão da economia pernambucana.
Do outro lado, a avaliação de João coloca mais combustível na disputa eleitoral contra Raquel Lyra, transformando a capacidade de atrair empresas e executar grandes projetos em mais um dos campos de batalha entre os dois principais nomes que disputam o Governo de Pernambuco.