sábado, 5 de setembro de 2026

JEFERSON MOITA DEVE SEGUIR OS PASSOS DO PAI E DISPUTAR VAGA DE VEREADOR EM PARANATAMA

A política de Paranatama poderá ganhar um novo nome na próxima eleição municipal. Jeferson Moita, filho do vereador Josa Moita, falecido no final de agosto após um acidente na BR-423, vem sinalizando que pretende dar continuidade ao legado político construído pelo pai no município.

Ainda marcado pela perda, Jeferson tem destacado, em conversas e manifestações públicas, a importância de manter vivo o trabalho desenvolvido por Josa Moita ao longo de sua trajetória política. A possibilidade de uma candidatura começa a ganhar força justamente nesse cenário de continuidade familiar e de preservação da representação política deixada pelo vereador.

De acordo com o blogueiro Ronaldo Birunda, de Saloá, Jeferson Moita deverá colocar seu nome à disposição do eleitorado e disputar uma cadeira na Câmara Municipal de Paranatama na próxima eleição.

Caso confirme a candidatura, Jeferson terá pela frente o desafio de transformar a comoção provocada pela morte do pai em força política e eleitoral, mantendo a proximidade com as bases e com os grupos que acompanhavam a atuação de Josa.

Enquanto o projeto político do filho começa a ser discutido nos bastidores, a vaga deixada por Josa Moita na Câmara já foi ocupada. O primeiro suplente, Roberto Roldão, assumiu o mandato e passa a integrar oficialmente o Legislativo Municipal.

A eventual candidatura de Jeferson Moita, portanto, poderá representar não apenas a entrada de uma nova liderança na política de Paranatama, mas também a tentativa de continuidade de um sobrenome que passou a fazer parte da história política recente do município.

JOÃO CAMPOS E A IMAGEM QUE VIROU MUNIÇÃO PARA OS ADVERSÁRIOS

A campanha de João Campos (PSB) produziu nesta sexta-feira (4) uma daquelas imagens que, em política, valem mais do que muitos discursos. Em um momento delicado da disputa pelo Governo de Pernambuco, o socialista apareceu reunido com cerca de 15 motoristas de aplicativo. Ao seu lado, apenas Gilberto Prazeres, responsável por acompanhar a agenda e produzir imagens para a cobertura da TV Globo.

A pauta, em si, é relevante. João apresentou a proposta de zerar o IPVA para motoristas de aplicativo, buscando dialogar diretamente com uma categoria que ganhou peso nas grandes cidades. O problema não esteve necessariamente no tema da reunião, mas na fotografia política produzida pelo encontro.

Em uma eleição cada vez mais disputada pela imagem, pelo volume das ruas e pela demonstração de força dos grupos, uma agenda com público reduzido e sem a presença de lideranças políticas importantes da própria coligação acaba oferecendo material precioso para os adversários. E política, como se sabe, também é percepção.

A cena chama ainda mais atenção porque ocorre justamente depois de semanas em que setores ligados à campanha de João Campos passaram a questionar imagens das caminhadas de Raquel Lyra (PSD), tentando apresentar os eventos da governadora como menores do que seriam na realidade. Agora, uma fotografia de um encontro pequeno pode acabar sendo utilizada pelos adversários para construir uma narrativa semelhante em sentido contrário.

O problema para João Campos é que a campanha entrou oficialmente em uma fase decisiva. Restam aproximadamente quatro semanas até o encerramento da propaganda eleitoral e, até aqui, o candidato do PSB não conseguiu apresentar uma reação consistente nas pesquisas. Depois de aparecer durante meses na casa dos 40%, João passou a oscilar abaixo desse patamar em levantamentos recentes, enquanto Raquel Lyra vem sustentando vantagem em diferentes pesquisas.

É justamente nesse momento que cada movimento passa a ser observado com lupa.

A ausência de nomes da chapa majoritária, de candidatos proporcionais e de lideranças políticas no encontro também alimenta uma leitura inevitável nos bastidores: a de que a campanha precisa recuperar musculatura política e voltar a demonstrar força para além das redes sociais e das agendas mais controladas.

Não significa, evidentemente, que uma reunião pequena determine o resultado de uma eleição. Mas campanhas são construídas por símbolos, imagens e narrativas. E a fotografia desta sexta-feira certamente será explorada por quem está do outro lado.

João Campos ainda tem tempo para reagir. Quatro semanas, em uma eleição, podem representar uma eternidade. Mas também podem passar rápido demais para quem demora a perceber que precisa mudar a estratégia.

O desafio do socialista agora é transformar agenda, rua e articulação política em demonstração concreta de força. Caso contrário, uma candidatura que começou cercada de expectativas pode terminar a campanha enfrentando um problema muito maior do que os números das pesquisas: o de transmitir ao eleitorado a sensação de que perdeu o controle da disputa.

E em eleição majoritária, percepção de força também é voto.

PERNAMBUCO MUDA O PATAMAR DOS INVESTIMENTOS E APOSTA EM INFRAESTRUTURA PARA ACELERAR O CRESCIMENTO

Pernambuco começa a apresentar números que ajudam a explicar a mudança de patamar da economia estadual. A gestão da governadora Raquel Lyra vem sustentando uma estratégia baseada em investimentos estruturantes, responsabilidade fiscal e atração de capital privado, com resultados que já aparecem na indústria, no emprego, na infraestrutura e na movimentação do Porto de Suape.

O dado que mais chama atenção é o salto na média histórica dos investimentos estruturantes. Pernambuco saiu de um patamar que não alcançava R$ 7 bilhões para uma média de R$ 12 bilhões nos últimos três anos e sete meses. Ao todo, aproximadamente R$ 26 bilhões em recursos já estão garantidos ou em execução em projetos espalhados pelo Estado.

Na prática, a estratégia é transformar planejamento em obra, obra em infraestrutura e infraestrutura em crescimento econômico.

E os números começam a dar musculatura política ao discurso de que Pernambuco precisava voltar a investir pesado depois de anos convivendo com limitações fiscais e dificuldades para tirar grandes projetos do papel.

R$ 41 bilhões privados e indústria crescendo quase 20%

A iniciativa privada também passou a ocupar espaço importante nessa equação. Pernambuco já contabiliza mais de R$ 41 bilhões em investimentos privados captados, enquanto medidas de simplificação para abertura de empresas procuram tornar o ambiente de negócios mais competitivo.

O reflexo aparece na atividade econômica. A produção industrial pernambucana cresceu 19,7% em abril de 2026, desempenho muito acima da média nacional. O Estado também acumula um saldo de 197 mil novos empregos com carteira assinada.

A expectativa é que o PIB pernambucano alcance R$ 340 bilhões até o fim do ano, com renda per capita estimada em R$ 35,5 mil.

É justamente nesse ponto que os números deixam de ser apenas estatísticas e passam a ter peso político: investimento público, atração de empresas, geração de empregos e crescimento econômico formam uma narrativa que a governadora pretende levar para o eleitorado.

Educação, saúde e água entram na conta

A estratégia não está concentrada apenas em grandes obras de infraestrutura.

Mais de R$ 2 bilhões foram aplicados na educação, enquanto os seis grandes hospitais estaduais passam por reformas. No Hospital da Restauração, uma das principais unidades de saúde pública do Nordeste, a intervenção chega a R$ 65 milhões.

No interior, o saneamento ganhou um reforço de R$ 500 milhões para obras de adutoras. É um tipo de investimento que tem forte impacto político porque mexe diretamente com uma das maiores demandas históricas dos municípios: água.

A lógica é simples. Grandes obras ajudam a movimentar a economia, enquanto investimentos em saúde, educação e abastecimento permitem ao governo mostrar presença direta na vida da população.

Suape volta a ocupar o centro da estratégia econômica

No tabuleiro econômico pernambucano, Suape aparece como uma das peças mais importantes.

O porto registrou crescimento de 20% na movimentação no primeiro semestre de 2026. A expansão ocorre em um momento estratégico, com a Refinaria Abreu e Lima projetando dobrar sua capacidade para 260 mil barris por dia até 2028.

A infraestrutura portuária também está sendo ampliada. O canal externo foi homologado com 20 metros de calado e o canal interno recebeu obras de aprofundamento com investimento de R$ 248 milhões.

E há um projeto de R$ 2 bilhões que promete mudar ainda mais o perfil do complexo: o novo terminal da APM Terminals, que deverá ser o primeiro 100% eletrificado da América Latina e ampliar em 55% a capacidade de contêineres da região.

É Suape sendo colocado novamente no centro do projeto de desenvolvimento de Pernambuco.

A nova aposta: economia verde

A estratégia econômica também mira um mercado que pode definir os próximos anos: a transição energética.

Pernambuco trabalha na criação de uma linha de transmissão de leste a oeste e no mapeamento do potencial logístico para combustíveis verdes, como etanol e metanol.

A intenção é aproveitar a posição estratégica de Suape e a infraestrutura existente para atrair novos investimentos ligados à descarbonização, hidrogênio verde e combustíveis de baixo carbono.

A Zona de Processamento de Exportação de Suape também entra nesse planejamento, com a estruturação de uma governança específica para viabilizar o projeto.

Rodovias são o outro braço da estratégia

Não existe crescimento econômico sem logística. E é justamente aí que entra o plano de recuperação de 3.600 quilômetros de rodovias até o fim do ano.

A recuperação da malha estadual tem impacto direto sobre produtores, transportadores, comerciantes e empresas que dependem das estradas para movimentar mercadorias.

Mas a grande aposta continua sendo o Arco Metropolitano.

Com orçamento de R$ 632 milhões, a obra foi projetada para ligar diretamente a BR-232 à BR-101, criando uma alternativa para o tráfego pesado e reduzindo a pressão sobre os corredores urbanos da Região Metropolitana do Recife.

Mais do que uma estrada, o projeto representa uma peça de logística. E logística, em política econômica, significa competitividade.

A conta que começa a aparecer

A equação montada pelo governo é ambiciosa: responsabilidade fiscal para abrir espaço aos investimentos, obras públicas para melhorar a infraestrutura, atração de capital privado para gerar atividade econômica e uma agenda de longo prazo voltada para indústria, logística e energia limpa.

Raquel Lyra chega, assim, a uma fase em que pode apresentar números concretos para sustentar sua narrativa de gestão.

São R$ 12 bilhões de média anual em investimentos estruturantes, R$ 26 bilhões em recursos garantidos ou em execução, mais de R$ 41 bilhões em investimentos privados, R$ 2 bilhões na educação, R$ 500 milhões em saneamento, R$ 248 milhões na infraestrutura de Suape, R$ 632 milhões no Arco Metropolitano e R$ 65 milhões no Hospital da Restauração.

No cenário político de 2026, a disputa não será apenas por discursos. Será também pela capacidade de cada grupo apresentar ao eleitor uma história convincente sobre quem conseguiu fazer Pernambuco avançar.

E, nesse terreno, a governadora começa a colocar os números sobre a mesa.

VEREADOR VALMIR SILVA DECLARA APOIO A EDUARDO DA FONTE EM CACHOEIRINHA

Parlamentar destacou parceria política e expectativa de ampliar ações e investimentos para o município do Agreste
O vereador de Cachoeirinha Valmir Silva (PSDB) declarou, nesta sexta-feira (4), apoio à candidatura de Eduardo da Fonte ao Senado Federal. O anúncio ocorreu durante encontro no município, no Agreste pernambucano, e reforça a articulação política de Eduardo na região.

Ao lado de Eduardo da Fonte, Valmir destacou que a aproximação busca fortalecer a atuação do seu grupo político e ampliar a chegada de ações ao município. “Quero agradecer ao meu amigo pela parceria, que vai fortalecer ainda mais Cachoeirinha junto com o nosso grupo político. Estamos juntos e cada vez mais fortes”, afirmou o vereador.

Eduardo da Fonte agradeceu o apoio e ressaltou o trabalho desenvolvido por Valmir no município. Durante a conversa, também destacou como prioridades a ampliação do acesso à saúde e o apoio a iniciativas voltadas à inclusão de crianças, famílias e pessoas autistas no interior de Pernambuco.

“Queremos levar saúde para perto das pessoas e colaborar com quem cuida de crianças, famílias e pessoas autistas, levando inclusão para o interior do Estado, com respeito e dignidade”, afirmou Eduardo.

EM AGENDA CONJUNTA PELA MATA NORTE, SILVIO COSTA FILHO E SILENO RECEBEM APOIO DA POPULAÇÃO RUMO À REELEIÇÃO

O ex-ministro de Lula e deputado federal, Silvio Costa Filho, e o candidato a reeleição como deputado estadual, Sileno Guedes, cumpriram agenda conjunta na Mata Norte do estado neste final de semana. Em visita a lideranças dos municípios de Macaparana, Nazaré da Mata e Condado, Costa Filho e Guedes receberam o carinho e apoio da população.

A passagem da dupla pela região reforçou a força política de Silvio Costa Filho e Sileno Guedes na Mata Norte e mostrou a capacidade de articulação dos dois parlamentares junto às lideranças políticas e à população. Nos três municípios, a agenda foi marcada por manifestações de apoio, demonstrações de carinho e uma forte presença popular, sinalizando a consolidação de uma base política cada vez mais ampla na região.

Em Macaparana, Silvio Costa Filho esteve com o ex-candidato a prefeito e ex-vereador Abidoral e o ex-vereador Fillipe, além de integrantes do seu grupo político. O encontro reuniu lideranças locais e apoiadores, em uma demonstração de força do grupo que vem construindo uma atuação conjunta em defesa de investimentos e ações para o município e toda a Mata Norte.

Já em Nazaré da Mata, Silvio esteve no Sindicato dos Trabalhadores Rurais, entidade liderada pelo ex-candidato a prefeito Pereira. O encontro contou com a participação de lideranças e trabalhadores rurais, que destacaram a importância da atuação de Silvio Costa Filho e Sileno Guedes em pautas voltadas para a agricultura familiar e desenvolvimento econômico e social da região.

A agenda foi encerrada em Condado, onde Silvio e Sileno estiveram com o ex-prefeito Cassiano e seu grupo político. Mais uma vez, a recepção popular chamou atenção, com apoiadores demonstrando confiança no trabalho dos dois parlamentares e disposição para caminhar junto no projeto de reeleição.

A presença de Silvio Costa Filho e Sileno Guedes nos três municípios também reforçou uma estratégia política de ampliação da presença dos dois mandatos na Mata Norte. 

Ao agradecer as manifestações de apoio recebidas durante a passagem pela região, Silvio Costa Filho destacou que pretende continuar trabalhando para garantir novos investimentos e oportunidades para os municípios da Mata Norte.

“Quero agradecer de coração todo o carinho e o apoio que recebemos durante essa agenda pela Mata Norte. Tenho um compromisso muito grande com essa região e vou continuar trabalhando, ao lado das nossas lideranças, para trazer investimentos, obras e ações que contribuam para o desenvolvimento de toda a Mata Norte. Nosso trabalho não vai parar. Vamos seguir buscando recursos e fazendo a ponte com o Governo Federal para transformar as demandas da população em realizações”, afirmou Silvio Costa Filho.

Com uma agenda que reuniu lideranças tradicionais, representantes de grupos políticos e a população, Silvio Costa Filho e Sileno Guedes deixaram a Mata Norte com uma demonstração clara de força política e de apoio ao projeto de reeleição. A movimentação nos três municípios reforça o peso da região na estratégia eleitoral dos dois parlamentares e evidencia a construção de uma frente política cada vez mais robusta em torno de seus nomes.

Foto: Wesley D'Almeida

RAQUEL LYRA ANUNCIA MAIS DE 160 CRECHES EM CONSTRUÇÃO EM PERNAMBUCO

A governadora Raquel Lyra (PSD) afirmou que mais de 160 creches estão em construção em Pernambuco, dentro da meta de implantação de 250 novas unidades prevista pela gestão. Segundo ela, outras 20 ainda deverão iniciar as obras para que o programa alcance o objetivo estabelecido.

“A gente entrega as que estão prontas e fiscaliza as que estão com obras em andamento. São mais de 160 em construção em Pernambuco. A gente conveniou muitas com os municípios para eles fazerem as obras. Para bater a meta dos 250, faltam 20 começarem”, afirmou Raquel.

O programa prevê a criação de 60 mil novas vagas para a primeira infância. Até agora, 11 creches foram inauguradas pelo Governo do Estado, com 3.062 vagas. Entre junho e julho, oito unidades foram entregues, acelerando o cronograma de expansão da rede.

As obras são realizadas em parceria com os municípios, que participam da execução dos equipamentos por meio de convênios. Após a inauguração, o Estado também garante os recursos necessários para o funcionamento das creches durante os primeiros 12 meses.

Com o período eleitoral, Raquel Lyra fica impedida de participar de solenidades de entrega de obras públicas até o fim das eleições, conforme as restrições previstas na legislação eleitoral.

Além das creches, o Governo de Pernambuco também alcançou a meta de 300 Cozinhas Comunitárias. O objetivo foi atingido em 19 de junho. Para cada unidade, o Estado repassa R$ 50 mil para implantação e R$ 20 mil mensais para custeio, enquanto a operação fica sob responsabilidade das prefeituras.

As iniciativas fazem parte da estratégia do Governo de Pernambuco para ampliar a oferta de serviços públicos, com ações voltadas principalmente à educação infantil e à segurança alimentar.

RAQUEL LYRA E JOÃO CAMPOS FICAM FRENTE A FRENTE NO PRIMEIRO DEBATE TELEVISIVO DA ELEIÇÃO EM PERNAMBUCO


Da Redação – Blog do Edney

A disputa pelo Governo de Pernambuco terá, na próxima sexta-feira (11), um dos momentos mais aguardados da campanha eleitoral. A TV Nova Nordeste promove, às 21h, em sua sede, em Olinda, o primeiro debate televisivo entre a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).

O encontro terá 1h40 de duração e será transmitido ao vivo pela televisão, pelo YouTube e pelas redes sociais da emissora. Será a primeira oportunidade de os dois principais candidatos colocarem suas propostas frente a frente diante do eleitorado pernambucano.

O debate acontece em um cenário de forte disputa política e eleitoral entre Raquel e João, que aparecem nas primeiras posições das pesquisas de intenção de voto. A emissora decidiu convidar os dois candidatos que registraram mais de 5% das intenções de voto na pesquisa Datafolha mais recente, divulgada no fim de agosto.

CONFRONTO DIRETO

A dinâmica preparada pela TV Nova terá quatro blocos. Em dois deles, Raquel Lyra e João Campos poderão fazer perguntas diretamente um ao outro. Um dos blocos terá tema livre, enquanto o outro será dedicado a assuntos previamente definidos por sorteio.

Nos outros dois blocos, os candidatos responderão a perguntas feitas por jornalistas convidados pela emissora. Ao final de cada rodada, o candidato que não responder tiver a oportunidade de comentar a resposta apresentada pelo adversário.

O encontro também contará com considerações iniciais e finais, dando aos dois candidatos espaço para apresentar suas mensagens diretamente ao eleitor.

PRIMEIRO GRANDE TESTE

O debate chega em um momento estratégico da eleição. Com a campanha ganhando temperatura, o confronto poderá servir não apenas para a apresentação de propostas, mas também para medir a capacidade dos candidatos de responder às críticas, defender seus governos e enfrentar diretamente o adversário.

Raquel Lyra deverá buscar apresentar os resultados de sua gestão e reforçar a imagem de continuidade, enquanto João Campos terá a oportunidade de explorar suas propostas para o Estado e fazer o contraponto à atual administração.

Será, portanto, mais do que uma simples exposição de ideias. Pela primeira vez na televisão, os dois estarão diante das câmeras, sem intermediários, com a possibilidade de questionar diretamente um ao outro.

Segundo o diretor da TV Nova, Pedro Paulo, a realização do debate representa uma contribuição da emissora para o processo eleitoral pernambucano.

“Enquanto vários estados já tiveram dois ou três debates, ainda não tivemos um confronto direto de ideias entre Raquel Lyra e João Campos”, afirmou.

O diretor destacou ainda que o eleitor precisa ter a oportunidade de acompanhar os candidatos respondendo a perguntas e apresentando suas propostas.

Com isso, a TV Nova abre oficialmente um dos palcos mais importantes da eleição de 2026 em Pernambuco. Raquel Lyra e João Campos terão uma hora e quarenta minutos para convencer, rebater e, principalmente, mostrar ao eleitor quem está mais preparado para comandar Pernambuco pelos próximos quatro anos.

Informações: TV Nova Nordeste

VORCARO DIZ QUE DOAÇÕES A BOLSONARO E TARCÍSIO ERAM PROPINA NEGOCIADA COM KASSAB

Ex-dono do Banco Master afirma que R$ 5 milhões destinados às campanhas de 2022 teriam sido contrapartida pela manutenção do Credcesta; Kassab e Tarcísio negam acusações

Uma nova frente de tensão envolvendo o caso Banco Master ganhou força no cenário político nacional. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em uma proposta de delação premiada apresentada às autoridades, que os valores doados durante as eleições de 2022 às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas não teriam sido simples contribuições eleitorais, mas fariam parte de uma suposta negociação de propina articulada pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

Segundo o relato atribuído a Vorcaro, foram destinados R$ 5 milhões durante aquele processo eleitoral: R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio de Freitas ao Governo de São Paulo e R$ 3 milhões para a campanha de Jair Bolsonaro à Presidência da República.

A acusação, revelada pelo jornalista Fábio Serapião, do UOL, coloca novamente o Banco Master no centro de uma tempestade política que ultrapassa os limites do sistema financeiro e alcança diretamente personagens importantes da direita brasileira. 

De acordo com a versão apresentada pelo ex-banqueiro, os recursos estariam relacionados à manutenção do Credcesta, modalidade de crédito consignado destinada a servidores públicos paulistas e operada por empresa ligada ao grupo de Vorcaro.

Ainda segundo o relato, o então grupo empresarial teria buscado garantir a continuidade das operações do produto no Estado de São Paulo. A negociação teria contado com a participação de Gilberto Kassab, que à época ocupava o cargo de secretário de Governo da administração Tarcísio.

A suposta operação teria sido intermediada por integrantes do grupo empresarial, entre eles Augusto Lima, enquanto as doações eleitorais teriam sido realizadas formalmente por meio de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. 

O problema é que a narrativa de Vorcaro ainda está longe de representar uma verdade estabelecida judicialmente.

A proposta de delação apresentada pelo ex-banqueiro foi rejeitada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, sob o argumento de ausência de fatos novos ou elementos suficientes que justificassem a colaboração naquele momento. Isso significa que as acusações permanecem no campo das declarações feitas pelo próprio Vorcaro e dependem de eventual confirmação por outras provas. 

KASSAB REAGE

Gilberto Kassab negou categoricamente as acusações e classificou o relato apresentado pelo ex-banqueiro como fantasioso.

A defesa política do presidente do PSD ocorre em um momento especialmente delicado. Kassab é uma das figuras mais influentes da política paulista e nacional e, atualmente, ocupa posição estratégica nas articulações eleitorais.

O governador Tarcísio de Freitas também rejeitou a acusação. O governador afirmou desconhecer Vorcaro e classificou a denúncia como sem fundamento. Em outra manifestação, Tarcísio reagiu dizendo que a acusação “beira o ridículo”. 

O governo paulista também sustenta que a empresa relacionada ao Credcesta havia sido credenciada em gestão anterior e que os procedimentos obedeceram a critérios objetivos. 

O QUE ESTÁ POR TRÁS DA ACUSAÇÃO?

A declaração de Vorcaro chama atenção porque tenta estabelecer uma relação direta entre dinheiro eleitoral e decisões administrativas do Governo de São Paulo.

Na versão apresentada pelo banqueiro, a manutenção do Credcesta teria sido o interesse empresarial e as contribuições eleitorais teriam funcionado como uma espécie de contrapartida.

É justamente esse ponto que, se comprovado por documentos, mensagens, registros financeiros ou outros elementos independentes, poderia transformar uma denúncia ainda não comprovada em um problema político e jurídico de grandes proporções.

Por enquanto, porém, essa comprovação não existe publicamente.

CASO GANHA REPERCUSSÃO POLÍTICA

A repercussão já chegou ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal. O deputado federal Alencar Santana (PT-SP) pediu ao STF a abertura de uma investigação sobre as doações relacionadas a Vorcaro e às campanhas de 2022. 

O episódio também colocou Kassab em uma situação politicamente desconfortável. O dirigente do PSD é atualmente uma das peças importantes do tabuleiro eleitoral nacional e aparece envolvido nas articulações que atravessam diferentes grupos políticos.

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado, do PSD, chegou a defender que as acusações sejam investigadas, embora tenha ressaltado que Kassab já negou qualquer irregularidade. 

A BOMBA AINDA PRECISA DE PROVA

O caso, portanto, está longe de uma conclusão.

De um lado, existe o depoimento de um empresário que tenta estabelecer uma ligação entre doações eleitorais, interesses empresariais e agentes políticos. Do outro, estão as negativas dos personagens citados e o fato de que a proposta de delação de Vorcaro foi rejeitada pelas autoridades.

A grande questão agora é saber se surgirão provas independentes capazes de confirmar ou desmontar a narrativa apresentada pelo ex-banqueiro.

Enquanto isso, o episódio acrescenta mais uma camada ao já explosivo caso Banco Master, que vem arrastando políticos, empresários e integrantes de diferentes instituições para uma investigação cada vez mais ampla.

No mundo da política, uma acusação pode produzir estragos antes mesmo de virar prova. E, neste caso, a temperatura promete continuar subindo.