sábado, 5 de setembro de 2026

EDUARDO DA FONTE SERÁ O SENADOR DA SAÚDE”, AFIRMA SAULO MARUIM, PREFEITO DE BREJÃO

O prefeito de Brejão, Saulo Maruim (PP) afirmou que Eduardo da Fonte (PP/UP) será “o senador da saúde” de Pernambuco. A declaração ocorreu durante a inauguração do Comitê do Povo, no município, no Agreste pernambucano, que reuniu também o deputado estadual e candidato à reeleição Álvaro Porto (MDB) e a prefeita de Canhotinho, Sandra Paes (Republicanos).

No evento, Saulo destacou a atuação de Eduardo da Fonte na destinação de recursos para a saúde de Brejão. Segundo o prefeito, aproximadamente R$ 10,2 milhões já foram destinados ao município para investimentos na área, além de cerca de R$ 1,38 milhão para obras de calçamento.

“Não olhem apenas para as postagens da campanha. Olhem para trás e vejam o que Eduardo tem investido na saúde de Pernambuco para fazer o bem a quem mais precisa. Eduardo é merecedor de ir para o Senado Federal para defender Pernambuco. Se Deus quiser, ele vai ser senador para que possa fazer muito mais por Brejão”, afirmou Saulo.

Eduardo da Fonte agradeceu o apoio e reforçou que a saúde será uma das principais prioridades de sua atuação no Senado. O candidato destacou a necessidade de descentralizar o atendimento especializado e oncológico no estado, citando iniciativas como o Hospital de Amor, em Garanhuns, e a implantação de uma unidade de tratamento do câncer em Araripina, no Sertão.

“Foi muito trabalho, trazendo investimentos importantes para transformar a vida das pessoas e melhorar a saúde pública. Queremos continuar levando esses cuidados para todas as regiões de Pernambuco”, declarou Eduardo.

Casa Azul para Brejão

Durante o ato, Eduardo da Fonte também assumiu o compromisso de trabalhar pela implantação de uma Casa Azul em Brejão, voltada ao atendimento de crianças autistas e ao acolhimento de suas famílias.

“Estarei ao lado de Gabriel Porto e de Álvaro buscando recursos na Câmara Federal e no Senado da República para que a gente possa abrir aqui em Brejão a nossa tão esperada Casa Azul e cuidar das nossas crianças”, afirmou.

Além de Eduardo da Fonte para o Senado e Álvaro Porto para a Assembleia Legislativa, Saulo Maruim apoia Gabriel Porto (PSB) para deputado federal. A prefeita de Canhotinho, Sandra Paes (Republicanos), também participou da inauguração e representou Gabriel Porto durante o ato.

Ao encerrar sua participação, Eduardo classificou a inauguração do comitê como o início de uma nova etapa da campanha e reafirmou o compromisso de percorrer Pernambuco apresentando as ações realizadas e os projetos para os próximos anos.

“Vamos percorrer o estado mostrando as entregas e o nosso compromisso com Pernambuco. Brejão terá um senador da República para chamar de seu, que trabalha, entrega e transforma o mandato em ações que melhoram de verdade a vida das pessoas”, concluiu.

DEPOIS DE CAMINHADA HISTÓRICA, RAQUEL VISITA A FEIRA DE CARUARU E DESTACA OBRAS QUE ESTÃO TRANSFORMANDO O PARQUE 18 DE MAIO

Um dia depois de reunir uma verdadeira multidão em uma caminhada histórica pelas ruas de Caruaru, a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), visitou, na manhã deste sábado (5), a tradicional Feira de Caruaru, no Parque 18 de Maio. Na ocasião, conversou com feirantes, comerciantes e consumidores e destacou os investimentos que estão transformando a Feira e melhorando as estradas de acesso ao município.

“Estamos melhorando os espaços aqui no Parque 18 de Maio para dar mais dignidade a quem comercializa os seus produtos e a quem vem comprar. Também estamos ajeitando as estradas, a exemplo da duplicação da PE-95, para que as pessoas possam vir para Caruaru com tranquilidade e segurança”, afirmou.

A visita foi marcada também pelo reconhecimento dos próprios feirantes. Maria Eunice de Alencar, que trabalha com a venda de frutas, agradeceu a atenção que a governadora vem dando à Feira de Caruaru. “Só temos o que agradecer à senhora pela atenção e os investimentos que estão chegando na nossa feira”, disse.

A reforma e ampliação da Feira de Caruaru conta com R$ 10,93 milhões e prevê nova cobertura, boxes, praça de alimentação, pisos, banheiros e melhorias na infraestrutura. Na PE-95, são R$ 41,8 milhões destinados às intervenções.

Prefeita de Caruaru por dois mandatos, Raquel mantém uma relação histórica com a cidade, que foi fundamental em sua trajetória política. 

Depois da demonstração de força popular nas ruas, a governadora reforçou sua mensagem de continuidade: “O melhor ainda está por vir.”

Fotos: Janaína Pepeu

PREFEITA DE CANHOTINHO, SANDRA PAES CONFIRMA APOIO A EDUARDO DA FONTE PARA O SENADO

Gestora reforça aliança política com Eduardo e destaca parceria em favor dos municípios do Agreste
A prefeita de Canhotinho, Sandra Paes (Republicanos), confirmou apoio à candidatura de Eduardo da Fonte (PP/UP) ao Senado. A adesão fortalece a presença de Eduardo no Agreste pernambucano e consolida uma parceria política construída a partir da atuação conjunta em favor do município e da região.

Sandra destacou a relação de confiança estabelecida com Eduardo da Fonte e a capacidade de articulação para viabilizar recursos e investimentos para os municípios pernambucanos. Para a prefeita, a chegada de Eduardo ao Senado representa a possibilidade de ampliar essa atuação em Brasília e garantir novas conquistas para Canhotinho e para Pernambuco.

“Eduardo é um parceiro de Canhotinho e tem demonstrado seu compromisso com os municípios de Pernambuco. Nosso apoio é para que esse trabalho possa ganhar ainda mais força no Senado e trazer novos investimentos e oportunidades para a nossa população”, afirmou Sandra Paes.

Eduardo da Fonte agradeceu a confiança da prefeita e reafirmou o compromisso de manter Canhotinho entre as prioridades de sua atuação. “Recebo o apoio de Sandra com muita gratidão e responsabilidade. Vamos trabalhar ainda mais para levar saúde, inclusão, desenvolvimento e qualidade de vida para quem mais precisa”, destacou.

CHICO PINHEIRO ENFRENTA 11ª SEMANA DE QUIMIOTERAPIA E PROMETE “FARMAR AURA” APÓS VENCER O CÂNCER

O jornalista Chico Pinheiro, de 73 anos, segue firme na luta contra um câncer colorretal e compartilhou nesta sexta-feira (4) uma nova atualização sobre o tratamento. O ex-âncora da Globo revelou que está na 11ª semana de uma jornada marcada por sessões de quimioterapia, duas cirurgias e períodos de internação.

Com o bom humor que também marcou sua trajetória na televisão, Chico adotou uma expressão popular nas redes sociais para falar sobre a expectativa de deixar o hospital.

“Está indo. Mais um pouquinho e estarei pronto. Garanto para vocês que vou sair do hospital capaz de ‘farmar aura’”, afirmou o jornalista.

O diagnóstico veio no início de maio, durante uma conversa com o cantor Zeca Baleiro para o programa “Chico Pinheiro Entrevista”. Na ocasião, o jornalista contou que já havia passado por uma cirurgia e permanecido mais de um mês internado.

O tratamento, porém, acabou sendo mais complicado do que inicialmente esperado. Após o primeiro procedimento, Chico desenvolveu uma aderência intestinal, situação que exigiu uma nova cirurgia, desta vez considerada mais invasiva. Na sequência, precisou permanecer vários dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Mesmo diante das dificuldades, o jornalista vem mantendo uma postura positiva ao falar sobre o processo de recuperação. A mensagem publicada agora sinaliza que ele está se aproximando de mais uma etapa importante do tratamento.

Chico Pinheiro deixou a TV Globo em 2022, depois de mais de três décadas na emissora. Ao longo da carreira, consolidou-se como um dos nomes mais conhecidos do telejornalismo brasileiro, com passagens por atrações como “Bom Dia Brasil”, “SPTV” e “Jornal da Globo”.

Aos 73 anos, o jornalista agora enfrenta uma batalha bem diferente daquela travada diariamente diante das câmeras. E, pelo tom da mensagem, segue apostando no bom humor, na força e na esperança para atravessar mais esse capítulo da vida.

ALIADOS DE JOÃO CAMPOS ADMITEM ERRO DE ESTRATÉGIA E RECONHECEM AVANÇO DE RAQUEL NA DISPUTA PELO GOVERNO DE PERNAMBUCO

Longe dos microfones ligados e sob a condição de anonimato, aliados do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) já fazem uma avaliação mais dura sobre os caminhos percorridos pela pré-campanha socialista ao Governo de Pernambuco. Para integrantes do grupo, houve um erro de estratégia que ajudou a explicar a redução da vantagem que João apresentava nas pesquisas há cerca de um ano.

A avaliação é de que a aposta excessiva nas redes sociais, sem a mesma intensidade na articulação política tradicional, acabou deixando espaços que foram ocupados pela governadora Raquel Lyra (PSD).

“Houve um erro de estratégia. Não podia ser só rede social. Faltaram cabelos brancos, tinha que ter política, conversa, como está sendo feito. Do outro lado, a governadora se movimentou, movimentou a máquina”, reconheceu um aliado, em conversa reservada.

A leitura feita dentro do grupo de João Campos não significa, necessariamente, que o socialista tenha perdido terreno de forma acelerada. O que ocorreu, segundo essa avaliação, foi uma combinação de fatores: a redução da vantagem inicial de João, o crescimento progressivo de Raquel e uma mudança na percepção do eleitorado sobre a gestão estadual.

A governadora passou a ocupar mais espaços no interior, intensificou a agenda política e associou sua imagem à entrega de obras e programas. Segurança, saúde, abastecimento de água, infraestrutura e recuperação da malha viária passaram a fazer parte de uma estratégia permanente de exposição da gestão.

Esse movimento produziu reflexos nas pesquisas.

Em agosto de 2025, na primeira Genial/Quaest, João Campos aparecia com 55% das intenções de voto, contra 24% de Raquel. Eram 31 pontos de diferença, em um cenário que naquele momento parecia apontar para uma vantagem bastante confortável do socialista.

O quadro, porém, começou a se modificar.

Em abril de 2026, o Datafolha mostrou João ainda na liderança, mas com uma distância significativamente menor: 50% contra 38% de Raquel. A diferença, que havia sido de 31 pontos, caiu para 12.

Na sequência, a Genial/Quaest confirmou a tendência de aproximação. João apareceu com 42%, enquanto Raquel alcançou 34%. Mais do que os números da intenção de voto, entretanto, chamou atenção dentro do campo governista a evolução da avaliação da administração estadual.

Naquela rodada, 57% dos entrevistados disseram que Raquel merecia ser reeleita. O dado representou uma mudança importante em relação ao cenário de agosto de 2025, quando predominava entre os pernambucanos a avaliação contrária a um novo mandato.

A eleição, que inicialmente parecia caminhar para uma larga vantagem de João Campos, passou então a ganhar contornos de disputa aberta.

João também deixou para trás a condição de prefeito do Recife, cargo que lhe garantia forte exposição institucional e uma presença diária na capital. Ao assumir de vez a condição de pré-candidato e percorrer o Estado, passou a enfrentar uma dinâmica diferente: deixou de falar a partir da cadeira de prefeito e passou a disputar espaço político diretamente com uma governadora que permaneceu no cargo e utiliza a estrutura institucional para apresentar resultados da gestão.

É justamente aí que os aliados de João identificam uma das principais mudanças do cenário.

Enquanto o socialista precisou construir uma candidatura estadual a partir da saída da Prefeitura do Recife, Raquel teve à disposição uma agenda permanente de governo, com inaugurações, anúncios, obras, programas e viagens pelo interior.

O resultado foi uma mudança gradual na fotografia eleitoral.

João não desapareceu da disputa e continua competitivo. Mas deixou de ostentar os percentuais superiores a 50% registrados no início da corrida. Raquel, por sua vez, saiu de um cenário de forte desvantagem e passou a disputar a liderança em condições muito mais favoráveis.

Levantamentos realizados ao longo de 2026 chegaram a registrar a governadora numericamente à frente, consolidando uma transformação que, um ano antes, parecia improvável.

Nos bastidores, a conclusão de parte do grupo socialista é que a eleição deixou de ser uma corrida baseada apenas em popularidade e presença digital. A política tradicional voltou para o centro do jogo.

Prefeitos, lideranças regionais, vereadores, deputados, grupos políticos e presença territorial passaram a ter peso cada vez maior.

E Raquel percebeu isso antes.

Agora, o desafio de João Campos é transformar sua forte presença eleitoral em uma estrutura política capaz de disputar Pernambuco município por município. A eleição, que começou com cara de passeio para o socialista, ganhou outro roteiro.

E, no xadrez eleitoral pernambucano, a governadora já não está apenas reagindo. Está jogando para vencer.

Se quiser, posso também transformar essa mesma matéria em uma versão mais ácida, com título de impacto e mais “bastidores de poder”, bem na pegada da Coluna Na Lupa.

GLEIDE ÂNGELO INAUGURA COMITÊ AO LADO DE LULA E EDUARDO DA FONTE EM ATO DE FORÇA POLÍTICA


A inauguração do comitê de Gleide Ângelo e Lula da Fonte, realizada nesta sexta, ganhou contornos de demonstração de força política e eleitoral. O ato contou com a presença do deputado federal Eduardo da Fonte e reuniu lideranças, apoiadores e caravanas vindas de diferentes regiões de Pernambuco, com forte presença de municípios da Região Metropolitana do Recife.

O movimento chamou atenção também pela participação expressiva de mulheres, mas sem deixar de lado a presença masculina. A mensagem política transmitida durante o evento foi clara: a defesa das mulheres e o enfrentamento à violência não podem ser tratados como uma pauta exclusiva do público feminino, mas como uma responsabilidade de toda a sociedade.

Nos discursos, Eduardo da Fonte e Lula da Fonte reforçaram a parceria política com Gleide Ângelo e destacaram a importância de transformar essa aliança em ações concretas na defesa das mulheres pernambucanas. A estratégia passa pela integração entre os mandatos estaduais e federais, buscando ampliar iniciativas nas áreas de segurança, acolhimento, proteção e autonomia financeira.

Gleide Ângelo colocou novamente o combate à violência contra a mulher e ao feminicídio no centro de sua atuação política. A deputada também reforçou a necessidade de garantir condições para que mulheres vítimas de violência consigam romper o ciclo de dependência e reconstruir a própria vida.

No campo federal, Lula da Fonte destacou a proposta de utilização de tornozeleiras eletrônicas para o monitoramento de homens enquadrados na Lei Maria da Penha. A medida é apresentada como instrumento para ampliar a fiscalização sobre agressores e aumentar a proteção das vítimas.

Eduardo da Fonte, por sua vez, ressaltou projetos de sua autoria relacionados à saúde da mulher, entre eles iniciativas voltadas à redução da idade para realização de exames de mamografia pelo Sistema Único de Saúde.

Mais do que a abertura de um novo espaço físico, a inauguração do comitê serviu para mostrar a capacidade de mobilização do grupo e estabelecer um ponto de encontro para a campanha. Com lideranças de diferentes municípios circulando pelo evento, Gleide Ângelo e Lula da Fonte sinalizaram que pretendem ampliar a presença política para além de seus redutos tradicionais.

O tamanho da mobilização e a diversidade das caravanas deram ao ato um ingrediente eleitoral evidente. Em uma campanha marcada por disputas acirradas e intensa movimentação de grupos políticos, cada evento passou a ser também uma oportunidade de medir força, testar capacidade de mobilização e consolidar alianças.

E, Gleide Ângelo, Lula da Fonte e Eduardo da Fonte fizeram questão de mostrar que têm estrutura, grupo político e disposição para ocupar espaço na disputa eleitoral em Pernambuco.

JEFERSON MOITA DEVE SEGUIR OS PASSOS DO PAI E DISPUTAR VAGA DE VEREADOR EM PARANATAMA

A política de Paranatama poderá ganhar um novo nome na próxima eleição municipal. Jeferson Moita, filho do vereador Josa Moita, falecido no final de agosto após um acidente na BR-423, vem sinalizando que pretende dar continuidade ao legado político construído pelo pai no município.

Ainda marcado pela perda, Jeferson tem destacado, em conversas e manifestações públicas, a importância de manter vivo o trabalho desenvolvido por Josa Moita ao longo de sua trajetória política. A possibilidade de uma candidatura começa a ganhar força justamente nesse cenário de continuidade familiar e de preservação da representação política deixada pelo vereador.

De acordo com o blogueiro Ronaldo Birunda, de Saloá, Jeferson Moita deverá colocar seu nome à disposição do eleitorado e disputar uma cadeira na Câmara Municipal de Paranatama na próxima eleição.

Caso confirme a candidatura, Jeferson terá pela frente o desafio de transformar a comoção provocada pela morte do pai em força política e eleitoral, mantendo a proximidade com as bases e com os grupos que acompanhavam a atuação de Josa.

Enquanto o projeto político do filho começa a ser discutido nos bastidores, a vaga deixada por Josa Moita na Câmara já foi ocupada. O primeiro suplente, Roberto Roldão, assumiu o mandato e passa a integrar oficialmente o Legislativo Municipal.

A eventual candidatura de Jeferson Moita, portanto, poderá representar não apenas a entrada de uma nova liderança na política de Paranatama, mas também a tentativa de continuidade de um sobrenome que passou a fazer parte da história política recente do município.

JOÃO CAMPOS E A IMAGEM QUE VIROU MUNIÇÃO PARA OS ADVERSÁRIOS

A campanha de João Campos (PSB) produziu nesta sexta-feira (4) uma daquelas imagens que, em política, valem mais do que muitos discursos. Em um momento delicado da disputa pelo Governo de Pernambuco, o socialista apareceu reunido com cerca de 15 motoristas de aplicativo. Ao seu lado, apenas Gilberto Prazeres, responsável por acompanhar a agenda e produzir imagens para a cobertura da TV Globo.

A pauta, em si, é relevante. João apresentou a proposta de zerar o IPVA para motoristas de aplicativo, buscando dialogar diretamente com uma categoria que ganhou peso nas grandes cidades. O problema não esteve necessariamente no tema da reunião, mas na fotografia política produzida pelo encontro.

Em uma eleição cada vez mais disputada pela imagem, pelo volume das ruas e pela demonstração de força dos grupos, uma agenda com público reduzido e sem a presença de lideranças políticas importantes da própria coligação acaba oferecendo material precioso para os adversários. E política, como se sabe, também é percepção.

A cena chama ainda mais atenção porque ocorre justamente depois de semanas em que setores ligados à campanha de João Campos passaram a questionar imagens das caminhadas de Raquel Lyra (PSD), tentando apresentar os eventos da governadora como menores do que seriam na realidade. Agora, uma fotografia de um encontro pequeno pode acabar sendo utilizada pelos adversários para construir uma narrativa semelhante em sentido contrário.

O problema para João Campos é que a campanha entrou oficialmente em uma fase decisiva. Restam aproximadamente quatro semanas até o encerramento da propaganda eleitoral e, até aqui, o candidato do PSB não conseguiu apresentar uma reação consistente nas pesquisas. Depois de aparecer durante meses na casa dos 40%, João passou a oscilar abaixo desse patamar em levantamentos recentes, enquanto Raquel Lyra vem sustentando vantagem em diferentes pesquisas.

É justamente nesse momento que cada movimento passa a ser observado com lupa.

A ausência de nomes da chapa majoritária, de candidatos proporcionais e de lideranças políticas no encontro também alimenta uma leitura inevitável nos bastidores: a de que a campanha precisa recuperar musculatura política e voltar a demonstrar força para além das redes sociais e das agendas mais controladas.

Não significa, evidentemente, que uma reunião pequena determine o resultado de uma eleição. Mas campanhas são construídas por símbolos, imagens e narrativas. E a fotografia desta sexta-feira certamente será explorada por quem está do outro lado.

João Campos ainda tem tempo para reagir. Quatro semanas, em uma eleição, podem representar uma eternidade. Mas também podem passar rápido demais para quem demora a perceber que precisa mudar a estratégia.

O desafio do socialista agora é transformar agenda, rua e articulação política em demonstração concreta de força. Caso contrário, uma candidatura que começou cercada de expectativas pode terminar a campanha enfrentando um problema muito maior do que os números das pesquisas: o de transmitir ao eleitorado a sensação de que perdeu o controle da disputa.

E em eleição majoritária, percepção de força também é voto.