quarta-feira, 30 de setembro de 2026
ZECA INTENSIFICA CAMPANHA DE RAQUEL LYRA, MARCELO E GUSTAVO GOUVEIA EM CAMINHADA NO JARDIM DA SERRA EM ARCOVERDE
POVO NAS RUAS DE BOM JARDIM MOSTRA FORÇA DE JANJÃO NA RETA FINAL DA ELEIÇÃO
A concentração aconteceu na Curva de Solon, de onde o grupo seguiu pelas ruas da cidade. A mobilização contou com a presença da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), da candidata a deputada federal Juliana de Chaparral (União Brasil) e de lideranças locais, entre elas o prefeito Arsênio Medeiros. O evento havia sido anunciado por Janjão como uma das maiores edições do Foguete Folia.
Mais do que o tamanho do evento, o que chamou atenção foi a capacidade de Janjão transformar sua cidade em uma espécie de termômetro de sua campanha nesta reta final. O candidato tenta levar para a disputa estadual a força política construída em Bom Jardim durante sua trajetória administrativa e, agora, busca ampliar esse capital para outros municípios do Agreste.
Em entrevista após a mobilização, Janjão relacionou a participação popular à história construída no município e afirmou que o vínculo com a população é resultado do trabalho realizado durante sua passagem pela Prefeitura. A declaração reforça uma das principais estratégias de sua candidatura: apresentar a experiência acumulada em Bom Jardim como cartão de visita para uma possível atuação na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Mas o Foguete Folia também serviu para colocar uma pauta regional no centro do discurso. Diante de Raquel Lyra, Janjão apresentou como uma de suas principais reivindicações a implantação de um Hospital do Câncer no Agreste. Segundo o candidato, moradores da região precisam enfrentar deslocamentos frequentes para Recife e Caruaru em busca de tratamento especializado.
“Nosso Agreste aqui envia diariamente diversos ônibus para os hospitais do Recife, Caruaru, e a gente vem fazer esse pedido”, afirmou Janjão durante o ato. A proposta já vinha sendo apresentada pelo candidato ao longo da campanha e ganhou novo peso político ao ser colocada diretamente diante da governadora.
O movimento de sábado, portanto, teve dois componentes claros: a demonstração de força nas ruas e a tentativa de apresentar uma agenda que ultrapasse os limites de Bom Jardim. É justamente essa combinação que Janjão tenta consolidar nos últimos dias antes da votação.
Com candidatura deferida pelo Tribunal Superior Eleitoral e número 55222 na urna, Janjão chega à semana decisiva da eleição buscando transformar a mobilização que mantém em Bom Jardim em votos espalhados pelo Agreste.
Se o Foguete Folia funcionou como demonstração de força, agora começa a parte silenciosa da eleição: cada liderança acionando sua base, cada município sendo trabalhado e cada voto passando a ter peso redobrado.
Em Bom Jardim, pelo menos, Janjão mostrou que ainda tem uma máquina política mobilizada e gente disposta a colocar o pé na rua por seu projeto. Agora, a resposta definitiva virá das urnas no domingo.
ELEIÇÕES 2026: PARANÁ PESQUISAS COLOCA JOÃO E RAQUEL SEPARADOS POR APENAS 0,5 PONTO NOS VOTOS VÁLIDOS
A eleição para o Governo de Pernambuco entra oficialmente na reta final em clima de disputa acirrada. A nova pesquisa do Paraná Pesquisas, encomendada pelo Diario de Pernambuco e divulgada nesta quarta-feira (30), mostra João Campos (PSB) com 49,1% dos votos válidos contra 48,6% de Raquel Lyra (PSD).
A diferença é de apenas 0,5 ponto percentual. Na prática, o levantamento retrata uma corrida eleitoral comprimida, na qual os dois principais candidatos aparecem numericamente separados por uma distância menor que a margem de erro estimada da pesquisa, de 2,7 pontos percentuais.
O levantamento foi realizado entre os dias 27 e 29 de setembro, portanto, já na última semana antes do primeiro turno, marcado para domingo (4). Foram entrevistados 1.352 eleitores em 57 municípios pernambucanos, por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-01835/2026.
O dado mais importante do levantamento talvez esteja justamente na fotografia de proximidade entre os dois candidatos. João aparece numericamente à frente nos votos válidos, mas a diferença é mínima e está dentro do intervalo de variação esperado pela margem de erro.
NA ESPONTÂNEA, O ELEITORADO TAMBÉM APARECE DIVIDIDO
Quando os pesquisadores não apresentam os nomes dos candidatos e deixam o eleitor declarar espontaneamente sua preferência, a distância fica ainda menor.
João Campos registra 36,7%, enquanto Raquel Lyra aparece com 36,5%. São apenas 0,2 ponto percentual separando os dois.
Esse recorte ganha importância porque mede o grau de identificação espontânea do eleitor com os candidatos. Mesmo sem a apresentação dos nomes, os dois aparecem praticamente empatados.
O levantamento mostra ainda um contingente expressivo de eleitores que não souberam ou não quiseram responder: 20,6%. Outros 5,2% declararam voto branco, nulo ou em nenhum dos nomes.
Somados, esses grupos representam 25,8% dos entrevistados na pergunta espontânea, mostrando que, mesmo na reta final, existe parcela relevante do eleitorado que ainda não manifesta uma escolha nominal nessa modalidade de pergunta.
NO CENÁRIO ESTIMULADO, A DIFERENÇA TAMBÉM É DE MEIO PONTO
Quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, João Campos aparece com 45,3%, enquanto Raquel Lyra soma 44,8%.
Mais uma vez, a distância é de apenas 0,5 ponto percentual.
Ivan Moraes (PSOL) aparece com 1,0%. Professora Camila (UP) e Renan Hallais (Missão) registram 0,4% cada. Victor Assis (PCO) tem 0,2%, enquanto Guilherme Fonseca (PSTU) aparece com 0,1%.
Nesse cenário, 4,4% dos entrevistados afirmaram que votariam branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados. Outros 3,5% não souberam ou não quiseram responder.
É justamente a transformação desses números que leva ao resultado de 49,1% para João e 48,6% para Raquel entre os votos válidos.
SEGUNDO TURNO REPETE O CENÁRIO DE PROXIMIDADE
O Paraná Pesquisas também testou uma eventual segunda etapa entre João Campos e Raquel Lyra.
O resultado novamente mostra uma diferença pequena.
João aparece com 46,9% das intenções de voto, enquanto Raquel registra 46,0%. A diferença é de 0,9 ponto percentual.
Brancos, nulos ou nenhum dos dois somam 4,3%, enquanto 2,8% não souberam ou não quiseram responder.
Quando são considerados somente os votos válidos, João chega a 50,5% e Raquel a 49,5%.
Ou seja, mesmo na simulação de segundo turno, o levantamento apresenta uma fotografia de proximidade entre os dois principais nomes da disputa.
O ELEITORADO ESTÁ DIVIDIDO POR PERFIS
Outro aspecto relevante da pesquisa está nos recortes demográficos. O levantamento mostra que a disputa não se distribui de maneira uniforme entre os diferentes segmentos do eleitorado.
Entre as mulheres, João Campos aparece com 49%, contra 41,1% de Raquel Lyra. Entre os homens, ocorre a inversão: Raquel chega a 49,2%, enquanto João registra 40,9%.
É uma diferença bastante acentuada por gênero e ajuda a explicar por que o resultado geral permanece tão apertado mesmo diante de diferenças importantes em determinados grupos.
Na divisão por idade, João apresenta 48% entre eleitores de 16 a 24 anos, contra 42,9% de Raquel. Entre os eleitores de 45 a 59 anos, o socialista aparece com 47%, contra 43,2% da governadora. Entre aqueles com 60 anos ou mais, João registra 44,1%, enquanto Raquel tem 43,4%.
Já nas faixas de 25 a 34 anos e de 35 a 44 anos, Raquel aparece numericamente à frente. Nos dois grupos, a governadora registra 47,2%, enquanto João aparece com 43,9%.
ESCOLARIDADE TAMBÉM MOSTRA UMA ELEIÇÃO FRAGMENTADA
O recorte por escolaridade apresenta outra divisão.
Entre os entrevistados com ensino fundamental, João Campos aparece com 50,4%, contra 38,4% de Raquel.
Entre aqueles com ensino médio, a vantagem numérica passa para Raquel: 49,4% contra 42% de João.
O cenário se repete entre os entrevistados com ensino superior. A governadora registra 48,8%, enquanto João chega a 41,2%.
Os números mostram, portanto, que a disputa estadual é formada por diferentes blocos de eleitorado, com comportamentos distintos conforme gênero, idade e escolaridade.
UMA ELEIÇÃO QUE CHEGA À ÚLTIMA SEMANA SEM DISTÂNCIA CONFORTÁVEL
A pesquisa do Paraná Pesquisas entra em uma sequência de levantamentos que vêm retratando uma disputa bastante próxima entre os dois principais candidatos.
O dado específico desta pesquisa, porém, chama atenção pela fotografia produzida na reta final: na espontânea, a diferença é de apenas 0,2 ponto; na estimulada, 0,5 ponto; nos votos válidos do primeiro turno, 0,5 ponto; e no segundo turno, 0,9 ponto no cenário total.
É uma eleição em que pequenas oscilações podem alterar a fotografia apresentada por cada levantamento, especialmente porque a margem de erro estimada é de 2,7 pontos percentuais.
Outro elemento importante é a data do trabalho de campo. As entrevistas foram realizadas entre 27 e 29 de setembro, a poucos dias da votação. Portanto, trata-se de uma fotografia produzida quando a campanha já havia entrado em sua fase decisiva, mas não corresponde ao resultado das urnas.
O QUE OS NÚMEROS DIZEM
O Paraná Pesquisas não apresenta uma distância estatística confortável entre João Campos e Raquel Lyra. O que aparece é uma disputa concentrada nos dois principais candidatos, com os demais nomes somando percentuais pequenos.
A pesquisa também evidencia que os dois candidatos possuem desempenhos diferentes conforme os segmentos analisados. João apresenta vantagem entre mulheres, jovens e eleitores com ensino fundamental, enquanto Raquel aparece numericamente à frente entre homens, eleitores de 25 a 44 anos e entrevistados com ensino médio ou superior.
Na reta final, portanto, a principal característica revelada pelo levantamento é a proximidade.
Pernambuco chega aos últimos dias de campanha com João Campos e Raquel Lyra separados por poucos décimos na fotografia do Paraná Pesquisas. O levantamento registra uma vantagem numérica de João nos votos válidos, mas a diferença está dentro da margem de erro estimada.
Agora, a próxima grande referência será a votação de domingo. Até lá, a disputa permanece aberta nos números e qualquer leitura definitiva precisará esperar a apuração das urnas.
COMO UMA CRIADORA DE CONTEÚDO ADULTO VIROU “CANDIDATA” A DEPUTADA SEM SABER
MESMO SEM LULA, FLÁVIO MANTÉM DECISÃO DE IR AO DEBATE DA GLOBO
NA LUPA: FESTAS, UM ROLEX DE R$ 305 MIL E PRESSÃO NO STF: O ARQUIVO QUE VOLTOU PARA ASSOMBRAR FLÁVIO BOLSONARO
A reta final da eleição presidencial ganhou um ingrediente daqueles que Brasília conhece bem: segredos guardados por quem estava dentro da casa e resolveu abrir o arquivo.
Uma reportagem do PlatôBR, divulgada nesta terça-feira (29), revelou mensagens, fotografias, documentos e registros reunidos por Alexandre Santini, ex-sócio e antigo amigo de Flávio Bolsonaro. O material coloca sob os holofotes episódios envolvendo festas privadas, garotas de programa, presentes de alto valor e uma suposta atuação de Flávio junto ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques.E aqui está o detalhe que transforma a história em um problema político: Santini não era um desconhecido que apareceu ontem. Era amigo, sócio e alguém que circulava próximo ao núcleo de Flávio.
Segundo a reportagem, o acervo começou a ganhar peso depois do rompimento entre os dois, em meio a uma disputa financeira relacionada à antiga sociedade em uma franquia da Kopenhagen. Santini chegou a cobrar judicialmente valores superiores a R$ 1,4 milhão.
Foi nesse contexto que vieram à tona as mensagens.
O ARQUIVO DAS FESTAS
Entre os registros apresentados estão conversas de WhatsApp nas quais Santini trataria com uma agenciadora da contratação de mulheres para encontros privados com a participação de Flávio.
Em uma das mensagens, Santini utiliza a expressão “meu filho” para se referir ao senador e menciona uma festa anterior no Grand Hyatt, na Barra da Tijuca.
A reportagem afirma que também existem fotografias dos encontros, algumas consideradas impublicáveis.
O ponto mais explosivo veio depois: Santini teria procurado Fernanda Bolsonaro, esposa de Flávio, para revelar o que sabia e apresentar parte do material.
Flávio, segundo a reportagem, posteriormente enviou mensagens ao ex-sócio pedindo que ele se afastasse de sua família e reconhecendo ter feito “muitas escolhas erradas”.
São afirmações que precisam ser tratadas dentro do contexto em que surgiram: o material foi apresentado por um ex-sócio em conflito financeiro com o senador, e Flávio nega as acusações.
Mas o arquivo existe. As mensagens existem. E agora elas estão no debate público.
O ROLEX DE R$ 305 MIL
Como se uma história já não fosse suficiente, aparece outro capítulo.
Segundo documentos apresentados por Santini e analisados pelo PlatôBR e pelo UOL, o advogado Alan Belaciano teria comprado, em fevereiro de 2022, um Rolex Submariner Date de ouro branco avaliado em R$ 305 mil, destinado a Flávio Bolsonaro.
O mesmo conjunto de documentos aponta outros gastos pessoais que teriam sido bancados por pessoas próximas ao senador.
Flávio, por sua vez, classificou as acusações como infundadas e afirmou que Santini é um ex-sócio que já lhe pediu dinheiro. O UOL informou que procurou os envolvidos e não havia obtido resposta de alguns deles até a publicação
E O STF ENTROU NA HISTÓRIA
É aqui que o caso deixa de ser apenas uma fofoca de bastidor e passa a envolver uma questão institucional.
De acordo com as mensagens reveladas, Santini acusou Flávio de ter conversado diretamente com o ministro Kassio Nunes Marques sobre os interesses de um cliente.
A mensagem fala em uma suposta intermediação e menciona até a possibilidade de um jantar envolvendo pessoas relacionadas ao caso.
Isso, por si só, não comprova tráfico de influência nem irregularidade por parte do ministro ou de Flávio.
A assessoria de Kassio Nunes Marques declarou ao UOL que o ministro atende parlamentares de todos os partidos e que isso não compromete sua imparcialidade.
Mas politicamente o episódio é delicado porque coloca na mesma fotografia três ingredientes explosivos: um candidato à Presidência, um ministro do Supremo e interesses de um cliente privado.
O AMIGO QUE VIROU ARQUIVO
Talvez essa seja a parte mais emblemática de toda a história.
Santini conhecia Flávio por dentro. Participou de negócios, tinha acesso à intimidade do grupo e, segundo o material divulgado, guardou mensagens, fotografias, documentos e comprovantes durante anos.
Quando a amizade acabou, aquilo que era confiança virou munição.
A disputa que começou por dinheiro terminou expondo uma coleção de histórias capazes de causar enorme desgaste político.
E existe uma ironia difícil de ignorar: quanto mais próximo o amigo, maior costuma ser o tamanho do arquivo.
Flávio Bolsonaro está no centro de uma eleição presidencial e agora precisa lidar não apenas com adversários políticos, mas com revelações produzidas por alguém que esteve dentro do seu círculo de confiança.
A campanha pode tentar transformar o episódio em ataque político. Pode questionar a credibilidade do ex-sócio. Pode destacar a disputa financeira que existe por trás das acusações.
Tudo isso faz parte do jogo.
Mas uma coisa mudou nesta terça-feira: o conteúdo saiu do WhatsApp e chegou ao público.
Na política, arquivo morto às vezes ressuscita na pior hora.
E na reta final de uma eleição, poucos relógios correm tão rápido quanto o relógio da crise.
terça-feira, 29 de setembro de 2026
GOVERNO DE PERNAMBUCO PUBLICA EDITAIS DE CONCURSOS PARA POLÍCIA MILITAR E CORPO DE BOMBEIROS COM 1.890 VAGAS
QUAEST MOSTRA RAQUEL À FRENTE NA ESPONTÂNEA E 60% DIZEM QUE ELA MERECE MAIS UM MANDATO
A nova pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (29) coloca ainda mais combustível na reta final da disputa pelo Governo de Pernambuco. No cenário estimulado, Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) aparecem empatados numericamente com 42% das intenções de voto. Mas, quando o eleitor precisa dizer espontaneamente em quem pretende votar, sem receber uma lista de nomes, a governadora aparece na frente.
Raquel foi citada por 35% dos entrevistados, contra 30% de João Campos. Na pesquisa anterior, divulgada em 23 de setembro, a governadora tinha 32%, enquanto o socialista aparecia com 25%. Ou seja: Raquel avançou três pontos e João cresceu cinco, reduzindo a diferença de sete para cinco pontos, mas mantendo a governadora numericamente à frente na lembrança espontânea do eleitor.
E é justamente nesse ponto que a pesquisa ganha peso político na reta final. A espontânea costuma revelar o grau de consolidação dos nomes na cabeça do eleitor, já que não há uma relação de candidatos para orientar a resposta. Ao mesmo tempo, ainda existe um contingente expressivo de 32% que não soube ou não quis apontar um nome nesse cenário, mostrando que a eleição permanece aberta para uma parcela significativa do eleitorado.
No cenário estimulado, quando os nomes são apresentados, o quadro é de empate numérico: 42% para Raquel e 42% para João. Na rodada anterior, Raquel tinha 41% e João Campos, 39%. Os demais candidatos aparecem com no máximo 1%, enquanto 10% estão indecisos e 5% afirmam votar branco, nulo ou não comparecer.
A pesquisa também mostra empate em uma eventual segunda rodada. Raquel Lyra e João Campos aparecem com 44% cada. No levantamento anterior, Raquel tinha 43% e João, 41%.
Mas há outro número que chama atenção e ajuda a entender o tamanho da disputa: 60% dos entrevistados afirmam que Raquel Lyra merece mais um mandato. Na pesquisa anterior, esse percentual era de 63%. Já 35% disseram que ela não merece a reeleição e 5% não souberam ou não responderam.
Na avaliação da administração estadual, 59% afirmam aprovar o governo Raquel Lyra, enquanto 33% desaprovam. Outros 8% não souberam ou não responderam. A aprovação era de 61% na rodada anterior, enquanto a desaprovação estava em 27%.
A avaliação qualitativa da gestão apresenta 46% considerando o governo positivo, 32% regular e 18% negativo. Portanto, mesmo com uma redução na aprovação em relação ao levantamento anterior, a maioria dos entrevistados continua aprovando a administração estadual e seis em cada dez dizem que a governadora merece permanecer no cargo por mais um mandato.
A leitura política dos números é que a disputa chega aos últimos dias extremamente concentrada em dois nomes. Raquel mantém vantagem numérica na espontânea e registra 60% dizendo que merece a reeleição, enquanto João Campos avançou no cenário estimulado e alcançou os mesmos 42% da governadora. A margem de erro, porém, é de três pontos percentuais, o que exige cautela na interpretação das diferenças.
A Quaest ouviu 1.302 eleitores de Pernambuco com 16 anos ou mais, presencialmente, entre os dias 25 e 28 de setembro. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi contratado pela TV Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-00324/2026.
A cinco dias da votação, a fotografia da Quaest é clara: empate no cenário estimulado, Raquel numericamente à frente na espontânea e uma maioria de 60% afirmando que a atual governadora merece mais um mandato. Agora, é reta final e cada ponto passa a ter peso.