terça-feira, 6 de outubro de 2026

MARÍLIA ARRAES SAI DAS URNAS COM 2,3 MILHÕES DE VOTOS E JÁ ASSUME LUGAR DE DESTAQUE AO LADO DE LULA

Senadora eleita por Pernambuco participa de reunião com Lula em Brasília e mostra que sua votação expressiva a colocou novamente no centro do jogo político nacional

Marília Arraes mal terminou de comemorar a vitória nas urnas e já voltou para o centro do tabuleiro político nacional. Eleita senadora por Pernambuco com mais de 2,3 milhões de votos, a pedetista participou, na noite desta segunda-feira (5), em Brasília, de uma reunião convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para organizar os próximos passos da campanha presidencial no segundo turno.

E não foi uma presença qualquer.

Marília ocupou lugar na mesa principal ao lado de Lula, em uma reunião que reuniu lideranças políticas de diferentes estados. A imagem diz muito sobre o tamanho que a votação obtida pela pernambucana passou a representar dentro do campo político lulista.

A reunião foi dividida em dois momentos. Primeiro, Lula conversou com lideranças que disputaram eleições majoritárias. Depois, o encontro reuniu candidatos que continuam na disputa neste segundo turno.

Marília chega a essa nova etapa da política nacional fortalecida por uma votação que chama atenção. Foram mais de 2,3 milhões de votos, resultado que não apenas garantiu sua cadeira no Senado, mas também recolocou seu nome entre as figuras políticas pernambucanas com capacidade de mobilização em escala estadual e nacional.

Ao comentar o encontro, a senadora eleita destacou que pretende transformar a votação recebida nas urnas em força política para a reta final da eleição presidencial.

“Saio das urnas com mais de 2,3 milhões de votos e uma responsabilidade imensa com Pernambuco e com o Brasil. Vamos levar essa força às ruas pela reeleição do presidente Lula, dialogando com quem pensa diferente”, afirmou.

A declaração deixa claro que Marília não pretende guardar os votos apenas como troféu eleitoral. A estratégia agora é colocar esse capital político a serviço da campanha de Lula, especialmente em Pernambuco, onde a disputa presidencial também ganhou contornos próprios depois do resultado do primeiro turno.

DOIS MILHÕES E TREZENTOS MIL VOTOS NÃO SÃO APENAS UMA ESTATÍSTICA

Na política, votação expressiva costuma abrir portas. E Marília Arraes entrou por uma delas.

A presença ao lado de Lula, justamente no primeiro encontro após a eleição, funciona como um sinal político importante. A pernambucana deixa a campanha para o Senado não apenas eleita, mas com uma votação capaz de lhe dar voz dentro das articulações nacionais.

Agora, resta saber como esse capital eleitoral será utilizado.

Marília terá pela frente o desafio de transformar os milhões de votos recebidos em influência política concreta, mantendo presença em Pernambuco e ampliando seu espaço no cenário nacional.

Uma coisa, porém, já ficou evidente: Marília Arraes saiu das urnas maior do que entrou na campanha. E Lula sabe disso.

ELEIÇÃO 2026: FAMÍLIAS MANTÊM FORÇA E AMPLIAM ESPAÇO NA POLÍTICA DE PERNAMBUCO

As urnas de 2026 confirmaram uma velha tradição da política pernambucana: o poder também circula dentro de casa. Irmãos, pais, filhos, maridos, esposas e outros parentes conseguiram transformar sobrenomes conhecidos em votos e garantiram espaço na Câmara dos Deputados, na Assembleia Legislativa e no Senado.

O resultado da eleição deste domingo (4) mostra que, apesar da renovação e da disputa cada vez mais acirrada por espaço político, as estruturas familiares continuam tendo peso importante nas eleições de Pernambuco. Pelo menos 12 irmãos conquistaram mandatos de deputado estadual ou federal, enquanto outros oito eleitos chegaram ao Legislativo contando diretamente com a força política de parentes que comandam prefeituras.

Na bancada dos irmãos, Anderson e André Ferreira, ambos do PL, saíram das urnas novamente fortalecidos. Anderson foi eleito deputado federal e André conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa, ocupando posições de destaque nas respectivas disputas. André retorna à Alepe, enquanto Anderson permanece com espaço em Brasília.

Outro grupo familiar que amplia sua presença é formado por Marcelo e Gustavo Gouveia. Marcelo estreia na Câmara dos Deputados, enquanto Gustavo renovou o mandato de deputado estadual pelo Podemos.

No Avante, Sebastião Oliveira volta à Assembleia Legislativa, enquanto Waldemar Oliveira permanece na Câmara Federal. Os dois também representam uma das famílias que seguem com presença simultânea nas duas Casas legislativas.

A relação de parentes eleitos inclui ainda Silvio Costa Filho, do Republicanos, reeleito deputado federal, e João Paulo Costa, do PT, que renovou o mandato estadual. O mesmo aconteceu com Fernando Filho e Antônio Coelho, ambos do União Brasil, que continuarão atuando no Legislativo.

A família Tércio também saiu das urnas com motivos para comemorar. Clarissa Tércio foi reeleita deputada federal, enquanto o marido, Júnior de Tércio, garantiu novo mandato na Assembleia Legislativa, ambos pelo Progressistas.

Entre pai e filho, outro resultado de peso foi registrado na família Machado. Gilson Machado conquistou seu primeiro mandato de deputado federal pelo Podemos, enquanto o vereador Gilson Filho foi eleito deputado estadual. A família agora terá representantes nas duas esferas do Legislativo.

O MDB também terá Álvaro Porto novamente na Assembleia Legislativa. Ao lado dele, o filho Gabriel Porto foi eleito deputado federal pelo PSB, ampliando a presença política da família no cenário estadual e nacional.

A família Arraes também manteve espaço de destaque, embora os candidatos tenham seguido caminhos eleitorais distintos. Pedro Campos, do PSB, foi reeleito deputado federal e terminou como o mais votado para a Câmara dos Deputados. As primas Maria Arraes, pelo PSB, e Marília Arraes, pelo PDT, também saíram vitoriosas: Maria conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa e Marília foi eleita senadora por Pernambuco.

PARENTESCO COM PREFEITOS TAMBÉM GARANTE ESPAÇO

A eleição de 2026 também mostrou que o controle político exercido nas prefeituras continua sendo um importante ativo eleitoral para familiares que buscam chegar ao Legislativo.

Um dos principais exemplos é Lara S

 Kantana, do PV, que terminou como a segunda mulher mais votada para a Assembleia Legislativa, com 104,6 mil votos. Ela contou com o apoio do pai, Carlos Santana, prefeito de Ipojuca, e ocupará o espaço deixado pela mãe, Simone Santana, do PSB, que decidiu não disputar a reeleição.

Em Garanhuns, Cayo Albino, do PSB, confirmou novamente sua força eleitoral e foi reeleito deputado estadual. Filho do prefeito Sivaldo Albino, Cayo amplia a presença política do grupo no Legislativo estadual e transforma a expressiva votação obtida em mais um sinal da força da família nas urnas.

Também foram eleitos Kaio Maniçoba, do PP, filho da prefeita de Floresta, Rorró Maniçoba, e Bruno Marques, do PSB, que contou com o apoio do pai, Fabiano Marques, prefeito de Petrolândia.

A força dos grupos familiares aparece ainda entre irmãos de prefeitos. Jobson Almeida, do Republicanos, conquistou seu mandato com o apoio do prefeito de São Caetano, Josafá Almeida. Batista Cabral, do PSB, também chegou à vitória respaldado pelo irmão, Lula Cabral, prefeito do Cabo de Santo Agostinho.

No Jaboatão dos Guararapes, a primeira-dama Andréa Medeiros, do PSD, foi eleita deputada com o apoio do prefeito Mano Medeiros, também do PSD.

Em Serra Talhada, a prefeita Márcia Conrado, do PT, apostou no marido, Breno Araújo, também petista, e a estratégia terminou com a eleição dele.

Outra prefeita que deixa o Executivo municipal para assumir um novo desafio é Juliana Chaparral, do União Brasil. Ela renunciou ao mandato de prefeita de Casinhas para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados e saiu vitoriosa, contando com o peso político do marido, Cleber Chaparral, prefeito de Surubim.

Em Vitória de Santo Antão, Iza Arruda, do MDB, filha do prefeito Paulo Roberto, também garantiu a reeleição para a Câmara dos Deputados.

E a lista ainda tem espaço para mais um caso de parentesco direto no ambiente municipal. Zé de Irmã Teca, do PSD, será estreante na Assembleia Legislativa e chega ao cargo com uma ligação familiar direta com o prefeito de Itapissuma, Júnior de Irmã Teca.

O resultado das urnas deixa uma mensagem clara: em Pernambuco, a política pode até mudar de partido, de cargo e de geração, mas os sobrenomes continuam pesando. Em 2026, muitas famílias não apenas sobreviveram à disputa eleitoral como ampliaram sua presença nos principais espaços de poder do Estado.

LULA E FLÁVIO RECOMEÇAM A GUERRA PELO PLANALTO: 20 DIAS PARA VIRAR OU CONFIRMAR A ELEIÇÃO

A eleição presidencial entrou oficialmente em uma nova fase. Depois de um primeiro turno que contrariou previsões, pesquisas e boa parte das análises políticas, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) começam a preparar uma disputa completamente diferente pela Presidência da República. O segundo turno será decidido em 25 de outubro e os dois candidatos terão apenas 20 dias para tentar conquistar os votos que ficaram pelo caminho.

Flávio Bolsonaro chega à nova etapa com uma vantagem política importante: terminou o primeiro turno à frente de Lula por mais de 2,2 milhões de votos. O resultado colocou o candidato do PL em uma posição que poucos institutos conseguiram antecipar e transformou a corrida presidencial em uma disputa muito mais apertada e imprevisível do que se imaginava antes da abertura das urnas.

O desempenho também acendeu um alerta dentro do campo petista. Lula está acostumado a chegar ao segundo turno em posição confortável nas eleições em que conseguiu vencer. Desta vez, a fotografia é diferente. O presidente terá de correr atrás do prejuízo e ampliar sua votação justamente onde encontrou maiores dificuldades no primeiro turno.

Flávio, por sua vez, perdeu no Nordeste, mas conseguiu um desempenho superior ao obtido por Jair Bolsonaro na região em 2022 e abriu vantagem significativa em importantes áreas do Sul e do Sudeste. A estratégia agora passa por consolidar esse eleitorado e, principalmente, tentar incorporar parte dos votos recebidos pelos candidatos que ficaram pelo caminho.

É aí que começa a verdadeira batalha do segundo turno.

Para Lula, não basta repetir a estratégia baseada na força eleitoral do Nordeste e do Norte. O desafio será avançar em regiões onde o bolsonarismo mostrou musculatura e tentar reduzir uma diferença que, matematicamente, pode pesar muito na reta final.

A campanha petista terá de buscar novos eleitores sem perder a base histórica. O problema é que o relógio corre contra Lula. São apenas três semanas até a votação definitiva e qualquer erro de estratégia poderá custar caro.

Do outro lado, Flávio Bolsonaro também sabe que não pode administrar a vantagem como se a eleição estivesse ganha. O segundo turno zera boa parte da lógica do primeiro. Os candidatos derrotados passam a ser cortejados, as alianças ganham novo peso e milhões de eleitores que não tinham uma escolha definitiva precisarão decidir entre dois nomes.

A movimentação política já começou.

O presidente nacional do PSB, João Campos, está em Brasília participando de reuniões com Lula e integrantes da coordenação da campanha. O pernambucano deverá ter papel importante na articulação política do segundo turno, especialmente na tentativa de ampliar a mobilização dos aliados nos estados.

No campo bolsonarista, o presidente estadual do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, também segue para Brasília para participar das conversas com Flávio Bolsonaro e outras lideranças da direita. A missão será organizar a tropa, definir prioridades e transformar a vantagem conquistada no primeiro turno em uma vitória definitiva no dia 25.

A propaganda eleitoral gratuita começa na sexta-feira e deverá marcar uma nova guerra de comunicação. Com pouco tempo disponível, cada programa de televisão, cada inserção e cada aparição pública terá peso ainda maior.

O primeiro turno mostrou que muita coisa aconteceu longe dos radares das pesquisas. O eleitor que não revelou sua preferência acabou aparecendo nas urnas e mudou completamente o desenho da eleição.

Agora, Lula precisa provar que ainda tem força para buscar uma virada. Flávio precisa demonstrar que sua vitória no primeiro turno não foi apenas uma fotografia momentânea.

São 20 dias de campanha.

Vinte dias para Lula tentar virar.

Vinte dias para Flávio tentar segurar.

E, no fim, será o eleitor quem dará a resposta definitiva sobre quem comandará o Palácio do Planalto.

MÁRCIA CONRADO AGRADECE VOTOS E TENTA TRANSFORMAR RESULTADO EM RECADO DE FORÇA EM SERRA TALHADA

Depois de abrir as urnas e conferir o resultado do primeiro turno, a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), foi às redes sociais agradecer a votação recebida no município e fazer sua leitura sobre o desempenho do grupo político que comanda a capital do xaxado.

Márcia destacou a eleição de Breno Araújo para deputado estadual e a reeleição de Fernando Monteiro para a Câmara Federal como sinais de que seu grupo continua tendo força política na cidade. A prefeita fez questão de colocar os resultados como uma demonstração de confiança do eleitorado em sua gestão.

“Serra Talhada nunca largou minha mão”, afirmou Márcia, numa frase que também soa como resposta às avaliações feitas após a eleição. Para ela, a votação de Breno Araújo, que foi majoritário no município, representa o reconhecimento ao trabalho que vem sendo realizado pela Prefeitura.

Já na disputa pelo Governo de Pernambuco, o resultado foi menos favorável. João Campos não conseguiu vencer em Serra Talhada, mas Márcia preferiu não transformar a derrota do aliado em problema político. Pelo contrário. A prefeita exaltou a campanha do socialista e afirmou ter orgulho da caminhada construída ao lado dele.

A leitura de Márcia é clara: se João Campos não entregou o resultado esperado, os candidatos apoiados diretamente pelo grupo municipal conseguiram apresentar números capazes de alimentar o discurso de que a prefeita continua com uma base eleitoral competitiva.

E o resultado, naturalmente, já começa a ser colocado na conta de 2028. A eleição municipal ainda está distante, mas as urnas deste domingo servem como uma primeira fotografia da força dos grupos políticos de Serra Talhada. Márcia sabe que terá adversários fortes e que cada número será usado para medir sua capacidade de transferência de votos.

Agora, com o segundo turno definido, a prefeita volta suas atenções para Lula. Márcia pediu votos para o presidente e convocou sua militância para uma nova mobilização eleitoral.

“É pé no acelerador e rumo à vitória”, declarou.

Se no primeiro turno Márcia conseguiu comemorar vitórias importantes entre os candidatos apoiados pelo seu grupo, agora terá pela frente o desafio de transformar essa estrutura política em votos para Lula. A eleição mostrou que Serra Talhada continua sendo um dos principais palcos da política do Sertão, e os números das urnas já começam a alimentar a disputa que, mesmo de longe, aponta para 2028.

SALOÁ: DERROTA DE RAQUEL EXPÕE JÚNIOR DE RIVALDO E ABRE QUESTIONAMENTO SOBRE SUA FORÇA POLÍTICA

Prefeito de Saloá, presidente da CODEAM e coordenador regional da campanha de Raquel Lyra, Júnior de Rivaldo viu João Campos terminar à frente justamente no município onde exerce o principal cargo político

A eleição terminou, Raquel Lyra foi reeleita governadora de Pernambuco no primeiro turno, mas em Saloá ficou uma conta política difícil de esconder para o prefeito Júnior de Rivaldo.

Raquel venceu Pernambuco com 2.805.438 votos, 53,27% dos votos válidos, consolidando sua reeleição. Em Saloá, entretanto, o resultado foi diferente: João Campos terminou na frente, com 4.301 votos, contra 4.157 de Raquel Lyra. A diferença foi de 144 votos.

Até aí, seria apenas mais um resultado municipal dentro de uma eleição estadual. O problema político começa quando se observa quem estava por trás da campanha de Raquel na região.

Júnior de Rivaldo não ocupou um papel secundário nessa eleição. O prefeito de Saloá foi apresentado como coordenador da campanha de Raquel no Agreste Meridional, participou da articulação com prefeitos e lideranças e comandou a mobilização regional da candidatura.

E tem mais.

Júnior também preside a CODEAM, entidade que reúne os municípios do Agreste Meridional, posição que lhe deu projeção para além dos limites de Saloá. Ele foi eleito para presidir a instituição no biênio 2025–2026 e posteriormente reconduzido para o período 2027–2028.

Ou seja: se havia um município onde se esperava uma demonstração política mais evidente da força de Júnior de Rivaldo, era justamente Saloá.

E foi justamente ali que João Campos ficou na frente.

O PREFEITO QUE COORDENOU RAQUEL E NÃO ENTREGOU SALOÁ

A situação ganha ainda mais peso porque Júnior passou boa parte da campanha ocupando o espaço de articulador político da governadora no Agreste.

Participou de eventos, mobilizou prefeitos, reuniu lideranças e apareceu publicamente ao lado de Raquel. Em Garanhuns, por exemplo, teve papel destacado na organização de uma grande agenda da governadora, com articulação de caravanas e lideranças de municípios da região.

Mas quando chegou a hora de contar os votos dentro da sua própria casa política, o placar não acompanhou o discurso de força.

João Campos: 4.301.
Raquel Lyra: 4.157.

É uma diferença pequena em números absolutos, mas politicamente incômoda pelo contexto.

Raquel ganhou Pernambuco.

Júnior não conseguiu fazer Raquel ganhar Saloá.

Essa é a fotografia que as urnas deixaram.

A CONTA FICOU MAIS PESADA

Júnior de Rivaldo construiu nos últimos anos uma imagem de liderança que ultrapassa as fronteiras de Saloá. A presidência da CODEAM ampliou sua circulação entre prefeitos. A coordenação regional da campanha de Raquel elevou ainda mais sua exposição política.

Por isso mesmo, o resultado de Saloá não pode ser analisado apenas como uma simples derrota de Raquel no município.

É também um resultado que coloca sob escrutínio a capacidade de mobilização eleitoral do próprio Júnior.

Não significa que o prefeito tenha perdido automaticamente sua liderança, nem que uma eleição estadual possa ser atribuída exclusivamente à atuação de uma liderança municipal.

Mas significa, sim, que existe um número que precisa ser explicado politicamente.

Como o principal articulador regional de uma governadora reeleita com mais de 53% dos votos válidos não conseguiu fazê-la terminar em primeiro lugar na cidade que administra?

Essa pergunta vai circular nos bastidores de Saloá.

E talvez seja justamente aí que esteja o maior incômodo para Júnior de Rivaldo.

O DISCURSO E A RESPOSTA DAS URNAS

Durante a campanha, o prefeito demonstrou publicamente seu envolvimento com o projeto de Raquel. Depois do resultado, também veio a manifestação de decepção com o comportamento do eleitorado de Saloá.

A frase atribuída ao gestor — “Eu vou sair hoje dessa praça muito triste e muito decepcionado com o povo de Saloá” — ganhou repercussão e acabou colocando ainda mais luz sobre o resultado.

O eleitor, entretanto, falou antes de qualquer discurso.

E falou através da urna.

Em Saloá, a maioria dos votos válidos para governador foi para João Campos, enquanto Raquel, mesmo sendo reeleita para comandar Pernambuco, ficou em segundo lugar no município.

A ELEIÇÃO DEIXA UMA MARCA

Júnior de Rivaldo continua prefeito, continua presidente da CODEAM e continua sendo uma liderança com trânsito regional.

Mas a eleição de 2026 acrescentou uma informação nova ao seu currículo político.

Na eleição em que assumiu o papel de coordenador regional da campanha de Raquel Lyra, a governadora venceu o Estado, mas perdeu a cidade que ele administra.

E isso torna o resultado de Saloá particularmente amargo para o prefeito.

Não é apenas uma questão de 144 votos.

É uma questão de contexto, protagonismo e expectativa.

Júnior colocou seu peso político na campanha de Raquel.

As urnas de Saloá responderam com João Campos na frente.

Agora, caberá ao prefeito interpretar esse recado e mostrar, nos próximos movimentos, se sua força política local continua do tamanho que a projeção regional construída nos últimos anos sugere.

Porque eleição não se ganha com cargo, fotografia ou discurso.

No fim, quem dá a palavra final é a urna.


Foto: Blog do Marcelo Jorge 

RAQUEL LYRA REÚNE NOVA ALEPE NO PALÁCIO E COMEÇA A DESENHAR BASE PARA O SEGUNDO MANDATO

Governadora reeleita chamou deputados eleitos e reeleitos para uma conversa no dia seguinte à vitória nas urnas e sinalizou que a articulação política já entrou na agenda do novo governo

Nem deu tempo de baixar a poeira das urnas e a governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) já começou a movimentar as peças para o segundo mandato.

Na tarde desta segunda-feira (5), apenas um dia depois de conquistar a reeleição para o Governo de Pernambuco, Raquel recebeu no Palácio do Campo das Princesas deputados estaduais eleitos e reeleitos para uma conversa sobre a relação entre o Executivo e a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

O encontro acontece em um momento importante para o novo governo. Com a composição da próxima legislatura definida pelas urnas, a governadora começa a construir a interlocução com os parlamentares que estarão no plenário da Alepe a partir do próximo mandato.

Entre os nomes que participaram da reunião estavam Gilson Machado Filho (PL), André Ferreira (PL), Lara Santana (PV), João Paulo (PT), Débora Almeida (PSD), Aglailson Victor (PSD), Jarbas Filho (PSD), Andréa Medeiros (PSD), Abimael Santos (PL) e Zé Irmão de Teca (PSD), entre outros.

O gesto de Raquel ocorre justamente no primeiro dia útil após a eleição e mostra que o Palácio não pretende esperar a posse para iniciar as conversas com a nova composição da Assembleia.

Mais do que uma reunião de boas-vindas, o encontro coloca na mesa um dos principais desafios do segundo mandato: transformar a vitória eleitoral em capacidade de articulação política e diálogo permanente com o Legislativo.

A governadora também reuniu, durante a manhã, os secretários estaduais para alinhar o planejamento e as prioridades do encerramento do atual ciclo de governo e do início do próximo mandato. 

A agenda revela uma Raquel que, passada a eleição, já começa a virar a chave da campanha para a gestão. A nova fase será marcada pela necessidade de administrar, entregar resultados e, ao mesmo tempo, construir uma relação institucional com uma Alepe que também saiu das urnas com uma nova configuração.

A eleição terminou no domingo. A articulação para os próximos quatro anos começou na segunda.


RAQUEL LYRA REÚNE NOVA ALEPE NO PALÁCIO E COMEÇA A DESENHAR BASE PARA O SEGUNDO MANDATO

Governadora reeleita chamou deputados eleitos e reeleitos para uma conversa no dia seguinte à vitória nas urnas e sinalizou que a articulação política já entrou na agenda do novo governo

Nem deu tempo de baixar a poeira das urnas e a governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) já começou a movimentar as peças para o segundo mandato.

Na tarde desta segunda-feira (5), apenas um dia depois de conquistar a reeleição para o Governo de Pernambuco, Raquel recebeu no Palácio do Campo das Princesas deputados estaduais eleitos e reeleitos para uma conversa sobre a relação entre o Executivo e a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

O encontro acontece em um momento importante para o novo governo. Com a composição da próxima legislatura definida pelas urnas, a governadora começa a construir a interlocução com os parlamentares que estarão no plenário da Alepe a partir do próximo mandato.

Entre os nomes que participaram da reunião estavam Gilson Machado Filho (PL), André Ferreira (PL), Lara Santana (PV), João Paulo (PT), Débora Almeida (PSD), Aglailson Victor (PSD), Jarbas Filho (PSD), Andréa Medeiros (PSD), Abimael Santos (PL) e Zé Irmão de Teca (PSD), entre outros.

O gesto de Raquel ocorre justamente no primeiro dia útil após a eleição e mostra que o Palácio não pretende esperar a posse para iniciar as conversas com a nova composição da Assembleia.

Mais do que uma reunião de boas-vindas, o encontro coloca na mesa um dos principais desafios do segundo mandato: transformar a vitória eleitoral em capacidade de articulação política e diálogo permanente com o Legislativo.

A governadora também reuniu, durante a manhã, os secretários estaduais para alinhar o planejamento e as prioridades do encerramento do atual ciclo de governo e do início do próximo mandato. 

A agenda revela uma Raquel que, passada a eleição, já começa a virar a chave da campanha para a gestão. A nova fase será marcada pela necessidade de administrar, entregar resultados e, ao mesmo tempo, construir uma relação institucional com uma Alepe que também saiu das urnas com uma nova configuração.

A eleição terminou no domingo. A articulação para os próximos quatro anos começou na segunda.


GILSON MACHADO FILHO SE APROXIMA DE RAQUEL LYRA E SINALIZA APOIO AO GOVERNO NA ALEPE

Deputado eleito com 132.322 votos, bolsonarista chega à Assembleia Legislativa com uma das maiores votações de Pernambuco e promete atuar ao lado de Raquel Lyra

Um dia depois de sair das urnas como o segundo deputado estadual mais votado de Pernambuco, com impressionantes 132.322 votos, Gilson Machado Filho já começou a desenhar seu novo espaço no cenário político estadual.

O vereador do Recife e agora deputado estadual eleito foi recebido pela governadora Raquel Lyra no Palácio do Campo das Princesas, em uma reunião que reuniu os novos integrantes da Assembleia Legislativa de Pernambuco. O encontro teve como objetivo aproximar a futura bancada e abrir o diálogo para a nova composição política da Alepe.

Gilson Filho não chegou sozinho. Ao lado do pai, o ex-ministro Gilson Machado, e acompanhado do ex-ministro Carlos Brito, o novo deputado reforçou uma posição que já vinha sendo construída durante a campanha: apoio à reeleição de Raquel Lyra e disposição para atuar em sintonia com o Governo do Estado.

A aproximação chama atenção porque Gilson Machado Filho chega à Alepe com uma votação de peso e carregando uma marca política bastante definida: é um dos principais nomes da direita bolsonarista em Pernambuco.

Na Câmara do Recife, o parlamentar também ganhou notoriedade pela postura de oposição e pela fiscalização dura sobre a gestão do prefeito João Campos. Agora, com mandato estadual garantido, ele amplia o campo de atuação e passa a ocupar uma cadeira estratégica na Assembleia.

“A governadora Raquel Lyra pode contar com meu apoio na Assembleia Legislativa para legislarmos projetos que façam Pernambuco avançar. Esse é o objetivo da Direita aqui no Estado e em todo o país”, afirmou Gilson Filho.

O deputado eleito também deixou claro que sua atuação na Alepe estará conectada ao projeto nacional da direita e defendeu a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

A reunião no Palácio, portanto, vai além de uma simples fotografia de boas-vindas. Raquel Lyra começa a montar sua base para o segundo mandato e Gilson Machado Filho surge como um dos nomes de maior peso político dentro dessa nova composição.

Com mais de 132 mil votos, trânsito com a direita bolsonarista e uma postura de enfrentamento já conhecida no Recife, Gilson Filho chega à Alepe com cacife eleitoral suficiente para não ser apenas mais um deputado no plenário.

E a primeira sinalização foi dada: o novo parlamentar quer estar ao lado de Raquel Lyra na construção dos próximos capítulos da política pernambucana.