quinta-feira, 15 de outubro de 2026
O TRABALHO DA PACIFICAÇÃO COMEÇA DENTRO DO PSD
FESTA DA MANJUBA TERÁ SHOWS NA PRAIA DE ATAPUZ NESTE DOMINGO (18), EM GOIANA
GILMAR JÚNIOR SEGUE NA LUTA PELA ENFERMAGEM E ARTICULA AVANÇO DA PEC 19 EM BRASÍLIA
A eleição passou, mas a pauta da Enfermagem continua na mesa. O deputado estadual Gilmar Júnior esteve em Brasília nesta quarta-feira (14) para intensificar as articulações políticas em defesa da PEC 19/2024, proposta que busca vincular o piso salarial dos profissionais da Enfermagem a uma jornada máxima de trabalho.
Ao lado do deputado federal Bruno Farias, Gilmar cumpriu agenda no Congresso Nacional, com visitas a gabinetes, conversas com parlamentares e articulações para ampliar o apoio à matéria.
A movimentação ocorre após Gilmar Júnior não conseguir a reeleição. Mesmo diante do resultado das urnas, o parlamentar mantém a defesa da categoria como uma de suas principais bandeiras, apostando na mobilização política para avançar em uma pauta que interessa a enfermeiros, técnicos, auxiliares de Enfermagem e parteiras.
PEC 19: O QUE ESTÁ EM JOGO
A PEC 19/2024 foi apresentada no Senado Federal e propõe estabelecer uma jornada máxima de 30 horas semanais como referência para o piso salarial nacional da Enfermagem. A matéria tramita em conjunto com a PEC 21/2023 e recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, em abril de 2026. O texto ainda depende de deliberação do plenário para avançar. Fonte: Senado Federal
A discussão é considerada estratégica para uma categoria que reivindica melhores condições de trabalho, remuneração compatível com suas responsabilidades e reconhecimento pela atuação diária nos serviços de saúde públicos e privados.
Para Gilmar Júnior, a mobilização não pode ficar condicionada ao calendário eleitoral. O deputado defende que a representação de uma categoria vai além do exercício de um mandato e exige continuidade na articulação por direitos e conquistas.
“O resultado de uma eleição não apaga a minha história, não diminui o meu compromisso e, muito menos, encerra a minha luta. Continuarei trabalhando pela Enfermagem com a mesma coragem e determinação de sempre. A nossa categoria merece respeito, valorização e justiça. E, enquanto houver uma conquista a ser alcançada, haverá motivos para continuar lutando”, afirmou o parlamentar.
A atuação conjunta com Bruno Farias reforça a tentativa de reunir forças políticas em torno da proposta. A aprovação de uma PEC, porém, depende do cumprimento das etapas constitucionais e do apoio necessário entre os parlamentares.
Em Brasília, Gilmar Júnior mantém o foco na articulação para que a PEC 19 avance no Senado. Para os profissionais da Enfermagem, o desafio agora é transformar a mobilização em resultado concreto.
O mandato tem prazo. A luta pela valorização da Enfermagem continua.
ALIADO DE FLÁVIO BOLSONARO É PRESO DE NOVO, E ESCÂNDALO DE R$ 7,6 BILHÕES EXPLODE NO COLO DO BOLSONARISMO
Márcio Canella, deputado estadual eleito e ex-prefeito de Belford Roxo, volta a ser alvo de prisão. PF investiga suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro; ligação política com Flávio Bolsonaro aumenta o constrangimento em Brasília.
A política brasileira tem dessas ironias que dispensam qualquer esforço de quem escreve. Enquanto o discurso contra a corrupção costuma ser usado como bandeira eleitoral, a Polícia Federal aparece com uma investigação que coloca um aliado de Flávio Bolsonaro no centro de um caso de proporções gigantescas. O deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo, foi preso nesta quinta-feira (15), na oitava fase da Operação Unha e Carne.
A investigação apura uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro. O número que chama atenção é assustador: mais de R$ 7,6 bilhões teriam circulado pelo esquema nos últimos seis anos, segundo informações financeiras do Coaf encaminhadas à Polícia Federal.
É dinheiro demais para uma história de menos importância. E é gente demais com poder público por perto para que a sociedade aceite explicações pela metade.
O BOLSONARISMO TEM EXPLICAÇÕES A DAR?
Canella não é um nome qualquer na política fluminense. Foi prefeito, já ocupou cadeira na Assembleia Legislativa e acaba de conquistar uma votação expressiva para voltar ao Legislativo estadual. Também mantém ligação política com Flávio Bolsonaro, de quem recebeu apoio quando seu nome esteve associado a uma possível candidatura ao Senado.
A relação ganhou ainda mais visibilidade quando Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, chegou a ser cogitada para ocupar a suplência de Canella naquela articulação eleitoral.
Agora, o aliado está novamente preso, e a história deixa de ser apenas um problema local da Baixada Fluminense. Vira um constrangimento político para quem colocou sua confiança pública nesse personagem.
É preciso deixar claro: não há, nas informações apresentadas sobre esta operação, indicação de que Flávio Bolsonaro seja investigado ou tenha participado do suposto esquema. Mas a pergunta política permanece: que critérios orientam a escolha de aliados quando os palanques são montados com tanto discurso moralizador?
Na política, todo mundo quer aparecer na fotografia da vitória. Quando a Polícia Federal chega, porém, começa a disputa para saber quem estava realmente ao lado de quem.
R$ 7,6 BILHÕES E 96 POSTOS NA MIRA
A dimensão da investigação é de tirar qualquer um da zona de conforto. A Justiça determinou medidas contra 112 empresas ligadas à rede investigada, incluindo a suspensão de atividades econômicas e o sequestro de bens e valores. Segundo a PF, 96 dessas empresas são postos de combustíveis que teriam sido utilizados para camuflar e dar aparência legal a recursos de origem criminosa.
A operação cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em diferentes municípios do Rio de Janeiro.
Além de Canella, foram presos Marcus Vinicius Amim Fernandes, ex-secretário de Polícia Civil; os agentes Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo, e Giovanni Gaspar Fernandes; Christiano Gaspar Fernandes, secretário municipal de Ordem Pública de Belford Roxo; e José Carlos Alves de Souza Júnior.
Quando uma investigação reúne cifras bilionárias, agentes públicos, políticos e uma extensa rede empresarial, não basta posar de indignado diante das câmeras. É preciso explicar, investigar e deixar a Justiça trabalhar sem interferência ou proteção de conveniência.
A POLÍTICA NÃO PODE SER UM COLETE À PROVA DE INVESTIGAÇÃO
Canella já havia sido preso em flagrante em julho, depois que um fuzil de uso restrito foi encontrado em seu carro durante uma fase anterior da Operação Unha e Carne. Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, revogou a prisão. O episódio também provocou repercussão política e interferiu nos planos eleitorais do parlamentar.
Agora, uma nova prisão coloca seu nome novamente no noticiário policial, em uma investigação muito mais ampla, voltada a suspeitas de lavagem de dinheiro.
Convém separar as coisas: prisão não é condenação, investigação não é prova definitiva de culpa, e todos os investigados têm direito à defesa. Mas o devido processo legal não pode ser confundido com licença para fugir das perguntas difíceis.
O que precisa ser esclarecido é a eventual participação individual de cada investigado, o caminho do dinheiro, o papel das empresas e a possível utilização de estruturas públicas ou políticas para favorecer o esquema.
E AGORA, FLÁVIO?
O senador não responde automaticamente pelos atos de um aliado. Mas quem constrói discurso nacional, cobra moralidade dos adversários e reivindica autoridade para apontar o dedo precisa entender que alianças também produzem responsabilidades políticas.
Flávio Bolsonaro pode não ser investigado neste caso, mas sua proximidade política com Canella é um fato relevante para compreender o tamanho do desgaste. O episódio oferece munição aos adversários e obriga o bolsonarismo a explicar suas escolhas sem transformar toda pergunta incômoda em perseguição política.
Afinal, combater a corrupção não pode ser uma regra aplicada apenas quando o suspeito está do outro lado do palanque.
O discurso moralizador é bonito no palanque. O teste de verdade começa quando a investigação bate à porta de casa.
O Rio de Janeiro tem agora uma apuração que envolve bilhões de reais, dezenas de empresas e suspeitas graves. A Polícia Federal precisa chegar aos fatos, a Justiça deve examinar as provas e os responsáveis, caso as acusações sejam comprovadas, precisam responder por seus atos.
E os padrinhos políticos, se quiserem preservar a própria credibilidade, terão de entender que fotografia eleitoral não é certificado de honestidade.
Na política brasileira, o problema nunca foi a falta de discurso contra a corrupção. O problema é descobrir quantos sustentam esse discurso até que a investigação alcance os próprios aliados.
Blog do Edney — A notícia verdade.
COAUTOR DO FIM DA ESCALA 6X1, EDUARDO DA FONTE COMEMORA APROVAÇÃO DA PROPOSTA PELO SENADO
CÂMARA APROVA AUMENTO DO TETO DO MEI E PERDÃO DE DÍVIDAS DE MICROEMPREENDEDORES
GOVERNO DO PERNAMBUCO TRANSFERE PONTO FACULTATIVO DO DIA DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL
FLÁVIO BOLSONARO MUDA DE POSIÇÃO E VOTA A FAVOR DO FIM DA ESCALA 6X1 APÓS MESES DE CRÍTICAS
Senador havia chamado proposta de eleitoreira, questionado os impactos sobre o emprego e defendido um modelo alternativo. Agora, recua a dez dias do segundo turno.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, votou a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A decisão, anunciada na terça-feira (13) e confirmada em votação remota na quarta-feira (14), representa uma mudança de postura após meses de críticas à iniciativa e ocorre em plena reta final da disputa presidencial.
A proposta prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial. O tema ganhou protagonismo na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que passou a cobrar publicamente um posicionamento do adversário sobre os direitos dos trabalhadores.
A mudança de Flávio veio depois de uma sequência de declarações contrárias à forma como a proposta estava sendo conduzida. Em maio, o senador classificou a iniciativa como uma medida com “grande carga de hipocrisia e interesse nas eleições”. Em agosto, passou a defender maior liberdade para o trabalhador escolher sua jornada e, no início de outubro, acusou Lula de oportunismo por acelerar a discussão durante o segundo turno.
Na terça-feira, porém, Flávio reconheceu a preferência popular pelo fim da escala 6x1 e anunciou que votaria favoravelmente à proposta, embora tenha mantido críticas ao modelo aprovado.
PRESSÃO ELEITORAL E RESSALVAS
A mudança de posição ocorre a poucos dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro. O tema se tornou um dos pontos de confronto entre Lula e Flávio, enquanto setores da oposição defendiam o adiamento da votação para depois das eleições.
Mesmo com o voto favorável, o senador voltou a alertar para possíveis impactos sobre os custos das empresas, as contratações e a informalidade. Também defendeu que o governo ofereça compensações financeiras aos empregadores para facilitar a adaptação às novas regras.
Flávio ainda mantém apoio a uma proposta alternativa articulada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha, que prevê maior flexibilidade na jornada de trabalho e remuneração vinculada às horas efetivamente trabalhadas.
LULA EXPLORA MUDANÇA DE POSIÇÃO
O recuo do candidato do PL foi explorado politicamente por Lula, que atribuiu a decisão à pressão popular. Para o campo petista, o voto favorável abre espaço para confrontar as declarações anteriores de Flávio e cobrar coerência em relação aos direitos trabalhistas.
Nos bastidores, aliados do senador discutem a possibilidade de retomar a proposta alternativa a partir de 2027, caso ele vença a eleição. A intenção seria reabrir o debate sobre as regras da jornada de trabalho, especialmente diante de eventuais impactos econômicos.
A mudança deixa uma questão no centro da disputa: Flávio passou a apoiar integralmente o fim da escala 6x1 ou votou a favor sob pressão eleitoral, mantendo a intenção de alterar o modelo posteriormente? Com a eleição se aproximando, o tema deve continuar no centro do embate entre os dois candidatos.
Com informações do blog de Magno Martins e do jornal O Globo.