terça-feira, 27 de outubro de 2026

CORRIDA PELA PRESIDÊNCIA DA ALEPE ESQUENTA E DISPUTA PROMETE BATE-CHAPA ENTRE ALIADOS E OPOSITORES

Passada a eleição presidencial, a política pernambucana já começa a mirar outro campo de batalha: a presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A disputa pelo comando da Casa ganha corpo nos bastidores, com nomes circulando, alianças sendo costuradas e parlamentares tentando medir a própria força antes que o jogo fique mais pesado.

Entre os nomes que aparecem nas articulações estão Joãozinho Tenório, Débora Almeida e Aglailson Victor, todos do PSD, além de Gustavo Gouveia, do Podemos. A lista, porém, está longe de ser definitiva. Na política, uma coisa é colocar o nome na mesa; outra, bem diferente, é reunir votos suficientes para chegar à cadeira mais cobiçada do Legislativo estadual.

A oposição também começa a discutir sua estratégia. O grupo terá de decidir se lança candidatura própria ou se aposta em um nome que consiga demonstrar maior independência em relação ao Palácio do Campo das Princesas. A eleição não será apenas uma disputa por cargos e influência dentro da Alepe. O resultado também dará sinais sobre o tamanho da força do governo estadual entre os deputados e a capacidade dos diferentes grupos de construir maioria.

FRANCISMAR PONTES QUER ENTRAR NO JOGO

O primeiro-secretário da Alepe, Francismar Pontes (PSB), também está no tabuleiro. Segundo informações que circulam nos bastidores, o deputado vem afirmando que será candidato e demonstra disposição para enfrentar um bate-chapa, mesmo que não haja consenso em torno de seu nome.

A postura indica que Francismar não pretende ficar esperando que as articulações dos outros definam seu destino. Se levar a candidatura adiante, terá de transformar disposição em votos e mostrar que possui musculatura política para enfrentar uma disputa que promete exigir muito mais do que declarações de intenção.

GUSTAVO GOUVEIA AVANÇA NOS BASTIDORES

Outro nome que se movimenta com atenção é o de Gustavo Gouveia (Podemos). O deputado vem trabalhando na construção de apoios e no diálogo com colegas, tentando ampliar seu espaço numa disputa em que cada voto poderá fazer diferença.

Gustavo tem a seu favor a experiência parlamentar e a possibilidade de transitar entre diferentes grupos. O desafio será transformar essas conversas em compromissos concretos. Em eleição de Mesa Diretora, simpatia não garante voto, e acordo de bastidor só ganha valor quando aparece na contagem final.

ANTÔNIO MORAES GANHA SINALIZAÇÃO PÚBLICA

O deputado Antônio Moraes também começa a colocar seu nome em evidência. Em vídeo publicado ao lado do prefeito de Aliança e presidente da Amupe, Pedro Freitas, o parlamentar foi apresentado pelo gestor como “futuro presidente da Assembleia”.

A declaração funciona como um gesto público de valorização da possível candidatura e coloca Antônio Moraes no radar da disputa. Resta saber até que ponto essa sinalização se converterá em apoio dentro do plenário, onde a eleição será efetivamente decidida.

Por enquanto, a presidência da Alepe segue em aberto. Há nomes se movimentando, grupos avaliando cenários e uma oposição tentando definir o melhor caminho. O que parece certo é que a disputa não será resolvida apenas por quem anunciar primeiro a candidatura, mas por quem conseguir reunir a maioria necessária.

Nos bastidores da Assembleia, a eleição já começou. E, como costuma acontecer na política pernambucana, muita coisa ainda será negociada antes de o primeiro voto ser depositado.

CORRIDA PELA PRESIDÊNCIA DA ALEPE ESQUENTA E DISPUTA PROMETE BATE-CHAPA ENTRE ALIADOS E OPOSITORES

Passada a eleição presidencial, a política pernambucana já começa a mirar outro campo de batalha: a presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A disputa pelo comando da Casa ganha corpo nos bastidores, com nomes circulando, alianças sendo costuradas e parlamentares tentando medir a própria força antes que o jogo fique mais pesado.

Entre os nomes que aparecem nas articulações estão Joãozinho Tenório, Débora Almeida e Aglailson Victor, todos do PSD, além de Gustavo Gouveia, do Podemos. A lista, porém, está longe de ser definitiva. Na política, uma coisa é colocar o nome na mesa; outra, bem diferente, é reunir votos suficientes para chegar à cadeira mais cobiçada do Legislativo estadual.

A oposição também começa a discutir sua estratégia. O grupo terá de decidir se lança candidatura própria ou se aposta em um nome que consiga demonstrar maior independência em relação ao Palácio do Campo das Princesas. A eleição não será apenas uma disputa por cargos e influência dentro da Alepe. O resultado também dará sinais sobre o tamanho da força do governo estadual entre os deputados e a capacidade dos diferentes grupos de construir maioria.

FRANCISMAR PONTES QUER ENTRAR NO JOGO

O primeiro-secretário da Alepe, Francismar Pontes (PSB), também está no tabuleiro. Segundo informações que circulam nos bastidores, o deputado vem afirmando que será candidato e demonstra disposição para enfrentar um bate-chapa, mesmo que não haja consenso em torno de seu nome.

A postura indica que Francismar não pretende ficar esperando que as articulações dos outros definam seu destino. Se levar a candidatura adiante, terá de transformar disposição em votos e mostrar que possui musculatura política para enfrentar uma disputa que promete exigir muito mais do que declarações de intenção.

GUSTAVO GOUVEIA AVANÇA NOS BASTIDORES

Outro nome que se movimenta com atenção é o de Gustavo Gouveia (Podemos). O deputado vem trabalhando na construção de apoios e no diálogo com colegas, tentando ampliar seu espaço numa disputa em que cada voto poderá fazer diferença.

Gustavo tem a seu favor a experiência parlamentar e a possibilidade de transitar entre diferentes grupos. O desafio será transformar essas conversas em compromissos concretos. Em eleição de Mesa Diretora, simpatia não garante voto, e acordo de bastidor só ganha valor quando aparece na contagem final.

ANTÔNIO MORAES GANHA SINALIZAÇÃO PÚBLICA

O deputado Antônio Moraes também começa a colocar seu nome em evidência. Em vídeo publicado ao lado do prefeito de Aliança e presidente da Amupe, Pedro Freitas, o parlamentar foi apresentado pelo gestor como “futuro presidente da Assembleia”.

A declaração funciona como um gesto público de valorização da possível candidatura e coloca Antônio Moraes no radar da disputa. Resta saber até que ponto essa sinalização se converterá em apoio dentro do plenário, onde a eleição será efetivamente decidida.

Por enquanto, a presidência da Alepe segue em aberto. Há nomes se movimentando, grupos avaliando cenários e uma oposição tentando definir o melhor caminho. O que parece certo é que a disputa não será resolvida apenas por quem anunciar primeiro a candidatura, mas por quem conseguir reunir a maioria necessária.

Nos bastidores da Assembleia, a eleição já começou. E, como costuma acontecer na política pernambucana, muita coisa ainda será negociada antes de o primeiro voto ser depositado.

PILOTO CONFIRMA NOME DE FLÁVIO BOLSONARO NA LISTA DE PASSAGEIROS DE JATO NA ARGENTINA; SUSPEITA DE FUGA GANHA NOVOS CAPÍTULOS

A história que envolve Flávio Bolsonaro (PL) e uma possível saída do Brasil rumo aos Estados Unidos ganhou mais um capítulo nesta terça-feira (27). O piloto Mauro Mattosinho confirmou à *Folha de S.Paulo* que o nome do senador constava na lista de passageiros de um jato particular que estava no Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú, na Argentina. A informação aumenta a pressão sobre o parlamentar, que estaria no centro de uma investigação sobre uma possível tentativa de deixar o país.

O caso tem todos os ingredientes de uma crise política: uma aeronave privada, uma travessia de fronteira, informações desencontradas, aliados sem contato com o senador e uma rota internacional que ainda levanta perguntas. Até agora, porém, é necessário separar o que foi confirmado do que permanece no campo das suspeitas. A presença do nome na lista de passageiros, por si só, não comprova que Flávio embarcou no avião ou chegou aos Estados Unidos.

Segundo Mattosinho, o jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, operado pela empresa argentina Baires Fly S.A., saiu de Buenos Aires e pousou em Puerto Iguazú na noite de segunda-feira (26). A aeronave aguardaria quatro passageiros, entre eles o senador. De acordo com o piloto, a decolagem estava inicialmente prevista para as 2h da madrugada, mas o avião ainda permanecia no aeroporto às 7h.

Um detalhe chamou a atenção: conforme o relato publicado pela *Folha*, o campo destinado aos documentos de identificação de Flávio estava em branco. A informação foi repassada ao piloto por um funcionário do aeroporto que não quis se identificar.

TRAVESSIA A PÉ E ROTA SOB SUSPEITA

A versão de uma possível fuga ganhou força depois que o canal argentino Todo Noticias informou que Flávio teria atravessado a fronteira entre Brasil e Argentina a pé, levando documentos. Segundo a repórter Eleonora Cole, a entrada teria ocorrido entre 21h e 22h de segunda-feira.

Puerto Iguazú fica na província argentina de Misiones, na região da Tríplice Fronteira, em frente a Foz do Iguaçu, no Paraná. A localização permite deslocamentos rápidos entre os dois países, mas a suposta travessia do senador ainda depende de confirmação oficial.

Informações divulgadas pelo site O Brasilianista, reproduzidas pelo BNews, apontaram que Flávio teria deixado o Brasil com destino aos Estados Unidos, passando pela fronteira argentina. Já o portal Infobae também mencionou a aeronave LV-JQW. Dados de rastreamento de voos citados nas reportagens indicaram que o jato partiu de Buenos Aires às 22h14 e pousou em Puerto Iguazú às 23h45 de segunda-feira.

O quebra-cabeça, entretanto, continua incompleto. A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que não há registro de entrada de Flávio Bolsonaro no país. A Polícia Federal brasileira, por sua vez, estaria realizando levantamentos na região de fronteira para esclarecer o deslocamento atribuído ao senador.

ALIADOS NEGAM FUGA, MAS NÃO CONSEGUEM CONTATO

Aliados de Flávio negam que ele tenha tentado fugir do Brasil, mas, segundo as informações divulgadas, também não teriam conseguido contato com o parlamentar desde a noite de segunda-feira. O silêncio alimenta as especulações e aumenta o desgaste político em torno do episódio.

O caso ocorre depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar a apreensão dos passaportes funcionais e comum do senador, conforme relatado nas informações que deram origem à notícia. A medida tornou ainda mais delicada qualquer suspeita de deslocamento internacional.

Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi derrotado na disputa presidencial de 2026. Agora, em vez de encerrar o ciclo eleitoral e reorganizar seu campo político, o senador se vê envolvido em uma história que mistura dúvidas sobre seu paradeiro, informações contraditórias e uma possível viagem internacional.

A pergunta central permanece sem resposta: Flávio embarcou no jato e deixou o continente ou seu nome apareceu na lista sem que a viagem se concretizasse?

Até que as autoridades esclareçam o percurso e confirmem o paradeiro do parlamentar, a hipótese de fuga precisa ser tratada como suspeita, não como fato consumado. Mas uma coisa é evidente: quando o nome de um senador aparece associado a uma aeronave privada em meio a uma investigação e seus próprios aliados dizem não conseguir localizá-lo, o episódio deixa de ser um simples boato de bastidor e passa a exigir explicações públicas.


JANJÃO PERCORRE PERNAMBUCO PARA AGRADECER VOTOS E REFORÇA DIÁLOGO COM MUNICÍPIOS

O deputado estadual eleito Janjão (PSD) segue percorrendo Pernambuco para agradecer os votos recebidos nas eleições de 2026 e manter a aproximação com as lideranças políticas e a população que participaram de sua caminhada eleitoral. Desta vez, a agenda chegou a Cupira, no Agreste pernambucano, onde o futuro parlamentar concedeu entrevista à Rádio Agreste FM.

Mesmo sem figurar entre suas principais bases eleitorais, Cupira teve participação na votação que garantiu a eleição de Janjão para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). No município, ele recebeu 391 votos, resultado que agora integra a conta de apoios que o deputado eleito busca reconhecer pessoalmente.

A votação estadual de Janjão chegou a 67.479 votos, distribuídos por 163 municípios e Fernando de Noronha. O resultado ampliou o alcance político do ex-prefeito de Bom Jardim, que, após dois mandatos à frente da gestão municipal, se prepara para assumir uma cadeira na Alepe em fevereiro de 2027.

Nos bastidores, o roteiro de visitas também representa uma oportunidade para preservar alianças, ouvir demandas e iniciar a construção de uma atuação parlamentar conectada às diferentes regiões do Estado. A eleição ficou para trás, mas o desafio de transformar votos em presença política e trabalho legislativo começa agora.

Conhecido pela atuação no Agreste e pela mobilização em municípios do interior, Janjão inicia essa nova fase com uma base eleitoral espalhada por Pernambuco. A expectativa é que as visitas continuem nas próximas semanas, mantendo o contato com as cidades que contribuíram para sua chegada ao Legislativo estadual.

Do Blog do Edney: agradecer os votos é parte do compromisso assumido nas urnas. A partir de 2027, o desafio de Janjão será transformar os 67.479 votos em trabalho, presença e resultados para Pernambuco.

ARGENTINA DIZ QUE NÃO HÁ REGISTRO DE ENTRADA DE FLÁVIO BOLSONARO NO PAÍS

Governo Milei afirma que senador não aparece nos registros migratórios e abre procedimento para fiscalizar aeronave citada em reportagem
A história sobre uma possível passagem de Flávio Bolsonaro pela Argentina ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (27). A Direção Nacional de Migrações do governo de Javier Milei informou que não há registro de entrada do senador brasileiro no país, contrariando a informação divulgada pelo portal argentino Infobae.

“Informamos que não há registro de entrada de Flávio Nantes Bolsonaro no país”, afirmou o órgão ao portal G1.

A informação publicada pelo Infobae apontava que Flávio teria entrado em território argentino e que, de lá, seguiria em um voo particular para os Estados Unidos. A versão, no entanto, passou a ser questionada após o posicionamento oficial das autoridades migratórias argentinas.

Em nota, a Direção Nacional de Migrações informou ainda que iniciou procedimentos de fiscalização da aeronave mencionada na reportagem e de sua tripulação. Segundo o órgão, não foi apresentado plano de voo que incluísse integrantes da família Bolsonaro.

Responsável pelo controle migratório na Argentina, a DNM é vinculada ao Ministério da Segurança Nacional do país.

O episódio coloca em evidência a divergência entre a informação divulgada pela imprensa argentina e os dados apresentados oficialmente pelo governo Milei. Até o momento, conforme o posicionamento citado pelo G1, as autoridades migratórias afirmam não ter registro da entrada do senador no país.

Edney Souto | Blog do Edney

NA LUPA 🔎 PLANTÃO 🧭 - CENTRÃO ABANDONA FLÁVIO BOLSONARO, RECONHECE LULA E DEIXA O SENADOR CADA VEZ MAIS ISOLADO: NA POLÍTICA, ATÉ A LEALDADE TEM PRAZO DE VALIDADE

A derrota nas urnas parece ter sido apenas o primeiro golpe para Flávio Bolsonaro. Agora, o senador enfrenta um problema que pode ser ainda mais doloroso para quem sonhava liderar a oposição nacional: ver antigos aliados mudarem de posição, reconhecerem a vitória de Lula e tratarem de salvar os próprios interesses enquanto ele insiste em contestar o resultado eleitoral.

O Centrão, esse velho conhecido da política brasileira que raramente se apaixona por candidato e quase nunca perde de vista o poder, começa a dar sinais de que não pretende afundar junto com o bolsonarismo. Partidos e lideranças que caminharam com Flávio durante a campanha passaram a reconhecer a vitória de Lula. O movimento é político, calculado e revelador. Quando a urna entrega o resultado, muitos aliados descobrem rapidamente que a fidelidade tem prazo de validade.

O mais constrangedor é que até a direção nacional do próprio PL reconheceu a vitória petista, embora tenha apresentado questionamentos sobre o processo eleitoral. Flávio, por sua vez, mantém a contestação e fala em anulação do resultado. Está criada uma situação incômoda: enquanto o partido procura preservar seu espaço institucional, o senador insiste numa estratégia que não encontra adesão irrestrita nem dentro do próprio campo político.

O Centrão já entendeu o recado das urnas. A pergunta é se Flávio Bolsonaro também entendeu.

O PODER NÃO ESPERA QUEM NÃO ACEITA A DERROTA

Na política brasileira, o discurso de lealdade costuma durar até o momento em que deixa de ser conveniente. Durante a campanha, Flávio era o nome que precisava receber apoio. Depois da derrota, passou a ser também um problema que cada partido terá de avaliar antes de decidir quanto pretende se comprometer com sua estratégia.

O reconhecimento da vitória de Lula não significa que o Centrão tenha virado governista de carteirinha. Significa que seus dirigentes sabem a diferença entre fazer oposição e tentar transformar uma derrota eleitoral numa crise permanente. Querem negociar, preservar espaço no Congresso e continuar influenciando os rumos do país.

É o pragmatismo de sempre. Quando existe perspectiva de vitória, aparecem fotografias, discursos inflamados e declarações de fidelidade. Quando a conta não fecha, cada liderança começa a cuidar da própria sobrevivência.

Flávio pode até manter a retórica de enfrentamento, mas precisará responder a uma questão fundamental: quem estará disposto a acompanhá-lo se os principais partidos do centro político preferirem negociar com o governo eleito?

A POLÊMICA SOBRE A VIAGEM AUMENTA O DESGASTE

Como se o isolamento político não bastasse, as notícias sobre uma possível passagem de Flávio pela Argentina acrescentaram outro elemento à crise.

Reportagens publicadas nesta terça-feira informaram que o senador teria entrado no país vizinho e poderia seguir para os Estados Unidos em um avião particular. A informação, entretanto, não foi confirmada oficialmente. A Direção Nacional de Imigrações da Argentina declarou que não encontrou registro de entrada em nome de Flávio Nantes Bolsonaro, enquanto aliados negaram que ele tivesse deixado o Brasil.

A ausência de confirmação alimenta perguntas, mas não autoriza transformar suspeita em certeza. Não é possível afirmar que o senador fugiu do país sem comprovação. O que existe é uma controvérsia que exige esclarecimentos objetivos sobre seu paradeiro e sobre as informações divulgadas.

O caso ganhou ainda mais repercussão diante das notícias envolvendo seus passaportes e as providências atribuídas às autoridades brasileiras. É necessário acompanhar os atos oficiais e distinguir o que foi efetivamente determinado do que ainda está sendo apurado.

Politicamente, porém, o estrago já está posto: num momento em que deveria explicar sua estratégia depois da derrota, Flávio se vê no centro de uma nova polêmica, enquanto seus aliados procuram se reposicionar.

O BOLSONARISMO CORRE O RISCO DE FICAR FALANDO SOZINHO

A grande questão já não é apenas a derrota de Flávio para Lula. É saber quem terá condições de comandar a oposição daqui para a frente.

Uma oposição forte precisa de discurso, organização, apoio parlamentar e capacidade de dialogar com setores que não fazem parte de sua base mais fiel. Não basta gritar contra o resultado, atacar adversários e esperar que os aliados acompanhem tudo por obrigação.

Se o Centrão decidir manter distância da estratégia de Flávio, o senador poderá descobrir que mobilizar a militância é uma coisa e construir maioria política é outra completamente diferente.

O Congresso não funciona apenas com indignação de rede social. Funciona com votos, articulações, acordos e capacidade de reunir forças diferentes em torno de objetivos concretos. Quem perde esse jogo pode continuar fazendo barulho, mas corre o risco de perder influência.

E existe uma ironia nessa história: o mesmo campo político que durante a campanha procurou apresentar Flávio como alternativa para o país agora precisa administrar a derrota e decidir até onde vale a pena comprar suas brigas.

NA LUPA PLANTÃO: O CENTRÃO NÃO TEM SAUDADE DE DERROTADO

O movimento é duro, mas não surpreende. O Centrão raramente trata uma derrota como compromisso para a eternidade. Seus integrantes sabem que o poder muda de mãos e que a política exige adaptação.

Lula venceu e assumirá o próximo período de governo com a legitimidade conferida pelo resultado eleitoral proclamado. A oposição tem todo o direito de fiscalizar, criticar e questionar eventuais irregularidades pelos meios legais. O que não pode é substituir provas por suspeitas nem tratar a vontade popular como um resultado que só vale quando o próprio candidato vence.

Flávio Bolsonaro está diante de uma escolha: organizar uma oposição capaz de dialogar com o país real ou permanecer preso a uma contestação que pode afastar até os aliados que ainda lhe restam.

O Centrão já começou a fazer suas contas. E, pelo comportamento de suas lideranças, parece menos interessado em salvar o projeto político de Flávio do que em garantir o próprio lugar na próxima rodada de negociações.

Na política, a derrota não leva apenas votos. Às vezes, leva junto os amigos, os discursos de fidelidade e até os companheiros de fotografia.

E a pergunta que fica é simples: se nem todos os aliados do próprio partido estão dispostos a seguir Flávio nessa contestação, por que o Centrão colocaria seu futuro em jogo para comprar uma briga que não é mais sua?

Edney Souto | Blog do Edney

LUTO: MORRE AOS 48 ANOS CAMILA KFOURI, FILHA DO JORNALISTA JUCA KFOURI

A dor de um pai que perde uma filha ganhou palavras difíceis de esquecer. Camila Kfouri, filha do jornalista esportivo Juca Kfouri e de Leda Kfouri, morreu aos 48 anos, deixando familiares, amigos e pessoas que acompanharam sua trajetória profundamente abalados. A morte foi confirmada pelo próprio jornalista em um texto emocionante publicado no UOL Esporte. A causa do falecimento não foi divulgada.

Camila morreu na segunda-feira (26), mas a notícia repercutiu nesta terça-feira (27), provocando manifestações de pesar nas redes sociais e no meio jornalístico e cultural.

Ao comunicar a perda, Juca Kfouri não escondeu a dimensão do sofrimento. “Perdi hoje uma das paixões de minha vida. Sinto na carne a dor que imaginava ser a maior de todas”, escreveu o jornalista, em um relato marcado pela tristeza e pela dificuldade de imaginar a vida depois da partida da filha.

Conhecida carinhosamente como Cam, Camiloca e Joaninha, Camila era a única filha mulher entre os quatro filhos de Juca e Leda. Mais do que filha de um dos nomes conhecidos do jornalismo esportivo brasileiro, construiu uma trajetória própria, marcada por diferentes experiências profissionais e pelos laços de amizade que cultivou ao longo da vida.

Formada em Psicologia, Camila atuava como psicóloga e psicoterapeuta. Antes de se dedicar à profissão, trabalhou como produtora na Conspiração Filmes e também desenvolveu atividades como DJ, com repertório voltado à música brasileira. Na homenagem, o pai destacou o talento da filha nas diferentes áreas em que atuou e a rede de amizades que ela construiu.

A história de Camila também foi marcada por problemas de saúde. Em seu relato, Juca Kfouri recordou um episódio traumático ocorrido quando ela tinha apenas seis anos: a menina presenciou o avô paterno ser baleado durante um assalto na porta da residência da família. Segundo o jornalista, o episódio foi seguido por sequelas e dificuldades que a acompanharam ao longo dos anos.

Juca mencionou complicações de saúde enfrentadas pela filha, entre elas disfunção da glândula suprarrenal e neuropatia diabética, além de questões relacionadas à compulsão alimentar e uma cirurgia bariátrica. O jornalista relacionou esse histórico às consequências daquele trauma vivido na infância, mas não foi divulgada uma causa médica específica para a morte.

A despedida também mobilizou amigos próximos. A artista plástica Rita Wainer, amiga de Camila havia mais de três décadas, publicou uma homenagem nas redes sociais e expressou a dificuldade de encontrar palavras diante da perda. O cineasta Fernando Grostein também lamentou a morte da amiga, a quem considerava como uma irmã.

O velório de Camila está previsto para esta terça-feira (27), das 11h às 15h, no Cerimonial Pacaembu, em São Paulo. A cremação está marcada para as 16h30, no Crematório Vila Alpina.

Ao se despedir, Juca Kfouri deixou uma declaração que traduz a dimensão de uma perda para a qual não existem palavras capazes de oferecer consolo: “Só sei que a levarei comigo até o fim”.

Aos 48 anos, Camila deixa uma história que passou pela psicologia, pelo audiovisual e pela música, mas que, acima de tudo, permanece na memória de quem conviveu com ela. Para a família, fica a ausência irreparável; para o pai, o desafio de seguir vivendo com a lembrança de uma filha que, como ele próprio escreveu, era uma das grandes paixões de sua vida.

Blog do Edney — A notícia verdade.

ADVOGADOS E ALIADOS TENTAM FALAR COM FLÁVIO BOLSONARO, MAS NÃO CONSEGUEM CONTATO EM MEIO A SUSPEITA DE VIAGEM AO EXTERIOR

A dificuldade de localizar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) movimentou os bastidores políticos nesta terça-feira (27) e aumentou as dúvidas sobre o paradeiro do parlamentar. Advogados e aliados tentaram estabelecer contato por telefone e mensagens, mas, segundo informações divulgadas pela imprensa, não conseguiram obter resposta. O episódio ganhou repercussão em meio às notícias de que o senador poderia ter deixado o Brasil com destino aos Estados Unidos, passando pela Argentina.

De acordo com relatos publicados pelo UOL e pelo Blog do Magno, integrantes do círculo político e jurídico de Flávio buscavam falar com ele desde as primeiras horas da manhã. Até aproximadamente 9h30, as tentativas não haviam produzido uma confirmação direta sobre onde o senador estava. A ausência de comunicação aumentou a expectativa por um posicionamento oficial do parlamentar ou de sua assessoria.

A situação ganhou novos contornos depois que o jornal argentino Infobae publicou uma reportagem afirmando que Flávio teria entrado na Argentina e que poderia seguir para os Estados Unidos em um avião particular. A publicação mencionou um jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, registrado em nome da empresa Baires Fly S.A., e informou que havia procedimentos de imigração e alfândega solicitados para quatro passageiros e três tripulantes. Essas informações, entretanto, não comprovavam que o senador estivesse a bordo da aeronave.

O governo argentino apresentou uma versão diferente. Autoridades ligadas à imigração informaram que não havia registro de entrada de Flávio Bolsonaro no país. A negativa contradisse a informação publicada pelo Infobae e colocou em evidência a necessidade de esclarecer se o parlamentar realmente atravessou a fronteira e, em caso positivo, por qual rota teria realizado o deslocamento.

No Brasil, o assunto ganhou ainda mais peso por causa de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na segunda-feira (26), Flávio divulgou que havia recebido uma determinação judicial para entregar seus passaportes e não deixar o território nacional. A medida está relacionada a uma investigação que envolve o senador e o advogado Willer Tomaz, incluindo a proibição de contato entre os dois.

O parlamentar afirmou publicamente que cumpriria a determinação judicial, mas também criticou a decisão e declarou que pretendia contestá-la pelos meios legais. A ordem estabeleceu prazo para a entrega dos documentos, e as informações divulgadas na manhã desta terça-feira indicavam que ainda não havia confirmação pública de que os passaportes tivessem sido entregues às autoridades.

A possibilidade de uma viagem internacional passou, assim, a ser acompanhada com atenção pela Polícia Federal, que buscava esclarecer os registros migratórios e obter informações junto às autoridades argentinas. Até o momento, porém, não havia confirmação independente de que Flávio tivesse chegado à Argentina ou embarcado para os Estados Unidos.

No campo político, a dificuldade de contato com o senador também provocou questionamentos entre aliados, especialmente porque a informação sobre uma possível viagem surgiu justamente quando havia uma determinação judicial impedindo sua saída do país. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio, negou que ele tivesse deixado o Brasil.

O caso reúne, portanto, versões distintas e pontos ainda sem esclarecimento. De um lado, há uma reportagem argentina que aponta uma possível passagem de Flávio pelo país vizinho; de outro, o governo argentino afirma não encontrar registro de sua entrada. Ao mesmo tempo, aliados tentavam falar com o senador sem conseguir uma confirmação direta sobre seu paradeiro.

Até o fechamento desta matéria, não havia comprovação independente de que Flávio Bolsonaro tivesse viajado para os Estados Unidos. O esclarecimento definitivo depende de informações oficiais das autoridades responsáveis e de uma manifestação direta do próprio parlamentar ou de sua assessoria.

O episódio acrescenta mais um capítulo à turbulência política que envolve o entorno do bolsonarismo após a derrota de Flávio para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Agora, além das disputas políticas e jurídicas, a principal pergunta nos bastidores é onde está o senador e quando ele dará explicações públicas sobre as informações divulgadas.