quarta-feira, 28 de outubro de 2026

TRAPALHÃO - FLÁVIO BOLSONARO APAGA CARTA EM QUE SE AUTOPROCLAMAVA PRESIDENTE ELEITO E TROCA TÍTULO POR “LÍDER DO BRASIL”

Senador recuou poucos minutos depois da publicação inicial, retirou as declarações em que reivindicava a Presidência e manteve acusações de fraude eleitoral sem apresentar provas.

O discurso mudou antes mesmo de a repercussão esfriar. Depois de divulgar uma carta em que se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, Flávio Bolsonaro (PL) retirou os trechos da publicação e divulgou uma versão revisada do documento nesta quarta-feira (28). No lugar da autoproclamação, passou a reivindicar para si o papel de “líder do Brasil”.

A mudança aconteceu poucas horas depois de o senador desembarcar nos Estados Unidos, para onde viajou após deixar o território brasileiro. A carta original circulou nas redes sociais por meio de aliados e continha declarações que colocavam em dúvida o resultado da eleição presidencial vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no último domingo (25).

Na primeira versão, Flávio afirmava que se dirigia aos brasileiros e à comunidade internacional como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Mais adiante, repetia a declaração e acusava adversários e integrantes das instituições de terem roubado a eleição. Na versão revisada, as referências à condição de presidente eleito foram substituídas pela palavra “líder”.

A alteração foi registrada por veículos como Folha de S.Paulo, Veja, Terra e Metrópoles. As reportagens também destacaram que as acusações de fraude apresentadas pelo senador não vieram acompanhadas de provas que demonstrassem irregularidades capazes de alterar o resultado da votação.

RECUO DEPOIS DA REPERCUSSÃO

A retirada das expressões mais contundentes ocorreu em meio à repercussão da carta, que apresentou Flávio como vencedor de uma eleição cujo resultado oficial apontou a vitória de Lula.

O episódio também chamou atenção por um detalhe da primeira versão: o brasão reproduzido no documento trazia a expressão “Estados Unidos do Brazil”, com a letra Z. O arquivo foi substituído por outra versão com um símbolo diferente.

A mudança no texto, entretanto, não significou abandono da contestação política. Flávio continuou questionando o resultado eleitoral e atribuindo a vitória de Lula a supostas irregularidades, sem apresentar evidências que comprovassem suas acusações.

ACUSAÇÕES CONTRA O JUDICIÁRIO

Na carta revisada, o senador manteve críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Também voltou a questionar a extensão do horário de votação em determinadas localidades no segundo turno.

A alegação precisa ser colocada em perspectiva: questionar decisões judiciais é legítimo, mas acusações de fraude eleitoral exigem provas. Até o momento da publicação das reportagens consultadas, não havia evidências apresentadas por Flávio que demonstrassem que a medida mencionada tenha alterado o resultado nacional.

A diferença entre as duas versões está justamente na forma como o senador se apresenta. Primeiro, reivindicou o título de presidente eleito; depois, retirou a afirmação e passou a se definir como líder político.

OPOSIÇÃO A PARTIR DOS ESTADOS UNIDOS

Apesar da alteração, Flávio manteve a intenção de liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos. Na carta, agradeceu aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, e afirmou que pretende continuar se dirigindo aos brasileiros, além de organizar uma estratégia de mobilização de seus apoiadores.

O senador também negou que sua saída do país represente uma fuga e justificou a decisão com alegações de perseguição política e falta de segurança jurídica no Brasil.

A viagem e a carta abrem uma nova etapa de sua atuação política, agora com a promessa de comandar aliados à distância. A estratégia deverá ser acompanhada pelos próximos movimentos do PL, de parlamentares da oposição e das lideranças que apoiaram sua candidatura.

Por enquanto, o fato concreto é que a declaração mais explícita da carta original não permaneceu na versão revisada. Flávio retirou a autoproclamação de presidente eleito, mas manteve o discurso de contestação ao resultado das urnas.

A troca de palavras encerra a publicação inicial, mas não a disputa política que o senador pretende manter depois da derrota eleitoral.

EM AGENDA NA ESPANHA, GOVERNADORA RAQUEL LYRA AVANÇA EM PARCERIAS PARA DESCARBONIZAÇÃO, ENERGIA RENOVÁVEL, EMBUTIMENTO de FIACÃO E MODERNIZAÇÃO DA REDE ELÉTRICA


Dando continuidade à agenda oficial de atração de investimentos na Espanha, a governadora Raquel Lyra reuniu-se nesta quarta-feira (28), em Madri, com o presidente executivo global da empresa de eletricidade Iberdrola, Ignacio Sánchez Galán, e com o diretor-presidente da Neoenergia no Brasil, Eduardo Capelastegui Saiz. O encontro teve como objetivo aprofundar parcerias estratégicas em transição energética e acompanhar os desdobramentos da renovação da concessão da Neoenergia Pernambuco até 2060, que prevê a aplicação de R$ 9,7 bilhões no Estado até 2030.

No Bairro do Recife, a iniciativa integra um plano de investimentos da Neoenergia Pernambuco focado na modernização e resiliência da rede, com orçamento de R$ 350 milhões para os trabalhos na rede elétrica. "Garantir uma rede elétrica moderna e sustentável é fundamental para levar mais qualidade de vida à população e criar um ambiente favorável para quem quer investir em Pernambuco. Nossa parceria com a Iberdrola e a Neoenergia fortalece projetos estratégicos que vão desde a climatização de nossas escolas públicas e a revitalização do Recife Antigo com o embutimento da fiação, até a descarbonização de Fernando de Noronha e a melhoria do fornecimento de energia em todas as regiões do nosso estado", afirmou a governadora Raquel Lyra.

A reunião focou no fortalecimento da infraestrutura elétrica como vetor de desenvolvimento sustentável e atração de novos negócios em Pernambuco. Entre os principais projetos em pauta esteve o Noronha Verde, iniciativa com investimento estimado em R$ 350 milhões que combina geração solar fotovoltaica (22 MWp) e sistema de armazenamento de energia em baterias (BESS, 49 MWh) sob responsabilidade da distribuidora. A estrutura tornará Fernando de Noronha a primeira ilha da América Latina com 100% de matriz descarbonizada, substituindo a dependência do gerador a diesel por uma solução de energia limpa.

Outro ponto da reunião foi o avanço das intervenções urbanas de fiação subterrânea no Bairro do Recife, iniciativa executada em articulação com a Prefeitura do Recife, Recentro e Porto Digital. Com aporte previsto de R$ 350 milhões da Neoenergia Pernambuco para a modernização da rede elétrica da área, o projeto já converteu 100% da rede da Rua do Apolo para o modelo subterrâneo e avança pelas Ruas da Guia, do Observatório e Cais da Alfândega, visando conferir maior resiliência e preservar o patrimônio histórico.

A pauta tratou ainda da cooperação técnica para a climatização integral da rede pública estadual de ensino. O Governo do Estado tem como meta climatizar 100% das 1.081 escolas estaduais até 2026, com investimentos de R$ 120 milhões. Das unidades da rede, 640 já se encontram climatizadas, e o Estado trabalha em sinergia com a engenharia da Neoenergia para realizar as adequações elétricas e ligações de carga nas 514 escolas restantes.

Também foram discutidos os investimentos na infraestrutura regional do Estado, incluindo o reforço da rede no Litoral pernambucano com investimento de R$ 62 milhões e a destinação de R$ 246 milhões a Caruaru até 2030, além da expansão de usinas solares e do desenvolvimento de novas cadeias sustentáveis, como a mobilidade elétrica e os combustíveis do futuro.

Acompanharam a governadora no encontro o secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça, e o diretor-presidente da Copergás, Guilherme Cavalcanti.

Fotos: Divulgação

DERROTADO NAS URNAS, FLÁVIO BOLSONARO SE AUTOPROCLAMA PRESIDENTE ELEITO E TENTA TRANSFORMAR OS EUA EM PALANQUE

Após perder para Lula, senador divulga carta com acusações de fraude sem apresentar provas, ataca instituições brasileiras e promete liderar a oposição do exterior. A derrota eleitoral virou uma batalha contra o resultado das urnas.

A derrota não foi digerida. E a distância do Brasil parece ter servido de cenário para uma nova investida política. Nesta quarta-feira (28), depois de chegar aos Estados Unidos com a família, o senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma carta na qual se apresenta como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. O problema é que as urnas deram a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno realizado no domingo (25), e a retórica do candidato derrotado não muda o resultado eleitoral.

O documento, divulgado por aliados, transforma a derrota em uma narrativa de perseguição, acusa autoridades brasileiras de fraude e ataca duramente o Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio, porém, não apresentou provas que sustentem suas acusações de fraude eleitoral. 

A carta representa mais um capítulo de uma estratégia que começou logo depois da apuração: contestar o resultado, questionar decisões das autoridades eleitorais e tentar manter mobilizada a parcela do eleitorado que apostou em sua candidatura.

O RESULTADO DAS URNAS NÃO SE MUDA COM UMA CARTA

Flávio tenta transformar uma derrota eleitoral em argumento para reivindicar uma legitimidade que não conquistou na votação. Ao se declarar presidente eleito, ignora o resultado oficial e adota um discurso que ultrapassa a crítica política comum: trata a vitória do adversário como fraude, sem apresentar elementos capazes de comprovar a acusação.

Entre as justificativas, o senador questiona a ampliação do horário de votação em algumas seções eleitorais, determinada diante de dificuldades de deslocamento de eleitores. Ele sustenta que a medida teria prejudicado a igualdade entre os votantes, mas não demonstra que a decisão tenha alterado o resultado nacional. 

Questionar uma decisão judicial é uma coisa. Apresentar acusações graves como se fossem fatos comprovados é outra. Em uma democracia, a disputa política não autoriza ninguém a escolher o resultado que prefere e desconsiderar aquele produzido pelas urnas.

DOS ESTADOS UNIDOS, FLÁVIO PROMETE COMANDAR A OPOSIÇÃO

Na carta, o senador afirma que não deixou o Brasil por vontade própria, mas por razões de segurança e pelo que classifica como perseguição política. Alega que, fora do país, terá liberdade para exercer o papel de liderança que, segundo ele, estaria impedido de desempenhar em território brasileiro.

Flávio também agradece aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, e anuncia que pretende conduzir a oposição brasileira a partir do exterior. Ele promete novas manifestações públicas e uma estratégia de mobilização dos apoiadores.

O movimento levanta uma questão política inevitável: como pretende liderar a oposição brasileira alguém que decidiu estabelecer sua base de atuação fora do país justamente depois de perder a eleição presidencial?

O senador tenta apresentar a saída como uma decisão de resistência. Seus críticos, por outro lado, enxergam na sequência dos acontecimentos uma tentativa de escapar do desgaste político provocado pela derrota e transferir a disputa para o campo internacional. A motivação alegada por Flávio é dele; a consequência política da decisão, porém, está exposta ao debate público.

A COMPARAÇÃO QUE ALIMENTA A NARRATIVA

Para sustentar seu discurso, Flávio compara sua situação à de figuras históricas como Rui Barbosa, Charles de Gaulle e José Martí, além de mencionar lideranças da oposição venezuelana, entre elas Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado.

A comparação procura dar à sua saída do Brasil a dimensão de um exílio político e apresentar sua atuação no exterior como uma missão de resistência democrática. É uma construção retórica que tenta colocar o senador no papel de perseguido por um sistema que ele acusa de agir ilegalmente.

Mas analogias históricas não substituem provas. Tampouco transformam uma derrota eleitoral em vitória ou conferem a alguém um mandato que não recebeu dos eleitores.

O BOLSONARISMO DIANTE DA DERROTA

A carta deixa claro que Flávio não pretende encerrar a disputa política com o resultado das urnas. Ao contrário, quer prolongá-la, mobilizar apoiadores e manter viva a contestação à vitória de Lula.

O Brasil já conhece os riscos de discursos que colocam em dúvida a legitimidade das instituições sem apresentar provas consistentes. A oposição tem espaço legítimo para fiscalizar o governo, criticar decisões judiciais, apresentar propostas e disputar eleições. O que não pode fazer é confundir inconformismo com direito de reescrever o resultado eleitoral.

Flávio Bolsonaro perdeu a eleição presidencial. Agora, tenta transformar a derrota em uma narrativa de resistência e a permanência nos Estados Unidos em plataforma política.

A pergunta que fica é se esse discurso pretende fortalecer uma oposição democrática ou apenas manter acesa a chama da inconformidade entre os próprios apoiadores.

Porque, no fim das contas, uma carta pode produzir manchetes, mobilizar militantes e alimentar uma crise política. Mas não substitui o voto, não comprova fraude e não transforma candidato derrotado em presidente eleito.

EMPRÉSTIMO DE R$ 1,9 BILHÃO DEVE GARANTIR NOVAS OBRAS EM PERNAMBUCO A PARTIR DE 2027

O Governo de Pernambuco avança nas articulações para viabilizar uma operação de crédito de R$ 1,9 bilhão, que poderá ampliar a capacidade de investimento do Estado e garantir a execução de novas obras a partir de 2027. A proposta tramita na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e estava prevista para ser votada ontem na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ).

A votação, no entanto, foi adiada após o deputado estadual Diogo Moraes (PSB) pedir vistas do projeto. O parlamentar aguarda informações complementares do Governo sobre a destinação dos recursos previstos na operaçoes.

RECURSOS PARA OBRAS

O deputado estadual Antônio Moraes (PSD) explicou que a operação está relacionada à perspectiva de aval do Governo Federal, o que permitirá a Pernambuco contratar o financiamento em 2027.

Segundo ele, as condições de juros são favoráveis, e os recursos poderão ser obtidos junto a instituições financeiras nacionais ou internacionais. O objetivo é ampliar os investimentos estaduais e viabilizar a realização de obras em diferentes áreas.

A operação representa uma possibilidade de reforçar a capacidade financeira do Estado para tirar projetos do papel, ampliar a infraestrutura e impulsionar ações estruturantes em Pernambuco.

Com a continuidade da tramitação na Alepe, a expectativa é que o projeto avance após as etapas necessárias de análise legislativa, permitindo que o Governo se prepare para contratar os recursos no próximo ano.

PT ESPERA GESTO DE RAQUEL LYRA PARA GARANTIR DORIEL BARROS NA ALEPE

O PT espera uma movimentação da governadora Raquel Lyra (PSD) para garantir a permanência de Doriel Barros na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Primeiro suplente da federação PT-PV-PCdoB nas eleições deste ano, o deputado poderá assumir uma cadeira caso algum parlamentar eleito pela federação seja convocado para integrar o secretariado estadual.

Nos bastidores, um dos nomes cotados para a equipe da governadora é o da deputada eleita Lara Santana, do PV. Caso a indicação se concretize, a mudança poderá abrir espaço para Doriel assumir o mandato na Alepe.

A expectativa petista tem um componente político importante. Doriel Barros vem mantendo uma postura de diálogo com a gestão Raquel Lyra e se tornou um defensor de iniciativas do governo estadual, construindo uma relação que pode favorecer as articulações para o próximo período legislativo.

Agora, o PT aguarda um gesto da governadora. A eventual ida de Lara Santana para o secretariado seria o caminho para garantir Doriel Barros na Assembleia, fortalecendo a presença do partido no Legislativo pernambucano.

A decisão, porém, está nas mãos de Raquel Lyra. Enquanto o governo organiza sua equipe, o PT acompanha os movimentos e espera que a relação política construída com a governadora se traduza em espaço concreto na Alepe.

Nos bastidores da política pernambucana, a expectativa é clara: o PT espera que Raquel abra a porta do secretariado para garantir Doriel Barros de volta à Assembleia.

GOVERNO DE PERNAMBUCO - NOTA DE PESAR

Nota de pesar
Recebi com pesar a notícia do falecimento de Eduardo Paes Mendonça, empresário que contribuiu para o desenvolvimento do nosso estado numa trajetória marcada pela atuação em diversos segmentos como varejo, indústria gráfica e em shopping centers e imóveis, além de ser fundador da organização social Casa Sorrir.

Em nome de Ana, sua esposa, filhos, netos e seu irmão, João Carlos Paes Mendonça, expresso minha solidariedade e rezo para que Deus, em sua infinita misericórdia, console os corações de seus familiares e inúmeros amigos neste momento de despedida. 

Raquel Lyra
Governadora de Pernambuco

AGLAILSON VICTOR BATE O PÉ E ENTRA NA DISPUTA PELA PRESIDÊNCIA DA ALEPE: “NÃO TEM RÉ”

A eleição para a presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), prevista para fevereiro de 2027, começa a ganhar contornos de uma disputa mais acirrada do que alguns imaginavam. O deputado estadual Aglailson Victor (PSD) demonstra disposição para levar adiante seu projeto de comandar o Legislativo estadual e, contrariando avaliações de que poderia recuar durante as articulações, afirma que sua candidatura não tem marcha à ré.

A declaração coloca o parlamentar no centro de uma disputa que já movimenta os bastidores da política pernambucana. O comando da Alepe está em jogo, mas a eleição vai muito além da escolha de um presidente: envolve a distribuição de espaços na Mesa Diretora, o controle de comissões estratégicas e a capacidade de articulação entre os deputados e o Palácio do Campo das Princesas.

A movimentação ocorre em um momento em que o PSD, partido da governadora reeleita Raquel Lyra, reivindica protagonismo na escolha do próximo presidente da Casa. A legenda elegeu nove deputados estaduais para a nova legislatura e quer transformar o tamanho da bancada em força política na composição da Mesa.

PSD QUER A PRESIDÊNCIA, MAS A DISPUTA INTERNA ESTÁ ABERTA

Aglailson Victor não está sozinho nessa corrida. As informações publicadas pelo Jornal do Commercio e repercutidas por outros veículos apontam quatro deputados do PSD interessados na presidência: além dele, Antonio Moraes, Débora Almeida e Joãozinho Tenório. Até as últimas informações localizadas, o partido ainda não havia anunciado oficialmente qual nome receberia o aval da legenda.

O cenário coloca o PSD diante de um desafio político: conciliar os projetos individuais sem comprometer a unidade da bancada. A governadora Raquel Lyra já manifestou interesse em construir uma composição de consenso, com espaço para diálogo entre os partidos aliados e atenção especial ao comando das comissões estratégicas da Assembleia.

A disputa também envolve o Podemos, que elegeu seis deputados e tem Gustavo Gouveia entre os nomes citados nas articulações, além da Federação União Progressista, que reúne oito parlamentares e busca espaço na futura Mesa Diretora. A distribuição dos cargos será parte fundamental das negociações.

FEVEREIRO SERÁ A HORA DA VERDADE

A eleição está prevista para 1º de fevereiro de 2027, quando começa oficialmente a nova legislatura. A votação será secreta, o que torna decisiva a capacidade de cada postulante de conquistar apoio entre os colegas, inclusive fora de seu próprio partido.

A declaração de Aglailson Victor de que seu projeto “não tem ré” sinaliza disposição para continuar na disputa, mesmo diante das negociações internas. Mas há uma diferença importante entre manter a candidatura e conseguir reunir os votos necessários para vencer.

Nos bastidores, a pergunta que movimenta a política pernambucana é se o PSD conseguirá fechar questão em torno de um único nome ou se a disputa vai se prolongar até os últimos momentos. Com quatro interessados na própria legenda e outros grupos reivindicando espaço, a corrida pela presidência da Alepe está longe de ser uma questão resolvida.

Por enquanto, Aglailson Victor mantém o pé no acelerador. Resta saber quem conseguirá transformar articulação em voto quando chegar a hora de decidir o comando da Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Edney Souto | Blog do Edney — a notícia verdade.

PREFEITURA DE GARANHUNS - NOTA DE ESCLARECIMENTO


A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH), por meio da Coordenação do Cadastro Único, vem a público esclarecer que o Município de Garanhuns, não possui competência para aprovar, bloquear ou cancelar benefícios do Programa Bolsa Família ou de outros benefícios socioassistenciais, uma vez que tais decisões seguem as regras, os cruzamentos de dados e os procedimentos definidos pelo Governo Federal.

A atuação do Município consiste em realizar o cadastramento e a atualização das informações das famílias no Cadastro Único, com base nas declarações prestadas pelo Responsável Familiar. As informações registradas possuem caráter autodeclaratório, cabendo ao declarante a responsabilidade pela veracidade dos dados informados, nos termos da legislação vigente.

Ressaltamos ainda que, em respeito à Lei nº 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD), a Secretaria preserva a privacidade e o sigilo das informações pessoais e cadastrais dos usuários, não podendo divulgá-las a terceiros, salvo nas hipóteses legalmente autorizadas.

A SASDH reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a proteção dos dados dos cidadãos, prestando esclarecimentos institucionais dentro dos limites estabelecidos pela legislação.
 
 
Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos
Coordenação do Cadastro Único - Garanhuns/PE