sábado, 31 de outubro de 2026

A URNA FECHOU, A PROMESSA FICOU PELO CAMINHO: GOVERNADORES QUE DEFENDIAM MENOS IMPOSTOS APROVAM AUMENTO DO ICMS DOS COMBUSTÍVEIS

Tarcísio de Freitas, Jorginho Mello e Celina Leão estão entre os governantes associados ao bolsonarismo cujos estados participaram da aprovação do reajuste. Decisão veio apenas 48 horas depois da derrota de Flávio Bolsonaro e terá impacto sobre gasolina, diesel e gás de cozinha.

Tem promessa que atravessa uma campanha inteira. Tem discurso que rende palanque, aplausos e declarações inflamadas contra o peso dos impostos. Mas existe também o momento em que a propaganda eleitoral termina e os governantes precisam mostrar, na prática, como pretendem administrar o dinheiro público.

Foi justamente nesse intervalo entre o discurso e a realidade que surgiu uma decisão capaz de provocar desconforto entre eleitores que ouviram, durante a campanha de 2026, tantas manifestações em defesa da redução de impostos.

No dia 25 de outubro, os brasileiros foram às urnas para escolher o presidente da República no segundo turno. Dois dias depois, em 27 de outubro, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou novos valores para o ICMS dos combustíveis. A mudança começará a valer em 1º de fevereiro de 2027.

Entre os governos estaduais envolvidos estão administrações comandadas por políticos identificados com o bolsonarismo, como Tarcísio de Freitas, em São Paulo; Jorginho Mello, em Santa Catarina; e Celina Leão, no Distrito Federal.

A coincidência de calendário não prova que a derrota de Flávio Bolsonaro tenha provocado a decisão. Mas coloca uma questão política incontornável: como conciliar o discurso de campanha contra o aumento da carga tributária com a aprovação de uma medida que eleva o imposto sobre produtos presentes no orçamento diário da população?

AS PROMESSAS TÊM DATA, OS IMPOSTOS TAMBÉM

Em Santa Catarina, Jorginho Mello assinou, em setembro, um compromisso com a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) para não elevar a carga tributária estadual durante o próximo mandato, de 2027 a 2030.

O compromisso não tratava exclusivamente dos combustíveis, mas a aprovação do reajuste do ICMS coloca o governo catarinense diante da necessidade de explicar como pretende compatibilizar as duas decisões.

No Distrito Federal, Celina Leão havia defendido, em 22 de outubro, a manutenção de impostos reduzidos sobre combustíveis. Cinco dias depois, o governo do DF participou da aprovação dos novos valores.

Já Tarcísio de Freitas, que construiu parte de seu discurso político em torno da redução do peso dos impostos, também ficou associado à decisão. No dia 27 de outubro, o governador paulista defendeu publicamente a redução da carga tributária, enquanto seu estado participava da aprovação dos convênios no Confaz.

A relação entre as declarações e a decisão tributária merece ser examinada com atenção. Não se trata de afirmar que os três governadores fizeram exatamente a mesma promessa, mas de cobrar coerência entre os compromissos públicos e as decisões de seus governos.

O DIESEL TERÁ A MAIOR ALTA

Os novos valores são objetivos e atingem três produtos essenciais:

A gasolina terá o ICMS elevado de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, acréscimo de R$ 0,07.

O diesel passará de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, aumento de R$ 0,13, equivalente a 11,1%.

No gás de cozinha, a tributação passará de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo. Em um botijão de 13 quilos, a diferença na parcela do imposto será de R$ 0,91.

O diesel merece atenção especial. É o combustível que movimenta boa parte do transporte rodoviário brasileiro. Quando seu custo aumenta, o impacto pode alcançar o frete, a distribuição de alimentos, o transporte de mercadorias e diversos serviços.

Não significa que todo o reajuste será automaticamente repassado aos consumidores, mas a pressão sobre os custos existe.

NÃO FOI APENAS A DIREITA QUE APROVOU

É importante separar a cobrança política da informação institucional.

A decisão foi tomada no Confaz, que reúne representantes das secretarias estaduais de Fazenda. A ratificação dos convênios ocorreu por unanimidade, envolvendo os 26 estados e o Distrito Federal.

Portanto, não seria correto atribuir o aumento exclusivamente aos governadores bolsonaristas. Governos de diferentes partidos participaram da decisão, inclusive Pernambuco, representado pelo secretário da Fazenda, Juarez Andrade de Morais.

O que chama atenção é que alguns dos governantes que participaram da aprovação haviam assumido compromissos públicos contra o aumento da carga tributária.

A LEI NÃO OBRIGAVA NECESSARIAMENTE A AUMENTAR

Os governos estaduais justificam a atualização com base na metodologia prevista na Lei Complementar 192/2022, que estabeleceu a cobrança monofásica do ICMS sobre combustíveis, por valores fixos por litro ou quilo.

O Comsefaz sustenta que a atualização considera a variação dos preços médios dos combustíveis apurados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Existe, porém, um detalhe importante: a legislação estabelece regras para a definição das alíquotas, mas não determina que os estados sejam obrigados a aumentar os valores. A decisão sobre os montantes é tomada conjuntamente pelos próprios estados.

O Comsefaz também informou que os governos estudam alternativas para reduzir o reajuste previsto para o diesel diante da instabilidade internacional dos preços do petróleo.

A COBRANÇA QUE SOBRA PARA O CONTRIBUINTE

O debate não termina na política partidária. Ele chega ao posto de combustível, ao caminhoneiro, ao comerciante, ao trabalhador que abastece o carro e à família que precisa comprar um botijão de gás.

Governar exige arrecadar e manter serviços públicos. Isso é parte da responsabilidade administrativa. Mas também exige transparência, coerência e explicações quando decisões concretas entram em conflito com compromissos apresentados à população.

O eleitor não escolhe governantes apenas para ouvir o que eles pretendem fazer antes da eleição. Também tem o direito de cobrar o que fazem depois dela.

A campanha terminou em 25 de outubro. O reajuste foi aprovado em 27 de outubro. E a partir de fevereiro de 2027, o contribuinte começará a conviver com os novos valores.

No palanque, o discurso era de menos impostos. Na administração, a decisão foi outra.

E fica uma pergunta que não pertence a partido algum: quando um governante promete não aumentar impostos, essa promessa continua valendo depois que ele recebe o voto?

Edney Souto | Blog do Edney

MUNICÍPIOS DE BREJO DA MADRE DE DEUS E CACHOEIRINHA RECEBEM PROGRAMA ESTADUAL DE CASTRAÇÃO ANIMAL

Iniciativa leva castração gratuita às regiões de Pernambuco e fortalece as ações de bem-estar animal e saúde pública

No Agreste pernambucano, os municípios de Brejo da Madre de Deus e Cachoeirinha receberam o programa estadual de castração de cães e gatos. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha, faz parte da Política Estadual de Controle Populacional de Cães e Gatos, que prevê mais de 40 mil procedimentos gratuitos à população.

Em Brejo da Madre de Deus, o castramóvel estará a partir deste sábado (31) e seguirá até o dia 2 de novembro, na Escola Maria da Glória Oliveira Aguiar, na Rua José Araújo Guerra, nº 103, no Centro. Em seguida, a ação será realizada em Cachoeirinha, no Ginásio Leopoldo Lourenço Sobral, na Rua São Vicente de Paula, nº 49, no Centro, entre 5 e 6 de novembro.

Para o secretário de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha, Daniel Coelho, a castração é um importante passo para a ampliação das políticas públicas em defesa da causa animal no estado. “O castramóvel está percorrendo as regiões, contribuindo para a saúde dos animais, o controle de zoonoses e, também, para a saúde pública. É uma importante ação do Governo de Pernambuco para ampliar o acesso à castração e levar mais cuidado e proteção aos cães e gatos, fortalecendo o compromisso com o bem-estar animal”, destacou.

Por dia, a estrutura do castramóvel promove 200 atendimentos, das 8h às 15h. Os responsáveis pelos animais podem se cadastrar exclusivamente pelos links disponíveis nos perfis do Instagram: @meioambientepe e @causaanimalpe.

DPU REALIZARÁ ATENDIMENTOS GRATUITOS EM GARANHUNS DURANTE A SEMANA DA CONCILIAÇÃO

Serviços serão oferecidos de 4 a 6 de novembro, na Massaranduba, na Comunidade Quilombola Timbó e na Casa de Justiça e Cidadania
De 4 a 6 de novembro, Durante a XXI Semana Nacional da Conciliação, a Defensoria Pública da União (DPU) realizará atendimentos gratuitos em Garanhuns. Durante o período, pessoas com renda familiar mensal de até dois salários mínimos e que não tenham condições de pagar um advogado, podem procurar o serviço que é voltado a causas relacionadas à Justiça Federal, a exemplo do INSS e da Caixa Econômica. 

Os interessados devem levar RG, CPF, Carteira de Trabalho e a documentação relacionada ao caso. Os atendimentos acontecerão na quarta-feira (4), das 8h às 14h, na Igreja do Pastor Miguel, na comunidade Massaranduba; na quinta-feira (5), das 9h às 12h, na Igreja do Timbó, na Comunidade Quilombola Timbó; e na sexta-feira (6), das 8h às 12h, na Casa de Justiça e Cidadania, no Centro.

DPU – A Defensoria Pública da União oferece assistência jurídica integral e gratuita a quem não pode pagar por um advogado, principalmente em causas na Justiça Federal. Pessoas com renda acima do limite também podem ter direito, mediante avaliação da situação econômica familiar e de despesas extraordinárias, como saúde e medicamentos.

Artes: Anderson Carlos

FLÁVIO BOLSONARO QUEBRA O SILÊNCIO EM LIVE NOS EUA, MUDA O TOM DO DISCURSO E TENTA REORGANIZAR A OPOSIÇÃO APÓS SAÍDA DO BRASIL

Depois de dias de turbulência política, repercussão judicial e questionamentos sobre sua saída do território brasileiro, senador reaparece ao lado da família, adota discurso mais moderado na forma, mas mantém ataques ao Judiciário e promete continuar na disputa política.

Flávio Bolsonaro resolveu aparecer. Depois de uma sequência de acontecimentos que colocou seu nome no centro de uma das maiores turbulências políticas dos últimos dias, o senador realizou uma transmissão ao vivo na noite desta sexta-feira (30), diretamente dos Estados Unidos, e finalmente falou sobre sua saída do Brasil.

Desta vez, o ambiente foi diferente. Ao lado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas, Flávio apresentou uma comunicação mais controlada, com menos demonstrações públicas de tensão e uma tentativa de transmitir tranquilidade aos apoiadores. Nada de diagnóstico sobre seu comportamento ou especulações sobre medicamentos: o que se pode observar é uma mudança no tom e na condução da transmissão.

Mas a aparência de tranquilidade não significou mudança de posição política.

O senador continuou sustentando a narrativa de perseguição judicial, voltou a questionar acontecimentos relacionados à eleição presidencial e deixou claro que pretende continuar exercendo liderança política mesmo estando fora do país.

A SAÍDA DO BRASIL VIROU O PRINCIPAL ASSUNTO

Flávio explicou que a decisão de viajar para os Estados Unidos foi tomada em conjunto com a esposa, depois que tomou conhecimento da determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que estabeleceu restrições à sua saída do território nacional e determinou a entrega de seus passaportes.

Segundo o próprio senador, a decisão foi tomada sem que outras pessoas participassem do planejamento.

A Polícia Federal, entretanto, apresentou uma versão institucional que acrescenta elementos importantes ao episódio. A corporação informou que havia solicitado medidas cautelares ao STF diante do risco de saída do parlamentar do Brasil e que não encontrou registro de passagem dele pelos postos oficiais de controle migratório.

A PF também confirmou que investiga as circunstâncias do descumprimento das determinações judiciais.

Um detalhe importante: a própria Polícia Federal esclareceu que a existência de restrições migratórias não transforma automaticamente alguém em foragido nem autoriza, por si só, uma prisão. 

'EU NÃO SAÍ DO BRASIL, EU SAÍ PELO BRASIL'

Uma das frases que mais chamaram atenção durante a transmissão foi justamente a tentativa de Flávio de explicar sua condição política no exterior.

"Eu não saí do Brasil, eu saí pelo Brasil", declarou.

A frase resume a estratégia que ele pretende adotar: permanecer nos Estados Unidos, mas continuar participando do debate político brasileiro, articulando parlamentares e mantendo contato com sua base eleitoral.

O senador também agradeceu aos apoiadores e falou sobre o desgaste vivido pela família nos últimos dias.

A presença da esposa e das filhas na transmissão foi parte importante dessa comunicação. Flávio procurou apresentar a viagem também como uma decisão familiar, relacionada à segurança e à tranquilidade de seus parentes.

NÃO FALTOU RECADO SOBRE O FUTURO POLÍTICO

Se alguém imaginava que a viagem aos Estados Unidos representaria um afastamento da política, Flávio tratou de afastar essa possibilidade.

O senador afirmou que pretende continuar atuando na oposição ao governo Lula e anunciou apoio a Rogério Marinho para a presidência do Senado Federal.

Também deixou aberta a possibilidade de disputar novamente a Presidência da República antes de 2030.

"Eu não estou falando de 2030, não. Eu estou falando de antes disso", declarou.

A fala demonstra que Flávio não pretende tratar a derrota eleitoral como encerramento de sua trajetória presidencial. Pelo contrário, tenta transformar o episódio atual em ponto de partida para uma nova etapa de sua atuação política.

A DERROTA ELEITORAL CONTINUA SEM SER DIGERIDA POLITICAMENTE

Outro aspecto da transmissão foi a continuidade dos questionamentos sobre o resultado eleitoral.

Flávio voltou a manifestar inconformismo com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva e manteve críticas ao sistema político e às instituições brasileiras.

Entretanto, durante a transmissão, não apresentou provas que demonstrassem fraude eleitoral.

A questão ganha relevância porque o Tribunal Superior Eleitoral já reconheceu a legitimidade do resultado das urnas. Questionamentos políticos não substituem provas nem alteram o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral.

O senador também voltou a utilizar o discurso de perseguição judicial para explicar sua situação. Trata-se da versão apresentada por ele, que precisa ser confrontada com os fundamentos das decisões judiciais e os elementos das investigações.

O QUE FICA DEPOIS DA LIVE?

Flávio conseguiu voltar a falar diretamente com seus apoiadores e apresentar sua versão sobre os acontecimentos. Mas a transmissão não encerra os problemas que cercam sua situação.

A investigação da Polícia Federal sobre a saída do país continua sendo um ponto central. Além disso, o senador é investigado em procedimentos relacionados a suspeitas de lavagem de dinheiro e ao financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. Flávio nega irregularidades.

A situação jurídica, portanto, não desaparece porque o parlamentar decidiu fazer uma transmissão nas redes sociais.

O episódio também abre uma discussão política sobre a possibilidade de lideranças brasileiras tentarem comandar movimentos de oposição a partir do exterior, enquanto enfrentam questionamentos judiciais no próprio país.

Flávio quer mostrar que continua no jogo. E fez questão de dizer que pretende disputar novamente a Presidência.

Resta saber como essa estratégia será recebida pelos partidos, pelos parlamentares e pelo eleitorado que acabou de participar de uma eleição presidencial extremamente disputada.

Uma coisa é certa: a live encerrou o silêncio, mas não encerrou a crise.

Flávio voltou a falar. Agora, além das palavras, terá de enfrentar as consequências políticas e jurídicas dos acontecimentos que o levaram aos Estados Unidos.

Blog do Edney — A notícia verdade.

EM BOM CONSELHO, O SALÁRIO SUMIU E A PACIÊNCIA ACABOU: SERVIDORES COBRAM DR. EDÉZIO E QUESTIONAM RESPEITO AO FUNCIONALISMO

Dia do Servidor Público teve homenagem no calendário, mas, segundo funcionários municipais, terminou sem o dinheiro na conta. A pergunta que ecoa nas repartições é uma só: trabalhar é obrigação, mas pagar o salário virou opção da Prefeitura?

Tem coisa que não combina com discurso de gestão. Uma delas é celebrar o Dia do Servidor Público enquanto os próprios servidores precisam recorrer às redes sociais para cobrar aquilo que deveria ser o compromisso mais básico de qualquer administração: pagar salário em dia.

Em Bom Conselho, o clima não é de comemoração. É de indignação.

O grupo Servidores Unidos de Bom Conselho publicou uma nota de repúdio denunciando que os salários que deveriam ter sido pagos na sexta-feira, 30 de outubro, não chegaram às contas dos funcionários municipais. A manifestação foi direta, dura e carregada de uma revolta que não pode ser simplesmente ignorada pelo governo municipal.

E o recado foi endereçado ao prefeito Dr. Edézio.

A ironia da situação é difícil de ignorar. O Dia do Servidor Público, que deveria representar reconhecimento a quem trabalha diariamente pelo município, acabou marcado por uma cobrança pública sobre o pagamento da remuneração desses mesmos trabalhadores.

Na publicação, os servidores fizeram questão de lembrar uma verdade que parece precisar ser repetida nos corredores do poder: salário é direito, não favor!

E não é mesmo.

PREFEITURA TEM DISCURSO, BOCÃO, SERVIDOR TEM BOLETO

O prefeito administra o município, mas quem enfrenta a rotina dos serviços públicos é o funcionalismo. São trabalhadores que não podem chegar ao supermercado e pedir para pagar depois porque a Prefeitura atrasou. O banco não suspende a cobrança da prestação porque o salário não caiu. A conta de energia não espera uma explicação do setor financeiro. O aluguel não aceita discurso institucional como forma de pagamento.

O servidor tem compromissos com data marcada. E espera que o empregador, neste caso o poder público municipal, também cumpra sua parte.

A pergunta é inevitável: o que aconteceu com a folha de pagamento de outubro?

Houve falta de recursos? Problemas administrativos? Falha bancária? A Prefeitura decidiu mudar a data? Se houve algum imprevisto, por que os funcionários precisaram descobrir a situação na prática, sem uma explicação clara?

O mínimo que se espera de uma administração é transparência. O servidor não pode ser tratado como alguém que precisa implorar por informação sobre o próprio sustento.

O PRESENTE DO DIA DO SERVIDOR VIROU COBRANÇA

A nota publicada pelo grupo Servidores Unidos ainda trouxe uma passagem especialmente irônica: "Obrigado pelo 'presente', prefeito!"

É uma frase curta, mas que traduz a insatisfação manifestada pelos trabalhadores.

A gestão pode até ter suas justificativas administrativas, mas precisa apresentá-las. Não existe comunicação eficiente quando o trabalhador fica sem saber se recebeu, quando receberá ou por que o pagamento não foi realizado na data esperada.

O ponto facultativo de 30 de outubro, estabelecido pelo Decreto Municipal nº 0039/2026, também entrou no contexto da reclamação. A data foi marcada para a organização do feriado, mas, segundo os servidores, a expectativa de receber a remuneração naquele dia acabou frustrada.

É uma situação que exige explicações, não frases prontas.

DR. EDÉZIO, A FOLHA DE PAGAMENTO NÃO É UM FAVOR PESSOAL DO PREFEITO

É preciso separar as coisas: o dinheiro que paga o servidor não pertence ao prefeito, não é presente de gestão e muito menos instrumento de gratidão política. É remuneração por um trabalho prestado à administração pública.

Quem trabalha tem direito de receber. Quem administra tem obrigação de organizar as contas, cumprir os compromissos e prestar esclarecimentos à população.

E quando a reclamação parte dos próprios funcionários municipais, o assunto ganha uma dimensão ainda maior. Não estamos falando de adversários políticos fazendo críticas em redes sociais. Estamos diante de uma manifestação pública de trabalhadores que afirmam ter sido prejudicados pela ausência do pagamento na data esperada.

A Prefeitura precisa responder objetivamente: o pagamento foi realizado? Quais categorias foram atingidas? Quando o dinheiro estará disponível? Houve alteração no calendário? Qual foi a razão?

São perguntas simples. O silêncio, se persistir, apenas aumenta a insegurança de quem depende daquele salário.

A CIDADE PRECISA DE RESPOSTAS, NÃO DE CONTORNOS

O episódio coloca a relação da gestão municipal com o funcionalismo sob questionamento. Não basta administrar prédios, anunciar obras, publicar fotografias ou divulgar agendas. A administração pública também é medida pela maneira como cumpre suas obrigações com aqueles que fazem a máquina funcionar.

O servidor não pede luxo. Não pede privilégio. Não pede favor.

Pede o próprio salário.

E talvez seja justamente por isso que a manifestação tenha tanta força: porque toca em algo elementar, que não deveria sequer precisar de protesto para ser respeitado.

Dr. Edézio precisa vir a público e explicar o que aconteceu. Bom Conselho merece transparência, e os trabalhadores merecem respeito.

Porque, no fim das contas, a Prefeitura pode até transferir um feriado, mas não pode transferir indefinidamente a responsabilidade de pagar quem trabalha.

Blog do Edney — A notícia verdade.

ARCOVERDE ABRE CALENDÁRIO DE MATRÍCULAS PARA 2027; PAIS E RESPONSÁVEIS PRECISAM FICAR ATENTOS AOS PRAZOS

Atenção, pais e responsáveis! A Prefeitura de Arcoverde, por meio da Secretaria Municipal de Educação, divulgou oficialmente o calendário de matrículas para o ano letivo de 2027 na rede municipal de ensino. O cronograma já tem datas definidas e exige organização das famílias para garantir a continuidade dos estudos ou o ingresso de novos alunos nas escolas do município.

O calendário foi dividido em cinco etapas, contemplando desde os estudantes que já fazem parte da rede até aqueles que pretendem conquistar uma vaga pela primeira vez.

A primeira fase será a renovação de matrícula, destinada aos alunos que desejam continuar na mesma escola. O procedimento acontecerá de 03 a 19 de novembro de 2026.

Em seguida, entre 23 de novembro e 04 de dezembro, será realizada a etapa de migração de estudantes da rede, voltada para quem precisa mudar de unidade escolar. É o caso de famílias que mudaram de endereço ou estudantes que precisam avançar para uma etapa de ensino não oferecida na escola onde estão matriculados.

Para os alunos novatos, o primeiro passo será o cadastro de reserva, que acontecerá de 07 a 18 de dezembro de 2026. Depois, entre 28 de dezembro de 2026 e 08 de janeiro de 2027, será realizada a efetivação das matrículas dos estudantes contemplados no cadastro.

O calendário será encerrado com o período de organização e atualização documental, de 11 a 22 de janeiro de 2027, oportunidade para regularizar possíveis pendências.

DOCUMENTAÇÃO EXIGIDA

Os pais e responsáveis devem preparar a documentação necessária para evitar dificuldades durante o atendimento. A relação inclui:

  • Cópia da Certidão de Nascimento;

  • Cópia do Cartão de Vacina;

  • Cópia do cartão de vacinação contra Gripe/COVID;

  • Folha Resumo do Bolsa Família, quando aplicável;

  • Cópia do comprovante de residência;

  • Uma foto 3x4;

  • Informação sobre tipo sanguíneo e fator RH;

  • Telefone para contato;

  • Histórico escolar;

  • Cópia do RG e CPF do estudante, caso possua;

  • Cópia do RG e CPF do responsável.

ATENÇÃO AOS PRAZOS!

A Secretaria de Educação orienta que as famílias não deixem a matrícula para a última hora. Cada etapa possui um período específico e perder o prazo pode trazer dificuldades para a organização da vaga do estudante.

A educação começa também pelo planejamento dentro de casa. Com o calendário divulgado, agora é hora de os pais se organizarem e garantirem que crianças e adolescentes estejam com tudo pronto para iniciar o ano letivo de 2027.

Blog do Edney — A notícia verdade.

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

CHATGPT ENTRA NA HISTÓRIA, EDUARDO BOLSONARO APARECE COMO SOLICITANTE E FLÁVIO FICA COM A CONTA: A CARTA QUE VIROU UM EPISÓDIO À PARTE NA SAGA BOLSONARISTA

Se a intenção era apresentar Flávio Bolsonaro como uma liderança nacional, o resultado acabou abrindo espaço para mais uma discussão pública sobre os bastidores da família Bolsonaro. Desta vez, até o ChatGPT entrou na história. E, pelo relato divulgado, a inteligência artificial também acabou levando parte da culpa pelos problemas encontrados na carta.

O jornalista Paulo Figueiredo afirmou nesta quinta-feira (29) que Eduardo Bolsonaro recorreu ao ChatGPT durante a preparação do documento divulgado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), depois de sua passagem pelos Estados Unidos. Segundo Figueiredo, dois dos problemas que marcaram as diferentes versões da carta tiveram participação da ferramenta de inteligência artificial.

O primeiro episódio envolve o brasão da República. Eduardo teria solicitado ao ChatGPT que inserisse o símbolo oficial no documento. O detalhe é que, segundo o relato, a ferramenta acabou utilizando um brasão histórico, da época em que o Brasil ainda era escrito com Z: “Estados Unidos do Brazil”.

Uma viagem involuntária ao passado republicano justamente em um documento que pretendia projetar uma imagem política para o futuro. O detalhe não passou despercebido e virou motivo de comentários nas redes sociais.

Mas a história não terminou no brasão.

De acordo com Paulo Figueiredo, houve também um segundo problema na geração do arquivo. O ChatGPT teria incorporado uma versão anterior do texto, na qual Flávio Bolsonaro aparecia se apresentando como o verdadeiro “presidente eleito”.

Na versão que acabou sendo divulgada, a expressão foi substituída por “líder do Brasil”. Uma mudança que, segundo Figueiredo, teve razões jurídicas e políticas. A palavra liderança seria considerada mais adequada à mensagem que Flávio pretendia transmitir.

O jornalista também confirmou que a carta passou por diferentes versões e que outras pessoas participaram de sua elaboração.

É aí que a história ganha contornos ainda mais curiosos. Em vez de uma simples apresentação de documento político, o episódio terminou revelando uma espécie de bastidor tecnológico, com versões anteriores, brasão de outra época e uma disputa de palavras para definir o papel que Flávio pretende ocupar no cenário nacional.

No fim das contas, a inteligência artificial virou personagem de uma confusão que começou muito antes de o documento chegar às redes sociais.

A pergunta que fica é: se até para escolher o brasão e revisar uma carta foi necessário recorrer à inteligência artificial, quem estava responsável pela revisão final?

No universo político bolsonarista, a tecnologia pode até ajudar a escrever, formatar e organizar documentos. Mas não consegue evitar que cada versão publicada abra uma nova rodada de explicações.

E assim segue a história: a carta era para construir uma imagem de liderança, mas acabou colocando o ChatGPT no centro da conversa. Até a inteligência artificial entrou na lista dos envolvidos nos esclarecimentos.

NÊGO DO MERCADO É FORTE, MAS NÃO É IMBATÍVEL: OS NÚMEROS DE CAPOEIRAS CONTAM UMA HISTÓRIA QUE VAI ALÉM DA VOTAÇÃO DOS DEPUTADOS

Por Edney Souto | Blog do Edney

Respeito a leitura feita pelo colega Roberto Almeida sobre o resultado das eleições em Capoeiras e reconheço que os números dos candidatos apoiados pelo prefeito Nêgo do Mercado (PSD) foram expressivos. Entretanto, discordo inteiramente da interpretação de que o resultado representa o enfraquecimento definitivo da oposição ou uma espécie de consagração de uma liderança política sem adversários no município.

A política não pode ser analisada apenas pela votação dos candidatos proporcionais. É preciso olhar o conjunto da eleição, comparar os números e, principalmente, entender o que cada resultado representa.

E é justamente quando observamos a disputa para o Governo de Pernambuco que encontramos um dado que merece atenção.

Raquel Lyra, apoiada pelo grupo do prefeito, recebeu 6.621 votos em Capoeiras, correspondentes a 59,75% dos votos válidos. João Campos, por sua vez, alcançou 4.361 votos, o equivalente a 39,36%.

São mais de 4,3 mil eleitores que fizeram uma escolha diferente daquela defendida pelo grupo governista municipal. Não é pouca coisa. Não é uma oposição inexistente. E muito menos um campo político que possa ser considerado sepultado.

Se Nêgo do Mercado fosse absoluto eleitoralmente em todas as circunstâncias, seria necessário explicar por que quase quatro em cada dez eleitores que votaram para governador escolheram João Campos.

É verdade que a votação de Silvio Costa Filho, com 6.140 votos, e de Aglailson Victor, com 5.083, demonstra capacidade de articulação, estrutura e transferência de votos do prefeito. Mas eleição proporcional tem uma dinâmica diferente da disputa majoritária. São campanhas com alianças, estruturas, compromissos e estratégias próprias.

Outro aspecto que não pode ficar fora dessa análise é o peso da máquina administrativa. Um prefeito no exercício do mandato, com visibilidade, estrutura política e capacidade de mobilização, naturalmente parte de uma posição privilegiada. Isso não diminui seus méritos, mas também não autoriza transformar todo resultado eleitoral em prova de que os adversários perderam sua capacidade de reação.

A discussão sobre a força da oposição precisa considerar também a ausência de unidade. Em Capoeiras, diferentes lideranças que poderiam representar um campo político alternativo não conseguiram construir uma estratégia conjunta capaz de enfrentar o grupo governista em condições mais competitivas.

E aí está uma questão importante: uma oposição fragmentada não é necessariamente uma oposição fraca. Muitas vezes, é uma oposição que ainda não encontrou o nome, o projeto ou a circunstância capazes de unir suas forças.

O resultado presidencial também merece uma leitura cuidadosa. Lula alcançou 86,71% dos votos em Capoeiras, com 11.285 votos. É uma votação extraordinária, mas não pode ser creditada exclusivamente a qualquer liderança municipal. O voto presidencial tem componentes nacionais, ideológicos e sociais que ultrapassam os limites da política local.

A política é dinâmica. Quem hoje parece dono do cenário pode amanhã descobrir que o eleitor tem outros planos.

Basta lembrar a eleição presidencial. Flávio Bolsonaro chegou à disputa com expectativas de vitória e acabou derrotado por Lula. A força política de um grupo, por maior que seja, não representa garantia permanente de vitória.

Em Capoeiras, podem surgir novas lideranças, nomes que hoje não estão no centro das articulações e até surpresas vindas de onde menos se espera. Uma composição política bem construída, com unidade, diálogo e objetivos comuns, pode mudar completamente o cenário de uma futura eleição municipal.

Não se trata de negar o tamanho eleitoral de Nêgo do Mercado. Ele demonstrou força, tem uma administração que precisa ser avaliada pelo conjunto de suas entregas e saiu das urnas com capital político importante. Mas uma coisa é reconhecer sua liderança; outra, bem diferente, é decretar que não existe espaço para adversários.

A eleição de outubro não entregou a ninguém um título de propriedade sobre os votos de Capoeiras.

NÊGO É FORTE, MAS NÃO É IMBATÍVEL.

E na política existe uma velha lição: o rei pode até estar confortável no seu trono, mas precisa lembrar que a coroa não é permanente. Às vezes, a mudança começa justamente de onde ninguém estava olhando.

Essa é a leitura deste blogueiro, feita com respeito à opinião de Roberto Almeida, mas com uma interpretação diferente dos números e, sobretudo, com a convicção de que a política de Capoeiras continua aberta a novos capítulos.