domingo, 1 de novembro de 2026

VINI CASTELLO RECONHECE ERRO NA ESTRATÉGIA DE JOÃO CAMPOS E DIZ QUE CHAPA DEVERIA TER ATRAÍDO A DIREITA

Deputado estadual eleito pelo PCdoB admite que a composição exclusivamente de esquerda pode ter afastado eleitores de centro e da direita. Declaração expõe uma das fragilidades da campanha da Frente Popular em Pernambuco.
A derrota de João Campos (PSB) na disputa pelo Governo de Pernambuco continua produzindo reflexões dentro do próprio campo político que sustentou sua candidatura. E uma das avaliações mais interessantes veio justamente de um aliado que participou da disputa: o deputado estadual eleito Vini Castello, do PCdoB.

Em entrevista ao Podcast Dose Dupla, Castello reconheceu que a estratégia adotada pela Frente Popular na montagem da chapa majoritária poderia ter seguido outro caminho. Sem esconder sua avaliação, o parlamentar afirmou que teria buscado uma composição mais ampla, com espaço para nomes de centro e até da direita.

Na avaliação de Vini, a escolha por uma chapa formada exclusivamente por forças de esquerda acabou deixando de lado uma parcela importante do eleitorado pernambucano. Uma decisão política que, diante do resultado das urnas, merece ser analisada.

“Eu faria diferente. Colocaria alguém mais ao centro, até mesmo à direita para poder também fazer um gesto para a outra parcela da população”, afirmou.

O deputado eleito também fez questão de esclarecer que não participou das decisões estratégicas da campanha e não teve influência na montagem da chapa. “Eu não estava na coordenação. Eu não optei”, declarou.

A fala tem peso porque não vem de um adversário de João Campos, mas de alguém que esteve no mesmo palanque e agora reconhece publicamente que a estratégia poderia ter sido outra.

O CENTRO FICOU DE FORA DA CONTA

João Campos chegou a ensaiar uma composição mais abrangente, com a possibilidade de incorporar o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) à chapa. A articulação, entretanto, não avançou como inicialmente esperado.

Com as movimentações políticas envolvendo Marília Arraes (PDT) e Silvio Costa Filho (Republicanos), que também dialogaram com Raquel Lyra (PSD), o desenho da oposição tomou outro rumo.

João terminou apostando na identidade política do chamado Time de Lula, fortalecendo a ligação com o campo progressista, mas deixando em segundo plano uma aproximação mais consistente com setores de centro e centro-direita.

É justamente nesse ponto que a declaração de Vini Castello ganha importância. A eleição mostrou que não basta reunir forças tradicionais de esquerda para construir uma maioria eleitoral. Em uma disputa estadual, ampliar alianças também significa conversar com quem não pensa exatamente da mesma maneira.

UMA DERROTA QUE AINDA PRECISA SER DIGERIDA

Mesmo lamentando o resultado de João Campos, Vini destacou as vitórias de Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) para o Senado, que, segundo ele, terão papel importante diante do avanço da direita no Congresso.

O parlamentar também reconheceu a dimensão da disputa, classificando a eleição como um confronto entre duas grandes forças políticas de Pernambuco.

A questão agora é saber se a avaliação feita pelo deputado eleito será absorvida pelo grupo de João Campos ou se ficará apenas como mais uma declaração depois de uma derrota eleitoral.

Na política, perder uma eleição é uma coisa. Entender por que perdeu é outra. E, pelo visto, dentro da própria Frente Popular já existe quem tenha começado a fazer essa conta.

Suavizar a acusação de erroCortar repetições ao longo do textoDeixar a análise mais equilibrada

LULA PREPARA GESTO DIPLOMÁTICO E AVALIA CONVIDAR ADVERSÁRIOS DE MILEI PARA SUA POSSE; PRESIDENTE ARGENTINO TAMBÉM DEVE RECEBER CONVITE

Em meio à crise diplomática entre Brasil e Argentina, presidente brasileiro considera receber Axel Kicillof e Sergio Massa na cerimônia de janeiro de 2027. Javier Milei também será convidado, mas sua presença é considerada pouco provável.
A diplomacia brasileira começa a desenhar os movimentos políticos para a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em janeiro de 2027. Em meio ao desgaste nas relações com o governo argentino de Javier Milei, Lula avalia fazer um movimento que tem significado político e diplomático: convidar representantes da oposição argentina para participar da cerimônia que marcará o início de seu novo mandato.

Entre os nomes que estão no radar do Itamaraty estão o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, uma das principais lideranças do peronismo e apontado como possível candidato à Presidência da Argentina, e o ex-ministro da Economia Sergio Massa, que disputou o segundo turno presidencial contra Milei em 2023 e acabou derrotado.

A informação foi divulgada pela CNN Brasil e repercutiu em outros veículos de comunicação. A iniciativa ainda está em avaliação e não significa que os convites tenham sido oficialmente enviados.

MILEI TAMBÉM DEVE SER CONVIDADO

Apesar da possibilidade de ampliar a representação da oposição argentina na solenidade, Lula também pretende convidar Javier Milei. A orientação diplomática é preservar a formalidade institucional e estender o convite aos chefes de Estado dos países com os quais o Brasil mantém relações diplomáticas.

Nos bastidores do governo brasileiro, entretanto, a avaliação é de que a possibilidade de Milei comparecer à cerimônia é remota. Os dois presidentes acumulam divergências políticas e ideológicas, além de episódios recentes que contribuíram para o afastamento entre Brasília e Buenos Aires.

O convite ao presidente argentino, portanto, não representa uma reaproximação política automática. É também um gesto de respeito ao protocolo diplomático.

FUGA DE FLÁVIO BOLSONARO AUMENTOU A TENSÃO

O novo capítulo da relação entre os dois países acontece depois da saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil, passando pela Argentina, em meio às repercussões de sua derrota eleitoral e de questionamentos sobre o cumprimento de determinações judiciais brasileiras.

O episódio provocou desconforto no governo Lula. O Itamaraty convocou a encarregada de negócios da embaixada argentina no Brasil, María Emilia Cortés, para tratar de informações sobre a possível participação de autoridades argentinas na operação.

O caso ganhou dimensão internacional depois que Flávio agradeceu publicamente a Javier Milei pela assistência recebida, sem detalhar a participação do governo argentino.

A Reuters também noticiou a convocação da representante diplomática argentina e o agravamento do relacionamento entre os dois governos.

RELAÇÃO ENTRE OS PAÍSES JÁ ESTAVA DESGASTADA

A crise não começou com o episódio envolvendo Flávio Bolsonaro. Desde antes das eleições brasileiras, Milei manifestou apoio político ao grupo bolsonarista e fez declarações públicas contra Lula.

Em agosto, depois de novos ataques do presidente argentino ao governo brasileiro e às instituições nacionais, o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, foi chamado de volta para consultas. Desde então, a representação diplomática brasileira na Argentina passou a funcionar em nível reduzido, com encarregados de negócios.

Em entrevista repercutida pelo UOL, o assessor especial de Lula para assuntos internacionais, Celso Amorim, classificou o relacionamento entre Brasil e Argentina como um dos piores momentos de sua história e criticou o comportamento diplomático do governo Milei.

Apesar do cenário político, o governo brasileiro procura preservar os canais institucionais e os interesses econômicos que unem os dois países.

AXEL KICILLOF E SERGIO MASSA NO RADAR

A possível presença de Axel Kicillof tem um significado especial. Governador da província de Buenos Aires, ele é uma das principais referências da oposição peronista e aparece entre os nomes cotados para representar esse campo político na disputa presidencial argentina de 2027.

Já Sergio Massa carrega a experiência de ter enfrentado Milei diretamente nas urnas em 2023. Ex-ministro da Economia, foi o candidato peronista derrotado naquele segundo turno.

A eventual participação dos dois na posse de Lula poderá ampliar a interlocução do governo brasileiro com diferentes setores da política argentina, sem que isso represente um rompimento com a atual administração daquele país.

A DIPLOMACIA E A POLÍTICA CAMINHAM JUNTAS

O movimento em estudo revela o cuidado do governo brasileiro em separar relações de Estado de afinidades entre governos. Lula pode receber Milei formalmente e, ao mesmo tempo, abrir espaço para lideranças que fazem oposição ao presidente argentino.

A cerimônia de janeiro de 2027 deverá reunir autoridades estrangeiras e lideranças internacionais em Brasília, num momento em que o novo mandato brasileiro começa cercado por desafios diplomáticos importantes.

No tabuleiro sul-americano, o convite aos adversários de Milei poderá representar mais um capítulo da disputa política entre diferentes projetos para a região. Mas a decisão de convidar também o presidente argentino demonstra que, mesmo diante das divergências, o protocolo institucional continua fazendo parte do jogo diplomático.

Na política internacional, os convites também falam. E, desta vez, Brasília poderá colocar adversários de Milei na mesma lista de convidados do próprio presidente argentino.

MORRE RUBAN BARRA, CANTOR DE “CINDERELA”, AOS 76 ANOS

Músico fluminense se destacou como intérprete nos anos 1980 e assinou sucessos icônicos como "Dancin' Days" e "Eu Sou Free"

Ruban Barra marcou a música brasileira como intérprete e compositor de clássicos nacionais. (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

O cenário musical brasileiro perdeu um de seus importantes nomes da era disco e pop da MPB. O cantor, compositor e produtor musical Ruban Barra faleceu aos 76 anos, nos primeiros minutos desta sexta-feira (30), no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por meio de nota publicada em suas redes sociais oficiais.

De acordo com apurações da imprensa nacional, o artista estava hospitalizado em estado grave devido a complicações de uma enfermidade diagnosticada em 2024, cuja natureza não foi revelada pela família.

Nascido em Valença, no interior do Estado do Rio de Janeiro, Rubens de Queiroz Barra construiu uma carreira multifacetada como instrumentista, produtor e cantor. Seu maior sucesso vocal ocorreu com a música “Cinderela”, fruto de parceria com a atriz e compositora Patricya Travassos, lançada no disco Vitrine (1986).

Como autor, Ruban Barra imortalizou grandes hinos da música brasileira. Entre suas obras de maior projeção está “Dancin’ Days”, escrita com Nelson Motta e interpretada pelo grupo As Frenéticas para a abertura da clássica novela homônima da TV Globo (1978-1979). Ele também assinou, ao lado de Patricya Travassos, o hit “Eu Sou Free”, gravado pela banda Sempre Livre em 1983.

Principais Sucessos de Ruban Barra

  • “Cinderela” (1986): Sucesso na voz de Ruban Barra (parceria com Patricya Travassos).
  • “Dancin’ Days” (1978): Tema da novela da TV Globo gravado por As Frenéticas (parceria com Nelson Motta).
  • “Eu Sou Free” (1983): Marcante sucesso pop gravado pela banda Sempre Livre (parceria com Patricya Travassos

sábado, 31 de outubro de 2026

FLÁVIO BOLSONARO VIRA ABACAXI PARA TRUMP: FAMÍLIA BOLSONARO EXPORTA CRISE PARA OS EUA E DEMOCRATAS QUEREM SABER QUEM ABRIU A PORTA

Os Bolsonaros foram procurar proteção política nos Estados Unidos e acabaram criando uma dor de cabeça para Donald Trump. O que deveria ser uma demonstração de prestígio internacional virou munição para os democratas, que agora cobram explicações sobre a entrada de Flávio Bolsonaro e seus familiares no território americano.
A família Bolsonaro parece ter dificuldade para entender que os Estados Unidos não são uma extensão do seu quintal político. Flávio Bolsonaro desembarcou em Miami depois de perder a eleição presidencial brasileira para Lula, mas a viagem que deveria representar uma ofensiva internacional da oposição começou a produzir um efeito bastante diferente: constrangimento para Donald Trump.

E o problema chegou ao Congresso americano.

Pelo menos 25 deputados democratas enviaram uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, com 15 perguntas sobre a entrada de Flávio e de seus familiares nos Estados Unidos. Querem saber quem autorizou o procedimento, qual foi a justificativa e se houve participação de representantes diplomáticos americanos na operação.

O prazo para respostas é 13 de novembro. Ou seja, a família que gosta de cobrar explicações dos outros agora também terá de conviver com perguntas bastante inconvenientes.

A CONTA PODE CHEGAR PARA TRUMP

O momento não poderia ser mais delicado para o presidente americano. No dia 3 de novembro, os Estados Unidos realizam eleições legislativas que podem alterar o controle do Congresso.

Os democratas já encontraram um assunto para explorar: enquanto o governo Trump adota um discurso duro sobre imigração, um senador brasileiro derrotado nas urnas e seus familiares conseguem entrar nos Estados Unidos em circunstâncias que agora estão sendo questionadas.

A deputada democrata Pramila Jayapal não ficou apenas nas críticas. Ela afirmou que, se os democratas conquistarem a maioria da Câmara, pretende usar os instrumentos de fiscalização parlamentar para investigar a atuação do governo Trump e também a influência da Meta nas eleições brasileiras.

Flávio, portanto, pode ter conseguido um endereço em Miami, mas também entrou no radar de uma disputa política que não é pequena.

TRUMP NÃO QUER COMPRAR O PACOTE COMPLETO

Existe uma diferença entre Trump gostar de Bolsonaro e assumir todas as brigas da família Bolsonaro. E essa diferença está ficando cada vez mais evidente.

Segundo reportagem da Reuters, Trump não pretende endossar a declaração de Flávio de que seria o verdadeiro presidente eleito do Brasil.

O secretário Marco Rubio também tratou de colocar limites na história. Neste sábado (31), afirmou que os Estados Unidos não organizaram a saída de Flávio do Brasil, embora Trump tenha autorizado sua entrada quando soube que ele chegaria ao país.

Traduzindo: uma coisa é abrir a porta. Outra, bem diferente, é assumir a confusão que veio junto.

A CASA BRANCA TERIA MANDADO FLÁVIO BAIXAR A BOLA

Segundo reportagem do ICL Notícias, fontes do governo americano relataram que a Casa Branca demonstrou irritação com a primeira carta divulgada por Flávio, na qual ele se apresentou como verdadeiro presidente eleito do Brasil.

A orientação atribuída a Washington teria sido de discrição, evitando declarações que vinculassem o governo americano à contestação do resultado eleitoral brasileiro.

É uma situação constrangedora para quem apostava na força da influência internacional da família. Flávio foi buscar respaldo e, segundo os relatos publicados, recebeu um recado para não transformar a viagem em um espetáculo político.

EDUARDO, FLÁVIO E A EXPORTAÇÃO DA BRIGA

Eduardo Bolsonaro já vinha trabalhando nos Estados Unidos para aproximar a família de setores republicanos e estimular medidas de pressão contra autoridades brasileiras.

Agora, com Flávio em Miami, a operação ganha outra dimensão. Os democratas querem saber se houve favorecimento, qual foi o papel das autoridades americanas e como se deu a movimentação diplomática.

A oposição americana encontrou um novo argumento contra Trump, enquanto os Bolsonaros continuam tentando transformar uma derrota eleitoral brasileira em uma disputa internacional.

O detalhe é que os Estados Unidos têm seus próprios interesses, suas próprias eleições e seus próprios problemas. Nem tudo gira em torno do sobrenome Bolsonaro.

NA LUPA: FORAM BUSCAR PRESTÍGIO E PODEM TER ENTREGADO UM PROBLEMA

A estratégia bolsonarista parece ter produzido um resultado inesperado. A família queria mostrar que continuava influente internacionalmente, mas acabou colocando Trump diante de questionamentos que chegam em péssima hora.

O presidente americano precisa defender sua agenda, seus candidatos e sua maioria no Congresso. Não precisa, necessariamente, carregar no colo uma família política estrangeira que perdeu a eleição e continua tentando prolongar a disputa fora das urnas.

Flávio pode fazer oposição de Miami, Eduardo pode continuar suas articulações e os aliados americanos podem manter seus contatos. Mas existe uma pergunta que ninguém deveria ignorar: até onde Trump está disposto a gastar capital político com os Bolsonaro?

A família queria internacionalizar a crise brasileira. O que talvez não tenha calculado é que também poderia importar a crise para dentro da política americana.

E, em Washington, ninguém costuma oferecer abrigo político sem fazer contas.

Edney Souto | Blog do Edney

TRAGÉDIA NA PE-365: MORTE DE JOÃO CAIO, FILHO DE EX-PREFEITO DE TRIUNFO, AOS 26 ANOS, ABALA O SERTÃO; MOTORISTA TERIA FUGIDO SEM PRESTAR SOCORRO

A madrugada deste sábado (31) começou com uma notícia devastadora para Triunfo e diversas cidades do Sertão pernambucano. João Caio Pereira Rodrigues Melo, de apenas 26 anos, filho do ex-prefeito de Triunfo João Batista Rodrigues dos Santos e da ex-secretária municipal de Saúde Tarciane Pereira Melo, morreu em um grave acidente de trânsito envolvendo uma motocicleta e um automóvel na PE-365.

A morte precoce do jovem provocou uma onda de tristeza e manifestações de solidariedade. A tragédia atinge uma família conhecida na vida pública do município e deixa uma pergunta que agora está nas mãos das autoridades: o que realmente aconteceu naquela rodovia e quem estava ao volante do carro envolvido na colisão?

O caso reúne circunstâncias que precisam ser esclarecidas pela investigação policial, especialmente diante das informações preliminares de que o motorista do automóvel teria deixado o local sem prestar assistência.

COMO ACONTECEU A TRAGÉDIA

As informações divulgadas pelas autoridades e pela imprensa regional apontam que o acidente envolveu a motocicleta conduzida por João Caio e um Volkswagen Polo branco, com placas da Bahia.

Há duas referências sobre o horário e a localização exata da ocorrência. O Corpo de Bombeiros teria sido acionado por volta das 23h40 da sexta-feira (30), no quilômetro 8 da PE-365, na zona rural de Serra Talhada, sentido Triunfo. Outros relatos situam a colisão nas proximidades do distrito de Jatiúca, em Santa Cruz da Baixa Verde, já na madrugada do sábado, por volta de 0h06

Segundo os primeiros relatos, os veículos teriam colidido frontalmente. A violência do impacto foi fatal para o motociclista, que morreu ainda no local.

Um dos pontos mais delicados da ocorrência é o comportamento atribuído ao motorista do Polo. Informações repassadas por testemunhas e reproduzidas pela imprensa indicam que ele teria deixado o local sem prestar socorro. As equipes de resgate não o encontraram quando chegaram à ocorrência.

É importante destacar que a identidade do condutor e as circunstâncias da saída do local ainda precisam ser esclarecidas oficialmente.

DEZ BOMBEIROS E VÁRIAS EQUIPES FORAM MOBILIZADOS
A dimensão da ocorrência exigiu uma operação de atendimento e segurança na rodovia.

Conforme informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros e reproduzidas pela imprensa regional, dez militares participaram da operação, com apoio da Polícia Militar, Polícia Civil, Instituto de Criminalística e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Depois dos procedimentos periciais, os bombeiros também realizaram a limpeza da pista, onde havia combustível derramado, para evitar novos acidentes. Os trabalhos foram encerrados às 3h22 da madrugada.

UMA FAMÍLIA CONHECIDA NA VIDA PÚBLICA DE TRIUNFO
A notícia ganhou ainda mais repercussão pela identidade dos pais do jovem.

João Caio era filho de João Batista Rodrigues dos Santos, ex-prefeito de Triunfo, advogado municipalista e ex-vereador do município por vários mandatos. João Batista também já presidiu a União dos Vereadores de Pernambuco (UVP).

Sua mãe, Tarciane Pereira Melo, também tem trajetória na administração pública, tendo ocupado o cargo de secretária municipal de Saúde.

A perda atinge diretamente uma família que possui história e vínculos com diferentes setores da sociedade triunfense. 

PREFEITURA, OAB E LIDERANÇAS MANIFESTAM SOLIDARIEDADE

A repercussão da morte ultrapassou os limites de Triunfo.

O prefeito Luciano Bonfim divulgou uma nota de pesar, manifestando solidariedade aos pais, familiares e amigos. Na mensagem, destacou o caráter precoce da partida e desejou força à família para enfrentar o momento.

A Prefeitura também ressaltou a importância de preservar as boas lembranças deixadas pelo jovem.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pernambuco (OAB-PE), por meio de sua presidente, Ingrid Zanella, igualmente lamentou o falecimento. A entidade destacou que João Caio era filho do advogado municipalista João Batista e classificou sua partida como uma perda inestimável.

O ex-deputado federal e presidente estadual do Avante, Sebastião Oliveira, também publicou uma manifestação de pesar, direcionada aos pais e demais familiares.

A PERGUNTA QUE FICA: QUEM ESTAVA AO VOLANTE?

Além da dor provocada pela morte de um jovem de 26 anos, existe uma questão que precisa de resposta.

A Polícia Civil deverá esclarecer a dinâmica da colisão, identificar o motorista do Volkswagen Polo e verificar as circunstâncias em que o veículo deixou o local.

Também será necessário estabelecer, por meio da perícia e dos demais elementos da investigação, como aconteceu o impacto entre os veículos.

Não se trata apenas de esclarecer mais um acidente nas estradas do Sertão. Trata-se de apurar uma morte e oferecer respostas a uma família que enfrenta uma perda irreparável.

A investigação é fundamental para que os fatos sejam esclarecidos e eventuais responsabilidades sejam devidamente apuradas.

UMA DOR QUE NÃO CABE EM UMA NOTA DE PESAR

Triunfo amanheceu com uma notícia que nenhuma família gostaria de receber. Para os pais, amigos e pessoas próximas, João Caio não será lembrado pelo sobrenome, pela ligação com a política ou pela repercussão de sua morte. Será lembrado pela vida que tinha, pelos momentos compartilhados e por tudo aquilo que ainda poderia viver.

Aos 26 anos, havia muito caminho pela frente. Mas uma tragédia na PE-365 interrompeu essa história de maneira brutal.

O Sertão se solidariza com João Batista, Tarciane Pereira Melo e todos os familiares e amigos de João Caio.

Neste momento, ficam o respeito à dor da família, a solidariedade e a expectativa de que as autoridades esclareçam integralmente o ocorrido.

Que Deus conforte os corações dos pais e de todos que sofrem com essa perda.

Edney Souto | Blog do Edney

PREFEITURA DE TORITAMA INAUGURA PAVIMENTAÇÃO DE GRANDE AVENIDA DE ACESSO A CRECHE NO BAIRRO PRÍNCIPE DA PAZ

A Prefeitura de Toritama inaugurou, nesta quinta-feira (29), a obra de pavimentação da rua João Manoel do Nascimento, localizada no bairro Príncipe da Paz. A intervenção transforma a via em uma estruturada avenida, ampliando a malha viária urbana e garantindo um tráfego seguro e confortável para os moradores. A entrega consolida um avanço decisivo na mobilidade local ao otimizar o acesso das famílias e estudantes à Creche Municipal CMEI Maria Sebastiana Dunda do Nascimento, eliminando antigos transtornos provocados pela poeira durante o período de estiagem e pelo acúmulo de lama nos dias chuvosos.

O ato contou com a presença do prefeito Sérgio Colin (PP), do vice-prefeito Gil Custódio, do Secretário de Infraestrutura Urbana, João Victor, da primeira-dama Fernanda Florêncio, além de secretários e servidores municipais. O Poder Legislativo esteve representado pela vereadora Marli e pelos vereadores Paulo Tavares, Ferreirinha, Mava, Carlos da Saúde, Zé Muela e Edinaelson do São João. Moradores da comunidade acompanharam a cerimônia celebrando a chegada das melhorias estruturais que valorizam os imóveis e elevam a qualidade de vida na região.
A entrega integra um cronograma intensivo de obras que a gestão municipal mantém até o encerramento do ano, que contará também com a inauguração da maior escola da região no mês de novembro. Durante a solenidade, o prefeito Sérgio Colin reafirmou o compromisso com a expansão da infraestrutura em todos os bairros. "Seguimos no compromisso de levar a pavimentação para toda a nossa cidade. Cada rua entregue representa mais dignidade para os moradores e melhores condições para ir e vir. É com trabalho e responsabilidade que seguimos avançando, levando melhorias para cada vez mais comunidades", pontuou o gestor.

A URNA FECHOU, A PROMESSA FICOU PELO CAMINHO: GOVERNADORES QUE DEFENDIAM MENOS IMPOSTOS APROVAM AUMENTO DO ICMS DOS COMBUSTÍVEIS

Tarcísio de Freitas, Jorginho Mello e Celina Leão estão entre os governantes associados ao bolsonarismo cujos estados participaram da aprovação do reajuste. Decisão veio apenas 48 horas depois da derrota de Flávio Bolsonaro e terá impacto sobre gasolina, diesel e gás de cozinha.

Tem promessa que atravessa uma campanha inteira. Tem discurso que rende palanque, aplausos e declarações inflamadas contra o peso dos impostos. Mas existe também o momento em que a propaganda eleitoral termina e os governantes precisam mostrar, na prática, como pretendem administrar o dinheiro público.

Foi justamente nesse intervalo entre o discurso e a realidade que surgiu uma decisão capaz de provocar desconforto entre eleitores que ouviram, durante a campanha de 2026, tantas manifestações em defesa da redução de impostos.

No dia 25 de outubro, os brasileiros foram às urnas para escolher o presidente da República no segundo turno. Dois dias depois, em 27 de outubro, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou novos valores para o ICMS dos combustíveis. A mudança começará a valer em 1º de fevereiro de 2027.

Entre os governos estaduais envolvidos estão administrações comandadas por políticos identificados com o bolsonarismo, como Tarcísio de Freitas, em São Paulo; Jorginho Mello, em Santa Catarina; e Celina Leão, no Distrito Federal.

A coincidência de calendário não prova que a derrota de Flávio Bolsonaro tenha provocado a decisão. Mas coloca uma questão política incontornável: como conciliar o discurso de campanha contra o aumento da carga tributária com a aprovação de uma medida que eleva o imposto sobre produtos presentes no orçamento diário da população?

AS PROMESSAS TÊM DATA, OS IMPOSTOS TAMBÉM

Em Santa Catarina, Jorginho Mello assinou, em setembro, um compromisso com a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) para não elevar a carga tributária estadual durante o próximo mandato, de 2027 a 2030.

O compromisso não tratava exclusivamente dos combustíveis, mas a aprovação do reajuste do ICMS coloca o governo catarinense diante da necessidade de explicar como pretende compatibilizar as duas decisões.

No Distrito Federal, Celina Leão havia defendido, em 22 de outubro, a manutenção de impostos reduzidos sobre combustíveis. Cinco dias depois, o governo do DF participou da aprovação dos novos valores.

Já Tarcísio de Freitas, que construiu parte de seu discurso político em torno da redução do peso dos impostos, também ficou associado à decisão. No dia 27 de outubro, o governador paulista defendeu publicamente a redução da carga tributária, enquanto seu estado participava da aprovação dos convênios no Confaz.

A relação entre as declarações e a decisão tributária merece ser examinada com atenção. Não se trata de afirmar que os três governadores fizeram exatamente a mesma promessa, mas de cobrar coerência entre os compromissos públicos e as decisões de seus governos.

O DIESEL TERÁ A MAIOR ALTA

Os novos valores são objetivos e atingem três produtos essenciais:

A gasolina terá o ICMS elevado de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, acréscimo de R$ 0,07.

O diesel passará de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, aumento de R$ 0,13, equivalente a 11,1%.

No gás de cozinha, a tributação passará de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo. Em um botijão de 13 quilos, a diferença na parcela do imposto será de R$ 0,91.

O diesel merece atenção especial. É o combustível que movimenta boa parte do transporte rodoviário brasileiro. Quando seu custo aumenta, o impacto pode alcançar o frete, a distribuição de alimentos, o transporte de mercadorias e diversos serviços.

Não significa que todo o reajuste será automaticamente repassado aos consumidores, mas a pressão sobre os custos existe.

NÃO FOI APENAS A DIREITA QUE APROVOU

É importante separar a cobrança política da informação institucional.

A decisão foi tomada no Confaz, que reúne representantes das secretarias estaduais de Fazenda. A ratificação dos convênios ocorreu por unanimidade, envolvendo os 26 estados e o Distrito Federal.

Portanto, não seria correto atribuir o aumento exclusivamente aos governadores bolsonaristas. Governos de diferentes partidos participaram da decisão, inclusive Pernambuco, representado pelo secretário da Fazenda, Juarez Andrade de Morais.

O que chama atenção é que alguns dos governantes que participaram da aprovação haviam assumido compromissos públicos contra o aumento da carga tributária.

A LEI NÃO OBRIGAVA NECESSARIAMENTE A AUMENTAR

Os governos estaduais justificam a atualização com base na metodologia prevista na Lei Complementar 192/2022, que estabeleceu a cobrança monofásica do ICMS sobre combustíveis, por valores fixos por litro ou quilo.

O Comsefaz sustenta que a atualização considera a variação dos preços médios dos combustíveis apurados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Existe, porém, um detalhe importante: a legislação estabelece regras para a definição das alíquotas, mas não determina que os estados sejam obrigados a aumentar os valores. A decisão sobre os montantes é tomada conjuntamente pelos próprios estados.

O Comsefaz também informou que os governos estudam alternativas para reduzir o reajuste previsto para o diesel diante da instabilidade internacional dos preços do petróleo.

A COBRANÇA QUE SOBRA PARA O CONTRIBUINTE

O debate não termina na política partidária. Ele chega ao posto de combustível, ao caminhoneiro, ao comerciante, ao trabalhador que abastece o carro e à família que precisa comprar um botijão de gás.

Governar exige arrecadar e manter serviços públicos. Isso é parte da responsabilidade administrativa. Mas também exige transparência, coerência e explicações quando decisões concretas entram em conflito com compromissos apresentados à população.

O eleitor não escolhe governantes apenas para ouvir o que eles pretendem fazer antes da eleição. Também tem o direito de cobrar o que fazem depois dela.

A campanha terminou em 25 de outubro. O reajuste foi aprovado em 27 de outubro. E a partir de fevereiro de 2027, o contribuinte começará a conviver com os novos valores.

No palanque, o discurso era de menos impostos. Na administração, a decisão foi outra.

E fica uma pergunta que não pertence a partido algum: quando um governante promete não aumentar impostos, essa promessa continua valendo depois que ele recebe o voto?

Edney Souto | Blog do Edney

MUNICÍPIOS DE BREJO DA MADRE DE DEUS E CACHOEIRINHA RECEBEM PROGRAMA ESTADUAL DE CASTRAÇÃO ANIMAL

Iniciativa leva castração gratuita às regiões de Pernambuco e fortalece as ações de bem-estar animal e saúde pública

No Agreste pernambucano, os municípios de Brejo da Madre de Deus e Cachoeirinha receberam o programa estadual de castração de cães e gatos. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha, faz parte da Política Estadual de Controle Populacional de Cães e Gatos, que prevê mais de 40 mil procedimentos gratuitos à população.

Em Brejo da Madre de Deus, o castramóvel estará a partir deste sábado (31) e seguirá até o dia 2 de novembro, na Escola Maria da Glória Oliveira Aguiar, na Rua José Araújo Guerra, nº 103, no Centro. Em seguida, a ação será realizada em Cachoeirinha, no Ginásio Leopoldo Lourenço Sobral, na Rua São Vicente de Paula, nº 49, no Centro, entre 5 e 6 de novembro.

Para o secretário de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha, Daniel Coelho, a castração é um importante passo para a ampliação das políticas públicas em defesa da causa animal no estado. “O castramóvel está percorrendo as regiões, contribuindo para a saúde dos animais, o controle de zoonoses e, também, para a saúde pública. É uma importante ação do Governo de Pernambuco para ampliar o acesso à castração e levar mais cuidado e proteção aos cães e gatos, fortalecendo o compromisso com o bem-estar animal”, destacou.

Por dia, a estrutura do castramóvel promove 200 atendimentos, das 8h às 15h. Os responsáveis pelos animais podem se cadastrar exclusivamente pelos links disponíveis nos perfis do Instagram: @meioambientepe e @causaanimalpe.