O ano de 2025 ficará marcado como um divisor de águas na história do sistema prisional de Pernambuco. Após décadas de abandono, improviso e estruturas que já não atendiam a nenhum parâmetro mínimo de dignidade humana ou segurança pública, o Estado decidiu romper definitivamente com o passado. A demolição da Penitenciária Professor Barreto Campelo, na Ilha de Itamaracá, no Litoral Norte, tornou-se o símbolo mais forte desse novo momento. Mais do que derrubar paredes, o governo estadual encerrou um ciclo de negligência que expunha detentos, servidores e a sociedade a riscos permanentes.Conhecida por sua precariedade, superlotação e condições sub-humanas, a antiga unidade representava um modelo falido, incompatível com qualquer política séria de segurança pública. Ao colocá-la no chão, Pernambuco enviou um recado claro: não há mais espaço para estruturas indignas, inseguras e ultrapassadas. O gesto carrega peso político, institucional e simbólico, marcando o início de uma virada estrutural no enfrentamento do problema prisional.Com a chegada de 2026, o Estado entra em um novo ciclo, agora pautado por planejamento, responsabilidade e decisão. Estão em construção 5.754 novas vagas no sistema prisional, um salto histórico que redefine o patamar da política penitenciária pernambucana. As novas unidades, localizadas em Araçoiaba e Itaquitinga, além da ampliação do complexo de Caruaru, seguem um padrão moderno, com foco em segurança, controle, dignidade e melhores condições de trabalho para os profissionais do sistema.A dimensão dessa mudança se torna ainda mais evidente quando comparada ao passado recente. Entre 2015 e 2022, período marcado por crises sucessivas no sistema, foram abertas pouco mais de 1.800 vagas em todo o Estado. Agora, em um único ciclo de investimentos, Pernambuco mais que triplica esse número, atacando a raiz do problema e enfrentando de forma concreta a superlotação carcerária, um dos principais fatores de instabilidade e violência.A iniciativa integra o programa Juntos pela Segurança, eixo central da política estadual de enfrentamento à criminalidade. Ao investir na reestruturação do sistema prisional, o governo reconhece que segurança pública não se faz apenas com policiamento ostensivo, mas também com unidades prisionais capazes de cumprir seu papel legal, garantir direitos básicos e evitar que o cárcere se transforme em escolas do crime.Para a governadora Raquel Lyra, 2025 foi o ano de “virar a chave”. Um período de decisões duras, enfrentamento de problemas históricos e rompimento com práticas que apenas empurravam a crise para frente. Já 2026 surge como o ano da consolidação desse novo caminho, no qual o Estado assume protagonismo, planeja a longo prazo e entrega resultados concretos à população.Ao substituir ruínas por estruturas modernas, Pernambuco não apenas amplia vagas, mas redefine sua postura diante de um dos temas mais sensíveis da gestão pública. A mensagem é direta: o futuro da segurança passa por coragem política, investimentos estruturantes e compromisso com a sociedade. E, como resumiu a governadora, é hora de seguir em frente, sem hesitação. “Vamos pra cima”.
📸: Janaína Pepeu