quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

LADRÕES INVADEM CONCESSIONÁRIA E FOGEM PILOTANDO 12 MOTOS FURTADAS

A Polícia Militar de Santa Catarina informou que 14 suspeitos encapuzados invadiram uma concessionária, furtaram cerca de 12 motocicletas e fugiram pilotando os veículos na madrugada desta terça-feira (13).

O crime ocorreu em uma loja de motos localizada no município de Itajaí. Ao chegarem no local, os agentes constataram o vidro frontal quebrado e diversas motos caídas no interior do estabelecimento.

Uma câmera de segurança flagrou o momento da invasão. No vídeo é possível ver os criminosos atirando pedras contra o vidro para poder entrar. Na ocasião, um dos envolvidos fica preso por um momento ao tentar escapar com a moto.

Segundo a polícia, sete pessoas foram detidas, sendo uma localizada em Itajaí e as demais em áreas de mata em Camboriú e Balneário Camboriú. Entre os envolvidos, estavam adultos e adolescentes.

Durante as buscas, um dos autores, de 18 anos, foi localizado caído na avenida Osvaldo Reis, apresentando lesões aparentes. Ele recebeu atendimento de emergência e foi encaminhado a uma unidade hospitalar, onde passou por cirurgia devido uma fratura de tíbia e fíbula.

Ainda durante a ação, dez motocicletas foram recuperadas após serem encontradas abandonadas em vias públicas e matagais em bairros de Camboriú. O material foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais.

A CNN Brasil entrou em contato com a Polícia Civil de Santa Catarina, mas não obteve retorno até a última publicação.

PE-180 GANHA NOVA VIDA NO AGRESTE E IMPULSIONA DESENVOLVIMENTO ENTRE SÃO BENTO DO UNA E BELO JARDIM

O Governo de Pernambuco iniciou nesta segunda-feira (12) uma obra aguardada há anos por quem vive e produz no Agreste: a restauração da rodovia PE-180, no trecho que liga os municípios de São Bento do Una e Belo Jardim. A intervenção marca um passo decisivo para a melhoria da infraestrutura viária estadual e reforça o compromisso com o desenvolvimento regional.

Com investimento superior a R$ 19 milhões, a obra prevê a recuperação completa de um dos principais corredores logísticos do Agreste pernambucano. A PE-180 é rota diária de trabalhadores, estudantes e produtores rurais, além de desempenhar papel estratégico no escoamento da produção local, especialmente ligada ao forte polo de avicultura da região. A restauração deve garantir mais segurança viária, conforto aos motoristas e maior fluidez no tráfego, reduzindo custos e tempo de deslocamento.

A iniciativa atende a uma solicitação apresentada pela deputada estadual Débora Almeida, em articulação com o deputado federal Mendonça Filho. O pedido foi encaminhado à governadora Raquel Lyra diante da relevância econômica e social da rodovia, considerada essencial para a integração entre municípios e para o fortalecimento da economia regional.

Para Débora Almeida, o início das obras representa uma conquista histórica para a população. Segundo a parlamentar, trata-se de uma reivindicação antiga que finalmente começa a sair do papel, trazendo avanços concretos para a mobilidade e para a qualidade de vida dos moradores de São Bento do Una e Belo Jardim. “É um momento de comemoração, porque essa obra significa mais segurança, mais dignidade e mais oportunidades para quem depende da estrada todos os dias”, destacou.

Mendonça Filho também ressaltou a importância estratégica da intervenção. De acordo com o deputado federal, a restauração da PE-180 consolida mais uma ação estruturante do governo estadual. “Essa é a estrada da integração do polo de avicultura. Do ponto de vista econômico e social, é uma obra extremamente relevante para toda a região”, afirmou.

A expectativa é de que, com a rodovia recuperada, o Agreste ganhe um novo impulso, fortalecendo cadeias produtivas, atraindo investimentos e melhorando a circulação entre dois importantes centros urbanos. A obra na PE-180 simboliza mais do que asfalto novo: representa integração, desenvolvimento e um olhar atento do Governo de Pernambuco para as necessidades de quem move a economia do interior do Estado.

DR. ELTON INICIA 2026 COM OBRA ESTRATÉGICA E GARANTE RECUPERAÇÃO DA ESTRADA DE ÁGUAS BELAS AO SÍTIO CACHOEIRINHA

O ano de 2026 começou com trabalho e ação concreta em Águas Belas. Logo nos primeiros dias do novo ano, a gestão do prefeito Dr. Elton deu início à recuperação dos 25 quilômetros da estrada que liga a sede do município ao Sítio Cachoeirinha, uma obra considerada estratégica para o fortalecimento da zona rural e para o desenvolvimento econômico local.

A intervenção atende a uma demanda histórica dos produtores rurais, que por anos enfrentaram dificuldades de acesso, insegurança no tráfego e prejuízos no escoamento da produção, especialmente em períodos de chuva. Com o início das obras, a realidade começa a mudar, trazendo mais qualidade, segurança e dignidade para quem depende diariamente da estrada para trabalhar e produzir.

Para o prefeito Dr. Elton, começar o ano investindo na zona rural é reafirmar prioridades. A recuperação da via representa um compromisso direto com os agricultores, criadores e famílias que movimentam a economia do município e garantem o abastecimento e a geração de renda. A estrada recuperada encurta distâncias, reduz custos e fortalece a ligação entre as comunidades rurais e a área urbana.

Além do impacto econômico, a obra também reflete um cuidado social. A melhoria das condições de tráfego facilita o acesso a serviços essenciais como saúde, educação e comércio, promovendo mais inclusão e qualidade de vida para a população do campo.

Com essa iniciativa, Dr. Elton imprime à gestão um ritmo de trabalho contínuo e planejado, mostrando que o compromisso com Águas Belas se renova a cada ano com ações práticas. A recuperação da estrada ao Sítio Cachoeirinha simboliza esse novo começo: um município que avança, valoriza quem produz e constrói, todos os dias, o futuro de Águas Belas.

EDUARDO DA FONTE LEVA GESTORES DE HOSPITAIS DE PERNAMBUCO PARA CONHECER O HOSPITAL DE AMOR, REFERÊNCIA NO TRATAMENTO DE CÂNCER DA AMÉRICA LATINA

Com o objetivo de trazer para Pernambuco a experiência exitosa do Hospital de Amor (HA), em Barretos, São Paulo, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UPB) levou o superintendente do Hospital de Câncer de Pernambuco, Dr. Sidney Neves, e a superintendente do Hospital de Câncer do Sertão do Araripe, Irmã Fátima Alencar, para conhecer as instalações da unidade, referência nacional e internacional no tratamento oncológico.

A visita ocorreu nessa terça-feira (13/01) e incluiu passagem pelas Casas de Apoio, pela Ala Infantil e a realização de duas reuniões técnicas nos setores de Captação de Recursos e de Engenharia. Também participaram da agenda o prefeito de Toritama, Sérgio Colin (PP/UPB), e o ex-prefeito e pré-candidato a deputado federal Edilson Tavares (PP/UPB). 

“Foi uma visita extraordinária, uma iniciativa do deputado Eduardo, um parceiro do nosso hospital. Saio daqui encantado, com boas ideias que, com certeza, iremos colocar em prática no Hospital de Câncer de Pernambuco”, destacou Dr. Sidney Neves.

O Hospital de Amor realiza cerca de 170 mil atendimentos por mês, somando mais de 2 milhões de atendimentos por ano em unidades espalhadas pelo Brasil. Todos os serviços são 100% gratuitos e alcançam mais de 2.500 cidades do Brasil e da América Latina. 

O Hospital irá abrir uma unidade em Garanhuns, que já está em construção, com expectativa de iniciar os atendimentos ainda este ano. A nova unidade vai beneficiar toda a população do Agreste e do interior de Pernambuco, contribuindo para reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes para centros como Recife e Caruaru. O deputado Eduardo da Fonte também garantiu apoio à unidade do Hospital de Amor em Pernambuco. 

Eduardo da Fonte é o parlamentar que mais destinou recursos para o Hospital de Câncer de Pernambuco e teve papel fundamental na construção do primeiro Hospital de Câncer do Sertão, ampliando o acesso ao tratamento oncológico no interior do estado.

“Poder aprender com um hospital desse porte é, sem dúvida, um momento oportuno para qualquer gestor. Vamos levar todo esse aprendizado para o Sertão de Pernambuco e agradeço ao deputado Eduardo por todo o trabalho que tem feito pela saúde do nosso estado”, enfatizou a Irmã Fátima Alencar.

JOÃO CAMPOS SEGURA O JOGO DA VICE, ENQUANTO ÁLVARO PORTO GANHA FORÇA NOS BASTIDORES DA OPOSIÇÃO EM PERNAMBUCO

Ainda em meio às articulações para fechar o desenho da chapa majoritária de 2026, o prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), observa com cautela o crescimento de movimentos políticos que defendem o nome do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Álvaro Porto, como opção para a vaga de vice-governador. A movimentação ocorre nos bastidores e reflete, sobretudo, o papel estratégico que Porto passou a desempenhar desde que rompeu politicamente com a governadora Raquel Lyra, a quem apoiou no segundo turno das eleições de 2022.

Hoje alinhado ao PSB, Álvaro Porto comanda o principal bloco de oposição na Alepe, formado majoritariamente por deputados socialistas, e tornou-se uma peça central no enfrentamento político ao Palácio do Campo das Princesas. Sob sua liderança, a Assembleia viveu episódios de forte embate institucional, como o adiamento da votação de empréstimos considerados prioritários pelo governo, a reconfiguração das principais comissões permanentes — movimento que resultou na perda de espaço da base governista — e até a tentativa de instalação de uma CPI, posteriormente barrada pelo Tribunal de Justiça sob o argumento de inexistência de objeto.

Apesar desse protagonismo e da pressão crescente para que seu nome seja considerado, João Campos não demonstra pressa para tratar da composição da vice. A estratégia do prefeito segue o padrão adotado em 2024, quando ignorou as expectativas do PT, que indicava o médico Mozart Sales para compor a chapa no Recife, e optou por uma escolha interna: Victor Marques, aliado de confiança, amigo pessoal e companheiro dos tempos de estudante. O episódio deixou claro que, para João, a vaga de vice é uma decisão pessoal e estratégica, não necessariamente fruto de acordos partidários antecipados.

Mesmo assim, razões não faltariam para justificar uma eventual escolha de Álvaro Porto. Além de garantir sustentação política ao PSB dentro da Assembleia, o deputado tornou-se um dos principais canais de diálogo entre João Campos e o interior do Estado — território amplamente dominado pela governadora Raquel Lyra, que conta hoje com o apoio de mais de 120 prefeitos. Em regiões onde não há agendas festivas ou eventos institucionais que facilitem a presença direta de um pré-candidato ao governo, Porto tem funcionado como ponte política, reunindo lideranças, abrindo portas e ampliando o alcance do projeto oposicionista.

Um exemplo claro dessa capacidade de articulação foi a confraternização natalina promovida pelo deputado no final do ano passado. O evento extrapolou o caráter festivo e se consolidou como um verdadeiro ato político, reunindo prefeitos, lideranças do interior, deputados estaduais e federais, além dos principais nomes cotados para disputar o Senado pela oposição. João Campos foi o grande destaque da noite, ao lado de figuras como Miguel Coelho, Silvio Costa Filho e Marília Arraes, reforçando a leitura de que o encontro funcionou como uma prévia do palanque que se desenha para 2026.

Enquanto enfrenta ruídos e disputas internas na definição dos nomes ao Senado, João Campos parece disposto a manter a vice em banho-maria. A leitura predominante entre aliados é de que qualquer antecipação poderia engessar o jogo político ou gerar conflitos desnecessários dentro da Frente Popular. Álvaro Porto, por sua vez, segue ampliando seu raio de influência, fortalecendo-se como operador político da oposição e deixando claro que, mesmo sem anúncio formal, já ocupa um espaço relevante no tabuleiro eleitoral pernambucano.

SEGURANÇA PÚBLICA DOMINA O DEBATE ELEITORAL E REDEFINE A DISPUTA POLÍTICA EM PERNAMBUCO

A segurança pública deixou de ser apenas uma preocupação cotidiana para se transformar no principal eixo do debate político no Brasil — e Pernambuco caminha na mesma direção. Pesquisas recentes confirmam o que já se percebe nas ruas: o medo da violência passou a ocupar o centro das inquietações da população, superando temas históricos como corrupção e saúde. Levantamento do instituto Ipsos divulgado neste mês mostra que 45% dos brasileiros apontam o crime e a violência como o maior problema do país. Antes disso, em dezembro, o Datafolha revelou que a violência já alterou a rotina de 72% da população, um dado que ajuda a explicar a centralidade do tema no imaginário coletivo.

No contexto pernambucano, esse cenário tende a ganhar ainda mais peso com a proximidade das eleições. Um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), apresentado em junho do ano passado, reforça o alerta ao apontar que 97% dos municípios enfrentam falhas de gestão na área de segurança pública. O diagnóstico evidencia fragilidades estruturais e administrativas que extrapolam estatísticas e impactam diretamente a sensação de insegurança vivida pela população.

Ciente da relevância do tema, a governadora Raquel Lyra (PSD) tem adotado um discurso firme de enfrentamento à criminalidade e feito da segurança pública uma das vitrines de sua gestão. Entre as promessas anunciadas, está a nomeação de até 7 mil novos profissionais até o fim deste ano. Em agendas oficiais, a chefe do Executivo estadual tem enfatizado os números apresentados pelo governo, além de intensificar a entrega de viaturas e armamentos às forças policiais, numa tentativa de demonstrar presença do Estado e resposta rápida à escalada da violência.

Do outro lado do tabuleiro político, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), tem trilhado um caminho distinto, apostando na reestruturação da guarda municipal como símbolo de uma política de segurança com identidade própria. Uma de suas principais promessas de campanha para a reeleição é o armamento da corporação, com previsão de entrega dos equipamentos até o fim do primeiro semestre deste ano. O projeto inclui ainda o uso de câmeras corporais nos uniformes, medida que dialoga tanto com o discurso de modernização da gestão quanto com a cobrança da população por mais proteção nos espaços urbanos.

Para o professor Marco Túlio Delgobbo Freitas, doutor pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, a segurança pública tende a ocupar posição central não apenas no debate nacional, mas também na disputa estadual em Pernambuco. Segundo ele, a crescente preocupação da população com o tema cria um ambiente propício para que a pauta seja amplamente explorada no embate entre situação e oposição. Mais do que números, o professor chama atenção para um fator decisivo: a percepção de segurança no cotidiano das pessoas.

Na avaliação de Marco Túlio, ampliar efetivos e reforçar a presença policial não é, por si só, suficiente para mudar essa percepção. Ela é construída a partir das experiências individuais e do convívio social, o que exige estratégias mais amplas. Nesse sentido, o desafio da governadora passa não apenas por melhorar indicadores oficiais de criminalidade, mas por implementar ações capazes de gerar, de fato, a sensação de segurança junto à população.

A cientista política Priscila Lapa concorda que a ênfase na segurança pública é um componente natural das disputas estaduais, já que a área é uma atribuição constitucional dos governos estaduais. Ela lembra que, em Pernambuco, o tema já teve protagonismo em eleições anteriores, especialmente durante o auge do Pacto pela Vida, na era Eduardo Campos. Para Priscila, a popularização dos novos policiais militares, apelidados de “laranjinhas”, é mais um sinal de que a segurança pública voltará a ser amplamente explorada na campanha deste ano.

Outro ponto sensível destacado pela cientista política é o enfrentamento aos feminicídios. Para ela, o fato de Raquel Lyra ser mulher confere à governadora um lugar de fala diferenciado e uma representatividade que pode fortalecer o discurso sobre políticas de proteção às mulheres, um tema que também dialoga diretamente com a agenda da segurança pública.

Já em relação a João Campos, Marco Túlio avalia que, caso se consolide como candidato ao governo estadual, o prefeito do Recife deverá adotar um discurso crítico à condução atual da política de segurança, mas sem recorrer a uma retórica exclusivamente punitivista. A tendência, segundo ele, é que Campos combine críticas à eficácia das ações do governo com a apresentação de uma agenda alternativa, buscando se posicionar como uma opção de renovação e eficiência administrativa.

Nesse contexto, o armamento da guarda municipal do Recife surge como um ativo político relevante. Para Priscila Lapa, a iniciativa reforça a imagem de gestão moderna que João Campos procura transmitir e responde diretamente a cobranças feitas pela população nas últimas eleições. Mais do que uma medida administrativa, o projeto se transforma em símbolo de posicionamento político e pode servir como vitrine eleitoral em uma disputa cada vez mais marcada pelo medo da violência e pela busca por soluções concretas.

Com a segurança pública no topo das preocupações dos brasileiros e dos pernambucanos, o tema promete atravessar discursos, embates e estratégias eleitorais. Mais do que uma pauta, tornou-se o fio condutor de uma eleição que será decidida, em grande parte, pela capacidade dos candidatos de convencer a população de que são capazes de devolver algo cada vez mais escasso: a sensação de viver sem medo.

BOM JARDIM AMPLIA REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL COM INAUGURAÇÃO DE COZINHA COMUNITÁRIA NO DISTRITO DE BIZARRA

A política de enfrentamento à fome em Bom Jardim ganha um novo e simbólico capítulo nesta sexta-feira, 16 de janeiro, com a inauguração da Cozinha Comunitária Natilde Félix de Moura Silva. O equipamento público será entregue à população às 18h, na Vila Paraná, no distrito de Bizarra, consolidando mais um avanço na área de segurança alimentar e assistência social do município.

A iniciativa é fruto da atuação conjunta da Prefeitura de Bom Jardim, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Combate à Fome, com o Governo de Pernambuco, dentro do Programa Bom Prato. A parceria reforça o compromisso das gestões municipal e estadual com a garantia do direito básico à alimentação, especialmente para famílias em situação de vulnerabilidade social.

Mais do que um espaço para a oferta de refeições, a nova cozinha comunitária nasce com a missão de assegurar dignidade, cuidado e nutrição à população que mais necessita. O equipamento passa a integrar a rede de proteção social do município, funcionando como um ponto estratégico no combate à insegurança alimentar e no apoio às comunidades que enfrentam dificuldades econômicas.

A escolha do distrito de Bizarra para receber o novo equipamento evidencia a preocupação da gestão municipal em descentralizar as políticas públicas e alcançar áreas historicamente mais carentes de investimentos. Com a implantação da cozinha comunitária na Vila Paraná, a administração amplia o alcance das ações sociais e fortalece o atendimento direto às famílias do distrito.

Em publicação nas redes sociais, a gestão do prefeito Janjão celebrou a entrega como uma conquista histórica para o município. Segundo a administração, o novo equipamento representa um passo decisivo na promoção da dignidade humana e no cuidado com quem mais precisa, reafirmando o compromisso da Prefeitura com o combate à fome e a ampliação das políticas sociais em Bom Jardim.

A cerimônia de inauguração será aberta ao público e deve reunir moradores da comunidade, lideranças locais e representantes da gestão municipal. O momento marca não apenas a entrega de uma obra, mas o fortalecimento de uma política pública essencial, que transforma a alimentação em instrumento de cidadania e inclusão social.

PERNAMBUCO NO CENTRO DA REFORMA MINISTERIAL: ELEIÇÕES DE 2026 PRESSIONAM ESPLANADA E PODEM REDESENHAR GOVERNO LULA

A proximidade do calendário eleitoral de 2026 começa a produzir efeitos concretos na Esplanada dos Ministérios e Pernambuco desponta como um dos estados com maior potencial de influência na reconfiguração do primeiro escalão do governo Lula. Com mais de 20 ministros em todo o país se preparando para a desincompatibilização exigida pela legislação eleitoral, os movimentos de auxiliares diretos do presidente que têm base política no estado passam a ser observados com lupa, tanto em Brasília quanto nos bastidores da política pernambucana.

Entre os nomes já com decisão tomada está o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Com projeto majoritário consolidado, ele confirmou que deixará o comando da pasta até abril para se dedicar integralmente à disputa por uma vaga no Senado Federal. A saída de Silvio, além de abrir espaço para uma nova acomodação política no ministério, reforça o peso de Pernambuco no tabuleiro nacional, uma vez que sua candidatura é tratada como estratégica dentro do campo governista.

Em sentido oposto, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, deve permanecer no cargo. Considerado um dos quadros mais experientes e respeitados da atual equipe ministerial, José Múcio chegou a manifestar, no ano passado, o desejo de deixar a função, mas foi convencido a permanecer após apelo direto do presidente Lula. Seu perfil conciliador, o histórico de diálogo com as Forças Armadas e a capacidade de articulação política são vistos como fundamentais para a estabilidade institucional, sobretudo após a condução firme e discreta da pasta em episódios sensíveis, como os desdobramentos das manifestações antidemocráticas de 8 de janeiro.

Outro ministro pernambucano que ainda avalia os próximos passos é Wolney Queiroz, à frente do Ministério da Previdência Social. Sem anunciar decisão definitiva, ele aguarda uma conversa com o presidente da República para definir se permanecerá no cargo ou se entrará na disputa eleitoral. O próprio ministro tem ressaltado, em declarações reservadas, que decisões dessa natureza precisam levar em conta não apenas projetos pessoais, mas o impacto político para o governo e para o grupo aliado.

Situação semelhante vive a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. A dirigente do PCdoB ainda não bateu o martelo sobre uma eventual candidatura e deve utilizar todo o prazo legal, até abril, para amadurecer a decisão. Sua permanência ou saída do ministério também é acompanhada de perto por setores que veem na pasta um espaço estratégico para a agenda de desenvolvimento, inovação e soberania tecnológica do país.

Fechando o grupo de pernambucanos na Esplanada, o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, do PSD, tende a deixar o cargo para tentar retornar à Câmara dos Deputados. O movimento, se confirmado, reforçará a necessidade de ajustes adicionais no ministério e ampliará o efeito dominó provocado pelas eleições no desenho do governo federal.

Com esse conjunto de possíveis saídas e permanências, Pernambuco assume protagonismo na discussão sobre a reforma ministerial que se avizinha. Mais do que simples trocas administrativas, as decisões que serão tomadas até abril devem refletir acordos políticos, estratégias eleitorais e a tentativa do Palácio do Planalto de equilibrar governabilidade, estabilidade institucional e força política para a disputa de 2026.