sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
EDUARDO DA FONTE ENTREGA TRATOR A JAIME AMORIM E REFORÇA APOIO AO ASSENTAMENTO NORMANDIA, EM CARUARU
ONDA MUNICIPALISTA GANHA FORÇA E 40 PREFEITOS DE PERNAMBUCO DECLARAM APOIO À REELEIÇÃO DE FERNANDO DUEIRE
Luciano Torres destacou que o apoio não nasce de articulações de bastidores, mas de uma relação construída a partir de ações concretas. Segundo ele, Dueire tem mantido presença ativa junto aos municípios, defendendo pautas que impactam diretamente a vida da população, como repasses, investimentos estruturadores e fortalecimento das prefeituras. O prefeito ressaltou ainda que o senador compreende as dificuldades enfrentadas pelas gestões municipais, especialmente nas cidades do interior, onde os desafios fiscais e sociais exigem parceria constante com a bancada federal.
Em sua declaração, Torres foi enfático ao afirmar que Ingazeira reconhece os serviços prestados pelo senador. Ele descreveu Dueire como um parlamentar acessível, atento às demandas do Sertão do Pajeú e comprometido com resultados práticos, indo além do discurso político. Para o gestor, o apoio à reeleição representa um gesto de gratidão institucional, mas também uma aposta na continuidade de um mandato voltado às necessidades reais dos municípios pernambucanos.
O crescimento dessa rede de apoio evidencia uma estratégia clara: fortalecer a imagem de Dueire como um senador municipalista, que construiu sua atuação ouvindo prefeitos e priorizando investimentos descentralizados. A adesão de gestores de diferentes regiões também sinaliza capilaridade política e capacidade de diálogo suprapartidário, fatores que costumam ter peso decisivo em disputas majoritárias.
Com a inclusão de Ingazeira, a lista de prefeitos que já declararam apoio ao senador Fernando Dueire é a seguinte:
Cachoeirinha – André Raimundo
Lajedo – Erivaldo Chagas
Belo Jardim – Gilvandro Estrela
Águas Belas – Elton Martins
São José do Egito – Fredson Brito
Itaíba – Pedro Pilota
Brejo da Madre de Deus – Roberto Asfora
Palmares – Júnior de Beto
João Alfredo – Zé Martins
São Caetano – Josafá Almeida
Saloá – Júnior de Rivaldo
Bom Jardim – Janjão
Flores – Gilberto e Marconi Santana
Araripina – Evilásio Mateus
Buíque – Túlio Monteiro e Arquimedes Valença
Itapissuma – Júnior de Irmã Teca
Passira – Silvestre
Machados – Juarez
Taquaritinga do Norte – Gena Lins
Toritama – Sérgio Colin
Orocó – Ismael Lira
Jaqueira – Ridete Pellegrino
Lagoa Grande – Catharina Garziera
Exu – Júnior Pinto Saraiva
Afrânio – Cloves Ramos
São Joaquim do Monte – Duguinha Lins
Bodocó – Otávio Pedrosa
Ibirajuba – Maria Izalta
Arcoverde – Zeca Cavalcanti
Vertente do Lério – Dr. Histenio Sales
Frei Miguelinho – Lindonaldo da Farinha
Cabrobó – Galego de Nanai
Moreilândia – Teto Teixeira
Gameleira – Dr. Leandro Ribeiro
Tracunhaém – Irmão Aluízio
Brejinho – Gilson Bento
São Vicente Férrer – Marcone Santos
Pombos – Elias Meu Fii
Ibimirim – Welliton Siqueira
Ingazeira – Luciano Torres
A consolidação desse bloco de prefeitos amplia o peso político de Fernando Dueire na corrida pela reeleição ao Senado e reforça um discurso cada vez mais centrado na defesa dos municípios como eixo estratégico do desenvolvimento regional.
GOVERNADORA RAQUEL LYRA E MINISTRO SÍLVIO COSTA FILHO ENTREGAM DRAGAGEM DO CANAL INTERNO DO PORTO DE SUAPE, QUE AUTORIZA RECEBER NAVIOS MAIORES
COM INVESTIMENTOS DE R$ 217 MILHÕES, MINISTRO SÍLVIO COSTA FILHO E GOVERNADORA RAQUEL LYRA ENTREGAM DRAGAGEM DO PORTO DE SUAPE
VISITA DE LULA DA FONTE E EDUARDO DA FONTE MARCA AVANÇO DAS OBRAS DO HOSPITAL DE AMOR EM GARANHUNS
A visita teve como foco principal acompanhar o andamento da implantação da unidade, que está sendo estruturada para se tornar referência no atendimento oncológico no Agreste. A presença dos parlamentares no canteiro de obras simboliza não apenas apoio institucional, mas também a fiscalização direta de um projeto considerado estratégico para descentralizar a saúde de alta complexidade em Pernambuco.
Durante a agenda, Lula da Fonte e Eduardo da Fonte conversaram sobre a importância de acelerar a entrega do equipamento, que vai reduzir a necessidade de longos deslocamentos de pacientes para a capital. A proposta é garantir que diagnóstico, prevenção e tratamento estejam mais próximos de quem vive no interior, diminuindo custos, desgaste físico e o sofrimento de famílias que enfrentam a batalha contra o câncer.
A comitiva contou ainda com a presença do médico Henrique Prata, diretor-presidente do Hospital de Amor e filho do fundador da instituição. Ele apresentou detalhes do modelo que será adotado em Garanhuns, baseado na experiência de uma rede que hoje é referência nacional em atendimento humanizado e gestão eficiente, com serviços oferecidos integralmente pelo SUS.
Atualmente, o Hospital de Amor realiza cerca de 170 mil atendimentos por mês em diversas unidades espalhadas pelo país. A estrutura que está sendo levada para o Agreste segue esse mesmo padrão, com foco em tecnologia, acolhimento e organização dos serviços, pilares que tornaram a instituição um dos maiores símbolos de enfrentamento ao câncer no Brasil.
Ao destacar a visita desta sexta como um momento decisivo, Eduardo da Fonte reforçou que a obra representa uma luta antiga em defesa da interiorização da saúde. Já Lula da Fonte ressaltou que acompanhar de perto o avanço do hospital é uma forma de garantir que o projeto saia do papel e se transforme em atendimento real para a população.
A passagem dos dois deputados pelas obras transforma o Hospital de Amor de Garanhuns em mais do que um projeto futuro: consolida a iniciativa como prioridade política e como um marco na construção de uma rede de saúde mais próxima, mais humana e mais acessível para o interior pernambucano.
FERNANDO RODOLFO SE ARTICULA PARA 2026 EM MEIO À DISPUTA ACIRRADA DENTRO DO PRÓPRIO PL EM CARUARU
O crescimento do PL em Caruaru, que à primeira vista fortalece o campo conservador, também acirra a disputa interna por bases eleitorais, apoios e protagonismo. Um dos elementos que mais mexem com esse equilíbrio é a filiação de Raffiê Dellon à legenda. Ele deverá disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco em dobradinha com o deputado federal André Ferreira, que passa a atuar diretamente na cidade. A presença de Ferreira no município insere um novo peso na balança política local e amplia a concorrência por lideranças, estruturas e redutos eleitorais historicamente disputados.
Como se não bastasse, o vereador Silvio Nascimento também oficializou sua pré-candidatura a deputado federal pelo PL, aumentando o número de postulantes à Câmara dentro do mesmo partido. O movimento reforça a pulverização de candidaturas na legenda e pode provocar uma disputa intensa pelo eleitorado conservador de Caruaru, tradicionalmente decisivo nas eleições proporcionais.
Mesmo diante desse ambiente mais congestionado, Fernando Rodolfo adota um discurso de cautela e articulação. O deputado afirma manter diálogo aberto com pré-candidatos a deputado estadual já colocados na cidade, mas não descarta a possibilidade de lançar um nome novo para compor a chapa proporcional em dobradinha. Segundo ele, ainda é cedo para bater o martelo sobre a melhor estratégia eleitoral, sinalizando que o desenho final dependerá de cálculos políticos, alianças e viabilidade eleitoral.
Outro ponto que permanece em aberto é sua permanência no PL. Sem cravar uma decisão, Fernando condiciona o futuro partidário à formação da chapa que a legenda apresentará em 2026. Ele deixou claro, no entanto, que qualquer definição passará por conversas com as principais lideranças nacionais do partido. O deputado citou diretamente o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-presidente Jair Bolsonaro, presidente de honra da sigla, destacando o respeito e a gratidão pelo apoio recebido na disputa pela Prefeitura de Caruaru em 2024.
Enquanto o cenário eleitoral se desenha, Fernando Rodolfo procura reforçar a imagem de parlamentar atuante, apostando nas entregas do mandato como principal vitrine política. Entre as ações destacadas por ele estão a viabilização de 30 leitos de UTI no Hospital Memorial, a perfuração de poços artesianos para comunidades da zona rural, o início das obras das passarelas na BR-104 e a construção de uma quadra poliesportiva no IFPE. O conjunto de iniciativas busca dialogar tanto com a população urbana quanto com moradores da zona rural, ampliando seu alcance eleitoral.
Atualmente em seu segundo mandato como deputado federal, Fernando carrega ainda o capital político da disputa pela Prefeitura de Caruaru em 2024, quando terminou em terceiro lugar, mas manteve forte visibilidade e consolidou seu nome como uma das principais lideranças conservadoras da cidade. Para 2026, o desafio será transformar essa visibilidade em votos suficientes para se manter competitivo em um partido maior, mais estruturado — e também mais concorrido.
Nos bastidores, a avaliação é de que a eleição proporcional em Caruaru será uma das mais disputadas dos últimos anos, com o PL ocupando posição central nesse embate. Nesse contexto, a capacidade de articulação, a força das alianças e o peso das entregas do mandato devem ser determinantes para definir quem conseguirá atravessar a turbulência interna e chegar fortalecido às urnas.
TROCAS EM PASTAS SENSÍVEIS EXPÕEM FRAGILIDADE POLÍTICA E FALTA DE RESULTADOS EM BOM CONSELHO
A saída do médico Dr. Zenício dos Santos da Secretaria de Saúde e a nomeação da fisioterapeuta Ana Nery Rabêlo ocorrem em um momento em que a população segue cobrando melhorias concretas no atendimento, redução de filas e melhor estrutura nas unidades. A troca, em vez de transmitir segurança, gera questionamentos: se a pasta estivesse alcançando resultados satisfatórios, por que a mudança agora?
Na mesma linha, a substituição de Elanially Correia por Jamylle Caroline Mendonça no Desenvolvimento Social também levanta dúvidas. A área, que deveria ser prioridade diante das demandas das famílias em situação de vulnerabilidade, não apresentou até agora ações de grande impacto ou ampliação visível de políticas públicas estruturantes. A sensação é de que mudam os nomes, mas os problemas permanecem.
MOVIMENTO POLÍTICO PROVOCA DESCONFORTO NA BASE
Além das questões administrativas, um fator político deu ainda mais peso às mudanças. Comentários que circulam nos bastidores apontam que a nova configuração do governo teria aberto espaço para um nome ligado a um grupo político adversário ao do ex-prefeito Dannilo Godoy, enquanto aliados históricos da base de sustentação de Dr. Edézio teriam ficado sem o mesmo reconhecimento.
A leitura entre integrantes insatisfeitos do próprio grupo governista é de que faltou prestígio para quem caminhou junto no projeto político, enquanto houve espaço para rearranjos considerados inesperados. O episódio ampliou ruídos internos e reforçou a impressão de que a gestão enfrenta dificuldades até mesmo para manter a coesão do seu núcleo de apoio.
PREFEITO ISOLADO E SEM MAIORIA CONSOLIDADA
No campo legislativo, a situação também não é confortável. O prefeito não construiu uma maioria estável na Câmara Municipal, enfrenta resistência frequente e vê a oposição ganhar espaço no debate público. Sem base firme, a gestão encontra obstáculos para aprovar projetos e consolidar ações de médio e longo prazo.
Esse cenário alimenta a avaliação de que o governo está politicamente isolado, dependendo mais de articulações pontuais do que de uma sustentação sólida e duradoura.
ENTRE VÍDEOS E A REALIDADE
Enquanto isso, nas redes sociais, o prefeito mantém forte presença em vídeos curtos, com discursos otimistas e tom de autoconfiança. A estratégia digital, porém, não tem sido suficiente para afastar as críticas de quem aponta que a imagem virtual não acompanha a realidade vivida pela população em áreas essenciais como saúde, assistência social e infraestrutura.
Para analistas locais, a comunicação tenta transmitir a ideia de uma gestão em pleno funcionamento, mas os indicadores e a percepção popular ainda não confirmam essa narrativa.
GESTÃO AINDA NÃO DEIXOU SUA MARCA
Passada boa parte do mandato, a administração de Dr. Edézio ainda não conseguiu apresentar uma marca forte, seja em grandes obras, programas estruturantes ou avanços significativos nos serviços básicos. As recentes trocas no primeiro escalão, em vez de simbolizarem renovação, soam como tentativas de corrigir uma engrenagem que não encaixou como o esperado.
Com desgaste interno, base política instável e cobranças crescentes da população, a gestão entra em um momento decisivo. Mais do que mudanças de nomes, Bom Conselho espera resultados concretos, presença efetiva do poder público e respostas reais para os problemas do dia a dia.
O tempo político corre — e a paciência da população também.
PT DE PERNAMBUCO IMPÕE CONDIÇÕES E BARRA MIGUEL COELHO EM POSSÍVEL CHAPA COM JOÃO CAMPOS PARA 2026
A nova posição foi externada pelo presidente estadual do PT, deputado federal Carlos Veras, ao afirmar que o partido quer estar alinhado não apenas com o cabeça de chapa, mas também com o candidato a vice-governador e com o segundo nome ao Senado que venha a dividir o palanque com o senador Humberto Costa, prioridade absoluta da sigla na corrida pela reeleição. Segundo Veras, não basta que o postulante ao governo declare apoio ao presidente Lula; é necessário que toda a composição da chapa esteja comprometida com o projeto nacional petista, tanto durante a campanha quanto em um eventual governo.
A fala reforça uma resistência que já circulava nos bastidores: o desconforto do PT com a possibilidade de o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho integrar a chapa majoritária ao lado de João Campos. Para setores do partido, a ligação histórica da família Coelho com o bolsonarismo pesa negativamente e dificulta a construção de um discurso unificado em defesa do governo Lula. A leitura interna é de que uma aliança desse tipo criaria ruídos na militância e enfraqueceria o palanque presidencial em Pernambuco, estado estratégico para o PT.
Esse movimento de restrição abriu espaço para que outros nomes buscassem se apresentar como mais alinhados ao Planalto. Foi nesse contexto que o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, passou a se posicionar de forma mais explícita como opção ao Senado dentro de uma futura chapa liderada por João Campos. Em entrevistas recentes, ele se autodefiniu como “senador de Lula”, enfatizando que sua candidatura estaria em sintonia direta com o presidente e que o prefeito do Recife tem ciência desse alinhamento. A sinalização foi interpretada nos meios políticos como uma tentativa de ocupar o espaço que o PT considera mais confortável ideologicamente dentro da composição.
A discussão sobre a vaga de vice também carrega um histórico de insatisfação. Ainda permanece viva entre lideranças petistas a lembrança da eleição municipal de 2024 no Recife, quando o partido apresentou ao prefeito o nome do médico Mozart Sales, ex-vereador da capital, para compor a chapa majoritária. A sugestão não foi acatada. João Campos optou por desincompatibilizar quatro secretários municipais, anunciou que escolheria o vice entre eles e acabou indicando Victor Marques, amigo de infância e de colégio, que se filiou ao PCdoB às vésperas da decisão. Para o PT, o episódio simbolizou a falta de protagonismo da legenda nas decisões estratégicas, mesmo sendo aliada histórica do PSB em nível nacional.
Agora, com a sucessão estadual no horizonte e o peso da reeleição de Lula no centro da estratégia petista, o partido tenta reposicionar sua influência e deixar claro que apoio não virá sem participação efetiva nas definições. A mensagem enviada a João Campos é de que a aliança é possível, mas condicionada a uma chapa que represente, do começo ao fim, o mesmo campo político do presidente da República, sem ambiguidades nem pontes com adversários do projeto petista.