segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

TRADIÇÃO, FREVO E ELEGÂNCIA MARCAM A ABERTURA OFICIAL DO CARNAVAL DE ARCOVERDE NO BAILE MUNICIPAL

Arcoverde vestiu brilho, fantasia e emoção para dar o primeiro grande passo rumo ao Carnaval. Na noite do último sábado (31), o Esporte Clube Municipal se transformou no coração pulsante da cultura arcoverdense ao sediar a 18ª edição do Baile Municipal, evento que já se consolidou como o marco simbólico da abertura da folia na cidade. Muito além de uma festa, o baile reafirmou o orgulho de um povo que preserva tradições enquanto celebra a alegria coletiva.

Logo nas primeiras horas da noite, o clima já era de encantamento. Fantasias caprichadas, máscaras cheias de personalidade e trajes elegantes dividiram espaço com sorrisos largos e reencontros animados. O tradicional concurso de fantasias mais uma vez foi um dos pontos altos, resgatando o espírito lúdico dos antigos carnavais de salão e reforçando o caráter cultural do evento, que atravessa gerações sem perder o brilho.

A trilha sonora da festa foi um espetáculo à parte. O Grupo Revelação abriu a programação colocando o público para cantar e sambar em um repertório que misturou sucessos consagrados e a energia contagiante do pagode. Em seguida, a Orquestra Super Oara assumiu o comando da pista, conduzindo os foliões por ritmos variados que mantiveram o salão cheio e a animação em alta. O encerramento ficou por conta de SpokFrevo, maestro reverenciado em Pernambuco, que levou a vibração do frevo a um nível quase hipnótico, fazendo do salão um verdadeiro reduto da cultura carnavalesca do estado.

Presente na celebração, o prefeito Zeca Cavalcanti destacou o valor simbólico do baile para o calendário cultural do município. Em meio à festa, ressaltou que o evento representa não apenas o início do Carnaval, mas também a força das tradições locais e a capacidade de Arcoverde de promover uma festa organizada, culturalmente rica e popular ao mesmo tempo. Para ele, ver o salão lotado e o público animado é a confirmação de que a cidade mantém viva a essência do seu Carnaval.

A secretária de Turismo, Esportes e Eventos, Nerianny Cavalcanti, também celebrou o sucesso da noite, enfatizando o cuidado na organização e a resposta positiva do público. Segundo ela, cada detalhe foi pensado para garantir que a abertura do Carnaval estivesse à altura da expectativa dos foliões, consolidando o Baile Municipal como um dos momentos mais aguardados da prévia carnavalesca.

A festa começou às 21h e atravessou a madrugada em clima de pura celebração. Ao amanhecer, a energia não diminuiu. Pelo contrário: foliões seguiram em cortejo do Esporte Clube até o Coreto do Bandeirante, embalados pela Orquestra Maktub, transformando as ruas em uma extensão natural do salão e levando a vibração do baile para o espaço público. O desfile improvisado, colorido e musical, simbolizou a passagem da festa fechada para o Carnaval que toma conta da cidade.

Com mais uma edição realizada com sucesso, o Baile Municipal reafirma Arcoverde como um dos polos carnavalescos mais autênticos do interior pernambucano. A celebração não apenas abriu oficialmente a temporada de folia, mas também reacendeu o sentimento de pertencimento e identidade cultural, mostrando que, em Arcoverde, o Carnaval é tradição que se renova a cada ano, sempre com elegância, música e muita animação.

HOJE - BOM JARDIM ATINGE O ALGE DA FÉ NA FESTA DE SÃO SEBASTIÃO COM FESTA E DEVOÇÃO

Bom Jardim vive nesta segunda-feira (2) um dos dias mais simbólicos de sua história recente. O município do Agreste pernambucano chega ao ápice da tradicional Festa de São Sebastião, co-padroeiro da cidade, em uma edição marcada pelo centenário de uma das maiores expressões religiosas e culturais da região. Fé, tradição e celebração popular se entrelaçam em uma programação que mobiliza milhares de pessoas desde as primeiras horas do dia e que tem o apoio direto da gestão do prefeito Janjão, que transformou o evento também em vitrine de valorização cultural e fortalecimento da economia local.

O dia começou ainda antes do nascer do sol, com a alvorada às 6h ecoando pelas ruas e despertando moradores e visitantes para o momento mais aguardado da festividade. Fogos, cânticos e o toque dos sinos reforçaram o clima de espiritualidade que envolve a cidade durante todo o ciclo festivo. Às 9h, a missa solene reuniu fiéis vindos de bairros urbanos, sítios e distritos da zona rural, além de devotos de cidades vizinhas, todos unidos em torno da devoção a São Sebastião, santo tradicionalmente associado à proteção e à resistência da fé cristã.

Ao longo do dia, o comércio local ganhou novo fôlego. Barracas de comidas típicas, vendedores ambulantes, artesãos e pequenos empreendedores aproveitaram o intenso fluxo de pessoas, transformando a fé também em geração de renda. A movimentação confirma o peso econômico da festa, que vai além da religiosidade e se consolida como um dos principais eventos do calendário cultural de Bom Jardim.

À tarde, a missa de encerramento, marcada para as 16h, prepara o ambiente espiritual para o momento mais emocionante da programação: a tradicional procissão das 17h. A imagem de São Sebastião percorrerá as principais ruas da cidade acompanhada por uma multidão, em um cenário de orações, promessas pagas e demonstrações públicas de gratidão. É o instante em que fé e identidade coletiva se fundem, reforçando laços comunitários que atravessam gerações.

A noite reserva outro tipo de celebração, desta vez no campo cultural e musical. No Pátio de Eventos João Salvino Barbosa, a Prefeitura de Bom Jardim, em parceria com o Governo de Pernambuco, promove a segunda e última noite dos shows principais da festa. Sobem ao palco Seu Desejo, Rey Vaqueiro e Kiko Chicabana, atrações que arrastam multidões e prometem encerrar o centenário em clima de grande espetáculo popular. A estrutura montada inclui reforço na segurança, apoio da saúde e organização do trânsito, evidenciando o planejamento da gestão municipal para garantir tranquilidade ao público.

O prefeito Janjão tem acompanhado de perto a programação e destacado a importância de manter viva a tradição centenária. Para ele, a festa é mais do que um evento religioso ou festivo: é um símbolo da história de Bom Jardim e um motor de desenvolvimento para o município. A gestão municipal aposta na combinação entre fé, cultura e entretenimento como estratégia para fortalecer o turismo regional e valorizar as raízes do povo bonjardinense.

No ano em que completa 100 anos, a Festa de São Sebastião reafirma sua força como patrimônio imaterial da cidade. Entre missas, procissão e shows, Bom Jardim mostra que tradição e modernidade podem caminhar juntas, mantendo viva a devoção e, ao mesmo tempo, projetando o município para além de suas fronteiras.

BRASILEIROS NOS EUA PEDEM AJUDA A LULA PARA VOLTAR AO BRASIL: “ESTAMOS DESESPERADOS”

Muitos brasileiros que foram morar nos Estados Unidos em busca de uma vida melhor estão pedindo ajuda ao governo Lula. Eles procuram apoio consular e, em vários casos, querem voltar para o Brasil.

Esse movimento aumentou nas últimas semanas por causa das operações  de imigração ligadas ao governo Trump. Essas ações têm sido agressivas e com mortes de pessoas imigrantes, mesmo contra quem está legal no país.

A tensão é maior em Minneapolis, no estado de Minnesota. Uma operação de agentes federais de imigração causou a morte de cidadãos americanos e gerou protestos em várias partes dos Estados Unidos.

O medo se espalhou  pela cidade e afetou  as comunidades de imigrantes, incluindo a brasileira. As pessoas estão buscando informações, ajuda jurídica e orientação do consulado por causa do aumento de prisões e da insegurança no dia a dia.

Segundo o portal Pragmatismo Político,  influenciadores, agentes e grupos de extrema-direita que apoiam Trump tratam todos os estrangeiros como indesejados, sem distinção. Isso cria um ambiente em que até imigrantes com documentos têm medo de sair na rua.

O receio não é só de deportação, mas também de abordagens sem motivo, uso exagerado de força e desrespeito a direitos constitucionais.

O endurecimento das políticas migratórias

A professora de Direitos Humanos e cônsul honorária do Brasil em Minnesota, Kathya Cibelle Dawe, que vive nos Estados Unidos há 16 anos, descreve um cenário que rompe com padrões mínimos de previsibilidade institucional.

Segundo ela, o medo “vai além de quem não tem documentos” e afeta famílias inteiras, trabalhadores presenciais e estudantes.

“Existe uma tensão permanente. Pessoas que sempre circularam livremente agora pensam duas ou três vezes antes de sair de casa”, afirma. Dawe relata que redes de solidariedade passaram a se formar entre imigrantes e também entre cidadãos americanos, como resposta ao aumento das ações federais.

PERNAMBUCO PAGA O "PIX TÊNIS" PARA TODA REDE ESTADUAL DE ENSINO

O benefício do ‘Pix Tênis’ já começou a ser pago para estudantes da Rede Estadual de Pernambuco matriculados no ano letivo de 2026. Nesta primeira etapa, mais de 140 mil alunos estão sendo contemplados, incluindo estudantes novatos e veteranos que já realizaram a prestação de contas do valor recebido em 2025. A iniciativa do Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Educação (SEE), garante um crédito de R$ 150 para a compra de um par de tênis, item que integra o fardamento escolar da rede estadual.

De acordo com a governadora Raquel Lyra, a ação reforça o compromisso do Estado com a permanência dos estudantes na escola. “Cuidar da educação é, também, garantir que nenhum jovem se sinta diferente pela falta do básico e deixe de ir à escola. Quando garantimos o uniforme completo, inclusive o tênis, estamos dizendo a cada um dos nossos estudantes que ele importa”, destacou.

Criado em 2025, o Pix Tênis integra o Programa ‘Juntos Pela Educação’ e, em 2026, pode alcançar um investimento de até R$ 77,5 milhões. A política pública busca promover mais igualdade de condições, conforto e dignidade aos estudantes da rede estadual.

Segundo o secretário de Educação, Gilson Monteiro, o repasse antecipado contribui para um início de ano letivo mais estruturado. “Ao entregar mais um item do fardamento antes do início das aulas, o Governo de Pernambuco reafirma seu compromisso com o cuidado, a inclusão e a atenção às necessidades cotidianas de crianças e jovens”, afirmou.

Como funciona o pagamento

O valor é creditado diretamente na conta bancária do estudante maior de 18 anos ou do responsável legal, no caso de menores de idade. O pagamento ocorre em parceria com a Caixa Econômica Federal, responsável pela abertura automática da conta e liberação do crédito, sem necessidade de o beneficiário procurar o banco.

O recurso deve ser utilizado exclusivamente para a compra do tênis escolar, em lojas físicas ou virtuais que comercializem calçados. Após a compra, é obrigatória a prestação de contas, garantindo a correta aplicação dos recursos públicos.

Para ter direito ao benefício, o estudante deve estar regularmente matriculado na rede estadual, ter os dados atualizados no Sistema de Informações da Educação de Pernambuco (Siepe) e possuir CPF regular junto à Receita Federal (do estudante maior de 18 anos ou do responsável legal). O CPF é utilizado como base para a abertura da conta e liberação do crédito pela Caixa.

Os beneficiários que receberam o Pix Tênis em 2025 e ainda não prestaram contas, não receberão o novo repasse até regularizar a situação. O prazo final para a regularização é 7 de fevereiro. O procedimento deve ser feito pelo site www.meutenis.pe.gov.br. Quem tiver dificuldade com o acesso online pode procurar a secretaria da escola, levando a documentação necessária. Em caso de dúvidas, os estudantes ou responsáveis podem entrar em contato pelo telefone: 0800 286 0086, e-mail meutenis@adm.educacao.pe.gov.br ou pelo webchat disponível na plataforma do programa.

RAQUEL LYRA E JOÃO CAMPOS FICAM FORA DA ABERTURA DO ANO LEGISLATIVO EM MEIO A TENSÕES POLÍTICAS E PEDIDOS DE IMPEACHMENT


O ano legislativo em Pernambuco começa sob um clima mais pesado do que o habitual. A tradicional cerimônia de abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e na Câmara do Recife, marcada para esta segunda-feira, deve ocorrer sem a presença das duas principais autoridades do Executivo estadual e municipal. A governadora Raquel Lyra e o prefeito João Campos não confirmaram participação nos eventos, gesto que, embora protocolarmente possível, carrega forte simbologia política em um ano eleitoral que já se desenha turbulento.

Pelo rito das duas casas legislativas, a primeira sessão do ano é marcada por discursos institucionais e mensagens políticas. Os presidentes da Alepe e da Câmara fazem a abertura formal, passam a palavra ao representante do Executivo e, na sequência, falam os líderes da oposição e do governo. Não há votações, mas o momento serve como termômetro da relação entre os poderes e como palco para recados públicos que costumam ditar o tom dos meses seguintes. A ausência dos chefes do Executivo, portanto, não passa despercebida.

As assessorias de Raquel Lyra e João Campos informaram no domingo que ambos têm outros compromissos considerados prioritários e que, por isso, a presença não estava garantida. No caso do prefeito do Recife, a ausência já era tratada nos bastidores como provável. Em segundo mandato, João Campos não carrega a mesma necessidade de afirmação institucional de um início de gestão. Já no caso da governadora, o gesto chama mais atenção. Desde que assumiu o Palácio do Campo das Princesas, Raquel nunca havia deixado de comparecer às aberturas do ano legislativo, mesmo quando o ambiente foi hostil.

Nos dois anos anteriores, a governadora ouviu críticas duras durante essas solenidades, especialmente do presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto, e do líder da oposição, deputado Diogo Moraes. Ainda assim, manteve a tradição de comparecer e defender, pessoalmente, as prioridades do governo. Desta vez, a ausência ocorre justamente em um momento em que o Executivo estadual enfrenta dificuldades para ver sua pauta avançar na Assembleia.

Raquel Lyra tem pressionado publicamente os deputados para que projetos enviados pelo governo e que não foram votados até dezembro — nem mesmo durante o período extraordinário convocado pela própria governadora — finalmente entrem na pauta. Entre as matérias pendentes estão temas sensíveis e estratégicos para o funcionamento do Estado. Um deles é a Lei Orçamentária Anual, cuja demora na aprovação pode gerar sérios entraves administrativos, já que a execução financeira dos poderes fica comprometida sem a definição do orçamento. Outro ponto delicado é a autorização para contratação de empréstimos junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal, operação que o governo considera essencial para refinanciar a dívida estadual e reorganizar o fôlego fiscal.

Enquanto isso, no Recife, o cenário legislativo é bem mais confortável para João Campos. O prefeito tem conseguido aprovar, até aqui, todos os projetos que envia à Câmara Municipal, mantendo uma base sólida e articulada. Ainda assim, a abertura do ano legislativo também ocorre sob um novo elemento de pressão: um pedido de impeachment protocolado durante o recesso parlamentar.

Tanto na Câmara do Recife quanto na Alepe, o retorno dos trabalhos será acompanhado da análise inicial de pedidos de afastamento dos chefes do Executivo. No caso do prefeito, o autor é o vereador Eduardo Moura, do Novo. Ele acusa João Campos de ter cometido crime de responsabilidade ao nomear para a Procuradoria do Município um candidato que havia ficado em 63º lugar em um concurso público. Segundo o vereador, dois anos após o certame, o candidato alegou ser autista e acabou assumindo a vaga que, na visão do parlamentar, deveria ter sido destinada a um candidato com deficiência física que aguardava nomeação.

Já na Assembleia, o pedido de impeachment contra Raquel Lyra foi apresentado pelo deputado Romero Albuquerque, do União Brasil. O parlamentar sustenta que a governadora teria sido omissa na fiscalização de uma empresa de transporte coletivo pertencente ao pai dela. A acusação mira possível conflito de interesses e falha na atuação do Estado sobre o serviço prestado à população.

Embora pedidos de impeachment nem sempre avancem e dependam de uma série de etapas formais antes mesmo de serem admitidos, o simples protocolo já adiciona temperatura ao ambiente político. Em um ano de disputas municipais e rearranjos de forças para 2026, cada movimento ganha leitura eleitoral.

A ausência de Raquel Lyra e João Campos nas cerimônias que simbolizam a retomada oficial do debate legislativo acaba, assim, ultrapassando o campo da agenda administrativa. Vira sinal político. Em vez de discursos presenciais tentando estabelecer pontes, o que se verá é um início de ano marcado por distanciamento, recados indiretos e um Legislativo que se prepara para ocupar, ainda mais, o centro das tensões entre governo e oposição.

COLUNA POLÍTICA | O QUE SE TEME TANTO EM UMA INVESTIGAÇÃO? | NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO

O QUE HÁ DE MEDO EM JOÃO CAMPOS? UMA DEFESA A TODO CUSTO — OU BLINDAGEM POLÍTICA? UMA DEFESA QUE VIRA ACUSAÇÃO!

LINHA DO TEMPO DOS FATOS QUE MOSTRAM A ESTRATÉGIA

🔹 OUTUBRO DE 2024 – INÍCIO DA APURAÇÃO DO GAECO
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do Gaeco, passa a investigar supostas irregularidades em contratos milionários da Prefeitura do Recife — com indícios de fraude, conluio e movimentações atípicas envolvendo servidores e empresários, num esquema que começou sob a gestão de João Campos e somava mais de R$ 118 milhões. 

🔹 AGOSTO DE 2025 – OPERAÇÃO “BARRIGA DE ALUGUEL”
Com o procedimento mais robusto, operadores financeiros e servidores ligados à gestão municipal viram seus sigilos fiscal e bancário requisitados. Isso incluiu secretários e agentes políticos próximos ao prefeito. 

🔹 FINAL DE JANEIRO DE 2026 – DECISÃO NO STF
Em uma guinada política, o PSB — partido presidido nacionalmente por João Campos — recorre ao ministro Gilmar Mendes (STF) pedindo o trancamento da investigação. Mendes acolhe o pedido monocraticamente e corta o avanço das apurações estaduais, alegando “desvio de finalidade” e ausência de definição clara dos fatos investigados. 

🔹 30 JAN.–1º FEV. 2026 – EPISÓDIO DA ARAPONGAGEM
A decisão de Mendes vai além: ele determina que a Polícia Federal investigue um suposto monitoramento ilegal (espionagem) contra aliados de João Campos, incluindo seu secretário de Articulação Política e Social — acusação prontamente usada pelo prefeito para denunciar “perseguição política”.

O TRANCAMENTO: UM “MILAGRE” NO STF NO MOMENTO CERTO

O trancamento da investigação do Gaeco não veio por acaso num ano eleitoral. A decisão foi tomada Logo depois de a apuração ter sido validada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco, que havia afastado teses de nulidade e determinado a continuidade das diligências. Dois dias depois, Mendes suspende tudo a pedido do PSB. 

Esse timing levanta a seguinte pergunta: seria isso uma manobra jurídica desesperada para salvaguardar o prefeito de provas que podem ser devastadoras politicamente? A aparência é essa — e a crítica pública já está acesa. Muitos opositores e grupos de fiscalização veem o recurso ao STF não como defesa técnica legítima, mas como uma técnica de neutralização de riscos eleitorais.

A “NARRATIVA DE PERSEGUIÇÃO” — ARMADILHA POLÍTICA

A gestão de João Campos adotou uma linha de ataque: transformar um procedimento técnico de investigação sobre uso de recursos públicos em uma história de “perseguição política”. A decisão do STF inclui, de fato, a instauração de investigação pela PF sobre suposto monitoramento sem autorização judicial. 

Porém, esse movimento político tem um efeito colateral questionável: desviar o foco de uma apuração administrativa séria para um espetáculo midiático de vítimas e perseguidores. Ao invés de responder às suspeitas de irregularidades com transparência, a gestão aposta no enfraquecimento da investigação e na transformação de um possível problema de gestão em um problema de ordem pública e eleitoral.

ESTRATÉGIA DE BLINDAGEM

Não é apenas jurisprudência técnica ou defesa de garantias constitucionais — trata-se de ação política calculada:

  • Blindagem jurídica em um momento crítico: ao pedir o trancamento, o PSB e João Campos conseguiram frear um procedimento que poderia gerar provas materiais de irregularidade em contratos públicos milionários, exatamente quando a narrativa eleitoral se acirra. 

  • Narrativa de vitimização: ao transformar o debate em algo sobre “espionagem” e “perseguição”, a gestão tenta deslocar o foco para um discurso de injustiça, em vez de enfrentar as questões administrativas levantadas pelo MPPE. 

  • Timing estratégico: operar uma intervenção no STF logo após uma decisão judicial local que reafirmou a investigação cria a sensação de que a tática foi pensada para neutralizar um problema político antes que ele cresça demais.

Essas ações não são neutras ou menores — elas moldam o quadro político em que João Campos tenta se projetar como candidato ao Governo de Pernambuco em 2026.

CONSEQUÊNCIAS POLÍTICAS E IMAGEM PÚBLICA

A crítica mais ácida não é simplesmente sobre “medo de investigação”. É sobre:

👉 Desespero para controlar o processo e as narrativas antes que possam causar estragos eleitorais.
👉 Uso de instâncias judiciais superiores como ferramenta política, não apenas como defesa técnica.
👉 Construção de um discurso de injustiça que pode ganhar tração mais pela emoção do que pelos fatos — enquanto o mérito da investigação original é engavetado.

Nesse sentido, o comportamento de João Campos revela mais do que apenas estratégia jurídica: é uma tentativa de controlar o ambiente político por via judicial, antes que a política — nas urnas — dite o veredito dos eleitores.

MEDO OU CÁLCULO?

A pergunta provocativa — o que há de medo em João Campos? — ganha uma resposta ainda mais crítica:

Não é apenas medo de investigação — é medo do impacto político de uma investigação que poderia expor falhas administrativas, reforçar críticas à gestão de recursos públicos e alimentar narrativas de oposição em um ano eleitoral.

Ao preferir o caminho tortuoso de soluções judiciais a enfrentar diretamente questões administrativas e de transparência, a gestão de João Campos escolhe uteis legalismos para evitar desconfortos políticos. Essa escolha, no entanto, pode custar caro em termos de confiança pública e de imagem diante de uma população que quer respostas, e não manobras.

ORELHA, O CÃO QUE VIROU ETERNIDADE NA AREIA DA PRAIA BRAVA

Na faixa de areia da Praia Brava, em Santa Catarina, onde o vento espalha o cheiro salgado do mar e o som das ondas dita o ritmo dos dias, uma presença silenciosa chama a atenção de quem passa. Voltada para o horizonte, cercada por flores que se renovam como gestos contínuos de carinho, a estátua de um cachorro transformou um ponto da praia em espaço de memória, afeto e homenagem. O nome dele era Orelha — e sua história ultrapassou os limites da vida comum de um animal de rua para se tornar símbolo de amor e lealdade.

Frequentadores da praia, moradores da região e turistas que ouviram falar do cão compartilham lembranças semelhantes: Orelha não tinha dono, mas parecia pertencer a todos. Circulava entre cadeiras de praia, quiosques e calçadões com a tranquilidade de quem se sente em casa. Recebia afagos, acompanhava caminhadas, deitava-se próximo às famílias como se também fizesse parte delas. Não pedia muito — um pouco de comida, água fresca e, sobretudo, companhia. Em troca, oferecia uma presença mansa, constante, quase terapêutica para quem enfrentava dias difíceis ou apenas buscava um momento de paz à beira-mar.

Com o tempo, Orelha deixou de ser apenas “o cachorro da praia” e virou referência afetiva. Crianças o procuravam para brincar, idosos sentavam perto dele para fazer companhia, trabalhadores da orla se revezavam para garantir que nunca faltasse cuidado. Em um cenário muitas vezes marcado pela pressa e pelo individualismo, o animal virou ponto de encontro e lembrete diário de gentileza. Sua rotina simples — observar o mar, caminhar devagar pela areia e descansar sob o sol — passou a fazer parte da paisagem tanto quanto os prédios ao redor e o azul do oceano.

A despedida, quando veio, foi sentida como a perda de um velho amigo. A notícia se espalhou rapidamente entre os frequentadores da Praia Brava, provocando uma onda de comoção que mostrou a dimensão do vínculo construído ao longo dos anos. Mensagens nas redes sociais, fotos antigas e relatos emocionados revelaram que Orelha havia marcado histórias pessoais, ajudado a aliviar solidões e criado memórias que agora ganhavam outro significado: o da saudade.

A ideia da estátua nasceu desse sentimento coletivo. Mais do que um monumento, a escultura foi pensada como um gesto de gratidão. Instalada de frente para o mar, na posição em que tantas vezes foi visto observando o movimento das águas, ela parece manter viva a essência do animal que virou símbolo da praia. As flores ao redor, frequentemente renovadas por mãos anônimas, mostram que a homenagem não é estática — ela continua sendo construída por quem passa, lembra e se emociona.

Para muitos, parar diante da estátua de Orelha virou um pequeno ritual. Há quem faça um carinho na escultura, quem tire fotos, quem conte a história para os filhos ou amigos que visitam o local pela primeira vez. O espaço ganhou um significado que vai além da lembrança de um cachorro: tornou-se um ponto de reflexão sobre laços, cuidado coletivo e a capacidade que os animais têm de tocar vidas humanas de maneira profunda e transformadora.

Na imensidão da Praia Brava, onde tudo parece passageiro como as marcas que a maré apaga na areia, Orelha ganhou o que poucos conseguem: permanência. Em bronze, flores e memória, ele segue ali, voltado para o mar, como se ainda estivesse de guarda — não de um território, mas das lembranças de todos que um dia encontraram, naquele olhar tranquilo, um abrigo inesperado.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

PISCINA FLUTUANTE NO MAR TRANSFORMA GOIANA EM PALCO DE INOVAÇÃO ESPORTIVA E FECHA BEACH SPORTS COM SHOW DE CAMPEÕES

O mar de Ponta de Pedras, em Goiana, virou cenário de algo que até pouco tempo parecia impossível: uma piscina flutuante montada dentro do oceano, reunindo atletas olímpicos e nadadores amadores em uma competição que misturou tecnologia, natureza e espetáculo esportivo. Foi assim que o Goiana Beach Sports encerrou sua programação neste domingo (1º), deixando uma marca inédita no calendário esportivo de Pernambuco.

O grande destaque foi o Aquarace, prova disputada em uma estrutura montada estrategicamente no mar, criando uma piscina com raias em pleno ambiente natural. A proposta ousada chamou atenção não apenas pelo visual impressionante, mas também pelo nível técnico da competição, que contou com transmissão ao vivo e nomes consagrados da natação brasileira dividindo espaço com atletas amadores.

Idealizador do projeto, o ex-nadador olímpico Kaio Márcio celebrou o sucesso da experiência e o impacto do evento na cidade. Segundo ele, a escolha de Goiana uniu cenário paradisíaco e logística favorável para receber uma estrutura desse porte. Kaio destacou a satisfação do público e dos competidores e adiantou que a ideia é expandir o projeto para novos destinos, elevando ainda mais o padrão das próximas edições.

Dentro da água, a disputa foi intensa. O Aquarace promoveu provas individuais de 50 metros nos quatro estilos — peito, costas, borboleta e livre — com a presença de atletas que já representaram o Brasil em Olimpíadas. Entre eles, Fabíola Molina, Daynara de Paula, Ana Carolina Vieira, Breno Correia, Luís Altamir, Fernando Scheffer e Brandonn Almeida. A mistura entre alto rendimento e clima descontraído foi um dos pontos mais elogiados.

Fabíola Molina, um dos maiores nomes da natação nacional, definiu o evento como uma inovação que vai além da competição. Para ela, a união entre mar e piscina cria uma atmosfera única, capaz de motivar atletas e aproximar o público do esporte. A nadadora ressaltou o ambiente leve e a oportunidade de dividir o espaço com competidores de diferentes idades e níveis.

E foi justamente entre os amadores que surgiu uma das histórias mais simbólicas do dia. José Antônio da Silva, de 86 anos, morador de Goiana, emocionou o público ao competir na piscina flutuante. Ele começou a nadar apenas em 2014, por curiosidade, e nunca mais parou. Hoje, coleciona 29 medalhas e mantém uma rotina de treinos entre piscina e academia. Para ele, participar de uma prova dentro do mar foi algo que jamais imaginou viver — e que reforça sua filosofia de seguir ativo e conectado com a vida.

O Goiana Beach Sports não se limitou à natação. Durante o evento, a cidade também recebeu uma arena estruturada para competições de vôlei de praia e beach soccer, transformando a orla em um verdadeiro complexo esportivo a céu aberto. A movimentação atraiu moradores, turistas e amantes do esporte, aquecendo o comércio local e reforçando o potencial da região para grandes eventos.

No encerramento, o prefeito Marcílio Régio destacou o pioneirismo da iniciativa e garantiu que a experiência não será única. Segundo ele, Goiana sai na frente ao sediar algo nunca visto no litoral pernambucano e já tem nova edição confirmada para 2027. A promessa é ampliar ainda mais a estrutura e consolidar o município como referência em esportes de praia e eventos inovadores.

Com o mar como cenário e a ousadia como marca registrada, o Goiana Beach Sports se despede deixando a sensação de que o esporte pode, sim, reinventar espaços — e transformar cidades inteiras em arenas de possibilidades.