domingo, 8 de fevereiro de 2026
GOVERNADORA RAQUEL LYRA PRESTIGIA FINAL DO X1 BRAZIL NA ARENA DE PERNAMBUCO, EM PALCO HISTÓRICO DO ESPORTE
GOVERNADORA RAQUEL LYRA PRESTIGIA FINAL DO X1 BRAZIL NA ARENA DE PERNAMBUCO, EM PALCO HISTÓRICO DO ESPORTE
RAQUEL LYRA REAGE À DATAFOLHA COM TOM DE CAUTELA E FOCO NA GESTÃO: “VAMOS SEGUIR TRABALHANDO”
A pesquisa, que apontou crescimento do nome de Raquel Lyra e uma redução na vantagem do prefeito do Recife, João Campos (PSB), principal adversário no cenário projetado para 2026, movimentou os bastidores políticos. Ainda assim, a governadora fez questão de minimizar o impacto imediato dos números e direcionar a atenção para as responsabilidades do cargo que ocupa.
“A gente precisa seguir trabalhando”, resumiu Raquel Lyra, em uma declaração curta, mas carregada de simbolismo político. A fala revela uma estratégia clara: transmitir à população a imagem de uma gestora concentrada em entregas, distante do clima eleitoral que começa a ganhar força no Estado.
Raquel também destacou que este não é o momento de discutir eleições ou alianças partidárias. Segundo ela, a prioridade segue sendo governar Pernambuco, enfrentando desafios históricos em áreas como infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento econômico. A postura busca reforçar o discurso de gestão e compromisso com resultados, enquanto as pesquisas ainda refletem um cenário em construção.
Nos bastidores, aliados avaliam que a reação comedida da governadora demonstra maturidade política e consciência de que pesquisas são retratos momentâneos. A estratégia é manter o ritmo de trabalho e ampliar ações no interior do Estado, onde Raquel tem intensificado agendas e investimentos, fortalecendo sua presença fora da Região Metropolitana do Recife.
Ao optar pelo silêncio estratégico e por uma fala objetiva, Raquel Lyra sinaliza que pretende deixar os números falarem por si, apostando que o desempenho administrativo será o principal argumento quando o debate eleitoral, de fato, ocupar o centro da cena política pernambucana.
“SEM LULINHA PAZ E AMOR”: LULA ELEVA O TOM, TRATA 2026 COMO CAMPO DE BATALHA E APOSTA NA NARRATIVA DA SOBERANIA
O discurso, marcado por tom combativo e frases diretas, teve como pano de fundo a disputa política que já começa a se desenhar no país. Para o presidente, o próximo pleito não será apenas uma escolha entre projetos administrativos, mas uma batalha de narrativas sobre o futuro do Brasil, sua democracia e sua soberania. Lula afirmou estar pessoalmente motivado para o embate e destacou que não pretende permitir o retorno do que chamou de “mentira” ao comando do país, em referência indireta ao governo anterior.
Ao falar em “campo de guerra”, o petista deixou claro que enxerga o processo eleitoral como um enfrentamento duro, em que a militância e a base do partido precisarão estar organizadas, mobilizadas e politicamente atentas. Segundo ele, não basta listar realizações de governos passados ou conquistas recentes. O presidente alertou que resultados administrativos, por si só, não garantem vitória nas urnas, reforçando a importância do discurso político como elemento central da disputa.
Nesse contexto, Lula trouxe novamente ao centro do debate a defesa da soberania nacional. Em um dos momentos mais aplaudidos do evento, afirmou que o Brasil não tem dono e jamais será colonizado por qualquer país ou interesse externo. A fala foi interpretada como um recado tanto ao eleitorado interno quanto ao cenário internacional, reforçando a ideia de um Brasil que dialoga com o mundo, mas preserva sua autonomia política e econômica.
Para Lula, será justamente essa narrativa que pode definir o resultado de 2026. Ele defendeu que o PT e seus aliados precisam comunicar de forma clara que o país é soberano, independente e disposto a cooperar globalmente, sem submissão. O presidente frisou que não se trata de isolamento, mas de respeito mútuo nas relações internacionais, alinhado aos interesses nacionais.
O discurso também funcionou como um chamado à militância petista, reacendendo o espírito de mobilização que marcou momentos decisivos da história do partido. Ao completar 46 anos, o PT foi apresentado por Lula não apenas como uma legenda política, mas como um instrumento de luta permanente, agora diante de um novo e decisivo desafio eleitoral.
Com a declaração de que “acabou o Lulinha paz e amor”, o presidente sinaliza uma mudança clara de postura para os próximos meses: menos conciliação, mais enfrentamento político e uma aposta forte no embate de ideias. A mensagem é direta: para Lula, 2026 não será apenas uma eleição — será uma disputa decisiva pelo rumo do Brasil.
NARRATIVA MAL CALCULADA ACELERA MOVIMENTOS DE 2026 E APROXIMA AINDA MAIS EDUARDO DA FONTE DA GOVERNADORA RAQUEL LYRA
A fala, interpretada nos bastidores como uma tentativa de enquadrar e isolar o deputado federal Eduardo da Fonte (União Brasil) no cenário estadual, foi vista por aliados e observadores como uma narrativa desastrosa, que ignorou o peso real do parlamentar na política pernambucana. Mais do que isso: acabou aproximando ainda mais o grupo político de Eduardo da Fonte da governadora Raquel Lyra (PSD), fortalecendo um eixo que já vinha sendo construído de forma gradual e pragmática.
Ao chegar ao evento acompanhado de Miguel Coelho, João Campos buscou simbolizar a consolidação de sua aliança com o ex-prefeito de Petrolina e com setores do União Brasil em nível nacional, apostando na interlocução direta com a presidência do partido, comandada por Antônio Rueda. No entanto, ao separar publicamente Miguel e Eduardo em campos opostos, João expôs uma leitura apressada do tabuleiro político e subestimou a força do comando local do União Brasil em Pernambuco.
Na prática, o efeito foi claro. Lideranças ligadas a Eduardo da Fonte interpretaram a declaração como um gesto de rompimento definitivo e, longe de enfraquecer o deputado, o episódio solidificou ainda mais sua convergência com o projeto político da governadora Raquel Lyra. O que antes era tratado com cautela passou a ganhar contornos mais nítidos: há hoje uma sintonia crescente entre o grupo de Eduardo e o Palácio do Campo das Princesas.
Essa movimentação não surpreende quem acompanha a política estadual de perto. Eduardo da Fonte é, há anos, o fiel da balança das eleições em Pernambuco, com bases consolidadas em todas as regiões do Estado, forte presença municipalista e capacidade comprovada de transferir apoio político. Tentativas de reduzi-lo a um coadjuvante ou tratá-lo como peça descartável costumam produzir o efeito oposto: reforçam sua centralidade no jogo.
Enquanto João Campos aposta em gestos públicos, frases de impacto e na construção de um campo político ancorado em alianças nacionais, Eduardo segue operando no território onde as eleições se decidem: os municípios, as bases eleitorais e as articulações silenciosas. É nesse ambiente que sua força se traduz em poder real, e não em discursos.
O resultado imediato da declaração foi acelerar definições. Ao tentar empurrar Eduardo da Fonte para um lado do tabuleiro, João acabou facilitando a consolidação de um bloco político robusto ao redor da governadora Raquel Lyra, com musculatura eleitoral e capilaridade suficientes para pesar decisivamente em 2026.
Assim, o cenário que se desenha é claro: de um lado, João Campos tenta organizar sua frente e dar sinais de controle do jogo; do outro, Eduardo da Fonte emerge ainda mais fortalecido, agora com vínculos mais estreitos com o governo estadual. No xadrez da política pernambucana, a jogada que pretendia isolar acabou unindo — e quem soube capitalizar o erro foi a governadora e o grupo que, hoje, ninguém ignora quando o assunto é eleição em Pernambuco.
sábado, 7 de fevereiro de 2026
EM MANARI, CÍCERO DO SINDICATO FECHA FILEIRAS COM BRUNO MARQUES E CONSOLIDA APOIO DA OPOSIÇÃO LOCAL
Com trajetória marcada por disputas eleitorais importantes no município — tendo sido candidato a prefeito em 2012, 2016 e 2020, além de candidato a vice-prefeito em 2024 —, Cícero destacou que o grupo político que, em pleitos anteriores, caminhou ao lado do ex-deputado estadual Rodrigo Novaes, hoje mantém seu compromisso com Bruno Marques. Segundo ele, trata-se de uma decisão amadurecida, coletiva e alinhada com os interesses da população manariense.
Cícero ressaltou que Bruno Marques não é apenas um nome em construção no campo eleitoral, mas alguém que já apresenta resultados concretos para Manari, mesmo sem ocupar mandato. Um dos pontos mais enfatizados foi a atuação do médico na área da saúde, especialmente na articulação e viabilização de cirurgias eletivas e procedimentos de média complexidade. De acordo com o líder político, mais de 100 famílias carentes do município já foram beneficiadas, reduzindo filas, sofrimento e a dependência de longas esperas no sistema público.
Durante sua declaração, Cícero também fez questão de esclarecer ruídos recentes no campo da oposição local. Ele afirmou que a decisão do ex-candidato a prefeito anteriormente apoiado pelo grupo, que optou por romper compromissos assumidos com Bruno Marques, foi unilateral e não representa, de forma alguma, o pensamento majoritário da oposição em Manari. Para ele, o episódio não altera o alinhamento político construído ao longo de quase duas décadas.
Ao falar sobre o futuro, Cícero demonstrou confiança no crescimento político de Bruno Marques em todo o Estado. Segundo ele, o pré-candidato vem se destacando pela juventude, pela formação médica e pelo engajamento em pautas voltadas ao fortalecimento do Sertão pernambucano, o que tem ampliado sua visibilidade e aceitação popular. Na avaliação do líder político, a tendência é que esse trabalho seja reconhecido nas urnas.
“Bruno Marques é um jovem médico que já conquistou respeito pelo que faz, não pelo que promete. Mesmo antes de exercer um mandato, ele já tem serviços prestados a Manari e ao Sertão. A partir de 2027, tenho plena convicção de que ele estará nos representando na Assembleia Legislativa de Pernambuco, e o povo saberá retribuir tudo isso”, afirmou.
Cícero concluiu destacando que sua posição não se limita a uma opinião individual, mas expressa o sentimento coletivo de homens e mulheres que constroem a oposição em Manari há mais de 18 anos. Para ele, o apoio a Bruno Marques simboliza a continuidade de um projeto político que busca representatividade, resultados concretos e maior atenção às demandas históricas do município.
LUTO EM DOBRO MARCA ARARIPINA: PAI É VELADO E FILHO MORRE HORAS DEPOIS NO MESMO LOCAL VELANDO O PAI
Na sexta-feira (6), familiares, amigos e conhecidos se reuniam nas dependências da Assistência Familiar Anjo da Guarda (AFAGU) para prestar o último adeus a José Severino Filho, o popular “Zezinho da Eletrônica”, figura bastante conhecida na cidade, que faleceu aos 79 anos. O clima de comoção já era intenso, refletindo a importância e o carinho que Zezinho construiu ao longo da vida em Araripina.
Durante o velório, porém, a dor ganhou contornos ainda mais dramáticos. Emanuel Carvalho, de 37 anos, filho de Zezinho, conhecido por muitos como Manuel, passou mal de forma repentina em meio à cerimônia. Ele chegou a receber atendimento médico imediato, mas, apesar dos esforços, não resistiu e faleceu poucas horas depois, deixando familiares e amigos em estado de choque.
A causa oficial da morte de Emanuel ainda não foi confirmada pelas autoridades de saúde. Informações preliminares, no entanto, apontam para um possível infarto, que teria sido provocado pelo forte impacto emocional diante da perda do pai, com quem mantinha uma relação próxima e marcada por afeto.
O episódio comoveu ainda mais a população ao se espalhar a informação de que, pouco antes de passar mal, Emanuel havia usado as redes sociais para homenagear Zezinho, em uma mensagem carregada de emoção, gratidão e despedida. O gesto, agora visto como um registro final de amor entre pai e filho, ampliou a comoção nas redes e nas ruas da cidade.
A tragédia gerou uma grande onda de solidariedade em Araripina e em toda a região do Araripe. Mensagens de apoio, pesar e consternação se multiplicaram, reforçando o sentimento coletivo de perda diante de um episódio raro e profundamente doloroso. O luto duplo deixou marcas em uma comunidade que, acostumada a se reunir em momentos de alegria e fé, agora se une para confortar uma família devastada por uma fatalidade que transformou um velório em um dos dias mais tristes da história recente do município.
(Via: Blog do Roberto Gonçalves)
O SILÊNCIO DO FAVORITO E O DESPERTAR DA GOVERNADORA: A PESQUISA QUE TIROU O CHAMPANHE DA MESA
Greovário Nicollas
Não houve comemoração, tampouco estouro de champanhe. O clima no entorno de João Campos mudou. Se meses atrás a confiança beirava a euforia, agora o tom é de alerta. A primeira pesquisa Datafolha/CBN de 2026 caiu como um balde de água fria no campo que se acostumou a liderar com folga e, sobretudo, a ditar o ritmo do debate. O recado é direto e indigesto: a eleição em Pernambuco não será passeio, será clássico. E clássico não admite soberba.
Os números são claros e incômodos. João Campos aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Raquel Lyra soma 35%. A diferença, que já foi confortável, encolheu para 10 pontos. No levantamento anterior, o prefeito tinha 52% contra 30% da governadora. A trajetória é inequívoca: João desce, Raquel sobe. Quem insiste em tratar isso como “oscilação natural” escolhe fechar os olhos para o movimento real do eleitorado.
A governadora segue ancorada na gestão, com uma aprovação robusta de 61%. O eleitor reconhece esforço, organização e entrega, ainda que Raquel Lyra não tenha conseguido converter plenamente esse capital administrativo em intenção de voto. O desafio é político, não gerencial. Transformar governo em campanha exige narrativa, presença e enfrentamento. E, ainda assim, o dado mais perturbador para o adversário não está no cenário estimulado, mas na espontânea.
Pela primeira vez, Raquel Lyra aparece à frente de João Campos na pesquisa espontânea, aquela que mede o que vem à cabeça do eleitor sem qualquer indução. Ela tem 24%, ele 18%, com 39% ainda indecisos. No levantamento anterior, ambos estavam empatados com 23%. Esse detalhe desmonta o discurso de favoritismo incontestável. A espontânea revela lembrança, pulsação e crescimento orgânico — e ali o vento já não sopra a favor do prefeito.
João Campos ainda larga na frente, impulsionado pelo eleitor do Recife e da Região Metropolitana, pela força das redes sociais e pela memória afetiva do pai, o ex-governador Eduardo Campos, ativo político permanente em sua trajetória. Mas há um limite para viver de herança simbólica. Quando a disputa se nacionaliza no Estado e o interior entra no jogo com mais peso, o conforto diminui. A liderança permanece, sim, mas agora sob vigilância constante.
O favoritismo, apontado pela própria pesquisa, vem acompanhado de uma condição clara: não errar. E errar, em política, não é apenas tropeçar em escândalos, mas subestimar o adversário, atrasar a formação da chapa, hesitar em alianças e acreditar que a vantagem se mantém por inércia. A “gordura” acumulada está sendo queimada em ritmo acelerado, e a largada folgada já ficou para trás.
O Datafolha ouviu 1.022 pessoas entre os dias 2 e 4 de fevereiro, com margem de erro de 3% e grau de confiança de 95%. O levantamento foi divulgado pela CBN Recife, CBN Caruaru e pelo Blog de Elielson, devidamente registrado no TSE. Além de João e Raquel, Eduardo Moura, do Novo, aparece com 5%, e Ivan Moraes, do PSOL, com 1%. Os coadjuvantes seguem distantes, mas o protagonismo do duelo principal está mais afiado do que nunca.
Em Pernambuco, eleições costumam ser clássicos duros, resolvidos no detalhe, na virada, no erro não forçado. A pesquisa não encerra a disputa, mas muda o clima do jogo. Quem lidera parou de sorrir. Quem corre atrás ligou o sinal. E quando o sinal toca, o ataque começa.