domingo, 5 de abril de 2026

RUMO À ALEPE, VINICIUS CASTELLO DEIXA PREFEITURA DO RECIFE E ASSUME DISCURSO DE DEFESA DOS MAIS VULNERÁVEIS EM PERNAMBUCO

Em um movimento que marca uma nova etapa em sua trajetória política, Vinicius Castello anunciou sua saída da Prefeitura do Recife para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Até então secretário-executivo de Integração Metropolitana, o pré-candidato pelo PCdoB oficializou sua desincompatibilização do cargo, seguindo o rito necessário para entrar de vez na corrida eleitoral de 2026, e sinalizou que pretende levar para o Legislativo estadual uma atuação voltada à defesa das camadas mais vulneráveis da população.

A passagem de Castello pela gestão municipal teve início em janeiro de 2025, período em que esteve diretamente envolvido na articulação de políticas públicas voltadas à integração entre o Recife e municípios vizinhos. Em sua despedida, o agora ex-secretário destacou o esforço em conectar agendas estratégicas de desenvolvimento urbano e social, buscando reduzir desigualdades históricas entre a capital e cidades da Região Metropolitana, como Olinda e Jaboatão dos Guararapes. Segundo ele, o trabalho exigiu diálogo constante com diferentes esferas de poder, incluindo articulações em Brasília e parcerias com outras secretarias e instituições do Judiciário.

Ao fazer um balanço da gestão, Castello ressaltou o aprendizado adquirido e o compromisso com resultados concretos. Ele também fez questão de reconhecer o apoio recebido durante sua permanência no cargo, citando nominalmente o prefeito João Campos e o então secretário de Infraestrutura, Victor Marques, ambos apontados como fundamentais para viabilizar ações integradas que buscavam promover um desenvolvimento mais equilibrado na capital pernambucana.

Com uma trajetória política já consolidada, especialmente em Olinda, onde foi vereador e disputou a prefeitura em 2024, Castello chega ao novo desafio respaldado por uma expressiva votação: foram mais de 105 mil votos conquistados em uma eleição acirrada decidida no segundo turno. O desempenho reforçou seu nome no cenário político estadual e abriu caminho para voos mais amplos.

Agora, ao mirar uma cadeira na Alepe, o pré-candidato afirma que pretende manter a mesma linha de atuação que o projetou politicamente, com foco na inclusão social e na ampliação de oportunidades. Em seu discurso, ele enfatiza a necessidade de transformar o crescimento econômico em benefícios reais para a população, especialmente para aqueles que mais dependem das políticas públicas. A promessa é de uma atuação firme, com presença ativa nos debates legislativos e compromisso com pautas que dialoguem diretamente com as necessidades do povo pernambucano.

A saída de Vinicius Castello da Prefeitura do Recife ocorre em um momento estratégico do calendário eleitoral e reflete não apenas uma decisão pessoal, mas também um reposicionamento político dentro do campo progressista em Pernambuco. Ao deixar o Executivo municipal e se lançar ao Legislativo estadual, ele passa a integrar um grupo de lideranças que buscam renovar a representação na Alepe, levando consigo a experiência acumulada na gestão pública e o capital político construído nas urnas.

Com discurso alinhado à defesa social e à integração regional, Castello entra na disputa com a expectativa de ampliar sua base eleitoral e consolidar seu nome no cenário estadual. A campanha, que começa a ganhar forma, deverá explorar justamente sua atuação recente e a conexão com a população da Região Metropolitana, elementos que podem ser decisivos na busca por uma vaga no parlamento pernambucano.

JANELA PARTIDÁRIA OU PORTA GIRATÓRIA? A DECISÃO DE UM DIA, E O MICO QUE EXPÔS A INCOERÊNCIA DE ROMERO E ANDREZA

O troca-troca partidário que sacudiu os bastidores da política pernambucana nos últimos dias ganhou um capítulo digno de constrangimento público — e com direito a replay em menos de 24 horas. O protagonista da vez foi o deputado estadual Romero Albuquerque, que conseguiu transformar a chamada “janela partidária” em uma verdadeira vitrine de indecisão.

Na noite da sexta-feira, Romero anunciou com entusiasmo sua saída do PSB — legenda na qual havia ingressado há meros 10 dias — para se filiar ao PP. A movimentação veio embalada por articulações envolvendo o prefeito do Recife, João Campos, e o jogo de forças com a base da governadora Raquel Lyra.

Empolgado, o deputado não foi sozinho: levou consigo a esposa, Andreza Albuquerque, vereadora do Recife, já com planos eleitorais bem desenhados — ela disputaria vaga na Câmara Federal, enquanto ele buscaria a reeleição na Assembleia Legislativa. Tudo parecia resolvido, alinhado e celebrado. Parecia.

Mas a política, como se sabe, cobra caro de quem age por impulso. Menos de 24 horas depois, já na tarde do sábado, Romero reapareceu — dessa vez em vídeo — para anunciar, sem rodeios, que havia desistido da mudança e permaneceria no PSB. Simples assim. Sem escalas, sem explicações convincentes e, sobretudo, sem qualquer cerimônia com o vexame protagonizado.

O episódio escancarou não apenas a guerra silenciosa por filiações durante a janela partidária, mas também a fragilidade de decisões tomadas no calor da conveniência política. Romero, que já carrega a fama de posições voláteis, reforçou o próprio estigma ao protagonizar um vai e volta relâmpago que beira o amadorismo.

E o mais curioso: o mico não foi do PP. O partido fez o básico — abriu as portas, articulou, anunciou e comemorou. O constrangimento ficou mesmo nas costas de quem entrou pela porta da frente e saiu pela dos fundos antes mesmo do cafezinho esfriar. Para completar o roteiro, Andreza Albuquerque embarcou junto na decisão e igualmente teve que recuar, expondo-se no mesmo enredo constrangedor.

Nos corredores da Assembleia, o episódio virou motivo de piada — e também de alerta. Em tempos de janela partidária, onde estratégia e cálculo deveriam prevalecer, o que se viu foi um movimento atabalhoado, sem sustentação e com alto custo de credibilidade.

No fim das contas, Romero Albuquerque conseguiu o que poucos fazem com tanta rapidez: entrar, sair e voltar — tudo isso em menos de um dia — deixando para trás não apenas dúvidas sobre sua articulação política, mas uma imagem difícil de explicar ao eleitor.

TRAGÉDIA EM PETROLINA, IDOSO MORRE CARBONIZADO APÓS CARRO PEGAR FOGO NO BAIRRO JOSÉ E MARIA

Uma tarde que parecia comum terminou em tragédia no bairro José e Maria, em Petrolina, no Sertão do estado. Um idoso perdeu a vida neste sábado (04) após o veículo em que estava ser tomado por chamas, em um episódio que chocou moradores da região e mobilizou populares.

De acordo com relatos de testemunhas, o incêndio começou de forma repentina, surpreendendo quem passava pelo local. Em poucos instantes, o carro já estava completamente envolvido pelo fogo, dificultando qualquer tentativa de resgate. O idoso, que estava no interior do veículo, não conseguiu sair a tempo e acabou sendo atingido pelas chamas.

A cena causou comoção entre moradores, que ainda tentaram ajudar, mas foram impedidos pela intensidade do fogo. A rapidez com que as chamas se alastraram levantou questionamentos sobre o que poderia ter provocado o incêndio, hipótese que ainda será analisada pelas autoridades.

Até o momento, a identidade da vítima não foi oficialmente divulgada. Equipes foram acionadas para controlar a situação e realizar os primeiros levantamentos no local, enquanto o caso segue cercado de dúvidas.

As circunstâncias do incêndio serão investigadas, e somente após a conclusão das perícias será possível apontar as causas exatas do ocorrido. A tragédia reforça a importância de atenção redobrada a possíveis falhas mecânicas e outras situações de risco envolvendo veículos, especialmente em áreas urbanas.

Enquanto isso, a comunidade do José e Maria permanece abalada diante de mais um episódio marcante que interrompeu de forma abrupta a rotina do bairro, deixando um clima de tristeza e apreensão entre os moradores.

FERNANDO RODOLFO NEGA FILIAÇÃO AO PP E DENUNCIA REGISTRO “SEM CONSENTIMENTO” EM MEIO À DISPUTA ELEITORAL DE 2026

Em meio às movimentações intensas que marcam os bastidores das eleições de 2026, o deputado federal Fernando Rodolfo protagonizou um novo capítulo de reviravolta partidária ao contestar publicamente sua suposta filiação ao Progressistas. A declaração veio logo após a divulgação de que ele teria deixado o PRD para ingressar na legenda comandada nacionalmente por Ciro Nogueira.

Em contato direto com o Blog Cenário, Rodolfo foi enfático ao negar que tenha autorizado a formalização do vínculo partidário. Segundo ele, a assinatura da ficha ocorreu ainda em um momento anterior, quando havia intenção concreta de migração para o PP, mas o cenário político mudou de forma significativa desde então.

O parlamentar detalhou que o acordo inicial previa que a oficialização da filiação só aconteceria após um aval final de sua parte — o que, segundo ele, não ocorreu. “Eu assinei a ficha em um contexto totalmente diferente do atual, quando havia uma sinalização clara de permanência naquele projeto político. No entanto, houve mudanças que impactaram diretamente minha decisão”, afirmou.

Entre os fatores que motivaram a reavaliação estão as indefinições internas no Progressistas, especialmente relacionadas ao posicionamento da sigla no cenário estadual e à possível candidatura ao Senado do deputado Eduardo da Fonte. De acordo com Rodolfo, a eventual permanência de Da Fonte na Câmara Federal alteraria a composição da chapa proporcional, reduzindo suas chances de reeleição.

Além disso, o vai e vem nas alianças do partido — com aproximações e recuos em relação ao PSB — contribuiu para aumentar a insegurança política do deputado, que decidiu, então, permanecer no PRD.

Mesmo com a mudança de rumo já comunicada, Rodolfo afirma que sua ficha de filiação ao PP foi protocolada sem autorização. “Houve um descompasso. Informei que não daria continuidade, mas, ainda assim, o partido levou adiante o registro. Isso foi feito sem o meu consentimento”, declarou.

O deputado garantiu que sua situação já está regularizada internamente junto ao PRD, restando apenas a atualização do sistema da Justiça Eleitoral para refletir oficialmente sua permanência na legenda. Ele também minimizou o episódio, classificando-o como um equívoco administrativo que deve ser resolvido sem maiores complicações.

O caso expõe não apenas as tensões típicas do período pré-eleitoral, mas também a complexidade das articulações partidárias em Pernambuco, onde alianças são constantemente redesenhadas conforme interesses estratégicos e projeções eleitorais. Em um cenário ainda indefinido, episódios como esse evidenciam o grau de instabilidade e as disputas silenciosas que moldam os caminhos rumo às urnas em 2026.

VIRADA NA ALEPE: BASE DE RAQUEL LYRA CHEGA A 35 DEPUTADOS E MUDA JOGO DE FORÇAS NAS COMISSÕES

O encerramento da janela partidária na última sexta-feira (3) provocou uma reconfiguração profunda no cenário político da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), consolidando uma ampla maioria governista e abrindo caminho para mudanças estratégicas no funcionamento da Casa. Com o fim do prazo para troca de partidos, a base da governadora Raquel Lyra alcançou 35 deputados estaduais, número suficiente para garantir maior controle sobre pautas e decisões internas.

O movimento foi impulsionado principalmente pelo crescimento do PSD, legenda da governadora, e do Podemos. Antes sem representação na Alepe, os dois partidos passaram a concentrar, juntos, 15 parlamentares — sendo oito no PSD e sete no Podemos —, tornando-se peças-chave no fortalecimento da base aliada ao Palácio do Campo das Princesas.

Enquanto isso, a oposição, liderada por PSB e PT, passou a contar com 12 deputados. Mesmo com articulações para conter perdas, os dois partidos não conseguiram acompanhar o ritmo de crescimento do bloco governista, que agora detém confortável vantagem numérica dentro do plenário.

Apesar do avanço governista, o Progressistas (PP) terminou o período como a maior bancada individual da Casa, reunindo 10 deputados. A legenda ampliou sua força com a chegada de nomes de peso como France Hacker, Dannilo Godoy, Joel da Harpa e Delegada Gleide Ângelo.

No campo oposicionista, o PSB buscou manter protagonismo ao garantir o retorno de Diogo Moraes e Waldemar Borges, estabilizando sua bancada em sete parlamentares. Já o PT ampliou sua presença para cinco nomes com as filiações de Dani Portela e João Paulo Costa.

A nova correlação de forças não se limita ao plenário e deve impactar diretamente o comando das comissões permanentes, consideradas o coração do processo legislativo. Atualmente, colegiados estratégicos, como a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ), estão sob controle da oposição. Com a maioria consolidada, o governo deve solicitar o recálculo da proporcionalidade das bancadas, movimento que pode resultar na retomada dessas comissões e, consequentemente, no maior controle sobre a tramitação de projetos do Executivo.

Outro efeito significativo da janela partidária foi o esvaziamento de algumas siglas. Cinco partidos perderam completamente sua representação na Alepe, entre eles o PSDB e o Solidariedade. O PSOL e o PCdoB também ficaram sem cadeiras após a saída de seus únicos representantes.

Com um cenário mais favorável, a base governista entra em uma nova fase na Alepe, com capacidade ampliada de articulação e aprovação de matérias. Já a oposição terá o desafio de reorganizar suas estratégias para manter relevância no debate político e na fiscalização das ações do governo estadual.

REARRANJO POLÍTICO EM PERNAMBUCO FORTALECE AVANTE APÓS MUDANÇA DE TÚLIO GADÊLHA PARA O PSD

A movimentação partidária protagonizada pelo deputado federal Túlio Gadêlha segue provocando efeitos em cadeia no cenário político de Pernambuco e já começa a redesenhar forças para as eleições proporcionais. A decisão de migrar para o PSD, com o objetivo de disputar a reeleição à Câmara dos Deputados alinhado ao projeto político da governadora Raquel Lyra, abriu espaço para uma reorganização estratégica que acabou beneficiando diretamente o Avante no estado.

Com a saída de Gadêlha, nomes historicamente ligados ao seu grupo político passaram a buscar novos caminhos partidários, encontrando no Avante, liderado pelos irmãos Sebastião Oliveira e Waldemar Oliveira, uma alternativa viável para manter competitividade eleitoral. A legenda, que já vinha se articulando para ampliar sua presença tanto na Câmara Federal quanto na Assembleia Legislativa de Pernambuco, ganha reforço significativo com a chegada de quadros experientes.

Entre os principais nomes está o ex-deputado federal Maurício Rands, que deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados na mesma chapa de Waldemar Oliveira, candidato à reeleição. Aliado próximo de Gadêlha, Rands surge como herdeiro natural de parte do capital eleitoral construído pelo parlamentar nas eleições de 2018 e 2022, o que pode fortalecer ainda mais o desempenho do Avante no pleito.

No campo estadual, o partido também trabalha para montar uma nominata robusta visando a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Além de Sebastião Oliveira, que busca retornar ao Legislativo estadual, integram o grupo nomes como o ex-deputado estadual Antônio Fernando, a liderança política Socorrinho da Apami, além de André Carvalho e Victor Flores, que também se preparam para disputar cadeiras na Casa.

A articulação do grupo ganhou um momento simbólico durante o tradicional almoço de Sábado de Aleluia, realizado na residência de Sebastião Oliveira, em Gravatá. O encontro, que ocorre anualmente, reuniu lideranças políticas de diferentes campos e contou com a presença da governadora Raquel Lyra, evidenciando o clima de diálogo e a construção de alianças que marcam o atual momento político do estado.

Esse conjunto de movimentos revela uma dinâmica cada vez mais intensa nos bastidores da política pernambucana, onde mudanças partidárias não apenas redefinem trajetórias individuais, mas também reequilibram forças entre partidos. Ao mesmo tempo em que o PSD fortalece sua base com a chegada de Túlio Gadêlha, o Avante se consolida como um polo de atração para lideranças estratégicas, ampliando seu protagonismo na disputa eleitoral que se aproxima.

ENGENHEIRO DESAFIA A LÓGICA DO MERCADO E LEVA FORD VERONA A MAIS DE 1 MILHÃO DE KM COM CUSTO SURPREENDENTE

Creso Peixoto, engenheiro civil com mestrado em Transportes, professor em quatro cidades do interior paulista e piloto de pequenas aeronaves, tem o perfil de quem documenta tudo com precisão. Quando adquiriu um Ford Verona GLX 1990, em 1992, manteve um diário de bordo com todos os gastos e serviços feitos no veículo, assim como fazia com os aviões. A ideia original era simples: rodar até 200 mil quilômetros, trocar de carro e seguir em frente. Mas decidiu manter o Verona até os 500 mil km para verificar se a curva de manutenção subiria muito, o que não ocorreu. Então iniciou um novo desafio e resolveu rodar com ele até o hodômetro alcançar 1 milhão de quilômetros. Como ele mesmo resumiu: "Eu queria conhecer a evolução dos custos."

Com quatro empregos em cidades diferentes e uma rotina de deslocamentos intensos, Creso rodava cerca de 4 mil quilômetros por mês, principalmente em rodovias, e encerrou o projeto ao alcançar 1.077.948 km no hodômetro. Os números acumulados ao longo de 27 anos impressionam por sua precisão: o Verona consumiu quase 100 mil litros de etanol, 235 litros de óleo no motor, fez 46 trocas de pneus em duplas e passou por revisões a cada seis meses com o mesmo mecânico. O motor original do carro passou por duas retíficas, aos 247 mil e aos 531 mil quilômetros, mas continuou funcionando bem até o final. O custo total calculado pelo próprio Creso foi de US$ 0,14 por quilômetro rodado, totalizando aproximadamente R$ 810 mil ao longo de todo o período, incluindo combustível, peças e manutenção.

A história chamou atenção muito além do círculo de entusiastas. Como reconhecimento a essa lealdade, Creso Peixoto foi recebido pelo presidente da Ford América do Sul, Lyle Watters, na sede da empresa em São Paulo e presenteado com uma placa em homenagem ao marco de 1 milhão de quilômetros. O Verona era um produto da era Autolatina, a joint venture entre Ford e Volkswagen, equipado com o motor AP 1.8 de origem Volkswagen. Ver aquele motor ultrapassar a casa do milhão de quilômetros com apenas duas retíficas no motor original foi algo que a própria montadora não esperava comprovar tão concretamente.

Apesar de todo o feito, Creso considerava aposentar o Verona, reconhecendo que a falta de recursos modernos de segurança, como airbags e proteção a colisões, pesava na decisão. Depois de encerrar o experimento com o Verona, ele passou a acompanhar o Hyundai HB20S 2014 de sua esposa, com o objetivo de atingir 300 mil quilômetros e comparar custos e desempenho com as tecnologias mais modernas. A conclusão que ficou de tudo isso é simples e contraintuitiva: num mercado que empurra o consumidor a trocar de carro a cada poucos anos, um Ford Verona de 1990, com motor Volkswagen, manutenção rigorosa e um dono que documentava cada litro de etanol abastecido, provou que a equação pode ser completamente diferente.

NA SURDINA, FERNANDO RODOLFO MUDA DE ROTA, DEIXA PRD E CONFIRMA FILIAÇÃO AO PROGRESSISTAS PARA BUSCAR REELEIÇÃO

Em meio às movimentações intensas da janela partidária e aos bastidores cada vez mais dinâmicos da política pernambucana, o deputado federal Fernando Rodolfo protagonizou uma reviravolta discreta, porém significativa, em sua trajetória partidária. Após anunciar no dia 25 de março sua saída do PL rumo ao PRD, o parlamentar acabou alterando novamente seus planos e oficializou, sob reserva, sua filiação ao Progressistas (PP), sigla pela qual disputará a reeleição.

A mudança, confirmada com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi efetivada no último dia 3 de abril, encerrando um ciclo de incertezas e articulações que vinham sendo costuradas há semanas nos bastidores de Brasília e de Pernambuco.

A filiação anterior ao PRD havia sido tratada como estratégica dentro da federação Renovação Solidária. O ato de assinatura ocorreu na capital federal e contou com a presença de figuras importantes, como o presidente da federação, Paulinho da Força, além de lideranças que avalizaram a chegada de Rodolfo ao novo grupo político. Na ocasião, o movimento foi interpretado como uma tentativa de fortalecer a composição interna da federação e equilibrar espaços entre suas lideranças.

Durante o evento, Paulinho chegou a afirmar que havia vetado a possível ida do deputado Túlio Gadêlha para o Solidariedade, justificando que a entrada de Fernando Rodolfo no PRD já atenderia às necessidades de representação dentro da federação.

Entretanto, o cenário mudou rapidamente. Mesmo após a formalização da ficha no PRD, as tratativas com o Progressistas continuaram em paralelo. O nome de Fernando Rodolfo já vinha sendo ventilado dentro do partido desde o início de fevereiro, quando o presidente nacional da legenda, Ciro Nogueira, chegou a divulgar um vídeo anunciando sua filiação. A publicação, porém, foi retirada do ar poucas horas depois, evidenciando que o acordo ainda não estava completamente consolidado naquele momento.

A indefinição se prolongou devido a questões burocráticas: o documento de filiação ao PP não foi enviado dentro do prazo ao TSE, o que inicialmente impediu a formalização da mudança. Ainda assim, o diálogo entre as partes permaneceu ativo, culminando na efetivação da filiação nesta semana.

Os desdobramentos da passagem relâmpago pelo PRD também tiveram impactos diretos no cenário político local. Um dos principais reflexos foi a saída do prefeito de São Caetano, Josafá Almeida, do comando estadual da legenda. A movimentação desencadeou uma debandada de aliados e pré-candidatos, que migraram para outras siglas, como Republicanos e MDB, redesenhando o mapa político no município e na região.

A trajetória recente de Fernando Rodolfo revela não apenas uma mudança de partido, mas um reposicionamento estratégico em busca de melhores condições eleitorais. Ao optar pelo Progressistas, o deputado se insere em uma estrutura partidária mais consolidada nacionalmente, com maior capilaridade e tempo de televisão — fatores decisivos em uma disputa proporcional.

A movimentação silenciosa, feita longe dos holofotes, reforça o peso das articulações de bastidores na política brasileira, especialmente em períodos de janela partidária, quando decisões rápidas podem redefinir alianças e alterar o rumo de candidaturas.

FONTE: Blog Cenário / Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)