segunda-feira, 18 de maio de 2026

SDS DIZ QUE APURAÇÃO SOBRE ÁLVARO PORTO PARTIU DE PEDIDO DO MPPE E NEGA IRREGULARIDADES EM PROCEDIMENTO

O embate envolvendo o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto, ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (18), após a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) divulgar uma nota oficial esclarecendo os motivos que levaram à realização de um procedimento de análise relacionado ao parlamentar. A manifestação do órgão estadual ocorreu depois de um pronunciamento feito por Álvaro Porto na tribuna da ALEPE, onde o deputado comentou a repercussão da divulgação de informações envolvendo seu nome.

O caso passou a ocupar o centro do debate político estadual após reportagens apontarem que o presidente do Legislativo teria sido alvo de uma investigação que incluiu levantamento sobre registros de armas de fogo em seu nome. A situação provocou forte reação nos bastidores políticos e ampliou a tensão entre integrantes do Governo do Estado e aliados do deputado.

Em resposta aos questionamentos da imprensa, a SDS afirmou que todo o procedimento teve origem em uma solicitação formal encaminhada pelo Ministério Público de Pernambuco. Segundo a pasta, o pedido dizia respeito à análise da concessão de segurança aproximada para um cidadão, seguindo os critérios estabelecidos pela Portaria SDS nº 997, de 19 de fevereiro de 2019.

De acordo com a nota oficial, a Secretaria explicou que, dentro do protocolo previsto pela norma, foi elaborado um relatório técnico de avaliação de risco — mecanismo considerado padrão em situações que envolvem pedidos de proteção pessoal. O documento teria sido submetido à análise da Comissão Permanente de Segurança Pessoal de Autoridades (CPSPA), colegiado responsável por deliberar sobre casos dessa natureza.

Após a avaliação técnica, a comissão decidiu pelo indeferimento do pedido. Conforme a SDS, a conclusão apontou inexistência dos requisitos necessários para concessão da medida de segurança. A decisão foi oficialmente comunicada ao Ministério Público.

A manifestação do Governo de Pernambuco também buscou reforçar a legalidade dos atos praticados pelos órgãos de segurança pública. Na nota, a gestão estadual destacou que todas as ações seguem protocolos técnicos e administrativos previstos na legislação vigente, além de reafirmar compromisso com a transparência, o respeito às instituições democráticas e a preservação da integridade das pessoas.

A repercussão do caso aumentou depois de publicação divulgada pelo site Brasil 247, que informou que Álvaro Porto teria sido alvo de uma investigação motivada por denúncias de suposta perseguição e ameaças. A matéria também apontou que a apuração policial não encontrou irregularidades cometidas pelo presidente da ALEPE.

O pronunciamento de Álvaro Porto na Assembleia ocorreu em meio à crescente pressão política sobre o episódio. O deputado demonstrou incômodo com a exposição de informações relacionadas ao procedimento e levantou questionamentos sobre os limites da atuação dos órgãos de segurança em relação a agentes públicos.

Nos bastidores da política pernambucana, o episódio é visto como mais um fator de tensão entre setores do Palácio do Campo das Princesas e a presidência da ALEPE. O caso movimentou parlamentares, integrantes do governo e lideranças políticas, ampliando o clima de disputa institucional em Pernambuco.

Enquanto isso, a SDS tenta afastar interpretações de motivação política e sustenta que todas as etapas seguiram critérios técnicos previstos em norma administrativa. O desdobramento do episódio ainda deve provocar novos debates dentro da Assembleia Legislativa e no cenário político estadual nos próximos dias.

ÁLVARO PORTO RECHAÇA INVESTIGAÇÃO SOBRE SUA VIDA PESSOAL PELA SDS E PEDE QUE GOVERNADORA ESCLAREÇA SITUAÇÃO E TOME PROVIDÊNCIAS

Reportagem do portal Brasil 247 revelou existência de relatório produzido pela secretaria sobre o presidente da Alepe
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (MDB), rechaçou, em discurso proferido no plenário, nesta segunda-feira (18.05), a existência de um relatório produzido pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) associando seu nome a um suposto “ambiente de risco” enfrentado pelo jornalista Manoel Medeiros, ex-assessor da governadora Raquel Lyra (PSD). A informação foi divulgada em reportagens pelo portal Brasil 247, nesta segunda. 

O deputado frisou que a investigação adentra em questões de natureza pessoal e sobre a sua intimidade. “Tudo indica que se trata de uma investigação sem amparo legal. Não sei se houve decisão judicial para tal procedimento”, disse.
Porto afirmou que a governadora precisa informar qual a providência vai tomar e esclarecer se a ordem partiu do seu gabinete.

“Esta explicação precisa ser dada ao povo pernambucano. Governadora, a senhora tem que tomar uma providência. Tem que ver a arbitrariedade do secretário de Defesa Social no curso dessas investigações que passam pela minha vida. Quero eu acreditar que o seu governo não seja conivente com isso que está acontecendo”, salientou.

“Se foi o secretário de Defesa Social que adotou esse procedimento, quem autorizou o secretário de Defesa Social a proceder dessa forma? Isso precisa ser urgentemente esclarecido”,  completou. 

Segundo a reportagem, chama atenção o nível de aprofundamento das informações levantadas pela inteligência da SDS sobre Álvaro Porto. O relatório informa que o deputado possui cinco armas de fogo registradas: “3 (três) pistolas, 1 (uma) espingarda e 1 (um) revolver”.
A inteligência da SDS, de acordo com a matéria, também listou ocorrências policiais e ações judiciais envolvendo o presidente da Alepe. O documento, ainda conforme o portal 247, tem data de 1º de abril de 2026 e foi elaborado pelo Centro Integrado de Inteligência de Defesa Social (CIIDS), a pedido do secretário. 

Porto disse ser relevante considerar que a investigação atinge o presidente de um poder, o terceiro na hierarquia do Estado. “Se estou sendo vítima de um procedimento desta natureza, imagina quem não tem essas prerrogativas”, alertou.

Dirigindo-se aos deputados, ele destacou que não sabe quais as ações vai adotar, mas deixou claro que todas as providências serão na defesa da Assembleia, das prerrogativas da atividade legislativa e da defesa de cada um dos parlamentares. “Vou agi como eu sempre procedi desde o primeiro momento em que assumi a presidência, por delegação de vossas excelências”, assinalou. 

“Estou estarrecido, como presidente de um poder, como deputado, mas acima de tudo, como cidadão, ao nos depararmos com o uso do aparelho policial para fins que, ao nosso sentir, não se coadunam com o estado democrático de direito, com as liberdades individuais, tudo em completa desrespeito com aquilo que é preconizado na nossa Carta Magna”, disse. 

Por fim, o deputado reafirmou seu compromisso na defesa intransigente da independência da Assembleia e das prerrogativas legislativas. “Não me intimidarei, não abdicarei em nenhum momento em agir como devemos diante de situações tão graves”. 

Solidariedade - Álvaro Porto foi aparteado pelos deputados Sileno Guedes (PSB), líder da oposição, Rodrigo Farias (PSB), Mário Ricardo (Republicanos), João Paulo Lima (PT) e Alberto Feitosa (PL). Os discursos externaram indignação e solidariedade ao presidente da Alepe. 

Sileno disse que o fato causa espanto pela recorrência. Lembrou de episódios similares envolvendo a Casa Militar, em 2023; a deputada estadual Dani Portela (PT), investigada em 2025; e um secretário da prefeitura do Recife, monitorado e investigado pela Polícia Civil, em 2025, sem autorização judicial. “Nos deparamos novamente, com a mesma prática, agora contra o presidente da Assembleia. Isso nos causa perplexidade e indignação”, disse. 

Os deputados alertaram para os riscos que a prática adotada pela SDS pode acarretar à Alepe, principalmente em ano de disputa eleitoral. Citaram a possibilidade de perseguição, intimidação e constrangimento gerados por uma “polícia política”, configurando abuso de poder e desrespeito à democracia e à Constituição. João Paulo reforçou a necessidade de se esclarecer e investigar os fatos. “Não podemos ter tolerância nenhuma ao uso do Estado. Se verdadeiramente ocorreu, os responsáveis têm que responder por sua ação”, frisou. 

Fotos: Peu Ricardo

POLÍCIA DESMONTA VERSÃO DE ATENTADO E CONCLUI QUE CASO ENVOLVENDO SECRETÁRIA DO CABO FOI FORJADO

A investigação sobre o suposto atentado a tiros contra a secretária da Mulher do Cabo de Santo Agostinho, Aline Melo, ganhou um desfecho surpreendente e repleto de reviravoltas. Após semanas de apuração, a Polícia Civil de Pernambuco concluiu que o episódio registrado no dia 27 de março, na rodovia PE-28, não passou de uma ação forjada, desmontando a versão inicial que apontava para uma possível tentativa de homicídio.

O caso havia provocado forte repercussão política e social em Pernambuco. Na ocasião, a caminhonete em que a secretária seguia como passageira foi atingida por disparos de arma de fogo, levantando suspeitas de um possível atentado motivado até por violência de gênero, hipótese mencionada logo após o ocorrido. Apesar do susto e da gravidade da denúncia, ninguém ficou ferido.

Entretanto, conforme avançaram as investigações conduzidas pela delegada Myrthor Andrade, começaram a surgir inconsistências consideradas decisivas para mudar completamente o rumo do caso. O principal ponto que chamou a atenção da polícia foi o conteúdo de imagens de câmeras de segurança instaladas ao longo da PE-28. Os registros mostraram que, antes dos disparos, houve uma parada do veículo e um encontro entre os ocupantes da caminhonete e o motociclista apontado como autor dos tiros.

Segundo a polícia, o contato durou cerca de 17 segundos. O detalhe, porém, não havia sido informado inicialmente no boletim de ocorrência apresentado pelas supostas vítimas. A omissão levantou suspeitas imediatas e fez a equipe de investigação aprofundar a análise dos fatos.

O motorista do veículo relatou inicialmente que apenas percebeu uma motocicleta tentando ultrapassar pelo acostamento e que os disparos aconteceram logo depois, sem qualquer interação anterior. Posteriormente, diante das provas reunidas, a própria secretária reconheceu que houve a parada na estrada, embora tenha afirmado não saber exatamente o que teria sido tratado naquele momento.

Outro elemento decisivo para a conclusão da Polícia Civil foi a identificação do motociclista. As investigações apontaram que o homem era o próprio pai do motorista da caminhonete. Em depoimento, ele admitiu o encontro com o filho, alegando que estaria realizando uma entrega de mercadorias na região de Gaibu. No entanto, a versão não resistiu à análise das imagens e dos horários levantados pelos investigadores.

De acordo com a polícia, o intervalo entre o encontro e o retorno do motociclista era incompatível com o percurso informado pelo suspeito. A inconsistência reforçou a tese de que a narrativa apresentada inicialmente havia sido montada para simular um atentado.

As apurações também revelaram que a omissão de informações teria ligação com o receio dos envolvidos de expor uma possível atividade irregular relacionada à comercialização de produtos. A polícia não detalhou oficialmente qual seria essa atividade, mas destacou que o temor em revelar a situação acabou contribuindo para a construção da falsa versão apresentada no início do caso.

Com os elementos reunidos, a corporação descartou oficialmente a hipótese de tentativa de homicídio nos moldes divulgados anteriormente. Agora, o inquérito deverá seguir para os encaminhamentos judiciais e os envolvidos poderão responder por falsa comunicação de crime, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados durante a continuidade das análises do caso.

O episódio provoca forte impacto político no Cabo de Santo Agostinho e levanta questionamentos sobre a repercussão gerada a partir da versão inicial apresentada publicamente. O caso, que chegou a ser tratado como um possível ataque contra uma integrante do primeiro escalão municipal, termina cercado por suspeitas de armação e poderá ter novos desdobramentos nos próximos dias.

NEYMAR GANHA DE ANCELOTTI A CHANCE DEFINITIVA PARA REESCREVER SUA HISTÓRIA EM COPAS DO MUNDO

Durante mais de uma década, o nome de Neymar esteve diretamente ligado aos sonhos da Seleção Brasileira. Dribles, gols, protagonismo e status de principal estrela do país fizeram do camisa 10 a maior referência do futebol brasileiro após a era de Ronaldo, Ronaldinho e Kaká. Mas, quando o assunto é Copa do Mundo, a trajetória do craque sempre foi marcada por dores, frustrações e capítulos interrompidos antes da glória. Agora, em 2026, surge talvez a última oportunidade de transformar sofrimento em redenção.

A convocação feita por Carlo Ancelotti nesta segunda-feira recoloca Neymar no maior palco do futebol mundial e abre espaço para um novo roteiro. Aos olhos do técnico italiano, ainda existe espaço para o brilho decisivo daquele jogador que encantou o planeta vestindo a camisa da Seleção e do Barcelona. Mesmo convivendo com seguidas lesões e um longo período de instabilidade física desde a eliminação para a Croácia, em 2022, Neymar recebe a confiança para disputar sua quarta Copa do Mundo.

A decisão de Ancelotti carrega também um forte componente emocional. Internamente, líderes da Seleção defenderam a presença do camisa 10 no grupo. O entendimento é de que, mesmo sem viver o auge físico ou técnico de anos anteriores, Neymar ainda possui algo raro: capacidade de decidir partidas em um único lance. Pela primeira vez, porém, ele chega a um Mundial sem o peso absoluto de ser o centro de tudo. O protagonismo total ficou para trás. Agora, o craque entra em uma nova fase: a do jogador experiente que tenta transformar sua última dança em legado definitivo.

A caminhada de Neymar nas Copas sempre foi cercada de expectativas gigantescas. Em 2010, ainda muito jovem, ficou fora da lista de Dunga, mas mesmo ausente acabou dominando o debate nacional. As perguntas após a convocação não eram sobre quem foi chamado, mas sobre por que Neymar e Paulo Henrique Ganso ficaram fora daquele elenco.

Quatro anos depois, em 2014, Neymar se tornou o grande símbolo da campanha brasileira. Foi dele a responsabilidade de carregar a Seleção até a semifinal disputada em casa. O sonho acabou dramaticamente após a joelhada do colombiano Zúñiga, lesão que o tirou da reta final do torneio e abriu caminho para o traumático 7 a 1 diante da Alemanha. O craque viu do lado de fora o maior colapso da história do futebol brasileiro em Copas.

Na Rússia, em 2018, a eliminação veio diante da Bélgica. Já em 2022, no Catar, Neymar viveu outro golpe duro. Marcou um golaço contra a Croácia nas quartas de final e parecia conduzir o Brasil à semifinal. Mas a reação croata levou a decisão para os pênaltis, e o camisa 10 sequer teve a chance de cobrar. A eliminação deixou marcas profundas e alimentou a sensação de que sua relação com Copas do Mundo estava destinada à frustração.

Ainda assim, o sonho nunca morreu. Mesmo após indicar que o Catar poderia ser sua despedida, Neymar jamais escondeu o desejo de disputar o Mundial de 2026, que será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México. O retorno ao Santos Futebol Clube fazia parte exatamente desse projeto de reconstrução. Ao voltar para a Vila Belmiro, buscava reencontrar ambiente, carinho e identidade para tentar recuperar a confiança e o ritmo competitivo.

Entre lesões, críticas e polêmicas extracampo, a trajetória recente foi turbulenta. Houve mais tempo afastado do que atuando regularmente. Ainda assim, o talento jamais deixou de ser reconhecido. Para Ancelotti, vale a aposta. Para Neymar, vale a última tentativa.

A Copa de 2026 pode representar muito mais do que apenas mais uma participação em Mundial. Pode ser o encerramento definitivo de uma trajetória marcada por extremos: genialidade e dor, idolatria e cobrança, brilho e frustração. Neymar chega não apenas para disputar partidas, mas para tentar mudar a própria narrativa dentro da história das Copas.

Depois de tantos capítulos interrompidos, o camisa 10 buscará finalmente um sorriso completo. Um sorriso do tamanho do mundo.

INSTITUTO DO AUTISMO CONHECE TRABALHO QUE É REALIZADO EM GOIANA NA CASA AQUARELA

A Prefeitura de Goiana recebeu, nesta segunda-feira (18), representantes do Instituto do Autismo em uma visita institucional à Casa Aquarela, equipamento referência no atendimento a crianças e adolescentes neurodivergentes no município.

Pela instituição, participaram Mateus Moraes e Tomas Vieira, que foram recepcionados pelo prefeito Marcílio Régio; pela secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Ana Silveira; e pelas vereadoras Ana Diamante e Ana Braço Forte. Durante a reunião, os representantes do Instituto do Autismo apresentaram o trabalho desenvolvido em Pernambuco, onde a instituição atende mais de 1.200 crianças em seis municípios, contribuindo para a inclusão e o desenvolvimento de pessoas com transtorno do espectro autista.
Após o encontro no gabinete, a comitiva seguiu para uma visita técnica à Casa Aquarela, inaugurada em outubro do ano passado e dedicada ao atendimento de crianças e adolescentes neurodivergentes em Goiana. Mateus Moraes e Tomas Vieira elogiaram a iniciativa da gestão do prefeito Marcílio Régio, destacando a qualidade das instalações, a adequação dos espaços e os serviços oferecidos às famílias goianenses.

Ficou definido que novas reuniões serão realizadas entre a Prefeitura de Goiana e o Instituto do Autismo para aprofundar o diálogo e discutir futuras parcerias, com o objetivo de ampliar e fortalecer as políticas públicas voltadas à pessoa com autismo e outras neurodivergências no município.

FUNDO LIGADO A ALIADO DE EDUARDO BOLSONARO COMPRA IMÓVEL MILIONÁRIO NOS EUA E AMPLIA QUESTIONAMENTOS SOBRE ESTRUTURAS FINANCEIRAS NO EXTERIOR

Uma operação imobiliária realizada nos Estados Unidos envolvendo pessoas próximas ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro passou a chamar atenção nos bastidores políticos e financeiros brasileiros. Documentos obtidos pela imprensa nacional apontam que um fundo ligado ao advogado Paulo Calixto adquiriu, em fevereiro deste ano, um imóvel avaliado em US$ 753,5 mil — cerca de R$ 3,8 milhões na cotação atual — na cidade de Arlington, no Texas, região onde Eduardo mantém residência e articulações políticas frequentes.

A compra foi realizada por meio da empresa Mercury Legacy Trust, estrutura responsável pela titularidade do imóvel. A escritura da propriedade registra que a aquisição foi concluída oficialmente em 27 de fevereiro, ampliando o interesse em torno das conexões empresariais e políticas envolvendo aliados do núcleo bolsonarista nos Estados Unidos.

O caso ganhou ainda mais repercussão porque o nome de Paulo Calixto aparece também relacionado ao Havengate Development Fund LP, fundo que recebeu um aporte milionário do banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo informações divulgadas, o investimento teria alcançado US$ 2 milhões — aproximadamente R$ 11,3 milhões — destinados ao financiamento do filme “Dark Horse”, projeto cinematográfico apresentado como uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os registros empresariais revelam um detalhe que elevou os questionamentos sobre a relação entre as estruturas: tanto a Mercury Legacy Trust quanto o Havengate Development Fund possuem cadastro no mesmo endereço comercial em Dallas, no Texas. O local abriga justamente o escritório de advocacia de Paulo Calixto nos Estados Unidos, espaço que, segundo relatos publicados pela imprensa, também teria sido utilizado por Eduardo Bolsonaro para encontros políticos e reuniões estratégicas.

Outro nome que surge diretamente ligado à operação é o de André Porciúncula. Ele aparece como representante da Mercury Legacy Trust na assinatura da compra do imóvel. Porciúncula integrou o governo Bolsonaro e teve atuação destacada na área cultural durante a gestão federal anterior, o que adiciona um novo componente político à movimentação patrimonial identificada nos documentos.

Embora os registros encontrados até agora não apontem formalmente uma ligação direta entre o fundo que adquiriu o imóvel e o fundo utilizado para financiar o longa-metragem sobre Bolsonaro, a coincidência de endereços, personagens envolvidos e conexões empresariais passou a alimentar especulações e cobranças por maior transparência nas operações conduzidas fora do Brasil.

Nos bastidores políticos, o episódio já provoca reações de adversários e observadores atentos às movimentações internacionais do grupo bolsonarista, especialmente em um momento em que aliados do ex-presidente ampliam presença nos Estados Unidos e fortalecem redes de apoio político, jurídico e financeiro no exterior.

A utilização de trusts, fundos privados e empresas registradas em solo norte-americano não é ilegal, mas especialistas apontam que estruturas desse tipo costumam despertar atenção quando envolvem agentes públicos, figuras políticas ou pessoas ligadas diretamente a campanhas, financiamento de projetos ideológicos e movimentações patrimoniais relevantes.

Até a publicação das informações, Paulo Calixto, Eduardo Bolsonaro e André Porciúncula não haviam se manifestado oficialmente sobre o caso. O silêncio dos envolvidos acabou aumentando a repercussão política do episódio, sobretudo diante da dimensão financeira da operação e das conexões reveladas entre os diferentes agentes citados nos documentos.

O episódio adiciona mais um capítulo à crescente internacionalização das articulações políticas ligadas ao bolsonarismo, agora envolvendo patrimônio imobiliário, investimentos culturais e estruturas financeiras estabelecidas nos Estados Unidos.

GOVERNADORA RAQUEL LYRA ANUNCIA RETOMADA DAS OBRAS DA TRANSNORDESTINA EM PERNAMBUCO

A governadora Raquel Lyra anunciou, na tarde desta segunda-feira (18), que será assinado amanhã o contrato de retomada das obras da ferrovia Transnordestina em Pernambuco. A gestora comunicou a novidade após reunião no Palácio do Planalto, em Brasília, com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior.

"Notícia massa a gente não pode guardar. Eu estou aqui em Brasília, no escritório de Pernambuco, e foi confirmado que amanhã a gente vai ter a assinatura do contrato de retomada da obra da Transnordestina. Neste lote, serão 73 quilômetros. Nada é capaz de superar a força do trabalho e da união", declarou a governadora Raquel Lyra.

FELIPE CARRERAS LEVA PRESIDENTE DO FNDE AO AGRESTE PARA INAUGURAÇÕES DE ESCOLAS EM LAJEDO E JUPI

Os municípios de Lajedo e Jupi, no Agreste pernambucano, recebem nesta terça-feira (19), a visita da presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba, para a inauguração de duas novas escolas. A agenda foi articulada pelo deputado federal Felipe Carreras, reforçando o prestígio político do parlamentar junto ao Governo Federal. 

Em Lajedo, junto ao prefeito Erivaldo Chagas, secretários e vereadores, será inaugurada a Escola do Sítio Queimadinha, às 10h30. A entrega acontece durante as comemorações do aniversário da cidade e representa mais um investimento importante para fortalecer a educação municipal, especialmente na zona rural.

Já em Jupi, às 15h, a agenda acontece ao lado da prefeita Rivanda Freire, do vice-prefeito Ledson Liberato, de secretários e vereadores, com a inauguração da Escola Davino Liberato. A nova unidade amplia a estrutura da rede pública de ensino e reforça o compromisso da gestão municipal com a educação e o futuro das crianças e jovens do município.

A presença da presidente do FNDE nas duas cidades simboliza a importância dos investimentos realizados na educação do Agreste e demonstra a capacidade de articulação de Felipe Carreras para aproximar os municípios pernambucanos do Governo Federal.