quinta-feira, 3 de setembro de 2026

HUMBERTO COSTA REFORÇA DEFESA DA SAÚDE E DA TRANSPARÊNCIA DAS EMENDAS DURANTE DEBATE DO G1

O senador Humberto Costa (PT), candidato à reeleição, aproveitou o debate promovido pelo g1 com os candidatos ao Senado por Pernambuco para apresentar um balanço de sua atuação política e reforçar duas bandeiras que considera prioritárias para o estado: a ampliação dos serviços de saúde no interior e a transparência na aplicação das emendas parlamentares.

Durante o debate, realizado no Recife, Humberto destacou sua experiência à frente do Ministério da Saúde e afirmou que a interiorização dos serviços públicos de saúde continua sendo uma das principais necessidades de Pernambuco. Segundo ele, é preciso garantir que a população tenha acesso não apenas à atenção básica, mas também a atendimentos especializados sem precisar se deslocar para a Região Metropolitana.

Ao relembrar sua passagem pelo Ministério da Saúde, o senador citou programas implantados durante sua gestão, como o Samu, o Farmácia Popular e o Brasil Sorridente. Humberto também ressaltou que uma parcela significativa das emendas destinadas por seu mandato foi direcionada para a área da saúde.

“Fui ministro da Saúde e implantei programas como o Samu, o Farmácia Popular e o Brasil Sorridente. Mais da metade das minhas emendas foi destinada à saúde porque sei da importância de garantir serviço de qualidade à população”, afirmou.

Humbero defendeu ainda a necessidade de fortalecer uma rede de atendimento que una prevenção, atenção básica e serviços de média e alta complexidade. Para o candidato, a população que vive no Agreste, Sertão, Zona da Mata e demais regiões do estado precisa ter acesso a uma estrutura de saúde cada vez mais próxima de casa.

Na discussão sobre emendas parlamentares, o petista também procurou destacar a transparência como uma marca de sua atuação no Senado. Humberto afirmou que criou uma plataforma para permitir que a população acompanhe os recursos destinados por seu mandato e saiba onde os investimentos estão sendo aplicados.

“Lancei um site para dar transparência à minha atuação e você pode entrar lá e olhar o que eu fiz em cada cidade”, declarou.

Segundo Humberto, os recursos de seu mandato foram destinados a diferentes áreas, como saúde, educação, infraestrutura e assistência social. O senador afirmou ainda que todos os municípios pernambucanos receberam algum tipo de investimento ou apoio de sua atuação parlamentar.

“Tenho orgulho de dizer que não existe município em Pernambuco que não tenha recebido algum tipo de investimento ou apoio do meu mandato”, disse.

Durante o debate, Humberto também defendeu a manutenção da parceria política com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como caminho para ampliar investimentos e destravar obras em Pernambuco. Na avaliação do senador, a união entre os governos federal e estadual e as prefeituras pode acelerar a chegada de recursos e serviços às regiões mais afastadas do Recife.

Em uma disputa pelo Senado marcada pela presença de nomes conhecidos da política pernambucana, Humberto Costa busca apresentar sua experiência e seu histórico de atuação como diferenciais para conquistar novamente o voto dos pernambucanos. A estratégia passa por mostrar que seu mandato tem presença nos municípios e que a saúde permanece como uma das principais prioridades de sua atuação política

MIGUEL COELHO E DAVI MUNIZ RECEBEM APOIO DO SINDICATO DOS TAXISTAS DE PERNAMBUCO

O candidato a deputado federal Miguel Coelho foi recebido pelo presidente do Sindicato dos Taxistas de Pernambuco (Sindtaxi), Flávio Fortunato. Ao lado do vereador e candidato a deputado estadual Davi Muniz, Miguel discutiu propostas para os mais de 6 mil taxistas de Pernambuco. Durante o encontro, defendeu a necessidade de ampliar a representação da categoria no Congresso Nacional. Para Miguel, o setor precisa de um representante que conheça suas necessidades e tenha capacidade de articulação em Brasília.
Entre as prioridades apresentadas estão a renovação da frota, benefícios sociais, segurança, saúde e qualificação profissional. Miguel também defendeu medidas para melhorar a mobilidade nas grandes cidades, como corredores de ônibus, rotatórias e semáforos inteligentes. Segundo ele, investimentos em infraestrutura e planejamento urbano podem melhorar o trânsito e as condições de trabalho de quem atua diariamente nas ruas.

A reunião com Flávio Fortunato reforçou a aproximação de Miguel com representantes do transporte pernambucano. O candidato afirmou que pretende transformar as reivindicações apresentadas em uma agenda de atuação no Congresso. A presença de Davi Muniz também fortaleceu a articulação política em torno das pautas de mobilidade no Estado. O encontro faz parte da agenda de Miguel na construção de alianças e no diálogo com diferentes segmentos de Pernambuco

MENDONÇA SOBE O TOM CONTRA GOVERNO LULA E DISPARA NO G1: “O QUE o PT GOSTA MESMO É DE AUMENTAR IMPOSTOS”

O candidato ao Senado Mendonça elevou o tom contra o governo do presidente Lula durante o debate promovido pelo G1, nesta quarta-feira (2), e colocou a política econômica no centro de sua participação. Ao lado de Marília Arraes, Túlio Gadêlha, Eduardo da Fonte, Humberto Costa e Paulo Rubem Santiago, o ex-governador e ex-ministro fez duras críticas ao aumento da carga tributária e defendeu uma revisão profunda dos gastos públicos.

Mendonça afirmou que o ajuste fiscal não pode ser construído às custas da população mais pobre. Para ele, o caminho passa pelo corte de privilégios e pela revisão das despesas dentro dos próprios Poderes.

“A gente tem que combater isso. Não é cortando nos mais pobres; é cortando os privilégios do Judiciário, do Legislativo e do próprio Poder Executivo”, afirmou.

Na avaliação do candidato, o país precisa recuperar o equilíbrio das contas públicas para ampliar os investimentos em áreas consideradas essenciais, como saúde, segurança, educação, infraestrutura e saneamento básico.

Foi ao tratar da política tributária que Mendonça fez uma das declarações mais contundentes do debate. O candidato afirmou que o governo do PT teria adotado uma política marcada pela criação e elevação de impostos, transferindo o peso da arrecadação para trabalhadores, empresários e empreendedores.

“O que o governo do PT gosta mesmo é de aumentar impostos”, disparou Mendonça. Segundo ele, foram 37 medidas e aumentos de impostos durante a atual gestão, enquanto o governo teria ampliado seus gastos.

Mendonça também utilizou a situação das empresas estatais, entre elas os Correios, como exemplo para sustentar sua crítica ao modelo de gestão das contas públicas adotado pelo governo federal.

O discurso do candidato buscou transformar a discussão fiscal em uma questão diretamente ligada ao bolso do cidadão. Mendonça argumentou que o desequilíbrio das contas públicas acaba refletindo no custo de vida, nos juros e no poder de compra das famílias brasileiras.

“O trabalhador hoje não consegue fechar a conta para pagar os alimentos no final do mês, a conta de luz e de água”, afirmou.

Para Mendonça, uma mudança na condução econômica precisa passar pela responsabilidade fiscal e pela redução de despesas consideradas excessivas dentro da máquina pública. Ele também relacionou o equilíbrio das contas à necessidade de reduzir o impacto dos juros e da inflação sobre as famílias.

“A gente precisa mudar essa realidade, equilibrando as contas públicas, para que a população não pague as maiores taxas de juros do mundo e para que a inflação dos alimentos não corroa o poder de compra”, concluiu.

A participação no debate reforçou uma das principais linhas do discurso de Mendonça nesta eleição: apresentar-se como uma voz de oposição ao modelo econômico do governo Lula e defender, no Senado, uma atuação marcada pela fiscalização dos gastos públicos, cobrança por eficiência e defesa dos interesses de Pernambuco.

Em uma disputa cada vez mais marcada pelo confronto político, Mendonça aproveitou o espaço no G1 para mirar diretamente a política econômica petista e transformar impostos, gastos públicos e custo de vida em munição eleitoral.

Se quiser, também posso fazer uma versão mais ácida, no estilo “Coluna Na Lupa”, explorando o confronto de Mendonça com Humberto Costa e o impacto eleitoral desse discurso.

CÂMARA APROVA INDICAÇÃO DE RODRIGO PACHECO PARA MINISTRO DO TCU

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (2), a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ocupar uma das cadeiras de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A votação terminou com 404 votos favoráveis, 61 contrários e uma abstenção, consolidando a escolha do ex-presidente do Senado para o cargo.

A aprovação na Câmara encerra a etapa de análise política do nome de Pacheco pelo Congresso Nacional. Na terça-feira (1º), o Senado já havia dado o aval à indicação por 63 votos a 4.

Pacheco foi escolhido para preencher a vaga deixada por Bruno Dantas, que renunciou ao cargo de ministro do TCU. A indicação partiu do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e contou com apoio de parlamentares de diferentes correntes políticas, incluindo integrantes da base do governo e da oposição.

A chegada de Rodrigo Pacheco ao TCU representa também mais um capítulo de sua trajetória política em Brasília. Ex-presidente do Senado e uma das figuras de destaque do Congresso nos últimos anos, ele agora deixa o Legislativo para assumir uma função estratégica no órgão responsável pela fiscalização da aplicação dos recursos públicos federais.

Com a aprovação nas duas Casas, o nome de Pacheco segue agora para os procedimentos formais de nomeação e, posteriormente, para a posse como ministro do Tribunal de Contas da União.

A escolha reforça o peso político que o TCU exerce nos bastidores de Brasília, especialmente por sua atuação na fiscalização de grandes contratos, obras, programas e investimentos realizados com recursos da União.

“VEM AÍ CONCURSO PARA MAIS DE 3,9 MIL PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA”, DIZ RAQUEL DURANTE CAMINHADA NO IPSEP

A Rua Jean Emile Favre, no Ipsep, na cidade do Recife, ficou pequena para a multidão que acompanhou, nesta quarta-feira (2), a caminhada da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). Acompanhada pela vice na sua chapa, Priscila Krause (PSD), e pelos candidatos ao Senado, Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP), Raquel destacou os investimentos e as ações na área da segurança pública e anunciou a realização de novos concursos para o setor.

“Vai ter concurso para mais 3.900 profissionais de segurança, batalhão de polícia, viatura nova e sabe mais o quê? Laranjinhas nas ruas fazendo história”, afirmou, em referência às ações de reforço da segurança no Estado.

A governadora também falou sobre os desafios da campanha e reforçou a confiança na sua reeleição. “Vocês têm visto que querem desviar a gente do nosso foco. Ninguém desvia, não. Mainha enverga, mas não quebra. A gente veio aqui fazer história e vamos construir a maior vitória política que Pernambuco já viu”, declarou.

Percorrendo a principal via do bairro, Raquel cumprimentou moradores, comerciantes e motoristas que passavam pelo local, e recebeu manifestações de apoio durante todo o trajeto.

Também participaram da caminhada o ex-prefeito de Petrolina e candidato a deputado federal, Miguel Coelho (UB); Nanda Chagas (PSD), também candidata a deputada federal, bem como os candidatos a deputado estadual, Jarbas Filho (PSD), Carlos Braga (PSD), Ni do Badoque (PSD), Renato Antunes (NOVO), Negra Linda (PSD) e Odete Carneiro (PSD).

Fotos: Miva Filho

JUSTIÇA ELEITORAL DÁ REVÉS A ROMERO ALBUQUERQUE E MANDA APAGAR POSTS CONTRA DANIEL COELHO

Decisão do TRE-PE determina remoção de publicações e aponta que documentos oficiais não sustentam associação feita nas redes sociais

Da REDAÇÃO | Blog do Edney

A disputa política em Pernambuco ganhou mais um capítulo na Justiça Eleitoral. O candidato a deputado federal Daniel Coelho (PSD) obteve uma decisão liminar favorável do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) contra publicações divulgadas pelo deputado estadual Romero Albuquerque (PSB), além de outros envolvidos e perfis nas redes sociais.

A decisão, assinada pelo desembargador eleitoral auxiliar Paulo Augusto de Freitas Oliveira, determinou que a Meta, responsável pelo Instagram e Facebook, retire, no prazo de 24 horas, as publicações questionadas no processo. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 10 mil.

O conteúdo alvo da ação judicial procurava associar Daniel Coelho a Amisadai Andrade e ao episódio envolvendo cartazes apócrifos relacionados à governadora Raquel Lyra. Para a Justiça Eleitoral, entretanto, a documentação apresentada no processo não confirma a relação temporal sugerida nas publicações.

O ponto central da decisão está justamente na cronologia dos fatos. Segundo os documentos analisados pelo magistrado, Daniel Coelho deixou o comando da Secretaria de Turismo e Lazer em 6 de junho de 2024. Amisadai Andrade, por sua vez, só teria sido nomeado para um cargo na pasta em 12 de novembro daquele mesmo ano.

Ou seja: de acordo com a decisão, não houve a sobreposição de períodos apresentada nas publicações.

“Os documentos apresentados indicam, todavia, realidade temporal distinta. Daniel Coelho deixou a titularidade da Secretaria em 6 de junho de 2024, ao passo que Amisadai somente foi nomeado para cargo naquele órgão em 12 de novembro de 2024, mais de cinco meses depois. Não se verifica, portanto, a sobreposição temporal afirmada nas publicações”, registrou o desembargador.

Além da retirada do material, Romero Albuquerque, os demais representados e os responsáveis pelos perfis envolvidos também foram proibidos de republicar, compartilhar ou manter disponíveis conteúdos considerados idênticos ou substancialmente equivalentes aos questionados no processo.

A decisão representa um revés jurídico para os envolvidos e coloca novamente no centro do debate eleitoral o limite entre crítica política, liberdade de expressão e divulgação de informações que possam induzir o eleitor a uma conclusão sem respaldo documental.

Daniel Coelho reagiu destacando que a disputa política não pode transformar acusações sem comprovação em instrumento eleitoral.

“É lamentável que sejam feitos ataques com informações falsas, mas a Justiça está presente para coibir esses abusos. Espero que os adversários respeitem a democracia e a verdade”, afirmou.

O episódio mostra que a eleição de 2026 em Pernambuco não será disputada apenas nas ruas, nos palanques e nas redes sociais. A Justiça Eleitoral também deverá ocupar espaço importante no campo de batalha, especialmente diante da escalada de acusações, vídeos, postagens e conteúdos produzidos para influenciar diretamente a percepção do eleitor.

No ambiente político pernambucano, uma coisa já está clara: a campanha esquentou e, daqui para frente, cada postagem poderá custar caro — inclusive judicialmente.

EM GOIANA, MARÍLIA ARRAES GANHA AS RUAS AO LADO DE MARCÍLIO RÉGIO E REFORÇA FORÇA DA FRENTE POPULAR NA MATA NORTE

A campanha pelo Senado ganhou um novo capítulo de peso na Mata Norte de Pernambuco. Na noite desta terça-feira (1º), a candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) tomou as ruas de Goiana em uma grande caminhada ao lado do prefeito Marcílio Régio, do candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), do candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), e de diversas lideranças políticas da região.

O ato reuniu milhares de pessoas e foi comandado por Marcílio Régio, que vem se consolidando como uma das principais lideranças políticas de Goiana e da Mata Norte. A presença do prefeito ao lado da chapa majoritária deu ao evento um forte peso político e mostrou que a eleição estadual já movimenta de forma intensa os principais redutos eleitorais do Estado.

Durante a caminhada, Marília percorreu as principais ruas do município, recebendo manifestações de apoio e cumprimentos da população. Ao lado de João Campos e das lideranças locais, a candidata buscou transformar a mobilização em uma demonstração de força da Frente Popular na região.

O encontro também teve um componente simbólico importante para Marília. A candidata fez questão de destacar a relação histórica de sua família com a Mata Norte, especialmente com a região canavieira, onde seu avô, Miguel Arraes, construiu uma das páginas mais marcantes de sua trajetória política.

Durante o primeiro governo de Arraes, na década de 1960, a região foi palco de intensas mobilizações dos trabalhadores rurais, e o então governador participou de negociações relacionadas à ampliação de direitos dos trabalhadores dos canaviais. Para Marília, essa história continua tendo significado político e afetivo.

“Goiana e toda a Mata Norte têm uma importância enorme para Pernambuco e uma história de luta que também faz parte da história da minha família. Meu avô, Miguel Arraes, esteve ao lado dos trabalhadores desta região em momentos decisivos, e eu tenho muito orgulho desse legado”, afirmou a candidata. 

Marília também aproveitou a passagem por Goiana para reforçar o discurso de que pretende levar ao Senado uma atuação voltada para a população mais vulnerável, para a defesa dos interesses de Pernambuco e para a construção de uma agenda alinhada ao governo do presidente Lula.

A caminhada, entretanto, foi além da disputa pelo Senado. O evento também funcionou como uma demonstração pública de apoio à candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco. Durante o ato, Marcílio Régio declarou seu apoio ao socialista e destacou a confiança na capacidade de João para comandar o Estado. (Voz de Pernambuco)

O prefeito também aproveitou o palanque para cobrar respostas para problemas que atingem diretamente Goiana. Entre as principais demandas apresentadas durante a mobilização estão melhorias na PE-75, ações para enfrentar os impactos das chuvas e medidas para melhorar o abastecimento de água.

João Campos, por sua vez, apresentou propostas para a Mata Norte e afirmou que pretende colocar a região entre as prioridades de uma eventual gestão. Entre as ideias anunciadas estão obras para reduzir os impactos das enchentes, melhorias na PE-75, medidas relacionadas ao abastecimento de água e a proposta de isenção do IPVA para motocicletas de até 180 cilindradas.

Politicamente, a caminhada também reforça a estratégia de Marília de ampliar sua presença territorial na corrida pelo Senado. Depois de passar por diferentes regiões de Pernambuco, a candidata tem apostado em atos ao lado de prefeitos e lideranças locais para fortalecer sua candidatura e transformar apoios políticos em mobilização popular.

Em Goiana, a fotografia do palanque foi clara: Marcílio Régio colocou sua estrutura política à disposição da Frente Popular, João Campos buscou consolidar seu discurso na Mata Norte e Marília Arraes voltou a explorar o peso do sobrenome Arraes em uma região onde a história política de seu avô ainda possui forte significado.

Mais do que uma caminhada, o ato serviu como uma demonstração de força política em um dos territórios estratégicos de Pernambuco. E, em uma eleição cada vez mais disputada, ocupar as ruas, reunir lideranças e mostrar capacidade de mobilização pode ser tão importante quanto o discurso feito nos palanques.

JOÃO CAMPOS CRITICA GESTÃO RAQUEL LYRA NA FIEPE E DIZ QUE PERNAMBUCO ESTÁ PERDENDO GRANDES INVESTIMENTOS PARA ESTADOS VIZINHOS

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) aproveitou a sabatina promovida pela Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), nesta quarta-feira (2), para fazer duras críticas à gestão da governadora Raquel Lyra (PSD). Em um dos principais pontos de seu discurso, o socialista afirmou que a atração de grandes indústrias e de obras estruturadoras não estaria entre as prioridades do atual governo estadual.

Segundo João, Pernambuco vive um momento de perda de protagonismo na disputa por investimentos dentro do Nordeste. Para sustentar a crítica, ele comparou o desempenho do Estado com iniciativas anunciadas ou instaladas em outras unidades da região.

O candidato citou como exemplos a chegada da montadora chinesa BYD à Bahia, os investimentos do TikTok no Ceará e a instalação de um supercomputador voltado à inteligência artificial no Rio Grande do Norte. Na avaliação dele, empreendimentos dessa dimensão poderiam ter sido disputados por Pernambuco.

João Campos também fez uma comparação com o período em que seu pai, Eduardo Campos, governou Pernambuco, entre 2007 e 2014. Ele destacou a chegada de grandes empreendimentos naquela época e questionou o fato de, segundo sua avaliação, não ter havido nenhuma grande indústria instalada no Estado durante os últimos três anos e oito meses.

“A agenda de expansão da economia, de formação de gente, de desenvolvimento da infraestrutura de Pernambuco está acanhada e está perdendo para os vizinhos. A gente não pode aceitar isso. A gente precisa fazer a nossa parte”, afirmou.

Na sabatina, o candidato apresentou uma agenda que classificou como robusta para infraestrutura, saúde e educação. A proposta, segundo ele, seria ampliar os investimentos estruturadores, qualificar a mão de obra e melhorar a capacidade de Pernambuco para receber novos empreendimentos.

João também criticou o nível de execução dos recursos de crédito disponíveis para o Estado. De acordo com ele, dos R$ 19 bilhões liberados, aproximadamente R$ 8 bilhões teriam sido efetivamente desembolsados, mas sem que isso tenha resultado na realização de grandes obras capazes de transformar a infraestrutura pernambucana.

“Dos R$ 19 bilhões liberados, temos R$ 8 bilhões desembolsados e não tem a presença de grandes obras”, declarou.

Para o socialista, Pernambuco ainda tem condições de recuperar espaço na corrida por investimentos, desde que adote uma estratégia mais agressiva de desenvolvimento econômico e infraestrutura.

“Não tenho nenhuma dúvida de que estou pronto para fazer muito mais e para botar Pernambuco no topo do Nordeste”, afirmou João Campos.

A fala na Fiepe reforça uma das principais linhas de discurso do candidato durante a campanha: apresentar-se como uma alternativa de gestão com foco em grandes obras, geração de empregos, atração de investimentos e expansão da economia pernambucana.

Do outro lado, a avaliação de João coloca mais combustível na disputa eleitoral contra Raquel Lyra, transformando a capacidade de atrair empresas e executar grandes projetos em mais um dos campos de batalha entre os dois principais nomes que disputam o Governo de Pernambuco.