terça-feira, 6 de outubro de 2026

NA LUPA: JANJÃO CHEGA À ALEPE COM 67.479 VOTOS E TRANSFORMA O PROJETO DE BOM JARDIM EM FORÇA POLÍTICA ESTADUAL

NA LUPA: JANJÃO NÃO FOI APENAS ELEITO. ELE MUDOU DE PATAMAR

Da Redação — Blog do Edney

Tem eleição que confirma um nome. E tem eleição que muda o tamanho de um político.

A votação de 67.479 votos conquistada por Janjão (PSD) neste domingo coloca o ex-prefeito de Bom Jardim em outro patamar da política pernambucana. Aos 39 anos, João Francisco da Silva Neto não apenas garantiu uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco: terminou como o 16º deputado estadual mais votado do Estado e o terceiro mais votado do PSD, atrás apenas de Joãozinho Tenório, com 73.761 votos, e Antonio Moraes, com 67.808. 

E aqui está o ponto que merece ser colocado NA LUPA.

Janjão entrou na eleição estadual carregando uma trajetória essencialmente municipal. Professor, nascido em Bom Jardim, ele foi eleito prefeito pela primeira vez em 2020 e voltou a vencer a disputa municipal em 2024. Em 2026, abriu mão da continuidade no Executivo para tentar algo muito maior: transformar uma liderança construída em Bom Jardim em um mandato com alcance estadual. Os registros eleitorais confirmam sua origem no município e sua trajetória de duas vitórias para prefeito. 

E conseguiu.

Não se trata apenas de uma cadeira na Alepe. 67 mil votos representam capilaridade. Representam a capacidade de fazer um nome conhecido fortemente em uma cidade ultrapassar as fronteiras do seu principal reduto e entrar no jogo estadual.

Durante a campanha, Janjão passou a ampliar sua presença no Agreste, costurando apoios em diferentes municípios e deixando de ser apenas “o candidato de Bom Jardim”. A movimentação incluiu apoios de prefeitos, vereadores e lideranças regionais, além da aproximação com nomes importantes do grupo político de Chaparral.

O resultado das urnas mostra que essa estratégia funcionou.

Antes da eleição, Janjão já aparecia entre os nomes mais competitivos do PSD em levantamentos internos divulgados durante a campanha, com citações em dezenas de municípios. Na reta final, também tentou associar sua candidatura a pautas que ultrapassavam os limites de Bom Jardim. Um exemplo foi a defesa da implantação de um Hospital do Câncer do Agreste, apresentada diretamente à governadora Raquel Lyra durante o Foguete Folia. 

Foi uma tentativa clara de mudar o discurso: sair da política de uma cidade para falar com uma região inteira.

E as urnas responderam.

O TERCEIRO DO PSD 

O desempenho de Janjão ganha ainda mais peso quando colocado dentro do próprio partido.

O PSD elegeu nove deputados estaduais. Janjão ficou em terceiro lugar na legenda, com apenas 329 votos a menos que Antonio Moraes e 6.282 votos atrás de Joãozinho Tenório. A diferença pequena para Moraes mostra o tamanho da votação alcançada pelo novo deputado. 

Na lista geral dos eleitos, Janjão aparece entre nomes tradicionais, deputados experientes e políticos que já possuem longa trajetória eleitoral.

Ele chegou.

E chegou forte.

DE PREFEITO DE BOM JARDIM A DEPUTADO ESTADUAL

A passagem pela Prefeitura de Bom Jardim foi fundamental para a construção do capital político que agora será levado para Recife.

Mas existe uma diferença importante entre administrar uma prefeitura e disputar uma eleição estadual.

Na eleição municipal, o político fala diretamente para sua cidade. Na eleição estadual, precisa ser reconhecido em diferentes regiões, construir alianças, encontrar lideranças e convencer o eleitor de que seu mandato poderá representar interesses que vão muito além do seu município.

Foi justamente esse salto que Janjão conseguiu dar em 2026.

A campanha começou com Bom Jardim como principal referência, mas terminou com uma votação que o colocou entre os principais nomes da nova bancada da Alepe.

E existe ainda um detalhe político importante: Janjão chega ao Legislativo estadual aos 39 anos, com espaço para construir uma carreira longa na política pernambucana. O próprio registro eleitoral mostra que sua atividade profissional declarada é de professor de ensino fundamental e que nasceu em Bom Jardim. 

O DESAFIO AGORA É OUTRO

A eleição acabou. A partir de agora começa a parte mais difícil.

Janjão terá que provar que os 67.479 votos não foram apenas uma fotografia de 2026, mas o primeiro capítulo de uma liderança estadual.

Terá que equilibrar a fidelidade às suas bases do Agreste com as responsabilidades de um deputado de Pernambuco inteiro.

Terá que transformar apoios eleitorais em articulação política.

E, principalmente, terá que mostrar na Alepe que consegue fazer aquilo que fez nas urnas: ampliar seu território político.

A primeira grande vitória já está registrada.

Janjão saiu de Bom Jardim, atravessou o Agreste e agora tem cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

A pergunta que fica para os próximos quatro anos é simples — e bastante política:

qual será o tamanho de Janjão depois de quatro anos de mandato?

Porque uma coisa as urnas de 2026 já deixaram clara:

ele não chega à Alepe para ocupar espaço. Chega para disputar espaço. É isso!

VOTAÇÃO DE JOÃO DE NADEGI E RENILDO CALHEIROS MOSTRA FORÇA DO GRUPO DE LUCAS ALEXANDRE EM SALOÁ

A eleição deste domingo deixou um recado importante nos bastidores da política de Saloá: Lucas Alexandre começa a despontar como uma nova força política no município.

O jovem conselheiro tutelar, que ainda não exerceu nenhum mandato eletivo, conseguiu construir uma articulação própria e conduzir seus candidatos a uma votação que chamou atenção no cenário local.

Para deputado estadual, João de Nadegi recebeu 330 votos em Saloá, resultado considerado expressivo diante da estrutura política tradicional existente no município.

Já para deputado federal, Renildo Calheiros somou 404 votos, também com o apoio do grupo liderado por Lucas Alexandre.

Mais do que os números isoladamente, o que chama atenção é a origem dessa votação.

Lucas não comandava uma prefeitura, não tinha mandato de vereador, não possuía uma grande estrutura política e nem estava amparado por uma das máquinas tradicionais que historicamente disputam espaço em Saloá.

Mesmo assim, conseguiu somar, articular e entregar votos.

E isso, na política municipal, tem peso.

A votação dos dois deputados mostra que Lucas Alexandre conseguiu formar um grupo com capacidade de mobilização e, principalmente, de transformar relacionamento político em resultado eleitoral.

João de Nadegi, inclusive, esteve em Saloá durante a campanha e foi recebido por Lucas Alexandre, amigos e apoiadores. A agenda terminou com uma carreata pelas ruas do município, demonstrando a proximidade construída entre o deputado e a nova liderança local.

Lucas também não é um nome que surgiu do nada. Antes mesmo de qualquer projeto eleitoral, já vinha construindo presença comunitária. Em 2023, disputou a eleição para o Conselho Tutelar de Saloá e seu nome constava oficialmente entre os candidatos. 

Agora, depois do resultado das urnas, essa atuação começa a ganhar uma dimensão política maior.

Lucas Alexandre ainda não tem mandato eletivo, mas já demonstra algo fundamental para quem pretende disputar uma eleição: capacidade de formar grupo.

E talvez esse seja o principal resultado político desta eleição em Saloá.

Enquanto grupos tradicionais contam com estruturas consolidadas e orçamentos maiores, Lucas mostra que também existe espaço para uma nova geração construir seu próprio caminho através da articulação, da confiança e da capacidade de agregar pessoas.

Por isso, seu nome começa naturalmente a entrar no radar de quem acompanha a próxima eleição municipal.

A pergunta que fica nos bastidores é simples: se sem mandato Lucas Alexandre já conseguiu esse desempenho, o que poderá fazer quando decidir disputar uma cadeira na Câmara de Vereadores?

A eleição de 2026 pode ter sido apenas o primeiro grande teste.

E, pelo resultado, Lucas passou no teste.

RAQUEL LYRA SAI DAS URNAS COM MAIORIA NO LEGISLATIVO E PREPARA NOVA FASE DE DIÁLOGO

Governadora reeleita terá cenário mais favorável na Alepe e na Câmara Federal e já sinaliza que pretende virar a página dos conflitos com o Legislativo

A vitória de Raquel Lyra (PSD) nas urnas não terminou apenas com a reeleição para mais quatro anos no comando de Pernambuco. O resultado de 4 de outubro também redesenhou o tabuleiro político do Estado e entregou à governadora uma condição que ela não teve com a mesma tranquilidade durante o primeiro mandato: uma base política numericamente forte no Legislativo.

Com mais de 53% dos votos válidos e uma diferença expressiva sobre João Campos (PSB), Raquel chega ao segundo mandato fortalecida eleitoralmente e, principalmente, com aliados ocupando a maioria das cadeiras da Assembleia Legislativa e com uma bancada favorável também na Câmara Federal.

Na Alepe, os partidos que integram o campo político da governadora elegeram 27 deputados, contra 22 parlamentares ligados à oposição. A conta, porém, não é simplesmente partidária. Há deputados eleitos por legendas que estiveram no palanque de João Campos, mas que durante a campanha declararam apoio a Raquel ou demonstraram disposição de dialogar com o Palácio do Campo das Princesas.

É justamente nessa composição que a governadora pretende trabalhar.

O novo cenário também muda o peso de nomes que, durante o primeiro mandato, fizeram oposição dura ao governo. Alberto Feitosa (PL), por exemplo, foi um dos principais críticos da gestão, enquanto Fabrízio Ferraz (Podemos) esteve no campo de João Campos. Gleide Ângelo (PP), que anteriormente estava no PSB, também não acompanhou Raquel durante a eleição.

Por outro lado, parlamentares eleitos por partidos que estavam formalmente em outro campo político podem acabar integrando a base governista. É o caso dos parlamentares do PV e de um deputado petista, que passam a ser peças importantes na nova aritmética da Assembleia.

Na Câmara Federal, o cenário também é favorável à governadora. 13 deputados eleitos estão no campo governista, enquanto 12 pertencem a partidos que fizeram oposição ao projeto de reeleição de Raquel. A situação ainda pode ganhar novos contornos a partir da postura individual de cada parlamentar.

Um exemplo foi Clodoaldo Magalhães (PV), eleito por uma legenda que esteve no campo da Frente Popular, mas que declarou apoio a Raquel durante a campanha.

RAQUEL QUER VIRAR A PÁGINA

O primeiro mandato foi marcado por momentos de forte tensão entre o Executivo e a Assembleia Legislativa. A relação com o presidente da Alepe, Álvaro Porto (MDB), um dos principais nomes da oposição ao governo, foi um dos símbolos desse confronto.

A disputa política chegou a afetar a tramitação de matérias consideradas estratégicas pelo Executivo, especialmente projetos relacionados a operações de crédito e ao orçamento estadual.

Agora, Raquel parece disposta a mudar a estratégia.

Em entrevista nesta segunda-feira, a governadora reeleita deixou claro que pretende conversar inclusive com quem fez oposição durante a campanha.

O recado é direto: acabou a eleição, começa outra etapa.

Raquel afirmou que espera contar com uma ampla maioria na Assembleia e disse que pretende chamar também parlamentares eleitos por partidos adversários para construir uma relação baseada nos interesses de Pernambuco.

A governadora também fez uma leitura política do resultado das urnas. Para ela, a polarização e os ataques marcaram uma eleição extremamente dura e agora precisam dar lugar a um ambiente de maior tranquilidade.

O discurso é de pacificação, mas não deixa de carregar uma mensagem política importante: Raquel não quer governar apenas com quem esteve no seu palanque. Quer atrair parte de quem estava do outro lado.

A estratégia pode ser fundamental para o segundo mandato.

Com uma base maior e uma oposição numericamente menor, a governadora terá melhores condições para aprovar projetos, discutir orçamento, buscar novos investimentos e avançar em pautas que dependem da Assembleia.

Mais do que contar votos, porém, será necessário administrar egos, interesses e alianças. A política pernambucana mostrou durante os últimos quatro anos que uma maioria no papel não significa necessariamente tranquilidade na prática.

Raquel sabe disso.

Por isso, o discurso adotado após a vitória é de diálogo, mas o movimento político já começa a ser observado de perto nos bastidores. A governadora que passou quatro anos enfrentando uma oposição organizada agora terá a oportunidade de construir uma maioria política mais confortável.

E, pelo tom adotado nesta segunda-feira, ela pretende fazer isso sem olhar para trás.

Pernambuco entra, portanto, em uma nova fase. A eleição terminou. Os palanques começam a ser desmontados. E a governadora reeleita já deixou claro que quer transformar a força conquistada nas urnas em governabilidade nos próximos quatro anos.

Agora começa a parte mais difícil: fazer essa maioria funcionar.

MARÍLIA ARRAES VOLTA AO CENTRO DO JOGO E ELEIÇÃO PARA O SENADO MEXE NO TABULEIRO POLÍTICO DE PERNAMBUCO

Com 2,3 milhões de votos, Marília transforma uma trajetória de derrotas, disputas e enfrentamentos em um mandato de oito anos no Senado e recoloca o sobrenome Arraes no centro das articulações estaduais

A urna falou alto. E agora muita gente em Pernambuco vai precisar ouvir.

Marília Arraes está de volta ao jogo grande. A pedetista foi eleita senadora por Pernambuco com 2.310.719 votos, garantindo uma das duas vagas em disputa e confirmando uma força eleitoral que vinha sendo construída ao longo de diferentes eleições. O resultado coloca Marília novamente no centro das articulações políticas do estado — desta vez com oito anos de mandato pela frente.

Não é apenas mais um mandato.

É Senado Federal. É visibilidade nacional. É estrutura política. É acesso a Brasília. E, principalmente, é a recuperação de um espaço de protagonismo depois de uma sequência de disputas que produziram vitórias e derrotas, mas mantiveram Marília como um nome impossível de retirar completamente do tabuleiro.

E aqui está a parte que interessa à Política na Lupa: a eleição muda o tamanho do problema — ou da oportunidade — para praticamente todo mundo que pretende disputar espaço na política pernambucana nos próximos anos.

Marília já havia mostrado musculatura eleitoral na eleição para a Prefeitura do Recife, em 2020, quando chegou ao segundo turno, e na disputa pelo Governo de Pernambuco, em 2022, quando terminou com cerca de 2,2 milhões de votos. Agora, transforma esse histórico em uma cadeira no Senado. Em 2026, ela ainda apareceu na liderança de pesquisas na reta final da disputa, com 30% dos votos válidos na última Quaest antes da votação.

Ou seja: não foi uma candidatura que apareceu na última curva.

Foi uma candidatura que chegou à linha de chegada carregando uma marca eleitoral própria.

E o sobrenome, claro, continua pesando.

Arraes nunca foi um sobrenome qualquer em Pernambuco. Miguel Arraes marcou profundamente a história política do estado e sua influência atravessou gerações. Marília cresceu dentro dessa tradição, mas construiu sua própria carreira, passando pela Câmara do Recife, pela Câmara dos Deputados e por disputas majoritárias que a colocaram em evidência nacional.

Agora, ela chega ao Senado em um cenário ainda mais interessante.

Pernambuco elegeu Marília Arraes e Humberto Costa para as duas cadeiras em disputa. O resultado fortalece no Congresso uma representação ligada ao campo político que também teve desempenho relevante na eleição presidencial.

Mas reduzir Marília ao lulismo seria simplificar demais a equação.

A votação mostra que existe uma marca eleitoral associada ao seu nome. E é justamente essa marca que pode fazer diferença daqui para frente.

A política pernambucana tem uma característica conhecida: mandato acaba, mas projeto político não necessariamente termina.

E Marília acaba de ganhar oito anos para trabalhar o seu.

Na Câmara dos Deputados, ela ganhou projeção nacional por sua atuação em pautas sociais, defesa das mulheres e oposição ao governo Bolsonaro. Também esteve à frente da proposta que originou a Lei da Dignidade Menstrual.

Agora, a escala é outra.

No Senado, cada movimento terá repercussão nacional e estadual. Cada articulação poderá produzir efeito em Pernambuco. Cada posicionamento poderá ser observado não apenas pela bancada federal, mas também pelos grupos que já começam a pensar na próxima eleição.

E é aí que a vitória de Marília fica politicamente mais interessante.

Porque eleição não termina quando as urnas fecham.

Às vezes, é justamente quando começa a conta.

Marília agora terá de administrar uma vitória expressiva, construir pontes no Senado, manter sua base política e definir como pretende ocupar o espaço que conquistou. Ao mesmo tempo, os demais grupos políticos terão de considerar uma nova variável em qualquer cálculo para 2028 e 2030.

A senadora eleita deixa de ser apenas uma personagem importante das eleições pernambucanas.

Passa a ter mandato federal de longo prazo.

E isso muda conversa, muda articulação e muda o peso de uma ligação telefônica.

NA LUPA: Marília Arraes acaba de ganhar algo que nenhuma pesquisa entrega: tempo político. São oito anos para ampliar alianças, consolidar posições e construir uma nova etapa de sua trajetória. A pergunta que fica não é apenas o que ela fará no Senado. É até onde pretende levar a força eleitoral que acabou de demonstrar nas urnas.

A política pernambucana ganhou uma nova peça pesada no tabuleiro.

E agora é esperar os próximos movimentos.

FORÇA POLÍTICA DE EVILÁSIO E BRINGEL FILHO É REAFIRMADA NAS URNAS DE ARARIPINA

As urnas de Araripina deram um recado claro sobre o peso político do grupo liderado pelo prefeito Evilásio Mateus e pelo vice-prefeito Bringel Filho. A votação obtida pelos principais candidatos apoiados pela dupla mostrou que a estrutura política construída no município segue com força e capacidade de transferência de votos.

Na disputa pela Câmara Federal, Fernando Filho (União Brasil) foi o nome mais votado pelo grupo em Araripina, somando 18.295 votos. O resultado ficou bem acima dos 9.825 votos conquistados por Socorro Pimentel, adversária política do grupo no município.

Para a Assembleia Legislativa, a diferença foi ainda mais expressiva. Roberta Arraes (PP), aliada de Evilásio Mateus e Bringel Filho, alcançou 23.787 votos em Araripina. Raimundo Pimentel, também adversário do grupo, recebeu 10.994 votos.

Os números mostram uma vantagem significativa dos candidatos apoiados pela atual gestão nas duas principais disputas proporcionais, com Fernando Filho e Roberta Arraes concentrando votações expressivas dentro do município.

Nas disputas majoritárias, o cenário também apresentou resultados importantes. Marília Arraes e Eduardo da Fonte terminaram entre os nomes mais votados para o Senado em Araripina, enquanto João Campos liderou a votação para o Governo de Pernambuco na cidade.

O resultado das urnas coloca novamente Evilásio Mateus e Bringel Filho no centro das articulações políticas de Araripina. Mais do que os números individuais, a votação dos aliados serve como termômetro da capacidade do grupo de mobilizar o eleitorado e manter uma base política organizada no município.

Para quem acompanha os bastidores da política do Sertão, Araripina deixou um recado importante nesta eleição: o grupo de Evilásio e Bringel continua sendo uma das forças que precisam ser consideradas na conta política do município.

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL NO BRASIL NUNCA TEVE VIRADA NO 2º TURNO

A história das eleições presidenciais brasileiras coloca uma curiosidade no caminho de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT): desde a redemocratização, nunca um candidato que terminou o primeiro turno na liderança perdeu a eleição presidencial no segundo turno.

O padrão começou em 1989, quando Fernando Collor terminou a primeira etapa à frente e derrotou Lula na votação decisiva. Depois, a sequência se repetiu em todas as eleições presidenciais que chegaram ao segundo turno.

Em 2002, Lula liderou o primeiro turno e venceu José Serra. Quatro anos depois, novamente na frente na primeira etapa, Lula derrotou Geraldo Alckmin. Em 2010, Dilma Rousseff terminou o primeiro turno na liderança e venceu José Serra. Em 2014, Dilma repetiu o roteiro diante de Aécio Neves.

Em 2018, Jair Bolsonaro foi o mais votado no primeiro turno e confirmou a vitória no segundo contra Fernando Haddad. Em 2022, foi a vez de Lula terminar a primeira etapa à frente e derrotar Bolsonaro na segunda votação. O histórico oficial das eleições está disponível na base de resultados do Tribunal Superior Eleitoral. 

Em 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso sequer precisou enfrentar um segundo turno, sendo eleito presidente já na primeira votação.

É justamente esse histórico que dá um ingrediente a mais à disputa de 2026. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na primeira colocação, com 56.104.268 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos. Lula ficou em segundo, com 53.876.617 votos, ou 45,16%. 

Agora, os dois voltam às urnas para uma disputa completamente nova. Para Lula, será necessário ampliar sua votação além do eleitorado que o acompanhou no primeiro turno. Para Flávio, o desafio passa por preservar a vantagem conquistada na primeira etapa e buscar os votos dos candidatos que ficaram pelo caminho, além de lidar com o comportamento dos eleitores que não compareceram às urnas.

O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Pela primeira vez desde 1989, portanto, uma eleição presidencial chega à fase decisiva com o candidato que liderou o primeiro turno tentando manter uma tradição que atravessa sete disputas presidenciais anteriores.

A urna, como sempre, é quem vai escrever o próximo capítulo.

TIRIRICA LEVA “BRONCA” DA ESPOSA APÓS DERROTA NAS URNAS E COMPARTILHA VÍDEO NAS REDES

O humorista e ex-deputado federal Tiririca decidiu levar a derrota nas urnas na base do bom humor. Nesta segunda-feira (5), ele publicou um vídeo ao lado da esposa, Nana Magalhães, em um momento descontraído do casal.

Nas imagens, Nana aparece sentada no colo do marido, brincando e dando comida na boca de Tiririca. A tranquilidade, porém, muda de repente quando ela fica séria.

“O que foi, meu amor?”, pergunta Tiririca.

A resposta vem curta e grossa: “Nada”.

O humorista ainda tenta entender o que aconteceu, mas é interrompido novamente pela esposa, que aumenta o tom e repete: “Nada”.

A brincadeira ganhou ainda mais graça com a frase exibida no vídeo: “Quando eu tô de boa com o meu marido e lembro a raiva que ele me fez”.

Na legenda, Tiririca resumiu a situação com um clássico: “Quem nunca??”. Apesar do tom descontraído, o ex-parlamentar optou por desativar os comentários da publicação no Instagram.

TIRIRICA FICA FORA DO CONGRESSO APÓS 16 ANOS

A brincadeira acontece poucos dias depois de Tiririca enfrentar uma situação inédita em sua trajetória política. Depois de quatro mandatos consecutivos como deputado federal por São Paulo, ele tentou retornar à Câmara, desta vez pelo Ceará e pelo PSD.

Nas eleições deste ano, o humorista recebeu 5.523 votos, número que não foi suficiente para garantir uma vaga.

Com o resultado, Tiririca ficará pela primeira vez, em 16 anos, fora de um mandato eletivo. Sua trajetória política ficou marcada por votações expressivas. Em 2010, quando estreou nas urnas, chegou a ultrapassar a marca de 1 milhão de votos e se tornou um dos deputados federais mais votados do país.

Até agora, Tiririca não publicou nenhuma manifestação direta sobre o resultado eleitoral de 2026. Preferiu, pelo menos nas redes sociais, deixar a política de lado e apostar no bom humor dentro de casa.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

FLÁVIO BOLSONARO PASSA DE 2,7 MILHÕES DE VOTOS EM UMA ÚNICA CIDADE NO PRIMEIRO TURNO

São Paulo foi o maior colégio eleitoral individual de Flávio Bolsonaro no primeiro turno da eleição presidencial de 2026. Mesmo perdendo a capital paulista para Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato do PL alcançou a marca de 2.760.747 votos no município.

O número chama atenção pelo tamanho: sozinho, o resultado de Flávio na capital paulista supera a votação total de muitos estados brasileiros. Ainda assim, não foi suficiente para ultrapassar Lula na cidade.

Na capital, Lula terminou o primeiro turno com 3.052.349 votos, correspondentes a 46,58%, enquanto Flávio Bolsonaro somou 2.760.747 votos, ou 42,13%. A diferença entre os dois foi de 291.602 votos. 

O resultado de São Paulo também ajuda a dimensionar o tamanho do eleitorado paulista na disputa presidencial. No conjunto do estado, Flávio teve desempenho diferente: alcançou 12.922.023 votos, ou 51,93% dos votos válidos, contra 9.505.413 de Lula.

Depois da capital paulista, outros grandes centros urbanos também deram números expressivos ao candidato do PL. No Rio de Janeiro, principal reduto eleitoral de Flávio, ele recebeu cerca de 1,66 milhão de votos. Em Brasília, foram 909.616, enquanto Curitiba registrou 628.721 votos.

A diferença entre o comportamento da capital paulista e do restante do estado foi um dos retratos mais marcantes do primeiro turno. Flávio venceu amplamente São Paulo no resultado estadual, mas Lula conseguiu se manter à frente justamente na maior cidade do país. 

Com a apuração praticamente concluída, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na liderança nacional, com 56.104.268 votos e 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 53.876.617 votos e 45,16%. Os dois avançaram para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.