terça-feira, 27 de outubro de 2026

PILOTO CONFIRMA NOME DE FLÁVIO BOLSONARO NA LISTA DE PASSAGEIROS DE JATO NA ARGENTINA; SUSPEITA DE FUGA GANHA NOVOS CAPÍTULOS

A história que envolve Flávio Bolsonaro (PL) e uma possível saída do Brasil rumo aos Estados Unidos ganhou mais um capítulo nesta terça-feira (27). O piloto Mauro Mattosinho confirmou à *Folha de S.Paulo* que o nome do senador constava na lista de passageiros de um jato particular que estava no Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú, na Argentina. A informação aumenta a pressão sobre o parlamentar, que estaria no centro de uma investigação sobre uma possível tentativa de deixar o país.

O caso tem todos os ingredientes de uma crise política: uma aeronave privada, uma travessia de fronteira, informações desencontradas, aliados sem contato com o senador e uma rota internacional que ainda levanta perguntas. Até agora, porém, é necessário separar o que foi confirmado do que permanece no campo das suspeitas. A presença do nome na lista de passageiros, por si só, não comprova que Flávio embarcou no avião ou chegou aos Estados Unidos.

Segundo Mattosinho, o jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, operado pela empresa argentina Baires Fly S.A., saiu de Buenos Aires e pousou em Puerto Iguazú na noite de segunda-feira (26). A aeronave aguardaria quatro passageiros, entre eles o senador. De acordo com o piloto, a decolagem estava inicialmente prevista para as 2h da madrugada, mas o avião ainda permanecia no aeroporto às 7h.

Um detalhe chamou a atenção: conforme o relato publicado pela *Folha*, o campo destinado aos documentos de identificação de Flávio estava em branco. A informação foi repassada ao piloto por um funcionário do aeroporto que não quis se identificar.

TRAVESSIA A PÉ E ROTA SOB SUSPEITA

A versão de uma possível fuga ganhou força depois que o canal argentino Todo Noticias informou que Flávio teria atravessado a fronteira entre Brasil e Argentina a pé, levando documentos. Segundo a repórter Eleonora Cole, a entrada teria ocorrido entre 21h e 22h de segunda-feira.

Puerto Iguazú fica na província argentina de Misiones, na região da Tríplice Fronteira, em frente a Foz do Iguaçu, no Paraná. A localização permite deslocamentos rápidos entre os dois países, mas a suposta travessia do senador ainda depende de confirmação oficial.

Informações divulgadas pelo site O Brasilianista, reproduzidas pelo BNews, apontaram que Flávio teria deixado o Brasil com destino aos Estados Unidos, passando pela fronteira argentina. Já o portal Infobae também mencionou a aeronave LV-JQW. Dados de rastreamento de voos citados nas reportagens indicaram que o jato partiu de Buenos Aires às 22h14 e pousou em Puerto Iguazú às 23h45 de segunda-feira.

O quebra-cabeça, entretanto, continua incompleto. A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que não há registro de entrada de Flávio Bolsonaro no país. A Polícia Federal brasileira, por sua vez, estaria realizando levantamentos na região de fronteira para esclarecer o deslocamento atribuído ao senador.

ALIADOS NEGAM FUGA, MAS NÃO CONSEGUEM CONTATO

Aliados de Flávio negam que ele tenha tentado fugir do Brasil, mas, segundo as informações divulgadas, também não teriam conseguido contato com o parlamentar desde a noite de segunda-feira. O silêncio alimenta as especulações e aumenta o desgaste político em torno do episódio.

O caso ocorre depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar a apreensão dos passaportes funcionais e comum do senador, conforme relatado nas informações que deram origem à notícia. A medida tornou ainda mais delicada qualquer suspeita de deslocamento internacional.

Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi derrotado na disputa presidencial de 2026. Agora, em vez de encerrar o ciclo eleitoral e reorganizar seu campo político, o senador se vê envolvido em uma história que mistura dúvidas sobre seu paradeiro, informações contraditórias e uma possível viagem internacional.

A pergunta central permanece sem resposta: Flávio embarcou no jato e deixou o continente ou seu nome apareceu na lista sem que a viagem se concretizasse?

Até que as autoridades esclareçam o percurso e confirmem o paradeiro do parlamentar, a hipótese de fuga precisa ser tratada como suspeita, não como fato consumado. Mas uma coisa é evidente: quando o nome de um senador aparece associado a uma aeronave privada em meio a uma investigação e seus próprios aliados dizem não conseguir localizá-lo, o episódio deixa de ser um simples boato de bastidor e passa a exigir explicações públicas.


JANJÃO PERCORRE PERNAMBUCO PARA AGRADECER VOTOS E REFORÇA DIÁLOGO COM MUNICÍPIOS

O deputado estadual eleito Janjão (PSD) segue percorrendo Pernambuco para agradecer os votos recebidos nas eleições de 2026 e manter a aproximação com as lideranças políticas e a população que participaram de sua caminhada eleitoral. Desta vez, a agenda chegou a Cupira, no Agreste pernambucano, onde o futuro parlamentar concedeu entrevista à Rádio Agreste FM.

Mesmo sem figurar entre suas principais bases eleitorais, Cupira teve participação na votação que garantiu a eleição de Janjão para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). No município, ele recebeu 391 votos, resultado que agora integra a conta de apoios que o deputado eleito busca reconhecer pessoalmente.

A votação estadual de Janjão chegou a 67.479 votos, distribuídos por 163 municípios e Fernando de Noronha. O resultado ampliou o alcance político do ex-prefeito de Bom Jardim, que, após dois mandatos à frente da gestão municipal, se prepara para assumir uma cadeira na Alepe em fevereiro de 2027.

Nos bastidores, o roteiro de visitas também representa uma oportunidade para preservar alianças, ouvir demandas e iniciar a construção de uma atuação parlamentar conectada às diferentes regiões do Estado. A eleição ficou para trás, mas o desafio de transformar votos em presença política e trabalho legislativo começa agora.

Conhecido pela atuação no Agreste e pela mobilização em municípios do interior, Janjão inicia essa nova fase com uma base eleitoral espalhada por Pernambuco. A expectativa é que as visitas continuem nas próximas semanas, mantendo o contato com as cidades que contribuíram para sua chegada ao Legislativo estadual.

Do Blog do Edney: agradecer os votos é parte do compromisso assumido nas urnas. A partir de 2027, o desafio de Janjão será transformar os 67.479 votos em trabalho, presença e resultados para Pernambuco.

ARGENTINA DIZ QUE NÃO HÁ REGISTRO DE ENTRADA DE FLÁVIO BOLSONARO NO PAÍS

Governo Milei afirma que senador não aparece nos registros migratórios e abre procedimento para fiscalizar aeronave citada em reportagem
A história sobre uma possível passagem de Flávio Bolsonaro pela Argentina ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (27). A Direção Nacional de Migrações do governo de Javier Milei informou que não há registro de entrada do senador brasileiro no país, contrariando a informação divulgada pelo portal argentino Infobae.

“Informamos que não há registro de entrada de Flávio Nantes Bolsonaro no país”, afirmou o órgão ao portal G1.

A informação publicada pelo Infobae apontava que Flávio teria entrado em território argentino e que, de lá, seguiria em um voo particular para os Estados Unidos. A versão, no entanto, passou a ser questionada após o posicionamento oficial das autoridades migratórias argentinas.

Em nota, a Direção Nacional de Migrações informou ainda que iniciou procedimentos de fiscalização da aeronave mencionada na reportagem e de sua tripulação. Segundo o órgão, não foi apresentado plano de voo que incluísse integrantes da família Bolsonaro.

Responsável pelo controle migratório na Argentina, a DNM é vinculada ao Ministério da Segurança Nacional do país.

O episódio coloca em evidência a divergência entre a informação divulgada pela imprensa argentina e os dados apresentados oficialmente pelo governo Milei. Até o momento, conforme o posicionamento citado pelo G1, as autoridades migratórias afirmam não ter registro da entrada do senador no país.

Edney Souto | Blog do Edney

NA LUPA 🔎 PLANTÃO 🧭 - CENTRÃO ABANDONA FLÁVIO BOLSONARO, RECONHECE LULA E DEIXA O SENADOR CADA VEZ MAIS ISOLADO: NA POLÍTICA, ATÉ A LEALDADE TEM PRAZO DE VALIDADE

A derrota nas urnas parece ter sido apenas o primeiro golpe para Flávio Bolsonaro. Agora, o senador enfrenta um problema que pode ser ainda mais doloroso para quem sonhava liderar a oposição nacional: ver antigos aliados mudarem de posição, reconhecerem a vitória de Lula e tratarem de salvar os próprios interesses enquanto ele insiste em contestar o resultado eleitoral.

O Centrão, esse velho conhecido da política brasileira que raramente se apaixona por candidato e quase nunca perde de vista o poder, começa a dar sinais de que não pretende afundar junto com o bolsonarismo. Partidos e lideranças que caminharam com Flávio durante a campanha passaram a reconhecer a vitória de Lula. O movimento é político, calculado e revelador. Quando a urna entrega o resultado, muitos aliados descobrem rapidamente que a fidelidade tem prazo de validade.

O mais constrangedor é que até a direção nacional do próprio PL reconheceu a vitória petista, embora tenha apresentado questionamentos sobre o processo eleitoral. Flávio, por sua vez, mantém a contestação e fala em anulação do resultado. Está criada uma situação incômoda: enquanto o partido procura preservar seu espaço institucional, o senador insiste numa estratégia que não encontra adesão irrestrita nem dentro do próprio campo político.

O Centrão já entendeu o recado das urnas. A pergunta é se Flávio Bolsonaro também entendeu.

O PODER NÃO ESPERA QUEM NÃO ACEITA A DERROTA

Na política brasileira, o discurso de lealdade costuma durar até o momento em que deixa de ser conveniente. Durante a campanha, Flávio era o nome que precisava receber apoio. Depois da derrota, passou a ser também um problema que cada partido terá de avaliar antes de decidir quanto pretende se comprometer com sua estratégia.

O reconhecimento da vitória de Lula não significa que o Centrão tenha virado governista de carteirinha. Significa que seus dirigentes sabem a diferença entre fazer oposição e tentar transformar uma derrota eleitoral numa crise permanente. Querem negociar, preservar espaço no Congresso e continuar influenciando os rumos do país.

É o pragmatismo de sempre. Quando existe perspectiva de vitória, aparecem fotografias, discursos inflamados e declarações de fidelidade. Quando a conta não fecha, cada liderança começa a cuidar da própria sobrevivência.

Flávio pode até manter a retórica de enfrentamento, mas precisará responder a uma questão fundamental: quem estará disposto a acompanhá-lo se os principais partidos do centro político preferirem negociar com o governo eleito?

A POLÊMICA SOBRE A VIAGEM AUMENTA O DESGASTE

Como se o isolamento político não bastasse, as notícias sobre uma possível passagem de Flávio pela Argentina acrescentaram outro elemento à crise.

Reportagens publicadas nesta terça-feira informaram que o senador teria entrado no país vizinho e poderia seguir para os Estados Unidos em um avião particular. A informação, entretanto, não foi confirmada oficialmente. A Direção Nacional de Imigrações da Argentina declarou que não encontrou registro de entrada em nome de Flávio Nantes Bolsonaro, enquanto aliados negaram que ele tivesse deixado o Brasil.

A ausência de confirmação alimenta perguntas, mas não autoriza transformar suspeita em certeza. Não é possível afirmar que o senador fugiu do país sem comprovação. O que existe é uma controvérsia que exige esclarecimentos objetivos sobre seu paradeiro e sobre as informações divulgadas.

O caso ganhou ainda mais repercussão diante das notícias envolvendo seus passaportes e as providências atribuídas às autoridades brasileiras. É necessário acompanhar os atos oficiais e distinguir o que foi efetivamente determinado do que ainda está sendo apurado.

Politicamente, porém, o estrago já está posto: num momento em que deveria explicar sua estratégia depois da derrota, Flávio se vê no centro de uma nova polêmica, enquanto seus aliados procuram se reposicionar.

O BOLSONARISMO CORRE O RISCO DE FICAR FALANDO SOZINHO

A grande questão já não é apenas a derrota de Flávio para Lula. É saber quem terá condições de comandar a oposição daqui para a frente.

Uma oposição forte precisa de discurso, organização, apoio parlamentar e capacidade de dialogar com setores que não fazem parte de sua base mais fiel. Não basta gritar contra o resultado, atacar adversários e esperar que os aliados acompanhem tudo por obrigação.

Se o Centrão decidir manter distância da estratégia de Flávio, o senador poderá descobrir que mobilizar a militância é uma coisa e construir maioria política é outra completamente diferente.

O Congresso não funciona apenas com indignação de rede social. Funciona com votos, articulações, acordos e capacidade de reunir forças diferentes em torno de objetivos concretos. Quem perde esse jogo pode continuar fazendo barulho, mas corre o risco de perder influência.

E existe uma ironia nessa história: o mesmo campo político que durante a campanha procurou apresentar Flávio como alternativa para o país agora precisa administrar a derrota e decidir até onde vale a pena comprar suas brigas.

NA LUPA PLANTÃO: O CENTRÃO NÃO TEM SAUDADE DE DERROTADO

O movimento é duro, mas não surpreende. O Centrão raramente trata uma derrota como compromisso para a eternidade. Seus integrantes sabem que o poder muda de mãos e que a política exige adaptação.

Lula venceu e assumirá o próximo período de governo com a legitimidade conferida pelo resultado eleitoral proclamado. A oposição tem todo o direito de fiscalizar, criticar e questionar eventuais irregularidades pelos meios legais. O que não pode é substituir provas por suspeitas nem tratar a vontade popular como um resultado que só vale quando o próprio candidato vence.

Flávio Bolsonaro está diante de uma escolha: organizar uma oposição capaz de dialogar com o país real ou permanecer preso a uma contestação que pode afastar até os aliados que ainda lhe restam.

O Centrão já começou a fazer suas contas. E, pelo comportamento de suas lideranças, parece menos interessado em salvar o projeto político de Flávio do que em garantir o próprio lugar na próxima rodada de negociações.

Na política, a derrota não leva apenas votos. Às vezes, leva junto os amigos, os discursos de fidelidade e até os companheiros de fotografia.

E a pergunta que fica é simples: se nem todos os aliados do próprio partido estão dispostos a seguir Flávio nessa contestação, por que o Centrão colocaria seu futuro em jogo para comprar uma briga que não é mais sua?

Edney Souto | Blog do Edney

LUTO: MORRE AOS 48 ANOS CAMILA KFOURI, FILHA DO JORNALISTA JUCA KFOURI

A dor de um pai que perde uma filha ganhou palavras difíceis de esquecer. Camila Kfouri, filha do jornalista esportivo Juca Kfouri e de Leda Kfouri, morreu aos 48 anos, deixando familiares, amigos e pessoas que acompanharam sua trajetória profundamente abalados. A morte foi confirmada pelo próprio jornalista em um texto emocionante publicado no UOL Esporte. A causa do falecimento não foi divulgada.

Camila morreu na segunda-feira (26), mas a notícia repercutiu nesta terça-feira (27), provocando manifestações de pesar nas redes sociais e no meio jornalístico e cultural.

Ao comunicar a perda, Juca Kfouri não escondeu a dimensão do sofrimento. “Perdi hoje uma das paixões de minha vida. Sinto na carne a dor que imaginava ser a maior de todas”, escreveu o jornalista, em um relato marcado pela tristeza e pela dificuldade de imaginar a vida depois da partida da filha.

Conhecida carinhosamente como Cam, Camiloca e Joaninha, Camila era a única filha mulher entre os quatro filhos de Juca e Leda. Mais do que filha de um dos nomes conhecidos do jornalismo esportivo brasileiro, construiu uma trajetória própria, marcada por diferentes experiências profissionais e pelos laços de amizade que cultivou ao longo da vida.

Formada em Psicologia, Camila atuava como psicóloga e psicoterapeuta. Antes de se dedicar à profissão, trabalhou como produtora na Conspiração Filmes e também desenvolveu atividades como DJ, com repertório voltado à música brasileira. Na homenagem, o pai destacou o talento da filha nas diferentes áreas em que atuou e a rede de amizades que ela construiu.

A história de Camila também foi marcada por problemas de saúde. Em seu relato, Juca Kfouri recordou um episódio traumático ocorrido quando ela tinha apenas seis anos: a menina presenciou o avô paterno ser baleado durante um assalto na porta da residência da família. Segundo o jornalista, o episódio foi seguido por sequelas e dificuldades que a acompanharam ao longo dos anos.

Juca mencionou complicações de saúde enfrentadas pela filha, entre elas disfunção da glândula suprarrenal e neuropatia diabética, além de questões relacionadas à compulsão alimentar e uma cirurgia bariátrica. O jornalista relacionou esse histórico às consequências daquele trauma vivido na infância, mas não foi divulgada uma causa médica específica para a morte.

A despedida também mobilizou amigos próximos. A artista plástica Rita Wainer, amiga de Camila havia mais de três décadas, publicou uma homenagem nas redes sociais e expressou a dificuldade de encontrar palavras diante da perda. O cineasta Fernando Grostein também lamentou a morte da amiga, a quem considerava como uma irmã.

O velório de Camila está previsto para esta terça-feira (27), das 11h às 15h, no Cerimonial Pacaembu, em São Paulo. A cremação está marcada para as 16h30, no Crematório Vila Alpina.

Ao se despedir, Juca Kfouri deixou uma declaração que traduz a dimensão de uma perda para a qual não existem palavras capazes de oferecer consolo: “Só sei que a levarei comigo até o fim”.

Aos 48 anos, Camila deixa uma história que passou pela psicologia, pelo audiovisual e pela música, mas que, acima de tudo, permanece na memória de quem conviveu com ela. Para a família, fica a ausência irreparável; para o pai, o desafio de seguir vivendo com a lembrança de uma filha que, como ele próprio escreveu, era uma das grandes paixões de sua vida.

Blog do Edney — A notícia verdade.

ADVOGADOS E ALIADOS TENTAM FALAR COM FLÁVIO BOLSONARO, MAS NÃO CONSEGUEM CONTATO EM MEIO A SUSPEITA DE VIAGEM AO EXTERIOR

A dificuldade de localizar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) movimentou os bastidores políticos nesta terça-feira (27) e aumentou as dúvidas sobre o paradeiro do parlamentar. Advogados e aliados tentaram estabelecer contato por telefone e mensagens, mas, segundo informações divulgadas pela imprensa, não conseguiram obter resposta. O episódio ganhou repercussão em meio às notícias de que o senador poderia ter deixado o Brasil com destino aos Estados Unidos, passando pela Argentina.

De acordo com relatos publicados pelo UOL e pelo Blog do Magno, integrantes do círculo político e jurídico de Flávio buscavam falar com ele desde as primeiras horas da manhã. Até aproximadamente 9h30, as tentativas não haviam produzido uma confirmação direta sobre onde o senador estava. A ausência de comunicação aumentou a expectativa por um posicionamento oficial do parlamentar ou de sua assessoria.

A situação ganhou novos contornos depois que o jornal argentino Infobae publicou uma reportagem afirmando que Flávio teria entrado na Argentina e que poderia seguir para os Estados Unidos em um avião particular. A publicação mencionou um jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, registrado em nome da empresa Baires Fly S.A., e informou que havia procedimentos de imigração e alfândega solicitados para quatro passageiros e três tripulantes. Essas informações, entretanto, não comprovavam que o senador estivesse a bordo da aeronave.

O governo argentino apresentou uma versão diferente. Autoridades ligadas à imigração informaram que não havia registro de entrada de Flávio Bolsonaro no país. A negativa contradisse a informação publicada pelo Infobae e colocou em evidência a necessidade de esclarecer se o parlamentar realmente atravessou a fronteira e, em caso positivo, por qual rota teria realizado o deslocamento.

No Brasil, o assunto ganhou ainda mais peso por causa de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na segunda-feira (26), Flávio divulgou que havia recebido uma determinação judicial para entregar seus passaportes e não deixar o território nacional. A medida está relacionada a uma investigação que envolve o senador e o advogado Willer Tomaz, incluindo a proibição de contato entre os dois.

O parlamentar afirmou publicamente que cumpriria a determinação judicial, mas também criticou a decisão e declarou que pretendia contestá-la pelos meios legais. A ordem estabeleceu prazo para a entrega dos documentos, e as informações divulgadas na manhã desta terça-feira indicavam que ainda não havia confirmação pública de que os passaportes tivessem sido entregues às autoridades.

A possibilidade de uma viagem internacional passou, assim, a ser acompanhada com atenção pela Polícia Federal, que buscava esclarecer os registros migratórios e obter informações junto às autoridades argentinas. Até o momento, porém, não havia confirmação independente de que Flávio tivesse chegado à Argentina ou embarcado para os Estados Unidos.

No campo político, a dificuldade de contato com o senador também provocou questionamentos entre aliados, especialmente porque a informação sobre uma possível viagem surgiu justamente quando havia uma determinação judicial impedindo sua saída do país. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio, negou que ele tivesse deixado o Brasil.

O caso reúne, portanto, versões distintas e pontos ainda sem esclarecimento. De um lado, há uma reportagem argentina que aponta uma possível passagem de Flávio pelo país vizinho; de outro, o governo argentino afirma não encontrar registro de sua entrada. Ao mesmo tempo, aliados tentavam falar com o senador sem conseguir uma confirmação direta sobre seu paradeiro.

Até o fechamento desta matéria, não havia comprovação independente de que Flávio Bolsonaro tivesse viajado para os Estados Unidos. O esclarecimento definitivo depende de informações oficiais das autoridades responsáveis e de uma manifestação direta do próprio parlamentar ou de sua assessoria.

O episódio acrescenta mais um capítulo à turbulência política que envolve o entorno do bolsonarismo após a derrota de Flávio para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Agora, além das disputas políticas e jurídicas, a principal pergunta nos bastidores é onde está o senador e quando ele dará explicações públicas sobre as informações divulgadas.


FLÁVIO BOLSONARO TERIA CRUZADO A FRONTEIRA A PÉ PARA A ARGENTINA? SUSPEITA DE VIAGEM AOS EUA VIRA CASO DE POLÍCIA

Senador teria entrado no país vizinho usando documento de identidade e planejado embarcar em jato particular. Governo argentino nega registro de entrada, enquanto Polícia Federal investiga o caso.
A política brasileira acaba de ganhar mais um capítulo daqueles que levantam perguntas e exigem respostas. Depois de perder a disputa presidencial para Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) virou alvo de uma apuração da Polícia Federal para esclarecer se deixou o Brasil em direção à Argentina e se pretendia seguir para os Estados Unidos. A suspeita surgiu após uma publicação do portal argentino Infobae, mas a história ainda está longe de ter todos os pontos esclarecidos.

Segundo o relato divulgado pelo veículo argentino, Flávio teria chegado à região de Puerto Iguazú, na fronteira com Foz do Iguaçu, no Paraná, e utilizado a carteira de identidade para ingressar em território argentino. A informação alimentou a versão de que o senador teria cruzado a fronteira sem utilizar um passaporte. Não há, porém, confirmação independente de que ele tenha feito o trajeto a pé, como sugerem algumas versões que circulam sobre o episódio. 

O roteiro noticiado previa uma segunda etapa: um voo particular com destino aos Estados Unidos. A aeronave citada é um Gulfstream G400, ligado à empresa argentina Baires Fly. A reportagem informou que haviam sido iniciados procedimentos de imigração e alfândega para quatro passageiros e três tripulantes, mas as identidades dos passageiros não foram confirmadas publicamente.

O problema é que a versão da suposta viagem encontrou resistência justamente do outro lado da fronteira. A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou não haver registro da entrada de Flávio Bolsonaro no país. O porta-voz do presidente Javier Milei também negou que o senador tenha ingressado em território argentino. 

No Brasil, a Polícia Federal passou a verificar registros migratórios e informações sobre voos entre os dois países. O caso ganhou ainda mais repercussão porque, na segunda-feira (26), Flávio afirmou ter sido intimado a entregar seus passaportes e informado de que estava proibido de deixar o país por determinação atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

O senador declarou publicamente que cumpriria a ordem judicial e negou que pretendesse fugir do Brasil. Rogério Marinho, coordenador de sua campanha presidencial, também contestou a notícia de que Flávio teria deixado o território nacional.

A história reúne, portanto, versões conflitantes: de um lado, uma publicação argentina e relatos atribuídos a aliados que apontam uma possível saída; de outro, a negativa oficial do governo argentino e a contestação de integrantes do grupo político do senador. Até o momento, não há confirmação independente de que Flávio tenha entrado na Argentina ou embarcado para os Estados Unidos.

E é justamente aí que está o ponto central. Se houve uma tentativa de deixar o Brasil depois de uma ordem judicial proibindo a viagem, as circunstâncias precisam ser esclarecidas pelas autoridades. Se a informação estiver errada, também é necessário esclarecer de onde surgiu a versão e por que ela ganhou tamanha repercussão.

Na política, derrota eleitoral não elimina direitos, mas também não coloca ninguém acima das decisões judiciais. O que não pode acontecer é uma suspeita ser tratada como fato consumado antes da apuração, nem uma questão dessa dimensão ficar sem respostas.

Por enquanto, a pergunta permanece no ar: Flávio Bolsonaro realmente cruzou a fronteira para tentar chegar aos Estados Unidos ou a história foi construída sobre informações que ainda não se confirmaram? A investigação deverá ajudar a separar os fatos dos rumores.

Com informações de SBT News, CartaCapital e Bloomberg Línea.

ZECA CAVALCANTI AVANÇA COM EDUCA ARCOVERDE E INICIA REQUALIFICAÇÃO DE MAIS UMA ESCOLA MUNICIPAL

Programa prevê mais de R$ 15 milhões em investimentos na educação, com reforma de escolas, creches e construção de novas unidades em Arcoverde.
A educação de Arcoverde segue no centro da agenda de investimentos do prefeito Zeca Cavalcanti. Desta vez, a gestão municipal iniciou as obras de requalificação da Escola Municipal Barão do Rio Branco, no bairro de São Miguel, abrindo mais uma frente de trabalho do programa Educa Arcoverde, que vem promovendo mudanças na estrutura da rede pública de ensino.

O programa reúne investimentos superiores a R$ 15 milhões e tem uma meta ambiciosa: requalificar todas as escolas e creches do município, além de construir uma nova escola no povoado de Caraíbas e uma creche no Jardim Petrópolis. Mais de R$ 10 milhões desse montante são fruto da parceria com o Governo de Pernambuco, comandado pela governadora Raquel Lyra.

A proposta é melhorar as condições de funcionamento das unidades de ensino, oferecendo espaços mais adequados para estudantes, professores e demais profissionais da educação. Na prática, a iniciativa busca garantir ambientes mais acolhedores, seguros e preparados para contribuir com o aprendizado das crianças e adolescentes da rede municipal.

Ao acompanhar o avanço do programa, Zeca Cavalcanti destacou que o trabalho não se limita a anunciar investimentos, mas envolve manter obras em andamento e ampliar o número de unidades beneficiadas.

“Estamos iniciando uma nova etapa do Educa Arcoverde, levando melhorias para mais uma escola da nossa rede. Nosso compromisso é garantir que os estudantes tenham espaços cada vez mais dignos, acolhedores e preparados para aprender, e que nossos professores e profissionais da educação tenham melhores condições de trabalho. Já entregamos três escolas requalificadas e ampliadas, temos outras obras em andamento e vamos seguir avançando, com planejamento, investimento e a parceria da governadora Raquel Lyra, para transformar a educação de Arcoverde”, afirmou o prefeito.

A nova etapa chega depois da entrega de três unidades escolares requalificadas e ampliadas: a Escola Gumercindo Cavalcanti, no Tamboril; a Escola Rotary Alcides Cursino, em São Cristóvão; e a Escola Leonardo Pacheco, no bairro Boa Vista.

O trabalho também continua em outras regiões da cidade e da zona rural. Estão em andamento as intervenções nas escolas João Alexandre, na região de Serra das Varas – Mocó; Alfabeto, em São Cristóvão; e José Medeiros, no Sucupira. A previsão da prefeitura é iniciar, nos próximos dias, os serviços na Escola Euclides da Cunha.

Com obras entregues, novas intervenções iniciadas e outras em execução, o Educa Arcoverde amplia sua presença na rede municipal e se consolida como uma das principais frentes de investimento da gestão de Zeca Cavalcanti.

O desafio agora é manter o ritmo dos trabalhos e transformar os recursos anunciados em melhorias concretas para cada comunidade escolar. Em Arcoverde, a aposta da administração municipal é que a recuperação da infraestrutura educacional seja um passo importante para fortalecer o ensino público e oferecer melhores condições para quem ensina e para quem aprende.