sábado, 8 de agosto de 2026
PREFEITURA DE GARANHUNS - NOTA OFICIAL
MIGUEL COELHO DEFENDE PUNIÇÃO MAIS DURA PARA CONDENADOS POR FEMINICÍDIO E COBRA AVANÇO NA PROTEÇÃO ÀS MULHERES
Miguel Coelho defende punição mais dura para condenados por feminicídio nos 20 anos da Lei Maria da Penha
Por Blog do Edney
No marco dos 20 anos da Lei Maria da Penha, o presidente estadual do União Brasil e candidato a deputado federal, Miguel Coelho, defendeu o endurecimento das punições para homens condenados por feminicídio e a ampliação das medidas de proteção às mulheres.
A manifestação ocorreu nesta sexta-feira (7), data que marca duas décadas da sanção da Lei nº 11.340/2006, criada para combater a violência doméstica e familiar contra a mulher. Em Pernambuco, a data também integra a Semana Estadual de Conscientização sobre a Lei Maria da Penha.
Para Miguel Coelho, a legislação representou um avanço histórico, mas ainda existem desafios que exigem novas medidas para garantir maior proteção às mulheres e responsabilização dos agressores.
“A Lei Maria da Penha foi um marco na proteção das mulheres brasileiras, mas precisamos continuar avançando. O homem condenado por feminicídio precisa cumprir uma pena compatível com a gravidade do crime e também enfrentar consequências após cumprir a condenação”, afirmou.
Na avaliação do dirigente do União Brasil, o combate à violência contra a mulher não deve se limitar à punição após o crime. Para ele, é necessário fortalecer mecanismos de prevenção, proteção e acompanhamento das vítimas, além de ampliar a responsabilidade daqueles que praticam crimes contra mulheres.
A defesa de medidas mais rígidas para condenados por feminicídio coloca o tema da violência contra a mulher novamente no centro do debate político e legislativo. Miguel sustenta que a proteção prevista pela Lei Maria da Penha precisa continuar sendo aperfeiçoada diante da realidade enfrentada por milhares de mulheres brasileiras.
A Lei Maria da Penha se tornou uma das principais ferramentas legais de enfrentamento à violência doméstica no país e, ao completar duas décadas, volta ao centro das discussões sobre segurança, justiça e proteção às mulheres.
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JANJÃO GANHA FORÇA NO PSD E JÁ É APONTADO COMO UMA DAS PRINCIPAIS APOSTAS PARA A ALEPE
O crescimento de Janjão está diretamente ligado à capacidade de articulação construída nos últimos meses. Hoje, o candidato afirma possuir penetração política e formação de grupos em cerca de 105 municípios pernambucanos, ampliando consideravelmente seu raio de atuação para além de sua tradicional base no Agreste.
A movimentação chama atenção porque Janjão decidiu fazer uma aposta alta. Ele renunciou ao cargo de prefeito de Bom Jardim três meses antes do encerramento do mandato para disputar uma cadeira na Alepe. Ao deixar uma posição de comando municipal, assumiu o desafio de construir uma candidatura estadual competitiva e transformar a força política adquirida na prefeitura em votos espalhados por diversas regiões de Pernambuco.
A decisão foi encarada como um movimento ousado, mas demonstra o nível de confiança do candidato em seu projeto político. Janjão não esconde a expectativa de conquistar uma cadeira no Legislativo estadual e passar a representar Pernambuco na Assembleia Legislativa.
Nos bastidores, seu nome já circula com força nas chamadas bolsas de apostas e começa a incomodar candidatos que, até pouco tempo, eram considerados favoritos naturais dentro da disputa. A possibilidade de uma votação expressiva coloca Janjão em uma posição estratégica dentro do PSD e pode fazer dele uma das novidades da próxima composição da Alepe.
A eleição, naturalmente, ainda está em aberto e muita coisa pode acontecer até outubro. Mas uma coisa já começa a ficar evidente: Janjão deixou de ser apenas uma aposta regional. Com grupos espalhados por dezenas de municípios e uma articulação que vem ganhando corpo, o ex-prefeito de Bom Jardim entra definitivamente no radar daqueles que acompanham de perto a corrida pelas cadeiras da Assembleia.
A aposta agora é transformar força política, alianças e presença municipal em uma votação capaz de colocá-lo entre os grandes nomes do PSD. Janjão renunciou à prefeitura mirando um projeto maior e, pelo cenário que começa a se desenhar, sua candidatura promete ser uma das que mais vão mexer com as projeções para a Alepe em outubro.
TSE DIVULGA DECLARAÇÃO DE BENS DOS CANDIDATOS AO GOVERNO DE PERNAMBUCO; JOÃO CAMPOS TEM MAIOR PATRIMÔNIO
Entre os nomes que já aparecem no sistema, o maior patrimônio declarado é o do ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos. O socialista informou possuir R$ 2.892.723,46 em bens e direitos. A maior parte do patrimônio está concentrada em aplicações financeiras. O candidato também declarou R$ 100 mil em quotas ou quinhões de capital e pouco mais de R$ 40 mil relacionados a outros bens e direitos.
O patrimônio declarado por João Campos representa um aumento de aproximadamente R$ 300 mil em relação à declaração apresentada em 2024, quando informou possuir cerca de R$ 2,5 milhões.
Na outra ponta da disputa, a governadora Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição, declarou patrimônio de R$ 359.498,33. Desse total, R$ 289.574 correspondem a um apartamento localizado em Jaboatão dos Guararapes, enquanto R$ 69.923,33 estão relacionados a aplicações financeiras.
Raquel também informou possuir apenas R$ 1,00 em conta corrente. Na comparação com a eleição de 2022, quando declarou patrimônio de R$ 340.576,99, houve uma variação positiva no valor total informado à Justiça Eleitoral.
O ex-vereador do Recife Ivan Moraes (PSOL) declarou patrimônio de R$ 81.452. Segundo os dados registrados no TSE, aproximadamente R$ 80 mil correspondem a um imóvel localizado no Recife, enquanto R$ 1.452 estão declarados como depósito em conta bancária.
Pelo Unidade Popular (UP), a candidata Professora Camila informou patrimônio de R$ 85 mil, correspondente a um apartamento residencial.
Já Guilherme Fonseca (PSTU) declarou possuir R$ 300 mil, valor correspondente a um apartamento residencial.
Os números revelam uma diferença significativa entre os patrimônios apresentados pelos candidatos. João Campos aparece isoladamente na liderança, com patrimônio declarado próximo de R$ 2,9 milhões, enquanto Raquel Lyra registra pouco mais de R$ 359 mil. Os demais candidatos apresentam declarações abaixo de R$ 300 mil.
Vale lembrar que a declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral corresponde ao patrimônio informado oficialmente pelo próprio candidato e não necessariamente representa o valor atualizado de mercado dos imóveis ou de outros ativos. Os dados podem ser consultados publicamente no sistema DivulgaCandContas, mantido pelo Tribunal Superior Eleitoral.
A declaração de bens é uma das informações disponibilizadas pela Justiça Eleitoral para ampliar a transparência do processo eleitoral e permitir que o eleitor conheça melhor o perfil patrimonial dos candidatos.
🔎 NA LUPA: MARÍLIA ARRAES DIZ QUE ROMPIMENTO “FAZ PARTE DA DEMOCRACIA”, MAS A POLÍTICA SABE QUE NADA DISSO ACONTECE POR ACASO
Por Edney Souto — Blog do Edney
Na política, quase sempre existe uma versão oficial e uma história que corre pelos corredores. O rompimento de Álvaro Porto (MDB) e seu filho, Gabriel Porto (PSB), com Marília Arraes (PDT) pode até ser apresentado como uma simples divergência eleitoral, mas, na prática, revela algo bem mais incômodo: quando um acordo político deixa de ser cumprido, a fotografia da união rapidamente vira retrato de família rachada.
Marília Arraes decidiu não comprar a briga publicamente. Em nota, resumiu o episódio com uma frase que parece diplomática, mas também carrega uma dose de frieza: “Quando um não quer, dois não brigam. É um direito e escolha deles. Faz parte da democracia.”
Bonito no discurso. Só que a política pernambucana sabe que rompimentos desse tamanho dificilmente acontecem apenas porque “um não quer”.
Existe, segundo Álvaro Porto, um acordo que não teria sido cumprido. E existe uma questão objetiva: o presidente da Assembleia queria indicar o primeiro suplente de Marília para o Senado. Não conseguiu.
A vaga acabou com Abel Neto, sobrinho do prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral, numa escolha que, inevitavelmente, produz consequências dentro do tabuleiro político.
NA POLÍTICA, SUPLÊNCIA NÃO É DETALHE
Quem conhece eleição sabe que uma suplência de senador não é um simples cargo decorativo. É espaço de representação, articulação e, principalmente, demonstração de força política.
Álvaro Porto não é um deputado qualquer. É presidente da Assembleia Legislativa e possui uma rede política construída no Agreste e em outras regiões do Estado.
Quando um nome desse peso sai de uma composição, o problema não está apenas no palanque de uma candidatura ao Senado. O efeito pode alcançar prefeitos, lideranças, vereadores e grupos políticos que observam atentamente para onde está apontando a bússola.
Marília tenta demonstrar que segue em frente sem olhar para trás.
E talvez seja exatamente isso que precise fazer.
O PROBLEMA É QUE O RACHÃO ACONTECE DENTRO DO CAMPO DE JOÃO CAMPOS
O episódio também respinga diretamente na candidatura de João Campos (PSB).
Marília não está disputando uma eleição isolada. Ela está inserida em uma composição que pretende eleger João governador e construir uma bancada forte no Senado.
Por isso, cada rompimento dentro do grupo tem potencial para virar problema coletivo.
João Campos vem tentando apresentar uma frente ampla, capaz de reunir diferentes correntes políticas e lideranças espalhadas pelo Estado. Só que a matemática eleitoral é cruel: quanto maior a aliança, maior também o número de interesses que precisam ser acomodados.
E é justamente aí que começam as fissuras.
MARÍLIA ESCOLHEU NÃO REVIDAR
A resposta de Marília pode ser interpretada como estratégia.
Ao não atacar Álvaro Porto, a candidata evita transformar o rompimento em uma novela pública e tenta impedir que o assunto domine sua agenda eleitoral.
Mas também há outro detalhe: ela não explicou qual teria sido o acordo citado por Álvaro Porto.
E esse silêncio deixa uma pergunta no ar.
Se não houve acordo, por que o presidente da Alepe fala em compromisso não cumprido?
Se houve, por que ele não foi cumprido?
A política odeia espaços vazios. Quando os protagonistas não explicam, os bastidores tratam de preencher.
O RECADO DE ÁLVARO FOI DADO
Ao anunciar o afastamento, Álvaro Porto não fez apenas uma escolha eleitoral. Mandou um recado.
E recados políticos desse tamanho raramente são destinados apenas ao adversário direto.
São também para os aliados.
É uma forma de dizer que, em uma eleição em que cada grupo quer garantir seu espaço, ninguém pretende ficar apenas como figurante na montagem do palanque.
Marília, por sua vez, responde com serenidade pública.
Mas serenidade não significa ausência de prejuízo.
A ELEIÇÃO ESTÁ SÓ COMEÇANDO
O episódio mostra que a Frente Popular ainda terá muito trabalho para administrar seus próprios interesses até a eleição.
João Campos precisa manter unidos grupos que possuem projetos, candidatos, territórios e interesses diferentes.
Marília precisa consolidar sua candidatura ao Senado.
Álvaro Porto precisa preservar sua força política.
E, no meio disso tudo, cada liderança quer saber uma coisa muito simples: quem vai ter espaço quando a conta eleitoral chegar?
Por enquanto, Marília diz que “faz parte da democracia”.
Faz mesmo.
Mas, na política, também faz parte da democracia perder aliados quando os acordos deixam de atender aos interesses de quem estava sentado à mesa.
E essa talvez seja a parte mais importante dessa história: o rompimento pode ter terminado em uma nota de poucas linhas, mas seus efeitos políticos podem durar até muito depois da eleição.
Na Lupa, o problema nunca é apenas quem saiu do palanque. É descobrir quem será o próximo a perguntar se ainda vale a pena permanecer nele.
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
INVESTIMENTOS DE PERNAMBUCO JÁ DESTRAVAM GARGALOS LOGÍSTICOS, APONTA DIAGNÓSTICO
Em seu discurso, Priscila Krause destacou o volume inédito de investimentos em curso no Estado. "Hoje, somando os últimos três anos, temos um investimento público direto de mais de R$ 10 bilhões em Pernambuco, e aquilo que já está programado e em execução para 2026 vai nos levar a perto de R$ 18 bilhões. É um ciclo sem precedentes na história recente do Estado", afirmou a vice-governadora.
O documento da Ceplan cita como primeira melhoria a recuperação da eficiência rodoviária, por meio do programa PE na Estrada, com intervenções na BR-104 e na BR-232, que enfrentam um passivo que afeta diretamente a velocidade, o consumo de combustível, o desgaste dos veículos e a regularidade das entregas. Segundo estimativa da consultoria, congestionamentos, má conservação das vias e insegurança, encarecem o transporte de cargas em Pernambuco entre 5% e 15%, o que representa de R$ 1,1 bilhão a R$ 3,4 bilhões por ano a mais gastos pelas empresas.
O próprio documento aponta que Programa PE na Estrada havia aplicado, até março deste ano, na recuperação da malha viária R$ 4,6 bilhões em obras entregues ou em execução. "Já são mais de 1.700 quilômetros de estradas recuperados em todo o Estado", observou Krause.
A segunda frente do diagnóstico reúne investimentos que ampliam a capacidade dos grandes terminais logísticos. Suape é o exemplo mais evidente, com dragagem do canal e entrada em operação de novo terminal de contêineres. No sistema aeroportuário, os investimentos no Recife, em Caruaru e em Serra Talhada também elevam a capacidade operacional e ampliam as possibilidades de integração regional. O documento alerta que todo esse aumento de capacidade gera risco de assimetria entre esses nós logísticos e os corredores que os alimentam. Suape, por exemplo, vai passar a demandar novos acessos rodoviários metropolitanos.
É nesse ponto que o relatório atribui importância superior ao Arco Metropolitano, por criar uma conexão externa entre a Mata Norte, a BR-408, a BR-232 e Suape, capaz de redistribuir fluxos hoje concentrados no trecho urbano da BR-101. A vice-governadora lembrou que o projeto estava parado havia mais de duas décadas. "O Arco Metropolitano chega com 20 anos de atraso, mas chega em um governo de concertação institucional, que nos permite tirar do papel um projeto que estava desenhado desde o fim dos anos 1990 pela Condepe/Fidem", disse.
O projeto tem cerca de 95 km de extensão no total, ligando o norte e o sul da Região Metropolitana do Recife. No trecho inicial — que está em obras —, são aproximadamente R$ 632 milhões de investimento para uma extensão de 25 quilômetros, com recursos viabilizados pelo governo de Pernambuco.
A importância da Transnordestina
A terceira frente listada pelo documento da Ceplan compreende os investimentos com potencial para alterar a arquitetura modal do sistema, tendo na conclusão do trecho Salgueiro–Suape da Transnordestina o principal projeto dessa natureza.
Em seu discurso, a vice-governadora comentou que a continuidade do projeto em Pernambuco dependeu da articulação da governadora Raque Lyra em Brasília. "No fim de 2022, o ramal Salgueiro–Suape foi retirado do projeto da Transnordestina. Foi um esforço de mobilização muito grande, liderado pela governadora Raquel Lyra, para que Pernambuco voltasse a fazer parte da ferrovia, que sequer estava prevista até aquele momento", disse Krause, relembrando de uma reunião ocorrida em 2023 no Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional com os Estados do Ceará e Piauí, que a governadora se fez presente.
O diagnóstico também distingue as fontes desse ciclo de investimentos, com o governo de Pernambuco concentrando esforços na recuperação da malha estadual e atuando em parceria com o governo federal nos corredores rodoviários nacionais, nas dragagens, nos aeroportos e na ferrovia.
O capital privado está mais presente nos terminais portuários, nas concessões aeroportuárias e nos condomínios logísticos. Para a vice-governadora, o ciclo de investimentos já reflete na confiança do setor produtivo. "Nos últimos três anos e meio, tivemos R$ 40 bilhões em anúncios de investimento por parte da iniciativa privada em Pernambuco. Isso mostra que estamos ampliando a vantagem competitiva do Estado diante dos desafios que se colocam, inclusive com a reforma tributária", disse Priscila Krause.
A Multimodal Nordeste 2026 é uma feira que reúne as empresas do setor de logística e comércio exterior e segue até esta quinta (06) no Recife Expo Center, localizado no Cais de Santa Rita.
Participaram da solenidade de abertura a Diretora Comercial da Insight Feiras e Negócios, Carol Baía; o sócio da Multimodal Nordeste, Domenico Carneiro; diretor da Insight Feiras e Eventos, Rodrigo da Fonte; diretora de Marketing da Insight Feiras e Negócios, Tatiana Menezes; presidente de Honra da Multimodal Nordeste, Manoel Ferreira Júnior; diretor-presidente do Porto de Suape, Armando Monteiro Bisneto; presidente do Porto do Recife, Agner Maciel; presidente da Fiepe, Bruno Veloso, a secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado, Danielle Jar e outros empresários e autoridades. .