quarta-feira, 28 de outubro de 2026

NA LUPA 🔎 | REI MORTO, REI POSTO! FLÁVIO SAI DE CENA, MICHELLE SORRI COM VALDEMAR E O PL JÁ CALCULA QUEM VAI MANDAR NO BOLSONARISMO

Na política, existe uma velha máxima que nunca perde a validade: rei morto, rei posto! Basta uma liderança perder força para que outros comecem a medir o espaço disponível. E é exatamente esse o cenário que começa a se desenhar no bolsonarismo depois da derrota de Flávio Bolsonaro para Lula. Nesta terça-feira (27), enquanto as notícias sobre a saída do senador do Brasil rumo aos Estados Unidos dominavam o noticiário, Michelle Bolsonaro apareceu sorridente ao lado de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, na sede da legenda, em Brasília. A fotografia pode parecer um registro comum de reunião partidária, mas, no atual momento político, ganhou outro peso.

O encontro aconteceu dois dias depois da derrota presidencial e em meio à repercussão da viagem de Flávio. Valdemar afirmou que conversou com Michelle sobre o futuro do partido e os desafios pela frente. Oficialmente, o discurso é de união e diálogo. Nos bastidores, porém, a política não costuma esperar que os derrotados reorganizem os pensamentos. Enquanto uns tentam explicar o resultado das urnas, outros começam a calcular o próximo movimento.

É preciso separar os fatos das especulações: a fotografia não prova que Michelle e Valdemar estivessem comemorando a derrota de Flávio, nem que tenham articulado uma substituição dentro da família Bolsonaro. Mas o momento em que a imagem apareceu ajuda a explicar por que ela provocou tanta repercussão. A disputa pelo protagonismo da direita está aberta, e ninguém precisa anunciar uma guerra interna para perceber que existem interesses diferentes em jogo.

Michelle não chega a essa nova fase de mãos vazias. Eleita senadora pelo Distrito Federal com 938.496 votos, ela conquistou um mandato próprio e uma votação expressiva, capaz de lhe garantir espaço nas discussões nacionais. Durante a pré-campanha, teve divergências com Flávio e não participou das agendas do enteado no segundo turno, alimentando comentários sobre a relação política entre os dois. Embora tenha declarado apoio à candidatura na convenção do PL, os episódios mostraram que a unidade familiar não significa ausência de disputas.

Agora, com Flávio envolvido em uma crise que exige esclarecimentos, Michelle aparece como um dos nomes com potencial para ampliar sua influência. Ainda é cedo para proclamá-la a nova chefe do bolsonarismo, mas seria um erro político ignorar sua votação, seu mandato e sua capacidade de mobilização. Ela não precisa herdar formalmente o comando de ninguém para crescer no espaço deixado por uma liderança enfraquecida.

REI MORTO, REI POSTO! A expressão não significa que Flávio esteja politicamente acabado, mas resume uma regra conhecida da política: quando alguém perde força, outros se movimentam para ocupar o terreno. E, nesse jogo, a velocidade vale muito. O capital eleitoral de Michelle, a estrutura partidária de Valdemar e os interesses de uma bancada numerosa podem pesar tanto quanto o sobrenome que, durante anos, concentrou praticamente toda a atenção da direita brasileira.

O PL perdeu a Presidência da República, mas saiu das urnas com uma força parlamentar expressiva. A partir de 2027, a legenda contará com 121 deputados federais e deverá ter 29 senadores, conforme a composição divulgada para a próxima legislatura. É uma estrutura capaz de pressionar o governo Lula, negociar espaços no Congresso e influenciar votações importantes. A derrota presidencial não transformou o partido em figurante; pelo contrário, colocou sobre seus dirigentes a responsabilidade de decidir como essa força será utilizada.

É justamente aí que Valdemar Costa Neto se torna uma peça decisiva. O presidente nacional do PL precisa manter a bancada coesa, administrar interesses diferentes e definir a estratégia de oposição ao novo governo. Um partido desse tamanho não se sustenta apenas com declarações de fidelidade à família Bolsonaro. Deputados, senadores e lideranças regionais têm projetos próprios, ambições eleitorais e interesse em participar das decisões sobre o futuro da direita.

A situação de Flávio acrescenta mais incerteza a esse cenário. A saída do senador para os Estados Unidos ganhou repercussão após uma determinação judicial relacionada à entrega de seus passaportes. As circunstâncias da viagem e seus desdobramentos precisam ser tratados com cautela, sem transformar versões e suspeitas em conclusões definitivas. Ainda assim, o episódio abriu uma frente de desgaste para quem pretendia se apresentar como protagonista da oposição nacional.

O contraste é evidente. Durante a campanha, Flávio buscou consolidar seu nome como herdeiro político do pai e candidato capaz de enfrentar Lula. Depois da derrota, passou a ocupar o noticiário por causa de sua saída do país, enquanto Michelle e Valdemar apareciam juntos discutindo o futuro do PL. A política tem uma memória curta para os momentos de fraqueza e uma velocidade impressionante para identificar novas oportunidades.

E não é apenas Michelle que observa esse movimento. Valdemar controla a estrutura partidária, os parlamentares possuem força própria e outros nomes da direita esperam a oportunidade de ampliar sua influência. O bolsonarismo terá de decidir se continuará girando exclusivamente em torno da família Bolsonaro ou se abrirá espaço para uma liderança mais ampla, capaz de manter o movimento unido mesmo depois de uma derrota nas urnas.

Michelle tem votos, mandato e visibilidade. Valdemar tem o partido e uma das maiores bancadas do Congresso. Flávio ainda carrega um sobrenome de enorme peso eleitoral, mas precisa enfrentar o desgaste do momento e mostrar qual será seu papel daqui para a frente. Nenhum desses elementos, isoladamente, define quem comandará a direita. O que está em disputa é justamente a combinação entre votos, estrutura, capacidade de articulação e poder de mobilização.

NA LUPA: a fotografia de Michelle sorrindo ao lado de Valdemar não prova uma comemoração pela situação de Flávio, mas revela um momento politicamente simbólico. O bolsonarismo perdeu a Presidência, manteve uma bancada poderosa e entrou numa fase em que o comando já não pode ser tratado como assunto resolvido. Flávio pretendia liderar a oposição; Michelle tem um mandato próprio; Valdemar precisa manter o partido unido. E, quando a política começa a discutir sucessão antes mesmo de enterrar a derrota, a velha máxima volta a fazer sentido: rei morto, rei posto! O reinado de um nome pode até não ter terminado, mas já tem gente olhando para o trono.

Blog do Edney — A notícia verdade.

terça-feira, 27 de outubro de 2026

LULA DETONA SAÍDA DE FLÁVIO BOLSONARO DO BRASIL: “ATO VERGONHOSO” E “LAMBER BOTAS DOS EUA”

Presidente reeleito questiona decisão do senador de deixar o país, critica a postura da família Bolsonaro diante dos Estados Unidos e relaciona a viagem à investigação que levou à determinação de apreensão dos passaportes
A saída de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil, depois da derrota na eleição presidencial, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (27). O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu publicamente à viagem do senador aos Estados Unidos e não economizou nas palavras. Chamou a decisão de “vergonhosa”, criticou a postura da família Bolsonaro em relação aos americanos e afirmou que quem deixa o país escondido dá motivos para questionamentos.

A declaração foi feita no Palácio da Alvorada, durante uma manifestação em frente à residência oficial, justamente no dia em que Lula completa 81 anos. Diante de apoiadores, o petista transformou o episódio em mais um confronto político com o grupo bolsonarista, que ainda enfrenta os desdobramentos da derrota nas urnas e as repercussões de investigações envolvendo seus integrantes.

“Eu lamento que ele tenha saído do Brasil, porque ele poderia ficar aqui e provar que as acusações não são verdadeiras. Esse ato de sair do Brasil é vergonhoso. Lamentavelmente, a família Bolsonaro é isso, é lamber botas dos EUA”, declarou Lula.

O presidente também questionou a necessidade de deixar o território brasileiro em meio às suspeitas que envolvem o senador. “Quem sai escondido do país é porque deve alguma coisa. Quem não deve não teme”, afirmou, reforçando o tom de enfrentamento.

Lula voltou a utilizar a palavra “miliciano” ao se referir a Flávio Bolsonaro e contestou qualquer tentativa de apresentar o Brasil, no exterior, como um país sem liberdade política ou democrática. “Não vai dizer lá fora que o Brasil não tem democracia. Se não tivesse, um miliciano não seria candidato a presidente”, declarou.

VIAGEM SOB SIGILO E COM CÍRCULO RESTRITO DE ALIADOS

A viagem de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, acompanhado da esposa e das duas filhas, foi revelada nesta terça-feira pelo portal Metrópoles, em informação publicada na coluna do jornalista Igor Gadelha. Segundo a reportagem, a saída teria sido organizada com a participação de um grupo restrito de aliados no Brasil e nos Estados Unidos, numa tentativa de evitar vazamentos antecipados.

O deslocamento ganhou repercussão porque ocorreu em meio a uma situação jurídica delicada para o senador. De acordo com as informações apresentadas sobre o caso, a viagem aconteceu após uma determinação para que ele entregasse seus passaportes à Polícia Federal.

A medida foi solicitada pela própria PF e autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão envolvendo Flávio Bolsonaro e o empresário Willer Tomaz.

A investigação busca esclarecer possíveis irregularidades relacionadas a empresas de apostas e plataformas de pagamento. As suspeitas ainda precisam ser apuradas pelas autoridades competentes, e a existência de uma investigação não significa, por si só, que os investigados tenham cometido os crimes sob apuração.

PASSAPORTES, INVESTIGAÇÃO E PRESSÃO POLÍTICA

A coincidência entre a determinação judicial envolvendo os passaportes e a saída do senador do Brasil colocou o episódio no centro do debate político nacional. A pergunta que passou a circular nos bastidores é por que Flávio Bolsonaro decidiu viajar justamente nesse momento e quais serão os próximos desdobramentos jurídicos da situação.

É importante distinguir, porém, os fatos confirmados das interpretações políticas. A viagem aos Estados Unidos foi noticiada, assim como a existência da investigação e o pedido de apreensão dos documentos. Já a caracterização da saída como fuga e a afirmação de que o senador estaria tentando escapar das autoridades são avaliações que exigem cautela e não podem ser tratadas automaticamente como conclusões judiciais.

Ainda assim, o episódio oferece munição para os adversários políticos da família Bolsonaro. Lula aproveitou a oportunidade para atacar não apenas Flávio, mas também a relação dos Bolsonaro com os Estados Unidos, transformando a viagem em símbolo do embate entre o governo reeleito e o grupo derrotado nas urnas.

DERROTA NAS URNAS E UM NOVO CAPÍTULO DA DISPUTA

A eleição presidencial terminou, mas a disputa política está longe de esfriar. Para Lula, a saída de Flávio representa uma oportunidade de reforçar o discurso de que o Brasil possui instituições democráticas capazes de investigar e responsabilizar quem quer que seja, independentemente de sobrenome ou posição política.

Para o campo bolsonarista, a repercussão da viagem acrescenta um novo problema a uma conjuntura já marcada pela derrota eleitoral e pelas pressões jurídicas. O silêncio, a explicação pública ou uma eventual reação do senador poderão influenciar os próximos capítulos dessa história.

O ponto central, neste momento, é que a viagem aconteceu em meio a uma investigação sensível e provocou uma reação contundente do presidente reeleito. Lula escolheu palavras duras, vinculou o episódio à relação da família Bolsonaro com os Estados Unidos e cobrou que Flávio permaneça no Brasil para responder às acusações.

Na política brasileira, uma viagem pode ser apenas uma viagem. Mas, quando ocorre cercada de sigilo, em meio a uma determinação judicial e depois de uma derrota presidencial, dificilmente deixa de produzir consequências políticas. Agora, caberá às autoridades esclarecer os aspectos jurídicos do caso e ao próprio senador explicar publicamente as circunstâncias de sua saída do país.


FEIRA DE IMÓVEIS DE CARUARU REÚNE OPORTUNIDADES DO ENTRADA GARANTIDA, QUE JÁ APROVOU MAIS DE 6.500 FAMÍLIAS NO MUNICÍPIO

Evento acontece de 29 de outubro a 1º de novembro, na estação ferroviária; Caruaru conta com 2.147 unidades habitacionais  disponíveis no Programa Morar Bem Pernambuco

Com mais de 29 mil famílias aprovadas no estado, o Morar Bem Pernambuco – Entrada Garantida será um dos destaques da Feira de Imóveis de Caruaru, de 29 de outubro a 1º de novembro, na Estação Ferroviária. O evento reunirá 19 construtoras e imobiliárias e contará com um estande do Governo do Estado para orientar o público sobre o programa, que já soma 6.529 aprovações no município.

Em Caruaru, das 8.679 unidades habitacionais disponibilizadas na modalidade, 2.147 ainda estão disponíveis, distribuídas em 58 empreendimentos. Os números representam novas oportunidades para famílias que desejam adquirir o primeiro imóvel com o apoio do subsídio estadual.

“O Morar Bem Pernambuco é uma oportunidade concreta para muitas famílias realizarem o sonho da casa própria. A Feira de Imóveis de Caruaru aproxima esse público das construtoras, amplia o acesso à informação e permite que as pessoas conheçam as opções disponíveis e entendam como o benefício pode ajudar na conquista do primeiro imóvel. Com 19 construtoras e imobiliárias participando, temos um ambiente favorável para conectar as famílias às oportunidades habitacionais”, destaca o diretor-presidente da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), Paulo Lira.

No estande do Governo de Pernambuco, os visitantes poderão esclarecer dúvidas sobre o funcionamento do programa e os critérios para receber o benefício de R$ 20 mil, concedido pelo Estado para auxiliar no pagamento da entrada do primeiro imóvel, além de realizar sua inscrição no programa. A iniciativa busca facilitar o acesso ao financiamento habitacional para famílias que atendam aos requisitos estabelecidos.

A Caixa Econômica Federal também terá um estande na feira, com atendimento para simulações de financiamento e orientações sobre crédito imobiliário. Os interessados poderão conhecer as condições de programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida, e verificar a possibilidade de ampliar os descontos na entrada do financiamento em até R$ 75 mil, junto com o Morar Bem Pernambuco, conforme os critérios aplicáveis.

A expectativa dos organizadores é movimentar aproximadamente R$ 80 milhões em negócios realizados e prospectados a partir do evento, que deve receber milhares de visitantes ao longo dos quatro dias de programação.

Como participar do Morar Bem Pernambuco?

Para ter acesso ao Entrada Garantida, é necessário residir em Pernambuco, atender ao limite de renda familiar estabelecido pelo programa, não possuir imóvel próprio e ter a documentação e o financiamento aprovados pela Caixa Econômica Federal. Também não é permitido ter recebido anteriormente atendimento habitacional definitivo.

As inscrições são realizadas pelo site www.morarbempe.com.br.

Os valores máximos dos imóveis variam conforme o município: R$ 270 mil no Recife; R$ 255 mil na Região Metropolitana e em cidades com mais de 300 mil habitantes, como Caruaru e Petrolina; R$ 240 mil em municípios com população entre 100 mil e 300 mil habitantes; e R$ 210 mil nas demais cidades.


FLÁVIO BOLSONARO CHEGA AOS EUA E PREPARA COLETIVA EM MEIO A SUSPEITAS DE FUGA DO BRASIL

Senador deixou o país após prometer que permaneceria em território nacional e não cumprir, no prazo estabelecido, determinação judicial relacionada à entrega dos passaportes. Viagem aumenta a pressão sobre o filho de Jair Bolsonaro.

O roteiro político de Flávio Bolsonaro ganhou contornos de suspense internacional. Depois da derrota de seu campo político na eleição presidencial, o senador desembarcou nos Estados Unidos e prepara uma coletiva de imprensa para tentar explicar uma viagem que levantou uma série de questionamentos no Brasil. A movimentação ocorre após declarações públicas nas quais ele afirmava que permaneceria no país e depois de uma determinação judicial envolvendo seus passaportes.

A viagem foi noticiada nesta terça-feira (27), com informações atribuídas a fontes ouvidas pela imprensa. A expectativa é que Flávio se pronuncie nesta quarta-feira (28), mas os detalhes sobre o horário e o local da coletiva precisam ser confirmados oficialmente. O episódio já provoca repercussão política porque acontece em um momento delicado para a família Bolsonaro, ainda tentando reorganizar sua atuação depois da derrota eleitoral para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A contradição entre o discurso e a viagem é o principal combustível da crise. Flávio havia afirmado que não pretendia deixar o Brasil e que cumpriria as determinações relacionadas aos seus documentos. Entretanto, o prazo judicial terminou sem a entrega dos passaportes, e os documentos foram alvo de medidas de cancelamento. A sequência dos acontecimentos ampliou as dúvidas sobre os motivos da saída e sobre a estratégia adotada pelo senador.

A hipótese de uma passagem pela Argentina também entrou no noticiário depois de informações sobre um jato particular no aeroporto de Puerto Iguazú. O governo argentino, porém, negou haver registro de entrada de Flávio no país. A rota efetivamente utilizada e as circunstâncias completas do deslocamento precisam ser esclarecidas pelas autoridades e pelo próprio parlamentar.

Outra possibilidade que passou a circular é a de um eventual pedido de asilo político nos Estados Unidos. Até o momento, porém, não se deve confundir especulações sobre essa hipótese com a existência de um pedido formal ou com qualquer concessão de proteção pelo governo norte-americano. A coletiva anunciada poderá esclarecer se há alguma iniciativa nesse sentido e quais são os planos de Flávio em território americano.

A viagem também cria um problema político para o PL. Flávio vinha se apresentando como uma das principais lideranças responsáveis por organizar a oposição ao governo Lula. Deixar o Brasil justamente em meio a uma crise envolvendo uma determinação judicial coloca sua postura sob escrutínio e abre espaço para cobranças de adversários e até de integrantes de seu próprio campo político.

A comparação com Jair Bolsonaro é inevitável. Depois da derrota eleitoral de 2022, o ex-presidente viajou aos Estados Unidos e permaneceu fora do país por um período. As circunstâncias atuais, entretanto, são diferentes e precisam ser analisadas separadamente, sem antecipar conclusões sobre eventuais responsabilidades jurídicas do senador.

O fato político é que Flávio agora terá de explicar por que saiu do Brasil depois de afirmar que ficaria. A coletiva poderá ser decisiva para esclarecer o destino da viagem, as razões da decisão e os próximos passos de sua atuação política. Também será uma oportunidade para responder às dúvidas sobre o cumprimento da determinação judicial relacionada aos passaportes.

A oposição brasileira precisa de liderança, estratégia e presença política. Não basta anunciar que vai enfrentar Lula em Brasília; é necessário explicar aos eleitores cada movimento, especialmente quando uma viagem internacional ocorre em meio a uma crise dessa dimensão. Flávio tem o direito de viajar e de apresentar sua versão dos fatos, mas também precisa responder aos questionamentos que suas próprias declarações e decisões colocaram no centro do debate.

A coletiva poderá trazer esclarecimentos. Até lá, a pergunta continua no ar: se a promessa era permanecer no Brasil para liderar a oposição, por que Flávio Bolsonaro foi parar nos Estados Unidos justamente agora?

Blog do Edney — A notícia verdade.

Edney Souto / Equipe Blog do Edney

BEPI APREENDE MAIS DE 12 QUILOS DE DROGAS ÀS MARGENS DA PE-360, EM IBIMIRIM

Suspeitos abandonaram maconha, cocaína e uma balança de precisão ao perceberem a chegada das viaturas e fugiram pela caatinga.
Uma ação do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI) resultou na apreensão de mais de 12 quilos de drogas na zona rural de Ibimirim, no Sertão de Pernambuco, na segunda-feira (26). O material foi encontrado às margens da PE-360, nas proximidades do povoado de Corte.

De acordo com informações da polícia, os militares receberam denúncias sobre um veículo que seria utilizado para realizar uma entrega de entorpecentes na região. A equipe seguiu para o local indicado, mas, ao perceberem a aproximação das viaturas, os suspeitos abandonaram a droga e fugiram em direção à caatinga.

Durante a ocorrência, os policiais apreenderam 7,7 quilos de maconha, 5,2 quilos de cocaína e uma balança de precisão, equipamento que pode ser utilizado para pesar e fracionar entorpecentes.

Apesar da apreensão, os suspeitos conseguiram escapar e, conforme as informações divulgadas, não houve registro de prisão na ação.

Todo o material foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Arcoverde, onde foram adotadas as medidas cabíveis. A apreensão representa mais uma ação de combate ao tráfico de drogas no Sertão pernambucano.


“LAVE A SUA BOCA PARA FALAR DO MEU PAI”, DISPARA LULA DA FONTE EM MEIO À POLÊMICA COM MENDONÇA FILHO

A política pernambucana ganhou mais um capítulo de tensão nas redes sociais. O deputado federal Lula da Fonte (PP-PE) reagiu à repercussão de conteúdos que atacam o histórico eleitoral de Mendonça Filho e mandou um recado duro em defesa do pai, o também deputado federal Eduardo da Fonte.

“Lave a sua boca para falar do meu pai”, é a frase que resume o tom da reação atribuída ao parlamentar, em meio à circulação de uma montagem com a manchete “Mendonça Filho, o maior perdedor da história de Pernambuco”.

A arte reúne disputas eleitorais de Mendonça Filho e destaca derrotas em eleições para prefeito do Recife, governador de Pernambuco e senador. O material provocou repercussão no ambiente político e colocou novamente em evidência as disputas e os ressentimentos que costumam sobreviver mesmo depois de encerrada a contagem dos votos.

Em publicação nas redes sociais, Lula da Fonte afirmou que há políticos que, em vez de aceitarem os resultados das urnas, preferem continuar atacando. O deputado também declarou que não pretende se calar diante do que classificou como difamações.

“Da minha parte, não vai faltar coragem para defender quem eu sou, aquilo em que acredito e, principalmente, quem sempre esteve ao meu lado”, escreveu.

A mensagem terminou com um recado de disposição para seguir na vida pública: “Seguimos firmes, de cabeça erguida e com muito trabalho por Pernambuco!”

Embora o texto publicado não cite nominalmente Mendonça Filho nem identifique os responsáveis pelos ataques mencionados, a reação veio no contexto da repercussão da montagem envolvendo o ex-ministro.

Nos bastidores, o episódio expõe como as divergências políticas em Pernambuco continuam alimentando confrontos que ultrapassam o debate sobre propostas e resultados eleitorais. Quando o assunto chega à família, o tom sobe, as palavras ganham peso e as redes sociais viram palco de mais uma disputa.

A pergunta que fica é até onde vai essa troca de farpas e se o episódio terá novos desdobramentos entre lideranças que seguem dividindo espaço no tabuleiro político pernambucano.

CORRIDA PELA PRESIDÊNCIA DA ALEPE ESQUENTA E DISPUTA PROMETE BATE-CHAPA ENTRE ALIADOS E OPOSITORES

Passada a eleição presidencial, a política pernambucana já começa a mirar outro campo de batalha: a presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A disputa pelo comando da Casa ganha corpo nos bastidores, com nomes circulando, alianças sendo costuradas e parlamentares tentando medir a própria força antes que o jogo fique mais pesado.

Entre os nomes que aparecem nas articulações estão Joãozinho Tenório, Débora Almeida e Aglailson Victor, todos do PSD, além de Gustavo Gouveia, do Podemos. A lista, porém, está longe de ser definitiva. Na política, uma coisa é colocar o nome na mesa; outra, bem diferente, é reunir votos suficientes para chegar à cadeira mais cobiçada do Legislativo estadual.

A oposição também começa a discutir sua estratégia. O grupo terá de decidir se lança candidatura própria ou se aposta em um nome que consiga demonstrar maior independência em relação ao Palácio do Campo das Princesas. A eleição não será apenas uma disputa por cargos e influência dentro da Alepe. O resultado também dará sinais sobre o tamanho da força do governo estadual entre os deputados e a capacidade dos diferentes grupos de construir maioria.

FRANCISMAR PONTES QUER ENTRAR NO JOGO

O primeiro-secretário da Alepe, Francismar Pontes (PSB), também está no tabuleiro. Segundo informações que circulam nos bastidores, o deputado vem afirmando que será candidato e demonstra disposição para enfrentar um bate-chapa, mesmo que não haja consenso em torno de seu nome.

A postura indica que Francismar não pretende ficar esperando que as articulações dos outros definam seu destino. Se levar a candidatura adiante, terá de transformar disposição em votos e mostrar que possui musculatura política para enfrentar uma disputa que promete exigir muito mais do que declarações de intenção.

GUSTAVO GOUVEIA AVANÇA NOS BASTIDORES

Outro nome que se movimenta com atenção é o de Gustavo Gouveia (Podemos). O deputado vem trabalhando na construção de apoios e no diálogo com colegas, tentando ampliar seu espaço numa disputa em que cada voto poderá fazer diferença.

Gustavo tem a seu favor a experiência parlamentar e a possibilidade de transitar entre diferentes grupos. O desafio será transformar essas conversas em compromissos concretos. Em eleição de Mesa Diretora, simpatia não garante voto, e acordo de bastidor só ganha valor quando aparece na contagem final.

ANTÔNIO MORAES GANHA SINALIZAÇÃO PÚBLICA

O deputado Antônio Moraes também começa a colocar seu nome em evidência. Em vídeo publicado ao lado do prefeito de Aliança e presidente da Amupe, Pedro Freitas, o parlamentar foi apresentado pelo gestor como “futuro presidente da Assembleia”.

A declaração funciona como um gesto público de valorização da possível candidatura e coloca Antônio Moraes no radar da disputa. Resta saber até que ponto essa sinalização se converterá em apoio dentro do plenário, onde a eleição será efetivamente decidida.

Por enquanto, a presidência da Alepe segue em aberto. Há nomes se movimentando, grupos avaliando cenários e uma oposição tentando definir o melhor caminho. O que parece certo é que a disputa não será resolvida apenas por quem anunciar primeiro a candidatura, mas por quem conseguir reunir a maioria necessária.

Nos bastidores da Assembleia, a eleição já começou. E, como costuma acontecer na política pernambucana, muita coisa ainda será negociada antes de o primeiro voto ser depositado.

CORRIDA PELA PRESIDÊNCIA DA ALEPE ESQUENTA E DISPUTA PROMETE BATE-CHAPA ENTRE ALIADOS E OPOSITORES

Passada a eleição presidencial, a política pernambucana já começa a mirar outro campo de batalha: a presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A disputa pelo comando da Casa ganha corpo nos bastidores, com nomes circulando, alianças sendo costuradas e parlamentares tentando medir a própria força antes que o jogo fique mais pesado.

Entre os nomes que aparecem nas articulações estão Joãozinho Tenório, Débora Almeida e Aglailson Victor, todos do PSD, além de Gustavo Gouveia, do Podemos. A lista, porém, está longe de ser definitiva. Na política, uma coisa é colocar o nome na mesa; outra, bem diferente, é reunir votos suficientes para chegar à cadeira mais cobiçada do Legislativo estadual.

A oposição também começa a discutir sua estratégia. O grupo terá de decidir se lança candidatura própria ou se aposta em um nome que consiga demonstrar maior independência em relação ao Palácio do Campo das Princesas. A eleição não será apenas uma disputa por cargos e influência dentro da Alepe. O resultado também dará sinais sobre o tamanho da força do governo estadual entre os deputados e a capacidade dos diferentes grupos de construir maioria.

FRANCISMAR PONTES QUER ENTRAR NO JOGO

O primeiro-secretário da Alepe, Francismar Pontes (PSB), também está no tabuleiro. Segundo informações que circulam nos bastidores, o deputado vem afirmando que será candidato e demonstra disposição para enfrentar um bate-chapa, mesmo que não haja consenso em torno de seu nome.

A postura indica que Francismar não pretende ficar esperando que as articulações dos outros definam seu destino. Se levar a candidatura adiante, terá de transformar disposição em votos e mostrar que possui musculatura política para enfrentar uma disputa que promete exigir muito mais do que declarações de intenção.

GUSTAVO GOUVEIA AVANÇA NOS BASTIDORES

Outro nome que se movimenta com atenção é o de Gustavo Gouveia (Podemos). O deputado vem trabalhando na construção de apoios e no diálogo com colegas, tentando ampliar seu espaço numa disputa em que cada voto poderá fazer diferença.

Gustavo tem a seu favor a experiência parlamentar e a possibilidade de transitar entre diferentes grupos. O desafio será transformar essas conversas em compromissos concretos. Em eleição de Mesa Diretora, simpatia não garante voto, e acordo de bastidor só ganha valor quando aparece na contagem final.

ANTÔNIO MORAES GANHA SINALIZAÇÃO PÚBLICA

O deputado Antônio Moraes também começa a colocar seu nome em evidência. Em vídeo publicado ao lado do prefeito de Aliança e presidente da Amupe, Pedro Freitas, o parlamentar foi apresentado pelo gestor como “futuro presidente da Assembleia”.

A declaração funciona como um gesto público de valorização da possível candidatura e coloca Antônio Moraes no radar da disputa. Resta saber até que ponto essa sinalização se converterá em apoio dentro do plenário, onde a eleição será efetivamente decidida.

Por enquanto, a presidência da Alepe segue em aberto. Há nomes se movimentando, grupos avaliando cenários e uma oposição tentando definir o melhor caminho. O que parece certo é que a disputa não será resolvida apenas por quem anunciar primeiro a candidatura, mas por quem conseguir reunir a maioria necessária.

Nos bastidores da Assembleia, a eleição já começou. E, como costuma acontecer na política pernambucana, muita coisa ainda será negociada antes de o primeiro voto ser depositado.