sexta-feira, 16 de outubro de 2026
FRANCE HACKER FICA DE OLHO NA DISPUTA PELA PRESIDÊNCIA DA ALEPE
GILSON MACHADO DEFENDE FLÁVIO BOLSONARO E VÊ DERROTA DE LULA COMO REVÉS PARA JOÃO CAMPOS
Durante o encontro com aliados, Gilson foi direto ao defender que os prefeitos pernambucanos orientem seus eleitores a votar no senador Flávio Bolsonaro. Para o deputado eleito, o liberal reúne melhores condições para comandar o País do que o presidente Lula (PT).
Mas Gilson foi além da defesa eleitoral e levou a discussão para o tabuleiro político de Pernambuco. Na avaliação dele, uma eventual derrota de Lula também representaria um duro golpe nos planos do prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Segundo o raciocínio apresentado por Gilson, sem Lula no Palácio do Planalto, perderia força a possibilidade de João Campos ocupar um ministério no governo federal, hipótese que ele aponta como um plano B para o socialista.
A declaração mostra que a disputa presidencial já começa a ser tratada pelas lideranças pernambucanas como peça importante na construção dos projetos políticos estaduais. De um lado, a direita tenta fortalecer Flávio Bolsonaro; do outro, o campo ligado a Lula e João Campos acompanha os movimentos de uma eleição que pode influenciar diretamente o futuro das principais lideranças do Estado.
NA LUPA: Gilson Machado deixa claro que, para ele, a eleição presidencial não se resume à escolha de quem comandará o Brasil. Também está em jogo o futuro político de Pernambuco. A pergunta que fica é: os prefeitos vão embarcar nessa estratégia ou preferirão manter um pé em cada lado da disputa?
MORRE FILHO DO PREFEITO DE SÃO CAETANO JOSAFÁ ALMEIDA AOS 19 ANOS
Jeová Almeida Lima Neto teria sido vítima de um acidente automobilístico na BR-232. Velório está previsto para a residência da família, e sepultamento deverá ocorrer nesta sexta-feira (16), no cemitério do município.
Uma notícia dolorosa marca esta sexta-feira (16) em São Caetano, no Agreste de Pernambuco. Jeová Almeida Lima Neto, de 19 anos, filho do prefeito Josafá Almeida, morreu após um acidente automobilístico na BR-232. A informação foi publicada nesta sexta-feira pelo Blog do Finfa.
A morte do jovem representa um momento de profunda tristeza para a família do gestor municipal, que tem uma trajetória pública ligada à história política de São Caetano. Neste momento de dor, a solidariedade se volta aos familiares, amigos e a todos que conviviam com Jeová.
VELÓRIO E SEPULTAMENTO
De acordo com as informações divulgadas pelo Blog do Finfa, o velório está previsto para acontecer nesta sexta-feira, na residência do prefeito Josafá Almeida. O sepultamento deverá ocorrer à tarde, no cemitério local.
Até o momento, não foram divulgados detalhes adicionais sobre as circunstâncias do acidente, como o horário da ocorrência, a dinâmica da colisão ou as condições em que o jovem foi encontrado. Também não localizamos, nesta apuração, uma confirmação oficial da ocorrência específica por parte das autoridades responsáveis.
FAMÍLIA CONHECIDA NA POLÍTICA DE PERNAMBUCO
Josafá Almeida é prefeito de São Caetano e filho do ex-prefeito Jeová Almeida Lima, que também administrou o município e morreu em dezembro de 2020, aos 87 anos, em decorrência de complicações da Covid-19.
A família tem presença histórica na vida pública municipal. Diante da notícia, porém, o momento é de respeito à dor dos familiares, sem espaço para disputas políticas ou especulações.
SOLIDARIEDADE NESTE MOMENTO DE DOR
A morte de um jovem de apenas 19 anos é uma perda que comove e deixa familiares e amigos diante de uma dor difícil de traduzir em palavras.
O Blog do Edney manifesta solidariedade ao prefeito Josafá Almeida, aos familiares e amigos de Jeová Almeida Lima Neto, desejando força e acolhimento a todos neste momento tão difícil.
Que Deus conforte os corações dos familiares e amigos e conceda descanso eterno a Jeová.
Blog do Edney — você atualizado o tempo todo
IZAÍAS RÉGIS FALA EM 2028, MAS A URNA JÁ DEU DOIS RECADOS: DERROTA EM GARANHUNS E FRACASSO NA DISPUTA FEDERAL
Ex-prefeito perdeu a Prefeitura em 2024 por quase 34 mil votos e, em 2026, recebeu apenas 11.673 votos para deputado federal. Agora, admite voltar à disputa municipal, mas terá de explicar como pretende reconquistar o eleitorado.
O deputado estadual Izaías Régis voltou a movimentar o tabuleiro político de Garanhuns. Em entrevista ao podcast PodPerguntar, apresentado pelo radialista Gilmar Alves, nesta quinta-feira (15), o parlamentar relembrou realizações de suas gestões como prefeito, falou sobre projetos para o Agreste Meridional, elogiou o governo Raquel Lyra e deixou aberta a possibilidade de disputar novamente a Prefeitura em 2028.
A declaração seria apenas mais um movimento de um político experiente se não houvesse um detalhe importante: os números das últimas eleições mostram que Izaías precisa fazer muito mais do que recordar o passado para convencer o eleitorado de que merece uma nova oportunidade.
Em 2024, ele perdeu a Prefeitura de Garanhuns para Sivaldo Albino. Dois anos depois, disputou uma vaga na Câmara Federal e terminou como suplente, com uma votação modesta diante do tamanho do projeto eleitoral. A sequência de resultados coloca uma pergunta no centro do debate: Izaías está preparando uma volta por cima ou ainda não conseguiu superar o recado das urnas?
2024: UMA DERROTA DE 33.894 VOTOS
Na eleição municipal de 2024, os números foram contundentes. Sivaldo Albino, do PSB, conquistou a reeleição com 49.838 votos, correspondentes a 71,37% dos votos válidos. Izaías Régis, então no PSDB, ficou em segundo lugar, com 15.944 votos e 22,83%. Gersinho Filho, do PL, recebeu 4.046 votos, equivalentes a 5,79%. Os dados são da totalização eleitoral.
A diferença entre Sivaldo e Izaías chegou a 33.894 votos. Não foi uma disputa decidida por poucos votos, nem um resultado que possa ser explicado simplesmente por uma diferença apertada de campanha.
Sivaldo terminou com mais de três vezes a votação de Izaías. O resultado representou uma demonstração de força do prefeito reeleito e deixou ao ex-prefeito o desafio de entender por que uma parcela tão expressiva do eleitorado preferiu outro projeto político.
Izaías tem história em Garanhuns, governou o município por dois mandatos e deixou marcas administrativas. Mas o eleitor mostrou que conhecer essa história não significava, necessariamente, querer seu retorno ao comando da cidade naquele momento.
2026: A TENTATIVA FEDERAL NÃO DECOLOU
Se a eleição municipal de 2024 já havia imposto uma derrota expressiva, o resultado de 2026 trouxe outro sinal de alerta.
Na disputa por uma vaga de deputado federal pelo PSD, Izaías Régis recebeu 11.673 votos em Pernambuco, o equivalente a 0,22% dos votos válidos. Terminou na 62ª posição entre 359 candidatos e ficou como suplente, sem conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
A candidatura tinha um objetivo diferente daquele de 2024. Na eleição municipal, Izaías buscava o voto dos eleitores de Garanhuns para voltar à Prefeitura. Em 2026, precisava construir uma votação distribuída por Pernambuco, concorrendo com nomes de forte presença regional e estadual.
Ainda assim, o resultado impõe uma constatação: o projeto federal não alcançou a dimensão necessária para garantir uma vaga.
O dado mais revelador está na origem dos votos. Garanhuns respondeu por 8.397 dos 11.673 votos obtidos por Izaías em todo o estado. Isso significa que aproximadamente 71,9% de sua votação veio da própria cidade.
Em Garanhuns, ele recebeu 11,65% dos votos válidos para deputado federal e ficou em segundo lugar entre os candidatos mais votados no município, atrás de Felipe Carreras, que obteve 27.474 votos.
Ou seja, Izaías manteve uma base eleitoral concentrada em sua principal referência política, mas não conseguiu ampliar essa força na medida necessária para chegar à Câmara Federal.
A COMPARAÇÃO COM 2022 TAMBÉM ACENDE O ALERTA
Em 2022, quando disputou uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco, Izaías recebeu 27.104 votos e foi eleito deputado estadual pelo PSDB. Em 2026, na disputa federal, foram 11.673 votos.
A diferença nominal é de 15.431 votos a menos, uma redução de aproximadamente 57%.
É importante fazer a ressalva: deputado estadual e deputado federal são cargos diferentes, com disputas, eleitorados e estratégias de campanha distintas. Portanto, não seria correto tratar essa variação como uma medida direta de perda de apoio pessoal.
Mas o número ajuda a dimensionar a dificuldade de transformar uma trajetória política consolidada em uma candidatura competitiva em âmbito estadual.
Em 2022, Izaías conseguiu uma cadeira na Alepe. Em 2026, não conseguiu repetir o êxito eleitoral em uma disputa por Brasília. E, entre uma eleição e outra, já havia sofrido uma derrota expressiva na tentativa de voltar à Prefeitura de Garanhuns.
A sequência merece análise, não maquiagem política.
A MAGIA DO NATAL E O VIVA DOMINGUINHOS NÃO RESOLVEM TUDO
Durante a entrevista ao PodPerguntar, Izaías relembrou ações de suas gestões, com destaque para a Magia do Natal, o Viva Dominguinhos, os investimentos culturais, o Festival de Inverno de Garanhuns e a implantação de escolas municipais em localidades que não contavam com essas unidades.
Essas iniciativas fazem parte do debate sobre seu legado administrativo. Não há problema em apresentá-las, defender sua importância e reivindicar reconhecimento pelo que foi realizado.
O problema começa quando o passado é tratado como se garantisse, automaticamente, o futuro.
A cidade mudou, o eleitorado mudou e a política local ganhou novos atores. A reeleição de Sivaldo Albino em 2024, com 71,37% dos votos válidos, mostrou que a disputa municipal não se resolveu pela simples comparação de currículos ou pelo peso histórico de antigos gestores. PP
Para voltar à Prefeitura, Izaías terá de explicar não apenas o que fez quando governou, mas o que pretende fazer de diferente, quais erros reconhece e como pretende dialogar com uma população que já teve a oportunidade de votar nele e escolheu outro caminho.
O legado é importante. Mas não é um cheque em branco.
HOSPITAL, MATERNIDADE E IML: O ELEITOR QUER SABER O QUE SAIU DO PAPEL
Na entrevista, o parlamentar também citou projetos e indicações voltados ao Agreste Meridional, incluindo o Hospital Mestre Dominguinhos, uma maternidade, um Instituto de Medicina Legal e uma UTI pediátrica no Hospital Regional Dom Moura.
São pautas relevantes para a região e para uma população que necessita de serviços públicos de saúde cada vez mais estruturados.
Mas o debate precisa distinguir anúncio, indicação parlamentar, articulação política, obra iniciada e serviço efetivamente entregue.
Quem pretende disputar novamente o Executivo municipal deve estar preparado para responder sobre o andamento dessas demandas, o que depende de cada esfera de governo e quais resultados concretos foram alcançados.
Não basta listar projetos importantes. É preciso apresentar o que avançou, o que continua pendente e como o parlamentar pretende contribuir para tirar as propostas do papel.
RAQUEL LYRA E A FORÇA DO GOVERNO ESTADUAL
Izaías também comemorou a vitória da governadora Raquel Lyra e fez uma avaliação positiva de sua gestão.
O alinhamento com a governadora pode ter importância estratégica para seus planos futuros, especialmente em uma conjuntura na qual alianças estaduais influenciam a formação de grupos municipais.
Entretanto, a vitória de Raquel não transfere automaticamente votos para todos os aliados. Cada liderança precisa demonstrar sua própria capacidade eleitoral e construir uma relação direta com a população.
Em Garanhuns, a questão será saber se Izaías conseguirá transformar sua posição política e seus vínculos com o governo estadual em uma nova base de confiança local.
A resposta não está apenas nos palanques, nas fotografias ou nas declarações de apoio. Está na capacidade de dialogar com o eleitorado e apresentar resultados.
2028: IZAÍAS QUER VOLTAR, MAS GARANHUNS VAI DECIDIR
Ao falar sobre a possibilidade de disputar novamente a Prefeitura, Izaías afirmou: “Iremos observar o cenário do momento, e caso seja favorável, podemos sim concorrer à Prefeitura de Garanhuns em 2028”.
A declaração mantém a hipótese viva, mas ainda não representa uma candidatura oficial nem garante que o cenário será favorável.
Até 2028, o deputado terá tempo para reorganizar seu grupo, avaliar alianças, recuperar pontes políticas e definir qual projeto pretende apresentar à cidade.
O desafio, porém, é maior do que anunciar uma intenção. Em 2024, perdeu a Prefeitura por 33.894 votos. Em 2026, recebeu 11.673 votos na disputa federal e terminou como suplente. São resultados diferentes, em eleições distintas, mas que colocam a reconstrução de sua força política no centro da discussão.
Não é impossível voltar. A política pernambucana tem exemplos de lideranças que perderam eleições e conseguiram se recuperar. Mas isso exige reconhecer o cenário real, e não agir como se nada tivesse acontecido.
NA LUPA
Izaías Régis tem história, experiência e realizações que podem ser apresentadas ao eleitor. Mas também tem duas derrotas recentes que não podem ser tratadas como notas de rodapé.
A eleição de 2024 mostrou uma ampla preferência por Sivaldo Albino na disputa pela Prefeitura. O resultado de 2026, por sua vez, mostrou que Izaías não conseguiu transformar sua trajetória em votos suficientes para conquistar uma vaga na Câmara Federal.
Agora, ao mencionar 2028, o deputado abre uma nova discussão sobre seu futuro político. A pergunta é se conseguirá apresentar uma proposta capaz de ir além da memória de suas administrações.
Porque política não vive apenas de saudade, realizações antigas ou declarações de intenção. Vive de confiança, articulação, resultados e voto.
Izaías pode querer voltar ao Palácio Celso Galvão. Mas querer é uma coisa; convencer Garanhuns é outra. E, depois dos números de 2024 e 2026, o caminho para uma eventual volta exige muito mais do que dizer que está disposto a disputar.
No fim, a decisão será do eleitor. E a urna, como já demonstrou, não costuma respeitar os planos de ninguém.
CARPINA VIROU PALCO BOLSONARISTA COM PRESENÇA DE LIDERANÇAS DA DIREITA
NA LUPA 🔍 | RAQUEL LYRA ENTRA NO JOGO E DISPUTA PELO COMANDO DA ALEPE VIRA TESTE DE FORÇA DO SEGUNDO MANDATO
Governadora quer consenso, mas o PSD já se movimenta para conquistar a presidência da Assembleia. Antônio Moraes, Joãozinho Tenório, Débora Almeida e Aglailson Victor aparecem no tabuleiro, enquanto a Primeira-Secretaria também movimenta os bastidores.
A eleição terminou, mas a disputa pelo poder em Pernambuco está apenas começando. E, desta vez, Raquel Lyra sabe que não pode deixar o jogo correr solto. Depois de conquistar a reeleição, a governadora colocou a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) no centro das articulações para o segundo mandato. O objetivo é claro: evitar que a relação entre o Palácio do Campo das Princesas e a Casa de Joaquim Nabuco volte a ser marcada por conflitos, surpresas e dificuldades para fazer avançar a agenda do Executivo.
Na política, ganhar a eleição é uma coisa. Governar com tranquilidade é outra. E Raquel aprendeu isso na prática durante o primeiro mandato, quando a relação com o Legislativo foi atravessada por divergências e disputas de protagonismo. Agora, com a vitória nas urnas e uma nova composição parlamentar pela frente, a governadora quer participar diretamente da construção da futura Mesa Diretora. Não pretende assistir de camarote a uma eleição que pode definir o ritmo de seu governo pelos próximos dois anos.
O PSD QUER A PRESIDÊNCIA
As movimentações ganharam força nos últimos dias. Segundo informações publicadas pelo Blog Dellas, do JC, em reunião com o secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça, os deputados do PSD defenderam que a presidência da Alepe fique com um representante do partido da governadora. Antônio Moraes e Joãozinho Tenório apresentaram seus nomes, enquanto Débora Almeida e Aglailson Victor também aparecem entre os interessados. A decisão, porém, ainda depende das conversas com o Palácio e da construção de uma candidatura capaz de reunir apoio suficiente.
A movimentação deixa evidente que o PSD não quer apenas participar da composição da Mesa: pretende ocupar o principal posto da Assembleia. Antônio Moraes aparece com força nas conversas por sua experiência parlamentar, proximidade com Raquel e trânsito político na Casa. Joãozinho Tenório também está no páreo, enquanto Débora Almeida e Aglailson Victor ampliam a concorrência dentro da própria legenda.
O problema é que, quando vários aliados disputam o mesmo espaço, a escolha deixa de ser apenas uma questão de preferência. Passa a envolver equilíbrio interno, compromissos partidários e a necessidade de evitar que uma disputa por cargos termine provocando rachaduras na base governista.
RAQUEL FALA EM CONSENSO, MAS O PALÁCIO ESTÁ NO JOGO
Em declaração à CBN Recife, no dia 13 de outubro, Raquel Lyra defendeu a construção de um consenso para a eleição da Mesa Diretora, sem anunciar apoio público a nenhum candidato. A posição preserva a margem de negociação da governadora e evita antecipar uma escolha que ainda precisa passar por conversas com deputados e dirigentes partidários.
Nos bastidores, entretanto, consenso não significa ausência de disputa. Significa encontrar uma solução que permita ao governo sair fortalecido sem transformar aliados em adversários. A governadora terá de ouvir os interessados, avaliar quem reúne condições de conquistar votos e administrar as expectativas de partidos que também querem espaço na estrutura de comando da Assembleia.
A lembrança da eleição anterior pesa nessa equação. Álvaro Porto chegou à presidência da Alepe em um cenário que acabou produzindo uma relação difícil com o Executivo. Para Raquel, repetir uma situação em que o presidente da Casa se distancia das prioridades do governo seria um risco político desnecessário no início de uma nova gestão.
PRIMEIRA-SECRETARIA: A OUTRA DISPUTA DE PESO
Se a presidência concentra os holofotes, a Primeira-Secretaria também promete uma queda de braço considerável. O cargo tem importância administrativa e influência sobre o funcionamento interno da Assembleia, incluindo atribuições relacionadas à gestão, aos contratos e às despesas da Casa.
Gustavo Gouveia, do Podemos, aparece entre os nomes cotados para a função e já manifestou interesse em disputar a presidência ou a Primeira-Secretaria. Francismar Pontes, atual ocupante do posto, também pretende permanecer. Kaio Maniçoba e France Hacker são outros nomes mencionados nas articulações, especialmente diante do interesse da Federação União Progressista em participar da composição.
A negociação, portanto, não se resume a escolher quem sentará na cadeira de presidente. O desenho da Mesa deverá contemplar diferentes forças políticas, respeitando o peso das bancadas e os acordos necessários para garantir uma maioria. É nesse ponto que o Palácio terá de demonstrar habilidade: acomodar interesses sem perder o controle político da negociação.
UMA NOVA ALEPE, UM NOVO CENÁRIO
A Assembleia que tomará posse em 2027 terá uma configuração diferente. PSD e PSB elegeram nove deputados estaduais cada um, formando as maiores bancadas da Casa. Ao mesmo tempo, projeções divulgadas pelo Jornal do Commercio apontam que a base governista poderá reunir entre 25 e 30 parlamentares, embora essa conta ainda dependa do posicionamento efetivo dos eleitos.
Esse cenário oferece a Raquel uma oportunidade de construir uma relação mais favorável com o Legislativo. Mas maioria potencial não é cheque em branco. Cada deputado tem seus próprios interesses, seus compromissos políticos e suas ambições. Uma coisa é apoiar o governo; outra é abrir mão de espaço numa disputa que envolve poder, influência e projeção para o futuro.
A governadora terá de transformar o capital político conquistado nas urnas em unidade parlamentar. E a eleição da Mesa será o primeiro grande teste dessa capacidade.
NA LUPA
Raquel Lyra começa o segundo mandato diante de uma escolha que vai muito além do nome do futuro presidente da Alepe. O que está em jogo é quem terá capacidade de conduzir a Assembleia, organizar as votações e manter uma relação institucional funcional com o Executivo.
A governadora tem a força de uma reeleição e a possibilidade de trabalhar com uma base mais confortável. Mas precisará evitar que a disputa entre aliados se transforme numa guerra por espaços. Antônio Moraes, Joãozinho Tenório, Débora Almeida, Aglailson Victor e Gustavo Gouveia representam interesses e caminhos diferentes dentro desse tabuleiro.
A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027, e muita conversa ainda vai acontecer até lá. Raquel defende consenso, mas terá de mostrar que consegue construí-lo na prática.
Porque, em Pernambuco, a eleição para governador escolhe quem ocupa o Palácio. Já a disputa pela presidência da Alepe pode definir o tamanho da força desse governo dentro do próprio poder. E Raquel Lyra sabe que não pode errar nessa jogada.
Edney Souto — Blog do Edney | Política na Lupa