quinta-feira, 3 de setembro de 2026

EM GOIANA, JOÃO CAMPOS PROPÕE OBRAS CONTRA ENCHENTES E MAIS INVESTIMENTOS PARA A MATA NORTE

Candidato ao Governo de Pernambuco também defendeu reforço na saúde, ampliação do abastecimento de água e IPVA zero para motos de até 180 cilindradas
O candidato ao Governo de Pernambuco e líder da Frente Popular, João Campos (PSB), defendeu, nesta terça-feira (1º), obras para reduzir os impactos das chuvas e ampliar os investimentos na Mata Norte. Durante caminhada em Goiana, ao lado do prefeito Marcílio Régio, de lideranças políticas e apoiadores, João também apresentou propostas para a saúde, o abastecimento de água e a geração de empregos na região.

Em seu discurso, João afirmou que pretende iniciar, desde o primeiro dia de governo, ações para enfrentar os problemas provocados pelas chuvas e realizar melhorias na PE-75.

“Vocês não vão me ver trabalhando apenas no ano da eleição. Nós vamos começar a trabalhar no primeiro dia do governo e passar os quatro anos trabalhando, cuidando e fazendo pelo nosso Estado. Aqui em Goiana, nós vamos fazer obras para amenizar e, quem sabe, acabar com os efeitos das chuvas quando causam as enchentes na cidade. A gente sabe que dá para fazer, e ao lado do prefeito Marcílio, nós vamos fazer juntos”, afirmou.

Para João, a Mata Norte precisa voltar a ser prioridade na política de desenvolvimento econômico de Pernambuco. O candidato criticou a falta de grandes investimentos e defendeu a atração de novas indústrias para a região, com foco na geração de empregos.

“Nesses últimos três anos e meio não veio nenhuma grande fábrica para Pernambuco. Não é só aqui na Mata Norte. Por sinal, a Mata Norte foi a região que teve o menor investimento do Estado nesses últimos anos. Pernambuco inteiro não recebeu uma grande fábrica”, disse.

Na saúde, João afirmou que pretende ampliar a capacidade de atendimento na Mata Norte, reformar o hospital de Goiana e implantar uma UTI na região.

“Da mesma forma como fizemos o Hospital da Criança no Recife, eu quero ser governador para trazer uma UTI para a Mata Norte, aumentar a capacidade de saúde e cuidar de verdade. Eu vou reformar o hospital todinho”, afirmou.

O candidato também reforçou propostas com impacto direto para a população, como o programa “Sem Água, Sem Conta”, voltado aos consumidores que ficam sem abastecimento, e o IPVA zero para motocicletas de até 180 cilindradas.

Ao lado de João durante a caminhada, o prefeito de Goiana, Marcílio Régio, declarou apoio à candidatura e destacou a preparação do candidato para comandar Pernambuco.

“João, eu lhe admiro. Você é uma liderança na região e, pelo que eu vejo em você, você vai ser maior do que seu pai administrando o Estado de Pernambuco. Estou aqui para lutar por João Campos e Carlos Costa”, afirmou.

Ao final do ato, João agradeceu o apoio e reforçou o compromisso de enfrentar os problemas do Estado.

“Se preparem. A partir de 1º de janeiro do ano que vem, Pernambuco vai ter um governador que sabe trabalhar, que não vai perseguir as pessoas e que vai enfrentar os problemas com coragem”, concluiu.

Também participaram da caminhada o candidato a vice-governador, Carlos Costa; a candidata ao Senado, Marília Arraes; o candidato à reeleição para deputado federal, Mário Ricardo; o candidato à reeleição para deputado estadual, Sileno Guedes; e o candidato a deputado federal, Quinho Fenelon.

MARÍLIA ARRAES PARTICIPA DE GRANDE CAMINHADA EM VITÓRIA DE SANTO ANTÃO AO LADO DO PREFEITO PAULO ROBERTO E LIDERANÇAS DA FRENTE POPULAR

A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) participou, nesta quarta-feira (2), de uma grande caminhada pelas ruas de Vitória de Santo Antão, na Mata Sul de Pernambuco. Ao lado do prefeito Paulo Roberto, uma das mais importantes lideranças políticas da região, Marília percorreu as principais ruas da cidade em uma mobilização que reuniu milhares de pessoas e demonstrou a força política da Frente Popular no município.  

Ao lado dos candidatos a governador, João Campos (PSB); a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos); do senador e candidato à reeleição, Humberto Costa (PT) e todo o grupo político comandado por Paulo Roberto, incluindo a deputada federal Iza Arruda (MDB), que disputa a reeleição, e o candidato a deputado estadual Túlio Arruda (PSB), a pedetista foi recebida com muito carinho e intensas manifestações de apoio.  

Palco de algumas das principais e históricas lutas dos trabalhadores rurais de Pernambuco, especialmente a partir do Engenho Galileia, berço das Ligas Camponesas, a cidade guarda uma forte ligação emocional com o legado de Miguel Arraes. “Vitória de Santo Antão é um símbolo da luta do povo do campo. Foi aqui, com as Ligas Camponesas, que trabalhadores rurais se organizaram para lutar por terra, direitos e dignidade. Essa é uma história que também se encontra com a trajetória de Miguel Arraes, que nunca virou as costas para o trabalhador rural. Anos depois, Lula levou essa mesma prioridade para o Brasil, fortalecendo a agricultura familiar e criando oportunidades para quem vive e produz no campo. É esse compromisso com os trabalhadores e com quem mais precisa que inspira a minha caminhada e que vou levar para o Senado”, afirmou Marília.

Foto:Léo Caldas

NA LUPA - EFEITO CURY: CANDIDATO DO AVANTE AVANÇA, CHEGA A 10% NA QUAEST E COLOCA LULA E FLÁVIO BOLSONARO NA DISPUTA PELO ELEITOR “SEM LADO”

Por Blog do Edney

A eleição presidencial de 2026 acaba de ganhar um ingrediente que até poucas semanas atrás parecia improvável. Augusto Cury, escritor, psiquiatra e candidato do Avante à Presidência da República, saiu da condição de nome periférico da disputa para ocupar, de maneira isolada, o terceiro lugar nas pesquisas nacionais.

O novo levantamento da Quaest, divulgado nesta quarta-feira (2), colocou Cury com 10% das intenções de voto, atrás apenas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 37%, e do senador Flávio Bolsonaro (PL), com 30%. O resultado acendeu uma luz amarela nas duas campanhas que hoje concentram a maior parte da disputa presidencial.

Mais do que os 10%, o que chama atenção é onde Cury está crescendo.

O candidato do Avante avançou principalmente entre os eleitores que não se identificam nem com a esquerda nem com a direita. É justamente nesse segmento que a candidatura começa a ganhar contornos de uma alternativa à velha guerra política entre lulistas e bolsonaristas.

Na Quaest, Cury alcança 24% entre os eleitores que se declaram independentes da polarização. O dado revela o tamanho do fenômeno, mas também mostra que existe muito espaço para crescimento: entre esses eleitores, 65% afirmam que ainda não conhecem Cury. 

Ou seja: o candidato chegou a 10% antes mesmo de ser conhecido por uma parcela expressiva do eleitorado que, teoricamente, poderia ser o seu público mais natural.

A DISPARADA QUE MUDOU O TABULEIRO

Na pesquisa Quaest divulgada em 14 de agosto, Augusto Cury aparecia com apenas 2%. Agora, aparece com 10%.

É importante fazer uma ressalva: os dois levantamentos não são diretamente comparáveis, porque houve alteração na relação de candidatos apresentada aos entrevistados. Ainda assim, o salto é suficientemente expressivo para colocar Cury no centro das discussões sobre a eleição presidencial.

E não foi apenas a Quaest que identificou o movimento.

Na pesquisa BTG/Nexus, Cury passou de 2% para 11%. Já no levantamento AtlasIntel/Bloomberg, avançou de 1,6% para 7,8%. Em outras palavras, diferentes institutos passaram a registrar uma mesma tendência: Augusto Cury deixou de ser um candidato praticamente desconhecido para começar a disputar espaço no pelotão da frente.

O crescimento também ocorreu nas redes sociais. Cury ganhou milhões de seguidores em um curto período e passou a ter uma presença digital muito superior àquela registrada semanas atrás.

Esse fenômeno aumentou sua exposição e, consequentemente, sua lembrança junto ao eleitorado.

O ELEITOR QUE NÃO QUER ESCOLHER ENTRE LULA E BOLSONARO

A grande pergunta agora é: de onde estão vindo esses votos?

A resposta mais evidente está no eleitor que cansou da polarização.

Existe no Brasil uma parcela significativa do eleitorado que não se sente representada pelo duelo permanente entre PT e bolsonarismo. São pessoas que não querem necessariamente votar em Lula, mas também não desejam votar em um candidato identificado diretamente com Jair Bolsonaro.

Esse espaço vinha sendo disputado por nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos.

Nenhum deles, porém, conseguiu até agora transformar essa insatisfação em uma candidatura competitiva nacionalmente.

Cury conseguiu.

E conseguiu utilizando uma combinação pouco tradicional na política brasileira: fama construída fora da política, discurso de desenvolvimento pessoal, linguagem emocional, presença maciça nas redes sociais e uma imagem de candidato que tenta se apresentar como alternativa à briga ideológica.

A estratégia encontra eco especialmente entre os eleitores mais jovens.

Na pesquisa BTG/Nexus, Cury chegou a 22% entre os eleitores de 16 a 24 anos e a 17% entre aqueles com ensino superior. Também alcançou 19% entre eleitores classificados como não polarizados e entre aqueles que se definem como contrários tanto a Lula quanto a Bolsonaro. 

O “EFEITO MARÇAL

Outro elemento que não pode ser ignorado é a aproximação de Cury com o universo digital de Pablo Marçal.

O ex-coach e influenciador passou a demonstrar apoio ao candidato do Avante, enquanto a comunicação de Cury ganhou características muito semelhantes às estratégias utilizadas por Marçal em campanhas anteriores.

Vídeos curtos, forte atuação nas redes, linguagem motivacional e estímulo à participação dos seguidores passaram a fazer parte do cotidiano da campanha.

O resultado foi uma explosão de alcance.

Reportagens recentes apontaram que Cury ganhou milhões de seguidores em poucas semanas, transformando sua presença digital em uma das principais marcas de sua campanha. 

O fenômeno, porém, também trouxe questionamentos.

Adversários levantaram suspeitas sobre eventual utilização de propaganda paga ou mecanismos artificiais para ampliar o alcance da candidatura. A campanha de Cury nega irregularidades e atribui o crescimento à estratégia de mobilização digital e ao trabalho de influenciadores e pequenos perfis.

Até aqui, o que existe eleitoralmente é o resultado nas pesquisas: Cury cresceu.

E cresceu muito.

LULA E FLÁVIO TERÃO QUE OLHAR PARA O TERCEIRO COLOCADO

A ascensão do candidato do Avante muda uma equação importante.

Até pouco tempo atrás, a disputa presidencial parecia organizada em torno de dois polos: Lula representando a esquerda e Flávio Bolsonaro ocupando o espaço da direita bolsonarista.

Agora existe um terceiro nome capaz de chegar aos dois dígitos.

Isso não significa, necessariamente, que Cury esteja próximo de disputar o segundo turno. Ainda existe uma distância considerável entre os 10% dele e os 30% de Flávio ou os 37% de Lula.

Mas a eleição não é apenas uma fotografia.

É uma disputa por crescimento.

E Cury acaba de demonstrar que encontrou uma porta de entrada.

O problema para Lula e Flávio é que o eleitor que está escolhendo Cury pode ser justamente aquele que eles mais precisam conquistar no segundo turno.

A campanha petista precisa impedir que Cury roube votos do campo que rejeita Bolsonaro e, ao mesmo tempo, pode tentar atrair parte de seus eleitores caso o candidato do Avante não avance.

Do outro lado, o bolsonarismo também não pode simplesmente atacar Cury de maneira indiscriminada.

Uma parcela importante de quem vota no escritor pode estar mais próxima ideologicamente da direita do que da esquerda. Uma ofensiva agressiva contra ele poderia produzir o efeito contrário e empurrar esse eleitor para o campo de Cury definitivamente.

É por isso que o movimento tende a ser mais cuidadoso.

CURY AINDA TEM UM PROBLEMA: CONHECIMENTO

Apesar da explosão nas pesquisas, Cury ainda enfrenta um obstáculo gigantesco: ser conhecido como político.

O nome Augusto Cury é conhecido por milhões de brasileiros por causa dos livros, palestras e trabalhos ligados à psicologia e ao desenvolvimento emocional.

Mas isso não significa que esse mesmo público conheça suas posições políticas.

A Quaest mostra justamente essa contradição.

Entre os eleitores independentes, 65% dizem não conhecer Cury. Entre aqueles que já o conhecem, 18% afirmam que votariam nele, enquanto 17% dizem conhecê-lo, mas descartam votar no candidato. 

Isso produz uma situação curiosa.

Cury já tem uma marca pessoal nacional, mas ainda precisa transformar essa marca em voto consolidado.

É aí que começa a verdadeira campanha.

SEGUNDO TURNO AINDA É OUTRA HISTÓRIA

Apesar do crescimento expressivo no primeiro turno, a Quaest mostra que Cury ainda perde para Lula em uma eventual segunda rodada.

No cenário testado pelo instituto, Lula aparece com 40%, contra 34% de Cury.

Ao mesmo tempo, o presidente empata tecnicamente com Flávio Bolsonaro: 42% contra 41%, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. 

Isso revela uma coisa importante.

Cury ainda não chegou ao estágio de ameaça direta aos dois principais candidatos.

Mas já chegou ao estágio em que não pode mais ser ignorado.

E, em uma eleição tão polarizada, isso por si só já representa uma mudança importante.

A TERCEIRA VIA VOLTOU?

Essa é a pergunta que inevitavelmente começa a aparecer.

Durante anos, diferentes candidatos tentaram ocupar o espaço existente entre Lula e Bolsonaro. Alguns chegaram a pontuar bem nas pesquisas, mas nenhum conseguiu romper definitivamente a polarização.

Cury está tentando fazer isso por um caminho diferente.

Não aparece inicialmente como o típico candidato de centro tradicional.

Sua força está mais associada à imagem construída durante décadas como escritor, palestrante e figura pública, somada à capacidade de comunicação nas redes.

É uma terceira via com outra embalagem.

E talvez seja justamente isso que esteja funcionando.

O eleitor que não quer mais discutir Lula contra Bolsonaro pode estar procurando alguém que não pareça pertencer à velha política.

Cury oferece exatamente essa narrativa.

O QUE O “EFEITO CURY” PODE PRODUZIR

A principal consequência da ascensão de Augusto Cury pode não ser necessariamente levá-lo ao segundo turno.

Pode ser obrigar Lula e Flávio Bolsonaro a disputar um eleitorado que até agora estava sendo tratado como secundário.

A existência de um candidato com 10% muda o cálculo eleitoral.

Cada ponto conquistado por Cury representa um ponto que não está, naquele momento, com os dois favoritos.

E existe ainda outro detalhe: a campanha está apenas começando.

A pesquisa Quaest foi realizada entre 30 de agosto e 1º de setembro, com 2.004 entrevistados, e possui margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-07065/2026. 

Portanto, ainda haverá muito tempo para ataques, debates, propaganda eleitoral, alianças, exposição na televisão e, principalmente, para que o eleitor conheça melhor cada candidato.

Cury pode estacionar nos 10%.

Pode voltar a cair.

Mas também pode continuar subindo.

E é justamente essa última possibilidade que começa a incomodar os dois grandes polos da eleição.

O “efeito Cury” ainda não colocou o candidato do Avante no segundo turno. Mas já fez algo que poucos esperavam: transformou um nome praticamente desconhecido na disputa em uma variável capaz de mexer com toda a eleição presidencial.

A partir de agora, Lula e Flávio Bolsonaro terão que olhar não apenas um para o outro.

Terão que olhar também para Cury — e, principalmente, para os milhões de brasileiros que não querem escolher entre os dois lados da polarização.

A matéria acima incorpora os principais dados encontrados na Quaest, BTG/Nexus e AtlasIntel/Bloomberg, além do contexto sobre redes sociais, eleitor não polarizado e o impacto de Pablo Marçal na ascensão de Cury. 

DONA GRAÇA MOSTRA FORÇA POLÍTICA E REÚNE MULTIDÃO NO PRIMEIRO COMÍCIO EM CATENDE

A prefeita de Catende, Dona Graça, mostrou força política na noite desta quarta-feira (2) ao realizar o primeiro grande comício em apoio aos seus candidatos nas eleições deste ano. O ato reuniu apoiadores, lideranças políticas e aliados, movimentando as ruas do município e dando uma demonstração do tamanho do grupo comandado pela gestora.

Durante o discurso, Dona Graça destacou as ações e investimentos que, segundo ela, chegaram a Catende e à Mata Sul por meio das parcerias construídas ao longo dos últimos anos com deputados, senadores e o Governo de Pernambuco.

A prefeita fez uma defesa enfática da reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), apontando a continuidade das obras e dos investimentos como um dos principais motivos para a região manter o atual projeto político.

“Quem é da Mata Sul tem um voto de gratidão com a governadora Raquel Lyra”, afirmou Dona Graça, ao citar obras e iniciativas realizadas pelo Governo de Pernambuco na região.

Entre os investimentos lembrados pela prefeita estão as cozinhas comunitárias, a entrega de novos ônibus, a construção de creches, intervenções no mercado público e a implantação da Escola Técnica Estadual, ações que, segundo ela, representam mudanças importantes para Catende e para os municípios da Mata Sul.

Dona Graça também colocou no centro do discurso uma das obras mais aguardadas pela população da região: as barragens de contenção de enchentes. Durante anos, os projetos ficaram marcados por paralisações e incertezas, enquanto moradores conviviam com os impactos provocados pelas fortes chuvas e pelas cheias dos rios.

Para a prefeita, a retomada das obras das barragens tem um peso que vai muito além da infraestrutura. A intervenção é vista como uma medida fundamental para reduzir os riscos enfrentados pelas famílias que vivem em áreas historicamente afetadas pelas enchentes.

O primeiro comício serviu ainda para Dona Graça reforçar a unidade de seu grupo político em Catende e apresentar ao eleitorado a estratégia de campanha para as eleições deste ano, apostando na força das alianças e na continuidade das parcerias com as esferas estadual e federal.

ÁLVARO PORTO REFORÇA DOBRADINHA COM CRISTIANE MONETA EM ABREU E LIMA

Deputado participou da inauguração do comitê central da candidata a deputada federal
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco e candidato à reeleição, deputado Álvaro Porto, reforçou, nesta quarta-feira (02.09), a dobradinha com a candidata a deputada federal Cristiane Moneta (MDB) e ressaltou a importância de estar ao lado de uma liderança feminina atuante e de destaque na Região Metropolitana do Recife.

Durante a inauguração do comitê central de campanha da candidata, na cidade de Abreu e Lima, Porto salientou a relevância, para o município, de ter uma representante com a capacidade de Cristiane na política e na Câmara dos Deputados. “Quero dizer da minha alegria de estar fazendo essa parceria aqui em outras cidades. Vocês, de Abreu, Lima, tem a oportunidade de eleger uma deputada federal daqui, irmã de vocês, que é Cristiane Moneta, uma mulher que tem competência e serviços prestados ao município e ao estado”. 

Cristiane Moneta é primeira suplente de deputada federal, foi secretária executiva de Defesa do Consumidor no Recife, comandando o Procon da capital, e gerente-geral de Defesa do Consumidor. A inauguração do comitê reuniu apoiadores, lideranças comunitárias e militantes e marcou uma nova etapa da campanha, com intensificação das agendas de rua e do diálogo com a população. Fortaleceu ainda a parceria com 
Álvaro Porto e o apoio ao candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB). 

“Estamos reunindo pessoas, ideias e forças para construir uma campanha cada vez mais presente nos territórios. Quero chegar à Câmara Federal levando a voz de Pernambuco e trabalhando por mais oportunidades, desenvolvimento e qualidade de vida para a nossa população”, afirmou a candidata.

Fotos: Peu Ricardo

MPPE RECOMENDA REFORÇO NA SEGURANÇA E MEDIDAS DE PROTEÇÃO ANIMAL PARA A VAQUEJADA DE SURUBIM 2026

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) colocou na mesa uma série de recomendações para a realização da tradicional Vaquejada de Surubim 2026. A iniciativa busca garantir que um dos maiores eventos do município seja realizado com segurança para o público, respeito às normas ambientais e sanitárias, proteção aos animais e fiscalização adequada das atividades comerciais.

A Recomendação Administrativa nº 005/2026 foi expedida pela 1ª Promotoria de Justiça de Surubim e publicada nesta terça-feira (1º de setembro) no Diário Oficial do MPPE. O documento é assinado pelo promotor de Justiça Maurício Schibuola de Carvalho e tem como destinatários o Município de Surubim, o responsável pelo evento, João Galdino dos Santos Neto, além dos órgãos envolvidos na organização e fiscalização.

Segundo o Ministério Público, a grande dimensão da vaquejada e o expressivo número de pessoas que tradicionalmente participam do evento aumentam a demanda por serviços públicos e também os riscos relacionados à segurança, mobilidade, atendimento emergencial, estruturas temporárias e proteção dos animais.

A promotoria explica que, diante da impossibilidade de concluir em tempo hábil a formalização de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), optou pela expedição da recomendação como instrumento preventivo e mais rápido para garantir a adoção das providências consideradas necessárias.

Segurança entra no radar do Ministério Público

Entre as principais orientações está a necessidade de um planejamento integrado envolvendo Prefeitura, forças de segurança, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e demais órgãos responsáveis pela fiscalização.

O MPPE recomenda que sejam adotadas medidas para prevenir superlotação, tumultos, incêndios, acidentes e eventuais problemas estruturais durante a programação.

Também estão entre as recomendações a manutenção de um plano de contingência para situações de emergência, policiamento compatível com o público esperado, instalação de videomonitoramento em pontos estratégicos e manutenção de rotas de evacuação devidamente sinalizadas e livres de obstáculos.

O Ministério Público orienta ainda a realização de revistas preventivas nos acessos ao evento.

As estruturas temporárias utilizadas durante a vaquejada, como arquibancadas, camarotes e demais instalações destinadas ao público, deverão contar com os respectivos laudos técnicos, ART ou RRT, além da aprovação do Corpo de Bombeiros e vistoria antes da liberação para utilização.

MPPE faz alerta sobre uso de dinheiro público

Outro ponto considerado relevante na recomendação diz respeito à utilização de recursos públicos.

O documento ressalta que verbas, bens, equipamentos ou servidores municipais não devem ser utilizados para custear ou apoiar estruturas destinadas à exploração econômica privada, a exemplo de camarotes, áreas VIP, bares e restaurantes particulares.

A utilização de espaços ou vias públicas pelo organizador também deverá ocorrer mediante autorização ou permissão regular, observando as taxas e eventuais contraprestações devidas ao município.

A orientação busca evitar que estruturas privadas de exploração comercial sejam beneficiadas diretamente por recursos ou patrimônio público.

Proteção aos animais também está entre as exigências

A atuação do MPPE não se limita à segurança do público. O bem-estar dos animais utilizados nas provas também recebeu atenção especial.

A recomendação estabelece a necessidade de presença permanente de equipe veterinária durante as competições, além da existência de estrutura adequada para atendimento de animais eventualmente acidentados.

O documento prevê ainda a disponibilização de água e alimentação, espaços apropriados para descanso e outras condições necessárias para reduzir o sofrimento e preservar a integridade dos animais.

Entre as medidas destacadas está o uso obrigatório de protetor de cauda nos bovinos. Também ficam proibidos instrumentos e práticas que possam provocar crueldade, agressões ou sofrimento desnecessário aos animais.

Comércio e preços serão fiscalizados

A recomendação também alcança a atividade comercial durante a vaquejada.

Barracas, restaurantes, ambulantes e demais comerciantes deverão ser submetidos à fiscalização, principalmente em relação às condições sanitárias, qualidade dos produtos e preços praticados.

O MPPE orienta que sejam combatidas práticas abusivas, publicidade enganosa, aumentos arbitrários de preços e a comercialização de produtos impróprios para o consumo.

A preocupação é evitar que o grande fluxo de pessoas durante o evento resulte em abusos contra consumidores ou em riscos à saúde pública.

Prazo de cinco dias para resposta

Os destinatários da recomendação terão prazo de cinco dias corridos para comunicar formalmente à 1ª Promotoria de Justiça de Surubim se irão acatar as medidas determinadas pelo Ministério Público.

O MPPE também deixou claro que o descumprimento injustificado das recomendações ou a omissão na adoção das providências necessárias poderá resultar na adoção de medidas judiciais e extrajudiciais.

A Recomendação Administrativa nº 005/2026 está disponível na edição desta terça-feira (1º) do Diário Oficial do Ministério Público de Pernambuco, entre as páginas 14 e 18.

A iniciativa coloca segurança, organização, fiscalização e proteção animal no centro das discussões que antecedem a realização da Vaquejada de Surubim 2026, reforçando a necessidade de que o evento seja acompanhado de planejamento e cumprimento das normas estabelecidas pelos órgãos de controle.

RAQUEL LYRA DIZ NA FIEPE QUE PERNAMBUCO CRIOU AMBIENTE PARA ATRAIR EMPRESAS E PROMETE AMPLIAR INVESTIMENTOS

Por Edney Souto

A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) aproveitou a sabatina promovida pela Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), nesta quarta-feira (2), para apresentar ao setor produtivo um balanço das medidas adotadas pelo Governo do Estado e defender que Pernambuco está mais preparado para receber novos investimentos.

Diante de empresários e representantes da indústria, Raquel afirmou que sua gestão atacou entraves históricos para quem deseja empreender no Estado, principalmente nas áreas tributária, ambiental e de infraestrutura. Segundo ela, a estratégia foi criar um ambiente com mais segurança jurídica e menos burocracia.

“A gente fez toda uma modificação de legislação tributária para permitir que quem empreende em Pernambuco possa ter estabilidade jurídica. É tudo que eles sonham”, afirmou.

A governadora destacou ainda a digitalização dos processos de licenciamento ambiental. De acordo com Raquel, o prazo para conclusão dos procedimentos teria caído de cerca de seis meses para 34 dias.

Outro ponto apresentado foi o decreto de liberdade econômica, que, segundo a governadora, alcança quase mil atividades econômicas que deixaram de precisar de licença estadual para funcionar.

Na avaliação de Raquel, a redução da burocracia já teria produzido reflexos na abertura de novos negócios. Ela afirmou que 76 mil empresas foram abertas em Pernambuco somente neste ano, resultado que atribuiu às mudanças implementadas pelo Estado.

Mas a governadora reconheceu que facilitar a abertura de empresas não é suficiente. Para ela, o próximo desafio é garantir infraestrutura para acompanhar o crescimento econômico.

Foi justamente nesse ponto que Raquel enumerou uma série de obras e projetos em andamento ou planejados. Entre eles estão intervenções no sistema viário da Região Metropolitana, a PE-15, terminais integrados, investimentos em mobilidade, além da tarifa única no transporte público com o fim do Anel B.

Raquel também citou a duplicação da BR-232, com a previsão de avanço até Serra Talhada, além dos investimentos nos aeroportos de Caruaru e Serra Talhada. A governadora destacou ainda a inclusão dos aeroportos de Araripina e Garanhuns na concessão federal e a expansão do aeroporto de Petrolina.

Na área portuária, a avaliação foi ainda mais enfática. “Os nossos portos estão prontos”, afirmou.

DISPUTA POR INVESTIMENTOS

Ao falar diretamente aos empresários, Raquel sustentou que Pernambuco voltou a ocupar posição de destaque no Nordeste quando o assunto é investimento e geração de empregos.

A governadora defendeu que o crescimento econômico precisa acontecer de forma descentralizada, permitindo que as diferentes regiões do Estado tenham condições de gerar emprego e renda sem depender exclusivamente da Região Metropolitana do Recife.

“Permitir que as pessoas que moram em Pernambuco e com potência econômica em cada uma das regiões tenham a capacidade de ficar lá, se desenvolver, garantir o emprego, a renda circule na economia local e as pessoas sejam felizes no seu chão”, afirmou.

A declaração também funciona como uma sinalização política para o interior, onde a disputa eleitoral deste ano promete ser acirrada. A capacidade de atrair empresas, gerar empregos e levar investimentos para o Agreste, Sertão, Zona da Mata e demais regiões deverá continuar sendo um dos principais argumentos utilizados pela governadora durante a campanha.

FIM DA ESCALA 6X1

Outro tema que provocou atenção durante a sabatina foi o fim da escala de trabalho 6x1. Apesar de o setor industrial demonstrar resistência à proposta, Raquel declarou ser favorável à mudança.

A governadora, porém, fez questão de destacar que a adoção de uma nova jornada precisará considerar a realidade das empresas e preservar a competitividade do setor produtivo.

“Sei dos desafios que tem porque vai precisar, provavelmente, ter uma necessidade de subsídio que possa garantir competitividade para os nossos negócios”, declarou.

Raquel afirmou que acompanha as discussões em Brasília e classificou o assunto como um tema que terá impacto direto sobre o ambiente econômico brasileiro.

A participação na Fiepe colocou frente a frente duas questões que deverão marcar o debate econômico da eleição: de um lado, a necessidade de ampliar investimentos, empregos e infraestrutura; do outro, a pressão do setor produtivo por redução de custos e maior competitividade.

Para Raquel Lyra, o discurso é claro: o Estado já teria feito a sua parte na redução da burocracia e agora precisa acelerar a infraestrutura para transformar as condições criadas em novos investimentos, empregos e desenvolvimento regional.

MIGUEL COELHO REÚNE SETOR PRODUTIVO DE CARUARU E DEFENDE MEDIDAS PARA FORTALECER ECONOMIA DO AGRESTE

Mais de 300 representantes do setor produtivo de Caruaru e de municípios da região participaram de uma reunião que colocou em pauta os principais desafios e oportunidades para o desenvolvimento econômico do Agreste. O encontro foi articulado pelo empresário e ex-vereador Val Lima e contou com a presença do candidato a deputado federal por Pernambuco, Miguel Coelho, que apresentou propostas voltadas à geração de empregos, melhoria da infraestrutura e aumento da competitividade regional.

A reunião contou com a participação de empresários ligados ao Polo de Confecções, profissionais da área contábil e representantes de diferentes segmentos da economia. O candidato a deputado estadual Alcides Teixeira Neto também esteve presente. A agenda faz parte da movimentação política em torno do projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra.

Durante sua participação, Miguel Coelho levou para o debate a experiência acumulada durante sua gestão à frente da Prefeitura de Petrolina. O candidato defendeu que Pernambuco precisa avançar em áreas consideradas estratégicas para destravar investimentos e criar novas oportunidades de trabalho, citando obras de infraestrutura, ampliação do abastecimento de água, saneamento, desburocratização e simplificação tributária.

“O mesmo trabalho que fiz por Petrolina quero fazer pelo Agreste, por Pernambuco”, afirmou Miguel, ao destacar que pretende levar para outras regiões do Estado uma agenda baseada em investimentos e melhoria da gestão pública.

Um dos principais pontos da conversa foi o Polo de Confecções, considerado um dos motores da economia do Agreste e responsável por movimentar uma extensa cadeia produtiva em Caruaru e nos municípios vizinhos. Miguel ressaltou a necessidade de políticas públicas capazes de estimular o setor, ampliar sua competitividade e criar condições para que as empresas possam crescer e gerar ainda mais empregos.

Além da pauta econômica, o candidato também abordou temas de âmbito nacional. Na área da segurança pública, defendeu o endurecimento das leis contra a criminalidade e o fim das chamadas “saidinhas” de presos. Miguel também se posicionou pela regulamentação das BETs, tema que vem ganhando espaço nas discussões sobre legislação e economia no país.

O encontro em Caruaru reforçou a estratégia de aproximação de Miguel Coelho com setores produtivos do Agreste, região considerada fundamental para a economia pernambucana e que concentra importantes polos comerciais, industriais e de serviços.