quinta-feira, 3 de setembro de 2026
GOVERNO DE PERNAMBUCO INICIA ENTREGA DAS ARENINHAS COM PRIMEIRA UNIDADE EM CAMARAGIBE, NO GRANDE RECIFE
TÚLIO GADÊLHA DESTACA ATUAÇÃO NA CÂMARA, DEFENDE PARCERIA ENTRE LULA E RAQUEL E MIRA MAIS INVESTIMENTOS PARA PERNAMBUCO NO SENADO
Um dos principais pontos levantados por Túlio foi a necessidade de aproximar os governos do presidente Lula e da governadora Raquel Lyra, independentemente das diferenças políticas existentes entre os dois grupos. Para o candidato, Pernambuco precisa aproveitar a capacidade de diálogo entre as diferentes esferas de governo para atrair recursos, viabilizar obras e ampliar investimentos nos municípios.
Túlio afirmou que sua experiência na Câmara dos Deputados demonstra justamente essa capacidade de construir pontes. Segundo ele, é essa articulação que pretende levar para o Senado caso seja eleito, atuando em defesa de Pernambuco e buscando recursos tanto para o estado quanto para as cidades.
Durante o debate, o candidato também destacou sua atuação na área da educação. Túlio afirmou ter sido o deputado que mais destinou recursos para universidades e institutos federais em Pernambuco, ultrapassando R$ 25 milhões em investimentos.
Na avaliação do candidato, fortalecer as instituições federais de ensino significa ampliar oportunidades para os pernambucanos, estimular a pesquisa e criar condições para que o conhecimento produzido no estado também contribua para o desenvolvimento econômico e social.
Outro ponto apresentado por Túlio foi a experiência das chamadas Emendas Participativas, mecanismo criado durante seu mandato para permitir que a população participe da escolha dos projetos que recebem recursos de emendas parlamentares.
A proposta, segundo ele, representa uma tentativa de aproximar o cidadão das decisões políticas e dar um caráter mais participativo à destinação dos recursos públicos.
“Não adianta só defender a democracia. A gente tem que transformar a democracia em um ambiente mais fértil, estimular ela para que se torne cada vez mais participativa”, afirmou Túlio durante o debate.
Na disputa por uma das vagas ao Senado, o candidato do PSD também sinalizou que pretende ampliar esse modelo caso conquiste um mandato. A ideia é manter o diálogo institucional com prefeitos e gestores, mas acrescentar a participação direta da população na definição das prioridades.
Túlio tenta, assim, apresentar sua candidatura como uma alternativa baseada na experiência parlamentar, na capacidade de articulação e na defesa de uma política mais próxima da população. No discurso apresentado no debate, a aposta é transformar a experiência acumulada na Câmara em força política para representar Pernambuco no Senado.
A eleição deste ano coloca em jogo duas cadeiras de senador por Pernambuco, aumentando a disputa entre nomes de diferentes campos políticos. Nesse cenário, Túlio busca ocupar um espaço próprio, combinando a defesa de investimentos para o estado com um discurso de diálogo entre diferentes forças políticas.
EM GOIANA, JOÃO CAMPOS PROPÕE OBRAS CONTRA ENCHENTES E MAIS INVESTIMENTOS PARA A MATA NORTE
MARÍLIA ARRAES PARTICIPA DE GRANDE CAMINHADA EM VITÓRIA DE SANTO ANTÃO AO LADO DO PREFEITO PAULO ROBERTO E LIDERANÇAS DA FRENTE POPULAR
NA LUPA - EFEITO CURY: CANDIDATO DO AVANTE AVANÇA, CHEGA A 10% NA QUAEST E COLOCA LULA E FLÁVIO BOLSONARO NA DISPUTA PELO ELEITOR “SEM LADO”
Por Blog do Edney
A eleição presidencial de 2026 acaba de ganhar um ingrediente que até poucas semanas atrás parecia improvável. Augusto Cury, escritor, psiquiatra e candidato do Avante à Presidência da República, saiu da condição de nome periférico da disputa para ocupar, de maneira isolada, o terceiro lugar nas pesquisas nacionais.
O novo levantamento da Quaest, divulgado nesta quarta-feira (2), colocou Cury com 10% das intenções de voto, atrás apenas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 37%, e do senador Flávio Bolsonaro (PL), com 30%. O resultado acendeu uma luz amarela nas duas campanhas que hoje concentram a maior parte da disputa presidencial.
Mais do que os 10%, o que chama atenção é onde Cury está crescendo.
O candidato do Avante avançou principalmente entre os eleitores que não se identificam nem com a esquerda nem com a direita. É justamente nesse segmento que a candidatura começa a ganhar contornos de uma alternativa à velha guerra política entre lulistas e bolsonaristas.
Na Quaest, Cury alcança 24% entre os eleitores que se declaram independentes da polarização. O dado revela o tamanho do fenômeno, mas também mostra que existe muito espaço para crescimento: entre esses eleitores, 65% afirmam que ainda não conhecem Cury.
Ou seja: o candidato chegou a 10% antes mesmo de ser conhecido por uma parcela expressiva do eleitorado que, teoricamente, poderia ser o seu público mais natural.
A DISPARADA QUE MUDOU O TABULEIRO
Na pesquisa Quaest divulgada em 14 de agosto, Augusto Cury aparecia com apenas 2%. Agora, aparece com 10%.
É importante fazer uma ressalva: os dois levantamentos não são diretamente comparáveis, porque houve alteração na relação de candidatos apresentada aos entrevistados. Ainda assim, o salto é suficientemente expressivo para colocar Cury no centro das discussões sobre a eleição presidencial.
E não foi apenas a Quaest que identificou o movimento.
Na pesquisa BTG/Nexus, Cury passou de 2% para 11%. Já no levantamento AtlasIntel/Bloomberg, avançou de 1,6% para 7,8%. Em outras palavras, diferentes institutos passaram a registrar uma mesma tendência: Augusto Cury deixou de ser um candidato praticamente desconhecido para começar a disputar espaço no pelotão da frente.
O crescimento também ocorreu nas redes sociais. Cury ganhou milhões de seguidores em um curto período e passou a ter uma presença digital muito superior àquela registrada semanas atrás.
Esse fenômeno aumentou sua exposição e, consequentemente, sua lembrança junto ao eleitorado.
O ELEITOR QUE NÃO QUER ESCOLHER ENTRE LULA E BOLSONARO
A grande pergunta agora é: de onde estão vindo esses votos?
A resposta mais evidente está no eleitor que cansou da polarização.
Existe no Brasil uma parcela significativa do eleitorado que não se sente representada pelo duelo permanente entre PT e bolsonarismo. São pessoas que não querem necessariamente votar em Lula, mas também não desejam votar em um candidato identificado diretamente com Jair Bolsonaro.
Esse espaço vinha sendo disputado por nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos.
Nenhum deles, porém, conseguiu até agora transformar essa insatisfação em uma candidatura competitiva nacionalmente.
Cury conseguiu.
E conseguiu utilizando uma combinação pouco tradicional na política brasileira: fama construída fora da política, discurso de desenvolvimento pessoal, linguagem emocional, presença maciça nas redes sociais e uma imagem de candidato que tenta se apresentar como alternativa à briga ideológica.
A estratégia encontra eco especialmente entre os eleitores mais jovens.
Na pesquisa BTG/Nexus, Cury chegou a 22% entre os eleitores de 16 a 24 anos e a 17% entre aqueles com ensino superior. Também alcançou 19% entre eleitores classificados como não polarizados e entre aqueles que se definem como contrários tanto a Lula quanto a Bolsonaro.
O “EFEITO MARÇAL”
Outro elemento que não pode ser ignorado é a aproximação de Cury com o universo digital de Pablo Marçal.
O ex-coach e influenciador passou a demonstrar apoio ao candidato do Avante, enquanto a comunicação de Cury ganhou características muito semelhantes às estratégias utilizadas por Marçal em campanhas anteriores.
Vídeos curtos, forte atuação nas redes, linguagem motivacional e estímulo à participação dos seguidores passaram a fazer parte do cotidiano da campanha.
O resultado foi uma explosão de alcance.
Reportagens recentes apontaram que Cury ganhou milhões de seguidores em poucas semanas, transformando sua presença digital em uma das principais marcas de sua campanha.
O fenômeno, porém, também trouxe questionamentos.
Adversários levantaram suspeitas sobre eventual utilização de propaganda paga ou mecanismos artificiais para ampliar o alcance da candidatura. A campanha de Cury nega irregularidades e atribui o crescimento à estratégia de mobilização digital e ao trabalho de influenciadores e pequenos perfis.
Até aqui, o que existe eleitoralmente é o resultado nas pesquisas: Cury cresceu.
E cresceu muito.
LULA E FLÁVIO TERÃO QUE OLHAR PARA O TERCEIRO COLOCADO
A ascensão do candidato do Avante muda uma equação importante.
Até pouco tempo atrás, a disputa presidencial parecia organizada em torno de dois polos: Lula representando a esquerda e Flávio Bolsonaro ocupando o espaço da direita bolsonarista.
Agora existe um terceiro nome capaz de chegar aos dois dígitos.
Isso não significa, necessariamente, que Cury esteja próximo de disputar o segundo turno. Ainda existe uma distância considerável entre os 10% dele e os 30% de Flávio ou os 37% de Lula.
Mas a eleição não é apenas uma fotografia.
É uma disputa por crescimento.
E Cury acaba de demonstrar que encontrou uma porta de entrada.
O problema para Lula e Flávio é que o eleitor que está escolhendo Cury pode ser justamente aquele que eles mais precisam conquistar no segundo turno.
A campanha petista precisa impedir que Cury roube votos do campo que rejeita Bolsonaro e, ao mesmo tempo, pode tentar atrair parte de seus eleitores caso o candidato do Avante não avance.
Do outro lado, o bolsonarismo também não pode simplesmente atacar Cury de maneira indiscriminada.
Uma parcela importante de quem vota no escritor pode estar mais próxima ideologicamente da direita do que da esquerda. Uma ofensiva agressiva contra ele poderia produzir o efeito contrário e empurrar esse eleitor para o campo de Cury definitivamente.
É por isso que o movimento tende a ser mais cuidadoso.
CURY AINDA TEM UM PROBLEMA: CONHECIMENTO
Apesar da explosão nas pesquisas, Cury ainda enfrenta um obstáculo gigantesco: ser conhecido como político.
O nome Augusto Cury é conhecido por milhões de brasileiros por causa dos livros, palestras e trabalhos ligados à psicologia e ao desenvolvimento emocional.
Mas isso não significa que esse mesmo público conheça suas posições políticas.
A Quaest mostra justamente essa contradição.
Entre os eleitores independentes, 65% dizem não conhecer Cury. Entre aqueles que já o conhecem, 18% afirmam que votariam nele, enquanto 17% dizem conhecê-lo, mas descartam votar no candidato.
Isso produz uma situação curiosa.
Cury já tem uma marca pessoal nacional, mas ainda precisa transformar essa marca em voto consolidado.
É aí que começa a verdadeira campanha.
SEGUNDO TURNO AINDA É OUTRA HISTÓRIA
Apesar do crescimento expressivo no primeiro turno, a Quaest mostra que Cury ainda perde para Lula em uma eventual segunda rodada.
No cenário testado pelo instituto, Lula aparece com 40%, contra 34% de Cury.
Ao mesmo tempo, o presidente empata tecnicamente com Flávio Bolsonaro: 42% contra 41%, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
Isso revela uma coisa importante.
Cury ainda não chegou ao estágio de ameaça direta aos dois principais candidatos.
Mas já chegou ao estágio em que não pode mais ser ignorado.
E, em uma eleição tão polarizada, isso por si só já representa uma mudança importante.
A TERCEIRA VIA VOLTOU?
Essa é a pergunta que inevitavelmente começa a aparecer.
Durante anos, diferentes candidatos tentaram ocupar o espaço existente entre Lula e Bolsonaro. Alguns chegaram a pontuar bem nas pesquisas, mas nenhum conseguiu romper definitivamente a polarização.
Cury está tentando fazer isso por um caminho diferente.
Não aparece inicialmente como o típico candidato de centro tradicional.
Sua força está mais associada à imagem construída durante décadas como escritor, palestrante e figura pública, somada à capacidade de comunicação nas redes.
É uma terceira via com outra embalagem.
E talvez seja justamente isso que esteja funcionando.
O eleitor que não quer mais discutir Lula contra Bolsonaro pode estar procurando alguém que não pareça pertencer à velha política.
Cury oferece exatamente essa narrativa.
O QUE O “EFEITO CURY” PODE PRODUZIR
A principal consequência da ascensão de Augusto Cury pode não ser necessariamente levá-lo ao segundo turno.
Pode ser obrigar Lula e Flávio Bolsonaro a disputar um eleitorado que até agora estava sendo tratado como secundário.
A existência de um candidato com 10% muda o cálculo eleitoral.
Cada ponto conquistado por Cury representa um ponto que não está, naquele momento, com os dois favoritos.
E existe ainda outro detalhe: a campanha está apenas começando.
A pesquisa Quaest foi realizada entre 30 de agosto e 1º de setembro, com 2.004 entrevistados, e possui margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-07065/2026.
Portanto, ainda haverá muito tempo para ataques, debates, propaganda eleitoral, alianças, exposição na televisão e, principalmente, para que o eleitor conheça melhor cada candidato.
Cury pode estacionar nos 10%.
Pode voltar a cair.
Mas também pode continuar subindo.
E é justamente essa última possibilidade que começa a incomodar os dois grandes polos da eleição.
O “efeito Cury” ainda não colocou o candidato do Avante no segundo turno. Mas já fez algo que poucos esperavam: transformou um nome praticamente desconhecido na disputa em uma variável capaz de mexer com toda a eleição presidencial.
A partir de agora, Lula e Flávio Bolsonaro terão que olhar não apenas um para o outro.
Terão que olhar também para Cury — e, principalmente, para os milhões de brasileiros que não querem escolher entre os dois lados da polarização.
A matéria acima incorpora os principais dados encontrados na Quaest, BTG/Nexus e AtlasIntel/Bloomberg, além do contexto sobre redes sociais, eleitor não polarizado e o impacto de Pablo Marçal na ascensão de Cury.
DONA GRAÇA MOSTRA FORÇA POLÍTICA E REÚNE MULTIDÃO NO PRIMEIRO COMÍCIO EM CATENDE
A prefeita de Catende, Dona Graça, mostrou força política na noite desta quarta-feira (2) ao realizar o primeiro grande comício em apoio aos seus candidatos nas eleições deste ano. O ato reuniu apoiadores, lideranças políticas e aliados, movimentando as ruas do município e dando uma demonstração do tamanho do grupo comandado pela gestora.
Durante o discurso, Dona Graça destacou as ações e investimentos que, segundo ela, chegaram a Catende e à Mata Sul por meio das parcerias construídas ao longo dos últimos anos com deputados, senadores e o Governo de Pernambuco.
A prefeita fez uma defesa enfática da reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), apontando a continuidade das obras e dos investimentos como um dos principais motivos para a região manter o atual projeto político.
“Quem é da Mata Sul tem um voto de gratidão com a governadora Raquel Lyra”, afirmou Dona Graça, ao citar obras e iniciativas realizadas pelo Governo de Pernambuco na região.
Entre os investimentos lembrados pela prefeita estão as cozinhas comunitárias, a entrega de novos ônibus, a construção de creches, intervenções no mercado público e a implantação da Escola Técnica Estadual, ações que, segundo ela, representam mudanças importantes para Catende e para os municípios da Mata Sul.
Dona Graça também colocou no centro do discurso uma das obras mais aguardadas pela população da região: as barragens de contenção de enchentes. Durante anos, os projetos ficaram marcados por paralisações e incertezas, enquanto moradores conviviam com os impactos provocados pelas fortes chuvas e pelas cheias dos rios.
Para a prefeita, a retomada das obras das barragens tem um peso que vai muito além da infraestrutura. A intervenção é vista como uma medida fundamental para reduzir os riscos enfrentados pelas famílias que vivem em áreas historicamente afetadas pelas enchentes.
O primeiro comício serviu ainda para Dona Graça reforçar a unidade de seu grupo político em Catende e apresentar ao eleitorado a estratégia de campanha para as eleições deste ano, apostando na força das alianças e na continuidade das parcerias com as esferas estadual e federal.
ÁLVARO PORTO REFORÇA DOBRADINHA COM CRISTIANE MONETA EM ABREU E LIMA
MPPE RECOMENDA REFORÇO NA SEGURANÇA E MEDIDAS DE PROTEÇÃO ANIMAL PARA A VAQUEJADA DE SURUBIM 2026
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) colocou na mesa uma série de recomendações para a realização da tradicional Vaquejada de Surubim 2026. A iniciativa busca garantir que um dos maiores eventos do município seja realizado com segurança para o público, respeito às normas ambientais e sanitárias, proteção aos animais e fiscalização adequada das atividades comerciais.
A Recomendação Administrativa nº 005/2026 foi expedida pela 1ª Promotoria de Justiça de Surubim e publicada nesta terça-feira (1º de setembro) no Diário Oficial do MPPE. O documento é assinado pelo promotor de Justiça Maurício Schibuola de Carvalho e tem como destinatários o Município de Surubim, o responsável pelo evento, João Galdino dos Santos Neto, além dos órgãos envolvidos na organização e fiscalização.
Segundo o Ministério Público, a grande dimensão da vaquejada e o expressivo número de pessoas que tradicionalmente participam do evento aumentam a demanda por serviços públicos e também os riscos relacionados à segurança, mobilidade, atendimento emergencial, estruturas temporárias e proteção dos animais.
A promotoria explica que, diante da impossibilidade de concluir em tempo hábil a formalização de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), optou pela expedição da recomendação como instrumento preventivo e mais rápido para garantir a adoção das providências consideradas necessárias.
Segurança entra no radar do Ministério Público
Entre as principais orientações está a necessidade de um planejamento integrado envolvendo Prefeitura, forças de segurança, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e demais órgãos responsáveis pela fiscalização.
O MPPE recomenda que sejam adotadas medidas para prevenir superlotação, tumultos, incêndios, acidentes e eventuais problemas estruturais durante a programação.
Também estão entre as recomendações a manutenção de um plano de contingência para situações de emergência, policiamento compatível com o público esperado, instalação de videomonitoramento em pontos estratégicos e manutenção de rotas de evacuação devidamente sinalizadas e livres de obstáculos.
O Ministério Público orienta ainda a realização de revistas preventivas nos acessos ao evento.
As estruturas temporárias utilizadas durante a vaquejada, como arquibancadas, camarotes e demais instalações destinadas ao público, deverão contar com os respectivos laudos técnicos, ART ou RRT, além da aprovação do Corpo de Bombeiros e vistoria antes da liberação para utilização.
MPPE faz alerta sobre uso de dinheiro público
Outro ponto considerado relevante na recomendação diz respeito à utilização de recursos públicos.
O documento ressalta que verbas, bens, equipamentos ou servidores municipais não devem ser utilizados para custear ou apoiar estruturas destinadas à exploração econômica privada, a exemplo de camarotes, áreas VIP, bares e restaurantes particulares.
A utilização de espaços ou vias públicas pelo organizador também deverá ocorrer mediante autorização ou permissão regular, observando as taxas e eventuais contraprestações devidas ao município.
A orientação busca evitar que estruturas privadas de exploração comercial sejam beneficiadas diretamente por recursos ou patrimônio público.
Proteção aos animais também está entre as exigências
A atuação do MPPE não se limita à segurança do público. O bem-estar dos animais utilizados nas provas também recebeu atenção especial.
A recomendação estabelece a necessidade de presença permanente de equipe veterinária durante as competições, além da existência de estrutura adequada para atendimento de animais eventualmente acidentados.
O documento prevê ainda a disponibilização de água e alimentação, espaços apropriados para descanso e outras condições necessárias para reduzir o sofrimento e preservar a integridade dos animais.
Entre as medidas destacadas está o uso obrigatório de protetor de cauda nos bovinos. Também ficam proibidos instrumentos e práticas que possam provocar crueldade, agressões ou sofrimento desnecessário aos animais.
Comércio e preços serão fiscalizados
A recomendação também alcança a atividade comercial durante a vaquejada.
Barracas, restaurantes, ambulantes e demais comerciantes deverão ser submetidos à fiscalização, principalmente em relação às condições sanitárias, qualidade dos produtos e preços praticados.
O MPPE orienta que sejam combatidas práticas abusivas, publicidade enganosa, aumentos arbitrários de preços e a comercialização de produtos impróprios para o consumo.
A preocupação é evitar que o grande fluxo de pessoas durante o evento resulte em abusos contra consumidores ou em riscos à saúde pública.
Prazo de cinco dias para resposta
Os destinatários da recomendação terão prazo de cinco dias corridos para comunicar formalmente à 1ª Promotoria de Justiça de Surubim se irão acatar as medidas determinadas pelo Ministério Público.
O MPPE também deixou claro que o descumprimento injustificado das recomendações ou a omissão na adoção das providências necessárias poderá resultar na adoção de medidas judiciais e extrajudiciais.
A Recomendação Administrativa nº 005/2026 está disponível na edição desta terça-feira (1º) do Diário Oficial do Ministério Público de Pernambuco, entre as páginas 14 e 18.
A iniciativa coloca segurança, organização, fiscalização e proteção animal no centro das discussões que antecedem a realização da Vaquejada de Surubim 2026, reforçando a necessidade de que o evento seja acompanhado de planejamento e cumprimento das normas estabelecidas pelos órgãos de controle.