segunda-feira, 6 de abril de 2026

CASA BRANCA REBATE RUMORES SOBRE SAÚDE DE TRUMP E TENTA CONTER ONDA DE ESPECULAÇÕES NAS REDES

A Casa Branca entrou em campo neste sábado (04) para desmentir uma onda de rumores que tomou conta das redes sociais envolvendo a saúde do presidente Donald Trump. As especulações, que chegaram a sugerir até mesmo a morte do líder republicano, ganharam força após um comunicado oficial informar, às 11h08, que o presidente não cumpriria agenda pública pelo restante do dia.

O anúncio, aparentemente rotineiro, acabou gerando um efeito contrário ao esperado. A ausência de compromissos externos — algo considerado incomum para Trump, especialmente em finais de semana — levantou questionamentos imediatos entre analistas políticos, opositores e até mesmo aliados. Tradicionalmente, o presidente costuma aproveitar esses períodos em sua propriedade em Mar-a-Lago, onde mantém uma agenda pública informal, frequentemente associada à prática de golfe e encontros políticos.

Diante da repercussão, o nome do Walter Reed National Military Medical Center passou a circular com intensidade nas plataformas digitais, alimentando teorias de que Trump estaria sendo submetido a algum tipo de tratamento médico emergencial. A velocidade com que as informações se espalharam evidenciou, mais uma vez, o poder das redes sociais em amplificar narrativas não verificadas.

A resposta oficial veio por meio de Steven Cheung, porta-voz pessoal do presidente, que utilizou a plataforma X para tentar conter a crise. Em sua publicação, Cheung afirmou que Trump “nunca trabalhou tanto pelo povo americano” e garantiu que, mesmo durante o fim de semana de Páscoa, o presidente permaneceu ativo, despachando tanto na Casa Branca quanto no Salão Oval.

A estratégia da equipe presidencial foi clara: reforçar a imagem de normalidade e produtividade, afastando qualquer dúvida sobre a capacidade física e mental do chefe do Executivo. Ainda assim, o episódio reacendeu um debate recorrente em torno da transparência sobre a saúde de líderes políticos, especialmente em momentos de instabilidade informacional.

O estado de saúde de Trump, aliás, tem sido alvo constante de atenção ao longo de seu segundo mandato. Críticos frequentemente apontam episódios de gafes públicas, além de mudanças perceptíveis em seu comportamento e disposição física. Já aliados minimizam essas interpretações, atribuindo-as ao ritmo intenso de trabalho e ao estilo direto do presidente.

O silêncio momentâneo na agenda oficial, somado ao histórico recente de questionamentos, acabou funcionando como combustível para a disseminação de boatos. Especialistas em comunicação política destacam que, em tempos de hiperconectividade, a ausência de informação pode ser tão impactante quanto uma declaração oficial mal interpretada.

Apesar do desmentido, o episódio evidencia o ambiente de polarização e vigilância constante que cerca a figura de Trump. Entre fatos, versões e especulações, a narrativa sobre a saúde do presidente segue como um dos pontos sensíveis de seu governo, capaz de mobilizar rapidamente tanto apoiadores quanto críticos em escala global.

COLUNA POLÍTICA | O VACILO DA MEDALHA DE OURO | NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO

JOÃO E SUA PRIMEIRA CONTRADIÇÃO POLÍTICA: NÃO É PARA AMADORES, COMEÇOU VALENDO

A largada da pré-campanha ao Governo de Pernambuco já mostrou que o jogo será duro, rápido e, sobretudo, implacável. O episódio envolvendo o pré-candidato João Campos e a retirada de uma corrente de ouro durante agenda pública virou muito mais do que um simples gesto — transformou-se na primeira grande batalha narrativa de 2026. E, convenhamos, não é para amadores. Quem entra nesse jogo precisa saber que qualquer movimento, por menor que seja, pode virar combustível político. João sentiu isso cedo.

A IMAGEM QUE VIROU PROBLEMA

Tudo começou com um vídeo aparentemente banal: João Campos, em meio a uma agenda no Recife, retira discretamente uma corrente do pescoço e a guarda no bolso. Bastou isso. Em questão de horas, o conteúdo já circulava com força nas redes sociais, impulsionado por perfis ligados à oposição.

A leitura foi imediata: estaria o pré-candidato com receio de assaltos? O gesto simples ganhou contornos simbólicos e passou a ser usado como crítica indireta à segurança pública — um dos temas mais sensíveis do debate estadual.

A EXPLICAÇÃO E O PRIMEIRO RUÍDO

Diante da repercussão, João reagiu rápido. Em vídeo, afirmou que o motivo foi técnico: o uso de microfone de lapela, que poderia gerar ruído com a corrente. Até aí, tudo dentro do manual de contenção de crise.

Mas o problema não foi a explicação — foi o efeito dela. Ao tentar encerrar o assunto, acabou abrindo outra frente: a da dúvida. Em política, quando a narrativa não fecha completamente, ela vira combustível para o adversário.

OPOSIÇÃO ENXERGA BRECHA E PARTE PARA O ATAQUE

Não demorou para que adversários explorassem o episódio. Grupos ligados à base da governadora Raquel Lyra e setores independentes começaram a circular outros vídeos de João Campos em situações semelhantes — com microfone e corrente ao mesmo tempo.

A estratégia é clara: plantar a ideia de contradição. E, em política, contradição é um dos rótulos mais difíceis de se desfazer, principalmente quando viraliza.

SEGURANÇA PÚBLICA ENTRA NO JOGO

O debate rapidamente saiu do campo da curiosidade e entrou no terreno mais pesado: segurança pública. A oposição tenta colar a imagem de que o gesto revelaria medo ou desconforto em ambientes populares.

Mesmo que essa interpretação seja subjetiva, ela cumpre um papel político importante: conecta o episódio a um tema central da eleição. E aí, o que era detalhe vira argumento.

O CONTRA-ATAQUE DOS ALIADOS

Do outro lado, aliados de João Campos reagiram na mesma intensidade. A linha de defesa é direta: trata-se de um procedimento comum em gravações, amplamente conhecido por quem trabalha com audiovisual.

Além disso, reforçam o valor simbólico da corrente, ligada ao pai do pré-candidato, o que adiciona um componente emocional à narrativa e tenta neutralizar o tom crítico.

A GUERRA DIGITAL QUE DEFINE ELEIÇÕES

O episódio escancara uma realidade: a eleição de 2026 já começou nas redes sociais. E nela, não vence apenas quem tem mais propostas — vence quem domina a narrativa.

Vídeos curtos, recortes estratégicos e interpretações rápidas passaram a ser armas poderosas. Um gesto de segundos pode gerar dias de desgaste. João Campos experimenta, talvez pela primeira vez de forma mais intensa, esse novo campo de batalha.

LIÇÃO INAUGURAL: POLÍTICA NÃO PERDOA VACILOS

Se existe uma conclusão clara, é esta: João Campos enfrentou sua primeira crise típica de campanha antes mesmo da campanha começar oficialmente. E ela deixa um alerta importante.

Na política atual, não existe gesto neutro. Tudo comunica. Tudo será interpretado. E tudo pode ser distorcido.

A pré-campanha começou mostrando que o nível de exigência será alto — e que cada passo, cada palavra e cada movimento estarão sob lupa.

E como diz o ditado adaptado ao momento: quem quer governar Pernambuco precisa estar preparado para muito mais do que discursos. Porque, pelo visto, começou valendo — e pesado. É isso!

domingo, 5 de abril de 2026

AMBIENTALISTA VICTOR FLORES OFICIALIZA FILIAÇÃO À REDE E ENTRA NA DISPUTA POR UMA CADEIRA NA ALEPE COM AGENDA VOLTADA AO INTERIOR E À JUSTIÇA CLIMÁTICA

O ambientalista Victor Flores deu um passo decisivo em sua trajetória pública ao oficializar, nesta semana, sua filiação à Rede Sustentabilidade em Pernambuco, movimento que consolida sua pré-candidatura a uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O ingresso na legenda ocorre em um momento estratégico do cenário político estadual e foi acompanhado por figuras de peso, a exemplo do deputado federal Túlio Gadêlha, atualmente no PSD, do reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Gomes, e do ex-deputado federal Maurício Rands, evidenciando o respaldo político e institucional que cerca o nome de Victor.

Com trajetória construída fora dos tradicionais corredores da política partidária, Victor Flores chega ao processo eleitoral respaldado por uma atuação consistente em projetos de educação ambiental, mobilização comunitária e iniciativas voltadas à recuperação do Rio São Francisco, um dos mais importantes cursos d’água do país e símbolo das desigualdades regionais no acesso a recursos naturais. Ao longo dos últimos anos, ele tem buscado conectar a pauta ambiental a problemas concretos enfrentados pela população, sobretudo no interior pernambucano, como a escassez hídrica, os impactos das mudanças climáticas e a necessidade de desenvolvimento sustentável aliado à melhoria da qualidade de vida.

A filiação à Rede Sustentabilidade não apenas formaliza sua entrada na disputa eleitoral, mas também reforça a construção de um projeto político que, segundo aliados, nasce diretamente do território e se estrutura a partir do diálogo com comunidades, lideranças locais e movimentos sociais. Nos bastidores, a avaliação é de que a presença de Victor na corrida por uma vaga na Alepe pode ampliar significativamente o alcance do debate ambiental dentro do Legislativo estadual, historicamente pouco ocupado por representantes com atuação direta nessa área.

Em um cenário marcado por rearranjos partidários e redefinições de alianças, Victor aposta na coerência como elemento central de sua caminhada. Ele tem defendido uma atuação política independente, orientada por princípios e pelo compromisso com soluções práticas para os desafios enfrentados pela população pernambucana. A proposta que pretende levar às urnas está ancorada no conceito que denomina “Nosso Ambiente”, uma visão que integra preservação ambiental, desenvolvimento econômico e dignidade social, especialmente para as regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos.

A expectativa é de que, nos próximos meses, o pré-candidato intensifique sua presença em diversas regiões do estado, promovendo uma agenda de escutas, encontros e construção coletiva de propostas. A estratégia busca não apenas fortalecer sua base política, mas também consolidar um programa participativo, alinhado às demandas reais da população e às urgências impostas pelas transformações ambientais que já impactam o cotidiano de milhares de pernambucanos.

VIAGEM EM JATO PRIVADO DE MINISTRO DO STF LEVANTA QUESTIONAMENTOS SOBRE RELAÇÃO COM ADVOGADA LIGADA A BANCO

Uma viagem realizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, em novembro de 2025, voltou ao centro do debate público após a revelação de que o deslocamento de Brasília a Maceió ocorreu em aeronave particular custeada por uma advogada com atuação em tribunais superiores. O caso, divulgado por jornalistas do jornal O Estado de S. Paulo e confirmado pelo próprio gabinete do magistrado, reacende discussões sobre ética, transparência e possíveis conflitos de interesse no Judiciário.

De acordo com as informações, o convite partiu da advogada Camilla Ewerton Ramos, responsável não apenas por convidar o ministro, mas também por arcar com os custos do voo e organizar a viagem. Camilla atua em processos envolvendo o Banco Master no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o que adiciona um componente sensível à situação, considerando a proximidade entre operadores do Direito e membros de cortes superiores.

A viagem teve como destino a cidade de Maceió, conhecida por receber eventos privados e encontros sociais de alto padrão. A aeronave utilizada pertence à empresa Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços, vinculada à Prime You, que administra patrimônio do empresário Daniel Vorcaro.

Outro elemento que chama atenção é a relação pessoal entre os envolvidos. Camilla é casada com o juiz federal Newton Ramos, que já foi colega de Nunes Marques no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Esse histórico de convivência reforça o caráter social do convite, mas também amplia o debate sobre os limites entre relações pessoais e institucionais no meio jurídico.

Embora não haja, até o momento, indicação de ilegalidade formal, especialistas em Direito Público costumam apontar que situações desse tipo exigem cautela redobrada. A proximidade entre magistrados e advogados que atuam em cortes superiores pode levantar dúvidas quanto à imparcialidade, especialmente quando há envolvimento financeiro, ainda que indireto, como no custeio de viagens.

O caso ganha ainda mais repercussão por envolver um ministro do Supremo Tribunal Federal, instância máxima do Judiciário brasileiro, cujas decisões têm impacto direto em temas econômicos, políticos e sociais de grande relevância.

Procurado, o gabinete do ministro confirmou os detalhes da viagem e destacou o caráter pessoal do evento, reforçando que o deslocamento ocorreu dentro de um contexto de amizade e convivência social.

NOTA DO GABINETE DO MINISTRO NUNES MARQUES:

“No dia 14/11/25, o Ministro Nunes Marques e a esposa viajaram para festa de aniversário de Camila, casada com o desembargador Newton Ramos, que foi colega do Ministro no TRF1. Camila convidou o Ministro e outros casais de amigos e ficou responsável pelo voo e detalhes da viagem.”

FEDERAÇÃO PT, PCdoB E PV MONTA “TIME DE PESO” PARA ALEPE E MIRA AMPLIAR FORÇA POLÍTICA EM PERNAMBUCO

Com o encerramento da janela partidária e o tabuleiro eleitoral praticamente desenhado para 2026, a federação formada por PT, PCdoB e PV entra de vez no jogo com uma estratégia clara: apostar em nomes experientes, renovar com lideranças emergentes e ampliar sua presença na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O movimento revela não apenas uma composição eleitoral, mas um projeto político que busca dialogar com diferentes camadas da população, do campo às periferias urbanas.

No núcleo do Partido dos Trabalhadores (PT), a chapa ganha musculatura com figuras já consolidadas na política estadual. Entre elas, o ex-prefeito do Recife e atual deputado estadual João Paulo Lima, conhecido por sua trajetória ligada às pautas populares, e a deputada Dani Portela, que tem atuação destacada em defesa de direitos sociais, das mulheres e das minorias. A lista petista ainda incorpora nomes que representam diferentes frentes de atuação, como Doriel Barros, ligado à agricultura familiar, João da Costa, também ex-prefeito da capital, e Osmar Ricardo, além de quadros como Ivete Caetano, João Paulo Costa, Eugênia Lima, Breno e Professor Heleno, formando um grupo plural que tenta equilibrar experiência política e renovação.

Dentro da federação, o Partido Verde (PV) aposta em fortalecer sua presença especialmente no interior do estado. Nomes como Joaquim Lira, João de Nadeji, Moacir Bezerra Filho e Dr. Fernando surgem como peças-chave de uma estratégia que combina atuação regional com a defesa de pautas ambientais e de desenvolvimento sustentável. A sigla busca ampliar sua capilaridade e se posicionar como voz ativa em temas cada vez mais centrais no debate público.

Já o PCdoB entra na disputa com uma chapa mais enxuta, porém considerada estratégica. Os nomes de Vinícius Castelo e Cida Pedrosa carregam forte identidade com movimentos culturais e sociais, além de um histórico de defesa de direitos e políticas públicas inclusivas. A aposta é na consistência programática e na conexão com setores organizados da sociedade.

Nos bastidores, lideranças da federação avaliam que a composição reflete um esforço de unidade e alinhamento em torno de um projeto político comum, que tem como pano de fundo não apenas a disputa estadual, mas também a sustentação de um palanque competitivo para o campo progressista em Pernambuco. A expectativa é manter a atual bancada e, se possível, ampliar o número de cadeiras na Alepe, fortalecendo a capacidade de articulação no Legislativo.

Com nomes distribuídos entre diferentes regiões e segmentos, a federação entra na corrida eleitoral buscando equilibrar tradição e renovação. O desafio, agora, será transformar essa diversidade em votos nas urnas e consolidar o espaço político do bloco em um cenário que promete ser altamente competitivo.

AVANTE REAGE, SE FORTALECE E PROMETE CHAPAS ROBUSTAS PARA 2026 EM PERNAMBUCO

Em meio ao acirramento do cenário político e à reta final da janela partidária, o presidente estadual do Avante, Sebastião Oliveira, adotou um tom firme e estratégico ao assegurar que a sigla não apenas permanecerá competitiva, como também ampliará sua presença nas eleições de 2026. Em declaração dada neste sábado (4), o dirigente afastou qualquer especulação sobre fragilidade interna e projetou um desempenho expressivo tanto na disputa por vagas na Assembleia Legislativa de Pernambuco quanto na Câmara dos Deputados.

A fala de Sebastião ocorre em um momento decisivo para a reorganização das forças políticas no estado, especialmente após o encerramento do prazo de filiação partidária. Demonstrando confiança, ele destacou que o Avante chega a essa etapa fortalecido e pronto para surpreender. Segundo o presidente, a legenda deve apresentar uma chapa proporcional com potencial para eleger entre três e quatro deputados estaduais, além de dois a três nomes com competitividade para a Câmara Federal.

No centro desse projeto está também a pré-candidatura à reeleição do deputado federal Valdemar Oliveira, irmão de Sebastião, que deve ser uma das principais apostas do partido para manter espaço em Brasília. A estratégia do Avante, segundo o dirigente, passa pela chegada de novos quadros políticos, cujos nomes começaram a ser definidos ainda no último dia da janela partidária, indicando um movimento de articulação silencioso, porém eficaz.

Sem economizar nas palavras, Sebastião Oliveira também aproveitou o momento para rebater críticas e avaliações de adversários que apontavam um possível enfraquecimento da sigla. Em tom de provocação, ele afirmou que o partido segue em expansão não apenas em Pernambuco, mas em diversos estados do país, citando bases fortalecidas em regiões estratégicas como Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Amazonas, São Paulo e Rio de Janeiro.

A declaração reforça uma tentativa clara de reposicionar o Avante no tabuleiro político estadual, buscando protagonismo em um cenário dominado por grandes federações e alianças tradicionais. Ao sinalizar crescimento e capacidade de montagem de chapas competitivas, Sebastião Oliveira indica que o partido pretende ir além de coadjuvante e disputar espaço real nas eleições proporcionais, influenciando diretamente a formação das futuras bancadas.

Nos bastidores, a movimentação é vista como parte de uma estratégia mais ampla de consolidação partidária, que inclui a atração de lideranças regionais, fortalecimento de bases eleitorais e ampliação do diálogo com diferentes grupos políticos. Com isso, o Avante tenta transformar o discurso de resistência em narrativa de crescimento, mirando não apenas resultados eleitorais, mas também maior peso nas articulações políticas que definirão os rumos de Pernambuco nos próximos anos.

MARCONI SANTANA ADERE AO PSD DE RAQUEL LYRA E SE POSICIONA COMO FORÇA EMERGENTE NA DISPUTA PELA ALEPE

O tabuleiro político de Pernambuco ganhou um novo movimento estratégico com a filiação do ex-prefeito de Flores, Marconi Santana, ao PSD, legenda que integra a base da governadora Raquel Lyra. A decisão, tomada após conversas com diferentes partidos, sinaliza não apenas uma escolha partidária, mas um reposicionamento claro no cenário estadual, mirando diretamente uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) em 2026.

Reconhecido por sua atuação à frente da Prefeitura de Flores, no Sertão do Pajeú, Marconi entra no PSD com o objetivo de ampliar sua presença política para além das fronteiras do município. Nos bastidores, sua filiação é interpretada como um gesto de alinhamento ao projeto político liderado por Raquel Lyra, que trabalha para fortalecer sua base com nomes competitivos em todas as regiões do estado.

A movimentação não aconteceu por acaso. Segundo interlocutores, Marconi foi procurado por outras siglas, o que reforça seu capital político e sua capacidade de articulação. Ainda assim, optou por um partido que hoje desponta como um dos mais estruturados em Pernambuco, especialmente após o crescimento de sua bancada e o fortalecimento no campo governista. A escolha também o coloca mais próximo do centro das decisões estratégicas do grupo que comanda o Palácio do Campo das Princesas.

Paralelamente à filiação, o ex-prefeito já vem intensificando agendas políticas e ampliando sua rede de apoios. Lideranças locais, ex-aliados e novos parceiros têm sido incorporados ao seu projeto, numa construção que busca consolidar musculatura eleitoral suficiente para enfrentar uma disputa historicamente acirrada por cadeiras na Alepe. O movimento é visto como parte de uma pré-campanha silenciosa, mas consistente.

Analistas políticos avaliam que Marconi Santana reúne atributos que podem favorecer sua candidatura: experiência administrativa, trânsito político no Sertão e capacidade de diálogo com diferentes grupos. No entanto, também destacam que o caminho até a eleição exige capilaridade em outras regiões e fortalecimento de sua imagem junto ao eleitorado estadual.

A entrada no PSD, nesse contexto, funciona como um ponto de partida para uma caminhada que promete ser intensa. Ao se alinhar com o grupo de Raquel Lyra, Marconi não apenas define um lado, mas assume o desafio de se consolidar como um nome competitivo dentro de uma base que tende a lançar diversos candidatos fortes.

Se a disputa de 2026 ainda está no horizonte, os movimentos já começaram — e, pelo ritmo adotado, Marconi Santana demonstra que está disposto a percorrer cada etapa desse percurso com estratégia, articulação e presença política ativa.

PT DE PERNAMBUCO FECHA FILEIRAS COM JOÃO CAMPOS, PROJETA PALANQUE FORTE DE LULA E DEFINE RUMOS PARA 2026

O cenário político pernambucano para as eleições de 2026 começa a ganhar contornos mais definidos dentro do Partido dos Trabalhadores, com a consolidação de uma estratégia que mira tanto o fortalecimento regional quanto o alinhamento nacional. Em entrevista ao programa Frente a Frente, comandado pelo jornalista Magno Martins, o deputado federal Carlos Veras, que também preside o PT no estado, reafirmou que a legenda já tem um caminho traçado: apoiar a candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco, além de sustentar um palanque robusto para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A composição defendida pela Federação Brasil da Esperança em Pernambuco inclui ainda a presença de Humberto Costa e Marília Arraes como nomes ao Senado Federal, formando uma chapa considerada estratégica para garantir competitividade e coesão política no estado. Segundo Veras, essa definição não foi construída de forma isolada, mas sim a partir de um processo interno amplo, que envolveu sete plenárias estaduais e culminou com mais de 90% de aprovação do diretório petista.

Apesar da demonstração de unidade, o dirigente reconheceu que divergências surgiram ao longo das discussões, especialmente após a ausência de alguns deputados estaduais em momentos considerados decisivos. Ainda assim, tratou os episódios como parte natural da dinâmica interna do partido, ressaltando que o PT tem tradição em debater suas diferenças de forma aberta. Para ele, o diálogo é o principal instrumento para construção de consensos, afastando qualquer possibilidade de decisões impostas de cima para baixo.

Um dos pontos mais sensíveis abordados durante a entrevista foi a possibilidade de existência de mais de um palanque para Lula em Pernambuco, diante das movimentações políticas da governadora Raquel Lyra. Veras deixou claro que, embora o PT reconheça João Campos como o único candidato oficialmente vinculado ao campo lulista no estado, não considera inadequado que outros postulantes ao governo também declarem apoio ao presidente.

Na avaliação do dirigente, esse movimento pode ser interpretado como um reconhecimento das ações do Governo Federal em Pernambuco, especialmente em áreas sociais e de infraestrutura. Ainda assim, ele enfatizou que a decisão final sobre em qual palanque Lula estará presente durante a campanha caberá exclusivamente ao próprio presidente, dentro de uma estratégia nacional mais ampla.

Ao comentar o posicionamento da atual gestão estadual, Veras destacou que existe uma contradição política no palanque liderado por Raquel Lyra, que reúne nomes ligados a setores da direita e ao bolsonarismo, ao mesmo tempo em que reconhece iniciativas do Governo Federal. Como contraponto, citou exemplos de articulações em outros estados, como a Bahia, onde partidos com composições nacionais distintas conseguem manter alianças locais baseadas em interesses administrativos e políticos convergentes.

Dentro desse contexto, a articulação em Pernambuco é vista como parte de uma engrenagem maior coordenada nacionalmente por Lula, com o objetivo de ampliar a presença da base aliada no Congresso Nacional e fortalecer palanques regionais estratégicos no Nordeste. A aposta é que a candidatura de João Campos funcione como eixo central dessa mobilização no estado, impulsionando não apenas a disputa pelo governo, mas também contribuindo diretamente para o projeto de reeleição presidencial.

Com o encerramento da janela partidária e a aproximação das convenções, o PT pernambucano passa a concentrar esforços na organização das chapas proporcionais e na mobilização das bases. A orientação, segundo Carlos Veras, é construir uma campanha que dialogue diretamente com a população, destacando políticas públicas voltadas às camadas mais vulneráveis e reforçando a defesa das instituições democráticas em um cenário político ainda marcado por polarizações intensas.