quinta-feira, 28 de maio de 2026
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EM BEZERROS, GOVERNADORA RAQUEL LYRA ENTREGA 295 TÍTULOS DE PROPRIEDADE, ÔNIBUS ESCOLARES E AUTORIZA A PAVIMENTAÇÃO DE VIAS
SUAPE ENERGIA INAUGURA PRIMEIRO MOTOR DO MUNDO MOVIDO A ETANOL PARA GERAÇÃO TERMELÉTRICA
PERNAMBUCO REAGE AO ATLAS DA VIOLÊNCIA E GOVERNO DESTACA QUEDA NOS HOMICÍDIOS APÓS ANOS DE PRESSÃO NA SEGURANÇA
Os números chamaram atenção nacionalmente e reforçaram a preocupação em torno da criminalidade no estado. Apesar disso, o Governo de Pernambuco reagiu rapidamente ao relatório e afirmou que os dados mais recentes mostram uma trajetória de redução da violência letal, resultado das ações implementadas pela atual política de segurança pública.
Em nota oficial, a Secretaria de Defesa Social (SDS) argumentou que os indicadores do Atlas precisam ser analisados com cautela, sobretudo por conta das diferenças metodológicas entre os dados utilizados pelo estudo e os registros oficiais do estado. Segundo a pasta, o levantamento utiliza informações do DATASUS, enquanto Pernambuco contabiliza os casos por meio dos registros operacionais das forças de segurança.
De acordo com a SDS, o número oficial de Mortes Violentas Intencionais (MVIs) em 2024 foi de 3.464 casos, o equivalente a uma taxa de 36,3 mortes por 100 mil habitantes — índice ainda elevado, mas inferior ao apresentado pelo Atlas da Violência.
O governo estadual também ressaltou que os resultados de 2025 apontam para uma redução mais consistente da criminalidade. Conforme os dados divulgados pela própria secretaria, Pernambuco encerrou o ano passado com queda de 9,3% na taxa de MVIs, reduzindo o índice de 36,3 para 32,9 mortes por 100 mil habitantes.
Outro dado utilizado pela gestão para defender avanços na segurança pública envolve os números mais recentes do programa Juntos pela Segurança. Entre janeiro e abril de 2026, Pernambuco contabilizou 947 mortes violentas intencionais, contra 1.116 ocorrências registradas no mesmo período de 2025. A redução anunciada pelo Estado foi de 15,1%.
Quando a comparação é feita com os primeiros quatro meses de 2022, a diminuição chega a 26,1%, segundo os dados oficiais. Para o governo, os resultados refletem o fortalecimento das operações policiais, investimentos em inteligência, ampliação do efetivo, aquisição de equipamentos e reforço das ações preventivas.
Nos bastidores do Palácio do Campo das Princesas, a avaliação é de que os números recentes demonstram uma mudança gradual no cenário da segurança pública, embora o estado ainda enfrente desafios históricos ligados ao crime organizado, tráfico de drogas e violência urbana.
Mesmo diante da defesa apresentada pela gestão estadual, o Atlas da Violência evidencia que Pernambuco continua convivendo com índices alarmantes. O relatório aponta ainda que duas cidades pernambucanas aparecem entre os 20 municípios mais violentos do Brasil com mais de 100 mil habitantes: Cabo de Santo Agostinho, ocupando a 14ª posição, e São Lourenço da Mata, na 16ª colocação.
Outro ponto que chamou atenção dos pesquisadores foi o avanço dos chamados “homicídios ocultos” — mortes violentas inicialmente registradas sem definição clara da causa e posteriormente estimadas como homicídios. Considerando essa metodologia, Pernambuco teria alcançado 3.658 homicídios estimados em 2024, elevando a taxa para 38,6 mortes por 100 mil habitantes.
O tema amplia o debate sobre subnotificação e dificuldades estruturais na identificação precisa de mortes violentas em diversas regiões do país. Especialistas defendem melhorias na investigação criminal, integração entre órgãos de segurança e aperfeiçoamento dos sistemas de informação.
Diante da repercussão nacional do Atlas, o Governo de Pernambuco reafirmou que continuará investindo na modernização da segurança pública. Entre as prioridades citadas pela SDS estão a contratação de novos profissionais, expansão do uso de tecnologia, fortalecimento da inteligência policial, ampliação da infraestrutura das forças operacionais e ações preventivas voltadas à redução da violência.
A gestão estadual sustenta que a reversão dos índices não acontece de forma imediata e que os resultados positivos dependem de continuidade administrativa, integração entre instituições e presença mais efetiva do Estado nas áreas mais vulneráveis.
Enquanto isso, o Atlas da Violência volta a colocar Pernambuco no centro das discussões nacionais sobre segurança pública, cobrando respostas rápidas, investimentos permanentes e estratégias capazes de transformar os números de queda em uma redução duradoura da criminalidade.
FELIPE CARRERAS PARTICIPA DA ORDEM DE SERVIÇO DO HOSPITAL FERNANDO ARAGÃO E ANUNCIA NOVOS RECURSOS PARA SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE
DATAFOLHA CONFIRMA VIRADA DE RAQUEL EM PERNAMBUCO E APONTA DESIDRATAÇÃO DE JOÃO CAMPOS NA DISPUTA PELO GOVERNO
O levantamento, encomendado pela Rede Tribuna e realizado entre os dias 25 e 27 de maio, mostra Raquel Lyra com 48% das intenções de voto no cenário estimulado, enquanto João Campos aparece com 43%. O resultado reforça o crescimento consistente da governadora nos últimos meses e evidencia um movimento de perda de força política do socialista no estado.
Mesmo dentro da margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, o dado político mais relevante observado nos bastidores é a consolidação da curva de crescimento de Raquel Lyra. A governadora oscila entre 45% e 51%, enquanto João Campos varia entre 40% e 46%, configurando empate técnico, mas com vantagem numérica da atual chefe do Executivo estadual.
A divulgação do Datafolha ganhou forte repercussão política porque confirma a tendência já identificada em pesquisas anteriores dos institutos Veritá e Múltipla, que também mostravam avanço da governadora e redução da vantagem histórica do ex-prefeito do Recife.
O novo cenário eleitoral revela uma mudança importante no ambiente político pernambucano. João Campos, que durante boa parte do período pré-eleitoral era tratado como favorito natural na sucessão estadual, agora enfrenta sinais claros de desidratação eleitoral, sobretudo fora da Região Metropolitana do Recife. O socialista encontra dificuldades para ampliar seu discurso no interior e vê a governadora crescer justamente nas regiões onde o governo estadual intensificou ações administrativas e investimentos.
Nos últimos meses, Raquel Lyra ampliou agendas pelo interior, acelerou entregas de obras, reforçou investimentos em infraestrutura, segurança pública, abastecimento d’água e programas sociais, além de fortalecer alianças com prefeitos e lideranças municipais. O movimento político e administrativo vem sendo apontado como decisivo para a recuperação da imagem da governadora junto ao eleitorado.
Outro fator que chama atenção é que Raquel conseguiu transformar a estrutura do governo em vitrine política, consolidando presença regional e ampliando sua capilaridade em áreas onde anteriormente enfrentava resistência eleitoral. O resultado é percebido agora nas pesquisas de intenção de voto.
O levantamento também mostra o candidato Ivan Moraes (PSOL) com 2% das intenções de voto. Já os votos brancos, nulos ou em nenhum candidato somam 4%, enquanto 2% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar.
Ao todo, foram realizadas 1.022 entrevistas em diversas regiões de Pernambuco com eleitores de 16 anos ou mais. A pesquisa possui intervalo de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os números PE-07888/2026 e BR-04242/2026.
Com a divulgação do Datafolha pela TV Tribuna/Band às 13h, o cenário da sucessão estadual ganha novos contornos e reforça a percepção de que a disputa pelo Governo de Pernambuco entrou em uma fase completamente diferente da observada meses atrás. A vantagem numérica de Raquel Lyra, somada ao crescimento contínuo detectado pelos institutos, amplia a pressão sobre João Campos e fortalece o discurso de aliados da governadora de que a eleição está em processo de virada consolidada em Pernambuco.