PL COSTURA PACIFICAÇÃO, APOSTA EM FLÁVIO BOLSONARO E SE ORGANIZA PARA 2026 EM PERNAMBUCO
O Partido Liberal (PL) em Pernambuco virou a página da turbulência interna e inicia 2026 em modo reorganização. Depois de meses de atritos, ameaças de saída e disputas veladas por espaço, a legenda passou a operar sob uma nova lógica: união, pragmatismo e foco eleitoral. A consolidação do senador Flávio Bolsonaro como principal referência nacional do bolsonarismo funcionou como catalisador desse processo e ajudou a alinhar interesses locais. O resultado prático já aparece: Gilson Machado recua do discurso de rompimento, Anderson Ferreira se fortalece como pré-candidato ao Senado e o partido inicia um ciclo de encontros para alinhar estratégias e lideranças no estado.
DE PARTIDO DIVIDIDO A AMBIENTE DE PACIFICAÇÃO
Até pouco tempo, o PL pernambucano vivia um clima de desconfiança interna. Conversas de Gilson Machado com Podemos e Novo escancararam o risco de esvaziamento da legenda. Agora, o cenário é outro. A leitura predominante é de que racha seria um erro estratégico grave às vésperas de uma eleição polarizada. A pacificação não nasce de afinidades pessoais, mas da matemática eleitoral.
FLÁVIO BOLSONARO COMO EIXO DE UNIDADE
A escolha de Flávio Bolsonaro para liderar o projeto presidencial do campo bolsonarista reorganizou o tabuleiro. Em Pernambuco, seu nome virou ponto de convergência. A avaliação interna é simples: nenhum presidenciável abriria mão de um quadro forte para fortalecer adversários. Isso explica o novo tom de Gilson Machado e o esforço do partido para fechar fileiras.
GILSON MACHADO MUDA O DISCURSO E REAVALIA RUMOS
Ao afirmar que é “uma pessoa de missão” e que seu destino político está atrelado ao de Flávio Bolsonaro, Gilson Machado sinalizou claramente um recuo. Quem antes admitia deixar o PL agora reconhece que a permanência é o caminho mais lógico. Nos bastidores, a mudança é interpretada como o abandono definitivo da ideia de disputar o Senado por fora da legenda.
ANDERSON FERREIRA SE FIRMA COMO NOME AO SENADO
Com Gilson mais próximo de ficar, Anderson Ferreira se consolida como o candidato do PL ao Senado. Presidente estadual da legenda, ele adota um discurso de portas abertas e tenta virar a chave do conflito para o entendimento. Seu capital eleitoral de 2022, quando foi terceiro colocado na disputa ao Governo e forte na Região Metropolitana, sustenta sua pré-candidatura dentro da direita.
UM ACORDO IMPLÍCITO: MAJORITÁRIA E PROPORCIONAIS
O desenho que ganha força é claro: Anderson no Senado, Gilson Machado disputando vaga de deputado federal e Gilson Filho, vereador do Recife e um dos mais votados da capital, como candidato a deputado estadual. A dobradinha pai e filho seria estratégica para puxar votos e fortalecer chapas proporcionais, objetivo central do partido em 2026.
CICLO DE ENCONTROS MARCA NOVA FASE DO PL
Esse novo momento ganhou forma com o início de um ciclo de encontros do PL em Pernambuco. A reunião, coordenada por Anderson Ferreira, reuniu deputados federais, estaduais, vereadores e lideranças regionais. O foco foi organização interna, análise do cenário político estadual e nacional e alinhamento em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro como eixo central da estratégia.
SEM CANDIDATO A GOVERNADOR, FOCO TOTAL NO SENADO
O PL já decidiu que não entrará na disputa pelo Governo do Estado. A prioridade é o Senado e a ampliação das bancadas federal e estadual. Essa escolha pode redesenhar alianças em Pernambuco, já que o partido detém tempo de TV relevante e pode atuar de forma independente, sem compromisso automático com o palanque majoritário local.
CRESCIMENTO, TEMPO DE TV E O JOGO DE 2026
Unificado, o PL projeta crescimento. A meta é ampliar a bancada federal — hoje com quatro deputados — e aumentar a presença na Assembleia Legislativa. A permanência de Gilson Machado é vista como fundamental nesse plano, tanto pelo potencial de votação quanto pela capacidade de atrair outros candidatos competitivos. O partido aposta que organização antecipada, liderança nacional forte e pacificação interna podem transformar o PL em um dos principais protagonistas da eleição em Pernambuco.
TESTE DA PRESSÃO
O PL entra em 2026 tentando provar que aprendeu com os erros recentes. Ao trocar o conflito pela estratégia e a dispersão pela unidade, a legenda busca se apresentar como uma direita organizada, competitiva e preparada para a polarização que se desenha. Resta saber se a paz construída agora resistirá à pressão das urnas.