domingo, 12 de abril de 2026

CRISE NA FEDERAÇÃO: PT REAGE A FILIAÇÕES DE ÚLTIMA HORA E AMEAÇA BARRAR CANDIDATURAS AO LEGISLATIVO ESTADUAL

O prazo oficial para filiações partidárias já havia sido encerrado no último dia 5 de abril, mas o ambiente político dentro da federação formada por PT, PV e PCdoB segue longe de qualquer clima de estabilidade. Pelo contrário, os desdobramentos das movimentações realizadas nos últimos instantes antes do fechamento da janela partidária abriram uma nova frente de tensão interna, agora marcada por questionamentos sobre legitimidade, acordos e critérios de construção coletiva.

A reação mais dura partiu do presidente estadual do PT em Pernambuco, o deputado federal Carlos Veras, que deixou claro que não reconhece como válidas as filiações de Batista Cabral — irmão do prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral — e de Lara Resende, filha da deputada estadual Simone Santana. Ambos se filiaram ao PV com a intenção de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco dentro da federação.

Segundo Veras, o movimento não apenas surpreendeu a direção do PT como também rompeu uma lógica de construção baseada no diálogo prévio entre os partidos federados. Ele afirmou que todas as candidaturas proporcionais vinham sendo discutidas de forma conjunta, com escuta ativa de parlamentares, pré-candidatos e lideranças das três siglas, inclusive do próprio PV. Nesse contexto, as novas filiações teriam ocorrido à revelia desse processo coletivo, o que motivou a reação imediata da direção petista.

O dirigente foi enfático ao estabelecer um limite: candidaturas desses novos nomes à Câmara dos Deputados poderiam até ser debatidas, mas a disputa para deputado estadual é considerada inaceitável dentro do arranjo atual. A resistência, segundo ele, não é isolada, mas compartilhada por outros pré-candidatos já inseridos no projeto da federação, que não concordam com a entrada de novos concorrentes em um cenário previamente pactuado.

A tensão se agrava pelo fato de que o PT detém maioria dentro da federação em Pernambuco, o que lhe garante peso decisivo nas deliberações internas. Dos oito deputados estaduais que compõem o bloco federado, cinco são petistas, enquanto o PV conta com três representantes. Esse equilíbrio de forças fortalece a possibilidade de veto às candidaturas consideradas fora do acordo, especialmente quando há fechamento de questão por parte da legenda majoritária.

Nos bastidores, o caso de Lara Santana chama atenção por envolver uma sucessão política já ventilada anteriormente. A jovem era apontada como possível herdeira eleitoral da base construída por sua mãe, Simone Santana, o que indicava uma estratégia de continuidade dentro da Assembleia Legislativa. Com a reação do PT, esse plano sofre uma reviravolta e pode redirecionar sua trajetória para uma disputa em nível federal, caso queira manter-se dentro da federação.

Outro ponto que amplia o desgaste é o histórico recente de critérios adotados pela federação. De acordo com o próprio Veras, havia uma linha previamente definida de não acolher deputados com mandato ou candidaturas fora do planejamento coletivo, justamente para preservar o equilíbrio interno e evitar disputas desiguais. A entrada dos novos filiados, portanto, é vista como uma quebra desse entendimento, agravada pela percepção de que ocorreu sem o devido alinhamento político.

O episódio expõe fragilidades na condução das alianças dentro do modelo de federação partidária, que exige convivência obrigatória entre as siglas por um período mínimo de quatro anos. Nesse formato, decisões estratégicas — como definição de candidaturas — precisam ser tomadas de forma colegiada, o que torna conflitos como esse ainda mais sensíveis. Quando não há consenso, prevalece o voto da maioria, cenário que, neste caso, favorece o posicionamento do PT.

Enquanto o impasse não é resolvido, cresce a possibilidade de judicialização das candidaturas, já que o próprio comando petista admite que nomes que insistirem na disputa estadual poderão enfrentar questionamentos formais. O desfecho desse embate tende a influenciar não apenas a composição das chapas proporcionais, mas também o nível de coesão interna da federação em Pernambuco às vésperas de um novo ciclo eleitoral.

ATUAÇÃO DA PGE EVITA PERDA DE MAIS DE R$ 78 MILHÕES PARA A EDUCAÇÃO DE PERNAMBUCO

Decisão liminar permite ao Estado corrigir falha no Censo Escolar 2025 que levou à classificação incorreta de mais de 46 mil matrículas, afetando 157 escolas e os repasses do Fundeb em 2026

A atuação da Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE) garantiu uma decisão liminar que evita um prejuízo estimado em mais de R$ 78 milhões aos cofres da educação estadual. A medida assegura a correção de dados do Censo Escolar 2025 que impactariam diretamente os repasses do Fundeb em 2026.
 
A decisão, proferida em 8 de abril pela 10ª Vara Federal em Pernambuco, determina que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) reabra, em até 72 horas, o sistema Educacenso 2025 para retificação das informações de 157 escolas da rede estadual. Após a reabertura, o Estado terá cinco dias úteis para realizar os ajustes.
 
A medida foi solicitada pela PGE-PE após a identificação de uma falha técnica no processo de migração de dados entre o Sistema de Informações Educacionais de Pernambuco (SIEPE) e o Educacenso. O erro resultou na classificação incorreta de 46.081 matrículas de tempo integral como sendo de tempo parcial, afetando 157 escolas e 1.328 turmas da rede estadual.
 
De acordo com as informações apresentadas pelo Estado, a inconsistência ocorreu porque, durante a migração, foram considerados apenas os dados da Formação Geral Básica (FGB), sem a inclusão automática dos Itinerários Formativos, que também compõem a carga horária do ensino integral. Com isso, a carga horária registrada ficou abaixo do mínimo exigido para essa modalidade.
 
O Estado demonstrou que o erro tem natureza técnica e sistêmica, comprovada por notas técnicas da Secretaria de Educação, e que a situação foi agravada por mudanças operacionais adotadas pelo próprio Inep no Censo Escolar de 2025.
 
Sem a correção, a classificação equivocada das matrículas resultaria em redução nos repasses do Fundeb, com impacto estimado em R$ 78.777.828,31 ao longo de 2026.
 
Antes de recorrer ao Judiciário, o Estado buscou solucionar a questão administrativamente, mas o pedido foi negado pelo Inep. Ao analisar o caso, a Justiça considerou, entre outros pontos, a necessidade de garantir a fidedignidade dos dados do Censo Escolar e resguardar o direito à educação.
 
A urgência da medida também foi reconhecida em razão do cronograma do Censo, cujo fechamento definitivo poderia consolidar informações incorretas com efeitos financeiros imediatos para o Estado.
 
Com a decisão, será possível corrigir os dados e assegurar que os repasses do Fundeb reflitam adequadamente a realidade da rede estadual de ensino.

AGRESTE GANHA REFORÇO HISTÓRICO NA SEGURANÇA: COMPLEXO DE POLÍCIA CIENTÍFICA DE CARUARU ENTRA EM OPERAÇÃO E TRANSFORMA ATENDIMENTO PERICIAL

A dinâmica da segurança pública no interior de Pernambuco começa a passar por uma mudança significativa com o início das atividades do Complexo de Polícia Científica (CPC) de Caruaru, no Agreste. A unidade, inaugurada no último dia 2 de abril, já está em funcionamento e inicia, de forma gradual e estratégica, a oferta de serviços periciais à população da região, marcando um novo capítulo na descentralização de atendimentos que antes estavam concentrados, em grande parte, na capital do estado.

Instalado na Avenida Brasil, no bairro do Salgado, o equipamento recebeu um investimento de R$ 10,5 milhões e foi concebido para atender uma demanda histórica de municípios do Agreste, que por anos enfrentaram dificuldades logísticas para acessar serviços técnico-científicos essenciais à investigação criminal e à garantia de direitos. A entrada em operação segue um cronograma técnico cuidadosamente planejado, permitindo que cada setor seja ativado de maneira progressiva, assegurando qualidade, precisão e segurança nos procedimentos realizados.

Neste primeiro momento, o complexo prioriza o atendimento a pessoas vivas, oferecendo estrutura moderna e adequada para exames médico-legais, com ambientes preparados para acolhimento humanizado e realização de análises laboratoriais. Com o avanço das etapas operacionais, a unidade já começa a incorporar também os exames de necropsia, ampliando sua atuação e consolidando sua capacidade de atendimento integral na área pericial.

O CPC de Caruaru reúne, em um único espaço, uma série de serviços que antes estavam dispersos ou distantes da realidade do interior. Entre eles, destacam-se as perícias médico-legais, a traumatologia forense, análises laboratoriais, identificação veicular e a cadeia de custódia, além de exames técnicos especializados que envolvem áreas como balística e toxicologia. Essa integração permite maior eficiência nos processos investigativos, garantindo que provas sejam analisadas com mais rapidez e precisão, fator determinante para o andamento de inquéritos e processos judiciais.

Com a nova estrutura, moradores de diversas cidades do Agreste passam a contar com um atendimento mais ágil e próximo, reduzindo significativamente a necessidade de deslocamento até o Recife. A medida impacta diretamente não apenas a rotina de profissionais da segurança pública, mas também a vida de cidadãos que dependem desses serviços em momentos sensíveis, como vítimas de violência ou familiares em busca de esclarecimentos.

O secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, ressaltou que a iniciativa representa um avanço concreto na estruturação da segurança pública estadual, ao levar tecnologia e capacidade técnica para o interior. Segundo ele, a nova unidade amplia o alcance dos serviços periciais, reduz o tempo de resposta das análises e contribui para a melhoria da qualidade das investigações, fortalecendo o sistema de justiça como um todo.

A presença do Complexo em Caruaru também reforça o papel estratégico do município como polo regional, consolidando sua importância não apenas econômica, mas também institucional dentro do Agreste pernambucano, ao concentrar serviços essenciais que atendem a uma ampla rede de cidades vizinhas e contribuem para uma atuação mais eficiente das forças de segurança em toda a região.

BELO JARDIM CELEBRA PROTAGONISTAS DO DESENVOLVIMENTO EM SEGUNDA EDIÇÃO DA COMENDA EDSON MORORÓ MOURA

A cidade de Belo Jardim viveu, na noite da última sexta-feira (10), um momento marcado pelo reconhecimento e pela valorização de quem impulsiona o crescimento local. Em sua segunda edição, a entrega da Comenda de Mérito Edson Mororó Moura reuniu empresários, empreendedores e profissionais de diferentes segmentos que, com trabalho e dedicação, contribuem diretamente para o fortalecimento econômico e social do município.

Promovida pela Prefeitura, a solenidade consolidou-se como um importante instrumento de valorização das forças produtivas da cidade. Criada por meio do Decreto Municipal nº 032/2025, a honraria carrega o nome de Edson Mororó Moura, fundador das Baterias Moura, figura emblemática cuja trajetória empreendedora ajudou a transformar Belo Jardim em um dos principais polos industriais do Agreste pernambucano. A escolha do nome não é apenas simbólica, mas também um convite à continuidade de um legado pautado pela inovação, geração de empregos e compromisso com o desenvolvimento regional.

O evento reuniu autoridades, familiares dos homenageados e representantes da sociedade civil em uma atmosfera de celebração e reconhecimento. Ao longo da cerimônia, ficou evidente o papel estratégico desempenhado pelos agraciados, que atuam em áreas essenciais como comércio, indústria, serviços, alimentação e saúde, setores fundamentais para a dinâmica econômica da cidade.

Durante seu pronunciamento, o prefeito Gilvandro Estrela destacou que a comenda vai além de uma simples homenagem, representando um gesto institucional de gratidão àqueles que fazem a diferença no cotidiano do município. Ele ressaltou que o desenvolvimento de Belo Jardim passa diretamente pelo esforço de homens e mulheres que empreendem, geram oportunidades e acreditam no potencial local, mesmo diante dos desafios.

A iniciativa reforça a política da gestão municipal de incentivo ao empreendedorismo e de fortalecimento da economia local, ao mesmo tempo em que inspira novas gerações a investirem e contribuírem para o crescimento sustentável da cidade. Ao reconhecer histórias de dedicação e sucesso, a Prefeitura também evidencia que o progresso de Belo Jardim é construído coletivamente, a partir da soma de esforços de cidadãos comprometidos com o futuro do município.

Ao final da solenidade, foram homenageados com a Comenda de Mérito Edson Mororó Moura os seguintes nomes:

• Antônio Gonzaga Valença de Araújo (Toinho da Pia) e Risalva Maria Arruda de Araújo – Max Star Indústria de Plásticos Ltda;
• Cláudio Raimundo de Sousa – Paraibana Utilidades, Paraibana – Confecções e Acessórios e Dcasa Utilidades e Acessórios;
• Francisco Anísio Ferreira de Andrade – restaurante Boi na Brasa;
• Francisco de Assis Moraes Ludugero (Kito do Mercado) – supermercado na Cohab I;
• George Maciel Cavalcanti – clínica Diaglin;
• José Alberto de Luna Borges e Christiane Soares Costa Borges – restaurante Panela de Barro;
• José Antônio da Silva Araújo – publicidade com carro de som;
• Miguel Ângelo dos Santos Silva – empresa Plantex;
• Rafael Pocidonio da Silva – Musique (restaurante e eventos);
• Rita Maria de Oliveira – RR Calçados.

DÉBORA ALMEIDA DESTACA QUALIDADE E COBRA AGILIDADE EM OBRA DE MATERNIDADE DE R$ 58 MILHÕES EM GARANHUNS

A deputada estadual Débora Almeida foi protagonista, neste sábado (11), de uma agenda que reforça seu papel de liderança e fiscalização na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Durante visita às obras da futura Maternidade de Garanhuns, a parlamentar não apenas acompanhou o andamento dos serviços, como também destacou a eficiência da execução e a importância estratégica do equipamento para o Agreste.

Com investimento de cerca de R$ 58,2 milhões, a maternidade é fruto de uma parceria entre os governos estadual e federal e promete elevar o padrão do atendimento materno-infantil na região. A primeira etapa da obra está prevista para ser entregue em 2026, e já desperta expectativa entre a população.

Débora Almeida, que é líder do PSD na Alepe e aliada da governadora Raquel Lyra, enfatizou que o projeto vai muito além de uma estrutura física. Segundo ela, trata-se de um avanço concreto na política de saúde pública, com foco na humanização e na ampliação do acesso aos serviços especializados.

“Estamos acompanhando de perto porque sabemos o quanto essa maternidade é aguardada. Aqui não é apenas uma obra, é um investimento direto na vida das pessoas, especialmente das mães e crianças do Agreste”, pontuou a deputada durante a visita.

A unidade contará com mais de 10 mil metros quadrados de área construída e cerca de 150 leitos, consolidando-se como um dos maiores equipamentos do tipo no interior do estado. Entre os serviços previstos estão Centro de Parto Normal, ambulatórios para gestação de alto risco, UTIs obstétrica e neonatal, Unidades de Cuidados Intermediários (UCINco e UCINca), além de banco de leite humano.

Durante a agenda, a parlamentar percorreu os espaços já erguidos ao lado de técnicos e engenheiros responsáveis pela obra, avaliando de perto o padrão dos materiais utilizados e o ritmo dos trabalhos. A construtora responsável também está à frente de outro projeto relevante: o Hospital Regional Mestre Dominguinhos, que se encontra em fase inicial.

Após a visita, em entrevista ao programa Leitura Ampla, da Rádio FM Sete Colinas, Débora Almeida reforçou o tom otimista e destacou o compromisso do atual governo com a entrega de obras estruturantes.

“É gratificante ver que Pernambuco vive um novo momento. A governadora Raquel Lyra está tirando projetos do papel e transformando em realidade. Garanhuns e todo o Agreste ganham com isso, com mais dignidade, acolhimento e segurança na saúde pública”, afirmou.

A presença ativa da deputada no acompanhamento da obra evidencia não apenas apoio político, mas também atuação fiscalizadora, garantindo que o investimento público seja aplicado com responsabilidade e que a população receba um serviço de qualidade.

RAQUEL LYRA REBATE CRÍTICAS DE JOÃO CAMPOS E EXPÕE DISPUTA SOBRE LEGADO DAS ESTRADAS EM PERNAMBUCO

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), elevou o tom do debate político ao responder publicamente às críticas feitas pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), sobre a situação das rodovias estaduais. Em declaração divulgada nas redes sociais neste sábado (11), a gestora não apenas defendeu as ações de sua administração, como também atribuiu às gestões anteriores a responsabilidade pelo que classificou como abandono da malha viária pernambucana.

A fala ocorreu durante agenda no município de Taquaritinga do Norte, no Agreste, onde Raquel participou da entrega da requalificação da PE-130. No evento, que reuniu lideranças políticas e moradores da região, a governadora utilizou o momento para reforçar o discurso de reconstrução do estado, destacando que herdou uma estrutura comprometida e com grandes desafios fiscais.

Em tom direto, Raquel Lyra fez referência indireta ao socialista ao afirmar que há quem critique obras ainda não executadas, mas que teve oportunidades anteriores de realizá-las. “Tem gente que vai pegar aquela estrada que a gente ainda não fez, mas essa pessoa teve a oportunidade de fazer por muitos anos e não fez. Então me deixe trabalhar que eu sei fazer”, declarou, enfatizando sua confiança na equipe de governo e na capacidade de transformar projetos em ações concretas.

A governadora também apresentou números para sustentar sua narrativa. Segundo ela, a atual gestão já está empenhada na recuperação de cerca de 1.500 quilômetros de rodovias em todo o estado, com a meta de alcançar mais 1.500 quilômetros nos próximos períodos. Além disso, anunciou a abertura de licitações que somam aproximadamente R$ 2 bilhões voltados para novas obras de infraestrutura viária — um dos pilares estratégicos de sua administração.

Outro ponto que chamou atenção na declaração foi a crítica à situação financeira herdada. Raquel afirmou que, ao assumir o governo, encontrou um estado em dificuldades, contrastando com a imagem de prosperidade que, segundo ela, era propagada anteriormente. “Prometeram muito, mostraram muita propaganda, e até eu achei que estava chegando em um governo rico. Mas o estado estava quebrado”, disse, reforçando o discurso de austeridade e reorganização fiscal.

O embate entre Raquel Lyra e João Campos evidencia não apenas divergências administrativas, mas também o acirramento político que se desenha em Pernambuco, especialmente com a aproximação de novos ciclos eleitorais. De um lado, a atual governadora busca consolidar sua marca de gestão com foco em entregas e recuperação de infraestrutura; do outro, lideranças da oposição intensificam críticas para desgastar o governo e disputar a narrativa sobre o legado recente do estado.

A troca de declarações também revela a centralidade da pauta de infraestrutura no debate público pernambucano. Em um estado com forte dependência logística e grandes extensões rodoviárias, a qualidade das estradas impacta diretamente setores como comércio, agricultura e mobilidade da população — tornando-se, assim, um tema sensível e estratégico no campo político.

Nos bastidores, aliados de Raquel avaliam que o enfrentamento direto às críticas faz parte de uma estratégia para reforçar a imagem de firmeza da governadora. Já interlocutores ligados a João Campos indicam que o debate deve se intensificar, com novas cobranças sobre prazos e execução das obras prometidas.

Enquanto isso, a população acompanha de perto os desdobramentos — não apenas no discurso político, mas principalmente na expectativa de melhorias concretas nas estradas que cortam Pernambuco.

ARSÊNIO DOS MINÉRIOS, NOVO PREFEITO DE BOM JARDIM ESTRÉIA NO CONIAPE DEFENDENDO UNIÃO ENTRE MUNICÍPIOS DO AGRESTE

Em um momento marcado por articulação política e busca por soluções conjuntas, o prefeito de Bom Jardim, Arsênio Medeiros, fez sua estreia oficial nas reuniões do Consórcio Público Intermunicipal do Agreste Pernambucano e Fronteiras (Coniape), durante assembleia ordinária realizada na última quarta-feira (8), no município de Caruaru. A participação simboliza não apenas o início de sua atuação no colegiado, mas também um reposicionamento político-administrativo de Bom Jardim dentro das discussões regionais.

Arsênio assumiu a gestão municipal recentemente, após a renúncia do então prefeito Janjão, que deixou o cargo para disputar as eleições deste ano. Sua presença no encontro do Coniape foi vista como um gesto de alinhamento com pautas estratégicas e de aproximação com outros gestores do Agreste, região que enfrenta desafios comuns nas áreas de infraestrutura, saúde, desenvolvimento econômico e gestão pública.

A assembleia foi conduzida pelo presidente do consórcio e prefeito de São Caetano, Josafá Almeida, que liderou os debates com foco na integração entre os municípios consorciados. O encontro reuniu prefeitos, secretários e técnicos de diversas cidades, consolidando o Coniape como um espaço de articulação coletiva e troca de experiências administrativas.

Entre as presenças de destaque, esteve o senador Humberto Costa, que acompanhou as discussões e reforçou a importância da cooperação intermunicipal como ferramenta para potencializar políticas públicas e ampliar o alcance de investimentos federais na região.

Durante a reunião, foram abordados temas centrais para o fortalecimento da gestão pública, como inovação administrativa, uso de tecnologias na administração municipal, captação de recursos e estratégias voltadas ao desenvolvimento regional sustentável. A pauta também destacou a necessidade de integração entre os municípios para enfrentar desafios estruturais de forma mais eficiente e coordenada.

Em manifestação nas redes sociais, Arsênio Medeiros ressaltou o caráter colaborativo do encontro e a relevância do diálogo entre os gestores. Segundo ele, a reunião foi marcada pela construção coletiva de soluções que podem gerar impacto direto na vida da população. A fala do prefeito evidencia uma postura voltada para o trabalho conjunto e para o fortalecimento institucional dos municípios do Agreste.

A participação de Bom Jardim no Coniape, sob nova gestão, surge como um indicativo de que o município pretende ampliar sua presença nos debates regionais e buscar, por meio da cooperação, alternativas mais eficazes para enfrentar desafios locais. Em um cenário onde a união entre cidades se torna cada vez mais estratégica, a atuação de Arsênio Medeiros sinaliza um caminho de integração e fortalecimento coletivo no Agreste pernambucano.

TRAGÉDIA NO RECIFE, PAI DENUNCIA NEGLIGÊNCIA APÓS MORTE DE CRIANÇA POR MENINGITE E APONTA FALTA DE ATENDIMENTO EM HOSPITAL DA CRIANÇA QUE FOI RECÉM-INAUGURADO POR JOÃO CAMPOS


A criança chegou a dar entrada em três unidades de saúde e não obteve transferência para um leito de emergência

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um menino de oito anos morreu no Hospital Geral de Areias, na Zona Oeste do Recife, na terça-feira (7), após passar por três unidades de saúde. A família aponta negligência médica e conta que Benjamin Leite Costa só recebeu diagnóstico da doença após o óbito.

Adejair Pereira da Costa, pai da criança, relata que o filho se queixou de dor de cabeça e ânsia de vômito durante uma viagem a Gravatá, no Agreste de Pernambuco, na sexta (3). No mesmo dia, o menino deu entrada na UPA de Gravatá, onde recebeu medicação e foi liberado.

A família voltou para casa, em Pau Amarelo, no município Paulista, no Grande Recife, e socorreu a criança no dia seguinte para a UPA de Jardim Paulista Baixo. De acordo com o relato, além dos sintomas persistirem, o menino passou a apresentar manchas vermelhas no corpo.

Na unidade, Benjamin teria recebido duas injeções para controlar o quadro e foi, mais uma vez, liberado sem realizar nenhum exame. Segundo pai da criança, equipe médica não soube informar qual a doença de Benjamin.

Sem o filho apresentar melhora, Adejair conta que o socorreu ao Hospital do Recife, recém-inaugurado no bairro de Areias, na Zona Oeste da capital. No local, um vigilante teria comunicado que a unidade só recebe casos encaminhados por outro hospital e não poderia atender o menino.

“Ele disse que lá não tem emergência, só atende através de regulação, se tiver encaminhado de um outro hospital. Se eu soubesse de uma coisa dessa, eu ia sair de Pau Amarelo para a Avenida Recife para trazer meu filho para morrer?”, disse o pai em conversa com o vereador Eduardo Moura (Novo).

Após a negativa, Adejair conta que foi andando com o filho ao Hospital Geral de Areias, onde a criança foi submetida à primeira coleta de sangue. Nesse ponto, a equipe médica suspeitava de dengue, mas optou fazer mais duas coletas para confirmar o diagnóstico. O pai aponta que o mesmo exame foi repetido porque a máquina que analisa o material estava com defeito.

Depois de horas na unidade de saúde, o menino seguiu de cadeira de rodas para fazer um raio-x por conta de suspeita de meningite. Após o novo exame, Benjamin foi colocado em uma “UTI improvisada”, denuncia o pai.

“Quando eu cheguei no leito improvisado, de UTI, chegou o médico e disse: ‘vou aplicar um antibiótico no seu filho porque tá com suspeita de meningite'”, contou.

“Depois dessa medicação, meu filho apagou. Meu filho começou a ficar roxo, as placas no braço dele começaram a ficar muito vermelhas, como se tivesse dado um efeito contrário”, apontou o pai.

Ainda conforme o relato, a criança precisou ser intubada e teve a morte confirmada antes de conseguir a transferência para o Hospital da Criança, cerca de 24h após a tentativa de dar entrada na unidade.

“Quando vieram disponibilizar uma ambulância para levar meu filho, meu filho não resistiu lá mesmo naquela UTI improvisada que fizeram“, afirmou Adejair.

Sem diagnóstico definido, a família só teve a confirmação da causa da morte ao receber o atestado de óbito, que indicava meningite purulenta.

Em nota, a Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) informou que investiga o caso. A pasta ainda acrescenta que o protocolo de Doença Meningocócica não orienta fechamento de escolas em virtude de casos suspeitos, sendo a quimioprofilaxia feita de maneira seletiva, ainda, nos contatos mais próximos do paciente.

A Secretaria de Saúde do Recife não se pronunciou sobre a denúncia