terça-feira, 15 de setembro de 2026
DÉBORA ALMEIDA REALIZA ESCUTA POPULAR NA FEIRA DE ÁGUAS BELAS E ENCERRA AGENDA EM ENCONTRO COM LIDERANÇAS NO RECIFE
ZECA FAZ CAMINHADA NA CIDADE JARDIM E REFORÇA GRUPO DE RAQUEL EM ARCOVERDE
A atividade acontece dentro do ambiente de alianças construído em torno da candidatura da governadora Raquel Lyra (PSD) à reeleição. Em Arcoverde, Zeca atua na articulação desse projeto ao lado de nomes como Gustavo Gouveia e Marcelo Gouveia, que integram o mesmo campo político e vêm participando das movimentações eleitorais do grupo.
Embora Gustavo e Marcelo Gouveia não estejam previstos na caminhada desta terça-feira, os dois fazem parte da composição política que aproxima as lideranças em torno do projeto de Raquel em Pernambuco.
A caminhada de Zeca deve reunir apoiadores e moradores da Cidade Jardim, em mais uma agenda de rua do prefeito. A movimentação também serve para fortalecer a presença política do grupo em Arcoverde neste período de pré-campanha eleitoral.
A concentração acontece às 16h, na Praça da Cidade Jardim.
PREFEITO DE PETROLÂNDIA, FABIANO MARQUES E CANDIDATO A DEPUTADO ESTADUAL BRUNO MARQUES DECLARAM APOIO A EDUARDO DA FONTE PARA O SENADO
PRF APREENDE 232 KG DE QUEIJO COALHO TRANSPORTADOS SEM REFRIGERAÇÃO EM CAETÉS
A mercadoria seguia de Venturosa para Palmares, na Zona da Mata Sul, quando o veículo foi abordado pelos policiais durante uma fiscalização de rotina. A caminhonete transportava duas câmaras frias com mais de duas toneladas de queijo refrigerado, mas os agentes encontraram também barras do produto acomodadas no banco traseiro, fora das condições adequadas de refrigeração.
Além do problema envolvendo o transporte da carga, a fiscalização identificou outras irregularidades. O motorista não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o reboque utilizado no transporte não estava licenciado. As devidas autuações foram emitidas pela equipe da PRF.
Diante da situação, a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) foi acionada para avaliar e tomar as providências relacionadas aos produtos apreendidos.
Já a parte da carga que estava devidamente refrigerada foi liberada para continuar a viagem, desde que conduzida por um motorista habilitado.
A ocorrência chama atenção para os cuidados necessários no transporte de produtos de origem animal, especialmente alimentos que dependem de condições adequadas de armazenamento para garantir a qualidade e a segurança para o consumidor.
JOÃO CAMPOS TENTA JUSTIFICAR R$ 45 MILHÕES EM ADITIVOS, MAS EXPLICAÇÃO NÃO CONVENCE
No caso da revitalização da orla de Boa Viagem, o contrato passou de R$ 109 milhões para aproximadamente R$ 146 milhões. Já a reforma do Mercado de São José recebeu cerca de R$ 8 milhões em acréscimos. João Campos sustentou que os aumentos ocorreram dentro da legalidade e que obras de grande porte estão sujeitas a imprevistos. “Imprevistos acontecem durante o serviço. Nós superamos os imprevistos dentro da lei”, afirmou.
Segundo o candidato, a obra de Boa Viagem envolve uma série de intervenções subterrâneas, como redes de saneamento, abastecimento de água, gás, energia elétrica e telecomunicações. Ele argumentou que essas estruturas acabam provocando interferências durante as escavações.
A justificativa, entretanto, não elimina a principal dúvida: até que ponto um projeto de engenharia de grande porte poderia ter antecipado parte dessas situações antes da contratação e do início dos trabalhos? João Campos explicou que alterações precisam passar por engenheiros, projetistas, fiscais, secretarias responsáveis e órgãos de controle. Para ele, o procedimento demonstra que os aditivos obedeceram às regras.
“Tem gente que faz obra e tem gente que não faz obra”, repetiu o candidato, numa tentativa de colocar a discussão no campo da realização de obras públicas. O problema é que a legalidade de um aditivo não encerra, por si só, o debate sobre planejamento, dimensionamento inicial dos contratos e custo final para os cofres públicos. E foi justamente nesse ponto que a resposta de João Campos não conseguiu ser totalmente convincente.
No Mercado de São José, os acréscimos chegaram a aproximadamente R$ 8 milhões. João Campos atribuiu parte da elevação dos custos a uma descoberta arqueológica durante as escavações. Segundo ele, o trabalho inicialmente realizado com máquinas precisou ser interrompido para que arqueólogos atuassem manualmente na preservação dos vestígios encontrados.
“Foi feito um dos maiores achados arqueológicos da história do Recife”, afirmou. O argumento pode explicar parte das alterações, mas também deixa espaço para questionamentos sobre o planejamento de uma intervenção em um equipamento histórico com mais de um século de existência.
Ao longo da entrevista, João Campos aproveitou para transformar as explicações sobre os contratos em uma comparação política com a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD). O ex-prefeito voltou a citar obras e programas realizados no Recife e afirmou que pretende levar o mesmo modelo para o restante do Estado.
Quando questionado sobre problemas estruturais, falta de profissionais e rodízio de horários em creches da Prefeitura do Recife, o candidato classificou os casos como pontuais e afirmou que a situação melhorou após a nomeação de novos profissionais e a requalificação das unidades. João Campos também destacou a expansão da rede municipal e afirmou que o Recife triplicou o número de vagas em creches, com atendimento em horário integral e cinco refeições por dia.
Na comparação com o Estado, voltou a explorar uma das principais bandeiras de sua campanha: a promessa de construção de 250 creches pela gestão Raquel Lyra. Segundo João, menos de 15 unidades teriam sido entregues até agora, enquanto o Recife teria aberto mais de 100 novas creches.
A entrevista mostrou João Campos tentando transformar questionamentos sobre custos, aditivos e problemas na rede municipal em uma disputa sobre quem mais realizou obras. A estratégia é clara: colocar de um lado a gestão que ele apresenta como executora e, do outro, um Governo do Estado que tenta caracterizar como lento.
Mas, quando o assunto são milhões acrescentados aos contratos, repetir que “tudo foi feito dentro da lei” não responde completamente às dúvidas sobre planejamento e aumento dos custos. João Campos apresentou suas justificativas, mas não conseguiu afastar a sensação de que algumas respostas ficaram mais no campo político do que no esclarecimento objetivo dos números.
No debate eleitoral, a conta das obras tende a continuar sendo um dos assuntos mais explorados pelos adversários. E, nesse primeiro momento, a explicação apresentada pelo ex-prefeito não parece ter sido suficiente para fechar essa conta.
HELINHO ARAGÃO MOSTRA FORÇA NAS RUAS DE SANTA CRUZ AO LADO DA GOVERNADORA RAQUEL LYRA
Recebida por Helinho Aragão e por todo o grupo político, Raquel Lyra participou da mobilização em meio a uma multidão que acompanhou o percurso, ocupou as ruas e demonstrou apoio ao projeto político liderado pelo prefeito em Santa Cruz do Capibaribe.
O evento reforçou a capacidade de articulação e mobilização de Helinho, que vem consolidando sua liderança política no município e ampliando o diálogo com importantes lideranças estaduais.
Durante o percurso, a governadora foi recebida com entusiasmo pela população e acompanhou de perto a força do grupo nas ruas. Bandeiras, camisas, músicas e manifestações de apoio marcaram o Foguete Folia, transformando o domingo em um dos maiores atos políticos realizados nesta campanha no município.
Para Helinho Aragão, a presença expressiva da população demonstra o reconhecimento ao trabalho que vem sendo realizado em Santa Cruz e à parceria construída com o Governo do Estado.
“Santa Cruz mostrou mais uma vez a sua força. Ver milhares de pessoas nas ruas, recebendo a nossa governadora e caminhando junto com o nosso grupo, mostra que estamos no caminho certo, com trabalho, união e compromisso com o futuro da nossa cidade”, destacou Helinho.
A participação de Raquel Lyra também reforça a proximidade política e administrativa entre o Governo de Pernambuco e a gestão municipal. A parceria tem sido apresentada pelo grupo como estratégica para garantir novos investimentos, obras e ações para Santa Cruz do Capibaribe.
Milhares de pessoas acompanharam o evento ao longo do percurso, o Foguete Folia consolidou mais um momento de grande mobilização da campanha e evidenciou a força política de Helinho Aragão nas ruas de Santa Cruz do Capibaribe
GOVERNO DE PERNAMBUCO E CONSELHO DELIBERATIVO FORTALECEM O MEMORIAL DA DEMOCRACIA COM PROGRAMAÇÃO ESPECIAL EM SETEMBRO
NA LUPA: JOÃO CAMPOS DESCOBRIU O ‘FURA-TETO’ AGORA? QUANDO ERA CHEFE DE PAULO CÂMARA, A CONTA ERA OUTRA
João Campos resolveu transformar o salário de Raquel Lyra em uma das principais armas de sua campanha. O candidato do PSB voltou a atacar a remuneração da governadora e afirmou, nesta segunda-feira (14), durante encontro com delegados de Polícia Civil, que a legislação que permite a Raquel optar pelo salário de procuradora do Estado é “inconstitucional”.
João foi além. Disse que não estava emitindo uma opinião, mas apresentando um “fato concreto” previsto na Constituição. Para o socialista, governador deve receber o subsídio do cargo e não uma remuneração de aproximadamente R$ 60 mil referente ao vínculo efetivo.
O discurso parece firme. O problema é que, quando se olha para dentro de casa, a história começa a ficar bem menos confortável para o candidato.
João Campos não chegou à política ontem. Antes de disputar a Prefeitura do Recife e muito antes de se apresentar como candidato ao Governo de Pernambuco, ele ocupou um cargo estratégico justamente no governo de Paulo Câmara, seu correligionário e antecessor no Palácio do Campo das Princesas.
João foi chefe de gabinete de Paulo Câmara. E Paulo Câmara, governador do PSB, também fez opção por receber a remuneração referente ao seu cargo efetivo de auditor do Tribunal de Contas do Estado, em vez do subsídio de governador.
Não é interpretação de adversário. Não é invenção de campanha. O caso foi registrado publicamente e, posteriormente, o próprio TCE-PE autorizou formalmente a opção feita por Paulo Câmara, utilizando inclusive o artigo 38, II, da Constituição Federal e jurisprudência do Supremo Tribunal Federal como parte da fundamentação.
Ou seja: o artigo 38 que João Campos apresenta hoje como uma espécie de placa de “proibido passar” já estava na Constituição quando Paulo Câmara governava Pernambuco.
E João estava lá.
Essa é a parte da história que o candidato parece ter convenientemente deixado fora do discurso.
A pergunta é inevitável: João Campos só descobriu agora que existe o artigo 38 da Constituição?
Porque se o dispositivo é tão “claro e taxativo” como ele afirma, por que essa certeza não apareceu quando Paulo Câmara, governador do PSB, optou pela remuneração do cargo efetivo?
E tem mais.
A discussão envolvendo Raquel não surgiu de uma canetada isolada da governadora. Em 2023, a Assembleia Legislativa aprovou a Lei Estadual nº 18.139, estabelecendo a possibilidade de opção remuneratória para servidor público que esteja exercendo mandato eletivo. Parlamentares do PSB participaram da votação da matéria.
Portanto, o PSB não pode agora agir como se tivesse descoberto uma aberração administrativa surgida ontem no Palácio do Campo das Princesas.
A regra estava sendo discutida e votada dentro da Assembleia.
E os mesmos políticos que hoje fazem discurso inflamado sobre “teto” precisam explicar por que o assunto não mereceu o mesmo tratamento quando o beneficiário político estava do lado de lá.
É aí que a crítica começa a cheirar mais a estratégia eleitoral do que a preocupação repentina com o contracheque do governador.
João tem todo o direito de discordar da interpretação jurídica utilizada para justificar a remuneração de Raquel. Pode defender que o governador deve receber exclusivamente o subsídio do cargo. Pode pedir que o Judiciário declare a lei inconstitucional.
O que não pode é vender uma controvérsia jurídica como se já existisse uma sentença definitiva condenando Raquel.
Até porque não existe.
O TRE-PE autorizou a campanha de João a questionar a remuneração da governadora. Isso é uma coisa. A Justiça Eleitoral ter declarado que Raquel recebe ilegalmente ou que a lei é inconstitucional é outra completamente diferente.
A campanha socialista sabe disso.
Mas eleição é eleição.
E quando a munição acaba, qualquer contracheque vira palanque.
Raquel, por sua vez, sustenta que não recebe simultaneamente o salário de governadora e a remuneração de procuradora. A tese da governadora é de que fez uma opção pela remuneração do cargo efetivo, exatamente como ocorreu com Paulo Câmara em relação ao seu vínculo de auditor do TCE.
É justamente essa comparação que deixa João Campos diante de uma saia-justa política.
Porque ele conhece Paulo Câmara.
Não apenas conhece.
Trabalhou diretamente com ele.
João foi chefe de gabinete do governador que adotou a opção remuneratória que hoje ele apresenta como algo incompatível com a Constituição.
É muita coincidência para passar despercebida.
O eleitor pernambucano pode até decidir que Raquel não deveria receber os quase R$ 60 mil. Pode achar que governador deveria receber somente o subsídio do cargo. Pode concordar integralmente com João Campos.
Mas antes precisa responder outra pergunta: por que aquilo que era juridicamente aceitável para um governador do PSB passou a ser apresentado agora como escândalo quando a governadora é do PSD?
Porque, se a regra vale para Raquel, precisa ter valido para Paulo.
E se não valeu para Paulo, João precisa explicar por que agora deveria valer de maneira diferente.
Não se trata de defender salário de ninguém.
Trata-se de defender coerência.
E coerência, em política, costuma ser aquele item que desaparece justamente quando a eleição aperta.
O curioso é que João Campos fala em “dois pesos e duas medidas” ao criticar Raquel, mas é justamente essa acusação que pode voltar contra sua própria campanha.
Afinal, o problema é o valor?
É a origem da remuneração?
É a interpretação do artigo 38?
É a lei estadual?
Ou o problema só apareceu porque, desta vez, quem está recebendo a remuneração é Raquel Lyra?
Essa é a pergunta que o PSB precisa responder.
Porque apontar o dedo para o contracheque da adversária é fácil.
Difícil é explicar o contracheque do aliado.
E mais difícil ainda é explicar por que o que ontem era opção remuneratória para um governador socialista hoje virou, no discurso eleitoral, “fura-teto”.
Na política pernambucana, a memória pode até ser curta.
Mas o arquivo não é.
Na Lupa, quando a régua muda conforme o partido de quem ocupa o Palácio, o problema talvez não esteja no teto.
Pode estar na régua.