terça-feira, 3 de março de 2026
SUAPE ACELERA INTERNACIONALIZAÇÃO NO SUDESTE ASIÁTICO
PE NA ESTRADA: GOVERNO DE PERNAMBUCO ANUNCIA MAIS R$ 2 BILHÕES
JOSAFÁ DIZ QUE MARÍLIA SAI EM COMUM ACORDO E A PALAVRA "EXPULSÃO" É AGRESSIVA
Presidente da Federação PRD/Solidariedade em Pernambuco, Josafá Almeida, informou ao Blog Dantas Barreto, nesta segunda-feira (2), que a pré-candidata ao Senado decidiu “em comum acordo trocar o Solidariedade por outro partido para concorrer”, nas eleições deste ano. Segundo ele, em nenhum momento foi falado sobre expulsão, na reunião de sexta-feira passada, com o presidente nacional do Solidariedade, deputado Paulinho da Força. A outra sigla a qual Josafá se refere é o PDT.
“A palavra expulsão é muito agressiva. Em nenhum momento foi colocado isso. Marília colocou as condições dela para ser candidata pela federação e disse que tinha outro partido para disputar. E nós chegamos ao entendimento. Ela preferiu sair, uma saída em comum acordo. Marília vai seguir o caminho dela e a federação vai seguir o caminho da gente. Ela vai formalizar, creio eu, a adesão a outro partido”, relatou Josafá Almeida.
A assessoria de Marília Arraes foi procurada pelo Blog Dantas Barreto, mas até o fechamento da matéria não houve retorno sobre posicionamento da pré-candidata sobre seu futuro partidário.
Nesse fim de semana, a ex-deputada divulgou vídeo afirmando que será candidata a senadora, que é uma decisão tomada em respeito aos 40% de eleitores que a colocam na liderança das intenções de votos, conforme apontam pesquisas
MARÍLIA ARRAES PODE SE FILIAR AO PDT E TÚLIO GADELHA ADMITE DISPUTA AVULSA AO SENADO EM MEIO A IMPASSE NA FEDERAÇÃO
A avaliação de Túlio ocorre em meio a um ambiente de incertezas que envolve não apenas o destino de Marília, mas também o seu próprio futuro partidário. O parlamentar confirmou que recebeu convite para ingressar no PDT e levar consigo o grupo político que o acompanha, ampliando a musculatura da legenda no Estado. No entanto, ele tem adotado cautela. Em conversas reservadas, reafirmou que pretende aguardar as definições envolvendo sua atual sigla, a Rede Sustentabilidade, antes de tomar qualquer decisão definitiva.
O impasse gira em torno das articulações nacionais para a formação de federações partidárias. Ainda não há definição se o Partido Socialismo e Liberdade vai formalizar uma federação com o Partido dos Trabalhadores, o que poderia alterar significativamente a correlação de forças no campo da esquerda em Pernambuco. Caso essa federação se consolide e a Rede acompanhe o movimento, o espaço de manobra de Túlio dentro do atual arranjo político tende a ficar ainda mais restrito.
Hoje, na federação formada entre Rede e PSOL, os socialistas possuem maioria de votos, o que limita a capacidade de Túlio de impor ou conduzir um projeto majoritário próprio. O deputado defende a construção de uma chapa encabeçada pelo reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Gomes, proposta que esbarra justamente na hegemonia do PSOL dentro da federação. Sem maioria interna, o parlamentar encontra dificuldades para consolidar essa estratégia e garantir que seu grupo político tenha protagonismo na formação da chapa.
Nesse contexto, a possível ida de Marília Arraes para o PDT surge como elemento de reorganização do tabuleiro. Caso confirme a filiação e opte por uma candidatura ao Senado de forma independente, ela poderá provocar uma fragmentação ainda maior no campo progressista, ao mesmo tempo em que abre espaço para novas composições e alianças de última hora. Para Túlio, o movimento pode representar tanto uma oportunidade quanto um desafio, especialmente se houver convergência de projetos dentro da mesma legenda.
Nos bastidores, lideranças acompanham com atenção os próximos passos, cientes de que as decisões partidárias tomadas nas próximas semanas terão impacto direto na formação das chapas majoritárias e na disputa por vagas estratégicas no Congresso Nacional. Até lá, o discurso público é de prudência, mas as articulações seguem intensas, indicando que o xadrez político em Pernambuco está longe de uma definição final.
A VERDADE É QUE CONSEGUIRAM TOSTAR MIGUEL ANTES DA LARGADA
A operação apura suspeitas de desvio de recursos oriundos de emendas parlamentares e possíveis irregularidades em processos licitatórios. O alcance das investigações ultrapassou o campo administrativo e alcançou o núcleo político da família Coelho, atingindo também o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) e o deputado federal Fernando Filho (União Brasil). A presença de integrantes centrais do grupo no inquérito ampliou o desgaste e reforçou a percepção de que não se trata de um episódio isolado, mas de uma crise com efeitos estruturais.
No plano jurídico, prevalece a presunção de inocência, princípio constitucional que assegura o direito de defesa e o devido processo legal. No plano político, porém, a dinâmica é outra. Em disputas majoritárias, especialmente para o Senado, a imagem pública e a confiança do eleitorado são ativos estratégicos. Quando o nome de um pré-candidato passa a figurar associado a uma investigação por suspeita de corrupção, o dano reputacional tende a se antecipar às decisões judiciais.
Miguel Coelho vinha estruturando sua pré-candidatura sobre três pilares: o legado administrativo construído em Petrolina, a força política do grupo familiar e a articulação com setores do centro político em Pernambuco. A Operação Vassalos atinge diretamente esses fundamentos. O discurso de eficiência administrativa passa a dividir espaço com questionamentos; a musculatura do grupo familiar vira alvo de escrutínio; e as alianças, antes tratadas como expansão estratégica, passam a ser reavaliadas com cautela por possíveis parceiros.
A mudança de narrativa é um dos efeitos mais visíveis. Até poucos dias atrás, o foco estava na projeção estadual do ex-prefeito, na consolidação de apoios e na construção de uma candidatura competitiva para 2026. Agora, o noticiário policial e jurídico domina o debate. Em um ambiente político moldado pela velocidade das redes sociais, pela repercussão instantânea e pela formação acelerada de opinião pública, crises dessa natureza costumam produzir desgaste prolongado — mesmo sem desfecho judicial imediato.
Nos bastidores, analistas avaliam que o impacto da operação pode provocar rearranjos no tabuleiro eleitoral. Pré-candidatos que aguardavam definições passam a observar o cenário com mais atenção, enquanto adversários encontram espaço para reforçar discursos de ética e renovação. Em eleições majoritárias, a contaminação de imagem em grupos políticos costuma gerar efeitos mais profundos do que crises individuais, justamente porque amplia o alcance do desgaste.
A verdade é que, politicamente, Miguel Coelho enfrentará um desafio que vai além da arena jurídica. A reconstrução de narrativa, a preservação de alianças e a manutenção da viabilidade eleitoral exigirão estratégia, comunicação eficiente e capacidade de reação rápida. Em disputas ao Senado, onde o eleitorado é estadual e a exposição é máxima, o timing é decisivo.
Se conseguirá reverter o impacto e retomar o ritmo da pré-campanha, apenas o desenrolar dos fatos dirá. Mas, no momento, a avaliação predominante nos bastidores é direta e dura: antes mesmo da largada oficial, o projeto sofreu um baque significativo. E, na política, muitas vezes o desgaste começa muito antes da urna ser aberta.
MINISTRO DA EDUCAÇÃO ANUNCIA R$ 20 MILHÕES EM INVESTIMENTOS E LANÇA NOVAS OBRAS NA UFAPE EM GARANHUNS
A visita simboliza mais do que um ato administrativo. Representa um novo ciclo de expansão e consolidação da universidade, que vem ampliando seu protagonismo no Agreste Meridional e em todo o Estado. O pacote de investimentos anunciado soma aproximadamente R$ 20 milhões e contempla a construção de um moderno bloco de salas de aula com auditório para cerca de 500 pessoas, ampliando significativamente a capacidade de eventos científicos, aulas magnas, congressos e atividades institucionais. Também será implantado um bloco exclusivo para a pós-graduação, reforçando o compromisso com a formação continuada e com o avanço da produção científica regional.
Além das novas estruturas acadêmicas, o ministro deverá visitar as obras do Restaurante Universitário, que já estão em andamento e entram agora em fase decisiva. O espaço, aguardado com grande expectativa pela comunidade acadêmica, já conta com câmaras frias em fase de montagem e outros equipamentos adquiridos que serão instalados conforme o avanço da construção. A conclusão do restaurante representará um importante reforço na política de permanência estudantil, garantindo alimentação de qualidade a preços acessíveis para centenas de alunos.
De acordo com o reitor Airon Melo, os processos licitatórios já foram concluídos e as empresas responsáveis pelos projetos foram oficialmente contratadas. A previsão é de que os projetos executivos sejam finalizados nos próximos três a quatro meses, permitindo que as obras tenham início ainda este ano. A expectativa é de que, após concluídas, as novas estruturas elevem o padrão de infraestrutura da universidade, consolidando a UFAPE como um dos principais polos de ensino superior e pesquisa do interior pernambucano.
Durante a agenda, o ministro também conhecerá de perto projetos de pesquisa que vêm colocando a universidade em evidência nacional. Entre eles, estudos inovadores sobre o leite de jumenta, que despertam interesse científico pelo seu potencial nutricional e terapêutico; pesquisas voltadas à produção de uvas no município, que contribuíram para a consolidação do conceito de vinho produzido em Garanhuns; e investigações sobre o cultivo do girassol, recentemente premiadas no Prêmio Jovem Cientista. Outro destaque será a apresentação das iniciativas relacionadas ao café cultivado no Agreste, que têm ampliado a valorização da produção regional e aberto novas perspectivas econômicas para agricultores locais.
As atividades ocorrerão dentro do próprio campus, incluindo visitas a laboratórios e à área experimental conhecida como “fazendinha”, espaço onde são desenvolvidas atividades práticas e pesquisas de campo. A programação é aberta ao público e deve reunir autoridades políticas, representantes acadêmicos, estudantes e lideranças regionais, transformando o evento em um grande encontro em defesa da educação pública.
A passagem do ministro Camilo Santana por Garanhuns reforça o olhar estratégico do Governo Federal para o interior do Nordeste e evidencia o papel da UFAPE como motor de desenvolvimento social, científico e econômico. Com novos investimentos, ampliação estrutural e fortalecimento da pesquisa, a universidade consolida-se como peça fundamental no futuro do Agreste pernambucano.
EM PERNAMBUCO DE PONTA A PONTA, JANJÃO ACELERA PRÉ-CAMPANHA À ALEPE E AMPLIA BASES EM TODAS AS REGIÕES DE PERNAMBUCO
Com um estilo discreto, longe de grandes holofotes, Janjão tem apostado no corpo a corpo, nas conversas reservadas e nas articulações diretas com lideranças locais. O ritmo acelerado tem chamado atenção até de adversários políticos. A expressão repetida por aliados — de que ele “praticamente dorme no carro” — traduz a intensidade da agenda que vem cumprindo semanalmente, cruzando Pernambuco de ponta a ponta.
Na última semana, o roteiro foi emblemático do momento que vive. Em Brasília, o prefeito tratou de pautas administrativas e buscou encaminhamentos institucionais importantes para Bom Jardim, reforçando a imagem de gestor que não abandona as responsabilidades municipais mesmo em meio à pré-campanha. No Recife, compromissos políticos e administrativos deram sequência às articulações com lideranças da Região Metropolitana e representantes de órgãos estaduais.
Já no interior, a agenda ganhou contornos mais políticos. No Sertão, no Agreste e na Zona da Mata, Janjão participou de encontros com vereadores, ex-prefeitos, lideranças comunitárias e representantes de segmentos produtivos. Em cada parada, o discurso tem sido pautado na interiorização do desenvolvimento e na necessidade de fortalecer a representatividade das regiões menos assistidas na Assembleia Legislativa.
Mesmo com a agenda intensa no interior, o pré-candidato ainda encontrou espaço para visitar bases no Litoral Norte, ampliando o raio de atuação e sinalizando que sua construção política não ficará restrita à sua região de origem. A estratégia é clara: consolidar Bom Jardim como vitrine administrativa, mas construir uma candidatura de alcance estadual.
Aliados avaliam que o diferencial de Janjão está justamente na combinação entre gestão ativa e pré-campanha estruturada. Enquanto amplia adesões ao projeto, ele mantém presença constante no município, equilibrando compromissos administrativos com articulações políticas. Essa postura tem contribuído para fortalecer sua imagem de gestor comprometido e político em ascensão.
Nos bastidores, o volume de apoios já formalizados surpreende. Embora evite divulgar números ou antecipar alianças de forma ostensiva, interlocutores próximos confirmam que o crescimento tem sido consistente, sobretudo em municípios onde o sentimento é de busca por renovação na representação estadual.
A pré-campanha de Janjão, portanto, ganha corpo em ritmo acelerado. Entre estradas, aeroportos e reuniões estratégicas, o prefeito de Bom Jardim constrói, passo a passo, uma candidatura que se apresenta como regional, mas com ambição estadual. Em um cenário político cada vez mais competitivo, ele aposta no trabalho contínuo, na presença física e na construção silenciosa para chegar forte à disputa por uma cadeira na Alepe.
RICARDO TEOBALDO AMPLIA BASE EM OROBÓ E RECEBE APOIO DE VEREADORES E LIDERANÇAS LOCAIS
A movimentação é vista nos bastidores como estratégica e representa a formação de um bloco político com presença tanto na Câmara Municipal quanto entre lideranças comunitárias. O apoio simultâneo de parlamentares em exercício, de um ex-vereador com trajetória consolidada e de uma liderança jovem sinaliza a construção de uma frente que busca unir experiência e renovação.
De acordo com Ricardo Teobaldo, a união do grupo amplia a capacidade de articulação para garantir recursos e investimentos estruturantes para Orobó. Entre as prioridades destacadas estão a destinação de verbas para melhorias na infraestrutura urbana, fortalecimento de políticas públicas e ações direcionadas à população mais vulnerável. “Quando a gente soma forças, o trabalho rende mais e os resultados chegam mais rápido para quem precisa”, afirmou.
Nos bastidores políticos da cidade, a adesão é interpretada como um passo importante na consolidação de uma base sólida em Orobó, reforçando a presença do grupo em debates locais e na construção de projetos voltados ao crescimento econômico e social do município.
A expectativa agora é de que novas agendas conjuntas sejam realizadas, com visitas às comunidades e definição de prioridades a partir das demandas apresentadas pela população. Para aliados, o momento simboliza não apenas um alinhamento político, mas a construção de uma frente comprometida em garantir avanços concretos para Orobó e toda a região.