segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

EDUARDO DA FONTE SOLICITA INCLUSÃO DO SERTÃO DO ARARIPE EM OBRAS DE ABASTECIMENTO RURAL DO NOVO PAC

O deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UPB) solicitou ao ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, a avaliação da inclusão dos municípios da Região do Araripe pernambucano nas obras de abastecimento de água rural do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

A solicitação leva em consideração os investimentos já aprovados pelo Governo Federal, que somam R$ 105 milhões, destinados a 14 projetos de abastecimento rural em Pernambuco que beneficiará cerca de 38 mil pessoas nas regiões do Agreste e do Sertão. Apesar de atender áreas com elevada vulnerabilidade social e escassez hídrica, a Região do Araripe não foi contemplada nesta etapa.

No ofício encaminhado à Casa Civil, Eduardo da Fonte destaca que os municípios do Araripe enfrentam graves dificuldades de acesso à água potável, especialmente nas zonas rurais, o que impacta diretamente a saúde pública, segurança hídrica, produção agrícola de subsistência e permanência das famílias no campo. O parlamentar defende que a região receba tratamento prioritário em políticas públicas devido ao histórico de estiagens prolongadas e irregularidade das chuvas.

Para a deputada estadual Roberta Arraes (PP), a solicitação é fundamental para reduzir desigualdades regionais e garantir dignidade à população do Sertão do Araripe. “Estamos falando de uma região que convive há décadas com a escassez de água. A inclusão do Araripe no Novo PAC é uma medida urgente que vai melhorar a qualidade de vida das famílias rurais, fortalecer a agricultura e assegurar o direito básico ao acesso à água”, afirmou.

Eduardo da Fonte ressaltou que a iniciativa está alinhada às diretrizes do Governo Federal voltadas ao desenvolvimento sustentável do semiárido nordestino. “Nosso objetivo é garantir que o Araripe também seja contemplado nas ações do Novo PAC, levando água para quem mais precisa e promovendo justiça social e desenvolvimento regional”, destacou o deputado.

MIGUEL COELHO SOBE O TOM, ROMPE O SILÊNCIO E DISPARA CONTRA O PSB: “O INTERIOR FOI ESQUECIDO”

O ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho, voltou a ocupar o centro do debate político em Pernambuco após um discurso firme, direto e carregado de recados ao PSB. Em tom crítico, Miguel acusou o partido de ter abandonado historicamente o interior do estado e citou Petrolina como um dos maiores exemplos desse descaso ao longo das gestões socialistas no comando do Governo de Pernambuco.

Sem rodeios, Miguel destacou que o crescimento de Petrolina não foi fruto de favores políticos nem de dependência do poder estadual ou federal. Segundo ele, a cidade avançou mesmo nos períodos mais difíceis, quando o apoio institucional simplesmente não chegava. “Quem conhece Petrolina sabe que a nossa cidade nunca foi refém de ninguém. Política se faz com diálogo, mas, quando faltou apoio do Governo do Estado ou do Governo Federal, o nosso grupo político, com a ajuda do povo, trabalhou forte e fez a diferença”, afirmou.

Ao relembrar sua trajetória administrativa, Miguel ressaltou que Petrolina conseguiu crescer com planejamento, gestão eficiente e foco em resultados, mesmo quando o interior era deixado em segundo plano. Para ele, o sucesso do município demonstra que é possível governar olhando para as pessoas e para as necessidades reais da população, sem depender de alinhamentos políticos que, muitas vezes, não se traduzem em benefícios concretos.

O discurso também serviu para reforçar seu projeto político para 2026. Miguel defendeu que Pernambuco precisa de um senador que conheça o estado para além da Região Metropolitana do Recife. Alguém que entenda a realidade dos pequenos e médios municípios, do Sertão ao Agreste, e que lute por políticas públicas que descentralizem o desenvolvimento.

Entre as prioridades citadas, Miguel falou da necessidade de ampliar hospitais regionais, fortalecer a irrigação no Sertão, destravar a chegada da ferrovia e tirar do papel obras estruturantes que, segundo ele, são prometidas há anos, mas nunca executadas. Para o ex-prefeito, enquanto o debate político fica concentrado na capital, o interior continua esperando ações concretas.

“Quero ser o senador do desenvolvimento para nossa terra voltar a crescer”, declarou, em uma fala que dialoga diretamente com prefeitos, lideranças locais e a população do interior que se sente esquecida pelas decisões tomadas no Recife.

Nos bastidores, o discurso foi interpretado como um claro afastamento político do prefeito do Recife, João Campos (PSB). Ao criticar diretamente as gestões socialistas e afirmar que Petrolina sempre foi ignorada quando o PSB esteve à frente do Governo do Estado, Miguel sinaliza que não caminha alinhado ao projeto político que hoje comanda Pernambuco.

A fala marca uma posição firme no tabuleiro político estadual e reforça a imagem de Miguel Coelho como uma liderança do interior que busca protagonismo próprio, apostando em um discurso popular, direto e focado no desenvolvimento regional. Com críticas abertas ao PSB e à condução política do estado, Miguel amplia seu espaço no debate e se apresenta como uma alternativa para representar Pernambuco no Senado com um olhar voltado para quem vive fora dos grandes centros.

MARÍLIA ARRAES NO AGRESTE: ELOGIOS A SIVALDO, PASSAGEM POR PARANATAMA E DEFESA FIRME DA PRÉ-CANDIDATURA AO SENADO

Em um sábado marcado por intensa movimentação política e forte simbologia no Agreste pernambucano, Marília Arraes percorreu os municípios de Águas Belas, Paranatama e encerrou a agenda em Garanhuns. O giro reforçou vínculos históricos, ampliou articulações locais e deixou sinais claros sobre seu projeto político para 2026.

A agenda começou por Águas Belas e seguiu para Paranatama, onde Marília fez questão de visitar o ex-prefeito José Teixeira, uma das principais lideranças políticas do município. No encontro, também esteve presente o atual secretário de Agricultura, José Teixeira Filho, com quem a ex-deputada conversou sobre os desafios do homem do campo, políticas públicas para a zona rural e a importância do fortalecimento da agricultura familiar. A visita foi vista como um gesto de respeito à trajetória política local e de valorização de quem mantém forte ligação com as bases rurais.

No início da noite, Marília chegou a Garanhuns, a chamada Suíça Pernambucana, seguindo diretamente para a comunidade quilombola do Castainho. Antes de qualquer reunião política, fez uma parada na igreja da comunidade, cumprimentou o padre e conversou com moradores que estavam no local. O gesto simples, mas carregado de significado, foi interpretado como demonstração de proximidade e escuta ativa.

Ao percorrer a estrada do Castainho, asfaltada até a igreja, Marília elogiou publicamente a obra realizada pela gestão do prefeito Sivaldo Albino. Para ela, a pavimentação tem um papel estratégico, pois liga Garanhuns às comunidades quilombolas do município, garantindo acesso, mobilidade e dignidade a quem vive nessas áreas historicamente esquecidas pelo poder público.

A agenda em Garanhuns seguiu para o Sítio Estivas, onde Marília foi recebida pelos ex-prefeitos Samuel Salgado, de Angelim, e Edson Catão, de Palmeirina. Também estiveram presentes o ex-vereador Marinho, lideranças comunitárias da própria Estivas, a liderança Luciano, de Lagoa do Ouro, além do coordenador do STRF, que acompanhou o encontro e reforçou a importância do diálogo com os trabalhadores e trabalhadoras rurais da região.

Durante as conversas, chamou atenção a postura segura e a desenvoltura de Marília. Muitos destacaram que ela aparenta estar ainda mais preparada e confiante do que na eleição de quatro anos atrás, quando percorreu Pernambuco grávida. Agora, mais experiente, fala com clareza, sem evitar temas sensíveis.

Questionada sobre sua pré-candidatura ao Senado, Marília foi direta: é seu principal objetivo político no momento. Afirmou ter pesquisas internas que a colocam cerca de 20 pontos à frente do segundo colocado. Sobre o fato de ser prima do prefeito do Recife, João Campos, disse não ver qualquer impedimento. Segundo ela, os projetos políticos são distintos e foram construídos de forma independente, sem relação com laços familiares.

Indagada se sua pré-candidatura poderia prejudicar uma eventual candidatura de João Campos ao Governo do Estado, respondeu que, ao contrário, soma. Disse, inclusive, ter hoje mais intenção de voto como pré-candidata ao Senado do que João como pré-candidato ao governo. Marília admitiu ainda a possibilidade de disputar o Senado de forma avulsa pelo Solidariedade, partido que comanda em Pernambuco, mesmo que isso signifique “correr por fora” em um cenário com outros nomes fortes.

Atualmente, os mais cotados para compor a chapa majoritária ao lado de João Campos são o ministro Silvio Costa Filho e o senador Humberto Costa, que pode buscar a reeleição. Ainda assim, Marília demonstra tranquilidade e convicção. Para ela, não faz sentido as críticas à união política entre ela e João Campos agora, quando em 2020 estiveram em campos opostos. “Então a gente podia estar em lados diferentes antes e não pode estar junto agora?”, questionou.

Fiel ao projeto do presidente Lula e às pautas progressistas, Marília também fez questão de relembrar o legado de sua família no Agreste. Citou Eduardo Campos, destacando ações como a implantação da UPAE, a chegada do Expresso Cidadão, o curso de Medicina da UPE, a Barragem do Cajueiro e a retirada da cadeia feminina de Garanhuns e do bairro Aluísio Pinto. Lembrou ainda o avô Miguel Arraes, ressaltando a eletrificação rural em Garanhuns e em todo o Agreste Meridional, a entrega de títulos de terra e políticas estruturantes nas áreas de educação, saúde e segurança pública.

Entre elogios à gestão municipal, encontros com lideranças históricas, diálogo com comunidades quilombolas e uma defesa firme de seu projeto político, Marília Arraes deixou o Agreste com uma mensagem clara: está articulada, conhece o território e segue determinada a disputar o Senado, mantendo os pés no chão e o olhar voltado para quem vive do campo à cidade.

MORRE ANDRÉ MICELI, VOZ INFLUENTE DA INOVAÇÃO NO BRASIL, AOS 46 ANOS

O jornalismo brasileiro perdeu na noite da sexta-feira (16) uma de suas mentes mais inquietas e visionárias. Morreu aos 46 anos o apresentador e jornalista André Miceli, um dos principais nomes quando o assunto era inovação, tecnologia e futuro digital no país. Ele enfrentava um câncer de pâncreas, doença contra a qual lutou de forma discreta, sem interromper sua intensa produção intelectual até os últimos dias.

Miceli era apresentador do programa Sociedade Digital, exibido pela Jovem Pan News, espaço onde traduzia temas complexos da transformação tecnológica em análises acessíveis, críticas e profundas. Com linguagem clara e olhar estratégico, tornou-se referência nacional ao discutir os impactos da inteligência artificial, da economia digital e das novas dinâmicas sociais impulsionadas pela tecnologia.

Além da atuação na televisão, André Miceli ocupava um posto central no ecossistema de inovação do país como CEO e editor-chefe da MIT Technology Review Brasil. À frente do portal, ajudou a consolidar o veículo como uma das principais plataformas de reflexão sobre ciência, tecnologia e negócios, conectando o debate brasileiro às grandes tendências globais. Em nota oficial, a publicação destacou sua capacidade singular de antecipar movimentos do mercado e compreender, como poucos, a relação entre tecnologia e vida cotidiana. Segundo a equipe, seu legado permanecerá vivo tanto na redação quanto na comunidade que ajudou a formar.

A trajetória de Miceli ia além do jornalismo. Empresário e acadêmico respeitado, ele também era professor e coordenador na Fundação Getulio Vargas (FGV), onde formou gerações de profissionais atentos às mudanças estruturais da economia digital. Foi ainda fundador e presidente do Conselho da Infobase, uma das 50 maiores integradoras de tecnologia da informação do Brasil, reforçando seu papel como ponte entre o pensamento acadêmico, o mercado e a comunicação.

Mesmo enfrentando a doença, André Miceli optou pela discrição. Pouco falou publicamente sobre o tratamento e seguiu ativo, produzindo conteúdos, participando de debates e mantendo presença constante nas redes sociais e na TV, atitude que reforçou a admiração de colegas e espectadores.

A morte do jornalista gerou forte comoção. O diretor-geral da Jovem Pan News, Carlos Aros, lamentou a perda com uma mensagem curta e emotiva: “Meu amigo, obrigado por tudo”. O senador Carlos Portinho (PL-RJ) também prestou homenagem, lembrando a relevância profissional e intelectual de Miceli e sua contribuição decisiva para o setor de tecnologia e educação no Brasil.

Com a partida de André Miceli, o país perde não apenas um comunicador, mas um intérprete do futuro. Seu pensamento crítico, sua capacidade de antecipar tendências e seu compromisso com a informação qualificada deixam uma lacuna difícil de preencher no debate público sobre inovação e tecnologia.


ATO NO EIXÃO SUL PEDE PRISÃO HUMANITÁRIA PARA BOLSONARO E DENUNCIA “CRUELDADE” EM TRANSFERÊNCIA PARA A PAPUDINHA

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniram na manhã deste domingo (18), no Eixão Sul, em frente ao Banco Central, em Brasília, em um ato político marcado por discursos críticos às decisões judiciais que mantêm o ex-chefe do Executivo preso. A mobilização foi convocada pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e pelo desembargador aposentado Sebastião Coelho, reunindo parlamentares, lideranças conservadoras e militantes bolsonaristas.

O principal foco da manifestação foi o pedido de concessão de prisão humanitária a Bolsonaro, que está detido desde o dia 22 de novembro. Inicialmente custodiado na Superintendência da Polícia Federal, na capital federal, o ex-presidente foi transferido na última quinta-feira (15) para o Complexo Penitenciário da Papudinha, medida que gerou forte reação entre seus aliados políticos.

Durante o ato, o senador Izalci Lucas classificou a transferência como um gesto de “crueldade” e “vingança”, destacando o histórico médico de Bolsonaro como fator central da contestação. Segundo o parlamentar, o ex-presidente já passou por nove cirurgias desde o atentado sofrido em 2018, sendo que as duas mais recentes ainda exigiriam cuidados contínuos e acompanhamento especializado.

Izalci argumentou que, embora a Papudinha ofereça um espaço físico maior em relação às instalações da Polícia Federal, a distância do centro hospitalar representa um risco concreto à saúde do ex-presidente. De acordo com ele, a localização do complexo penitenciário pode dificultar atendimentos de urgência. “Qualquer intercorrência mais grave exige rapidez. Ele precisa de, no máximo, 15 minutos para chegar a um hospital, algo que era possível quando estava mais próximo do DF Star”, afirmou o senador, reforçando a preocupação com eventuais emergências médicas.

Os manifestantes entoaram palavras de ordem em defesa de Bolsonaro, exibiram faixas e cartazes pedindo justiça e humanização da pena, além de criticarem o que chamam de perseguição política. Para os organizadores, o ato teve caráter pacífico e buscou chamar a atenção da opinião pública e das autoridades para o estado de saúde do ex-presidente e para a necessidade, segundo eles, de uma reavaliação da medida judicial.

A mobilização deste domingo se soma a uma série de manifestações realizadas por apoiadores de Bolsonaro desde sua prisão, evidenciando que, mesmo fora do poder e sob custódia, o ex-presidente segue como figura central da polarização política no país. Enquanto isso, o debate sobre prisão humanitária, condições de detenção e garantias de atendimento médico adequado permanece no centro das discussões entre aliados, juristas e integrantes do cenário político nacional.

ATAQUE À MEMÓRIA E À DEMOCRACIA: O ATO DE ÓDIO DE RENAN SANTOS CONTRA A HISTÓRIA DE LULA

O vídeo divulgado por Renan Santos não é provocação inteligente, nem denúncia política. É só um ato tosco, de mau gosto e perigosamente revelador do tipo de pensamento que ele tenta vender como projeto de país. Jogar sal grosso sobre a réplica da casa onde Lula viveu a infância, em Caetés, não simboliza coragem nem enfrentamento. Simboliza intolerância, ignorância histórica e um vazio absoluto de propostas.

Ao falar em “território inimigo” e em impedir que “nasça outro Lula”, Renan abandona qualquer verniz democrático e assume um discurso que flerta com a eliminação simbólica do adversário. Não se trata de vencer ideias, disputar votos ou convencer a população. Trata-se de amaldiçoar origens, negar trajetórias e atacar símbolos que representam milhões de brasileiros pobres que ousaram ascender socialmente. O alvo não é apenas Lula. É tudo o que ele simboliza.

A encenação com referências ao Império Romano soa patética. Renan tenta vestir a fantasia de general histórico, mas não passa de um militante digital em busca de curtidas, reduzindo a política brasileira a um ritual místico de internet. A comparação com romanos salgando terras inimigas é tão rasa quanto o próprio ato. História mal contada não vira argumento, só vira vergonha alheia.

As acusações lançadas contra Lula e seus familiares seguem o roteiro conhecido do bolsonarismo tardio: frases graves, nenhuma prova, muito barulho. Chamar o presidente de “ladrão multimilionário” e espalhar suspeitas contra filhos e irmãos é o atalho preferido de quem não tem projeto, não tem números e não tem proposta concreta para o país. É grito para disfarçar o vazio.

O episódio escancara algo ainda mais incômodo: o desprezo explícito pela origem humilde do presidente. Atacar a casa de dona Lindu é atacar a memória da fome, da seca e da exclusão do Nordeste. É cuspir na história de quem saiu do chão batido para chegar ao poder pelo voto. Isso não é crítica política. É preconceito embalado como ativismo.

Renan Santos diz querer governar o Brasil, mas se comporta como alguém incapaz de conviver com a democracia. Em vez de ideias, superstição. Em vez de debate, encenação. Em vez de propostas, sal grosso. Se esse é o nível do “enfrentamento” que ele oferece, fica claro que o vídeo não diz nada sobre Lula. Diz tudo sobre Renan Santos e o projeto raso, agressivo e vazio que ele tenta empurrar ao país.

TRAGÉDIA NA ZONA RURAL DE PETROLINA: MOTORISTA MORRE APÓS VEÍCULO CAPOTAR NA ESTRADA DE PEDRINHAS

A noite deste sábado (17) foi marcada por mais uma tragédia no trânsito da zona rural de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Um homem identificado popularmente como Ítalo do Carujo perdeu a vida após sofrer um grave acidente automobilístico na estrada que dá acesso à localidade de Pedrinhas, uma via bastante utilizada por moradores da região.

Segundo relatos de motoristas que trafegavam pelo trecho e repassaram as informações ao Blog Carlos Britto, Ítalo conduzia um carro de passeio quando, por motivos ainda desconhecidos, perdeu o controle do veículo, que acabou capotando violentamente fora da pista. O impacto foi suficiente para provocar ferimentos graves na vítima.

Populares que passaram pelo local tentaram prestar auxílio e acionaram socorro, mas Ítalo não resistiu à gravidade das lesões e morreu ainda no local do acidente, antes da chegada de equipes de emergência. A cena causou comoção entre quem presenciou o ocorrido, especialmente por se tratar de uma estrada estreita e com histórico de acidentes.

Até o momento, não há informações oficiais sobre as circunstâncias que levaram ao capotamento. Fatores como as condições da via, possível excesso de velocidade ou falha mecânica ainda serão analisados pelas autoridades competentes. O caso deve ser investigado para esclarecer as causas do acidente.

A morte de Ítalo do Carujo reacende o alerta sobre os riscos nas estradas da zona rural, muitas vezes sem sinalização adequada, iluminação ou manutenção regular. Moradores da região cobram providências para evitar que novas tragédias voltem a se repetir em trechos considerados perigosos.

O corpo da vítima deverá ser encaminhado para os procedimentos legais, e informações sobre velório e sepultamento ainda não foram divulgadas.

CAIXAS D’ÁGUA DO POVO VIRAM ALVO DE DESVIO NA BAHIA: POLÍCIA RECUPERA EQUIPAMENTOS FEDERAIS AVALIADOS EM R$ 120 MIL

Uma ação da Polícia Civil da Bahia escancarou, neste fim de semana, um esquema de desvio de bens públicos que deveriam atender comunidades em situação de vulnerabilidade hídrica no sudoeste do estado. Ao todo, 41 caixas d’água de 5 mil litros, adquiridas com recursos públicos e doadas pelo Governo Federal, foram recuperadas no município de Poções após uma denúncia anônima apontar irregularidades na destinação do material.

A apreensão ocorreu neste sábado (17), em um galpão localizado às margens da BR-116, no bairro Lagoa Grande. No interior do imóvel, os policiais encontraram as caixas armazenadas de forma irregular, muitas delas com as inscrições oficiais parcialmente apagadas com o uso de solvente químico, numa tentativa clara de ocultar a origem pública dos equipamentos. O prejuízo estimado aos cofres públicos chega a R$ 120 mil.

O responsável pelo galpão afirmou aos investigadores que recebia pagamento para apagar as identificações das caixas e realizar a entrega do material na zona rural do município de Manoel Vitorino. A prática, segundo a apuração inicial, não seria um fato isolado, mas parte de um esquema já repetido em outras ocasiões.

Durante a operação, dois homens, de 29 e 32 anos, foram presos em flagrante pelo crime de receptação. Eles confessaram ter adquirido cinco caixas d’água pelo valor de R$ 7.500,00, negociadas diretamente com um vereador do município de Manoel Vitorino. De acordo com os depoimentos, o parlamentar teria solicitado explicitamente a remoção das marcas do governo federal, numa tentativa de descaracterizar os bens públicos antes da redistribuição.

Ainda segundo os suspeitos, as demais caixas seriam entregues a moradores do distrito de Salgado, escolhidos previamente pelo vereador citado, o que levanta fortes indícios de uso político e indevido de equipamentos destinados a políticas públicas de abastecimento e segurança hídrica.

Os dois investigados foram conduzidos à Delegacia Territorial de Poções, onde permanecem à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento e devem avançar para identificar todos os envolvidos no esquema, inclusive agentes públicos que possam ter participado do desvio ou se beneficiado da distribuição irregular do material.

A operação contou com o apoio da 10ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), sediada em Vitória da Conquista, e da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR). O caso reacende o debate sobre a fiscalização do uso de recursos públicos e a necessidade de maior controle na destinação de benefícios destinados às populações mais carentes do interior do país.