domingo, 18 de janeiro de 2026

DEZ ANOS DE SILÊNCIO: O DESAPARECIMENTO DE FLÁVIA PEREIRA SEGUE COMO A MAIOR FERIDA ABERTA DE LAJEDO

Há exatamente uma década, a cidade de Lajedo, no Agreste de Pernambuco, passou a conviver com um dos casos mais enigmáticos e dolorosos de sua história. Na manhã da sexta-feira, 8 de janeiro de 2016, Flávia Pereira da Silva, então com 27 anos, saiu de casa para cumprir mais um dia de trabalho e nunca mais foi vista. Desde então, o tempo avançou, mas as respostas não vieram.

Flávia era mãe, jovem e levava uma vida considerada simples e reservada. Morava no Sítio Alto do Meio, na zona rural do município, com a tia, a agricultora Zeneide Caetano, e com a filha, que à época tinha apenas 6 anos de idade. Como fazia com frequência, naquela manhã ela embarcou em um carro de transporte alternativo em direção ao centro da cidade. Desceu no local de costume, seguiu a pé e, a partir daquele momento, desapareceu sem deixar qualquer vestígio.

Naquele período, Flávia trabalhava em uma clínica de fisioterapia em Lajedo. Segundo familiares, não havia conflitos, ameaças ou qualquer comportamento que indicasse a intenção de sumir. Discreta, de poucos amigos e dedicada à família, ela jamais comentou sobre problemas pessoais ou profissionais. A reportagem do Portal Agreste Violento esteve na residência onde a jovem vivia e ouviu o relato emocionado da tia Zeneide, que sempre afirmou não enxergar qualquer motivo para o desaparecimento da sobrinha. “Ela não tinha inimigos, não comentava problemas e não tinha motivo algum para desaparecer”, disse, ainda abalada.

Assim que percebeu que Flávia não retornaria para casa, Zeneide procurou a Delegacia de Polícia Civil de Lajedo e registrou um Boletim de Ocorrência. O caso foi investigado, diligências foram realizadas e informações chegaram a ser apuradas, mas nenhuma pista concreta sobre o paradeiro da jovem foi encontrada. Com o passar dos meses e dos anos, as investigações perderam força, enquanto a dor da família apenas se aprofundava.

Dez anos depois, o desaparecimento de Flávia Pereira continua sendo apontado como o mais misterioso já registrado no município. Uma jovem mãe que saiu para trabalhar e nunca voltou, deixando para trás uma filha marcada pela ausência, familiares consumidos pela angústia e uma cidade inteira tomada por perguntas que seguem sem resposta.

O silêncio que cerca aquela manhã de janeiro de 2016 ainda ecoa em Lajedo. Mesmo com o tempo, a esperança de que a verdade venha à tona permanece viva, sustentada pelo clamor por justiça, por respostas e pelo direito de uma família saber o que realmente aconteceu com Flávia Pereira da Silva.

Foto e informações Portal Agreste Violento 

ENTRE O SONHO DO CAMPO DAS PRINCESAS E O JOGO DURO DA MAJORITÁRIA: OS DESAFIOS DE MIGUEL COELHO NA ÓRBITA DE RAQUEL LYRA

O movimento de aproximação de Miguel Coelho com a governadora Raquel Lyra não é casual, tampouco improvisado. Ele revela um cálculo político de longo alcance, que mira o Palácio do Campo das Princesas como destino final do projeto do clã de Petrolina. No entanto, apesar da lógica estratégica que sustenta essa articulação, o caminho está longe de ser simples e passa por obstáculos de peso, envolvendo aliados, disputas internas e resistências que podem redefinir completamente o tabuleiro de 2026.

A federação partidária da qual Miguel é peça central enxerga na aliança com Raquel Lyra uma oportunidade rara de protagonismo. Diferentemente de uma eventual composição com o prefeito do Recife, João Campos, a governadora oferece um cenário mais robusto para negociações. Com Raquel, a federação tem musculatura política para reivindicar duas vagas na chapa majoritária, algo praticamente inviável no campo de João, onde o espaço seria limitado e previamente condicionado. Ali, a vaga ao Senado, se existisse, teria dono certo: Eduardo da Fonte. E ainda assim, apenas uma cadeira estaria em disputa, já que Humberto Costa surge como nome natural à reeleição.

É nesse ponto que o projeto de Miguel encontra seu primeiro grande nó. Convencer Raquel Lyra a ceder duas vagas na majoritária à federação é um desafio considerável, mas ainda assim mais factível do que deslocar interesses consolidados no campo adversário. O verdadeiro teste de articulação, porém, está em outro personagem-chave: Eduardo da Fonte. Para que o desenho avance, Miguel precisará demonstrar que há espaço político real para que ambos figurem como candidatos ao Senado na chapa da governadora, sem que um projeto anule o outro.

Existe ainda uma segunda alternativa no radar: a federação abrir mão de uma das vagas ao Senado e ficar com a vice-governadoria e uma cadeira na Câmara Alta. Esse caminho, entretanto, exigiria uma ruptura delicada. Raquel Lyra teria que substituir Priscila Krause, atual vice e filiada ao PSD, o que não é uma decisão trivial. A vice-governadoria, neste contexto, ganha um peso estratégico enorme. Diferentemente de outras composições, o vice de Raquel tem chances concretas de assumir o governo, seja por renúncia ou por rearranjos naturais do ciclo político.

Esse fator torna a vaga de vice na chapa de Raquel significativamente mais atrativa do que a de João Campos. No Recife, o vice só herdaria o comando do Estado em caso de um projeto presidencial bem-sucedido. Já no cenário da governadora, a possibilidade de sucessão é mais palpável. Caso reeleita, Raquel Lyra tende a mirar o Senado, o que implicaria renúncia e abriria caminho direto para o vice. João Campos, por sua vez, poderia simplesmente trocar o companheiro de chapa numa eventual reeleição, diluindo o peso estratégico do posto.

Diante desse quadro, a hipótese de Miguel Coelho como vice de Raquel Lyra surge como o atalho mais curto e mais ousado para o clã de Petrolina alcançar o comando do Estado. Seria a consolidação de um projeto familiar que há anos amplia sua influência no Sertão e busca projeção estadual definitiva. Mas esse atalho passa por um terreno minado: a permanência de Priscila Krause, as ambições de Eduardo da Fonte e a própria disposição de Raquel em reconfigurar sua chapa.

No fim das contas, o que está em jogo é mais do que uma simples aliança eleitoral. Trata-se de uma disputa silenciosa por espaços de poder, onde cada movimento precisa ser calculado com precisão cirúrgica. Resta saber se o clã de Petrolina está fazendo a conta certa ou se subestima a resistência dos atores que hoje ocupam posições estratégicas no governo e na federação. Em política, atalhos existem, mas raramente são livres de pedágios altos.

AVIÃO OFICIAL, PRÉ-CAMPANHA E GASTOS RECORDE: ZEMA TRANSFORMA JATO DO GOVERNO EM PALCO POLÍTICO

O uso de aeronaves oficiais do governo de Minas Gerais pelo governador Romeu Zema (Novo) para compromissos de pré-campanha presidencial vem levantando questionamentos sobre a fronteira entre o exercício do cargo público e a promoção de um projeto político pessoal. Levantamento feito a partir de dados do portal da transparência e registros de voos mostra que, desde que se lançou como pré-candidato ao Palácio do Planalto, Zema intensificou viagens fora do estado, quase sempre utilizando aviões custeados pelos cofres públicos, em um movimento que culminou em um gasto recorde com combustível de aviação.

O episódio mais emblemático ocorreu no dia 30 de outubro. Naquela data, Zema deixou mais cedo uma reunião no Rio de Janeiro, convocada pelo governador Cláudio Castro (PL), alegando solidariedade diante de uma megaoperação policial que havia deixado 122 mortos no dia anterior. Poucas horas depois, porém, o governador mineiro embarcou em uma aeronave oficial rumo a Campinas, no interior de São Paulo, para participar de um encontro do Partido Novo voltado à apresentação de pré-candidaturas para as eleições de 2026. No evento, Zema foi tratado como presidenciável, discursou, posou para fotos e teve sua presença amplamente divulgada nas redes sociais do partido.

Registros do FlightRadar indicam que o avião oficial pousou em Campinas pouco antes das 22h. Esse foi, inclusive, o único compromisso público de Zema na cidade naquela noite. Na manhã seguinte, às 7h40, a aeronave retornou a Belo Horizonte, novamente com o governador a bordo. Todo o deslocamento foi custeado pelo governo de Minas.

A viagem chama ainda mais atenção pelo contexto. No mesmo dia, Zema havia anunciado presença em um evento institucional, o “1º Encontro de Revendedores de Combustíveis do Interior Paulista”, onde participaria de uma mesa de autoridades. Impedido de comparecer presencialmente por conta da reunião no Rio, o governador enviou um vídeo para a abertura do seminário. Ainda assim, manteve o uso do avião oficial para, à noite, cumprir uma agenda estritamente partidária, sem relação direta com suas atribuições como chefe do Executivo mineiro.

Procurado, o governo de Minas afirmou que Zema teria se reunido presencialmente com representantes do evento Conexão Revenda às 22h, exatamente no mesmo horário em que ele participava do encontro do Novo. Diante do conflito de horários, a gestão limitou-se a dizer que “a agenda do governador é dinâmica” e não apresentou registros que comprovassem a suposta reunião institucional.

Em nota, o governo sustentou que um decreto estadual de 2005 autoriza o uso da aeronave pelo governador “em deslocamento de qualquer natureza, por questões de segurança”, e afirmou ainda que, fora do expediente, agentes públicos podem cumprir compromissos pessoais “sem ônus para o Estado”. O argumento, porém, entra em choque com o fato de que o custo do voo foi integralmente arcado pelos cofres públicos.

O caso não é isolado. Desde agosto, quando anunciou oficialmente sua pré-candidatura à Presidência da República, Zema tem percorrido o país em uma espécie de roteiro político. Passou por capitais e cidades estratégicas do Sul, Centro-Oeste e Nordeste, participando de eventos do Novo, encontros com lideranças locais e articulações políticas. Em praticamente todas essas viagens, utilizou aeronaves oficiais. A única exceção foi uma ida a São Luís, no Maranhão.

São Paulo tornou-se um destino recorrente. Apenas nos últimos quatro meses, Zema esteve no estado em 15 ocasiões. Foi na capital paulista que ele lançou sua pré-candidatura e onde se reuniu diversas vezes com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), com quem discute cenários eleitorais para 2026. O interior paulista também entrou no radar, com participações em eventos como a Festa do Peão de Barretos, um festival de moda em Itu e compromissos sociais, como um jantar com empresários em Ribeirão Preto e até um reencontro com colegas do Ensino Médio.

Os reflexos financeiros dessa intensa agenda aérea aparecem de forma clara nos números. Em 2025, o governo de Minas liquidou quase R$ 1,5 milhão apenas com combustível de aviação do gabinete do governador, o maior valor registrado durante a gestão Zema. O montante supera inclusive o gasto de 2022, ano eleitoral, quando foram desembolsados R$ 1,4 milhão. Em comparação, em 2024 o custo foi de R$ 1 milhão e, em 2023, de R$ 630 mil.

A fornecedora do combustível em 2025 foi a Rede Sol Fuel Distribuidora, empresa de Ribeirão Preto que chegou a ser alvo de busca e apreensão na Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto. A companhia nega qualquer envolvimento em irregularidades.

Questionado sobre o aumento expressivo das despesas, o governo de Minas afirmou que houve redução de 19,2% no custo médio da hora voada em 2025, alegando eficiência e economia. O dado, no entanto, não apaga o crescimento global dos gastos nem responde ao principal ponto da controvérsia: o uso reiterado de um bem público para viabilizar compromissos de pré-campanha presidencial.

Enquanto Zema percorre o país em busca de alianças e visibilidade nacional, cresce o debate sobre até que ponto o avião oficial do governo de Minas tem sido utilizado como instrumento de Estado ou como atalho político para um projeto pessoal rumo ao Planalto.

PREFEITO DE BREJÃO REAGE, NEGA ENVOLVIMENTO E CLASSIFICA ACUSAÇÕES COMO CALÚNIA

O prefeito de Brejão, Saulo Maruim, divulgou nota oficial à imprensa nesta semana em resposta a uma matéria publicada em blog que o citava em um episódio de cunho policial. De forma categórica, o gestor negou qualquer participação nos fatos mencionados e afirmou que as informações divulgadas não correspondem à verdade.

Na nota, Saulo Maruim destaca que não há qualquer ligação sua, de seu irmão ou de pessoas próximas com o episódio citado na publicação. O prefeito afirma ainda que o conteúdo divulgado tem motivações políticas e objetiva atingir sua imagem pública, especialmente em um momento em que, segundo ele, a gestão municipal segue concentrada no trabalho administrativo e no diálogo com a população.

O chefe do Executivo municipal também deixou claro que não aceitará acusações que considera infundadas e anunciou que adotará as medidas legais cabíveis para responsabilizar os autores daquilo que classificou como calúnia.

A manifestação do prefeito ocorre em meio a um cenário de forte polarização política no município, no qual disputas e embates têm se refletido em denúncias públicas e trocas de acusações. Saulo Maruim, por sua vez, sustenta que sua administração permanece focada no compromisso com os brejoenses e no desenvolvimento da cidade.

Confira abaixo a nota à imprensa na íntegra, conforme divulgada pelo prefeito:

NOTA À IMPRENSA

Em resposta à matéria divulgada neste blog, o prefeito de Brejão, Saulo Maruim, esclarece que não teve qualquer participação nos fatos mencionados e que as informações veiculadas não correspondem à verdade. O episódio citado não envolve o prefeito, seu irmão, nem qualquer pessoa ligada à ele.

O prefeito lamenta que, por motivações políticas, tentativas como essa sejam utilizadas para denegrir sua imagem pública, especialmente em um momento em que a gestão municipal segue focada no trabalho, no diálogo e no compromisso com a população de Brejão.

As medidas cabíveis serão adotadas por conta desta calúnia.

Saulo Maruim
Prefeito de Brejão

O espaço segue aberto para novos esclarecimentos ou manifestações das partes envolvidas.

FRONTIER QUE DESAFIOU O TEMPO: PICAPE DA NISSAN SUPERA 1,6 MILHÃO DE QUILÔMETROS E ENTRA PARA A HISTÓRIA DA MARCA

Poucos veículos conseguem atravessar anos de uso intenso sem se tornar sinônimo de desgaste. Mais raro ainda é quando um automóvel ultrapassa a marca de um milhão de quilômetros rodados mantendo boa parte de seus componentes originais. Foi exatamente isso que aconteceu com uma Nissan Frontier 2007, conduzida diariamente pelo motorista de entregas Brian Murphy, nos Estados Unidos. Após alcançar a impressionante marca de 1.609.000 quilômetros, a picape foi oficialmente aposentada e transformada em peça histórica da montadora japonesa.

Produzida na fábrica da Nissan em Smyrna, no estado do Tennessee, a Frontier voltou ao mesmo local onde nasceu, 13 anos depois, não para revisão ou reparos, mas para integrar o acervo histórico da marca. O retorno simbólico marcou o encerramento de uma trajetória incomum, construída ao longo de jornadas exaustivas pelas estradas norte-americanas, em um ritmo que poucos veículos suportariam.

Segundo a própria Nissan, Brian Murphy percorria diariamente entre 482 e 643 quilômetros, em uma rotina intensa de entregas que rapidamente elevou a quilometragem da picape. Esse uso constante, longe de comprometer a durabilidade, acabou evidenciando a robustez do projeto. Componentes essenciais resistiram por períodos surpreendentes: a embreagem original funcionou por mais de 1,28 milhão de quilômetros antes de ser substituída; o radiador e o alternador superaram a marca de 724 mil quilômetros; e até o banco do motorista, submetido ao desgaste diário, permaneceu em condições de uso até cerca de 804 mil quilômetros.

A antiga Frontier era equipada com motor quatro cilindros 2.5 e câmbio manual de cinco marchas, um conjunto simples, mas que se mostrou extremamente confiável ao longo dos anos. O desempenho consistente e a manutenção adequada foram fatores determinantes para que o veículo atingisse números tão elevados, tornando-se um exemplo real de resistência mecânica e engenharia voltada para o trabalho pesado.

O feito não passou despercebido pela montadora. Em reconhecimento à lealdade do motorista e à durabilidade excepcional do veículo, a Nissan presenteou Brian Murphy, em 2020, com uma Frontier SV King Cab 4×4 zero quilômetro. O novo modelo trouxe um salto tecnológico considerável, equipado com motor V6 3.8 de injeção direta e transmissão automática de nove marchas, representando uma nova geração da picape, mais potente, confortável e eficiente.

O caso rapidamente ganhou repercussão e passou a ser citado como um dos maiores exemplos de longevidade já registrados pela Nissan. Mais do que um número impressionante no hodômetro, a Frontier de Brian Murphy se transformou em um símbolo da confiabilidade da marca, mostrando que, sob uso extremo e manutenção correta, um veículo pode ir muito além do que se imagina — atravessando estradas, anos e expectativas para entrar definitivamente na história do setor automotivo.

TRAGÉDIA NA NOITE DE SÁBADO: ACIDENTE DEIXA DOIS JOVENS MORTOS EM BOM JARDIM E COMOVE A CIDADE

Tá⁰0000A noite de ontem, sábado (17) foi marcada por dor e consternação no município de Bom Jardim, no Agreste de Pernambuco. Um grave acidente de trânsito envolvendo um carro resultou na morte de dois jovens, identificados como Daniel e Bruno, em um trecho da rodovia nas proximidades do Motel Free Love, logo após a primeira entrada à esquerda, área conhecida por moradores da região.

De acordo com as informações iniciais, o impacto foi violento e mobilizou equipes de socorro. Bruno morreu ainda no local. Ele era conhecido na cidade por trabalhar na empresa Dama de Ouro, o que ampliou a comoção entre colegas, amigos e familiares. Já Daniel chegou a ser socorrido, recebeu atendimento de emergência, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu pouco tempo depois.

O local do acidente rapidamente reuniu populares, que acompanharam com apreensão o trabalho das equipes de resgate e da polícia. A cena reforçou, mais uma vez, a preocupação da população com a segurança viária na região, especialmente em trechos considerados críticos e com histórico de ocorrências.

As circunstâncias que levaram ao acidente ainda estão sendo investigadas pelas autoridades competentes. Informações como velocidade, possíveis falhas mecânicas ou outros fatores só deverão ser confirmadas após a conclusão da apuração oficial. Até o momento, a polícia não divulgou detalhes adicionais sobre a dinâmica do ocorrido.

A morte de Daniel e Bruno provocou forte repercussão em Bom Jardim, onde ambos eram conhecidos. Mensagens de pesar se multiplicaram nas redes sociais, refletindo o sentimento coletivo de luto que tomou conta da cidade desde a confirmação das mortes.

O Blog do Edney se solidariza com os familiares e amigos das vítimas, manifestando profundo pesar diante da tragédia. Que neste momento de dor, Daniel e Bruno sejam lembrados com carinho, e que seus familiares encontrem conforto e força para enfrentar a perda irreparável.

IMAGENS CHOCAM BREJÃO: DENÚNCIA DE AGRESSÃO COM CHICOTE COLOCA PREFEITO NO CENTRO DE GRAVE CRISE POLÍTICA

A crise que envolve o prefeito de Brejão deixou o campo das especulações e ganhou contornos ainda mais graves com a circulação de fotos e vídeos da suposta vítima, que afirma ter sido agredida em um episódio de violência física. As imagens, amplamente compartilhadas nas redes sociais e em grupos de mensagens, mostram lesões nas costas do denunciante, apontadas por ele como resultado de golpes de chicote. O material provocou forte comoção no município e elevou a pressão por respostas imediatas das autoridades e da própria gestão municipal.

Segundo os relatos que acompanham os registros visuais, um agricultor teria registrado um Boletim de Ocorrência por lesão corporal na 18ª Delegacia Seccional da Polícia Civil, em Garanhuns, apontando o prefeito como um dos envolvidos na agressão. Embora o registro policial seja mencionado nas publicações, não há, até o momento, confirmação oficial divulgada pela Polícia Civil, pelo Ministério Público ou pelo Judiciário, tampouco nota pública da Prefeitura de Brejão esclarecendo os fatos.

O conteúdo que circula nas redes sociais tem causado indignação justamente pela gravidade simbólica da acusação. A menção ao uso de um chicote, instrumento historicamente associado à violência, abuso de poder e humilhação, transformou a denúncia em um episódio de enorme impacto político e moral. Mesmo sem uma apuração oficialmente confirmada, a simples existência de imagens das lesões tornou politicamente insustentável o silêncio adotado até agora.

Em uma cidade de pequeno porte como Brejão, onde o prefeito é figura central da vida pública, o caso se espalhou rapidamente e passou a dominar o debate local. O silêncio institucional contrasta com a força das imagens e dos depoimentos que circulam fora dos canais oficiais. Na prática, a ausência de esclarecimentos acabou transferindo o julgamento para o ambiente das redes sociais, onde a narrativa cresce sem contraponto formal do poder público.

Do ponto de vista jurídico, especialistas ressaltam que o registro de um Boletim de Ocorrência não significa culpa comprovada e que todo cidadão, inclusive agentes públicos, tem direito à presunção de inocência. No entanto, o dever legal não elimina a responsabilidade política e moral de prestar esclarecimentos, especialmente quando há registros visuais de ferimentos e quando o denunciado ocupa o cargo máximo do Executivo municipal.

A pergunta que ecoa em Brejão vai além da apuração policial: por que, diante de imagens tão contundentes e de uma denúncia tão grave, não há qualquer manifestação oficial do prefeito ou da Prefeitura? Se os fatos não correspondem à realidade, o esclarecimento público imediato seria o caminho mais eficaz para conter o desgaste. Se há investigação em curso, a sociedade tem o direito de ser informada.

O episódio já ultrapassou o campo da polícia e se consolidou como uma das crises políticas mais sensíveis enfrentadas pela atual gestão. Enquanto autoridades se mantêm em silêncio, fotos, vídeos e relatos continuam circulando, a indignação cresce e a confiança da população na condução do poder municipal segue sendo colocada à prova. 


Informações do Blog Comando Policial 

COMUNICADOR DENUNCIA FALHA GRAVE NO ATENDIMENTO DO HOSPITAL DE BOM CONSELHO

A denúncia que ecoou nas redes sociais nesta semana não partiu de um anônimo nem de um boato difuso. Veio com nome, rosto, cronologia e indignação. O comunicador André Neto usou seus canais para relatar um episódio que, segundo ele, expõe falhas graves no atendimento do Hospital Municipal de Bom Conselho. A paciente em questão é sua sogra, uma mulher que deu entrada na unidade com sintomas clássicos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e, mesmo assim, foi avaliada e liberada para casa. Dias depois, em Garanhuns, uma tomografia confirmou aquilo que, segundo a família, já era evidente desde o primeiro atendimento: tratava-se, sim, de um AVC.

O relato não é genérico nem superficial. André Neto detalha passo a passo o que teria acontecido dentro da unidade hospitalar. De acordo com ele, a paciente apresentava sinais claros de comprometimento neurológico, sintomas amplamente conhecidos até por leigos como indicativos de AVC. Ainda assim, após passar pelo atendimento médico, a orientação foi o retorno para casa, sem exames de imagem e sem o encaminhamento imediato para um centro com maior capacidade diagnóstica.

O que transforma o caso em denúncia pública não é apenas o erro em si, mas o que ele representa. AVC não é dor de cabeça comum, não é mal-estar passageiro, não é algo que permita o luxo da dúvida prolongada. Na medicina de urgência, existe um princípio repetido à exaustão: “tempo é cérebro”. Cada minuto sem diagnóstico e sem tratamento pode significar perda irreversível de funções, sequelas permanentes ou até a morte. Ignorar sinais clínicos compatíveis com AVC não é falha burocrática; é, no mínimo, negligência assistencial.

No vídeo divulgado, André Neto adota um tom duro, direto e, por vezes, ácido. Questiona se o hospital segue protocolos básicos de atendimento, se há preparo da equipe para reconhecer emergências neurológicas e se a população de Bom Conselho está, de fato, segura quando precisa recorrer ao serviço público de saúde. A crítica não se limita a um profissional específico, mas atinge o sistema como um todo, levantando dúvidas sobre estrutura, capacitação e responsabilidade.

Dias após o atendimento em Bom Conselho, a família buscou ajuda em Garanhuns. Lá, a paciente foi submetida a exames de imagem, incluindo tomografia, que confirmaram o AVC. O diagnóstico tardio escancarou a gravidade da situação e reforçou a pergunta que atravessa toda a denúncia: e se o atendimento adequado tivesse ocorrido desde o primeiro momento? Quantos danos poderiam ter sido evitados? Quantas sequelas não teriam sido minimizadas?

O caso, segundo o comunicador, não deve ser tratado como episódio isolado nem resolvido com notas genéricas ou explicações protocolares. Ele cobra apuração, revisão de condutas e, sobretudo, respeito à população que depende exclusivamente do SUS municipal. Em sua fala, André Neto também faz um apelo para que outras famílias não passem pelo mesmo drama, transformando a dor pessoal em alerta coletivo.

Até o momento, não há posicionamento público detalhado do Hospital Municipal de Bom Conselho ou da Secretaria de Saúde sobre o caso específico. O silêncio institucional, diante de uma denúncia tão concreta e pública, apenas amplia a sensação de descaso e reforça a indignação expressa no vídeo. Em situações como essa, a ausência de resposta não apaga o problema; ao contrário, alimenta a desconfiança.

Mais do que um desabafo familiar, a denúncia lança luz sobre uma realidade que muitos preferem ignorar: emergências médicas sendo tratadas como rotina banal, protocolos sendo relativizados e pacientes pagando o preço de falhas que não escolheram cometer. O episódio envolvendo a sogra de André Neto expõe uma ferida aberta no sistema de saúde local e exige algo além de explicações evasivas. Exige investigação, responsabilização e, acima de tudo, mudanças concretas para que “tempo é cérebro” não continue sendo apenas uma frase bonita repetida em campanhas, mas uma regra efetivamente respeitada dentro dos hospitais públicos.