sábado, 7 de novembro de 2026
RAQUEL LYRA FAZ LIMPA NA CASA CIVIL, EXONERA 101 E ATINGE GRUPO DOS FERREIRA; JUDITE BOTAFOGO GANHA ESPAÇO NO GOVERNO; A CANETA TRABALHOU NESTE SÁBADO
GOIANA ABRE 36ª EDIÇÃO DOS JOGOS ESCOLARES COM PARTICIPAÇÃO DE 24 ESCOLAS E 2,6 MIL ESTUDANTES
GARANHUNS: GIL PM TEM NOME BEM RECEBIDO, MAS DÉBORA ALMEIDA ESCLARECE QUE NÃO HÁ INDICAÇÃO FORMAL PARA A 5ª CIRETRAN
Depois da repercussão da notícia sobre a possível chegada do ex-vereador Gil PM à chefia da 5ª CIRETRAN, em Garanhuns, o Blog do Edney recebeu um esclarecimento diretamente do gabinete da deputada estadual Débora Almeida.
O contato teve como objetivo apresentar os devidos esclarecimentos sobre a informação que ganhou repercussão em Pernambuco e evitar interpretações antecipadas sobre uma eventual indicação.
Um ponto, porém, merece ser destacado: Gil PM é, sim, um nome bem avaliado. A deputada Débora Almeida reconhece nele um grande quadro, com experiência política, conhecimento da realidade de Garanhuns e trajetória na vida pública. Seu nome foi muito bem recebido e continua sendo uma possibilidade dentro das futuras conversas políticas.
O que precisa ficar claro é que não existe, neste momento, uma indicação formal de Débora Almeida para a chefia da 5ª CIRETRAN. As discussões sobre espaços e composição política do próximo mandato ainda deverão acontecer no momento oportuno, dentro do processo natural de organização da nova gestão estadual.
Isso não significa que Gil PM esteja fora das possibilidades. Pelo contrário: a boa receptividade ao seu nome demonstra que ele pode, sim, estar entre os quadros considerados quando as definições avançarem.
Outro aspecto importante diz respeito ao cenário político regional. Até fevereiro, os espaços e os quadros ligados à representação de Garanhuns na Assembleia Legislativa continuam tendo como referência o deputado Izaías Régis, que permanece no exercício do mandato e mantém sua participação nas articulações políticas da região.
O Blog do Edney procurou esclarecer a informação e ouviu o gabinete da deputada justamente porque nosso compromisso é com a verdade dos fatos. Uma possibilidade não pode ser apresentada como indicação oficial, assim como a ausência de uma indicação neste momento não significa rejeição a um nome.
NA LUPA: Gil PM não está descartado, Débora Almeida não formalizou indicação e as definições para o próximo mandato ainda terão seu momento de discussão. É importante separar reconhecimento político de decisão administrativa. O nome de Gil foi bem recebido, mas a confirmação de qualquer espaço depende das conversas e dos entendimentos que ainda virão.
O Blog do Edney segue trabalhando com responsabilidade, ouvindo os envolvidos e levando ao leitor a informação com transparência. Porque informar também é corrigir o rumo quando novos esclarecimentos chegam.
Blog do Edney — a notícia verdade!
TORNOZELEIRA, DINHEIRO E PROMESSAS À MARGEM DA LEI: POLÍCIA APONTA ESQUEMA DE EXTORSÃO ENVOLVENDO DEPUTADO ESTADUAL ELEITO
Emerson responde ao processo em liberdade, mas não está livre das restrições impostas pela Justiça. Entre as medidas cautelares determinadas estão o uso de tornozeleira eletrônica, inicialmente por 30 dias, o comparecimento mensal em juízo e a proibição de manter contato com vítimas e testemunhas.
Segundo a Polícia Civil, os áudios reunidos durante a investigação indicam que o influenciador cobrava valores de integrantes do tráfico de drogas em troca do silêncio. A suspeita é de que ele utilizava o discurso de suposta influência nos bastidores do Judiciário e do Ministério Público para convencer os investigados de que poderia interferir em decisões envolvendo a transferência de presos para unidades federais fora de Pernambuco.
O problema é que, conforme apurado pelo Grupo de Operações Especiais (GOE), em conjunto com o Ministério Público, essa influência simplesmente não existia. A investigação aponta que Emerson usava a promessa de acesso a autoridades como argumento para obter vantagens financeiras.
Um dos episódios identificados pelos investigadores envolve o pagamento de R$ 20 mil em dinheiro vivo por uma das vítimas. Mas, de acordo com a apuração, a cobrança não terminava ali. Emerson e uma prima, também apontada como participante do esquema, teriam exigido pagamentos mensais de até R$ 2 mil, por tempo indeterminado, para evitar a divulgação de denúncias contra familiares dos envolvidos com o tráfico.
O delegado Jorge Pinto afirmou que existem provas consistentes da prática investigada e destacou que os policiais conseguiram identificar pelo menos três elementos concretos relacionados às cobranças.
A investigação também aponta que, depois de receber os R$ 20 mil, o investigado teria solicitado uma revisão dos termos do acordo, ampliando as exigências financeiras.
O caso coloca sob questionamento a atuação de alguém que conquistou visibilidade nas redes sociais e agora aparece no centro de uma investigação criminal de grande repercussão. A condição de deputado estadual eleito não o coloca acima da lei, assim como a exposição pública não substitui a necessidade de prestar contas à Justiça.
As acusações ainda serão submetidas ao devido processo legal, e Emerson tem direito à ampla defesa e à presunção de inocência. Mas os elementos apresentados pela Polícia Civil são graves e precisam ser esclarecidos até as últimas consequências.
NA LUPA: Quando alguém promete vender influência sobre a Justiça, cobrar pelo silêncio e transformar denúncias em moeda de troca, a sociedade tem o direito de exigir respostas. Mandato não é salvo-conduto, popularidade não é imunidade e ninguém pode estar acima da lei.
AMBULÂNCIAS ESQUECIDAS E EQUIPAMENTOS SEM USO: RICARDO DE GULU EXPÕE PROBLEMAS NA SAÚDE DE SÃO LOURENÇO E MPPE ABRE INVESTIGAÇÃO
O que deveria estar nas ruas, transportando pacientes e garantindo assistência a quem precisa, aparece nas imagens divulgadas pelo parlamentar em condições que levantam dúvidas sobre a conservação e a destinação do patrimônio público. Entre os veículos apontados está uma ambulância relacionada ao programa estadual Colo de Mãe, que, segundo o vereador, teria passado por descaracterização.
A denúncia não se limita à existência de veículos parados. Ricardo de Gulu também questiona o que estaria acontecendo com serviços e equipamentos disponibilizados pelo Governo de Pernambuco ao município. A cobrança é direta: se existem estruturas e instrumentos destinados a melhorar a assistência à população, por que não estariam cumprindo plenamente sua finalidade?
O assunto já ultrapassou os limites do debate político. O Ministério Público de Pernambuco instaurou inquérito civil para apurar a situação da frota municipal. Os números ajudam a dimensionar a gravidade do problema: dos 24 veículos informados pela Secretaria de Saúde, somente sete estavam em funcionamento. Quinze permaneciam parados para manutenção e outros dois eram considerados inutilizáveis.
Na prática, isso significa uma frota com menos de um terço dos veículos em operação, justamente em um serviço no qual disponibilidade e rapidez podem fazer diferença na vida de quem depende do atendimento público.
A investigação do MPPE busca esclarecer as condições de conservação dos veículos, possíveis prejuízos ao patrimônio público e eventuais responsabilidades administrativas. Até o momento, a abertura do inquérito representa uma apuração, não uma condenação dos gestores.O episódio também precisa ser observado em conjunto com outro problema identificado pelo Tribunal de Contas de Pernambuco. Em auditoria envolvendo contratos de transporte da Prefeitura, referentes a 2023 e 2024, o TCE apontou inconsistências na execução dos serviços, divergências entre os veículos contratados e os efetivamente disponibilizados e falhas no controle dos pagamentos. A decisão da Segunda Câmara foi pela irregularidade dos contratos analisados, com aplicação de multas aos responsáveis e determinação de providências administrativas.
São situações distintas, mas que colocam a estrutura de transporte municipal sob uma mesma pergunta: como a administração está planejando, contratando, fiscalizando e preservando os veículos que deveriam atender à população?
O prefeito Vinícius Labanca (PSB) tem uma responsabilidade política e administrativa de apresentar respostas. É preciso explicar por que tantos veículos ficaram fora de circulação, quais providências foram adotadas para recuperar a frota e qual é a situação real da ambulância vinculada ao programa Colo de Mãe.
Também é necessário esclarecer o destino dos equipamentos estaduais mencionados pelo vereador. Recursos públicos, sejam municipais ou estaduais, não podem terminar transformados em patrimônio sem finalidade prática.
Ricardo de Gulu coloca o dedo em uma questão que merece ser tratada sem disputa partidária: a população não pode pagar a conta da falta de planejamento, de manutenção ou de fiscalização. Quem precisa de uma ambulância não quer saber de justificativa política. Quer atendimento.
São Lourenço da Mata precisa de explicações documentadas, providências concretas e transparência. O Ministério Público investiga, o Tribunal de Contas já apontou problemas em contratos de transporte e agora a denúncia do vereador amplia a pressão sobre a administração municipal.
Uma ambulância parada não é apenas um veículo fora de circulação. É uma estrutura pública que deixa de cumprir sua finalidade. E, quando o assunto é saúde, o tempo perdido pode custar muito caro.
O Blog do Edney mantém aberto o espaço para manifestação da Prefeitura de São Lourenço da Mata, do prefeito Vinícius Labanca, da Secretaria Municipal de Saúde e do Governo de Pernambuco.
Edney Souto | Blog do Edney