Pernambuco mantém a liderança na produção de leite do Nordeste, com cerca de 3,5 milhões de litros por dia. O Agreste é o principal polo produtor. Em 2023, a região respondia por 72,17% da produção estadual, demonstrando sua importância estratégica para a economia pernambucana.
Entre os principais municípios produtores estão Itaíba, Buíque, Pedra, Águas Belas e São Bento do Una. O crescimento da produção, especialmente em Itaíba, demonstra o potencial de expansão, profissionalização e modernização da atividade.
A economia do leite vai muito além da produção. Envolve genética, rebanhos, alimentação, cultivo de milho e pastagens para produção de feno, máquinas, tratores, implementos, equipamentos, assistência técnica, educação, pesquisa e desenvolvimento, transporte, lojas agropecuárias, cooperativas, queijarias e indústrias de laticínios. É um sistema produtivo que movimenta renda, empregos e investimentos em diferentes municípios.
O Programa Leite para Todos, do Governo de Pernambuco, também fortalece esse ecossistema ao garantir mercado para pequenos produtores e ampliar a segurança alimentar. Desde 2024, já foram adquiridos mais de 4,8 milhões de litros, beneficiando 565 produtores. Em março de 2026, o Estado anunciou mais R$ 11 milhões para ampliar o programa a 51 municípios, com distribuição de 24 mil litros por dia.
É nesse ambiente que o consórcio pode funcionar como instrumento de planejamento para a formação bruta de capital fixo e a ampliação do capital produtivo. Para o produtor rural, pode ser utilizado na construção de currais, salas de ordenha, silos, galpões e outras instalações; na aquisição e expansão do rebanho; na compra de animais de maior qualidade genética e em programas de melhoramento genético; além da aquisição de tratores, implementos agrícolas, ordenhadeiras, tanques de resfriamento e outros equipamentos. Também pode apoiar a compra de caminhões e veículos leves destinados ao transporte, à logística e ao apoio às atividades da propriedade.
Além da aquisição de bens e da expansão da atividade produtiva, o consórcio pode ser integrado a uma estratégia mais ampla de alocação de capital. Na modalidade de investimentos da Ademicon, a taxa de administração informada é de 0,11% ao mês, mais de 13 vezes menor que as taxas de financiamento tradicional. Essa diferença pode ampliar a eficiência financeira de quem planeja investimentos de médio e longo prazo. Nessa modalidade, não há cobrança de fundo de reserva, reduzindo o custo da operação.
Outra possibilidade é utilizar cartas de crédito contempladas como parte de uma estratégia de investimento, permitindo complementar em até 50% determinados investimentos e, assim, ampliar a capacidade de aquisição e a alavancagem patrimonial. Em estratégias específicas, a remuneração do capital investido em consórcios pode alcançar até 25% acima da remuneração orgânica da renda fixa ao longo do ano, conforme apurações pós-fixadas. Trata-se, portanto, de uma alternativa que pode ser considerada na diversificação e na formação de patrimônio, sempre de acordo com as características e os riscos de cada operação.
Para pequenos, médios e grandes produtores, assim como para laticínios, cooperativas e empresas fornecedoras, o consórcio também pode apoiar a aquisição, reforma ou ampliação de imóveis, propriedades rurais, máquinas, implementos, colheitadeiras, equipamentos industriais, sistemas de energia solar e estruturas de armazenamento. Dessa forma, pode contribuir não apenas para elevar a produção de leite, mas também para agregar valor, qualificar processos produtivos e ampliar a industrialização.
Realizada em março de 2026, a ExpoGaranhunsreuniu produtores, criadores, expositores, leilões, instituições financeiras, empresas, representantes e instituições públicas e privadas, além de uma programação cultural. O evento movimentou negócios e reforçou a capacidade de Garanhuns de integrar diferentes agentes econômicos, estimulando novas oportunidades ao longo de todo o ano. É um exemplo do potencial da organização e da cooperação entre as cadeias produtivas e as instituições de apoio.
A UFAPE — Universidade Federal do Agreste de Pernambuco — é outro ativo estratégico para esse desenvolvimento, com formação e pesquisa relacionadas ao agronegócio, à produção animal, aos alimentos e à gestão dos negócios rurais. Cooperativas, sindicatos rurais, associações de produtores e outras entidades organizadas também exercem papel fundamental na representação e articulação do setor. Os governos federal, estadual e municipal completam esse ambiente de apoio técnico, financeiro, institucional e de desenvolvimento.
Garanhuns já é um polo consolidado de negócios do leite. O desafio agora é ampliar produtividade, investimento e escala. Nesse contexto, o consórcio pode ajudar a transformar planejamento em capital produtivo, fortalecendo propriedades rurais, laticínios, fornecedores e toda a economia do leite no Agreste.
Atendendo a todo esse ecossistema, a AdemiconGaranhuns está de portas abertas na Rua Dom José, 234, Centro, Garanhuns, oferecendo consórcios e projetos estruturados rurais, imobiliários, veiculares, de serviços e de outros bens móveis para produtores, empresários e investidores.
Alexandre Luiz Oliveira – Economista e Executivo de Investimentos da Ademicon
@alexandreluizoliveira