sábado, 7 de novembro de 2026
EM PE: OPERAÇÃO DA PF BLOQUEIA MAIS DE R$ 1 MILHÃO DE QUADRILHA SUSPEITA DE TRÁFICO INTERNACIONAL E EXPLORAÇÃO SEXUAL DE MULHERES
DE PERNAMBUCO PARA BRASÍLIA: JOÃO CAMPOS TROCA O SONHO DO PALÁCIO PELAS ARTICULAÇÕES NACIONAIS, MAS AINDA PRECISA EXPLICAR O ESCORREGÃO DO “MINISTRO DA EUCARISTIA”
Depois da derrota para Raquel Lyra, presidente nacional do PSB amplia presença em Brasília, entra no debate sobre o futuro do sistema eleitoral e tenta comandar uma federação partidária. Enquanto isso, a resistência de Marília Arraes pode transformar a costura em uma nova dor de cabeça política.
Por Edney Souto | Blog do Edney
A política tem dessas ironias que dispensam qualquer roteirista. Até pouco tempo, João Campos estava percorrendo Pernambuco como candidato ao Governo do Estado, vendendo a ideia de que estava pronto para comandar o Palácio do Campo das Princesas. O eleitor, entretanto, escolheu outro caminho, e Raquel Lyra saiu vitoriosa da disputa de 4 de outubro.
Derrotado nas urnas, o socialista parece ter encontrado em Brasília um novo endereço para suas ambições políticas. Longe do resultado que imaginava em Pernambuco, João agora intensifica sua atuação como presidente nacional do PSB e procura ocupar espaços nas grandes discussões que movimentam o Congresso Nacional.
E não está exatamente de braços cruzados.
Na quarta-feira (4), João reuniu senadores eleitos e lideranças do PSB em Brasília para discutir os próximos passos da legenda, a atuação parlamentar e a eleição para a presidência do Senado. A orientação apresentada pelo partido é caminhar pelo apoio à reeleição de Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá. O apoio ainda depende de formalização, mas a sinalização política já foi dada pelo grupo socialista.
É uma demonstração de que João pretende continuar relevante no tabuleiro nacional, mesmo sem mandato parlamentar.
DO PALÁCIO QUE NÃO VEIO À REFORMA ELEITORAL
Outro assunto que colocou João Campos no radar de Brasília é a discussão sobre a regulamentação dos algoritmos das plataformas digitais durante as campanhas eleitorais.
O debate envolve empresas como Meta, Google, TikTok e X, responsáveis por plataformas que influenciam diretamente a circulação de informações, o alcance de publicações e a distribuição de conteúdos políticos.
João participa das articulações em torno do tema, dialogando com lideranças como o presidente da Câmara, Hugo Motta. Nesse movimento, conta também com a interlocução da deputada Tabata Amaral, sua esposa, e do deputado federal Pedro Campos, seu irmão.
A discussão é relevante e tem consequências para as próximas eleições. A intenção é estabelecer critérios de transparência e regras para a distribuição de conteúdo político nas redes sociais, especialmente durante o período eleitoral.
Mas não para por aí.
O presidente nacional do PSB também acompanha a proposta de implantação do voto distrital misto no Brasil. O modelo prevê uma mudança significativa na maneira como deputados federais, estaduais e vereadores são escolhidos.
A proposta em discussão na Câmara prevê uma transição a partir de 2030 e a implantação do novo sistema em 2034. Ainda não existe consenso entre os parlamentares, e o tema enfrenta resistências de diferentes partidos.
Ou seja, João está participando de discussões que podem redesenhar o jogo eleitoral brasileiro. Uma agenda de peso para quem, há pouco mais de um mês, estava tentando convencer os pernambucanos de que seria o próximo governador.
A FEDERAÇÃO: JOÃO QUER JUNTAR AS PEÇAS, MAS MARÍLIA NÃO PARECE DISPOSTA A ENTREGAR O TABULEIRO
Se existe uma operação política que merece atenção especial em Pernambuco, ela atende pelo nome de federação partidária.
João Campos convocou o Diretório Nacional do PSB para uma reunião na próxima quinta-feira (12), em Brasília. A pauta inclui a formação de uma federação, a possibilidade de incorporação de outras legendas e a conjuntura política nacional.
E o cenário ganhou um capítulo novo nesta sexta-feira (6).
A Executiva Nacional do PDT aprovou o ingresso do partido na federação formada por Solidariedade, PRD e Avante. O colegiado também aprovou um indicativo favorável à inclusão do PSB nessa associação partidária. A decisão ainda precisará passar pelas instâncias partidárias competentes e pelo Tribunal Superior Eleitoral.
É justamente aí que começa a parte interessante da história.
A eventual entrada do PSB pode transformar a federação em uma estrutura política de grande peso, com repercussões nacionais e, principalmente, estaduais.
Mas existe uma personagem pernambucana que não parece disposta a assistir passivamente a essa engenharia.
A senadora eleita Marília Arraes, presidente estadual do PDT, manifesta resistência à federação com o PSB. A preocupação é preservar sua autonomia política e evitar que o partido socialista, comandado nacionalmente pelo próprio João, passe a concentrar as decisões e o protagonismo em Pernambuco.
A resistência não é pequena. Marília e o ministro Wolney Queiroz já se posicionaram contra a composição com o PSB durante as discussões internas do PDT.
Segundo informações publicadas pela imprensa pernambucana, Marília considera até a possibilidade de deixar o PDT caso a federação com os socialistas seja concretizada.
E existe uma explicação política bastante clara: ela acabou de conquistar uma cadeira no Senado e não pretende trocar sua autonomia por uma posição subordinada dentro de uma estrutura comandada por João Campos.
Traduzindo para a linguagem dos bastidores: ninguém quer ganhar uma eleição para depois descobrir que precisa pedir autorização a outro grupo para decidir o próprio futuro.
O PROBLEMA É QUE JOÃO PRECISA DE UMA FEDERAÇÃO, MAS NÃO PODE IGNORAR QUEM TEM VOTOS
A questão é delicada.
João Campos precisa fortalecer o PSB nacionalmente, ampliar sua capacidade de negociação e garantir musculatura para os próximos ciclos eleitorais. Uma federação pode oferecer exatamente isso.
Entretanto, Pernambuco não é um detalhe nessa negociação. É o estado onde João sofreu sua maior derrota política recente e onde Marília acaba de conquistar uma importante vitória eleitoral.
A senadora tem capital político próprio, relação direta com o eleitorado e planos para continuar participando das decisões estaduais.
Uma federação que nasce para somar forças pode acabar produzindo uma disputa interna pelo comando.
E esse é o tipo de problema que não se resolve apenas com uma fotografia de dirigentes sorrindo em Brasília.
E O MINISTRO DA EUCARISTIA?
Agora, convenhamos: existe um episódio da campanha que continua rondando a trajetória política de João Campos e que merece ser lembrado.
Durante uma agenda em Jupi, no Agreste pernambucano, em maio, o então candidato soltou a famosa frase: “Se nada der certo, a gente vira ministro da eucaristia”.
A declaração provocou reações entre católicos e adversários políticos. João respondeu posteriormente que a fala havia sido retirada de contexto e que fazia parte de um causo político que costumava contar, inclusive associado às histórias do pai, o ex-governador Eduardo Campos.
A explicação foi apresentada. Mas a frase entrou para o repertório político da campanha e continua sendo lembrada.
E aqui está a ironia: depois de não conseguir chegar ao governo de Pernambuco, João agora se dedica a discussões sobre algoritmos, legislação eleitoral, articulações partidárias e presidência do Senado.
Parece que o plano B acabou sendo bem mais ambicioso do que aquela brincadeira em Jupi.
O problema é que ministro da Eucaristia não é profissão alternativa para político derrotado, assim como Brasília não funciona como sala de recuperação para quem perdeu uma eleição estadual.
NA LUPA: O FUTURO DE JOÃO CAMPOS NÃO ESTÁ APENAS EM BRASÍLIA
João Campos tem experiência política, sobrenome de peso, trânsito nacional e agora ocupa a presidência de um partido com história e representação no Congresso. Seria um erro imaginar que sua carreira acabou com a derrota em Pernambuco.
Mas também seria ingenuidade acreditar que basta transferir o centro de suas atividades para Brasília para apagar o resultado das urnas pernambucanas.
O desafio de João é reconstruir sua liderança, organizar o PSB, acomodar interesses divergentes e, sobretudo, evitar que uma federação partidária se transforme em um campo de batalha entre aliados.
E há uma pergunta que precisa ser respondida: João Campos quer construir uma federação para fortalecer um projeto coletivo ou pretende montar uma estrutura na qual o PSB e sua direção nacional tenham a palavra final sobre os destinos das demais legendas?
Marília Arraes, pelo menos até agora, não parece disposta a aceitar qualquer resposta que diminua seu espaço.
No fim das contas, João saiu da disputa pelo Palácio do Campo das Princesas, mas continua disputando poder. Só mudou o endereço da negociação.
E Brasília, como se sabe, é um lugar onde até os aliados mais próximos costumam descobrir que amizade política tem prazo de validade quando o assunto é comando, candidatura e poder.
A coluna Na Lupa continuará acompanhando. Porque, se em Pernambuco João perdeu a eleição, em Brasília ainda está tentando ganhar o controle do tabuleiro.
sexta-feira, 6 de novembro de 2026
PIX APRESENTA INSTABILIDADE EM TODO O PAÍS, AFETA CLIENTES DE GRANDES BANCOS E REGISTRA QUASE 10 MIL RECLAMAÇÕES
CHÃ GRANDE: SANDRO ADVOGADO LEVA A BRASÍLIA PROJETO PARA CONSTRUÇÃO DE UM NOVO HOSPITAL NO MUNICÍPIO
GIL PM GANHA FORÇA PARA ASSUMIR A 5ª CIRETRAN DE GARANHUNS POR INDICAÇÃO DE DÉBORA ALMEIDA NO NOVO GOVERNO RAQUEL LYRA
Ex-vereador de Garanhuns é lembrado para comandar unidade do Detran-PE no Agreste Meridional e demonstra disposição para assumir o desafio. Movimento reforça o espaço político da deputada Débora Almeida na nova composição do governo estadual.
O nome do ex-vereador Givanildo da Silva de Lima, conhecido popularmente como Gil PM, começa a ganhar força nos bastidores políticos de Garanhuns para assumir a chefia da 5ª Circunscrição Regional de Trânsito (CIRETRAN), unidade do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) instalada no município.
A possível indicação estaria sendo articulada pela deputada estadual Débora Almeida (PSD), uma das principais lideranças políticas do Agreste Meridional e integrante do grupo de sustentação da governadora Raquel Lyra. A movimentação faz parte das conversas em torno da composição política e administrativa do novo governo estadual.
De acordo com informações divulgadas pelo blog O Contraditório, o próprio Gil PM confirmou que recebeu com satisfação a lembrança de seu nome para a função. O ex-parlamentar afirmou que considera uma honra ter sido lembrado pela deputada Débora Almeida e pela governadora Raquel Lyra, além de demonstrar disposição para encarar a responsabilidade, caso a indicação seja confirmada.
A declaração sinaliza que Gil está preparado para uma nova experiência na vida pública, agora com a possibilidade de ocupar uma função estratégica na estrutura estadual em Garanhuns.
UMA TRAJETÓRIA CONHECIDA EM GARANHUNS
Policial militar da reserva, Gil PM construiu uma trajetória de proximidade com a população garanhuense. Conhecido também por sua atuação na área de trânsito, disputou eleições municipais e conquistou dois mandatos como vereador, em 2012 e 2016.
Na Câmara Municipal, chegou a ocupar a vice-presidência e assumiu interinamente a presidência do Legislativo em 2020, durante o afastamento do então presidente Daniel da Silva, por motivos de saúde.
Sua atuação política também ficou marcada pela presença nas comunidades e por posicionamentos firmes em questões relacionadas à administração municipal.
A LIGAÇÃO POLÍTICA COM DÉBORA ALMEIDA
A relação entre Gil PM e Débora Almeida ganhou visibilidade durante a campanha eleitoral de 2022, quando o ex-vereador decidiu apoiar a então candidata a deputada estadual em Garanhuns.
Naquele momento, Débora ainda trabalhava para consolidar sua presença eleitoral no município, e Gil foi uma das lideranças locais que abraçaram seu projeto político desde o início.
Ao longo dos anos, a parceria foi mantida e se fortaleceu, colocando o ex-vereador entre os nomes próximos ao grupo político da parlamentar na cidade.
Agora, a possibilidade de assumir a 5ª CIRETRAN representa um novo capítulo dessa relação política e pode ampliar a presença do grupo de Débora Almeida na estrutura administrativa do Governo de Pernambuco.
UMA UNIDADE ESTRATÉGICA PARA O AGRESTE
A 5ª CIRETRAN está localizada na Rua Irga, em Garanhuns, e integra a estrutura regional do Detran-PE, responsável por serviços relacionados à documentação, habilitação e regularização de veículos, entre outras atividades.
A unidade tem importância que ultrapassa os limites de Garanhuns, considerando a condição do município como polo regional e a procura pelos serviços do órgão por moradores de diversas cidades do Agreste Meridional.
Uma eventual chegada de Gil PM ao comando da unidade colocaria um nome com experiência na área de trânsito e conhecimento da realidade local à frente da estrutura.
O RECADO DOS BASTIDORES
A possível indicação também tem leitura política. A montagem do novo governo Raquel Lyra passa pela acomodação de espaços e pelo reconhecimento das lideranças que contribuíram para o fortalecimento do projeto governista em Pernambuco.
Débora Almeida, que ampliou sua presença política no Agreste Meridional, aparece como uma liderança com capacidade de articulação junto ao Palácio do Campo das Princesas.
Se confirmada, a escolha de Gil PM representará mais do que uma indicação administrativa: será também o reconhecimento de uma parceria política construída em Garanhuns ao longo dos últimos anos.
Por enquanto, o nome está no campo das articulações e ainda depende de confirmação oficial do Governo do Estado. Mas uma coisa já ficou clara: Gil PM recebeu a lembrança com entusiasmo e não esconde que está pronto para o desafio.
NA LUPA: A política também é feita de reconhecimento. E, em Garanhuns, a possível chegada de Gil PM à 5ª CIRETRAN mostra que as articulações para o novo governo Raquel Lyra já começam a produzir movimentos importantes no tabuleiro político do Agreste. É isso!
APÓS IMPEACHMENT, EX-PRESIDENTE DO PARAGUAI SANTIAGO PEÑA É PRESO EM CASA POR SUSPEITA DE ENVOLVIMENTO EM ESCÂNDALO BANCÁRIO
A ordem de detenção foi expedida por quatro integrantes do Ministério Público paraguaio responsáveis pela investigação que apura possíveis irregularidades envolvendo o Ueno Bank, instituição financeira que entrou em colapso e provocou uma grave crise no país.
A investigação aponta suspeitas de gestão fraudulenta, lesão de confiança e outros possíveis crimes. Peña já havia mantido participação acionária na holding ligada ao banco, embora tenha declarado posteriormente a venda de suas ações.
A determinação foi encaminhada à Polícia Nacional do Paraguai, que enviou agentes até a residência do ex-presidente para cumprir a ordem judicial. A medida estabelece que ele permaneça em prisão domiciliar até ser apresentado às autoridades responsáveis pela investigação.
O caso também envolve Carlos Carvallo, ex-presidente do Banco Central do Paraguai, que teve a detenção determinada no mesmo procedimento.
CRISE BANCÁRIA DERRUBOU O PRESIDENTE
A queda de Santiago Peña está diretamente relacionada ao escândalo envolvendo o Ueno Bank, cuja crise deixou milhões de clientes sem acesso aos próprios recursos e provocou forte reação popular.
O episódio ganhou dimensão política após denúncias de possíveis favorecimentos, conflitos de interesse e movimentações financeiras envolvendo recursos públicos e empresas relacionadas ao grupo controlador da instituição.
O Senado aprovou a destituição de Peña por unanimidade dos 44 parlamentares presentes, encerrando antecipadamente um mandato que deveria seguir até 2028.
Com a decisão, o então vice-presidente Pedro Alliana assumiu o comando do país.
A prisão do ex-chefe do Executivo representa mais um capítulo de uma das maiores crises políticas e financeiras recentes do Paraguai. As investigações continuam e as suspeitas ainda deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
Fontes de apuração: ABC Color, EFE, Reuters e Associated Press.
PDT AVANÇA EM FEDERAÇÃO COM AVANTE, PRD E SOLIDARIEDADE E PODE ABRIR ESPAÇO PARA JOÃO CAMPOS
A articulação acontece em um momento de reorganização das forças políticas após as eleições de 2026. Para o PDT, a união representa uma alternativa para preservar sua estrutura nacional, recuperar capacidade de influência e garantir acesso aos recursos públicos destinados ao funcionamento dos partidos.
A decisão foi tomada em reunião híbrida da Executiva Nacional e também estabeleceu uma posição favorável à futura incorporação do PSB ao bloco. A possibilidade, entretanto, ainda depende de negociações e de uma decisão interna dos socialistas.
UMA UNIÃO COM INTERESSES ELEITORAIS
Por trás da movimentação existe uma questão fundamental: a cláusula de desempenho, também conhecida como cláusula de barreira. O PDT não alcançou os índices exigidos nas eleições deste ano e precisa encontrar uma alternativa para não perder acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão.
A federação permite que os partidos integrantes somem seus desempenhos eleitorais para cumprir as exigências legais. Não se trata de uma coligação temporária. As legendas passam a funcionar como uma unidade política, com atuação conjunta no Congresso Nacional e compromisso de permanência por pelo menos quatro anos.
Com a entrada do PDT, o grupo reúne 18 deputados federais: seis pedetistas, cinco do Avante, cinco do PRD e dois do Solidariedade. É uma bancada que ganha relevância na Câmara dos Deputados e amplia o poder de negociação das quatro legendas.
JOÃO CAMPOS NO CENTRO DAS CONVERSAS
A possível chegada do PSB é o ingrediente que pode transformar ainda mais essa composição. João Campos, presidente nacional da legenda, já convocou uma reunião do Diretório Nacional para 12 de novembro, em Brasília, quando os socialistas deverão discutir os caminhos partidários para o próximo período.
Se o PSB aceitar a proposta, a bancada da federação poderá alcançar 33 deputados federais, tornando o bloco ainda mais expressivo no Congresso.
Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, defende a aproximação. Para ele, a união não significa abrir mão da identidade histórica do trabalhismo, mas construir uma estrutura capaz de fortalecer os partidos e suas representações parlamentares.
O dirigente também destacou que as conversas com o PSB continuarão, considerando a proximidade de valores e a possibilidade de atuação conjunta.
PERNAMBUCO TAMBÉM TERÁ MUITO A OBSERVAR
É justamente em Pernambuco que essa articulação poderá produzir desdobramentos políticos interessantes. O estado tem João Campos à frente do PSB e Marília Arraes, eleita senadora pelo PDT, como uma das principais lideranças da legenda no cenário estadual.
Uma eventual federação colocará essas forças sob uma mesma estrutura partidária, exigindo entendimento sobre comando, espaço político, decisões eleitorais e distribuição de protagonismo.
A questão é especialmente importante porque uma federação não funciona como uma simples aliança de ocasião. Os partidos precisam caminhar juntos durante quatro anos, inclusive nas disputas estaduais e municipais.
Isso significa que os entendimentos nacionais poderão repercutir diretamente na organização das forças políticas pernambucanas, nas futuras candidaturas e na construção de alianças.
O PRÓXIMO CAPÍTULO
A aprovação da Executiva do PDT representa um avanço, mas a formalização da nova composição ainda precisa cumprir os procedimentos partidários e passar pela análise do Tribunal Superior Eleitoral.
O pedido de ampliação será encaminhado à Justiça Eleitoral, acompanhado das adequações necessárias no nome e no estatuto da federação.
No fundo, o movimento revela uma realidade da política brasileira: depois das urnas, começa outra disputa, a da sobrevivência, da estrutura e do poder de influência dos partidos.
E, em Pernambuco, a possível entrada do PSB nesse arranjo merece atenção redobrada. A decisão poderá aproximar ainda mais João Campos e Marília Arraes institucionalmente, mas também exigirá uma convivência política que terá consequências para o futuro das duas legendas.
Blog do Edney — A notícia, a política e os bastidores em primeira mão.