sábado, 25 de abril de 2026

IZAÍAS RÉGIS É CONDENADO A DEVOLVER QUASE R$ 9 MILHÕES POR IRREGULARIDADES NA PREVIDÊNCIA DE GARANHUNS

O deputado estadual Izaías Régis (PSD), ex-prefeito de Garanhuns, no Agreste pernambucano, foi condenado pela Justiça a ressarcir os cofres públicos em um montante que se aproxima de R$ 9 milhões. As decisões, assinadas em 13 de abril pelo juiz Glacidelson Antônio da Silva, da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Garanhuns, vinculada ao Tribunal de Justiça de Pernambuco, ainda são passíveis de recurso, mas já colocam o parlamentar no centro de um dos casos mais expressivos envolvendo gestão previdenciária municipal recente no estado.

As condenações decorrem de duas ações de improbidade administrativa que analisaram condutas adotadas durante o período em que Izaías esteve à frente da Prefeitura de Garanhuns. Os processos apontam falhas graves no recolhimento e na gestão de recursos vinculados à previdência municipal, com impactos diretos sobre o equilíbrio financeiro do sistema e sobre as obrigações legais do município.

Na primeira decisão, a Justiça determinou que o ex-prefeito devolva R$ 6.102.478,60 aos cofres públicos, além de pagar multa de igual valor. O magistrado também impôs a suspensão dos direitos políticos por oito anos. A ação foi movida pelo próprio Município de Garanhuns em 2021, após a gestão seguinte identificar débitos junto à Receita Federal relacionados ao exercício de 2016. De acordo com o processo, houve omissão reiterada no recolhimento de contribuições previdenciárias e do Pasep, situação que resultou na abertura de sete processos administrativos fiscais. Na sentença, o juiz destacou que as provas reunidas demonstram de forma consistente tanto a materialidade da conduta quanto o dano ao patrimônio público, ressaltando que a irregularidade não foi pontual, mas se estendeu por vários meses.

Já a segunda condenação, baseada em ação ajuizada em 2024 a partir de auditoria do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, envolve o valor de R$ 2.855.530,11. Nesse caso, o foco recai sobre a suspensão de aportes ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do município sem o devido repasse financeiro. O relatório técnico apontou que a prática comprometeu o equilíbrio do sistema previdenciário local, gerando prejuízos que agora deverão ser ressarcidos. Além da devolução dos recursos, a sentença estabelece o pagamento de multa equivalente a dez vezes a remuneração recebida pelo então prefeito, bem como a perda do cargo público — caso esteja ocupando no momento do trânsito em julgado — e nova suspensão dos direitos políticos por oito anos.

Na fundamentação, o juiz foi enfático ao afirmar que a conduta ultrapassou o campo da negligência administrativa. Segundo ele, a repetição do comportamento ao longo de diferentes exercícios financeiros, aliada ao uso de decretos considerados irregulares, evidencia uma intenção deliberada de não repassar valores que deveriam integrar o ativo do RPPS. A decisão reforça a interpretação de que houve dolo na gestão dos recursos, elemento central para a caracterização de improbidade administrativa com consequências mais severas.

Em resposta, a defesa de Izaías Régis nega a existência de irregularidades com finalidade ilícita e sustenta que as decisões não apontam enriquecimento pessoal. Em nota, o deputado afirmou que não houve desvio de recursos nem utilização indevida para fins particulares. Segundo seus advogados, as medidas adotadas durante a gestão seguiram orientações da Procuradoria Municipal e foram tomadas em um contexto de dificuldades financeiras enfrentadas pelo município, agravadas por fatores como estiagem e bloqueios de repasses federais.

Ainda de acordo com a defesa, os valores teriam sido direcionados à manutenção de políticas públicas essenciais, sem qualquer desvio do interesse coletivo. O ex-prefeito também argumenta que irá recorrer das decisões, buscando reverter as condenações nas instâncias superiores.

O caso amplia o debate sobre a responsabilidade de gestores públicos na administração de regimes próprios de previdência, especialmente em municípios de médio porte, onde a pressão fiscal e as limitações orçamentárias frequentemente desafiam o cumprimento integral das obrigações legais. Enquanto o processo segue em tramitação, as decisões judiciais já produzem forte repercussão no cenário político pernambucano, colocando em evidência a relação entre gestão fiscal, responsabilidade administrativa e consequências jurídicas para agentes públicos.

OSMAR RICARDO VOLTA À CÂMARA DO RECIFE, DISPARA CONTRA JOÃO CAMPOS E PROMETE EMBATE DIRETO COM A GESTÃO MUNICIPAL

A cena política do Recife ganhou novos contornos nesta sexta-feira (24) com o anúncio do retorno do vereador Osmar Ricardo (PT) à Câmara Municipal. Presidente do partido na capital pernambucana e figura conhecida pela atuação sindical, ele reassume o mandato já na próxima terça-feira, ocupando a vaga que será aberta com a licença da vereadora Flávia de Nadegi (PV), que aceitou convite do Governo do Estado para presidir o IRH.

A movimentação foi articulada após uma conversa direta entre Flávia e Osmar, além do secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça. A nomeação da parlamentar para o órgão estadual é vista nos bastidores como um gesto político da governadora Raquel Lyra (PSD), redesenhando o tabuleiro de forças tanto no Executivo estadual quanto na Câmara recifense.

Mesmo antes de reassumir a cadeira, Osmar Ricardo já deixou claro o tom que pretende adotar. Em declaração contundente, afirmou que retornará com postura combativa, mirando diretamente o ex-prefeito do Recife, João Campos. Segundo ele, sua volta representa o resgate de uma voz mais ativa em defesa do funcionalismo público municipal.

O petista estava há cerca de dois meses fora do Legislativo e avalia que sua ausência impactou diretamente nas negociações entre servidores e a Prefeitura. Como presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, ele relembrou episódios recentes de tensão, incluindo mobilizações mais duras, como o bloqueio da sede da gestão municipal em busca de avanços nas pautas da categoria.

Durante sua fala, Osmar fez questão de reconhecer medidas adotadas na gestão anterior, como reajustes salariais para profissionais da Educação e da Saúde, além de benefícios concedidos a categorias específicas. No entanto, ressaltou que essas conquistas ocorreram sob forte pressão dos trabalhadores, reforçando sua narrativa de que a mobilização é essencial para garantir direitos.

O vereador também apontou pendências atuais, cobrando o envio de propostas por parte da Prefeitura para garantir a efetivação de reajustes e benefícios ainda neste primeiro semestre. A expectativa, segundo ele, é que essas medidas sejam aprovadas pela Câmara até o fim do mês, com impacto financeiro já a partir de maio.

Nos bastidores, a ida de Flávia de Nadegi para o comando do IRH também é interpretada como uma tentativa de recomposição política após episódios recentes de desgaste. Um deles envolve a tentativa de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a nomeação de um advogado como procurador municipal dentro da cota destinada a pessoas com deficiência. A proposta teve apoio de Osmar Ricardo, mas acabou barrada pela maioria governista na Câmara. O caso, no entanto, já havia gerado repercussão suficiente para resultar na exoneração do profissional.

Com o retorno de Osmar, a Câmara do Recife deve viver um período de maior tensionamento político. A expectativa é de que o vereador utilize sua experiência sindical e capacidade de mobilização para ampliar o debate sobre direitos dos servidores, ao mesmo tempo em que intensifica o enfrentamento com setores ligados à gestão municipal.

A nova configuração reforça o clima de pré-disputa e reposicionamento político na capital pernambucana, onde alianças, nomeações e discursos começam a desenhar o cenário que marcará os próximos capítulos da política local.

COM HOMENAGEM DE ANDERSON CORREIA, EDUARDO DA FONTE RECEBE TÍTULO DE CIDADÃO DE CARUARU

O deputado federal e presidente estadual da Federação União Progressista, Eduardo da Fonte (PP/UP), recebeu, nesta sexta-feira (24/04), o Título de Cidadão de Caruaru. A homenagem foi proposta pelo vereador mais votado da história do município e pré-candidato a deputado estadual, Anderson Correia (PP/UP).

A solenidade reconheceu a trajetória de trabalho de Eduardo da Fonte em defesa de Pernambuco, com destaque para os investimentos destinados à saúde, ao fortalecimento dos municípios e à articulação política em favor do desenvolvimento de Caruaru e de todo o Agreste.

Durante o discurso, Eduardo da Fonte agradeceu a homenagem e destacou a emoção de receber o título de uma cidade que faz parte da sua história familiar. Ele relembrou o legado do seu avô, Armando da Fonte, responsável pela construção da moderna sede da Associação Comercial de Caruaru e também pela presidência do tradicional Clube Intermunicipal.

“Receber o Título de Cidadão de Caruaru é uma honra muito grande e carrega um significado especial para mim. Essa é uma cidade que faz parte da história da minha família, através do legado do meu avô, Armando da Fonte, que contribuiu com o desenvolvimento de Caruaru. Agradeço a Anderson Correia por esse reconhecimento e reforço meu compromisso de continuar trabalhando por essa terra que agora também é oficialmente minha”, afirmou Eduardo da Fonte.

Anderson Correia ressaltou a importância da homenagem: “Eduardo da Fonte é um homem de trabalho, de resultados e de compromisso com Pernambuco. Caruaru reconhece hoje tudo o que ele já fez e continua fazendo pela nossa gente, principalmente na saúde e no fortalecimento dos municípios. Esse título é mais do que merecido”.

Foto: Igor Toscano

EUA AMPLIAM PENA DE MORTE E AUTORIZAM FUZILAMENTO, GÁS E CHOQUE ELÉTRICO SOB NOVA DIRETRIZ DE TRUMP

Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (24) que vão permitir as execuções de presos federais por pelotão de fuzilamento e que voltarão a aplicar injeções letais em casos de pena de morte no país, além de métodos como asfixia por gás e choque elétrico.  O anúncio foi feito pelo Departamento de Justiça dos EUA. No comunicado, o órgão diz estar cumprindo uma ordem de Donald Trump para agilizar e ampliar a aplicação de penas de morte no país. As informações são do g1.  O relatório funciona como uma diretriz para os estados. Isso porque a lei só autoriza o governo federal a realizar execuções em estados que permitem a pena de morte e deve seguir os protocolos locais. Atualmente, cinco estados permitem execuções por fuzilamento: Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah.  No caso da injeção letal, o método é um dos previstos no Código Penal dos EUA, um dos 55 países no mundo que adotam a pena capital. No entanto, vários estados haviam pausado a aplicação desse tipo de execução por uma decisão do governo do ex-presidente democrata Joe Biden.  A gestão Biden acatou uma série de pesquisas que apontavam “dor e sofrimento desnecessários no método”. No comunicado desta sexta, o Departamento de Justiça chamou a análise do governo anterior de “profundamente falha”.  “Essas medidas são cruciais para deter os crimes mais bárbaros, fazer justiça às vítimas e proporcionar um desfecho há muito esperado aos familiares sobreviventes”, diz o comunicado. Na prática, a nova determinação do governo Trump será utilizada como um parâmetro, já que a pena de morte é descentralizada nos EUA, e diferentes métodos são permitidos ou proibidos dependendo do estado.  Em 2025, por exemplo, um homem foi executado por fuzilamento na Carolina do Sul, em meio à falta de medicamentos para a aplicação da injeção letal.  Em 2024, em um caso inédito, o estado do Alabama começou a aplicar a morte por asfixia como alternativa. Esse método, no entanto, também enfrentou denúncias de sofrimento exagerado e poderia ser comparável à tortura, segundo a ONU.  Agora, o procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, à frente do Departamento e Justiça, instruiu o Departamento de Prisões a “incluir métodos adicionais e constitucionais de execução que já são previstos pela legislação de certos estados”, entre eles:  O pelotão de fuzilamento; A asfixia com gás nitrogênio; A eletrocussão, ou choque elétrico. “Essa modificação ajudará a garantir que o Departamento esteja preparado para realizar execuções legais, mesmo que um medicamento específico não esteja disponível”, diz o relatório.  Promessa de campanha de Trump A nova determinação cumpre a promessa do presidente Donald Trump de retomar a pena de morte no âmbito federal em seu segundo mandato. Em sua primeira vez à frente da Casa Branca, entre 2017 e 2021, Trump retomou as execuções federais após um hiato de 20 anos, e 13 condenados morreram por injeção letal.  Já Biden comutou as penas de 37 pessoas que aguardavam execução no corredor da morte federal, e apenas três condenados à morte foram executados em sua gestão
 

BOULOS E RAQUEL LYRA SURPREENDEM COM ENTROSAMENTO E REFORÇAM PARCERIA EM AÇÕES NO RECIFE

A cena política pernambucana ganhou novos contornos nesta semana com a sintonia demonstrada entre o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e a governadora Raquel Lyra. Durante uma série de agendas conjuntas no Recife, os dois chamaram atenção não apenas pela presença institucional, mas pela afinidade no discurso e na condução das atividades, em um momento em que alianças políticas ganham peso estratégico.

A visita de Boulos ao estado teve como principal objetivo a apresentação da caravana “Governo do Brasil”, iniciativa que busca aproximar serviços e programas federais da população, sobretudo em regiões que historicamente enfrentam dificuldades de acesso. A ação, alinhada às diretrizes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi marcada por atendimentos diretos, oferta de serviços públicos e diálogo com lideranças locais.

Ao lado do ministro, Raquel Lyra adotou um tom enfático em defesa da união política como caminho para o desenvolvimento de Pernambuco. Em seu discurso, a governadora fez um alerta sobre o ambiente eleitoral que se aproxima, destacando o risco de fragmentação. “Em tempo de eleição, vão querer nos dividir, vão querer separar quem veste branco, preto, roxo, amarelo, azul ou vermelho. Não sabem que o nosso povo dividido faz muito mal ao nosso estado”, afirmou, em fala que repercutiu entre apoiadores e observadores políticos.

A declaração foi interpretada como um gesto de maturidade política e tentativa de construir pontes em um cenário tradicionalmente marcado por disputas acirradas. Ao elogiar o presidente Lula, Raquel também sinalizou abertura ao diálogo institucional com o governo federal, reforçando uma postura pragmática voltada à busca de investimentos e parcerias para o estado.

Nos bastidores, o entrosamento entre a governadora e o ministro foi visto como um indicativo de que, apesar das diferenças partidárias, há espaço para convergência quando o foco são políticas públicas e ações de impacto social. A presença conjunta em agendas públicas, com discursos alinhados, fortaleceu essa percepção.

A passagem da caravana pelo Recife deixou como saldo não apenas a prestação de serviços, mas também uma mensagem política clara: em meio a um cenário de polarização, há movimentos que apostam na cooperação como ferramenta para atender às demandas da população. Resta saber como esse alinhamento será interpretado no tabuleiro político nos próximos meses, especialmente com a aproximação do calendário eleitoral.

PE-507 EM SITUAÇÃO CRÍTICA, VISTORIA DE ABIMAEL SANTOS EXPÕE RISCOS E ACENDE ALERTA NO SERTÃO DO ARARIPE

A precariedade da rodovia PE-507, importante eixo de ligação entre Exu, Moreilândia e Serrita, no Sertão do Araripe, voltou ao centro do debate público após uma vistoria realizada pelo deputado estadual Abimael Santos. A inspeção foi motivada por uma série de reclamações de moradores e motoristas que utilizam diariamente o trecho e denunciam dificuldades constantes para trafegar pela via.

Durante a visita, o parlamentar encontrou um cenário que confirma as denúncias: buracos espalhados ao longo de praticamente toda a extensão da rodovia, trechos deteriorados e sinais evidentes de desgaste sem manutenção adequada. A situação, segundo relatos colhidos no local, tem gerado prejuízos frequentes aos condutores, que enfrentam danos em veículos e convivem com o risco permanente de acidentes, agravado principalmente durante a noite e em períodos chuvosos, quando a visibilidade e a aderência da pista ficam ainda mais comprometidas.

Ao avaliar as condições da estrada, Abimael Santos destacou que o problema não é recente. De acordo com ele, a situação da PE-507 é resultado de um histórico de falta de manutenção ao longo de gestões anteriores, o que teria contribuído para o atual estado de deterioração. Apesar disso, o deputado enfatizou que a responsabilidade pela recuperação da via agora recai sobre o governo estadual, defendendo a necessidade de uma resposta rápida e eficaz.

O parlamentar afirmou que irá formalizar as demandas junto aos órgãos competentes e intensificar a cobrança por providências junto à governadora Raquel Lyra. Para ele, a requalificação da rodovia é uma medida urgente não apenas para garantir segurança aos usuários, mas também para impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

A PE-507 é considerada estratégica para o Sertão do Araripe, servindo como rota fundamental para o escoamento da produção agrícola e para a mobilidade entre municípios que mantêm forte relação comercial e social. Nesse contexto, a deterioração da estrada representa não apenas um problema de infraestrutura, mas um entrave ao crescimento regional e à qualidade de vida da população.

A vistoria reacende o debate sobre investimentos em infraestrutura no interior do estado e reforça a pressão por ações concretas que possam devolver condições adequadas de tráfego a uma rodovia essencial para milhares de pernambucanos.

JOÃO CAMPOS TENTA REPOSICIONAR O PSB, MAS ENFRENTA O PESO DO PASSADO E FERIDAS INTERNAS DO PARTIDO

Desde que lançou sua pré-candidatura, João Campos (PSB) vem adotando um discurso cuidadosamente calibrado para tentar reposicionar a imagem do partido em Pernambuco. Em meio a críticas recorrentes da oposição, que insiste em associar o Partido Socialista Brasileiro a um ciclo de desgaste e “atraso”, o gestor recifense busca construir uma narrativa de renovação, apresentando-se como símbolo de uma nova fase da legenda no estado.

A estratégia, no entanto, encontra obstáculos que vão além do embate externo. Embora João Campos mantenha índices positivos de avaliação na capital pernambucana, sua tentativa de se consolidar como uma “nova cara” do PSB esbarra em um elemento incontornável: sua trajetória política é diretamente vinculada às gestões anteriores que comandaram Pernambuco por mais de uma década. Filho do ex-governador Eduardo Campos, ele também foi chefe de gabinete de Paulo Câmara e herdeiro político de uma estrutura que moldou o partido no estado.

Esse vínculo, ao mesmo tempo em que fortalece sua base, também dificulta o discurso de ruptura. Nos bastidores, interlocutores da política pernambucana avaliam que há uma contradição entre a tentativa de renovação e a continuidade simbólica que João representa dentro do PSB. A leitura é de que o prefeito carrega não apenas o legado administrativo, mas também as decisões políticas que marcaram o grupo ao longo dos anos.

Outro ponto sensível está na dinâmica interna da legenda. Desde que assumiu protagonismo, João Campos promoveu mudanças significativas na composição de forças do partido, afastando figuras consideradas da “velha guarda” — nomes historicamente ligados ao ciclo político iniciado por Eduardo Campos. Esse movimento, embora visto por aliados como necessário para reorganizar o grupo, gerou insatisfações silenciosas.

Entre os quadros que perderam espaço ou protagonismo, destacam-se lideranças como Aluísio Lessa, Milton Coelho, Gonzaga Patriota e Tadeu Alencar. Muitos desses nomes tiveram papel relevante na construção e consolidação do PSB no estado, participando de gestões e articulações que deram sustentação política ao grupo por anos.

Nos corredores da política, comenta-se que parte dessas lideranças vive hoje um período de distanciamento, descrito por aliados como uma espécie de “geladeira política”, marcada por ausência de protagonismo e espaço nas decisões estratégicas. O sentimento de mágoa, ainda que raramente exposto publicamente, é apontado como um fator que pode influenciar o ambiente interno da sigla.

Além disso, episódios recentes envolvendo disputas internas e decisões controversas — como a condução de candidaturas e alianças — também alimentam questionamentos sobre a capacidade do partido de manter coesão em um momento de reconfiguração política.

Diante desse cenário, o desafio de João Campos vai além da construção de imagem perante o eleitorado. Ele precisa equilibrar a narrativa de renovação com a herança política que carrega, ao mesmo tempo em que administra tensões internas e busca evitar fissuras que possam comprometer a unidade do PSB em Pernambuco.

No campo eleitoral, analistas avaliam que a força do prefeito do Recife ainda reside na combinação entre sua popularidade local e o capital político herdado. No entanto, a consolidação de um novo ciclo dependerá de sua habilidade em lidar com o passado sem ser aprisionado por ele — um movimento delicado em um partido onde história e presente seguem profundamente entrelaçados.

LEONARDO SOFRE ACIDENTE DURANTE PESCARIA E VAI PARAR NO HOSPITAL; SAIBA DETALHES

O cantor Leonardo sofreu um acidente e acabou parando no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, na tarde desta sexta-feira (24). O sertanejo, de 62 anos, estava acompanhado da esposa, Poliana Rocha. O artista contou que estava em uma canoa durante a noite quando escorregou e bateu o rosto.

Ao voltar para casa, a esposa dele fez o astro ir ao hospital para fazer um exame de tomografia para saber se estava tudo bem para ele seguir viagem para um show no Paraná.

Nas redes sociais, Poliana mostrou o inchaço no rosto do marido. “Vocês não imaginam o susto que eu levei. Estamos aqui esperando para fazer o exame”, disse ela.

“Vocês acham que vida de pescador é fácil, né? Eu fui para o Pantanal pescar nesses dias e hoje estou indo fazer show, tenho compromissos. Mas deu um B.O.. Escorreguei na canoa de noite, estava pescando à noite e bati o olho na canoa. Não está bonito, não. Não ri, não, senão vai dar B.O. Não quero que ninguém ria de mim. Vamos fazer um exame para se não quebrou o chifre”, brincou.