segunda-feira, 17 de agosto de 2026
SUAPE INICIA ESTUDOS PARA FORNECER ENERGIA RENOVÁVEL A NAVIOS ATRACADOS
FERNANDO FILHO CONFIRMA APOIO DOS COELHO A RAQUEL, EDUARDO DA FONTE E MENDONÇA FILHO EM GRANDE ATO EM PETROLINA
Arrancada 44 reúne a família Coelho e consolida novo desenho político do grupo em Pernambuco
Da REDAÇÃO
Petrolina foi palco, neste domingo (16), de uma das principais movimentações políticas deste início oficial da campanha eleitoral em Pernambuco. Em clima de festa, força política e demonstração de unidade, o deputado federal Fernando Filho (União Brasil) realizou a Arrancada 44, primeiro grande ato de sua campanha, e deixou claro o caminho que será seguido pelo grupo Coelho nas eleições de 2026.
Ao lado do irmão, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, do deputado estadual Antonio Coelho e do pai, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, Fernando Filho confirmou publicamente o apoio da família à governadora Raquel Lyra (PSD) na disputa pela reeleição e aos candidatos ao Senado Eduardo da Fonte (PP) e Mendonça Filho (PL).
A presença do núcleo principal da família no mesmo palanque teve peso político especial. Mais do que um ato eleitoral, a movimentação serviu para apresentar ao eleitorado sertanejo o novo desenho do grupo Coelho para a eleição estadual.
FERNANDO FILHO MUDA O FOCO DA CAMPANHA
Durante o evento, Fernando Filho fez questão de agradecer a Petrolina pela confiança recebida ao longo de sua trajetória política e lembrou a relação construída com o eleitorado da cidade durante cinco mandatos na Câmara Federal.
Mas o deputado também anunciou uma mudança importante na estratégia eleitoral deste ano.
Segundo Fernando Filho, sua campanha será descentralizada e deverá avançar para outros municípios pernambucanos. A decisão tem uma razão evidente: evitar uma disputa direta dentro da própria família, já que Miguel Coelho também concorre a uma vaga na Câmara dos Deputados.
“Vou andar muito. E vou ser deputado federal porque estou contando com a ajuda de muita gente”, afirmou Fernando Filho, em tom de confiança.
A mensagem transmitida é de que Petrolina continuará sendo uma das principais bases políticas do grupo, mas não será o único centro de gravidade da campanha.
Fernando Filho pretende ampliar sua presença no estado enquanto Miguel concentra esforços na construção de sua própria candidatura. A estratégia preserva a força eleitoral da família na região e, ao mesmo tempo, reduz a possibilidade de uma guerra interna por votos.
UM PALANQUE COM RECADO POLÍTICO
A composição apresentada em Petrolina também revela o tamanho da mudança ocorrida no tabuleiro político pernambucano nos últimos meses.
A família Coelho esteve durante boa parte da pré-campanha próxima ao projeto de João Campos. Miguel Coelho chegou a colocar seu nome à disposição para disputar o Senado na chapa do prefeito do Recife. Com a definição da Frente Popular por Humberto Costa e Marília Arraes para as duas vagas ao Senado, entretanto, o cenário mudou e os Coelho passaram a integrar o campo de Raquel Lyra.
O União Brasil declarou apoio à reeleição da governadora, colocando Fernando Filho, Miguel Coelho e Mendonça Filho no mesmo campo político de Raquel.
Em Petrolina, essa nova aliança ganhou uma imagem concreta.
E não foi uma imagem qualquer.
Fernando Filho, Miguel, Antonio e Fernando Bezerra Coelho apareceram juntos justamente quando o grupo busca reorganizar suas forças para uma eleição que promete ser uma das mais disputadas da história recente de Pernambuco.
EDUARDO DA FONTE NO MESMO PROJETO
Outro ponto importante foi a confirmação do apoio a Eduardo da Fonte para o Senado.
A relação entre os Coelho e Eduardo da Fonte passou por momentos de forte tensão durante a montagem das chapas de 2026, principalmente em razão da disputa pela indicação ao Senado dentro da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas.
A Executiva estadual da federação havia escolhido Eduardo da Fonte como seu nome para o Senado, em uma votação marcada por duas abstenções: justamente as de Miguel Coelho e Fernando Filho.
O episódio expôs uma disputa política que foi muito além de uma simples vaga na chapa majoritária. A queda de braço entre Eduardo da Fonte e Miguel Coelho também envolveu o controle político da federação em Pernambuco.
Agora, o cenário apresentado em Petrolina mostra que o grupo Coelho decidiu transformar a divergência em composição eleitoral.
É um movimento pragmático.
Com Eduardo da Fonte no mesmo palanque de Raquel Lyra e com o apoio dos Coelho, a governadora amplia sua capacidade de articulação no Sertão e reduz uma das principais fontes de tensão dentro de sua própria base.
MENDONÇA FILHO COMPLETA O DESENHO
A presença de Mendonça Filho também merece atenção.
Ex-integrante do União Brasil, Mendonça deixou a legenda e se filiou ao PL, mantendo uma linha política de oposição ao PT e fortalecendo seu posicionamento no campo de centro-direita.
Ao colocar Mendonça no mesmo campo de apoio dos Coelho, Fernando Filho deixa claro que a estratégia do grupo vai além das disputas internas entre partidos.
O desenho apresentado em Petrolina reúne nomes com diferentes trajetórias, mas que hoje convergem em torno de um mesmo projeto eleitoral: Raquel Lyra para o Governo de Pernambuco, Eduardo da Fonte e Mendonça Filho para o Senado, além das candidaturas proporcionais do grupo.
PETROLINA CONTINUA SENDO O QUARTEL-GENERAL
Mesmo anunciando uma campanha mais espalhada pelo estado, Fernando Filho não abre mão de Petrolina.
A cidade permanece como principal símbolo eleitoral da família Coelho e como uma espécie de quartel-general político do grupo.
A força construída pela família na região é antiga e envolve diferentes gerações. Fernando Bezerra Coelho já foi prefeito de Petrolina, deputado estadual, deputado federal, senador e ministro. Fernando Filho consolidou sua presença na Câmara dos Deputados, enquanto Miguel foi prefeito da cidade e depois candidato ao Governo de Pernambuco. Antonio Coelho, por sua vez, construiu espaço na Assembleia Legislativa.
A estratégia, portanto, é clara: preservar a força em Petrolina e, ao mesmo tempo, ampliar a presença fora do Sertão.
O RECADO DA ARRANCADA 44
O que Fernando Filho apresentou em Petrolina foi mais do que uma largada de campanha.
Foi uma demonstração de que o grupo Coelho chega à eleição de 2026 organizado em torno de um novo projeto político.
A família que durante meses esteve no centro de uma das maiores disputas internas da política pernambucana agora aparece unida e no mesmo palanque.
E o recado político foi direto: os Coelho estão com Raquel Lyra, apoiam Eduardo da Fonte e caminham também com Mendonça Filho.
Em uma eleição marcada por alianças que mudam rapidamente e por uma disputa cada vez mais polarizada entre Raquel Lyra e João Campos, a posição do grupo de Petrolina ganha peso estratégico.
Ainda mais porque, no Sertão, a família Coelho não entra apenas para participar da eleição.
Entra para jogar pesado.
E a Arrancada 44 foi justamente o primeiro grande sinal dessa nova fase.
JÚNIOR DE RIVALDO MUDA FEDERAL EM SALOÁ, TROCA LULA DA FONTE POR FERNANDO FILHO E REARRUMA O TABULEIRO
Acordo entre o grupo Coelho e Eduardo da Fonte para o Senado foi decisivo para mudança no apoio do prefeito de Saloá
O tabuleiro político de Saloá ganhou uma nova configuração para as eleições de 2026. O prefeito Júnior de Rivaldo decidiu mudar seu apoio para deputado federal e substituiu Lula da Fonte (PP) por Fernando Filho (União Brasil).
A mudança, que vinha sendo tratada nos bastidores, tem uma explicação política bastante clara: o movimento está diretamente ligado à aproximação entre o grupo Coelho e Eduardo da Fonte (PP) na disputa pelo Senado Federal.
A nova composição coloca Saloá dentro de uma articulação muito maior, que envolve a chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD) e a reorganização das forças políticas de Pernambuco para a eleição deste ano.
A confirmação da mudança em Saloá ocorreu no último dia 13. Júnior de Rivaldo agradeceu a parceria construída com Lula da Fonte ao longo dos últimos anos e anunciou Fernando Filho como seu novo candidato a deputado federal.
A POLÍTICA DEU UMA VOLTA
A história ganhou um novo capítulo depois que o grupo Coelho decidiu colocar fim à disputa com Eduardo da Fonte pela vaga ao Senado na chapa de Raquel Lyra.
Durante semanas, Miguel Coelho e Eduardo da Fonte travaram uma disputa pela segunda vaga ao Senado. O impasse acabou quando Raquel Lyra optou por Eduardo da Fonte e Miguel decidiu retirar sua candidatura ao Senado para disputar uma vaga de deputado federal.
O entendimento avançou ainda mais no dia 12 de agosto, quando Miguel Coelho anunciou o advogado Carlos Andrade Lima como primeiro suplente de Eduardo da Fonte e, ao lado de Fernando Filho, declarou apoio ao candidato do Progressistas ao Senado.
Foi justamente esse novo cenário que repercutiu nas bases municipais.
E Saloá acabou entrando nessa conta.
O EFEITO COELHO EM SALOÁ
Júnior de Rivaldo já tinha uma relação política construída com Lula da Fonte. O parlamentar era o nome escolhido pelo prefeito para a Câmara Federal.
Com a aproximação entre os Coelhos e Eduardo da Fonte, entretanto, a equação mudou.
Fernando Filho passou a representar, dentro da chapa de Júnior de Rivaldo, o braço federal do grupo que agora está alinhado ao projeto de Eduardo da Fonte para o Senado.
Ou seja: não foi simplesmente uma troca de deputado federal. Foi uma mudança provocada pelo rearranjo da chapa majoritária.
O próprio grupo Coelho oficializou seu apoio a Eduardo da Fonte. Miguel indicou seu primeiro suplente e Fernando Filho declarou apoio ao candidato do PP.
EDUARDO DA FONTE GANHA MAIS UM ELO NO AGRESTE
A movimentação também interessa diretamente a Eduardo da Fonte.
O candidato ao Senado vem ampliando sua rede de apoios pelo Estado e, agora, passa a contar com uma ligação política ainda mais estreita com o grupo Coelho.
Em 5 de agosto, a Federação União Progressista oficializou Eduardo da Fonte como candidato ao Senado na chapa de Raquel Lyra, consolidando a presença de União Brasil e Progressistas na aliança majoritária.
Poucos dias depois veio a reconciliação política com os Coelhos.
E agora o reflexo aparece em Saloá.
JUNIOR DE RIVALDO FAZ UMA ESCOLHA ESTRATÉGICA
Para Júnior de Rivaldo, a mudança também possui uma leitura regional.
O prefeito passa a trabalhar com um deputado federal ligado a uma das famílias políticas mais tradicionais de Pernambuco, com forte presença no Sertão e, principalmente, em Petrolina.
Fernando Filho é irmão de Miguel Coelho e integra o grupo político que agora está alinhado a Eduardo da Fonte e à candidatura de Raquel Lyra.
Com isso, o prefeito de Saloá passa a estar conectado a uma engrenagem política que envolve Prefeitura de Saloá, grupo Coelho, Fernando Filho, Eduardo da Fonte e Raquel Lyra.
É uma composição que não pode ser analisada isoladamente.
LULA DA FONTE SAI, MAS A POLÍTICA CONTINUA
A saída de Lula da Fonte não apaga a relação política construída anteriormente.
O próprio Júnior de Rivaldo fez questão de agradecer a parceria com o deputado federal.
Mas eleição é movimento.
E, neste momento, o grupo do prefeito entendeu que o novo desenho político exigia uma mudança no nome para deputado federal.
Lula da Fonte, filho de Eduardo da Fonte, pertence justamente ao grupo que agora passa a contar com o apoio dos Coelhos para o Senado. A troca, portanto, não representa necessariamente um afastamento do grupo da Fonte no plano majoritário.
Pelo contrário.
Júnior de Rivaldo continua no campo de Eduardo da Fonte para o Senado, mas muda o nome que levará para deputado federal.
Essa talvez seja a principal leitura do rearranjo.
O NOVO DESENHO
Com a mudança, a composição política de Júnior de Rivaldo ganha uma nova configuração.
Para deputado federal: Fernando Filho.
Para o Senado: Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha.
Para o Governo de Pernambuco: Raquel Lyra.
O próprio prefeito já divulgou a composição política com Raquel Lyra e os dois candidatos ao Senado, Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha.
É um desenho que mostra que o grupo de Saloá está fechado dentro do projeto majoritário da governadora.
NA LUPA
A mudança de Júnior de Rivaldo é pequena no mapa eleitoral, mas grande na leitura política.
Lula da Fonte tinha a preferência do prefeito para deputado federal. Agora, o escolhido é Fernando Filho.
A razão está no novo arranjo produzido pela disputa do Senado.
Os Coelhos e Eduardo da Fonte se enfrentaram, chegaram a um acordo e passaram a caminhar juntos. Fernando Filho aderiu ao projeto de Eduardo para o Senado. E, na sequência, Saloá mudou seu candidato a deputado federal.
É a política funcionando como ela funciona nos bastidores: uma decisão na chapa majoritária provoca consequências nas alianças proporcionais.
Para Fernando Filho, Saloá representa uma nova base no Agreste.
Para Júnior de Rivaldo, a mudança aproxima seu grupo de uma estrutura política de peso nacional e estadual.
Para Eduardo da Fonte, o movimento fortalece a capilaridade de sua candidatura ao Senado.
E para Lula da Fonte, fica a perda de uma base que estava anteriormente alinhada ao seu projeto de reeleição.
No fim das contas, a mudança em Saloá é mais uma consequência direta da grande reorganização política que tomou conta de Pernambuco às vésperas da eleição de 2026.
JANJÃO E JULIANA DE CHAPARRAL APRESENTAM CARTÃO DE CHEGADA COM IMPRESSIONANTE MULTIDÃO EM BOM JARDIM
Primeiro grande ato de campanha dos ex-prefeitos transforma as ruas de Bom Jardim em um mar de gente e demonstra a força política dos dois nomes rumo ao Legislativo
Bom Jardim foi palco, neste domingo (16), de uma das imagens mais fortes deste início de campanha eleitoral em Pernambuco. O candidato a deputado estadual Janjão (PSD) e a candidata a deputada federal Juliana de Chaparral (União Brasil) apresentaram seu verdadeiro cartão de visita rumo ao Legislativo: uma impressionante multidão tomou conta das ruas do município durante o primeiro grande ato da campanha.
Batizado de “Foguete Folia”, o evento marcou a inauguração do Comitê da Vitória e mostrou que os dois ex-prefeitos chegam à disputa eleitoral levando para a estrada uma estrutura política construída a partir da experiência administrativa e, principalmente, da capacidade de mobilização.O laranja tomou conta de Bom Jardim. O arrastão começou na entrada da cidade e percorreu as principais ruas até o comitê, reunindo moradores, apoiadores, lideranças e representantes de diversos municípios. Janjão e Juliana fizeram questão de caminhar no meio do povo e participaram da festa em cima de um paredão de som, reforçando o clima de proximidade que marcou toda a agenda.
O tamanho do ato também chamou atenção pelo peso das lideranças presentes. Entre os apoiadores estavam os prefeitos Arsênio Medeiros, de Bom Jardim; Cleber Chaparral, de Surubim; Lúcio Silva, de Casinhas; e Histenio Sales, de Vertente do Lério, além dos vice-prefeitos Dão da Lavanderia, de Vertente do Lério, e Militão Filho, de Ribeirão, vereadores e diversas lideranças políticas da região.Mais do que uma festa de largada, o encontro funcionou como uma demonstração pública da força dos grupos políticos liderados por Janjão e Juliana. Dois nomes que deixaram suas marcas nas administrações municipais agora colocam a experiência adquirida nas prefeituras à disposição de um projeto maior, buscando ocupar espaços na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.
Durante o ato, Juliana de Chaparral destacou justamente essa trajetória construída nos municípios e a importância de transformar a experiência local em representação política em Brasília e no Recife.“É uma honra e uma responsabilidade estar diante do nosso futuro deputado estadual Janjão. Nosso time vem provando que é possível ter prefeitos que implantam políticas públicas que realmente fazem diferença na vida das pessoas”, afirmou.
Janjão, por sua vez, não escondeu a emoção diante da recepção encontrada em Bom Jardim. A dimensão da mobilização surpreendeu até mesmo os próprios organizadores e deu ao candidato um início de campanha marcado por entusiasmo e demonstração de força.“Não tenho nem explicação para esse sentimento. É muita gratidão. Simbora com coragem para fazer ainda mais por Bom Jardim e por todo Pernambuco”, declarou.
A imagem deixada pelo primeiro grande ato é clara: Janjão e Juliana começaram a caminhada eleitoral mostrando força, organização e capacidade de reunir gente. A campanha apenas começou, mas Bom Jardim já entregou uma fotografia que dificilmente passará despercebida no cenário político do Agreste.Com experiência acumulada nos Executivos municipais e uma rede de aliados espalhada por diferentes cidades, os dois ex-prefeitos agora partem para uma nova etapa. E, pelo que se viu nas ruas de Bom Jardim, a largada foi dada em grande estilo.
RAQUEL DISPARA DE VEZ E ACENDE ALERTA VERMELHO NO NÚCLEO DE JOÃO CAMPOS
No cenário estimulado, a governadora aparece com 44% das intenções de voto, contra 35% de João Campos. Os demais candidatos aparecem com percentuais residuais, enquanto 9% dos entrevistados optam por branco ou nulo e 10% não souberam ou não responderam.
Mais do que a fotografia da pesquisa, o que chama atenção é o conjunto dos números.
Raquel também aparece na frente quando o eleitor é colocado diante de um eventual segundo turno. Nesse cenário, a governadora marca 46%, contra 38% de João Campos. A diferença é de oito pontos.
O alerta vai além da vantagem
Para o grupo de João, talvez o dado que mais mereça atenção esteja fora da intenção de voto. 66% dos pernambucanos aprovam a gestão de Raquel Lyra, enquanto 29% desaprovam.
Uma aprovação desse tamanho fornece à governadora uma espécie de colchão político para sustentar sua candidatura e transformar avaliação positiva da administração em voto.
E há outro componente importante: o potencial eleitoral.
Raquel registra 31% de voto certo, contra 27% de João Campos. Quando entram na conta aqueles que afirmam que poderiam votar no candidato, os dois ficam próximos: 23% para Raquel e 25% para João.
Ou seja, a governadora largou na frente, enquanto João ainda possui espaço para ampliar seu eleitorado.
Rejeição praticamente empatada
É justamente aqui que a eleição continua aberta.
A rejeição dos dois principais nomes está praticamente empatada. 38% dizem que não votariam em Raquel de jeito nenhum, enquanto 37% fazem a mesma afirmação em relação a João Campos.
Isso significa que a vantagem apresentada pela DataTrends não representa uma eleição definida.
Mas representa, sim, um momento político bastante favorável para Raquel Lyra.
A governadora conseguiu iniciar oficialmente a campanha ocupando o centro do debate e, segundo o levantamento, aparece agora nove pontos à frente do principal adversário.
João precisa reagir
O resultado coloca pressão sobre o comando da campanha de João Campos.
Até aqui, o socialista vinha trabalhando para apresentar uma imagem de força política, especialmente a partir da sua passagem pela Prefeitura do Recife e da construção de alianças em diferentes regiões do Estado.
Agora, os números exigem uma resposta.
Não necessariamente uma reação desesperada, mas uma estratégia capaz de impedir que a vantagem de Raquel se transforme em tendência consolidada.
A eleição ainda está em seu começo, e há muito chão pela frente. Mas pesquisa também produz ambiente político.
E, neste momento, o ambiente favorece Raquel Lyra.
Se os números se confirmarem em novos levantamentos, a campanha de João Campos terá que mudar o ritmo, ampliar sua capacidade de comunicação e, principalmente, encontrar uma forma de conter o crescimento da governadora.
O que antes parecia uma disputa praticamente voto a voto começa a ganhar contornos diferentes. Raquel abriu vantagem, e o alerta vermelho já está aceso no núcleo de João Campos.
FRENTE POPULAR REÚNE MULTIDÃO NO CABO DE SANTO AGOSTINHO
Da Redação | Blog do Edney
O domingo (16) foi de ruas tomadas por gente e clima de campanha no Cabo de Santo Agostinho. O distrito de Ponte dos Carvalhos foi escolhido para marcar a arrancada da campanha de rua da Frente Popular de Pernambuco, em um ato que reuniu mais de 15 mil pessoas.
Sob a liderança do candidato a deputado estadual Batista Cabral (PSB) e do prefeito Lula Cabral (PDT), a mobilização contou com a presença do candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), do candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), dos candidatos ao Senado Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) e da candidata a deputada federal Juliana de Chaparral (UB).
A caminhada teve início no antigo CSU, onde está sendo construído o Convive Eduardo Campos, e seguiu pelas ruas de Ponte dos Carvalhos até a Praça Marcos Freire. Durante todo o percurso, os candidatos foram acompanhados por uma multidão, em uma demonstração de mobilização política e força eleitoral da Frente Popular na região.
Para Batista Cabral, receber o primeiro grande ato de rua da chapa representa uma responsabilidade e, ao mesmo tempo, um sinal da força política do município.
“O Cabo é a locomotiva de Pernambuco. E é exatamente aqui, com a força e a tradição de luta de nossa gente, que estamos começando a escrever um novo capítulo na história de Pernambuco”, afirmou.
Batista também destacou a presença das principais lideranças da chapa e a união em torno do projeto político apresentado pela Frente Popular.
“Fico muito feliz em receber aqui, ao lado do prefeito Lula Cabral, um homem que já fez tanto pelo estado, toda a majoritária da Frente Popular, que não é só uma união de partidos, e sim a soma de um projeto coletivo que vai trazer de volta o protagonismo que Pernambuco merece”, completou.
O tamanho da mobilização em Ponte dos Carvalhos dá uma primeira mostra do nível de temperatura que a campanha eleitoral deverá alcançar em Pernambuco. Com as ruas ocupadas e as principais lideranças do grupo reunidas em um mesmo palanque, o Cabo de Santo Agostinho entrou definitivamente no mapa dos grandes atos desta eleição.
DATATRENDS APONTA RAQUEL LYRA NA LIDERANÇA PARA O GOVERNO DE PERNAMBUCO
Os demais nomes apresentados na pesquisa aparecem com percentuais residuais. Entre os entrevistados, 9% afirmaram votar em branco ou nulo, enquanto 10% não souberam ou não responderam.
O levantamento também mostra um cenário favorável para a governadora na avaliação de sua gestão. Segundo a pesquisa, 66% dos pernambucanos aprovam a administração de Raquel Lyra, enquanto 29% desaprovam. Outros 5% não souberam ou não responderam.
Segundo turno
Na simulação de segundo turno entre Raquel Lyra e João Campos, a governadora também aparece à frente. Raquel soma 46%, contra 38% de João Campos.
Brancos e nulos representam 9% dos entrevistados e 7% não souberam ou não responderam.
Voto certo e potencial de crescimento
A pesquisa também mediu o grau de definição do eleitorado em relação aos dois principais candidatos.
Raquel Lyra aparece com 31% de voto certo, enquanto 23% afirmam que poderiam votar nela. Já 38% dizem que não votariam na governadora de jeito nenhum. Outros 8% não souberam ou não responderam.
João Campos tem 27% de voto certo e 25% dos entrevistados dizem que poderiam votar nele. Por outro lado, 37% afirmam que não votariam no ex-prefeito do Recife de jeito nenhum, enquanto 11% não souberam ou não responderam.
Os números mostram uma disputa ainda aberta, mas com vantagem de Raquel Lyra nos dois cenários apresentados pelo levantamento.
Pesquisa
A pesquisa DataTrends foi realizada entre os dias 12 e 14 de agosto de 2026, com 1.200 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais aptos a votar em Pernambuco.
O levantamento foi realizado por meio de entrevistas telefônicas automatizadas (URA), com nível de confiança de 95% e margem máxima de erro de 2,83 pontos percentuais.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-02774/2026.