terça-feira, 13 de outubro de 2026

CENTRAL DE LAUDOS AMPLIA PRODUÇÃO DE EXAMES E AGILIZA RESULTADOS PARA PACIENTES DA REDE ESTADUAL DE SAÚDE

Serviço, que funciona no Hospital da Restauração, aumentou em 393% a produção de tomografias realizadas na unidade e também atende pacientes do HOF, HAM e HGV 

A Central de Laudos do Hospital da Restauração (HR) Gov. Paulo Guerra vem apresentando resultados positivos na ampliação da produção de exames de imagem laudados na rede estadual de saúde. Entre março de 2025 e agosto de 2026, houve aumento no número de laudos emitidos para os quatro hospitais atendidos pela central. Além disso, a criação do Portal de Exames facilita o acesso aos resultados dos exames.

No HR, o número de tomografias computadorizadas (TC) com laudo passou de 384, em março de 2025, para 1.892 em agosto de 2026, um crescimento de 393%. No mesmo período, os exames de ressonância magnética (RM) laudados aumentaram 200%, passando de 407 para 1.223, enquanto os de ultrassonografia (USG) passaram de 699 para 1.452 – alta de 108%.

O crescimento também foi registrado nas demais unidades atendidas pela Central de Laudos. Considerando Hospital da Restauração, Hospital Otávio de Freitas (HOF), Hospital Agamenon Magalhães (HAM) e Hospital Getúlio Vargas (HGV), a produção de tomografias com laudos passou de 2.633 exames, em março de 2025, para 6.222 em agosto de 2026, aumento de 136%. Nas ultrassonografias, foram 3.063 exames no início da comparação e 4.671 no último mês analisado, crescimento de 52%.

“Esse aumento na produção significa redução do tempo de internação e mais rapidez para a equipe assistencial definir a conduta, beneficiando diretamente os usuários da rede pública. Também investimos na organização do fluxo, e o Portal de Exames facilita o acesso ao laudo, porque o paciente que não está internado ou o parente, sobretudo quem mora longe da capital, não precisa vir só para buscar o resultado do exame”, explica o diretor geral do Hospital da Restauração, Petrus Andrade Lima. 

A Central de Laudos foi criada em uma iniciativa da Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) para concentrar a análise e a emissão dos resultados de exames de imagem, contribuindo para dar mais agilidade ao diagnóstico e ao acompanhamento dos pacientes internados nas unidades da rede estadual. O serviço funciona 24 horas por dia, com uma equipe de 40 médicos radiologistas. Além do Hospital da Restauração, a estrutura atende demandas do Hospital Otávio de Freitas, Hospital Agamenon Magalhães e Hospital Getúlio Vargas.

Os dados mostram que a ampliação da capacidade de emissão de laudos ocorreu nas quatro unidades. No HOF, por exemplo, a produção de tomografias passou de 1.079 para 2.454 exames, aumento de 127%. No HAM, o crescimento foi de 77%, de 405 para 716 exames. Já no HGV, foram 1.160 tomografias laudadas em agosto de 2026, contra 765 em março de 2025, alta de 52%. A comparação considera março de 2025 como referência, por ser o último mês antes da implantação da Central de Laudos.

PORTAL DE EXAMES - Com a informatização do hospital, a equipe de Tecnologia da Informação do HR desenvolveu uma plataforma digital através da qual as pessoas podem visualizar e baixar o laudo dos exames laboratoriais e de imagem feitos no HR. Para acessar o laudo do exame, o paciente deve acessar o site (https://exameshr.saude.pe.gov.br/), tanto pelo celular ou tablet quanto pelo computador.


LULA ABRE O CAIXA PARA O PEQUENO EMPREENDEDOR E APOSTA NO CRÉDITO NA RETA FINAL DA CAMPANHA

Pacote prevê medidas para aliviar dívidas de MEIs e empresas do Simples Nacional, enquanto proposta amplia o limite de faturamento do microempreendedor. A iniciativa também coloca o pequeno empreendedor no centro da disputa política.

Na reta final da campanha, o governo Lula mira um público que movimenta a economia todos os dias: o pequeno empreendedor. A previsão é anunciar medidas de crédito e iniciativas para enfrentar o endividamento de microempreendedores individuais (MEIs) e empresas optantes pelo Simples Nacional.

A agenda inclui ainda o apoio a uma proposta que pretende elevar o limite anual de faturamento do MEI, hoje em R$ 81 mil, para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O texto também prevê a possibilidade de contratação de até dois funcionários.

A mudança pode representar um fôlego para quem trabalha por conta própria, mas esbarra no crescimento do negócio e acaba ultrapassando o teto permitido. Segundo os números mencionados pela Agência Câmara, 101.216 MEIs foram desenquadrados em 2025 e 2026 por excederem o limite de faturamento.

O debate, portanto, vai além de oferecer crédito. Envolve a capacidade de pequenos negócios continuarem formalizados, manterem empregos e ampliarem suas atividades sem que o crescimento se transforme em um problema tributário.

Mas o calendário também chama atenção. Em plena reta final da disputa eleitoral, medidas voltadas a quem empreende por conta própria ganham peso econômico e político. O pequeno empresário, o trabalhador autônomo e o dono de um negócio de bairro passam a ocupar espaço importante no discurso do governo.

É uma agenda que pode ter efeitos concretos para quem enfrenta dívidas e precisa de capital para continuar funcionando. Ao mesmo tempo, a proximidade da eleição inevitavelmente coloca a iniciativa sob o olhar da disputa política.

No fim das contas, o MEI quer saber menos de discurso e mais de resultado: se o crédito chegará, quais serão as condições, quem poderá renegociar dívidas e quando as mudanças prometidas entrarão efetivamente em vigor.

Na política, a leitura é inevitável: quando a campanha aperta, o pequeno empreendedor também entra no radar das prioridades. E fica a pergunta: trata-se de uma política econômica necessária que chega em momento eleitoral ou de uma estratégia para conquistar um público decisivo? A resposta dependerá tanto das regras anunciadas quanto dos resultados que chegarem ao bolso de quem empreende.

Atenção: a cobertura mais recente indica que Lula anunciou nesta terça-feira (13) o pacote Prospera MEI, incluindo proposta de perdão de dívidas e auxílio financeiro. A iniciativa prevê o envio de projeto ao Congresso, portanto é importante distinguir medidas anunciadas de benefícios já disponíveis.


RAQUEL LYRA RECOLOCA HOMEM DE CONFIANÇA NA INFRAESTRUTURA APÓS VITÓRIA NAS URNAS

A governadora Raquel Lyra (PSD) confirmou, nesta terça-feira (13), o retorno de André Teixeira Filho ao comando da Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura de Pernambuco. A decisão marca a retomada do auxiliar à estrutura administrativa do Estado após sua atuação direta na coordenação da campanha que garantiu a reeleição da governadora.

O anúncio foi feito durante entrevista à Rádio CBN, quando Raquel também falou sobre o encerramento do período eleitoral e a continuidade das ações do governo. A mensagem é clara: passada a disputa nas urnas, a prioridade agora é retomar o ritmo da gestão e avançar com as entregas prometidas aos pernambucanos.

André Teixeira Filho esteve à frente da secretaria entre junho de 2025 e abril de 2026. Naquele momento, deixou o cargo para assumir a coordenação-geral da campanha de Raquel, passando a integrar o núcleo de confiança da governadora em uma das etapas mais importantes de sua trajetória política.

Ao confirmar o retorno, Raquel fez questão de agradecer ao auxiliar e aos profissionais que participaram da campanha. “André está voltando hoje para a Secretaria de Mobilidade”, declarou a governadora, destacando também o trabalho de toda a equipe envolvida na mobilização eleitoral.

DE VOLTA AO TABULEIRO ADMINISTRATIVO

A volta de André à pasta de Mobilidade e Infraestrutura acontece em um momento estratégico para o governo estadual. Depois da vitória eleitoral, a expectativa é de que a gestão concentre esforços na execução de obras, na melhoria da infraestrutura e na continuidade dos projetos considerados prioritários.

A escolha também evidencia a confiança de Raquel Lyra em um auxiliar que esteve diretamente envolvido na articulação e na organização de sua campanha. Agora, André deixa novamente a linha de frente eleitoral para reassumir uma das áreas importantes da administração estadual.

Com o resultado das urnas definido, o desafio do governo é transformar o capital político conquistado na eleição em resultados concretos para a população pernambucana.

PREFEITURA DE GARANHUNS REALIZA CADASTRO ÚNICO NAS COMUNIDADES NA COHAB 2

Ação acontece na próxima quarta-feira (14), no anexo do Cras Boa Vista, com serviços gratuitos de saúde, assistência social e cidadania
A Prefeitura de Garanhuns, por meio da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, realiza, na próxima quarta-feira (14), mais uma ação de cidadania. Desta vez, o "Cadastro Único nas Comunidades" será realizado no anexo do Cras Boa Vista, localizado na Rua Polidoro Alves Vanderley, s/n, Cohab 2 - na antiga Associação Eterna Aliança. 

Com o objetivo de aproximar os serviços públicos das comunidades e facilitar o acesso a direitos, a ação oferecerá aos moradores atendimento odontológico, serviços de maquiagem e design de sobrancelhas, pintura facial para crianças, emissão das carteiras da pessoa idosa e da pessoa com deficiência, palestra sobre o Outubro Rosa, entre outros serviços. 

O Cadastro Único nas Comunidades conta também com a parceria das Secretarias de Saúde e da Mulher, além das Faculdades FIC e Uninassau. 

Artes: Anderson Carlos

A SPIN QUE DESAFIOU A MATEMÁTICA: CARRO VOLTA A LOJA EM RECIFE COM 480 MIL QUILÔMETROS A MENOS

Veículo teria chegado à loja com 600 mil quilômetros rodados e reaparecido seis meses depois marcando apenas 120 mil. Dono da loja ironizou a situação: “O dono é mágico?”

Tem coisa que nem a matemática consegue explicar sem levantar suspeitas. Uma Chevrolet Spin teria entrado em uma loja de veículos usados no Recife marcando 600 mil quilômetros no hodômetro. Seis meses depois, o mesmo carro voltou ao estabelecimento exibindo apenas 120 mil quilômetros. Pelo visto, o veículo não apenas voltou à loja: voltou também no tempo!

O caso foi relatado pelo proprietário da VeículosRecife e chamou atenção pela diferença absurda entre os números. São 480 mil quilômetros que desapareceram do painel, como se o carro tivesse passado por uma espécie de rejuvenescimento automotivo.

A pergunta do comerciante foi curta e carregada de ironia: “O dono é mágico?”

A resposta, até o momento, não está esclarecida. Mas uma coisa é certa: quando um automóvel reaparece com uma quilometragem tão inferior à anteriormente registrada, a situação exige explicações e uma boa investigação.

MILAGRE NO HODÔMETRO?

Na primeira passagem pela loja, a Spin teria sido apresentada com 600 mil quilômetros rodados. A negociação não avançou e o veículo deixou o estabelecimento. Meses depois, retornou com o marcador apontando 120 mil quilômetros.

Se os registros estiverem corretos e se tratar realmente do mesmo veículo, a diferença não é um detalhe que possa ser varrido para debaixo do tapete. É um sinal de alerta que merece esclarecimento.

Uma eventual troca de painel, um erro de registro ou uma intervenção eletrônica podem estar entre as hipóteses a serem verificadas. A adulteração deliberada do hodômetro também precisa ser considerada, mas não pode ser afirmada como fato sem uma apuração técnica.

Afinal, carro usado não ganha quilometragem de volta por decreto, muito menos por milagre.

QUEM PAGA A CONTA É O CONSUMIDOR

No mercado de seminovos e usados, a quilometragem pesa diretamente na avaliação do veículo. Ela influencia o preço, a expectativa de desgaste e a decisão de compra. Por isso, qualquer inconsistência pode comprometer a confiança na negociação.

Um automóvel que realmente rodou 600 mil quilômetros não pode ser apresentado como se tivesse percorrido apenas 120 mil sem que a diferença seja devidamente esclarecida. Se houver manipulação intencional para enganar compradores, o problema deixa de ser uma simples irregularidade comercial e pode ter consequências legais.

É justamente por isso que o consumidor precisa desconfiar de números milagrosos e exigir histórico de manutenção, laudo cautelar e uma avaliação técnica independente antes de fechar negócio.

CASO MERECE INVESTIGAÇÃO

A situação relatada pela loja do Recife levanta uma questão importante: qual é a quilometragem real da Spin e o que aconteceu com o registro entre uma passagem e outra pelo estabelecimento?

Uma perícia técnica, a consulta ao histórico de revisões e a verificação de eventuais substituições de componentes podem ajudar a esclarecer o episódio.

Se for comprovada uma adulteração intencional com o objetivo de obter vantagem ilícita, os responsáveis poderão ser chamados a responder na forma da lei. Mas é importante separar suspeita de comprovação: até que existam elementos técnicos, não cabe apontar culpados.

No fim, a ironia do lojista traduz a indignação de quem se depara com uma situação difícil de explicar. A Spin apareceu com 600 mil quilômetros, voltou com 120 mil e deixou uma pergunta no ar.

Se o carro não andou para trás, alguém precisa explicar para onde foram parar os 480 mil quilômetros.

FLÁVIO BOLSONARO VISITA O PAI PELA PRIMEIRA VEZ APÓS FIM DA SUSPENSÃO IMPOSTA PELO STF

O reencontro em família acontece em meio à movimentação política nacional e à disputa pela Presidência da República.

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) chegou, na manhã desta terça-feira (13), à residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para a primeira visita desde o fim das restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A retomada das visitas foi autorizada no domingo (12) pelo ministro Alexandre de Moraes. A decisão atendeu a um pedido apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro no dia 5 de outubro.

A suspensão havia sido determinada em julho, pelo período de 90 dias, e o prazo terminou no último sábado (11), abrindo caminho para a retomada dos encontros.

A visita ocorre em um momento de atenção sobre os próximos passos do grupo político bolsonarista. Flávio, que disputa a Presidência, mantém no pai uma das principais referências políticas de seu campo, enquanto a família acompanha os desdobramentos judiciais envolvendo o ex-presidente.

O reencontro marca a retomada do contato presencial entre pai e filho após três meses de restrições, em um cenário no qual cada movimento da família Bolsonaro ganha repercussão no debate político nacional.


ORDEM NOS BASTIDORES: JOÃO CAMPOS SOME DA CAMPANHA EM PERNAMBUCO, E AUSÊNCIA LEVANTA SUSPEITAS SOBRE ESTRATÉGIA DO PT

A ausência de João Campos das movimentações públicas da campanha de Lula em Pernambuco abriu uma nova frente de especulações nos bastidores da política estadual. A hipótese de que o ex-prefeito do Recife tenha sido orientado a reduzir sua exposição para evitar desgaste eleitoral ganhou força após a publicação de informações atribuídas a fontes ligadas à campanha petista. Mas há outro elemento importante nessa história: a situação familiar que o mantém em São Paulo.

A discussão ganhou força justamente no momento em que o PT tenta conquistar eleitores que votaram na governadora reeleita Raquel Lyra (PSD), que derrotou João Campos na disputa estadual e decidiu manter neutralidade no segundo turno presidencial.

A pergunta que circula nos bastidores é direta: a ausência de João Campos é apenas circunstancial ou também atende a uma estratégia eleitoral para preservar a campanha de Lula em Pernambuco? Reportagens publicadas nesta terça-feira (13) apresentam elementos que ajudam a compreender o cenário.

A ordem para reduzir a exposição e o cálculo eleitoral

A informação mais contundente foi publicada pelo portal Bastidor.pe no domingo (11). Segundo o veículo, uma fonte ligada à campanha de Lula revelou que João Campos teria recebido, durante uma reunião em Brasília com a coordenação nacional, a orientação para diminuir sua exposição pública no segundo turno em Pernambuco. A justificativa atribuída aos integrantes da campanha seria eleitoral: evitar que a associação direta entre Lula e o grupo político derrotado no estado afastasse eleitores de Raquel Lyra.

A avaliação relatada pela publicação é que parte do eleitorado que escolheu Raquel não necessariamente rejeita Lula, mas pode ter resistência ao PSB pernambucano. Nesse cenário, manter João no centro das mobilizações poderia dificultar a tentativa petista de conquistar esses votos.

É importante fazer uma distinção: a suposta orientação para João reduzir sua exposição foi atribuída a uma fonte não identificada. Não há, nas informações consultadas, confirmação pública de que a direção nacional do PT tenha emitido formalmente essa ordem.

Ainda assim, o relato colocou em evidência uma questão política relevante: a campanha presidencial precisa construir sua própria estratégia em Pernambuco, estado onde a disputa pelo governo terminou com a vitória de Raquel Lyra sobre João Campos.

O que aconteceu com João Campos?

O desaparecimento de João das principais movimentações públicas da campanha presidencial não passou despercebido. Em reportagem publicada nesta terça-feira (13), a jornalista Terezinha Nunes, do Blog Dellas, no Jornal do Commercio, relatou que o ex-prefeito estava havia cerca de uma semana fora de Pernambuco e sem participação visível nos atos locais do segundo turno.

A última manifestação citada antes da viagem foi um vídeo gravado no aeroporto de Brasília, em 5 de outubro, quando João informou que estava chegando à capital federal a convite do presidente Lula para uma reunião sobre a nova etapa da campanha.

Depois disso, a presença pública do socialista diminuiu. Na reunião de articulação com partidos aliados em Pernambuco, o PSB foi representado pelo presidente estadual da legenda, Sileno Guedes.

A ausência ganhou ainda mais repercussão porque João havia sido um dos principais aliados de Lula na disputa estadual. Agora, com o segundo turno presidencial em andamento, seu papel aparece menos ligado à mobilização nas ruas pernambucanas e mais associado às articulações nacionais.

A questão familiar também explica a ausência

Existe, porém, um motivo pessoal que não pode ser ignorado nessa história.

Segundo a reportagem do Blog Dellas, João Campos permaneceu em São Paulo para acompanhar a esposa, a deputada federal Tabata Amaral, durante a recuperação da mãe dela, que havia sofrido um acidente no dia da eleição e precisado passar por uma cirurgia de urgência.

O próprio texto relata que uma fonte nacional do PT afirmou que João teria pedido alguns dias para permanecer ao lado da família. A mesma publicação informou que ele deveria começar a colaborar com a coordenação nacional da campanha ainda naquela semana, a convite do presidente nacional do partido, Edinho Silva.

No domingo (12), João apareceu em uma publicação ao lado de Tabata e do vice-presidente Geraldo Alckmin, na Basílica de Aparecida, em São Paulo.

Portanto, há duas explicações que circulam simultaneamente: a necessidade de acompanhar a família e a hipótese de uma estratégia eleitoral para reduzir sua exposição em Pernambuco. Uma não exclui necessariamente a outra, mas não há comprovação pública de que a segunda tenha determinado sua ausência.

O PT tenta se aproximar de Raquel Lyra

Enquanto a participação de João nos atos locais perde visibilidade, o PT intensifica os esforços para conquistar o apoio político de Raquel Lyra, reeleita governadora no primeiro turno.

A movimentação foi detalhada pela CNN Brasil em reportagem publicada em 8 de outubro. Segundo o veículo, Lula enviou emissários para sondar a possibilidade de obter o apoio da governadora. Entre os nomes citados estavam os ministros Alexandre Silveira e José Mucio, além do ex-ministro Rui Costa. Raquel, entretanto, sinalizou que não pretendia declarar apoio a nenhum dos candidatos presidenciais.

A governadora tem destacado a importância das parcerias administrativas com o governo federal, mas mantém sua posição de neutralidade eleitoral.

O impasse tem um componente político importante. Na avaliação atribuída ao entorno de Raquel pela reportagem da CNN, a atuação do governo federal na campanha estadual, incluindo a participação de Lula em um ato com João Campos em 25 de setembro, contribuiu para dificultar uma aproximação no segundo turno.

Assim, a campanha petista enfrenta duas tarefas distintas: tentar convencer Raquel a rever sua posição e conquistar, individualmente, eleitores que votaram na governadora, mas que ainda podem apoiar Lula na eleição presidencial.

Carlos Veras explica o papel de João Campos

Em entrevista à Rádio Jornal nesta terça-feira (13), o deputado federal Carlos Veras, presidente estadual do PT e coordenador da campanha de Lula em Pernambuco, apresentou uma explicação pública para a ausência do socialista.

Segundo a reportagem do Jornal do Commercio, Veras afirmou que João estava em São Paulo acompanhando a esposa e que também havia sido chamado para colaborar com a coordenação nacional da campanha presidencial. De acordo com o dirigente petista, o ex-prefeito continuaria ajudando na articulação com prefeitos, vereadores e integrantes do PSB, mesmo sem protagonizar os atos realizados no estado.

A declaração é importante porque contrasta com a interpretação de que João teria sido simplesmente afastado da campanha.

Pela versão apresentada pelo coordenador estadual, o socialista continua envolvido na estratégia eleitoral, mas sua atuação está distribuída entre as articulações nacionais e o contato com lideranças políticas. Não há, nessa declaração, confirmação de uma ordem para que ele desapareça das mobilizações pernambucanas.

O peso da derrota estadual nos bastidores

A eleição estadual mudou a posição política de João Campos em Pernambuco. Depois de disputar o governo e ser derrotado por Raquel Lyra, o ex-prefeito passou a enfrentar um cenário diferente daquele em que liderava a prefeitura do Recife e comandava uma candidatura estadual.

Agora, sua participação na campanha de Lula precisa ser compreendida dentro de duas dimensões: a relação com o eleitorado pernambucano e o papel que pode exercer na articulação nacional do PSB.

A hipótese levantada pelo Bastidor.pe é que a redução da exposição de João poderia facilitar o diálogo com eleitores que apoiaram Raquel. Já a explicação apresentada por Carlos Veras enfatiza a situação familiar e o convite para atuar na coordenação nacional.

São versões que ajudam a entender a movimentação, mas que não autorizam afirmar como fato consumado que o PT tenha ordenado o afastamento do socialista.

O que esperar dos próximos dias?

O comportamento de João Campos nas próximas agendas poderá ajudar a esclarecer o cenário. Uma retomada de atividades em Pernambuco indicaria que sua ausência era temporária. A permanência em articulações nacionais, por sua vez, reforçaria a explicação apresentada pelo comando petista.

O ponto central é que o segundo turno presidencial abriu uma nova disputa de bastidores em Pernambuco. De um lado, Lula tenta ampliar sua base eleitoral e busca aproximação com a governadora reeleita. De outro, João Campos precisa conciliar seu papel como liderança do PSB, a participação na campanha presidencial e as circunstâncias familiares que motivaram sua permanência em São Paulo.

Por enquanto, o que está documentado é a redução de sua presença pública nos atos locais, a articulação para que ele colabore nacionalmente e a tentativa do PT de conquistar eleitores de Raquel. A alegação de que houve uma ordem expressa para João Campos sumir da campanha continua sendo uma informação de bastidor, e não um fato oficialmente confirmado.

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PT APERTA O CERCO E COBRA POSIÇÃO DE RAQUEL LYRA SOBRE LULA NO SEGUNDO TURNO

Carlos Veras diz que todas as conversas possíveis já foram feitas e deixa a decisão nas mãos da governadora reeleita. Disputa por apoio em Pernambuco segue aberta.

Com Lula em desvantagem na disputa presidencial após o primeiro turno, o PT intensifica as articulações para tentar virar o jogo até 25 de outubro. Em Pernambuco, uma das principais apostas dos petistas é ampliar a votação no interior, fortalecer a presença nas redes sociais e conquistar o apoio de lideranças políticas de peso. Entre os nomes cobiçados está o da governadora reeleita Raquel Lyra (PSD), que ainda mantém distância de uma declaração pública de apoio a qualquer um dos candidatos.

A pressão sobre Raquel ficou evidente nesta terça-feira (13), durante entrevista do deputado federal Carlos Veras, presidente estadual do PT e coordenador da campanha de Lula em Pernambuco, ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal.

Sem esconder que o partido já se movimentou para tentar convencer a governadora, Veras afirmou que as conversas foram realizadas e que agora cabe à chefe do Executivo estadual decidir qual caminho seguirá no segundo turno.

“Todos os movimentos que pudessem ser feitos foram feitos. Agora está na consciência dela, para ela orientar os pernambucanos que ela vai governar por mais quatro anos”, declarou o parlamentar.

RAQUEL VIROU ALVO DA DISPUTA

Nos bastidores, a movimentação não se limita ao presidente estadual do PT. Segundo Carlos Veras, lideranças petistas que mantêm diálogo com Raquel Lyra também entraram em campo para tentar aproximar a governadora do projeto de reeleição de Lula.

Entre os nomes citados estão o senador Humberto Costa, o deputado estadual João Paulo e os ministros Rui Costa e Alexandre Silveira.

O interesse é compreensível: depois de conquistar mais quatro anos no Governo de Pernambuco, Raquel ganhou ainda mais peso no cenário político estadual e se tornou uma aliada desejada pelas duas campanhas presidenciais.

De um lado, o PT tenta convencer a governadora a caminhar com Lula. Do outro, aliados de Flávio Bolsonaro também procuram abrir espaço para uma aproximação. Por enquanto, Raquel mantém sua posição de neutralidade, deixando os dois grupos na expectativa.

PETISTAS USAM INVESTIMENTOS COMO ARGUMENTO

Na tentativa de sensibilizar a governadora, Carlos Veras associou a escolha presidencial à relação entre Pernambuco e o Governo Federal. O deputado citou investimentos em infraestrutura, abastecimento de água, contenção de encostas, habitação e saúde como argumentos para defender a continuidade da gestão Lula.

O petista também fez críticas ao campo bolsonarista ao comentar uma imagem de uma criança segurando uma arma em cima de um carro, utilizando o episódio para questionar o que, na avaliação dele, Flávio Bolsonaro representa para Pernambuco.

“Você pode ver o que é que eles orientam, o que é que eles aplaudem. Uma criança com uma arma na mão em cima de um carro. Isso é o que tem Flávio Bolsonaro para Pernambuco”, afirmou.

O SILÊNCIO QUE INCOMODA O PT 

A cobrança pública de Carlos Veras mostra que o PT não pretende desistir facilmente de conquistar o apoio de Raquel Lyra. O partido sabe que a governadora tem influência política no estado e que sua posição pode repercutir entre prefeitos, parlamentares e eleitores do interior.

Mas Raquel também tem seus próprios cálculos políticos. Reeleita para mais quatro anos de governo, ela precisa administrar uma ampla frente de alianças e avaliar os efeitos de qualquer declaração de apoio no cenário estadual e nacional.

Por enquanto, a governadora não anunciou adesão a Lula nem a Flávio Bolsonaro. E, enquanto as campanhas disputam cada voto, a neutralidade de Raquel segue no centro das articulações políticas em Pernambuco.

Na política, o silêncio também comunica. E, neste segundo turno, o PT já deixou claro que não quer apenas ouvir Raquel Lyra: quer saber de que lado ela pretende ficar.

Edney Souto | Blog do Edney — A notícia verdade.