domingo, 12 de julho de 2026

OPINIÃO - SE CHAPARRAL ABRIR A PORTA PARA JOÃO CAMPOS, RAQUEL LYRA NÃO PERDE O NORTE, MAS ELE PODE PERDER O PRUMO

Na política, existem conversas que são apenas conversas. E existem movimentos que, mesmo antes de acontecerem, já produzem efeitos.

A declaração do prefeito de Surubim, Cleber Chaparral, de que mantém diálogo com João Campos e aguarda uma definição de Miguel Coelho para decidir os próximos passos, colocou uma luz amarela acesa no tabuleiro político de Pernambuco.

É preciso registrar: este colunista não acredita que uma ruptura venha a acontecer. A leitura dos movimentos recentes aponta que ainda existe uma relação construída entre Chaparral e a governadora Raquel Lyra. Uma relação que não nasceu ontem, nem foi feita apenas de fotografias.

Raquel esteve presente. O Governo esteve presente. Surubim esteve na agenda administrativa. Chaparral esteve no projeto.

E política, principalmente em Pernambuco, é feita também de memória.

Nos bastidores, uma pergunta começa a circular: até onde vai o espaço para uma mudança de rota sem que isso seja interpretado como quebra de confiança?

Porque uma coisa é dialogar. Outra coisa é trocar de caminho.

A política permite conversas, aproximações e construção de pontes. Mas também cobra coerência daqueles que ocupam espaços de liderança.

Raquel Lyra construiu sua trajetória política justamente sobre uma característica que seus aliados costumam destacar: ela não costuma tomar decisões pela pressão do momento. A governadora tem um estilo próprio, muitas vezes silencioso, mas baseado em estratégia e organização.

Quem conhece o ambiente político sabe: Raquel não é uma liderança que trabalha no improviso. Ela observa, analisa e decide.

E talvez esse seja o ponto central dessa equação.

Uma eventual saída de Chaparral do grupo da governadora — se um dia vier a ocorrer — não seria apenas uma mudança de palanque. Seria uma mudança de narrativa.

Porque política não é apenas sobre para onde alguém vai. É também sobre como chega lá.

O eleitor acompanha gestos. Os aliados acompanham gestos. A classe política acompanha gestos.

E, no jogo político, confiança é um ativo caro. Muito caro.

Chaparral tem força política, tem história e tem uma base construída. Não se trata aqui de negar sua capacidade de articulação. Pelo contrário: justamente por ser uma liderança experiente, espera-se dele uma leitura cuidadosa do cenário.

Porque às vezes a pressa em procurar uma nova porta faz alguém esquecer quem ajudou a construir a casa onde ele está.

Miguel Coelho é uma liderança importante e suas decisões terão peso no futuro político de Pernambuco. Mas Chaparral também possui uma trajetória própria e precisa avaliar qual caminho fortalece sua imagem perante aqueles que confiaram nele.

Nos bastidores da política, há uma máxima antiga: aliados podem até discordar, mas precisam saber o valor da palavra empenhada.

Raquel Lyra não chegou onde chegou negociando convicções a cada movimento do tabuleiro. Ela venceu eleições, construiu alianças e consolidou seu espaço político justamente por saber a hora de avançar e a hora de esperar.

Se Chaparral é uma liderança experiente, como seus aliados afirmam, saberá medir o tamanho de cada passo.

Porque na política, nem todo caminho novo representa avanço. Alguns atalhos podem esconder curvas perigosas.

Este colunista segue acreditando que prevalecerá o diálogo e que a parceria construída até aqui terá mais peso do que qualquer especulação de momento.

Mas fica o registro: em política, ninguém perde apenas quando muda de lado. Às vezes, perde quando deixa dúvidas sobre onde realmente está.

O tempo dirá se estamos diante apenas de uma conversa ou de uma mudança de rota.

E Pernambuco, como sempre, estará observando.

MARÍLIA ARRAES UNE DEFESA DOS TRABALHADORES E ARTICULAÇÃO POLÍTICA EM AGENDAS NO AGRESTE

Em mais uma série de agendas pelo interior de Pernambuco, a pré-candidata ao Senado, Marília Arraes, esteve, hoje, no Agreste, ao lado dos pré-candidatos ao Governo de Pernambuco, João Campos, e a vice-governador, Carlos Costa. O time de Lula participou de um encontro com loteiros, em Tacaimbó, e recebeu apoio de lideranças de Pesqueira, em um evento comandado pelo Delegado Rossine, um dos principais nomes da política local. As atividades encerraram um fim de semana de mobilizações intensas da Frente Popular, que começou no Sertão do São Francisco. 

Durante o encontro com integrantes da Associação de Toyoteiros e Loteiros, Marília defendeu a valorização dos trabalhadores e a adoção de políticas públicas que garantam o fortalecimento das condições de trabalho da categoria, que presta um tipo ode serviço de grande importância para a população do interior. “Perseguir os toyoteiros, os loteiros, é perseguir o trabalhador mais humilde, aquele que acorda cedo para garantir o sustento da família e que também depende desse transporte para exercer o seu direito de ir e vir. Essa é uma escolha política: ou se governa para quem concentra privilégios ou se governa para quem vive do próprio trabalho. Eu escolhi estar ao lado do povo. Foi isso que o presidente Lula fez ao colocar os brasileiros mais pobres no centro das prioridades do país, e é esse compromisso que queremos fortalecer em Pernambuco, com mais investimentos, respeito aos trabalhadores e oportunidades para quem mais precisa", afirmou.

Na sequência, o trio majoritário seguiu para Pesqueira, onde participou de um grande encontro liderado pelo Delegado Rossine, uma das principais lideranças do município. Durante o ato, Rossine oficializou o apoio político dele e de seu grupo à pré-candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco e à pré-candidatura de Marília Arraes ao Senado.

Muito aplaudida pelo público, Marília destacou a importância da eleição de uma bancada progressista comprometida com a governabilidade do presidente Lula e com a defesa de políticas públicas voltadas à população, ressaltando a necessidade de fortalecer o campo democrático diante dos desafios enfrentados pelo país. "Não basta eleger um presidente comprometido com o povo. É preciso eleger um Congresso que caminhe na mesma direção. Quem tenta enfraquecer o presidente Lula está enfraquecendo as políticas que garantem emprego, comida na mesa, investimentos e oportunidades para o povo brasileiro. Pernambuco pode dar uma resposta clara: eleger uma bancada progressista, democrática e comprometida em derrotar de vez o projeto de retrocesso representado pelo bolsonarismo", concluiu. 

No final da noite Marília prestigia a 34ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns. Amanhã a pedetista se reunirá com lideranças políticas do Agreste Meridional.

SEMANA - DATAFOLHA APONTOU, PARANÁ PESQUISAS CONFIRMOU: RAQUEL CONSOLIDA VIRADA SOBRE JOÃO EM PERNAMBUCO

Antes mesmo da divulgação do levantamento do Paraná Pesquisas, o grande fato político da semana em Pernambuco já havia sido a pesquisa Datafolha. O instituto, considerado um dos mais observados do país, foi o primeiro a apontar uma mudança significativa no cenário da disputa pelo Governo do Estado ao mostrar Raquel Lyra (PSD) numericamente à frente de João Campos (PSB). Agora, o Paraná Pesquisas reforça essa tendência ao apresentar números que caminham na mesma direção, consolidando o que, até poucos meses atrás, parecia improvável: a virada da governadora sobre seu principal adversário. 

A nova pesquisa do Paraná, divulgada na última sexta-feira (10), mostra Raquel Lyra com 46,8% das intenções de voto no cenário estimulado contra 42,5% de João Campos. Em um cenário direto entre os dois, a vantagem também permanece: 47,5% para a governadora contra 43,3% do socialista. Embora a diferença esteja dentro da margem de erro de 2,6 pontos percentuais e configure empate técnico do ponto de vista estatístico, o dado político mais relevante é a mudança da tendência observada ao longo dos últimos meses. 

O contraste com o fim de 2025 é expressivo. Em dezembro, João Campos liderava com ampla vantagem, registrando 55,1% das intenções de voto, enquanto Raquel aparecia com 33,8%. Em apenas seis meses, o cenário foi completamente alterado. A governadora avançou quase 14 pontos percentuais, enquanto João perdeu praticamente 12 pontos. O resultado revela uma mudança consistente no humor do eleitorado pernambucano.

Esse movimento já havia sido captado pelo Datafolha no fim de maio. O instituto mostrou Raquel Lyra com 48% das intenções de voto contra 43% de João Campos no primeiro turno e, pela primeira vez, liderando também uma simulação de segundo turno, com 51% contra 44%. Na ocasião, a pesquisa também registrou aprovação de 67% ao governo estadual, indicando que a melhora da avaliação administrativa começava a refletir diretamente na disputa eleitoral. 

O Paraná Pesquisas praticamente confirma esse diagnóstico. A aprovação da gestão Raquel Lyra alcançou 65,7%, enquanto a avaliação positiva (ótima e boa) chegou a 48,6%. Já a avaliação negativa caiu para menos de 20%, números que ajudam a explicar o crescimento eleitoral da governadora. A pesquisa ainda mostra que a aprovação é elevada em diferentes segmentos do eleitorado, incluindo jovens, homens e pessoas com ensino superior. 

Outro indicador que chama atenção é o chamado "sentimento de vitória". Quando perguntados sobre quem acreditam que vencerá a eleição, independentemente da intenção de voto, 44,7% dos entrevistados apontam Raquel Lyra, enquanto 40,7% acreditam na vitória de João Campos. Esse tipo de percepção costuma influenciar campanhas e fortalecer o ambiente político em torno de quem passa a ser visto como favorito. 

Também pesa no cenário o índice de rejeição. Segundo o levantamento, João Campos aparece com rejeição de 25,4%, superior aos 21,3% registrados por Raquel Lyra. Embora ambos ainda tenham espaço para conquistar eleitores, o dado indica uma vantagem adicional para a governadora no momento atual. 

Politicamente, a sequência dos levantamentos produz um efeito importante. Quando institutos diferentes, com metodologias distintas, passam a apontar uma tendência semelhante, o debate deixa de ser apenas sobre números isolados e passa a girar em torno da consolidação de um novo cenário. Foi exatamente isso que ocorreu nesta semana: o Datafolha sinalizou a mudança e o Paraná Pesquisas reforçou que a disputa, antes amplamente favorável a João Campos, hoje se apresenta equilibrada, com Raquel Lyra ocupando a dianteira numérica. 

A corrida pelo Palácio do Campo das Princesas continua aberta, e ainda há meses de campanha pela frente. Mas, até aqui, o principal fato político da semana foi justamente a convergência entre os levantamentos: a percepção de que a governadora conseguiu reverter um cenário de desvantagem expressiva e transformar a eleição em uma disputa completamente diferente daquela desenhada no final de 2025.

DE BOM JARDIM, JANJÃO ULTRAPASSA 100 MUNICÍPIOS, INTENSIFICA AGENDA PELOS QUATRO CANTOS DO ESTADO E ENTRA DE VEZ NO JOGO PELA ALEPE

Na política, o tempo costuma separar projetos passageiros de construções consistentes. Enquanto alguns apostam em movimentos pontuais para ganhar visibilidade, outros preferem investir na presença permanente, no diálogo e na formação de alianças. É exatamente nessa segunda estratégia que se encaixa a caminhada do ex-prefeito de Bom Jardim, João Francisco, o popular Janjão (PSD), que vem consolidando uma das pré-candidaturas que mais cresceram no cenário pernambucano rumo à Assembleia Legislativa.

Quando decidiu deixar a Prefeitura de Bom Jardim, muitos enxergaram o gesto como uma aposta ousada. Afinal, poucos políticos abrem mão de um cargo de grande visibilidade para disputar um mandato estadual sem antes consolidar uma ampla base de apoio. Hoje, porém, os fatos mostram que a decisão fazia parte de um planejamento político muito maior.

Desde então, Janjão passou a transformar Pernambuco em seu principal campo de atuação. Sua agenda praticamente não para. Nos sete dias da semana, o ex-prefeito percorre todas as regiões do Estado, visitando municípios, reunindo-se com prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, ex-prefeitos, ex-vereadores, lideranças comunitárias, empresários e representantes dos mais diversos segmentos da sociedade. Do Agreste ao Sertão, passando pela Zona da Mata e pela Região Metropolitana do Recife, sua presença constante tornou-se uma das marcas da pré-campanha.

Na política, quem deseja representar Pernambuco precisa, antes de tudo, conhecer Pernambuco de perto. E Janjão parece ter compreendido essa lógica antes de muitos dos seus concorrentes.

O resultado desse trabalho de bastidores já aparece de forma concreta. Sua base política ultrapassa a marca de 100 municípios, um número que chama atenção não apenas pelo volume, mas pela diversidade de lideranças que passaram a integrar o projeto. São prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, ex-prefeitos, ex-vereadores e lideranças políticas distribuídas por praticamente todas as regiões do Estado.

Esse crescimento ocorre em um momento de profundas mudanças na política eleitoral. Com o fim das coligações proporcionais, tornou-se praticamente impossível conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa dependendo exclusivamente de um único reduto eleitoral. Hoje, a capilaridade política é um dos principais ativos de qualquer candidatura competitiva.

É justamente essa estratégia que Janjão vem colocando em prática.

Enquanto muitos pré-candidatos permanecem concentrados em suas bases tradicionais, o ex-prefeito de Bom Jardim decidiu ampliar horizontes. Em vez de esperar o início oficial da campanha, antecipou o trabalho político e passou a construir alianças permanentes em diferentes regiões do Estado.

Os apoios mais recentes reforçam essa leitura.

Em João Alfredo, Janjão conseguiu algo que poucos pré-candidatos alcançam em uma fase tão antecipada da disputa: reunir o principal núcleo da oposição do município em torno do seu projeto para a ALEPE. Além da ex-candidata a prefeita e líder oposicionista Vânia do Oim, também passaram a integrar sua base o vereador Júlio de Oim, atualmente uma das vozes mais atuantes da oposição na Câmara Municipal, além de lideranças históricas do grupo oposicionista ligadas ao ex-vice-prefeito Zeca Falcão e à ex-vereadora Leide da Melancia. A costura política fortaleceu significativamente a presença de Janjão no Agreste Setentrional e ampliou sua capacidade de mobilização em um dos municípios mais estratégicos da região..

Outro passo importante aconteceu em Frei Miguelinho, onde o prefeito Lindonaldo da Farinha (PSD) confirmou apoio à sua pré-candidatura. Pouco depois, foi a vez do prefeito de Vertente do Lério, Histênio Sales (PSD), também anunciar que caminhará ao lado de Janjão na disputa pela Assembleia Legislativa.

Na política, o apoio de prefeitos em exercício possui um significado especial. Não representa apenas mais um município na conta. Demonstra confiança, fortalece a estrutura política da candidatura e amplia sua capacidade de mobilização eleitoral.

Não por acaso, analistas políticos passaram a observar com mais atenção os movimentos do ex-prefeito. A avaliação predominante é de que sua candidatura deixou de ser uma aposta restrita ao Agreste para assumir uma dimensão estadual.

Outro aspecto que explica esse crescimento é sua experiência administrativa.

Durante sua gestão em Bom Jardim, Janjão conduziu uma administração marcada pela organização das contas públicas, fortalecimento da estrutura administrativa e estabilidade política. Ao deixar o cargo, conseguiu preservar a unidade do grupo político que construiu ao longo dos anos, demonstrando capacidade de liderança mesmo fora da Prefeitura, permanece com o apoio do atual prefeito Arsênio dos Minérios e todo o grupo.

Quem deixa o governo mantendo sua liderança mostra que construiu um projeto político, e não apenas uma administração de quatro anos.

Sua filiação ao PSD, partido presidido em Pernambuco pela governadora Raquel Lyra, também fortalece seu posicionamento no cenário estadual. A legenda trabalha para ampliar sua representação na Assembleia Legislativa e aposta em candidaturas municipalistas capazes de dialogar diretamente com os gestores das cidades pernambucanas.

Esse perfil parece encaixar-se perfeitamente na trajetória construída por Janjão.

Ao longo dos últimos meses, ele tem priorizado o contato direto com quem vive a realidade dos municípios. Em vez de discursos genéricos, leva para as conversas sua experiência como gestor e discute temas como saúde, educação, infraestrutura, desenvolvimento regional e fortalecimento das administrações municipais.

Essa postura tem encontrado receptividade entre lideranças políticas que convivem diariamente com os desafios enfrentados pelos municípios.

Outro detalhe chama atenção nos bastidores. Janjão praticamente transformou a estrada em seu gabinete político. Enquanto muitos pré-candidatos intensificam agendas apenas em finais de semana, ele mantém compromissos praticamente todos os dias, percorrendo o Estado em uma rotina intensa de reuniões e articulações. Esse contato permanente ajuda a explicar por que sua rede de apoios continua crescendo de forma constante.

Naturalmente, apoio político não significa voto garantido. A eleição para deputado estadual continua sendo uma das disputas mais complexas do sistema eleitoral brasileiro. Mas construir uma base que já ultrapassa 100 municípios antes mesmo do início oficial da campanha representa um patrimônio político relevante e coloca qualquer candidatura em outro patamar de competitividade.

Nos corredores da política pernambucana, seu nome já aparece entre aqueles que podem surpreender na disputa proporcional. Não apenas pela quantidade de apoios conquistados, mas pela consistência da estratégia adotada. Enquanto muitos ainda trabalham para consolidar suas bases locais, Janjão já atua como quem disputa Pernambuco inteiro.

PASSANDO A LUPA -  política ensina que mandato não se conquista apenas com popularidade. Conquista-se com presença, articulação, credibilidade e capacidade de construir alianças. Janjão parece ter entendido essa equação desde o primeiro dia em que decidiu deixar a Prefeitura de Bom Jardim. Ao percorrer Pernambuco nos sete dias da semana, ampliar sua base para mais de 100 municípios e reunir ao seu lado prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças de todas as regiões, o ex-prefeito deixa de ser apenas uma liderança municipal para ocupar espaço entre os nomes que entram na disputa pela ALEPE com uma estrutura política sólida e em franca expansão. Se esse trabalho será suficiente para transformá-lo em deputado estadual, somente as urnas responderão. Mas uma conclusão já pode ser feita: poucos pré-candidatos percorreram tanto Pernambuco e cresceram de forma tão consistente quanto Janjão nesta pré-campanha. É isso!


PRESIDENTE DA CÂMARA SE REBELA EM SALOÁ E ELEVA A TEMPERATURA DA CRISE POLÍTICA

Os bastidores da política de Saloá deixaram de ser discretos e ganharam o centro do debate público. O presidente da Câmara Municipal, Jamelão (MDB), decidiu romper o silêncio e partir para o enfrentamento ao denunciar o que classificou como perseguição política contra servidores municipais que mantêm proximidade com seu mandato.

O pronunciamento representa muito mais do que uma simples reclamação. Na prática, é um recado direto ao núcleo do Poder Executivo. Ao afirmar que servidores estariam sendo intimidados por participarem de eventos ou manterem relações pessoais com o presidente da Câmara, Jamelão leva para o campo institucional uma crise que, até então, circulava apenas nos corredores da política local.

O parlamentar afirmou que comunicará oficialmente o caso ao prefeito Júnior de Rivaldo e cobrou uma resposta imediata da administração municipal. Segundo ele, caso as denúncias continuem chegando ao seu gabinete sem que haja providências, o próximo destino será o Ministério Público.

A declaração tem peso político. Quando o presidente do Poder Legislativo afirma publicamente que há relatos de intimidação dentro da estrutura administrativa, o discurso deixa de ser apenas uma crítica e passa a elevar a pressão sobre a gestão municipal, que poderá se manifestar sobre as acusações.

Jamelão também endureceu o discurso ao afirmar que nenhum servidor pode ser transformado em alvo por causa de suas amizades, posicionamentos pessoais ou participação em atividades políticas fora do expediente. Para ele, o funcionalismo público existe para servir à população e não para atender disputas de grupos políticos.

Nos bastidores, a fala foi interpretada como um dos posicionamentos mais firmes do presidente da Câmara desde o início da atual legislatura. O tom adotado indica que a relação entre Legislativo e Executivo atravessa um momento de forte desgaste, ampliando a tensão política no município.

Agora, a expectativa gira em torno da resposta da Prefeitura. Se o Executivo rebater as declarações, o embate tende a ganhar novos capítulos. Se optar pelo silêncio, a pressão política poderá aumentar ainda mais.

Uma coisa é certa: a crise saiu definitivamente dos bastidores. Em Saloá, o confronto político passou a ser travado às claras, e o episódio pode marcar um novo momento na relação entre os dois Poderes.

O Blog do Edney mantém o compromisso com a informação equilibrada e responsável. O espaço permanece aberto para que o prefeito Júnior de Rivaldo ou a Prefeitura de Saloá apresentem seu posicionamento sobre as declarações do presidente da Câmara, Jamelão. Havendo manifestação oficial, esta matéria será atualizada para contemplar a versão do Executivo.

TEMOR DE NOVO VÍDEO MOBILIZA BASTIDORES DA CAMPANHA DE FLÁVIO BOLSONARO E EXPÕE A FORÇA DAS CRISES DE IMAGEM NA POLÍTICA COM MONTAGEM DE DEFESA ANTES DA EXPLOSÃO DO FATO


A poucos meses da disputa presidencial, uma nova frente de preocupação passou a dominar os bastidores da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). Reportagens publicadas pela revista Fórum e repercutidas por outros veículos apontam que aliados do parlamentar discutem uma estratégia para enfrentar um eventual vazamento de um vídeo de caráter privado que poderia provocar desgaste político durante a corrida eleitoral. 

Segundo as publicações, a equipe de Flávio Bolsonaro trabalha com a possibilidade de que sua esposa, Fernanda Bolsonaro, assuma protagonismo na defesa pública do senador caso o material venha a ser divulgado. A estratégia, de acordo com informações atribuídas à colunista Bela Megale, de O Globo, seria reforçar a narrativa de transformação pessoal e religiosa do parlamentar, destacando que episódios do passado teriam sido superados.

O episódio ganhou novos contornos após a revista Fórum afirmar que o temor inicial de um suposto vídeo relacionado a festas atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro acabou se ampliando para a possibilidade da existência de outras imagens antigas envolvendo o senador. Até o momento, entretanto, nenhum desses vídeos foi tornado público e não há confirmação independente sobre sua existência, autenticidade ou conteúdo. 

Nos bastidores de Brasília, a simples possibilidade da divulgação de um material dessa natureza já é suficiente para alterar estratégias eleitorais. Em campanhas majoritárias, crises de imagem costumam ser tratadas com prioridade máxima porque atingem diretamente atributos considerados decisivos pelo eleitorado, como credibilidade, coerência e confiança.

No caso de Flávio Bolsonaro, o impacto potencial é ainda maior em razão de um dos principais pilares do discurso político do campo conservador: a defesa da família, dos valores cristãos e da moralidade pública. Caso um eventual conteúdo venha a contrariar essa imagem — hipótese que permanece sem comprovação — o desafio da campanha será convencer o eleitor de que episódios antigos não representam a postura atual do candidato.

Segundo as reportagens, Fernanda Bolsonaro teria relatado a pessoas próximas que o casal enfrentou uma crise conjugal há cerca de quatro anos, mas que a situação foi superada após mudanças na vida do senador, incluindo sua aproximação com a religião. Essa narrativa já começou a aparecer em declarações públicas recentes de Flávio Bolsonaro, nas quais ele afirma ser hoje "um homem convertido" e mais dedicado à família. 

Outro aspecto observado por analistas políticos é que campanhas modernas não aguardam mais a confirmação de uma crise para reagir. A preparação antecipada de discursos, porta-vozes e estratégias de comunicação tornou-se prática comum diante da velocidade com que informações — verdadeiras ou não — circulam pelas redes sociais.

Até agora, porém, o debate permanece baseado em informações publicadas por veículos de imprensa. Não houve divulgação do suposto vídeo, nem confirmação independente das alegações apresentadas. Também não foram apresentados elementos públicos que comprovem as acusações mencionadas nas reportagens. 

Enquanto isso, o caso evidencia como a disputa presidencial de 2026 tende a ser marcada não apenas pelo confronto de propostas, mas também pela batalha permanente em torno da reputação dos candidatos. Em um ambiente de forte polarização política, crises de imagem costumam produzir efeitos imediatos, ainda que os fatos estejam em fase inicial de apuração. Caberá aos próximos desdobramentos, e sobretudo à apresentação de provas verificáveis, definir se o episódio permanecerá no campo das especulações ou se ganhará dimensão concreta no debate eleitoral.

OSMAR RICARDO ANUNCIA LICENÇA DA PRESIDÊNCIA DO PT RECIFE PARA APOIAR RAQUEL LYRA E APROFUNDA RACHADURA COM JOÃO CAMPOS

A decisão do vereador do Recife e presidente municipal do PT, Osmar Ricardo, de se licenciar da presidência do diretório da legenda durante o período eleitoral para apoiar a reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) representa mais um capítulo da crescente tensão entre o parlamentar e o grupo político liderado pelo ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB).

Em entrevista ao Jornal do Commercio, Osmar confirmou que não participará da campanha de João Campos, mesmo com o PT de Pernambuco integrando oficialmente a Frente Popular e tendo decidido, de forma democrática, apoiar a candidatura do socialista ao Palácio do Campo das Princesas.

Segundo o vereador, o afastamento temporário da presidência do diretório municipal será formalizado no início oficial da campanha eleitoral e submetido às instâncias partidárias da capital.

"Eu vou me licenciar porque acho importante. Se vou tomar uma postura diferente do PT, que quer apoiar João Campos, eu não vou apoiar. Não vou fazer campanha para João Campos nem pedir voto para ele", declarou.

A posição marca uma ruptura política consolidada após Osmar aderir ao pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a polêmica nomeação de um procurador da Prefeitura do Recife para uma vaga destinada a pessoa com deficiência, episódio que ficou conhecido como o caso do "Fura-fila". Desde então, o vereador passou a fazer oposição à gestão de João Campos e intensificou as críticas ao pré-candidato socialista.

Apesar do posicionamento divergente, Osmar garantiu que não pretende deixar o Partido dos Trabalhadores. Segundo ele, o licenciamento é uma forma de preservar a coerência política sem romper com a legenda.

"O PT tem muito disso, as pessoas pensam diferente. O partido toma uma decisão e eu respeito essa decisão. Vou me licenciar no momento certo, mas não estou saindo do PT", afirmou.

A reação da direção estadual veio por meio do presidente do PT em Pernambuco, deputado federal Carlos Veras. Em nota encaminhada ao Jornal do Commercio, Veras ressaltou que o eventual licenciamento não exime nenhum filiado do cumprimento do estatuto e das deliberações partidárias.

O dirigente lembrou que a decisão de apoiar João Campos foi construída internamente e recebeu respaldo das principais instâncias da legenda.

"A decisão do PT de Pernambuco de apoiar a pré-candidatura de João Campos foi amplamente debatida e tomada de forma democrática. Além de validada pelo presidente nacional do partido, Edinho Silva, ela conta com o respaldo da nossa maior liderança, o presidente Lula", destacou.

Osmar também fez questão de afirmar que a iniciativa partiu exclusivamente dele e descartou qualquer orientação das direções estadual ou nacional do partido. Segundo o vereador, o diretório municipal será convocado para homologar oficialmente seu afastamento temporário da presidência durante o período eleitoral.

"Acho que é a decisão mais correta. Essa pressão é minha. Já estou convocando a reunião da direção municipal. Vamos reunir a executiva e depois o diretório para homologar meu licenciamento", explicou.

Mesmo contrariando a posição oficial do PT em Pernambuco, o vereador afirmou manter diálogo e boa relação com importantes lideranças da legenda, como a senadora Teresa Leitão, o senador Humberto Costa e o próprio presidente estadual Carlos Veras.

A movimentação evidencia um dos episódios mais emblemáticos de dissidência interna no PT pernambucano neste processo eleitoral. Embora a legenda permaneça oficialmente ao lado de João Campos, a decisão de um de seus principais dirigentes na capital de apoiar a candidatura de Raquel Lyra expõe fissuras políticas que tendem a repercutir durante toda a campanha de 2026, sobretudo pelo simbolismo de partir justamente do presidente municipal do partido na maior cidade do Estado.

REGINA DA SAÚDE PARABENIZA MANARI PELOS 31 ANOS E REFORÇA LAÇOS COM O SERTÃO EM MENSAGEM NAS REDES SOCIAIS

A ex-prefeita de Itaíba e pré-candidata a deputada estadual, Regina da Saúde, aproveitou as comemorações pelos 31 anos de emancipação política de Manari para prestar uma homenagem pública ao município sertanejo. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Regina destacou a importância da data, enalteceu a trajetória da cidade e deixou uma mensagem de reconhecimento à população, reforçando sua aproximação com os municípios do interior pernambucano.

Na gravação, Regina ressaltou a força do povo de Manari e fez questão de parabenizar todos os moradores pela história construída ao longo das últimas três décadas. A ex-prefeita afirmou que o município representa a coragem e a perseverança do povo sertanejo, desejando que a cidade continue avançando em desenvolvimento, oportunidades e qualidade de vida para sua população.

A manifestação ocorre justamente durante as celebrações oficiais do aniversário da cidade, que reuniu programação cívica, cultural e artística, movimentando moradores e visitantes. O gesto de Regina também evidencia sua presença cada vez mais constante nas redes sociais, utilizando as plataformas digitais para dialogar diretamente com diferentes regiões do Estado.

Com uma trajetória política consolidada em Itaíba, onde administrou o município e ganhou notoriedade pela atuação voltada para a saúde pública e políticas sociais, Regina vem ampliando sua agenda política pelo Agreste e Sertão. Sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa de Pernambuco tem sido construída com visitas a municípios, encontros com lideranças e participação em eventos regionais.

A homenagem a Manari também reforça uma estratégia comum entre lideranças políticas que buscam estreitar relações com os municípios do interior, especialmente em datas simbólicas que valorizam a identidade local. O aniversário de emancipação política representa um momento de celebração da história, das conquistas e das perspectivas de crescimento de cada cidade.

Manari, localizado no Sertão do Moxotó, completa 31 anos de emancipação política consolidando avanços em diversas áreas e reafirmando sua importância na região. Durante as festividades, autoridades, moradores e lideranças políticas prestaram homenagens ao município, reconhecendo o esforço de sua população na construção de uma cidade que segue buscando desenvolvimento e melhorias para seus habitantes.

Ao encerrar sua mensagem, Regina da Saúde desejou prosperidade, paz e novas conquistas para Manari, destacando que o município possui um povo trabalhador e merece continuar escrevendo uma história de crescimento. A publicação recebeu manifestações de apoio e compartilhamentos de seguidores, fortalecendo sua presença política no Sertão e ampliando o alcance de sua mensagem durante uma das datas mais importantes do calendário do município.


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