quarta-feira, 4 de março de 2026

ADAGRO APRESENTA NORMAS DOS TORNEIOS LEITEIROS EM PERNAMBUCO A PRODUTORES DO AGRESTE

Evento será realizado nesta quinta-feira (5), em Pedra, e abordará também ações de prevenção contra brucelose e tuberculose bovina.

Produtores dos municípios do Agreste pernambucano terão a oportunidade de conhecer melhor as normas que regulamentam os torneios leiteiros realizados em Pernambuco, além das ações de prevenção contra brucelose e tuberculose bovina. A equipe técnica da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro) convida para uma explanação sobre a portaria que estabelece as diretrizes para a autorização, organização e supervisão dos Torneios Leiteiros em todo o estado. O encontro será realizado nesta quinta-feira (5), a partir das 10h30, na Câmara de Vereadores de Pedra.

O evento será aberto pelo diretor-presidente da Adagro, Moshe Dayan Fernandes, que abordará os impactos desses certames na saúde e no bem-estar animal, além da importância do cumprimento das normas estabelecidas pela Portaria nº 063/2025, publicada no Diário Oficial do Estado em 13 de setembro do ano passado. As diretrizes visam assegurar a qualidade sanitária do leite ordenhado durante as competições e a saúde dos animais participantes.

“Realizados de forma independente ou integrados a feiras e exposições agropecuárias, em espaços públicos ou privados, esses torneios devem seguir normas obrigatórias para sua execução”, destaca o diretor-presidente da Adagro. Para isso, os organizadores deverão solicitar autorização prévia à Agência com, no mínimo, 30 dias de antecedência da data prevista para o evento 

Dando continuidade à programação, a gerente estadual de Trânsito Agropecuário da Adagro, Marcella Figueiredo, fará uma explanação sobre a Portaria nº 063/2025, abordando os requisitos para a realização de torneio leiteiro em Pernambuco, além de exigências, como o plano de aproveitamento do leite ordenhado e as condições adequadas das instalações, entre outros critérios para a realização do torneio.

Também deverão ser submetidas à Adagro, para avaliação e validação, informações detalhadas sobre o evento, incluindo cronograma de entrada e saída dos animais, horários das ordenhas e das inspeções, bem como os nomes dos integrantes da comissão organizadora - grupo responsável pela execução e controle das atividades do torneio.

O gerente estadual de Inspeção Animal, Flávio Silva, esclarecerá dúvidas dos produtores sobre os critérios que garantem o bom andamento do concurso leiteiro, as medidas para redução dos riscos, adotando boas práticas de higiene da ordenha e destinação do leite. Outra oportunidade de esclarecimento para os produtores será a apresentação sobre prevenção contra brucelose e tuberculose bovina, que será conduzida pela gerente regional da Adagro em Sanharó, Janayra Magalhães.

 

CALÇADO SOFRE PREJUÍZO DE R$ 11 MILHÕES APÓS ENCHENTE DEVASTADORA E INICIA FORÇA-TAREFA PARA RECONSTRUÇÃO

O município de Calçado vive dias de reconstrução e solidariedade após uma das enchentes mais severas já registradas na cidade. A força das águas deixou um rastro de destruição que comprometeu a infraestrutura urbana e rural, afetou diretamente centenas de moradores e impôs um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 11 milhões, somente em relação às passagens molhadas destruídas.

Ao todo, 12 passagens molhadas foram arrastadas pela correnteza, interrompendo o tráfego e dificultando o acesso a comunidades inteiras. A situação se agravou com a destruição completa da ponte principal que liga a cidade, considerada estratégica para o deslocamento diário de moradores, transporte escolar, escoamento da produção rural e atendimento de saúde.

Diante do cenário crítico, o Governo do Estado entrou em ação por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que já iniciou a construção de um acesso provisório para restabelecer a mobilidade e reduzir os impactos no cotidiano da população. Além disso, foi assumido o compromisso de reconstrução definitiva da ponte principal — obra vista como essencial para que o município retome plenamente sua rotina econômica e social.

Enquanto as máquinas trabalham na infraestrutura, a dimensão social da tragédia também mobiliza esforços intensos. De acordo com levantamento da Prefeitura, 147 famílias foram diretamente atingidas pela enchente. Dessas, 20 ficaram desalojadas e precisaram deixar suas casas. No povoado de Riacho Dantas, 49 famílias ficaram ilhadas, dependendo de apoio emergencial para alimentação e assistência básica.

A resposta da gestão municipal foi rápida. Em menos de 24 horas, equipes conseguiram restabelecer o acesso ao município por meio de estradas vicinais. Também foi aberta uma via provisória até Riacho Dantas, garantindo que as famílias isoladas recebessem atendimento.

Paralelamente, foi desencadeada uma ampla operação de apoio humanitário e recuperação emergencial, incluindo:

Principais impactos da enchente em Calçado:

  • Destruição de 12 passagens molhadas;

  • Colapso total da ponte principal do município;

  • Prejuízo estimado em R$ 11 milhões na infraestrutura;

  • 147 famílias atingidas diretamente;

  • 20 famílias desalojadas;

  • 49 famílias ilhadas no povoado Riacho Dantas;

  • Comprometimento do tráfego urbano e rural;

  • Prejuízos ao escoamento da produção agrícola;

  • Danos a móveis, utensílios e residências.

Ações emergenciais realizadas:

  • Limpeza intensiva das ruas e remoção de entulhos;

  • Apoio direto às famílias afetadas;

  • Recuperação de móveis e bens;

  • Distribuição de alimentos e cestas básicas;

  • Entrega de roupas, kits de higiene, colchões e cobertas;

  • Inclusão das famílias desalojadas no programa de aluguel social;

  • Construção de acessos provisórios e estrada emergencial.

O prefeito Zé Elias utilizou as redes sociais para alertar que o município não conseguirá se reerguer sozinho diante da dimensão dos danos. Segundo ele, a prioridade agora é garantir assistência às famílias e acelerar a reconstrução da cidade, mas será indispensável o apoio dos governos estadual e federal para viabilizar os recursos necessários.

Apesar da gravidade do cenário, a cidade demonstra espírito de união. Servidores municipais, voluntários e moradores atuam juntos na limpeza e na reorganização das áreas afetadas. A expectativa é que, com o apoio institucional já anunciado e a mobilização local, Calçado consiga transformar o momento de crise em um processo de reconstrução mais estruturado e resiliente.

A enchente deixa marcas profundas, mas também reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura preventiva, planejamento urbano e ações que reduzam a vulnerabilidade diante de eventos climáticos extremos que, cada vez mais, desafiam municípios do interior pernambucano.

MINISTRO SILVIO COSTA FILHO COLOCA INFRAESTRUTURA NO CENTRO DO DEBATE DURANTE PERNAMBUCO EXPORT NA FIEPE

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, será um dos protagonistas do Pernambuco Export, fórum estadual promovido pelo Brasil Export que reunirá, nesta quinta-feira (5), representantes de todo o setor produtivo para discutir os rumos da infraestrutura no estado e no país. O encontro acontece a partir das 9h, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), no bairro de Santo Amaro, área central do Recife.

À frente de uma das pastas estratégicas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro participará do painel dedicado à infraestrutura portuária, considerado um dos pontos altos da programação. O debate deverá concentrar atenções de empresários, operadores logísticos, dirigentes de companhias docas, representantes de terminais privados e autoridades públicas, em um momento em que o Brasil busca ampliar sua competitividade no comércio internacional.

O Pernambuco Export integra uma agenda nacional de debates sobre transportes, energia e mineração, áreas consideradas essenciais para sustentar o crescimento econômico. No caso específico dos portos, o foco estará na ampliação de investimentos, na modernização da gestão, na segurança jurídica para concessões e na integração com modais rodoviário e ferroviário.

Silvio Costa Filho tem defendido que a eficiência portuária é determinante para reduzir custos logísticos e fortalecer cadeias produtivas, especialmente no Nordeste. Em Pernambuco, ele tem reforçado a importância de consolidar o estado como hub logístico regional, aproveitando sua posição geográfica estratégica e a estrutura já instalada para atrair novos empreendimentos e ampliar a movimentação de cargas.

Durante o evento, além dos debates técnicos, haverá homenagem a representantes do setor portuário brasileiro, simbolizando o reconhecimento à atuação institucional e ao diálogo mantido com o governo federal. A presença do ministro é vista como um gesto de aproximação com o empresariado e de reafirmação do compromisso com políticas públicas voltadas à geração de empregos e ao fortalecimento da economia.

O fórum também deve abrir espaço para discussões sobre sustentabilidade, transição energética e inovação tecnológica aplicada à logística, temas que vêm ganhando peso nas decisões de investimento e nas exigências do mercado internacional.

Ao participar do Pernambuco Export, Silvio Costa Filho reforça sua estratégia de manter interlocução direta com os setores produtivos e de construir, em parceria com estados e iniciativa privada, soluções para destravar projetos e acelerar obras estruturantes. A expectativa é que o encontro contribua para alinhar prioridades e consolidar Pernambuco como um dos principais polos logísticos do Nordeste.

Serviço
O quê: Pernambuco Export
Onde: Fiepe, Avenida Cruz Cabugá, Recife
Quando: Quinta-feira, dia 5
Horário: 9h



PRISÃO DE DANIEL VORCARO EXPÕE SUPOSTA REDE BILIONÁRIA DE FRAUDES, INTIMIDAÇÕES E OBSTRUÇÃO À JUSTIÇA

O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, voltou a ser preso pela Polícia Federal nesta quarta-feira (4), em São Paulo, no desdobramento de investigações que apontam a existência de um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras, pagamento de propinas e formação de uma estrutura paralela voltada à intimidação de adversários e críticos.

A nova prisão ocorre no âmbito da Operação Compliance Zero, cuja investigação foi detalhada em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com os autos, mensagens extraídas de aparelhos celulares revelam diálogos comprometedores entre Vorcaro e seus colaboradores mais próximos, indicando a existência de um núcleo operacional apelidado de “A Turma”. Segundo a PF, o grupo seria responsável por monitoramento ilegal, constrangimentos e tentativas de obstrução de justiça.

Entre os diálogos analisados, investigadores destacam conversas com Luiz Phillipi Mourão, conhecido pelo codinome “Sicário”, apontado como líder do chamado núcleo de intimidação. Em uma das trocas de mensagens, após a publicação de reportagens consideradas desfavoráveis, Vorcaro teria manifestado desejo de retaliar o jornalista Lauro Jardim. Em um dos trechos atribuídos ao banqueiro, ele ordena que fosse simulada uma agressão sob a aparência de assalto, com o objetivo, segundo a interpretação da PF, de intimidar e silenciar a atuação da imprensa.

Os investigadores entendem que a resposta positiva de Mourão reforça a suspeita de que a estrutura não se limitava a ameaças verbais, mas operava com planejamento concreto de ações coercitivas. A corporação considera o conteúdo como indício de tentativa de forjar crime para encobrir uma retaliação, o que pode configurar grave atentado à liberdade de imprensa.

Outro episódio descrito nos autos envolve uma funcionária doméstica identificada como Monique. Em mensagens analisadas, Vorcaro teria reagido de forma agressiva após se sentir ameaçado por ela, determinando que Mourão levantasse o endereço da mulher. Para a PF, o episódio revela o uso reiterado da suposta estrutura paralela para constranger pessoas consideradas incômodas ou potencialmente prejudiciais aos interesses do empresário.

As investigações apontam ainda que “A Turma” operaria mediante repasses mensais estimados em R$ 1 milhão, valores que, segundo a Polícia Federal, eram destinados à manutenção das atividades de coação e monitoramento. Mourão seria o responsável por coordenar a execução das ordens e administrar os recursos recebidos.

Outro eixo sensível da apuração envolve a suspeita de pagamentos a servidores do Banco Central do Brasil. Em diálogos com uma funcionária identificada como Ana Claudia, Vorcaro teria confirmado transferências de grandes quantias associadas ao grupo investigado. A PF apura se os valores tinham como finalidade influenciar decisões regulatórias ou obter informações privilegiadas.

A defesa de Daniel Vorcaro ainda não se pronunciou publicamente sobre o teor das mensagens reveladas nem sobre as novas acusações. O caso segue sob supervisão do STF devido ao possível envolvimento de autoridades com foro privilegiado.

A prisão do banqueiro amplia a dimensão do escândalo, que já vinha sendo tratado nos bastidores do mercado financeiro como uma das investigações mais sensíveis dos últimos anos. Caso as acusações sejam confirmadas, o episódio poderá desencadear desdobramentos criminais, administrativos e regulatórios de grande impacto, tanto no sistema financeiro quanto nas instituições responsáveis por sua fiscalização.

LULA DEFENDE ACORDO ENTRE TRABALHADORES E EMPRESÁRIOS PARA O FIM DA ESCALA 6X1 E PROPÕE CONSTRUÇÃO COLETIVA DA PROPOSTA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, na noite desta terça-feira (3), que a proposta de lei que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 seja construída por meio de diálogo direto entre empregados, empregadores e o governo federal. A declaração foi feita durante a abertura da Segunda Conferência do Trabalho, realizada no Anhembi, na capital paulista, onde o evento segue até o próximo dia 5.

Diante de representantes de centrais sindicais, empresários, gestores públicos e especialistas, Lula argumentou que a construção de um acordo prévio entre as partes envolvidas pode evitar conflitos futuros e garantir maior segurança jurídica. Segundo ele, um entendimento firmado por meio da negociação direta tende a ser mais equilibrado do que uma decisão unilateral do Congresso Nacional.

“É melhor vocês construírem negociando do que terem que engolir uma coisa aberta [vinda do Congresso], e depois ter de recorrer à Justiça do Trabalho”, afirmou o presidente, ao defender que a solução seja fruto de consenso. Ele reforçou que o ideal é que o texto final da proposta represente um ponto de convergência entre os interesses dos trabalhadores, do setor produtivo e do próprio governo.

Ao abordar o papel do Executivo nas discussões, Lula destacou que a gestão federal buscará equilíbrio nas tratativas. “Não iremos prejudicar os trabalhadores. E também não queremos contribuir com o prejuízo da economia brasileira. Nós queremos contribuir para, de forma bem pensada, bem harmonizada, encontrar uma solução”, declarou, sinalizando que a proposta será construída com cautela para evitar impactos negativos tanto no mercado de trabalho quanto na atividade econômica.

A escala 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos com direito a um dia de descanso — tem sido alvo de debates em diversos setores, especialmente em atividades que exigem jornadas contínuas, como comércio e serviços. Para defensores da mudança, a revisão do formato pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e promover maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Já representantes empresariais alertam para possíveis impactos nos custos operacionais e na geração de empregos.

A Segunda Conferência do Trabalho, promovida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, tem como objetivo estabelecer diretrizes para a promoção do trabalho decente no país, fortalecer o diálogo social e estimular a construção coletiva de políticas públicas voltadas ao mercado laboral. O encontro reúne diferentes segmentos da sociedade para debater temas como condições de trabalho, negociação coletiva, formalização do emprego e modernização das relações trabalhistas.

Ao propor a construção conjunta da proposta sobre a escala 6x1, o presidente reforça a estratégia de priorizar o diálogo social como instrumento central na formulação de mudanças estruturais no mundo do trabalho, buscando evitar judicializações e embates políticos que possam atrasar a implementação de eventuais avanços.

POESIA DO PAJEÚ É RECONHECIDA COMO CULTURA NACIONAL E FORTALECE ORGULHO DO SERTÃO PERNAMBUCANO

Em uma votação marcada pela unanimidade e pelo reconhecimento à força da cultura nordestina, a Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (3), o projeto de lei que reconhece a tradicional Poesia do Pajeú, expressão cultural enraizada no Sertão pernambucano, como manifestação da cultura nacional. A proposta agora segue para análise do Senado Federal.

O projeto é de autoria do deputado federal Túlio Gadêlha e teve como relator em plenário o deputado Carlos Veras, primeiro-secretário da Mesa Diretora da Casa. A matéria recebeu parecer favorável e foi aprovada com o apoio de todos os partidos, consolidando um raro momento de consenso em torno da valorização cultural.

Durante a defesa do texto, Carlos Veras ressaltou o significado social da poesia para o povo sertanejo, especialmente na região do Pajeú. Segundo ele, a tradição poética ultrapassa o campo artístico e se transforma em elemento de identidade coletiva. “No Pajeú, ser poeta é um título de nobreza civil. A poesia eleva a autoestima do ser sertanejo, permitindo que cada pessoa se veja como protagonista criativo e intelectual”, destacou o parlamentar em plenário.

Localizado no interior de Pernambuco, o Sertão do Pajeú é reconhecido nacionalmente pela forte tradição da poesia popular, do repente e da cantoria. Ao longo das décadas, a região revelou nomes consagrados da cultura nordestina e consolidou-se como um dos principais celeiros da produção poética do Brasil. Nos encontros de cantadores, nas feiras livres, nas praças públicas e nos festivais culturais, a arte da palavra rimada se mantém viva, atravessando gerações.

O reconhecimento como manifestação da cultura nacional representa mais do que um título simbólico. A medida abre caminho para políticas públicas de incentivo, preservação e difusão da tradição, fortalecendo ações culturais, educacionais e turísticas ligadas à poesia popular. Além disso, amplia a visibilidade do Sertão como território de produção intelectual e artística, rompendo estereótipos historicamente associados à região.

A aprovação unânime também sinaliza um gesto político de valorização das expressões culturais nordestinas no cenário nacional. Caso seja confirmado pelo Senado, o reconhecimento oficial poderá reforçar a proteção da tradição e estimular investimentos que garantam sua continuidade.

Para o povo do Pajeú, a decisão representa o reconhecimento de uma herança construída no improviso, na sensibilidade e na força da palavra. A poesia, que sempre foi orgulho local, agora se projeta como patrimônio cultural de todo o Brasil.

ATOR JOSÉ DUMONT É PRESO PARA CUMPRIR PENA DE MAIS DE 9 ANOS POR ESTUPRO DE VULNERÁVEL NO RIO

O ator José Dumont, de 75 anos, foi preso na noite desta terça-feira (3), no Rio de Janeiro, para cumprir pena definitiva de nove anos e quatro meses de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável. A ordem de prisão foi expedida após condenação com trânsito em julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, ou seja, não cabe mais recurso.

A prisão ocorreu no apartamento onde o ator morava, no bairro do Flamengo, na Zona Sul da capital fluminense. Segundo informações, ele foi localizado após trabalho de inteligência policial. Após ser conduzido à delegacia para os procedimentos formais, Dumont será encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça para o cumprimento da pena em regime fechado.

O caso que levou à condenação remonta a 2022. À época, o ator foi acusado de levar um menino de 11 anos para dentro de seu apartamento. A situação foi denunciada por moradores do prédio, o que deu início à investigação. O processo seguiu tramitando na Justiça até a sentença final, agora tornada definitiva.

Com mais de quatro décadas de trajetória artística, José Dumont construiu carreira sólida na televisão, no cinema e no teatro brasileiro. Ficou nacionalmente conhecido ao interpretar o personagem Gil Marruá na primeira versão da novela Pantanal, exibida em 1990. No mesmo ano, também esteve no elenco de A História de Ana Raio e Zé Trovão, dando vida ao personagem Mané Coxo.

Ao longo dos anos, participou de produções de grande repercussão, como Velho Chico, América, Onde Nascem os Fortes e Todas as Flores. Também integrou o elenco da novela Nos Tempos do Imperador, no papel do coronel Eudoro.

Na Record TV, atuou em obras como Caminhos do Coração e Ribeirão do Tempo, ampliando ainda mais sua presença na dramaturgia nacional.

No cinema, Dumont estreou em Morte e Vida Severina e participou de produções marcantes como Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia. Ao longo da carreira, acumulou cerca de 50 trabalhos entre longas e curtas-metragens. Seu trabalho mais recente foi no filme Curral, dirigido por Marcelo Brennand, lançado nos cinemas em novembro de 2021.

A prisão do ator repercute no meio artístico e entre o público que acompanhou sua carreira ao longo de décadas. O caso marca um desfecho judicial definitivo para uma acusação grave que ganhou ampla repercussão desde que veio à tona.

Agora, com a condenação confirmada e a ordem judicial cumprida, José Dumont passa a cumprir pena no sistema prisional do Rio de Janeiro, encerrando um capítulo judicial que se estendeu por quase quatro anos.

DUPLICAÇÃO DA BR-232: AUDIÊNCIA PÚBLICA EXPLICA EIA/RIMA E CONVIDA POPULAÇÃO A PARTICIPAR

Uma audiência pública vai explicar à população todos os detalhes do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) referentes à duplicação, adequação e restauração do trecho da BR-232 em Ipojuca/PE. O encontro é a oportunidade para moradores, comerciantes, agricultores e entidades conhecerem os riscos, os benefícios e as medidas de proteção ambiental previstas para a obra — e também para apresentar críticas, sugestões e dúvidas.

O que é EIA/RIMA?
O EIA é um estudo técnico feito por uma equipe multidisciplinar que avalia como um projeto pode afetar o meio físico, o meio biológico e a vida das pessoas. O RIMA é a versão do EIA escrita em linguagem mais clara, para que qualquer cidadão entenda os possíveis impactos e as propostas de mitigação.

Por que isso importa?
Obras rodoviárias de grande porte podem causar erosão, assoreamento de rios, perda de habitats, ruído, poluição do ar e mudanças no uso do solo. Também afetam a economia local, o tráfego e a segurança das comunidades. Saber o que está previsto permite cobrar garantias, fiscalizar a execução e propor alternativas.

O que o EIA/RIMA deve conter?
O documento deve descrever a obra e sua área de influência, apresentar um diagnóstico ambiental atual, identificar impactos potenciais e propor medidas de mitigação, programas de monitoramento e ações de restauração ambiental. Deve ainda apontar responsabilidades e cronogramas.

Quem participou da elaboração?
Além da empresa consultora e do empreendedor, o processo envolve o órgão ambiental estadual (CPRH), órgãos federais como o IBAMA, prefeituras, IPHAN, Ministério Público, universidades, ONGs, associações e representantes da comunidade.

Qual o papel da audiência pública?
A audiência serve para apresentar o estudo, esclarecer dúvidas e recolher críticas e sugestões do público. É um canal formal para que a população influencie as decisões e contribua com propostas que reduzam os impactos e aprimorem os benefícios da obra.

Como solicitar uma audiência?
Além do órgão ambiental (CPRH) e do Ministério Público, a comunidade pode pedir a realização por meio de entidade civil ou abaixo-assinado com pelo menos 50 assinaturas encaminhado ao órgão ambiental.

Como participar efetivamente?
- Leia o RIMA com antecedência, se possível; ele será disponibilizado para consulta.  
- Anote dúvidas e pontos que julgar importantes (meio ambiente, trânsito, desapropriações, empregos, etc.).  
- Compareça à audiência, fale ou entregue contribuições por escrito.  
- Organize-se em coletivos locais (associações de bairro, sindicatos, ONGs) para apresentar propostas conjuntas.

Fiscalização e acompanhamento
Após a audiência e a aprovação do EIA/RIMA, cabe ao órgão ambiental e à sociedade acompanhar o cumprimento das medidas de mitigação e os programas de monitoramento. O Ministério Público e a CPRH têm papel fiscalizador para garantir que o previsto seja executado.

Por que participar?
A duplicação da BR-232 pode trazer desenvolvimento, mas também impactos locais significativos. A participação popular é a forma de garantir que as decisões considerem a proteção ambiental, a segurança e o bem-estar das comunidades.

Fique atento às datas, locais e à forma de acesso aos documentos do EIA/RIMA divulgados pela CPRH e pela Secretaria de Meio Ambiente. Sua presença é fundamental para uma obra que respeite as pessoas e o meio ambiente.