Segundo apurou a reportagem, a deliberação da Federação seguiu entendimentos formais sobre o estatuto da entidade, aliados a uma petição enviada ao partido pelo deputado Mendonça Filho. A análise interna concluiu que, no estado, os dois partidos haviam se dividido estrategicamente, com o PP negociando junto ao prefeito João Campos e o União Brasil se posicionando ao lado da governadora Raquel Lyra. Diante desse cenário, caberia à direção nacional da Federação arbitrar a situação, e prevaleceu o entendimento de que, considerando que o PP já integra a administração estadual desde a posse de Raquel e que o União Brasil está se incorporando ao mesmo processo político, não faria sentido adotar outro caminho.
Embora a reunião não tenha definido oficialmente a formação da chapa majoritária, ficou implícito que a Federação União Progressista terá participação na composição. No momento, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, aparece como o principal nome cotado, com o deputado federal Mendonça Filho também sendo considerado uma opção. A articulação ocorre em um contexto delicado para a governadora Raquel Lyra, que enfrentou desafios recentes quando o prefeito João Campos conseguiu garantir apoio de figuras como Marília Arraes e Sílvio Filho para sua base política.
Do ponto de vista estratégico, a conquista do apoio da Federação União Progressista representa um reforço significativo para a campanha de Raquel Lyra, tendo em vista que os dois partidos juntos contabilizam 106 deputados federais e detêm o maior tempo de televisão entre as legendas envolvidas nas eleições estaduais. O alinhamento da Federação com Raquel marca uma movimentação política relevante, que poderá impactar diretamente a configuração das alianças e o cenário eleitoral no estado, reforçando a presença da governadora em negociações estratégicas e ampliando o alcance de sua base de apoio dentro do processo eleitoral.