quarta-feira, 3 de junho de 2026
VILA CASTELO BRANCO RECEBE AÇÃO VOLANTE DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NOS DIAS 9 E 10 DE JUNHO
PROJETO DE EDUARDO DA FONTE TORNA OBRIGATÓRIA A INSTALAÇÃO DE SALAS SENSORIAIS EM ÓRGÃOS PÚBLICOS, BANCOS E CONCESSIONÁRIAS
JOÃO CAMPOS ENTRA NA CAMPANHA MAIS DIFÍCIL DE SUA CARREIRA POLÍTICA
Durante meses, aliados de João alimentaram a narrativa de que dezenas de prefeitos estariam apenas esperando o momento certo para abandonar o governo estadual e embarcar no projeto socialista. A teoria era repetida nos bastidores, em entrevistas e nas rodas políticas do Recife. Havia sempre uma nova data para a suposta debandada. Primeiro seria após as eleições municipais. Depois, no início de 2026. Mais recentemente, apostava-se que a saída de João da Prefeitura do Recife abriria as portas para uma grande migração. O problema é que o movimento nunca aconteceu.
Enquanto o PSB aguardava uma revoada de prefeitos, foi Raquel Lyra quem continuou ampliando sua influência política pelo estado. A governadora consolidou alianças, fortaleceu sua presença no interior e hoje trabalha com a perspectiva de chegar à campanha cercada por uma ampla maioria dos gestores municipais. Na política, prefeito não costuma apostar em projeto que pareça frágil. E quanto mais as pesquisas mostram uma governadora competitiva, menor é o interesse dos prefeitos em trocar um palanque consolidado por uma aventura eleitoral cercada de incertezas.
Mas a frustração socialista não para por aí. Outra aposta era transformar a administração estadual em alvo permanente de desgaste. Parlamentares ligados ao PSB intensificaram ataques na Assembleia Legislativa, críticas passaram a fazer parte do discurso diário e João Campos tentou ocupar espaços cobrando soluções para problemas na saúde, infraestrutura e segurança. A estratégia parecia clara: enfraquecer a imagem administrativa de Raquel antes do início oficial da campanha.
O resultado foi exatamente o oposto. Em vez de cair, a aprovação do governo cresceu. Em vez de desgaste, houve fortalecimento. As pesquisas recentes mostraram uma governadora mais aprovada do que meses atrás. Para um grupo político que apostava no enfraquecimento da gestão estadual como caminho para encurtar a distância na disputa, o resultado foi um verdadeiro balde de água fria.
Diante do fracasso dessas duas frentes, sobra praticamente uma última esperança no tabuleiro socialista: o apoio exclusivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E nem essa carta parece tão forte quanto o PSB gostaria. Apesar da insistência pública e das movimentações nos bastidores, Lula continua evitando fechar as portas para Raquel Lyra. O presidente sabe que Pernambuco é estratégico para 2026 e não demonstra disposição para comprar uma guerra política que possa custar alianças importantes.
Nos corredores de Brasília, a leitura predominante é simples: Lula não vê motivos para romper com uma governadora bem avaliada apenas para atender aos interesses eleitorais do PSB. A viagem recente de João Campos à capital federal aumentou as expectativas de uma definição favorável, mas, ao que tudo indica, terminou sem qualquer mudança significativa no cenário.
O fato é que a campanha de João Campos começa a enfrentar um problema que poucos dentro do PSB imaginavam admitir publicamente. As teses que sustentavam o discurso da inevitabilidade de sua vitória estão desmoronando uma a uma. Os prefeitos não migraram. O desgaste do governo não apareceu. Lula não se decidiu. E, enquanto isso, Raquel Lyra segue acumulando apoios, ampliando espaço político e assistindo seus adversários esbarrarem em uma realidade bem diferente daquela que projetavam.
É cedo para decretar qualquer resultado eleitoral. Pernambuco já viu campanhas virarem de cabeça para baixo em poucos meses. Mas uma coisa parece cada vez mais evidente: a eleição que João Campos imaginava disputar não existe mais. No lugar dela, surge uma corrida dura, imprevisível e cheia de obstáculos, na qual o favoritismo que muitos davam como certo começa a ser substituído por dúvidas cada vez mais difíceis de ignorar.
HISTÓRIA NA SAÚDE: TORITAMA INICIA CIRURGIAS GINECOLÓGICAS E REGISTRA PRIMEIRO NASCIMENTO NO BLOCO CIRÚRGICO MUNICIPAL
PROJETO DE EDUARDO DA FONTE VAI AO SENADO E GARANTE MEDICAMENTO DE MAIS DE R$ 6 MILHÕES PARA CRIANÇAS COM DOENÇA RARA
HSE REGISTRA AUMENTO DE ATENDIMENTO A PACIENTES COM DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
Hospital dos Servidores do Estado de Pernambuco (HSE) registra aumento de 49% na procura de atendimento pneumológico, de janeiro a abril, chegando atualmente a 500 atendimentos aproximadamente, no respectivo período. A procura tem se intensificado nas diversas faixas etárias, adultos, idosos e público infantil.
Os maiores registros são casos decorrentes de infecções virais e bacterianas complicadas pela sazonalidade, além de doenças como asma e DPOC que atinge principalmente crianças e idosos. Na área pediátrica, dirigida a pacientes de 0 a 14 anos, essa realidade é constatada nos últimos meses, onde os casos de infecção por Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e influenza são mais graves”, ressalta a pneumopediátrica, Isabella Meneses. Ela orienta os pais a ter cuidados essenciais com as crianças e adolescentes, como evitar lugares fechados e aglomerados. E manter a vacinação em dia.
Para o público idoso também há grande preocupação e deve, sim, manter nesse período maiores cuidados. De acordo com a médica Melissa Rolim, o aconselhamento é para não esperar que os sintomas como tosse e falta de ar se agravem para procurar atendimento médico. Nos primeiros sinais deve-se marcar consulta com o especialista e em casos mais graves se dirigir à emergência do HSE.
A Superintendente de Atendimento Ambulatorial, Andréa Micheles, destaca os horários para consultas tanto para idosos e adultos, quanto para a pneumopediatria. “Aqui no HSE temos dois médicos pneumologistas para adultos e outros dois para atendimentos voltados às crianças. Os horários de atendimento são nas segundas-feiras, tanto no período da manhã, quanto da tarde, para todas as faixas etárias, e na sexta-feira à tarde para os pacientes pediátricos”, esclarece.
Serviço
Para realizar a marcação de consultas para médicos pneumologistas, o beneficiário deve ligar para o número 0800-284-2727 para ligações de telefone fixo e 4020-2616 para ligações feitas pelo celular, das 7h às 19h.
PERNAMBUCO RETOMA MONITORAMENTO DE TUBARÕES APÓS 11 ANOS E INSTALA MICROCHIPS PARA REFORÇAR SEGURANÇA NAS PRAIAS
O projeto será conduzido por pesquisadores do Departamento de Pesca da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e prevê o acompanhamento de 60 tubarões ao longo de dois anos. O investimento total será de R$ 1,052 milhão, recurso que permitirá a realização de expedições marítimas, a instalação de equipamentos de rastreamento e a coleta de informações consideradas estratégicas para a gestão das áreas costeiras.
A retomada do monitoramento acontece em um momento de atenção redobrada nas praias da Região Metropolitana do Recife. Nos últimos dias, dois incidentes envolvendo tubarões foram registrados em um intervalo inferior a 48 horas. As vítimas, uma criança de 11 anos e uma jovem de 19 anos, permanecem internadas no Hospital da Restauração, reforçando o debate sobre a necessidade de ampliar medidas preventivas e ações de conscientização junto à população.
Os pesquisadores utilizarão transmissores eletrônicos que serão implantados nos animais durante procedimentos rápidos e considerados pouco invasivos. Cada tubarão permanecerá apenas alguns minutos fora da água antes de ser devolvido ao mar. A partir desse momento, os equipamentos passarão a registrar dados sobre deslocamentos, permanência em determinadas áreas e padrões de comportamento.
Além dos microchips, os tubarões receberão identificações externas confeccionadas em material plástico resistente. Essas marcações facilitarão o reconhecimento dos animais em futuras capturas científicas e observações realizadas por equipes de pesquisa, permitindo acompanhar o histórico de cada exemplar monitorado.
Um dos principais objetivos do projeto é compreender melhor quando e por que os tubarões se aproximam da faixa litorânea. Os estudos deverão analisar fatores como horários de maior atividade, influência das marés, temperatura da água, disponibilidade de alimento e características ambientais que possam influenciar os deslocamentos das espécies.
Para ampliar a eficiência do monitoramento, serão instalados 15 receptores eletrônicos em pontos estratégicos da costa pernambucana. As áreas escolhidas incluem praias que historicamente registram maior número de incidentes envolvendo tubarões, como Boa Viagem, no Recife, e Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Esses equipamentos serão responsáveis por captar os sinais emitidos pelos transmissores instalados nos animais, permitindo aos pesquisadores acompanhar suas movimentações em tempo real e construir um banco de dados atualizado sobre a presença dos tubarões na região.
Especialistas destacam que o estado enfrenta atualmente uma grande lacuna de informações científicas em razão dos 11 anos sem monitoramento contínuo. Nesse período, mudanças ambientais, climáticas e urbanas podem ter alterado significativamente os hábitos das espécies que frequentam o litoral pernambucano. A nova etapa da pesquisa deverá preencher essa ausência de dados e fornecer um panorama mais preciso sobre a dinâmica dos tubarões na costa do estado.
Outro aspecto considerado fundamental é a utilização dos resultados para fortalecer campanhas educativas. A expectativa é transformar as informações obtidas em orientações práticas para moradores, turistas, pescadores e frequentadores das praias. Entre os temas que poderão ser abordados estão horários mais seguros para banho, áreas de maior atenção e comportamentos recomendados para reduzir riscos no ambiente marinho.
As primeiras expedições estão previstas para começar em julho. A partir daí, pesquisadores iniciarão o processo de captura, identificação e marcação dos animais, dando início a uma nova fase de estudos sobre uma das espécies marinhas que mais despertam atenção da população.
Além da segurança dos banhistas, o projeto também possui importante papel ambiental. O monitoramento permitirá compreender melhor o comportamento dos tubarões, animais essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos. Considerados predadores de topo da cadeia alimentar, eles ajudam a manter o controle populacional de diversas espécies e contribuem para a saúde dos oceanos.
Com a retomada das pesquisas, Pernambuco espera unir ciência, prevenção e preservação ambiental em uma estratégia capaz de oferecer mais segurança para quem frequenta as praias, ao mesmo tempo em que amplia o conhecimento sobre a fauna marinha que habita o litoral do estado. Os dados obtidos poderão servir de base para futuras políticas públicas voltadas à segurança costeira, ao ordenamento do uso das praias e à conservação dos recursos naturais pernambucanos.