sábado, 7 de fevereiro de 2026

CHACINA DE POÇÃO: JUSTIÇA CONDENA MANDANTE A 142 ANOS E EX-DIRETOR DE PRESÍDIO A 67 ANOS POR EXECUÇÃO DE CONSELHEIROS E IDOSA

Depois de mais de uma década de dor, espera e comoção social, a Justiça de Pernambuco deu uma resposta dura e histórica para um dos crimes mais brutais do estado. Terminou na madrugada deste sábado (7), no Recife, o julgamento que condenou Bernadete de Lourdes Britto Siqueira Rocha a 142 anos, cinco meses e 16 dias de prisão por encomendar a chacina que matou três conselheiros tutelares e uma idosa, em Poção, no Agreste. Ao lado dela, José Vicente Pereira Cardoso da Silva, ex-diretor da Penitenciária de Arcoverde e apontado como o articulador do crime, foi condenado a 67 anos, três meses e oito dias de reclusão.

O júri popular, realizado na 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, entrou para a história não apenas pelo tamanho das penas, mas pelo simbolismo do caso. As vítimas estavam a serviço da proteção de uma criança quando foram surpreendidas por uma emboscada mortal. O julgamento foi transferido para o Recife por decisão de desaforamento, medida adotada para garantir a imparcialidade dos jurados, diante da forte repercussão do crime em Poção.

De acordo com a acusação, a chacina foi motivada por uma disputa pela guarda de uma menina de apenas três anos. Bernadete, avó paterna da criança, teria ordenado a execução após perder espaço na convivência com a neta. José Vicente, com influência e trânsito no sistema prisional, teria sido o responsável por contratar os executores e articular a ação criminosa. Na noite do crime, em 6 de fevereiro de 2015, o carro do Conselho Tutelar foi interceptado no Sítio Cafundó. Os ocupantes não tiveram chance de defesa. A criança foi atingida, mas sobreviveu.

As vítimas foram Carmem Lúcia da Silva, José Daniel Farias Monteiro e Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos, conselheiros tutelares que cumpriam uma missão oficial, além de Ana Rita Venâncio, avó materna da menina. A execução chocou Pernambuco e provocou uma onda de indignação, com manifestações e cobranças por justiça em todo o estado.

Durante os dias de julgamento, o tribunal ouviu delegado responsável pela investigação, testemunhas, além dos próprios réus. Na sexta-feira (6), acusação e defesa travaram debates intensos, com réplica e tréplica, até que o Conselho de Sentença, formado por seis mulheres e um homem, decidiu pela condenação. O Tribunal de Justiça de Pernambuco informou que a pena de José Vicente foi reduzida em razão da idade, já que ele tem mais de 70 anos. A defesa anunciou recurso ainda em plenário.

O caso, porém, não se encerra apenas com essas duas condenações. Ao todo, sete pessoas foram acusadas pela chacina. Em dezembro de 2025, três réus já haviam sido julgados: Égon Augusto Nunes de Oliveira e Orivaldo Godê de Oliveira receberam penas de 101 anos e quatro meses de prisão, enquanto Ednaldo Afonso da Silva foi condenado a 12 anos e seis meses. Em 2024, Wellington Silvestre dos Santos, localizado no Maranhão após mais de um ano foragido, foi sentenciado a 74 anos de reclusão. O julgamento de Leandro José da Silva, que ocorreria junto com Bernadete e José Vicente, foi adiado a pedido da defesa e ainda terá nova data definida.

As investigações apontaram ainda que Bernadete chegou a ser investigada por envolvimento no envenenamento da própria nora, mãe da criança sobrevivente, reforçando o retrato de um conflito familiar marcado por violência extrema. O pai da menina chegou a ser preso no início das apurações, mas acabou não indiciado; segundo a polícia, ele teria sido envolvido pela própria mãe, sem conhecimento do plano criminoso.

A Chacina de Poção ficou marcada como um ataque direto ao sistema de proteção à infância e adolescência. Ao condenar os mandantes e articuladores, o Tribunal do Júri envia um recado claro: crimes contra quem defende crianças e famílias não ficarão impunes. Para os parentes das vítimas e para a sociedade pernambucana, a sentença representa um passo decisivo para transformar indignação em justiça.

CHACINA DE POÇÃO: JUSTIÇA CONDENA MANDANTE A 142 ANOS E EX-DIRETOR DE PRESÍDIO A 67 ANOS POR EXECUÇÃO DE CONSELHEIROS E IDOSA

Depois de mais de uma década de dor, espera e comoção social, a Justiça de Pernambuco deu uma resposta dura e histórica para um dos crimes mais brutais do estado. Terminou na madrugada deste sábado (7), no Recife, o julgamento que condenou Bernadete de Lourdes Britto Siqueira Rocha a 142 anos, cinco meses e 16 dias de prisão por encomendar a chacina que matou três conselheiros tutelares e uma idosa, em Poção, no Agreste. Ao lado dela, José Vicente Pereira Cardoso da Silva, ex-diretor da Penitenciária de Arcoverde e apontado como o articulador do crime, foi condenado a 67 anos, três meses e oito dias de reclusão.

O júri popular, realizado na 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, entrou para a história não apenas pelo tamanho das penas, mas pelo simbolismo do caso. As vítimas estavam a serviço da proteção de uma criança quando foram surpreendidas por uma emboscada mortal. O julgamento foi transferido para o Recife por decisão de desaforamento, medida adotada para garantir a imparcialidade dos jurados, diante da forte repercussão do crime em Poção.

De acordo com a acusação, a chacina foi motivada por uma disputa pela guarda de uma menina de apenas três anos. Bernadete, avó paterna da criança, teria ordenado a execução após perder espaço na convivência com a neta. José Vicente, com influência e trânsito no sistema prisional, teria sido o responsável por contratar os executores e articular a ação criminosa. Na noite do crime, em 6 de fevereiro de 2015, o carro do Conselho Tutelar foi interceptado no Sítio Cafundó. Os ocupantes não tiveram chance de defesa. A criança foi atingida, mas sobreviveu.

As vítimas foram Carmem Lúcia da Silva, José Daniel Farias Monteiro e Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos, conselheiros tutelares que cumpriam uma missão oficial, além de Ana Rita Venâncio, avó materna da menina. A execução chocou Pernambuco e provocou uma onda de indignação, com manifestações e cobranças por justiça em todo o estado.

Durante os dias de julgamento, o tribunal ouviu delegado responsável pela investigação, testemunhas, além dos próprios réus. Na sexta-feira (6), acusação e defesa travaram debates intensos, com réplica e tréplica, até que o Conselho de Sentença, formado por seis mulheres e um homem, decidiu pela condenação. O Tribunal de Justiça de Pernambuco informou que a pena de José Vicente foi reduzida em razão da idade, já que ele tem mais de 70 anos. A defesa anunciou recurso ainda em plenário.

O caso, porém, não se encerra apenas com essas duas condenações. Ao todo, sete pessoas foram acusadas pela chacina. Em dezembro de 2025, três réus já haviam sido julgados: Égon Augusto Nunes de Oliveira e Orivaldo Godê de Oliveira receberam penas de 101 anos e quatro meses de prisão, enquanto Ednaldo Afonso da Silva foi condenado a 12 anos e seis meses. Em 2024, Wellington Silvestre dos Santos, localizado no Maranhão após mais de um ano foragido, foi sentenciado a 74 anos de reclusão. O julgamento de Leandro José da Silva, que ocorreria junto com Bernadete e José Vicente, foi adiado a pedido da defesa e ainda terá nova data definida.

As investigações apontaram ainda que Bernadete chegou a ser investigada por envolvimento no envenenamento da própria nora, mãe da criança sobrevivente, reforçando o retrato de um conflito familiar marcado por violência extrema. O pai da menina chegou a ser preso no início das apurações, mas acabou não indiciado; segundo a polícia, ele teria sido envolvido pela própria mãe, sem conhecimento do plano criminoso.

A Chacina de Poção ficou marcada como um ataque direto ao sistema de proteção à infância e adolescência. Ao condenar os mandantes e articuladores, o Tribunal do Júri envia um recado claro: crimes contra quem defende crianças e famílias não ficarão impunes. Para os parentes das vítimas e para a sociedade pernambucana, a sentença representa um passo decisivo para transformar indignação em justiça.

NO RECIFE, GOVERNADORA RAQUEL LYRA ABRE O CARNAVAL DO ESTADO COM O FESTIVAL PERNAMBUCO MEU PAÍS

Evento ocorre durante todo final de semana no Terminal Marítimo com atrações locais e nacionais

Fomento à cultura e economia, alegria e diversão marcaram a abertura do Carnaval de Pernambuco 2026 com o Festival Pernambuco Meu País comandada pela governadora Raquel Lyra, nesta sexta-feira (6), no Terminal Marítimo do Recife. Na primeira noite do evento, a chefe do Executivo estadual condecorou os homenageados dos Festejos de Momo deste ano, João Gomes, grande atração da noite, Maestro Duda e Nena Queiroga, além de destacar o legado artístico do cantor e compositor Chico Science. A vice-governadora Priscila Krause também participou da abertura.

"Não tem lugar no Brasil e no mundo que tenha tantos artistas extraordinários como a gente tem no nosso Estado. Temos uma grande alegria de poder homenagear pessoas como Maestro Duda, Nena Queiroga e João Gomes, além de celebrar o legado de Chico Science. Hoje, com grandes artistas, abrimos o Festival Pernambuco Meu País no Carnaval, que também abre oficialmente as portas para o maior Carnaval do Brasil”, enfatizou a governadora Raquel Lyra.

Além de João Gomes, a noite de shows contou com apresentações de Alessandra Leão e Buhr, Mestre Ambrósio, Mundo Livre S/A, Nação Zumbi com participação especial de Mestre Salu. O Pernambuco Meu País no Carnaval tem programação gratuita e conta com diversas atrações locais e nacionais até o próximo domingo (8). Entre os dias 13 e 17, o Palco Pernambuco Meu País aporta no Jardim do Cais do Sertão, com uma programação que valoriza as manifestações tradicionais da cultura pernambucana.

A secretária estadual de Cultura, Cacau de Paula, destacou o impacto do evento para economia e cultura do Estado. ”O Pernambuco Meu País tem rodado o Estado e agora antecipamos a abertura do Carnaval em um final de semana, gerando emprego, renda e movimentando toda a cadeia produtiva desse grande evento. A noite de abertura é um momento de celebrar os homenageados do Carnaval de Pernambuco. Uma noite inesquecível para os pernambucanos”, pontuou.

Durante todo o período carnavalesco, o Governo do Estado está investindo R$ 87,2 milhões em setores estratégicos como segurança, cultura e turismo. A folia no Estado conta 98% dos artistas locais e quase 80% das contratações correspondem a expressões de cultura popular da tradição carnavalesca pernambucana.

“O Festival Pernambuco Meu País traz grandes atrações da cena local e nacional, com muita cultura viva, e isso representa o que é Pernambuco. Estamos prontos para receber turistas e o povo pernambucano e celebrar juntos o maior Carnaval do Brasil”, destacou o secretário de Turismo e Lazer, Kaio Maniçoba

O vocalista do Mundo Livre S/A, Fred Zero Quatro, falou sobre a importância do evento. “Acho fundamental a iniciativa de promover esse intercâmbio de circulação de cultura do Litoral ao Sertão, como o Pernambuco Meu País faz em suas diversas edições. No Carnaval, sempre esperamos tocar em grandes palcos como o dessa noite”, destacou o cantor.

SEGURANÇA E TURISMO – Durante o Carnaval, a segurança pública contará com atuação dos mais de 3 mil servidores recém-nomeados pelo Governo do Estado, que estarão empregados nos mais de 68 mil lançamentos operacionais das forças vinculadas à Secretaria de Defesa Social (SDS). Todas as ações serão integradas entre a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Científica, a Defesa Civil e a Corregedoria. A festa ainda contará com 325 câmeras de videomonitoramento fixas e 360°, distribuídas nos principais polos do Estado, além do uso de drones, totens de observação, reconhecimento facial no Recife e em Olinda, além do fortalecimento do Alerta Celular, que recupera aparelhos roubados e furtados.

No turismo e na economia, a expectativa é que o Carnaval de Pernambuco movimente R$ 3,5 bilhões em receita turística, com a chegada de cerca de 2,5 milhões de visitantes ao Estado, esperando atingir 95% de ocupação da rede hoteleira. Além das ações na Região Metropolitana, o Governo de Pernambuco apoia os tradicionais carnavais de Bezerros, Triunfo e Nazaré da Mata, fortalecendo as diversas linguagens da folia e a circulação da cultura.

Estiveram presentes no evento, os secretários estaduais Daniel Coelho (Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha), Túlio Villaça (Casa Civil), André Teixeira Filho (Mobilidade e Infraestrutura) e Rodolfo Costa Pinto (Comunicação); além do presidente da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), Eduardo Loyo; da presidente da Fundação do Patrimônio Histórico de Pernambuco (Fundarpe), Renata Borba; dos deputados estaduais, Wanderson Florêncio e João de Nadegi; e dos vereadores do Recife, Flávia de Nadegi, Agora é Rubem e Davi Muniz.


Fotos: Hesíodo Góes/Secom

VIOLÊNCIA NA PE-071: PREFEITO E VEREADOR SÃO AGREDIDOS DURANTE FISCALIZAÇÃO EM CHÃ GRANDE

Um episódio grave e revoltante marcou a tarde desta semana em Chã Grande, no Agreste de Pernambuco. O prefeito do município, Sandro Advogado, e o vereador Jadinho da Ceasa foram agredidos fisicamente enquanto realizavam uma fiscalização de rotina às margens da rodovia PE-071, no trecho que liga Chã Grande a Gravatá. A ação, que deveria garantir o cumprimento da lei, terminou em confusão, violência e intervenção policial.

De acordo com informações preliminares, o prefeito e o vereador verificavam uma construção irregular, onde estava sendo instalada uma cerca em área considerada protegida, sem qualquer autorização do Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER). Ao identificarem a infração, os dois agentes públicos decidiram abordar os responsáveis para orientar sobre a irregularidade e exigir a paralisação da obra.

O que era para ser um diálogo se transformou rapidamente em um confronto. Testemunhas relataram que houve uma discussão acalorada e, em seguida, três homens partiram para a agressão física, atingindo o prefeito e o vereador. A cena gerou revolta entre moradores da região e chamou a atenção de quem passava pela rodovia no momento do tumulto.

Após o ataque, Sandro Advogado e Jadinho da Ceasa procuraram a Polícia Civil, onde registraram boletim de ocorrência. Ambos também foram submetidos a exames de corpo de delito, que confirmaram ferimentos leves e escoriações, resultado direto das agressões sofridas durante a fiscalização.

A polícia já iniciou as investigações para identificar e responsabilizar os autores do ataque. O caso é tratado com seriedade, já que envolve agressão contra agentes públicos no exercício de suas funções, o que pode agravar a situação dos envolvidos perante a Justiça.

O episódio reacende o debate sobre a violência contra autoridades, o desrespeito às leis ambientais e a ousadia de quem insiste em descumprir normas mesmo diante do poder público. Em Chã Grande, o clima é de indignação, e a expectativa agora é que os responsáveis sejam rapidamente identificados e punidos, para que casos como esse não se repitam.

EDUARDO DA FONTE PARTICIPA DE EVENTO EM AGRESTINA AO LADO DE FERNANDO RODOLFO E LIDERANÇAS DO AGRESTE

O deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UPB) participou, nesta sexta-feira (06), de um evento realizado na cidade de Agrestina, no Agreste pernambucano, promovido pelo deputado federal Fernando Rodolfo. A programação reuniu lideranças políticas da região e contou com show do cantor Vicente Nery.

O encontro contou com a presença do deputado estadual Dannilo Godoy, do presidente da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP), Léo do Ar, dos vereadores de Caruaru Anderson Correia, que também é pré-candidato, e Júnior Letal, além de representantes políticos de municípios do Agreste, reforçando a união política em torno do desenvolvimento regional.

Durante o evento, Eduardo da Fonte ressaltou a atuação conjunta com Fernando Rodolfo em pautas de interesse do Agreste e de Pernambuco. “Fernando Rodolfo é um deputado presente, que conhece a realidade dos municípios e trabalha com seriedade. Essa parceria fortalece nosso trabalho e amplia a capacidade de levar ações e investimentos para a região”, afirmou.

Eduardo da Fonte também destacou que a união entre parlamentares federais, estaduais e lideranças municipais é essencial para garantir avanços para a população, reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento do Agreste pernambucano.

ARCOVERDE APOSTA EM SEGURANÇA FORTE E ASSEGURA CARNAVAL TRANQUILO

O Pré-Carnaval de Arcoverde entrou em clima de festa com um reforço expressivo na segurança, transformando o Pátio de Eventos em um espaço preparado para receber os foliões com organização e sensação de tranquilidade. A cidade montou uma operação integrada que reúne forças estaduais e municipais, demonstrando planejamento antecipado para assegurar que as prévias e os dias oficiais do Carnaval ocorram sem intercorrências.

A atuação conjunta envolve a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, a Guarda Municipal e outros órgãos de apoio, todos conectados por uma Central de Segurança instalada estrategicamente para monitorar o evento em tempo real. Câmeras de vigilância espalhadas por pontos-chave do Pátio e das vias de acesso ampliam o controle do fluxo de pessoas e permitem respostas rápidas a qualquer situação.

De acordo com o comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Luiz Henrique, o esquema policial foi dimensionado especialmente para o período festivo. Ao todo, 50 policiais militares estão em serviço, distribuídos entre seis viaturas, seis motocicletas e 26 agentes atuando a pé no meio do público. Além disso, o comando operacional, o subcomando e a equipe de inteligência reforçam a presença nas áreas de maior circulação. Segundo o comandante, o objetivo é claro: garantir que a população e os visitantes possam aproveitar o Pré-Carnaval com segurança e tranquilidade.

O Corpo de Bombeiros também desempenha papel fundamental na operação. Com um efetivo de 16 militares, a corporação atua em diversas frentes, desde a coordenação geral até equipes de prontidão no local. O uso de drones para monitoramento aéreo amplia o alcance da fiscalização, enquanto equipes técnicas realizam vistorias preventivas, fortalecendo as ações de segurança, prevenção de acidentes e resposta rápida durante os dias de festa.

Ao acompanhar de perto o funcionamento da Central de Segurança do Carnaval, o prefeito Zeca Cavalcanti ressaltou a importância da integração entre os órgãos e fez questão de agradecer o apoio do Governo de Pernambuco. Para o gestor, o alinhamento entre município e Estado é decisivo para o sucesso da festa. “Quero agradecer à governadora Raquel Lyra e a todos os comandos das forças de segurança pelo suporte oferecido a Arcoverde. Esse trabalho conjunto garante um Carnaval tranquilo, seguro e bem organizado. Nosso Carnaval está de pé”, afirmou.

Com planejamento, tecnologia e presença ostensiva das forças de segurança, Arcoverde mostra que é possível unir tradição, alegria e responsabilidade, garantindo que o Pré-Carnaval seja marcado apenas pela animação dos foliões e pela celebração da cultura popular.

PESQUISAS SEM MARÍLIA ARRAES E FERNANDO DUEIRE PARA O SENADO NÃO TEM LÓGICA E PODE INDICAR POLITICAGEM

Greovário Nicollas.

Pesquisa para o Senado sem Marília Arraes gera controvérsia e levanta debate sobre critérios adotados
Pesquisas recentes sobre a disputa ao Senado em Pernambuco têm provocado reação no meio político por apresentarem cenários sem a inclusão de nomes considerados altamente competitivos. A ausência da ex-deputada Marília Arraes em determinados levantamentos despertou críticas de aliados e analistas, que apontam possível comprometimento da fotografia eleitoral apresentada ao público. Marília é vista por apoiadores como um dos principais nomes na corrida senatorial e figura com elevado nível de reconhecimento junto ao eleitorado. Para esse grupo, levantamentos que não testam seu nome deixam de captar uma parcela relevante da intenção de voto e podem gerar interpretações incompletas sobre a liderança no cenário pré-eleitoral.

Relatos de bastidores indicam que a exclusão de candidatos com forte presença política poderia influenciar a percepção pública sobre viabilidade eleitoral. Blogs e observadores políticos sustentam que pesquisas precisam contemplar os nomes com maior densidade e lembrança eleitoral para refletir com mais precisão o humor do eleitor pernambucano. Levantamentos divulgados recentemente por institutos de grande porte mostraram Marília em posição de destaque, o que ampliou a estranheza quando outros estudos apresentaram simulações sem seu nome. A divergência entre cenários reforçou o debate sobre a importância da transparência metodológica.

Ausência de Dueire também amplia questionamentos

Outro ponto que passou a ser questionado é a não inclusão do senador Fernando Dueire em parte dos levantamentos divulgados. A retirada de um nome que atualmente exerce mandato e pode disputar a reeleição gerou dúvidas sobre os parâmetros utilizados para definir os cenários pesquisados. Analistas avaliam que, em período pré-eleitoral, deixar de fora um parlamentar em exercício pode alterar a percepção do eleitorado sobre o quadro real da disputa. Por isso, cresce a cobrança para que os institutos detalhem de forma objetiva os fundamentos técnicos que justificam essas escolhas antes da publicação dos resultados.

Aliados de Dueire afirmam que ele conta hoje com o apoio político de cerca de 70 prefeitos no estado, além de ampla articulação municipal — fator que, segundo esse grupo, tornaria sua ausência nos questionários ainda mais difícil de compreender. A não citação recorrente do seu nome em alguns levantamentos tem sido apontada como elemento que pode reduzir a visibilidade de sua competitividade no debate público.

Especialistas em opinião pública lembram que institutos podem montar diferentes cenários de teste, mas destacam que a credibilidade dos resultados está diretamente ligada à clareza na exposição da metodologia, dos critérios de inclusão de candidatos e das hipóteses consideradas. Diante das divergências, o tema da transparência metodológica voltou ao centro da discussão, com a defesa de que pesquisas eleitorais apresentem cenários amplos e tecnicamente justificados para garantir uma leitura fiel do momento político.

*Colaborador do Blog do Edney.

COLUNA POLÍTICA | CARUARU NO CENTRO DO PODER | NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO

CARUARU, PODER E PROJEÇÃO

ENTREGAS, ALIANÇAS E BASTIDORES REVELAM O DESENHO POLÍTICO DE RODRIGO PINHEIRO, RAQUEL LYRA E SEUS PRINCIPAIS QUADROS

A sexta-feira (6) em Caruaru foi tudo, menos uma simples agenda administrativa. Sob o discurso das entregas e inaugurações, o que se viu foi um movimento político calculado, com sinalizações claras de continuidade, fortalecimento de alianças e preparação de novos nomes dentro do grupo governista. O prefeito Rodrigo Pinheiro (PSD), ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD) e do deputado federal Fernando Monteiro (PSD), transformou ações concretas em um ato de afirmação política, colocando Caruaru no centro do tabuleiro estadual.

EDUCAÇÃO COMO VITRINE DE GESTÃO E DISCURSO

O dia começou na zona rural, com a entrega da requalificação da Escola Antônia Maria da Conceição, no Sítio Taquara de Cima. A escolha do local não foi aleatória. Ao investir no campo, Rodrigo Pinheiro reforça a narrativa de que sua gestão alcança toda a cidade, reduz desigualdades e dialoga diretamente com uma parcela significativa do eleitorado. Educação, aqui, não é apenas política pública — é discurso, símbolo e estratégia.

ANO LETIVO, KITS ESCOLARES E A IDEIA DE IGUALDADE

Na mesma linha, o prefeito destacou o início do ano letivo com a distribuição de kits escolares para cerca de 50 mil alunos da rede municipal. Ao falar dos desafios logísticos, Rodrigo reforça a imagem de gestor que conhece a máquina pública por dentro. A mensagem é direta e de fácil entendimento popular: todos os alunos começam o ano com as mesmas condições, independentemente de onde moram.

CRECHE MÉRCIA PINHEIRO: POLÍTICA, MEMÓRIA E FUTURO

A entrega da Creche Mércia Pinheiro, ao lado da governadora Raquel Lyra, foi um dos momentos mais simbólicos da agenda. A homenagem à mãe do prefeito humaniza a gestão e cria uma ponte emocional com a população, enquanto a ampliação de vagas na educação infantil dialoga com uma das principais bandeiras do governo estadual. A obra sintetiza o encontro entre política pública, memória familiar e projeto de futuro.

RAQUEL LYRA E O RECADO DA CONTINUIDADE

O discurso de Rodrigo Pinheiro defendendo a

continuidade do projeto estadual deixou claro o alinhamento político com Raquel Lyra. Em um cenário pré-2026, a governadora utiliza agendas como a de Caruaru para demonstrar resultados, responder a críticas e consolidar bases no interior. Já Rodrigo se posiciona como um dos principais aliados da governadora no Agreste, reforçando a ideia de parceria duradoura.

FERNANDO MONTEIRO: A PONTE COM BRASÍLIA

A presença do deputado federal Fernando Monteiro reforça o eixo Caruaru–Recife–Brasília. Monteiro atua como articulador de recursos e projetos, ampliando o alcance da gestão municipal e fortalecendo o grupo político local. Nos bastidores, sua participação constante indica que o mandato federal é peça-chave para sustentar investimentos e dar musculatura política ao projeto liderado por Rodrigo.

ANDERSON LUIZ: O NOME QUE SE MOVE NO SILÊNCIO

Enquanto os holofotes se voltavam para discursos e inaugurações, Anderson Luiz observava, circulava e dialogava. Sem microfone, mas com presença estratégica, ele vem se consolidando como um dos quadros mais promissores do grupo. Com perfil técnico, postura discreta e boa interlocução com o Governo do Estado e com Fernando Monteiro, Anderson é visto como alguém em preparação. Sua força está justamente na ausência de rejeição e na confiança que construiu dentro da gestão.

CONFIANÇA, ARTICULAÇÃO E PROJEÇÃO FUTURA

Nos bastidores do Palácio Jaime Nejaim, Anderson Luiz já não é tratado como coadjuvante. A confiança de Rodrigo Pinheiro, o trânsito institucional e a capacidade de articular sem ruído o colocam como uma peça importante no desenho político que se projeta para os próximos anos. Não há anúncio formal, mas os sinais são claros: mais agendas, mais conversas e mais protagonismo silencioso.

ECONOMIA, INVESTIMENTOS E O FECHAMENTO DO CICLO


O encerramento da agenda com a inauguração do Hotel Ibis reforçou a pauta do desenvolvimento econômico. O empreendimento simboliza geração de empregos, fortalecimento do turismo de negócios e consolidação de Caruaru como polo regional. Politicamente, fecha o ciclo do dia com a mensagem de que a gestão não se limita à área social, mas aposta também no crescimento econômico e na atração de investimentos privados.

CARUARU NO CENTRO DO JOGO

A soma de entregas, discursos e movimentações deixa claro que Caruaru vive um momento de protagonismo político. Rodrigo Pinheiro se afirma como gestor com capital político próprio, Raquel Lyra consolida sua base no interior, Fernando Monteiro amplia sua influência e Anderson Luiz desponta como nome em ascensão. Mais do que obras, a sexta-feira revelou um projeto político em movimento, com foco no presente e olhos atentos ao futuro.