terça-feira, 28 de abril de 2026

OPINIÃO - DINHEIRO DA COMPESA - NO FINAL A POPULAÇÃO VAI PAGAR A CONTA



Geovani Oliveira.
ÁGUA MAIS CARA? O QUE NÃO ESTÃO DIZENDO SOBRE A CONCESSÃO DA COMPESA

A promessa é sedutora: investimento bilionário, universalização da água, expansão do esgoto e melhoria dos serviços. Mas por trás dos números e dos discursos técnicos, existe uma pergunta simples e incômoda: quem vai pagar essa conta? A resposta, sem rodeios, é o consumidor pernambucano.

A concessão parcial da Compesa é apresentada como uma solução moderna, mas não se engane: concessão é, sim, uma forma de privatização. Ainda que o Estado permaneça com parte da operação, a lógica que passa a imperar é a do lucro. E lucro, em serviços essenciais, quase sempre significa aumento de tarifas, direto ou indireto.

O próprio modelo já deixa claro como o investimento de cerca de R$ 19 bilhões será recuperado: tarifas de água e esgoto. Ou seja, não existe milagre. O dinheiro que entra hoje nos cofres públicos, inclusive os milhões distribuídos aos municípios, a exemplo de Itaquitinga na Mata Norte, não é um “presente”. É um adiantamento que será cobrado depois, com juros, na conta mensal da população. Esse ponto precisa ser dito com todas as letras: os municípios estão recebendo recursos agora, mas esse dinheiro vai sair do bolso do cidadão no futuro. Parece bônus, mas será ônus.

O DISCURSO DA EFICIÊNCIA E A REALIDADE DO BOLETO A SER PAGO

Um dos principais argumentos usados é o aumento da eficiência. Reduzir perdas, melhorar a cobrança, ampliar a rede. Tudo isso, em tese, é positivo. Mas há um detalhe importante: eficiência para a concessionária significa aumento de arrecadação.

Quando se reduz perda de água, não é apenas desperdício que diminui, pois se aumenta também o volume faturado. Quando se melhora a cobrança, mais pessoas passam a pagar. E quando se amplia a rede, surgem novos clientes. O resultado é simples: mais gente pagando, mais dinheiro entrando e não necessariamente contas mais baratas.

A UNIVERSALIZAÇÃO QUE PODE PESAR NO BOLSO

Levar água e esgoto para todos é uma necessidade básica. Ninguém discute isso. O problema é como isso será cobrado. A expansão do esgoto, por exemplo, é vendida como avanço sanitário em Pernambuco, e de fato é. Mas ela vem acompanhada de um impacto direto no orçamento das famílias. Em muitos casos, a taxa de esgoto pode chegar a 80% ou até 100% do valor da conta de água. Isso não está claro, só o tempo vai dizer. 

Na prática, isso significa que uma conta de R$ 80 pode facilmente virar R$ 150 ou mais. Cidades como Itaquitinga ilustram bem essa realidade. Hoje, sem rede estruturada de esgoto, a população não paga por esse serviço. Com a implantação, passará a pagar e pagará caro. Ou seja, o que é apresentado como benefício coletivo se transforma, no cotidiano, em mais uma despesa obrigatória.

“É SÓ INFLAÇÃO”? NÃO É BEM ASSIM

Outro argumento recorrente é que os aumentos acontecerão apenas por reajustes inflacionários. Isso não é totalmente verdadeiro. Existem dois fatores distintos que pressionam o valor final: reajustes anuais (inflação); inclusão de novos serviços tarifados, como o esgoto. E é justamente esse segundo ponto que pesa mais. Não se trata apenas de corrigir valores, pois trata-se de ampliar a cobrança.

O EXEMPLO QUE PREOCUPA: ENERGIA ELÉTRICA

O histórico recente de Pernambuco traz um paralelo inevitável: a privatização da antiga CELPE, hoje operada pela Neoenergia. Na época, o discurso era semelhante: modernização, eficiência e melhoria dos serviços. O que muitos consumidores sentem hoje, porém, é outra realidade contas mais altas e pouco alívio no orçamento doméstico, cortes constantes dos serviços que deixam a população no escuro. Isso ocorre pela alta dos valores cobrados nas contas de energia. A lógica é a mesma: empresas privadas precisam remunerar investimentos e gerar lucro. E fazem isso por meio de tarifas, cobrando valores. Nao haverá visão humana ou social. O que se espera e podem anotar é sim visão empresarial. 

A CONTA CHEGA,  E NÃO DEMORA

O contrato de 35 anos garante previsibilidade para quem investe, mas cria um compromisso de longo prazo para quem paga. O alto volume aplicado nos primeiros anos será recuperado gradualmente, nas contas mensais da população. Não é exagero afirmar que: o impacto pode não ser imediato em todos os casos; mas a tendência ao longo do tempo é de aumento real nas despesas com água e esgoto. É fácil fazer um paralelo entre o discurso e a realidade. Ninguém é contra investimento, melhoria de serviços ou expansão do saneamento. O ponto central é outro: quem financia tudo isso. O modelo adotado transfere para o consumidor o peso dessa conta. E faz isso de forma progressiva, quase silenciosa, por meio de tarifas, taxas e ampliação da base de cobrança.

Enquanto prefeitos celebram os milhões recebidos na concessão, o cidadão comum pode acabar enfrentando, amanhã, um orçamento mais apertado. Cabe ao TCE e aos órgãos de fiscalização e controle acompanhar o uso desses recursos que logo serão incorporados a despesas correntes e em vários lugares, como sempre acontece, não haverá avanços para a população. Porque, no fim das contas, a lógica é simples e implacável: não existe investimento sem retorno e esse retorno virá da conta de água.

*Advogado, natural de Garanhuns e ex-prefeito por duas vezes de Itaquitinga, Mata Norte.*

JUREMA GARANTE MAIS DE R$ 5,2 MILHÕES EM INVESTIMENTOS E REFORÇA AGENDA DE DESENVOLVIMENTO COM REPASSE DA COMPESA

O município de Jurema entrou na lista das cidades beneficiadas com os recursos da outorga da Compesa e assegurou um importante reforço financeiro para impulsionar obras e ações estruturadoras. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (27), durante agenda no Recife, onde o prefeito Branco de Geraldo recebeu, das mãos da governadora Raquel Lyra, um cheque no valor de R$ 5.280.935,54.

O recurso integra o pacote bilionário distribuído pelo Governo do Estado aos municípios pernambucanos, fruto da concessão parcial dos serviços de saneamento, e chega em um momento estratégico para a gestão municipal. A expectativa é de que o valor seja aplicado em projetos que melhorem a infraestrutura urbana, ampliem serviços essenciais e fortaleçam áreas prioritárias para a população.

Durante a solenidade, o prefeito destacou a importância do investimento e sinalizou que o município já possui planejamento para aplicação dos recursos. Segundo ele, o montante representa uma oportunidade concreta de acelerar obras e garantir melhorias que impactem diretamente a qualidade de vida dos moradores.

A liberação do recurso também reforça a relação institucional entre o Governo do Estado e as prefeituras do interior, dentro de uma política que busca descentralizar investimentos e ampliar a capacidade de execução dos municípios. No caso de Jurema, o valor chega como um dos maiores aportes recentes recebidos pela cidade, criando condições para tirar projetos do papel e atender demandas históricas da população.

Com a garantia do recurso em caixa, a gestão municipal passa a ter maior margem para planejar intervenções estruturantes e consolidar uma agenda voltada para o desenvolvimento local, com foco em obras, serviços e melhoria das condições de vida no município.

RAQUEL LYRA E VIVIANE FACUNDES SURPREENDEM AO SOLTAR A VOZ NA AMUPE E REFORÇAM SINTONIA QUE VAI ALÉM DA POLÍTICA

O que era para ser apenas mais um momento de confraternização entre lideranças durante o 9º Congresso da Amupe, no Recife, acabou se transformando em uma cena inesperada e simbólica do atual momento político em Pernambuco. A governadora Raquel Lyra e a primeira-dama de Gravatá, Viviane Facundes, dividiram o palco e mostraram que a sintonia entre as duas vai além das agendas institucionais e das articulações partidárias.

Durante o jantar do evento, em um clima descontraído e de forte interação entre os presentes, Viviane, que já é conhecida por sua desenvoltura musical, puxou a governadora para um momento diferente. Juntas, interpretaram a canção “Anjo Querubim”, clássico de Petrúcio Amorim, arrancando aplausos e surpreendendo o público presente.

A apresentação chamou atenção não apenas pela espontaneidade, mas pela harmonia entre as duas. Afinadas e à vontade no palco, Raquel Lyra e Viviane Facundes demonstraram entrosamento, ritmo e segurança, em uma performance que rapidamente virou assunto entre prefeitos, vereadores e lideranças que participavam do congresso.

O episódio reforça uma parceria política que já vinha sendo construída de forma sólida nos bastidores. Desde fevereiro, quando a governadora esteve em Gravatá para filiar Viviane ao PSD, o alinhamento entre as duas se tornou mais evidente. De lá para cá, ambas têm sido vistas juntas em diversas agendas pelo estado, consolidando uma relação de proximidade e confiança.

Mais do que um momento descontraído, a cena também carrega simbolismo político. Em um ambiente onde articulações e alianças estão em plena formação, gestos como esse ajudam a fortalecer vínculos e projetar imagens de unidade, leveza e conexão com o público.

O congresso da Amupe, tradicionalmente marcado por debates técnicos e discussões administrativas, acabou ganhando um capítulo à parte com a apresentação da dupla. O que se viu no palco foi uma demonstração de entrosamento que ultrapassa o campo institucional e reforça uma parceria que segue afinada — dentro e fora da política.

CORRIDA PELO SENADO EM PERNAMBUCO GANHA CONTORNOS DE DISPUTA ABERTA COM MÚLTIPLOS NOMES NA DIANTEIRA, APONTA QUAEST

A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (28) revela um cenário dinâmico e pulverizado na disputa pelas duas vagas ao Senado em Pernambuco nas eleições de 2026. O levantamento, publicado pelo g1, considera um modelo específico para o pleito deste ano, em que cada eleitor poderá escolher dois candidatos, o que amplia as possibilidades de combinação de votos e torna o cenário ainda mais imprevisível.

Na liderança aparece a ex-deputada federal Marília Arraes, com 18% das intenções de voto. Logo atrás surge o senador Humberto Costa, que registra 12%, seguido pelo ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, com 10%. O bloco dos principais concorrentes ainda inclui o ex-ministro Mendonça Filho, que aparece com 8%.

Em um segundo pelotão, nomes como Anderson Ferreira e Túlio Gadelha surgem com 6% cada, mantendo-se dentro da disputa em um cenário que não apresenta ampla vantagem de nenhum candidato até o momento.

Outros nomes também aparecem na pesquisa, como Armando Monteiro Neto e Eduardo da Fonte, ambos com 4%. Já Jô Cavalcanti e Paulo Rubem Santiago somam 3% cada, enquanto Carlos Sant’Anna não pontuou no levantamento.

Além da distribuição dos votos entre os pré-candidatos, a pesquisa chama atenção para o comportamento do eleitorado. Cerca de 10% dos entrevistados se declararam indecisos, enquanto 16% afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou não participar do pleito. Esse contingente representa uma fatia relevante que pode influenciar diretamente o resultado final, especialmente em uma disputa marcada pelo equilíbrio entre os concorrentes.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 900 eleitores pernambucanos entre os dias 22 e 26 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, e o registro foi feito junto ao Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-08904/2026.

Com múltiplos nomes competitivos e ausência de uma liderança isolada, o cenário desenhado pela pesquisa reforça que a disputa pelas vagas ao Senado em Pernambuco permanece em aberto, sujeita a movimentos políticos, alianças e à definição do eleitorado ainda indeciso ao longo dos próximos meses.

OPINIÃO - GARANHUNS ENTRE PALCO E PALANQUE, QUANDO A HOMENAGEM ENCONTRA A ESTRATÉGIA POLÍTICA

Por Greovário Nicollas

A passagem de João Campos por Garanhuns nesta quinta-feira (30) carrega mais do que uma agenda institucional ou uma simples homenagem. O roteiro, cuidadosamente montado, revela o que já é perceptível nos bastidores: o início de uma movimentação política que mistura simbolismo, cultura e estratégia eleitoral em doses bem calculadas.

A entrega do título de Cidadão Honorário, somada à participação na abertura do Festival Viva Garanhuns, não acontece por acaso. A escolha da data, o ambiente festivo e a presença de lideranças alinhadas ao projeto político do PSB apontam para uma construção de imagem que busca dialogar diretamente com o sentimento popular, aproveitando o calor de um evento cultural para ampliar alcance e conexão.

Ao lado do prefeito Sivaldo Albino, João Campos se movimenta em um terreno onde política e tradição se encontram. Garanhuns, que já tem peso simbólico no Agreste, se transforma, nesse contexto, em vitrine. Não apenas pela homenagem, mas pela construção de narrativa: a de um político que transita entre o institucional e o popular, entre o discurso e o gesto.

A presença de Marília Arraes e de Silvio Costa Filho amplia ainda mais esse desenho. Não é apenas uma comitiva — é um recorte claro de um grupo político que se organiza, se posiciona e, sobretudo, se apresenta ao eleitorado em um cenário onde cada aparição pública carrega mensagem.

O ponto mais sensível, no entanto, talvez esteja no uso do legado de Eduardo Campos. A entrega da Medalha Oswaldo Ferreira da Silva em homenagem póstuma ao ex-governador adiciona emoção ao ato, mas também reforça uma estratégia conhecida: a conexão entre memória política e capital eleitoral. Não se trata de desmerecer o reconhecimento, mas de entender o peso que esse tipo de gesto tem em um contexto pré-eleitoral.

O que se vê em Garanhuns é um movimento que não grita campanha, mas também não faz questão de esconder seus sinais. É a política em sua forma mais clássica: ocupando espaços, construindo presença e aproveitando cada oportunidade para fortalecer vínculos.

Entre o palco do festival e o plenário da Câmara, a linha que separa cultura e política se torna tênue. E talvez seja justamente aí que reside a habilidade — e o cálculo — de quem já joga o jogo de 2026, mesmo quando ainda se fala em agenda institucional.

MOVIMENTAÇÃO NOS BASTIDORES DO PSB PODE LEVAR GONZAGA PATRIOTA DE VOLTA À CÂMARA FEDERAL E REFORÇA ESTRATÉGIA PARA 2026

Uma articulação silenciosa, porém estratégica, começa a ganhar força nos bastidores do PSB em Pernambuco e pode resultar no retorno do ex-deputado federal Gonzaga Patriota à Câmara dos Deputados. O movimento envolve a possibilidade de licenças de parlamentares da bancada socialista, em um rearranjo político que dialoga diretamente com o cenário eleitoral de 2026.

No centro dessa engrenagem estão os deputados federais Pedro Campos e Felipe Carreras, que avaliam, nos bastidores, a possibilidade de se afastarem temporariamente de seus mandatos. Caso a movimentação se concretize, abre-se espaço para que suplentes assumam as cadeiras na Câmara, beneficiando diretamente Gonzaga Patriota, que tem trajetória consolidada e forte ligação com o partido.

A eventual licença de Felipe Carreras é vista dentro do partido como uma peça importante no xadrez político que começa a ser montado para as eleições estaduais. O deputado poderia assumir um papel mais ativo na coordenação política de uma possível candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco, ampliando a capacidade de articulação do grupo socialista em diferentes regiões do estado.

Já o possível afastamento de Pedro Campos carrega um peso simbólico e estratégico. Além de ser um dos nomes mais próximos ao núcleo político do PSB, sua movimentação é interpretada como gesto de alinhamento interno e reforço à construção coletiva do projeto partidário, especialmente em um momento em que o partido busca consolidar unidade e ampliar sua base de apoio.

O retorno de Gonzaga Patriota, caso se confirme, representaria não apenas a volta de uma figura experiente ao Parlamento, mas também a recomposição de um quadro político que alia tradição e capacidade de articulação. Com longa trajetória na Câmara, Patriota mantém influência e reconhecimento dentro do partido e entre lideranças políticas do estado.

Apesar da movimentação avançar nos bastidores, não há, até o momento, confirmação oficial sobre os pedidos de licença nem sobre a efetivação do retorno. O cenário segue em construção e deve ganhar contornos mais claros nos próximos meses, à medida que as estratégias para 2026 vão sendo definidas.

O que já se desenha, no entanto, é um movimento coordenado que vai além de uma simples troca de cadeiras. Trata-se de uma reconfiguração política pensada para fortalecer o PSB em Pernambuco, ampliar sua presença no cenário estadual e preparar o terreno para uma disputa eleitoral que promete ser uma das mais movimentadas dos últimos anos.

BOM JARDIM BRILHA NO RECIFE E GARANTE 3º LUGAR EM PRÊMIO ESTADUAL DE EMPREENDEDORISMO NO TURISMO

O município de Bom Jardim viveu um momento de celebração e reconhecimento público durante o 9º Congresso Pernambucano de Municípios, realizado no Recife Expo Center, um dos principais palcos de debates sobre gestão pública no Nordeste. Em meio a gestores, especialistas e lideranças políticas de diversas regiões, a cidade conquistou o 3º lugar no Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora, na modalidade Turismo, destacando-se pelas ações voltadas ao fortalecimento da economia local e valorização das potencialidades do município.

Promovido pela Associação Municipalista de Pernambuco, o congresso reúne experiências exitosas e incentiva a troca de ideias entre prefeituras que buscam soluções inovadoras para os desafios da administração pública. Foi nesse ambiente de construção coletiva que Bom Jardim chamou atenção, apresentando iniciativas que têm impulsionado o turismo como vetor de desenvolvimento, gerando oportunidades e movimentando a economia.

O reconhecimento veio acompanhado de emoção e sentimento de dever cumprido. Ao lado de sua equipe, o prefeito Arsênio dos Minérios destacou que a conquista vai além de um troféu. Segundo ele, o prêmio simboliza o esforço conjunto de uma gestão que aposta na inovação, no planejamento e na valorização das riquezas locais como caminho para transformar a realidade da população.

A premiação também reforça a importância de políticas públicas que enxergam o turismo não apenas como lazer, mas como ferramenta estratégica de crescimento. Em Bom Jardim, esse olhar tem se traduzido em ações que buscam estruturar o setor, incentivar empreendedores e atrair visitantes, criando um ciclo positivo que beneficia diferentes áreas da economia.

O clima entre a comitiva foi de entusiasmo e confiança no futuro. Para a equipe municipal, o reconhecimento estadual serve como combustível para ampliar projetos, fortalecer parcerias e continuar investindo em iniciativas que tragam resultados concretos para a população. A presença no evento, além da premiação, também abriu espaço para novas articulações e troca de experiências com outros municípios pernambucanos.

Em meio aos aplausos e à repercussão positiva, Bom Jardim retorna para casa com a certeza de que está no rumo certo. A conquista no Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora consolida o município como referência em boas práticas e mostra que, mesmo diante dos desafios, é possível avançar com trabalho, compromisso e visão de futuro.

CRISE NA CÂMARA DE ARCOVERDE: NOTA EXPÕE CONFRONTO DIRETO E ACUSA “NARRATIVA FALSA” DE PRESIDENTE

O clima político em Arcoverde ganha novos contornos de tensão após a divulgação de uma nota pública assinada pelo advogado Tércio Soares Belarmino, que rebate de forma dura declarações atribuídas ao presidente da Câmara Municipal, Luciano Pacheco. O documento não economiza nas palavras e acusa o chefe do Legislativo de distorcer fatos ao tentar associar o arquivamento de um procedimento disciplinar ao encerramento de apurações sobre sua conduta.

A nota é clara ao afirmar que há uma tentativa deliberada de “confundir a opinião pública” e até mesmo os próprios vereadores. O ponto central da controvérsia gira em torno de uma suposta conexão entre processos distintos — algo que o advogado nega categoricamente. Segundo o texto, o arquivamento mencionado não tem qualquer relação com a representação disciplinar apresentada por Mércia Lira, protocolada em 15 de abril de 2026 junto à subseção local da OAB.

O documento revela que essa representação foi encaminhada ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB Pernambuco pela presidente da instituição, Dra. Marcela Macedo, o que indica que o caso segue em tramitação e longe de qualquer desfecho. A acusação implícita é de que o presidente da Câmara estaria se apoiando em decisões de outros processos para construir uma versão conveniente dos fatos, sugerindo uma absolvição que, segundo a nota, não corresponde à realidade.

Outro trecho reforça que existem elementos já comprovados em processos em curso que apontam para o exercício irregular da advocacia durante o período em que Luciano Pacheco ocupa a presidência do Legislativo municipal. A nota ainda resgata um histórico que agrava a situação: a condição de reincidência em práticas semelhantes, citando ocorrência registrada em 2010. Esse detalhe amplia o peso político e jurídico da denúncia, reforçando o argumento de que os procedimentos devem continuar.

A crítica se intensifica ao destacar que não há qualquer interferência entre decisões de processos distintos, especialmente no que diz respeito ao pedido de cassação que tramita paralelamente. Ou seja, a tentativa de vincular um arquivamento a outro caso seria, na visão do advogado, uma estratégia para enfraquecer a percepção pública sobre a gravidade das acusações.

O tom do documento é incisivo ao classificar como “desesperada” a tentativa de atrelar decisões diferentes e induzir a população ao erro. Para além do embate jurídico, o texto aponta um problema político mais amplo: a desinformação como ferramenta de defesa. A nota conclui afirmando que esse tipo de conduta prejudica a transparência e compromete o correto esclarecimento dos fatos à sociedade.

Em meio a esse cenário, a disputa deixa de ser apenas jurídica e passa a ter forte impacto político, colocando em xeque a credibilidade da presidência da Câmara e ampliando a pressão por respostas claras e objetivas.

NOTA PÚBLICA (NA ÍNTEGRA)

NOTA PÚBLICA

O presidente da Câmara de Arcoverde, Luciano Pacheco, mais uma vez, não está dizendo a verdade ao tentar associar o arquivamento de um outro procedimento disciplinar ao fim das apurações sobre sua conduta, constituindo-se em nítida tentativa de confundir a opinião pública, como também os seus próprios pares do parlamento legislativo municipal.

O alegado arquivamento de denúncia não tem qualquer relação com a Representação Disciplinar apresentada pela senhora Mércia Lira, no último dia 15.04.2026, junto a Subseção da OAB Arcoverde, cuja Representação foi encaminhada na manhã de hoje ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB Pernambuco pela Presidente, Dra. Marcela Macedo.

Acreditamos que o nobre Presidente está valendo-se de alguma decisão proferida em outro processo ético disciplinar que responde na OAB/PE e, assim, criar uma falsa narrativa de que teria sido absolvido por exercer irregularmente advocacia quando do exercício da Presidência do Poder Legislativo deste município.

É importante esclarecer a toda sociedade arcoverdense que a decisão proferida em Representação Disciplinar diversa da apresentada pela senhora Mércia Lira não irá interferir no Pedido de Cassação e na Representação Disciplinar em curso perante o Tribunal de Ética e Disciplina da OAB Pernambuco, inclusive, porque nos processos em curso restaram comprovados o exercício de outros atos privativos da advocacia durante todo período que exerce a função de Presidente. Sem esquecer a sua condição de reincidente no exercício irregular da advocacia, como ocorreu no ano de 2010, o que reforça a necessidade de continuidade dos processos que responde perante a Câmara de Vereadores e a OAB Pernambuco.

É de imperiosa necessidade que a verdade seja restabelecida a fim de rechaçar a tentativa desesperada de vincular decisão proferida em processo disciplinar a um eventual arquivamento das representações formuladas pela senhora Mércia Lira, o que sequer chegou a ser apreciado.

Por fim, causa preocupação e perplexidade a tentativa de induzir a sociedade ao erro mediante informações distorcidas, o que em nada contribui para transparência e para devida apuração e esclarecimentos dos fatos.

Arcoverde, 28/04/2026

Tércio Soares Belarmino
Advogado