quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

GESTO EM PLENÁRIO GERA CRISE NA CÂMARA DO RECIFE E VEREADOR ACIONA COMISSÃO DE ÉTICA

Um gesto feito durante a sessão plenária da última terça-feira (10) provocou tensão entre parlamentares da Câmara Municipal do Recife e deve ter desdobramentos formais. O vereador Chico Kiko (PSB) anunciou que irá acionar a Comissão de Ética da Casa contra o vereador Eduardo Moura após interpretar como ofensiva uma atitude registrada em vídeo durante a reunião legislativa.

O episódio ocorreu no momento em que Chico Kiko se dirigia ao microfone para apartear a vereadora Jô Cavalcanti (PSOL). Nas imagens da transmissão oficial da Câmara, é possível ver Eduardo Moura posicionado ao fundo fazendo um gesto com as mãos sobre a cabeça do parlamentar socialista. Segundo Chico Kiko, o sinal — com os dedos polegar, indicador e mínimo erguidos — representaria “chifres”, numa referência considerada por ele desrespeitosa.

Ao usar a tribuna para relatar o ocorrido, o vereador do PSB reagiu de forma contundente e cobrou providências da Mesa Diretora. “Eu estava me dirigindo para apartear a vereadora e estava olhando no painel, e o vereador Eduardo Moura estava fazendo sinais como se eu tivesse... sinal de chifre. Eu quero dizer a ele que tenha respeito a mim e a essa casa. Ele está pensando que aqui tem moleque, e aqui não tem moleque. Queria pedir atenção da Mesa Diretora para analisar o caso e, se for o caso, instruir para a Comissão de Ética”, afirmou.

A manifestação elevou o clima no plenário e trouxe à tona o debate sobre postura e decoro parlamentar nas sessões legislativas. Chico Kiko defende que o episódio seja analisado formalmente pelo Conselho de Ética, instância responsável por apurar condutas consideradas incompatíveis com o regimento interno da Câmara.

Até o momento, não houve posicionamento público de Eduardo Moura sobre a acusação. O caso deve ser encaminhado à Mesa Diretora, que avaliará os procedimentos regimentais cabíveis.

O episódio amplia a tensão política no Legislativo recifense e pode abrir um novo capítulo de embates institucionais dentro da Casa, caso a representação seja formalizada e aceita para tramitação.

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