Atualmente, o PSD conta com apenas um deputado federal em Pernambuco: Fernando Monteiro. No entanto, o cenário pode mudar de forma significativa. Estão em fase de definição os nomes dos deputados federais Junior Uchoa e Mendonça Filho, que podem reforçar o partido na disputa. A esses se soma o secretário estadual de Meio Ambiente, Daniel Coelho, considerado internamente como um nome competitivo para a Câmara Federal, especialmente pelo desempenho expressivo nas urnas há quatro anos.
Com esses quatro nomes no páreo, a projeção dentro do Palácio é de que o PSD possa conquistar até quatro das 25 vagas destinadas a Pernambuco na Câmara dos Deputados. A conta ainda pode crescer caso se confirmem as candidaturas dos deputados estaduais Socorro Pimentel e Izaías Régis para a Câmara Federal, ampliando o leque de opções eleitorais da sigla.
Apesar da governadora ostentar 61% de aprovação no estado, segundo a mais recente pesquisa Datafolha, o desafio é estrutural. Em 2022, o PSD não conseguiu eleger representantes nem para a Assembleia Legislativa nem para a Câmara Federal. O principal nome da legenda naquele pleito, André de Paula — hoje ministro da Pesca e Aquicultura — disputou o Senado na chapa encabeçada por Marília Arraes e ficou fora da Câmara. Até o momento, André ainda não definiu se participará da disputa eleitoral deste ano.
Nos bastidores, aliados reconhecem que o trabalho de fortalecimento partidário começou há cerca de um ano. Embora Raquel Lyra já tenha conseguido filiar ao PSD quase metade dos prefeitos pernambucanos, muitos desses gestores mantêm compromissos políticos consolidados com deputados federais que, ao longo dos mandatos, destinaram emendas e estabeleceram vínculos diretos com as administrações municipais — uma relação considerada estratégica e, em muitos casos, decisiva nas eleições municipais de 2024.
Um assessor próximo à governadora relatou que, além da ofensiva para ampliar a musculatura do PSD, Raquel tem adotado postura cautelosa para preservar o equilíbrio na base aliada. Partidos como PP, Podemos e Avante, que integram o arco de sustentação do governo, têm seus espaços respeitados nas articulações eleitorais.
Com articulação política em ritmo acelerado, Raquel Lyra busca transformar capital político em representação legislativa, mirando não apenas o fortalecimento do PSD, mas também a consolidação de uma base federal alinhada ao seu projeto de governo para os próximos anos.
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