sábado, 16 de novembro de 2013

Massa vê 'algo errado' em carro e teme prova desastrosa

Embora já esteja com a sua cabeça na temporada de 2014, quando passará a pilotar pela Williams, Felipe Massa se mostrou incrédulo com o desempenho de sua Ferrari no treino de classificação para o grid, neste sábado, e também nas sessões livres do GP dos Estados Unidos de Fórmula 1, marcado para acontecer neste domingo, em Austin.

O piloto brasileiro largará do 14.º lugar e garante não entender os motivos para este rendimento que admitiu ter sido "muito abaixo do esperado". "Tem alguma coisa errada, que não está funcionando. Desde ontem (sexta-feira) à tarde que venho sofrendo com o carro, não consigo usar o carro. O Fernando (Alonso) conseguiu uma boa volta e está usando o carro do jeito que tem que usar. Eu não consigo por algum motivo que a gente ainda não entendeu o que é", afirmou Massa, em entrevista para a TV Globo.

Em seguida, o brasileiro cobrou mudanças de última hora no acerto de sua Ferrari, com a qual teme realizar uma prova muito ruim neste domingo. "Tem que revirar o carro inteiro, senão a corrida vai ser um desastre, vendo como está o carro e como está o rendimento", completou.

E Massa só sairá do 14.º lugar, e não do 15.º, posição que obteve na pista, porque o inglês Jenson Button, da McLaren, foi punido com a perda de três colocações no grid por ter feito uma ultrapassagem irregular no primeiro treino livre, na sexta-feira.
Fonte: Agência Estado

Roberto Jefferson a espera da prisão

Ainda à espera de ter o mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) afirmou neste sábado (16) que a judicialização da política “é um fenômeno moderno” e sua luta no Congresso “foi política”.

"Eu não sei qual resultado haveria (do processo). A minha luta era política lá no Congresso Nacional. Teve a judicialização. E isso foge do meu papel. O meu papel é político. Lá, no Congresso, eu fiz o enfrentamento. Não fiz enfrentamento no Judiciário. A judicialização da política é um fenômeno moderno", afirmou ele.

Jefferson evitou falar das prisões ocorridas na última sexta-feira, como a do ex-ministro José Dirceu e do ex-presidente do PT, José Genoíno. Em carta aberta, Dirceu se diz “vítima de uma condenação injusta”. Já Genoíno afirmou que é “um preso político de uma democracia sob pressão das elites”.

"Não quero comentar o que eles disseram. Respeito o sofrimento o que eles estão passando. Imagino como é a pressão, que eu também estou vivendo. Eu respeito. Não que falar mal de ninguém. Quero que eles tenham serenidade, força e tranquilidade para passar este momento difícil que estão vivendo. É a minha torcida por eles."

O ex-deputado não quis comentar sobre o resultado do mensalão no STF: "Não quero discutir isso. É coisa passada. Chega. Já estou cansado".

Na manhã deste sábado, Roberto Jefferson tentou manter a rotina. Ele saiu por volta das 10h de casa, em Levy Gasparian, cidade a 140 quilômetros do Rio de Janeiro, para fazer exercícios. Ele atravessou a rua onde mora e entrou em uma outra residência, que também pertence à família. Durante a atividade física, que durou cerca de uma hora, Jefferson ouviu canções de Jakob Dylan, filho do cantor e compositor Bob Dylan.

Roberto Jefferson, por enquanto, não está na lista divulgada pelo STF na última sexta-feira com os mandados de prisão. Ontem, o ex-deputado disse que vai aguardar a Polícia Federal em sua casa. "Estou aguardando. O momento é de expectativa. Tenho acompanhado o noticiário. Estou recebendo informações do meu advogado Marcos Pinheiro de Lemos. Vou aguardar em casa - afirmou Jefferson, na sexta-feira."

Aparentando tranquilidade, Roberto Jefferson justificou a decisão de ficar na residência até a chegada dos policiais: "Vou aguardar aqui. Vou ficar em casa. Prefiro ficar em casa. Aqui fico mais confortável".

O ex-deputado revelou que a família está apreensiva. "A família está tensa, na expectativa. É isso aí, irmão! Vamos descansar", disse Roberto Jefferson, que foi até o portão se despedir de parentes que o visitaram.

Papuda: tradição em abrigar políticos e criminosos perigosos


O Complexo Penitenciário da Papuda, que abrigará parte dos condenados no mensalão em um primeiro momento, já tem “know-how” para receber réus “ilustres”.

O centro – que agora deverá ser o destino do ex-presidente do PT José Genoino, do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares – é hoje endereço do deputado federal Natan Donadon (sem partido-RO), que cumpre pena de mais de 13 anos de prisão por desvio de recursos da Assembleia Legislativa de Rondônia, da qual era diretor financeiro.

Instalado a cerca de meia hora da Esplanada dos Ministérios, o Complexo Penitenciário da Papuda foi – e é -, em seus 40 anos de existência, destino de uma lista de políticos e criminosos perigosos e
conhecidos. (O Estado de S. Paulo)

Avião com condenados chega a Brasília. Genoíno passa mal

O avião da Polícia Federal com os nove condenados do mensalão que estavam em São Paulo e Minas Gerais chegou por volta das 17h40 (horário de Brasília) deste sábado (16) no aeroporto do Distrito Federal. Durante a viagem de cerca de 50 minutos o ex-presidente do PT José Genoino passou mal devido a pressão alta.
A viagem foi a primeira de Genoino desde que ele passou por uma cirurgia no coração. Ele se apresentou à sede da Polícia Federal em São Paulo na sexta-feira (15), seguido pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Ambos embarcaram no jato ERJ 145 da Embraer no aeroporto de Congonhas na tarde deste sábado e seguiram para o aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte.
Na capital mineira, outros sete condenados pelo mensalão embarcaram na aeronave: Marcos Velério, operador do esquema; Ramon Hollerbach, ex-sócio de Valério; Simone Vasconcelos, ex-diretora da agência publicitária SMP&B; Romeu Queiroz, ex-deputado pelo PTB-MG; Kátia Rabello, ex-presidente do Banco Rural; outro Cristiano Paz, ex-sócio de Marcos Valério; José Roberto Salgado, ex-vice-presidente do Banco Rural.

Leão valente vence até com Magrão expulso

Com Magrão expulso, Sport vence Paraná e fecha rodada no G4

Blog do torcedor

O jogo Sport x Paraná já se anunciava problemático antes mesmo de começar. O Leão saíra do G4 no início da rodada. Estava, portanto, pressionado pelos resultados. Lucas Lima e Rithely, suspensos, não atuariam. Anderson Pedra já estava fora por lesão. O Sport estava, portanto, desfalcado de quase todo seu meio-campo titular. Diante do organizado time de Dado Cavalcante, o Rubro-Negro teria de ser mais coração do que razão. Mais raça do que técnica. Conseguiu o objetivo: ao fim de um dramático duelo, com direito a Magrão injustamente expulso, venceu o Paraná, na Ilha do Retiro, neste sábado, e "voltou" ao grupo dos quatro mais bem classificados da Série B. Faltam dois passos para o acesso.

O próximo é o jogo em Varginha, Minas Gerais, contra o Boa Esporte, no próximo sábado. O Icasa, quarto colocado, enfrenta o já classificado Chapecoense no Romeirão. O outro adversário direto, o Ceará, sai para enfrentar o Palmeiras.

O JOGO - O Paraná começou melhor do que o Sport. Sem entrosamento e pressionado, o time do Leão mostrou visível nervosismo no começo. Os problemas, no entanto, não se restringiram à parte psicológica. Taticamente, o Leão tinha setores muito distantes e deficiência na criação. Aílton, de meia único, não funcionou. Fora de ritmo por conta da lesão que o tirou dos últimos duelos, errou muitos passes e até domínio simples de bola.

A equipe de Dado Cavalcante aprovietou-se da instabilidade leonina. A principal oportunidade foi aos 11 minutos, com Lúcio FLávio. O experiente meio-campista recebeu na intermediária com liberdade, avançou e encheu o pé. Magrão, com segurança, espalmou para escanteio. Aos 16, o time apareceu de novo com perigo. Não houve finalização, mas o bate-rebate dentro da área do Sport poderia ter representado grande perigo.

Mas da mesma maneira que criava jogadas, o Paraná cedia espaços para o contra-ataque. O Sport não conseguia aproveitá-los. Aos 15, um momento delicadíssimo para o Leão. Felipe Azevedo, atacante com a característica de velocidade - que poderia puxar bons contra-golpes- sentiu uma lesão e teve de sair. Em seu lugar, entrou o ainda mais contestado Camilo.

O meio-campista foi fundamental para o triunfo - igualmente fundamental- do Sport. Aos 23 do primeiro tempo, Patric fez grande jogada pela direita e cruzou para a área. Camilo completou para o gol e se emocionou na comemoração.

Na volta para a segunda etapa, o panorama se repetiu. O Paraná pressionava. O Sport tentava se segurar e escapar no contra-ataque. Aos 2, bola perigosa do Paraná. Defesa do Sport tirou na hora que Reinaldo se preparava para bater. No rebote, Lúcio Flávio ainda tentou bater, mas chutou para fora.Aos 7, o Leão respondeu. Marcos Aurélio bateu falta da meia-lua com muita categoria.A  bola passou muito perto do gol de Marcão.

Aos 13, Reinaldo foi lançado em profundidade. Magrão saiu desesperado da área para evitar. O atacante do Paraná tentou tocar de lado do goleiro, mas não conseguiu. Magrão evitou a bola. Mas o árbitro Paulo César Oliveira - talvez só ele- viu a bola bater na mão do goleiro. Expulsou-o de campo. Geninho, para compensar a perda, sacou Aílton e colocou o arqueiro reserva Saulo.

O que era difícil virava dramático. Mas só até os 18. Cinco minutos depois, Neto Baiano, em novo cruzamento de Patric (fundamental para a vitória), pegou de primeira. No ângulo. Que golaço. Para ampliar, definir o marcador e fazer a festa da torcida leonina.

Depois disso, o Paraná, com um a mais, tentou pressionar. Os lances criados, no entanto, foram mais perigosos pelo momento dramático do que propriamente pela efetividade dos lances. Saulo não chegou a ser propriamente ameaçado. Festa na Ilha.

Ficha do Jogo

Sport: Magrão; Aílson, Tobi e Oswaldo; Patric, Naldinho, Aílton (Saulo) e Marcelo Cordeiro; Felipe Azevedo (Camilo), Marcos Aurélio (Rafael Pereira) e Neto Baiano. Técnico: Geninho

Paraná: Marcos; Roniery, Alex Bruno (Kayke), Brinner e Henrique; E.Sitta, Moacir, L.Flávio, P.Oliveira e Luisinho (Rubinho); Reinaldo (Paulo Sérgio). Técnico: Dado Cavalcanti

Local: Ilha do Retiro. Horário: 16h20. Árbitro: Paulo César de Oliveira (SP-FIFA). Assistentes: Gustavo de Oliveira e Alberto Masseira (ambos de SP). Cartões amarelos: Alex Bruno (Paraná), Kayke; Patric, Marcos Aurélio, Tobi (Sport); Cartão vermelho: Magrão (Sport); Gols: Camilo (23 do 1ºT)  e Neto Baiano (18 do 2ºT) para o Sport; Público: 21.552

Estreadas do sertão e agreste pernambucano devem ter melhorias

Após uma articulação do senador Armando Monteiro (PTB), o ministro dos Transportes, Cesar Borges, autorizou o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) a realizar obras de melhorias na BR-110, no trecho entre os municípios de Ibimirim e Petrolândia, no Sertão pernambucano.

O ministro também autorizou a realização de estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTA) para a pavimentação dos 71,6 quilômetros desse trecho, conhecido como Reta de Ibimirim. A obra é uma das principais reivindicações da população.

Com relação à duplicação do trecho de 80 quilômetros da BR-423, entre as cidades de São Caetano e Garanhuns, no Agreste, o Ministério dos Transportes informou que realiza a adequação do anteprojeto de licitação das obras. Após esse procedimento, o Ministério deverá publicar o edital de licitação no mês de março de 2014, sendo que o início das obras tem previsão para o dia 30 de julho, com conclusão em junho de 2016.

O comunicado ao senador foi feito nesta semana e atende a pleitos feitos por Armando. “As providências que o ministro Cesar Borges tomou são importantes, pois atendem a pleitos da população”, comemorou.

Corpo de agricultor é encontrado no canal da avenida Agamenon Magalhães


Vítima foi morta a pauladas e ainda arrastada de um lado para o outro, por três homens;
Morto por vingança. Esta é a hipótese levantada pelo delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Severino Farias, sobre a motivação da morte do agricultor Carlos Araújo Arruda, de 31 anos. O seu corpo foi encontrado, na manhã deste sábado (16), no canal da avenida Agamenon Magalhães.

Carlos era ex-presidiário e usuário de drogas e segundo os familiares tinha fama de ser "violento". A vítima foi morta a pauladas e, de acordo com o perito do Instituto Criminalístico (IC), Francisco de Assis, o corpo teria sido, ainda, arrastado de um lado para o outro da avenida, por três homens, que, em seguida, se desfizeram dele, atirando o corpo no canal.

Carlos Araújo passou dez anos na Paraíba e há três meses teria voltado ao Recife. Ele saiu com uns amigos, na madrugada deste sábado, e um possível desentendimento e tentativa de agressão a um deles, teria resultado na sua morte. O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML). O caso está sendo investigado pelo DHPP.

ÓBVIO - O Supremo se antecipou, diz especialista


Para Luiz Guilherme Arcaro Conci, professor da Faculdade de Direito da PUC-SP, o STF deveria ter aguardado os recursos para decretar a prisão dos condenados
 
 O Supremo Tribunal Federal se antecipou ao determinar as prisões dos condenados do “mensalão”, na avaliação de Luiz Guilherme Arcaro Conci, professor da faculdade de Direito da PUC-SP. “Acredito que o STF deveria aguardar o julgamentos dos recursos definitivos para proceder uma ordem de execução [das penas],” diz o professor.
Na terça-feira 13, o tribunal definiu que todas as penas que não foram objeto de recursos devem ser cumpridas imediatamente. Isto vale mesmo para os réus que apresentaram embargos infringentes, recurso último que, segundo decisão anterior do STF, cabia para réus condenados com pelo menos quatro votos por sua absolvição.

O Supremo dividiu a sentença de cada um dos réus. Por exemplo: José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, sofreu duas condenações pelo tribunal. Uma de sete anos e 11 meses por corrupção ativa e outra de dois anos e 11 meses por formação de quadrilha. Dirceu pode apresentar um recurso pela segunda condenação, mas deve começar a cumprir a pena por corrupção ativa agora.

Segundo o professor, uma sentença não pode ser dividida como aconteceu. “Em matéria penal, como nesse caso, a questão é muito sensível. Não se está discutindo uma divisão de bens, por exemplo. Está discutindo a restrição da liberdade.” Para Conci, a decisão do Supremo abre um precedente para que juízes por todo o país tomem decisões semelhantes.

Segundo Conci, a “grande discussão” diz respeito à falta de julgamento por outro colegiado além do Supremo. Para ele, há necessidade de uma mudança constitucional que permita aos réus com foro privilegiado receber julgamentos por grupos de juízes distintos. Segundo o professor, a falta de possibilidade de um novo julgamento pode levar