A presidente Dilma Rousseff (PT) procurou fazer, nesta sexta-feira (24), uma defesa dos fundamentos econômicos do Brasil durante discurso no Fórum Econômico Mundial, convocando investidores a acreditar no país e afirmando que o papel dos emergentes continuará a ser estratégico para a economia mundial.
"O controle da inflação e o equilíbrio das contas públicas são requisitos essenciais para assegurar a estabilidade. [...] A inflação no Brasil permanece sob controle. Os resultados obtidos até aqui estão dentro do intervalo admitido por este regime monetário. Reitero que buscamos com determinação a convergência para o centro da meta inflacionária ", afirmou Dilma em sua primeira participação no fórum desde que assumiu a Presidência da República.
A presidente também defendeu as contas públicas, que têm sido alvo de críticas pela falta de clareza do governo. "A responsabilidade fiscal, por sua vez, é um princípio basilar da nossa visão de desenvolvimento econômico e social. No Brasil, as despesas correntes do Governo Federal estão sob controle", disse.
Dilma afirmou que o Brasil definirá uma meta superávit primário para 2014 "consistente com essa tendência de redução do endividamento público" e disse que, nos últimos meses, o país tem convivido com a possibilidade das agências de avaliação de risco reduzirem a nota de crédito - no ano passado, a Standard & Poor's rebaixou para negativa a perspectiva para o rating brasileiro - atualmente em "BBB".
Em busca de uma reaproximação com o mercado, Dilma disse ainda que o papel dos bancos públicos será modificado para dar mais espaço aos mecanismos privados de crédito, mas não deu detalhes de quando e como isso será feito. Ela voltou a defender que o modelo de crescimento pelo consumo no Brasil não está esgotado e aproveitou a oportunidade para convocar investidores estrangeiros e nacionais a continuar colocando dinheiro no país.
"O Brasil é hoje uma das mais amplas fronteiras de oportunidades de negócios. Nosso sucesso nos próximos anos estará associado à parceria com os investidores do Brasil e de todo mundo. Meu governo adotou medidas para estreitar ainda mais essa relação. Aspectos da conjuntura recente não devem obscurecer essa realidade", pontuou.
Exame.

As
críticas feitas ontem pelo presidente do Supremo Tribunal Federal
(STF), Joaquim Barbosa, aos colegas Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski,
por não terem expedido o mandado de prisão do deputado João Paulo Cunha
(PT-SP), causaram mal-estar entre integrantes da Corte. A avaliação de
dois ministros ouvidos pela reportagem é de que o chefe do Judiciário
desgastou a imagem e expôs uma divisão no tribunal. Barbosa afirmou,
durante viagem oficial a Paris, que, se estivesse como substituto na
Presidência do STF, jamais deixaria de ter decretado a prisão do
parlamentar. O ministro encerrou o processo em relação a João Paulo no
dia 6, na véspera de entrar de férias, mas viajou sem ordenar a prisão
do petista.