quarta-feira, 6 de agosto de 2025
GILMAR JÚNIOR LOTA A ALEPE EM HOMENAGEM HISTÓRICA A SOCORRISTAS QUE SALVAM VIDAS
VENTOS MUDAM NA ALEPE E OPOSIÇÃO DESBLOQUEIA PAUTAS MILIONÁRIAS DO GOVERNO RAQUEL LYRA
O presidente da Comissão, deputado Alberto Feitosa (PL), deu início aos trabalhos anunciando a data da sabatina de Virgílio Oliveira, indicado ao cargo de administrador de Fernando de Noronha, agendada para a próxima terça-feira, 12 de agosto. No mesmo dia, será distribuído para relatoria o projeto de um novo empréstimo solicitado pelo Governo do Estado, no valor de R$ 1,7 bilhão. Esse pedido vinha sendo segurado, assim como o anterior, de R$ 1,5 bilhão, destinado a obras estruturais como o Arco Metropolitano e a requalificação da BR-232.
Em um movimento sincronizado, o deputado Waldemar Borges (PSB), que havia sido um dos maiores críticos ao empréstimo no primeiro semestre, afirmou que entregará o relatório sobre o projeto de R$ 1,5 bilhão no dia 13 e que será favorável à proposta, embora com emendas exigindo transparência e prestação de contas ao Legislativo. Feitosa já agendou a votação do parecer para o dia 19. A mudança repentina de postura gerou questionamentos nos bastidores sobre o que teria motivado esse novo entendimento entre oposição e governo.
Segundo fontes ouvidas reservadamente, a governadora Raquel Lyra teria sinalizado positivamente com a liberação das emendas parlamentares referentes a 2024, cujos entraves burocráticos estariam sendo resolvidos para quitação até o fim da semana. Além disso, foi implantado um novo sistema de acompanhamento online do andamento das emendas, o que teria agradado aos deputados, aliviando a tensão acumulada desde o início do ano. Para alguns parlamentares, a instalação da CPI teria surgido como uma saída honrosa para a oposição, permitindo pressionar o governo sem romper completamente o canal de diálogo que agora começa a se reabrir.
Apesar disso, a formação da CPI continua cercada de incertezas. A distribuição das vagas deve contemplar quatro membros para a base governista, quatro para a oposição e uma vaga que dependeria do posicionamento do PL, partido dividido entre apoio e críticas ao governo. O deputado Renato Antunes (PL), por exemplo, criticou publicamente a CPI, alinhando-se com a governadora. Nos corredores da Casa, há deputados que cogitam não participar do colegiado dependendo da condução dos trabalhos, enquanto outros reforçam que suas assinaturas para a criação da CPI não significam adesão automática à oposição, mas sim um gesto em favor da fiscalização.
O segundo dia de atividades plenárias após o recesso confirmou o novo ânimo entre os parlamentares. O plenário foi palco de discursos inflamados tanto da base governista quanto da oposição. A líder do Governo, deputada Socorro Pimentel, junto com Luciano Duque e Débora Almeida, subiu à tribuna em defesa das ações da gestão Raquel Lyra. Já Dani Portela (PSOL) e Waldemar Borges (PSB) fizeram críticas e abordaram a instalação da CPI. O clima esquentou ainda mais com as falas das deputadas Rosa Amorim (PT) e Dani Portela, que celebraram a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em contraponto, o coronel Alberto Feitosa (PL) usou seu tempo para atacar o ministro Alexandre de Moraes, a quem acusou de perseguição política, mostrando que, mesmo em meio à aproximação institucional, a temperatura política na ALEPE segue elevada.
ROMPIMENTO ABALA ALIANÇA POLÍTICA EM MIRANDIBA E EXPÕE CRISE NA GESTÃO MUNICIPAL
Fontes próximas aos envolvidos revelam que Bartolomeu Carvalho, que governou Mirandiba em gestões anteriores e ainda exerce forte influência política na cidade, vinha demonstrando insatisfação com a condução da gestão municipal. O ex-prefeito teria expressado, em reuniões reservadas, desconforto com o fato de não estar sendo consultado sobre decisões estratégicas da Prefeitura, como indicações de cargos, definição de prioridades administrativas e execução de obras. A sensação de que sua experiência e capital político estavam sendo ignorados teria agravado o distanciamento.
Já o vice-prefeito Gilberto Alonso, figura que ajudou a compor a chapa vitoriosa em 2020, vinha se sentindo isolado do núcleo decisório da Prefeitura. Apesar de ocupar um cargo de alta relevância institucional, Gilberto teria sido gradualmente excluído das discussões importantes do governo, o que alimentou especulações sobre sua permanência no grupo de Evaldo Bezerra. Internamente, a ausência de um sinal claro de que poderia ser o nome apoiado pelo atual prefeito na disputa pela sucessão de 2024 também contribuiu para o desgaste da relação.
A situação ganhou contornos ainda mais visíveis nas últimas semanas, com a ausência dos dois aliados em eventos públicos promovidos pela gestão. Apesar do silêncio inicial, as ausências repetidas foram percebidas pela população e por lideranças locais como indícios de um rompimento iminente. Nos grupos políticos da cidade e nas rodas de conversa, o clima era de expectativa por um anúncio oficial, que veio de forma informal, com o afastamento definitivo sendo confirmado por pessoas próximas a ambos os lados.
Diante do novo cenário, o prefeito Evaldo Bezerra tem adotado uma postura de cautela. Em declarações à imprensa local, ele evitou confrontos diretos e preferiu destacar o compromisso com a continuidade administrativa. Segundo ele, "não é hora de discutir política local, e sim de trabalhar por Mirandiba", ressaltando que sua prioridade é garantir a chegada de obras e recursos que beneficiem a população. A resposta é interpretada como uma tentativa de desviar o foco da crise política e reforçar sua imagem como gestor técnico e comprometido com o desenvolvimento da cidade.
Nos bastidores, aliados de Evaldo afirmam que o prefeito já esperava o distanciamento, mas que preferiu não interferir nos movimentos de Gilberto e Bartolomeu, acreditando que ambos tomariam suas decisões com base em seus próprios projetos. Enquanto isso, opositores começam a se articular na tentativa de atrair o grupo recém-rompido para uma nova composição eleitoral. O cenário ainda é de indefinições, mas o episódio marca um novo capítulo na política de Mirandiba, com impactos diretos sobre as estratégias para o próximo pleito.
PREFEITURA DE GARANHUNS PROMOVE AÇÕES DO AGOSTO LILÁS COM FOCO NO ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
ALTINEU CÔRTES PROMETE PAUTAR ANISTIA A GOLPISTAS DO 8 DE JANEIRO ASSIM QUE ASSUMIR COMANDO DA CÂMARA
Altineu comunicou publicamente que já informou Motta sobre sua intenção. “Eu, como vice da Câmara e do Congresso, sempre busquei equilíbrio e diálogo. Sempre respeitei Motta, que tem a pauta na sua mão. Diante dos fatos, já comuniquei Motta que, no primeiro momento em que eu exercer a presidência plena da Câmara, quando Motta se ausentar do país, irei pautar a anistia”, declarou o parlamentar em conversa com jornalistas. A fala ecoou nos corredores do Congresso e imediatamente mobilizou tanto apoiadores da proposta quanto setores contrários à medida, que a veem como tentativa de apagar ou minimizar as consequências dos ataques aos Três Poderes.
O projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro – quando bolsonaristas invadiram e depredaram as sedes do Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal e Palácio do Planalto – está paralisado desde o ano passado. Apesar de pressões internas dentro da Câmara, especialmente de parlamentares da base bolsonarista, o presidente da Casa optou por não colocar o tema em votação. Motta chegou a articular um texto alternativo que pudesse ser mais palatável politicamente, mas a proposta não avançou.
A movimentação de Altineu, deputado do PL do Rio de Janeiro e integrante de um dos partidos mais alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, é interpretada como uma resposta direta às insatisfações da ala mais radical da direita com a demora na tramitação do projeto. Além disso, sinaliza o crescimento da pressão sobre a cúpula da Câmara para atender às demandas do campo conservador, que vê na anistia uma forma de reparar o que consideram “exageros” nas punições aos manifestantes.
Ao vincular sua futura decisão à eventual ausência de Motta do país, Altineu aponta para uma estratégia calculada e amparada na previsão regimental que lhe permite assumir interinamente a presidência da Câmara. A expectativa é que, caso venha a colocar a anistia em pauta, o gesto provoque forte reação dos setores democráticos, entidades da sociedade civil e instituições que defendem a responsabilização plena dos envolvidos nos atos antidemocráticos.
Nos bastidores, a possibilidade de votação da anistia tem gerado apreensão entre os partidos do centro e da esquerda, que alertam para os riscos de sinalizar impunidade em um momento em que a democracia brasileira ainda busca cicatrizar as feridas abertas pelos ataques do início de 2023. Por outro lado, parlamentares do PL, do PP e da ala bolsonarista do Republicanos avaliam que a votação da proposta será uma forma de reafirmar suas bandeiras em ano eleitoral, mirando especialmente os seus eleitores mais fiéis.
OURICURI GARANTE R$ 2 MILHÕES COM APOIO DO SENADOR FERNANDO DUEIRE PARA SAÚDE E INFRAESTRUTURA
Durante o encontro, realizado em clima de parceria e comprometimento, o senador Fernando Dueire destacou a importância do investimento e reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento dos municípios do interior. Para ele, o apoio à saúde pública deve começar pela atenção básica e pelo atendimento direto à população. “Essa parceria vai trazer resultados concretos para o povo de Ouricuri. A saúde é prioridade para a gestão do prefeito Vitor, e esse recurso vai ajudar a fortalecer o atendimento na ponta, lá onde o povo precisa”, pontuou Dueire, enfatizando que a destinação da verba foi pensada de forma estratégica para atender às reais necessidades da cidade.
O prefeito Vitor Coelho, que vem ganhando destaque pela sua articulação política e capacidade de atrair investimentos, agradeceu ao senador pelo gesto e ressaltou que os recursos chegam em um momento importante, quando a cidade começa a sair de um período de grandes dificuldades. “Quem é de Ouricuri sabe o momento difícil que a gente vinha enfrentando. Graças a Deus, as coisas estão melhorando. E com a ajuda do senador, vamos avançar ainda mais, tanto na saúde quanto na infraestrutura da nossa cidade”, afirmou o gestor municipal, visivelmente satisfeito com o reforço orçamentário.
Nos últimos meses, a administração municipal tem trabalhado para recuperar a confiança da população e consolidar um modelo de gestão mais eficiente e conectado às demandas da comunidade. O diálogo constante com representantes do Congresso Nacional e o empenho da equipe da Prefeitura em viabilizar projetos têm sido elementos centrais dessa nova fase. A interlocução de Vitor Coelho com lideranças políticas tem gerado frutos concretos, refletindo não apenas em promessas, mas em ações reais, como a destinação desses R$ 2 milhões que serão aplicados de forma direta em melhorias tangíveis.
A expectativa é que, com o novo aporte, a Prefeitura de Ouricuri possa ampliar a capacidade de atendimento nos postos de saúde, adquirir insumos, melhorar a rede física e, paralelamente, investir em obras de pavimentação e requalificação urbana. A população, que acompanha de perto as ações do governo municipal, poderá sentir no cotidiano o impacto desses investimentos, especialmente nos bairros mais carentes e nas zonas rurais, onde os serviços públicos ainda enfrentam limitações estruturais.
O gesto de Fernando Dueire consolida ainda mais o prestígio político do prefeito Vitor Coelho no cenário estadual, mostrando que a construção de alianças sólidas pode transformar a realidade de cidades do interior. Com esse novo capítulo, Ouricuri dá mais um passo no caminho da reconstrução administrativa e social, apostando no diálogo, na articulação e no compromisso com o bem-estar da população.
COLUNA POLÍTICA | PERNAMBUCO | NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO
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