terça-feira, 19 de agosto de 2025
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DELEGADO ROSSINE VOLTA A ESCANCARAR DIFERENÇAS ENTRE ARCOVERDE E PESQUEIRA E MOSTRA O ABANDONO DA EDUCAÇÃO NO MUNICÍPIO
O debate sobre a situação da educação em Pesqueira ganhou novos capítulos após a mais recente publicação do Delegado Rossine em suas redes sociais. Com uma comparação direta entre o município e a vizinha Arcoverde, o líder político trouxe à tona uma realidade incômoda para a população pesqueirense. Rossine destacou os kits escolares entregues em Arcoverde, que segundo ele, apresentam qualidade, diversidade e respeito aos alunos, enquanto em Pesqueira o material distribuído foi descrito como motivo de vergonha e indignação. O tom adotado pelo líder político expôs não apenas a diferença entre gestões, mas também a falta de prioridade da atual administração para com a educação, setor considerado fundamental para o futuro de qualquer cidade.
Ao aprofundar o tema, Rossine foi além da questão dos kits. Ele revelou que, neste ano, Arcoverde recebeu bem menos recursos para a educação em comparação a Pesqueira, mas, mesmo assim, conseguiu oferecer um material digno e de qualidade para seus estudantes. A denúncia toca em um ponto sensível: a aplicação correta dos recursos públicos. Segundo Rossine, a realidade vivida pelos alunos de Pesqueira escancara o tamanho do descaso e da incompetência que marcam a atual gestão, deixando claro que não se trata de falta de dinheiro, mas de prioridade administrativa.
Em suas palavras, Rossine lembrou que a comparação é infeliz para Pesqueira, porque expõe um retrato de abandono, mas é feliz para Arcoverde, que mostra, na prática, como a boa gestão pode transformar a vida da população. O político frisou que a diferença entre os dois municípios, que estão lado a lado no mapa, está justamente na escolha dos seus gestores. Ele apontou Zeca Cavalcanti, prefeito de Arcoverde, como exemplo de administrador que, mesmo com menos recursos, consegue investir com responsabilidade e garantir dignidade aos estudantes. Já em Pesqueira, a crítica foi direcionada ao grupo que governa a cidade, acusado de manter o município em situação de retrocesso e abandono em diversas áreas, com a educação sendo apenas uma das feridas mais visíveis.
A fala do Delegado Rossine ganha grande repercussão entre os moradores, que se sentem representados diante da cobrança pública. Para muitos pais e alunos, a comparação feita entre as duas cidades vizinhas reflete o sentimento diário de frustração com o material escolar recebido em Pesqueira e o contraste com as notícias vindas de Arcoverde. O episódio reforça a narrativa do líder de que a cidade precisa urgentemente de mudanças, sob o risco de continuar sendo referência negativa enquanto outros municípios avançam com menos recursos, mas com mais competência e zelo pela população.
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O Governo ainda tentou reagir, angariando o apoio de dois deputados do PL, Abimael Santos e Joel da Harpa, que assinaram o pedido de instalação da CPI, mas o movimento não foi suficiente para impedir o impacto da manobra do PSB. Nos bastidores, circulou intensamente a avaliação de que a ausência de articulação política efetiva, que se arrasta desde janeiro de 2023, vem resultando em derrotas estratégicas justamente em momentos cruciais para o Executivo estadual. Embora no plenário o Governo ainda disponha da maioria necessária para aprovar projetos de interesse próprio, a dificuldade em consolidar votos tem se mostrado um desafio constante. Um exemplo recente ocorreu na semana passada, quando faltou quórum para aprovar a indicação de Virgílio Oliveira para administrar Fernando de Noronha, sendo necessário recorrer a votos da oposição para validar a escolha, quase cinco meses após a primeira tentativa.
A movimentação do PSB evidencia a capacidade do partido em atuar como força independente dentro da Alepe, explorando falhas de articulação do Governo e assumindo protagonismo em momentos decisivos. A base de Raquel Lyra, apesar de ainda controlar a tramitação de projetos, precisa lidar com uma oposição cada vez mais organizada e com articulações internas que minam a estabilidade da governabilidade. Cada derrota parcial é interpretada como um alerta nos gabinetes, reforçando a necessidade de negociação contínua e de aproximação com parlamentares que possam garantir votos-chave. A instabilidade política gerada pela mudança de posicionamento dos deputados socialistas mostra que o cenário legislativo permanece dinâmico, com alianças se alterando rapidamente e o poder de decisão se tornando cada vez mais disputado. A CPI da publicidade, portanto, tornou-se mais do que uma investigação: é um teste de força e habilidade política entre Governo e oposição, refletindo a complexidade das relações internas da Alepe. A pressão sobre a governadora e sua equipe de articulação se intensifica, ao mesmo tempo em que a oposição comemora ganhos simbólicos e estratégicos que colocam em xeque a condução política do Executivo no Legislativo.
ENTENDA O NOVO RUMO DO EMPRÉSTIMO DE R$ 1,5 BILHÃO APROVADO PELA CCLJ COM MUDANÇAS IMPORTANTES NO PROJETO DO GOVERNO
A Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) da Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou nesta terça-feira, 19 de agosto, o relatório do deputado Waldemar Borges (MDB), autorizando o empréstimo de R$ 1,5 bilhão solicitado pelo Governo do Estado, porém com alterações significativas em relação ao projeto original. A principal mudança foi a determinação de que metade do valor, ou seja, R$ 750 milhões, seja destinado a projetos apresentados diretamente pelos municípios pernambucanos, desde que atendam aos critérios estabelecidos pelo Poder Executivo. A sugestão para essa divisão partiu do deputado Antônio Coelho (UB), que atua como presidente da Comissão de Finanças, responsável pela próxima análise do projeto.
O relator emedebista justificou a medida como uma forma de garantir que os recursos não beneficiem exclusivamente cidades administradas por aliados políticos do Governo, promovendo uma distribuição mais equilibrada entre os municípios. Além disso, Waldemar Borges incluiu no parecer a exigência de que o Executivo apresente relatórios detalhados sobre os gastos e apliques, garantindo maior transparência sobre a aplicação do empréstimo e possibilitando o acompanhamento da Assembleia Legislativa.
O projeto de empréstimo, que tramita desde o início do ano, já vinha sendo alvo de questionamentos da oposição, que cobrava esclarecimentos sobre a aplicação de empréstimos anteriores, que somam R$ 9 bilhões desde 2023. Borges havia condicionado a apresentação de seu parecer ao fornecimento dessas informações, buscando avaliar como os recursos anteriores foram efetivamente utilizados antes de autorizar novas contratações de dívida.
Com a aprovação na CCLJ, o projeto segue agora para a Comissão de Finanças, presidida por Antônio Coelho, e posteriormente para a Comissão de Administração, comandada por Waldemar Borges, ambos colegiados com maioria de oposicionistas, o que aumenta a expectativa de que o relatório seja mantido nas próximas votações. O Governo, por outro lado, aposta na força da sua bancada no plenário para tentar reprovar o projeto substitutivo e destacar a proposta original, que prevê a aplicação integral dos R$ 1,5 bilhão em obras viárias, consideradas essenciais para o desenvolvimento do Estado, como o Arco Metropolitano e outras intervenções estratégicas nas rodovias.
Durante a discussão na CCLJ, deputados de diferentes partidos debateram os impactos da nova divisão do recurso. Parlamentares governistas argumentaram que limitar metade do valor a projetos municipais poderia atrasar obras de grande porte e comprometer investimentos em infraestrutura viária de alta prioridade. Já os oposicionistas reforçaram a necessidade de fiscalização rigorosa e distribuição equitativa dos recursos, lembrando que a população dos municípios menores muitas vezes fica sem acesso a obras importantes quando os investimentos se concentram nas cidades mais populosas ou politicamente alinhadas ao Governo.
O relatório aprovado ainda estabelece critérios claros para a seleção dos projetos municipais, incluindo prioridades em áreas como educação, saúde, saneamento e mobilidade urbana, alinhando os investimentos com as políticas públicas definidas pelo Estado. A medida também visa evitar conflitos políticos e garantir que todos os municípios, independentemente da gestão local, tenham oportunidade de receber recursos do empréstimo, fomentando o desenvolvimento regional de maneira mais justa e transparente.
O caminho do projeto agora depende da análise das duas comissões e da votação no plenário da Assembleia Legislativa, onde a estratégia do Governo será tentar colocar em destaque o projeto original, enquanto a oposição trabalha para manter as alterações que permitem a divisão equitativa do empréstimo. A tramitação detalhada e cuidadosa evidencia a complexidade da aprovação de grandes recursos públicos e a necessidade de conciliar investimentos estratégicos em infraestrutura com demandas locais dos municípios pernambucanos.
O debate em torno do empréstimo também reforça a importância de mecanismos de fiscalização e acompanhamento, garantindo que cada real seja aplicado de forma eficiente e em benefício direto da população, evitando direcionamentos políticos e promovendo desenvolvimento sustentável e transparente em todo o Estado de Pernambuco.
CPI DA PUBLICIDADE: POLÊMICA ENVOLVE FILIAÇÕES E MANOBRA POLÍTICA NA ALEPE
Na manhã desta terça-feira (19), a instalação da CPI da publicidade na Assembleia Legislativa de Pernambuco desencadeou uma série de questionamentos sobre a legalidade de certas lideranças partidárias. Deputados governistas levantaram dúvidas quanto à atuação de Diogo Moraes, Waldemar Borges e Júnior Matuto, que, segundo os registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), continuam oficialmente filiados ao PSB. A situação gerou tensão, já que os parlamentares foram indicados para ocupar funções de lidera
nça nas bancadas do PSDB, MDB e PRD, o que, na avaliação de aliados do governo, configuraria uma irregularidade formal.
O questionamento partiu de Wanderson Florêncio (UB), que argumentou que, apesar de os deputados terem assinado fichas de filiação a novos partidos, a legislação eleitoral estabelece um prazo de 12 a 15 dias para que a transferência seja oficialmente registrada. Até que esse período seja cumprido, os três parlamentares permanecem formalmente socialistas, não podendo exercer papéis representativos em outras legendas.
A manobra, segundo governistas, teve como objetivo esvaziar o chamado “blocão” do governo na Assembleia Legislativa. Com a alteração das lideranças, PSDB, MDB e PRD foram obrigados a ceder espaço dentro da composição da CPI, abrindo caminho para que a oposição ocupasse cinco das nove vagas da comissão, enquanto aliados do governo ficaram limitados a quatro.
A presidência da comissão ficou sob responsabilidade da deputada Dani Portela (Psol), autora do requerimento de investigação, reforçando o controle da oposição sobre o processo. Durante a sessão de instalação, houve debates acalorados entre deputados, com aliados do governo questionando a legitimidade das nomeações e representantes da oposição defendendo o cumprimento das decisões dos diretórios partidários.
Enquanto a situação se desenrola, o TSE ainda não publicou a atualização oficial das filiações, mantendo os três parlamentares na condição formal de membros do PSB. A controvérsia evidencia a complexidade das articulações políticas dentro da Alepe e o impacto imediato dessas movimentações na estrutura de comissões parlamentares.
A tensão ficou evidente ao longo de toda a sessão, com governistas enfatizando que a ocupação de lideranças por deputados ainda filiados ao PSB poderia ser considerada ilegal. O episódio marca uma nova fase de disputas internas e reforça a importância do acompanhamento das decisões do TSE em relação a filiações partidárias. A estratégia da oposição, ao tomar o controle de mais cadeiras na CPI, demonstra a capacidade de articulação e influência dentro do parlamento estadual.
Apesar do clima tenso, a instalação da CPI seguiu seu rito formal, com a presidência de Dani Portela garantindo que o processo se inicie dentro dos parâmetros regimentais. Deputados governistas registraram suas manifestações, destacando a necessidade de observância estrita das regras eleitorais e partidárias, enquanto membros da oposição argumentaram que os diretórios estaduais tinham autoridade para definir a liderança nas bancadas.
A disputa evidencia ainda a velocidade com que mudanças partidárias podem gerar impactos diretos na composição de comissões, influenciando decisões estratégicas e o equilíbrio de forças dentro da Alepe. A atenção agora se volta para o TSE, cuja atualização oficial das filiações será determinante para validar ou questionar formalmente as lideranças indicadas.
A sessão desta terça-feira evidenciou não apenas a disputa pelo comando da CPI, mas também a delicada articulação política que envolve filiações, representatividade e regras regimentais, reforçando a complexidade do ambiente legislativo em Pernambuco.