terça-feira, 6 de janeiro de 2026
SAIBA QUEM ERA O TURISTA MORTO A TIROS EM RESTAURANTE DE PORTO DE GALINHAS
CARPINA ANTECIPA O CLIMA DE FOLIA E CONFIRMA LÉO SANTANA COMO PRIMEIRA ATRAÇÃO DO PRÉ-CARNAVAL 2026
O anúncio foi feito em um cenário que simboliza a marca da atual gestão: o início das obras de asfaltamento da Estrada da Mauricéa, uma das áreas de maior fluxo de veículos e moradores do município. Ao unir o comunicado cultural a um ato administrativo, a prefeita reforçou o discurso de que Carpina vive um momento de ações integradas, em que desenvolvimento urbano e valorização da cultura caminham lado a lado.
Eduarda Gouveia ressaltou que a gestão municipal tem atuado de forma ampla, alcançando setores essenciais como infraestrutura, saúde e educação, sem deixar de lado o incentivo à cultura e ao lazer. Segundo a prefeita, o Carnaval é mais do que uma festa popular: é um motor econômico, social e turístico, capaz de movimentar o comércio local, gerar renda e fortalecer a identidade cultural da cidade.
A Semana Pré-Carnavalesca de Carpina está programada para acontecer entre os dias 4 e 12 de fevereiro, com uma grade de atrações que deverá contemplar diferentes públicos e estilos musicais. A confirmação de Léo Santana como primeira atração já eleva a expectativa em torno do evento, sinalizando que a programação de 2026 terá nomes de peso e estrutura à altura da tradição carnavalesca do município.
Com percurso previsto pelas principais ruas do Centro, o show em trio elétrico deve reunir foliões de Carpina e de cidades vizinhas, consolidando o município como um dos polos de animação da Zona da Mata durante o período pré-carnavalesco. A Prefeitura informou que, nos próximos dias, novas atrações e detalhes da programação serão divulgados, ampliando ainda mais a contagem regressiva para a festa.
Ao antecipar o anúncio e atrelar cultura a investimentos em infraestrutura, a gestão municipal reforça a mensagem de que Carpina segue avançando em múltiplas frentes, preparando a cidade não apenas para receber o asfalto novo, mas também para viver, com intensidade, o som, a cor e a energia do Carnaval 2026.
DEPOIS DE MUITO APELO, MUITO RISCO, EDIFÍCIO DA RUA DA UNIÃO COMEÇA A SER DEMOLIDO
COLUNA POLÍTICA | O GRANDE CLÁSSICO| NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO
2026, O ANO DO GRANDE CLÁSSICO ELEITORAL DE PERNAMBUCO
QUANDO A POLÍTICA VIRA DECISÃO HISTÓRICA
O calendário ainda marca distância até outubro de 2026, mas a política pernambucana já vive clima de eleição majoritária. Nos bastidores, nas ruas e nas redes sociais, um cenário começa a se consolidar como o maior embate político do estado nas últimas décadas. De um lado, a governadora Raquel Lyra (PSD), que buscará a reeleição defendendo sua gestão e um novo projeto de continuidade administrativa. Do outro, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), símbolo de renovação política e herdeiro de uma tradição que marcou profundamente a história de Pernambuco. É mais do que uma eleição: é um clássico político, com estilos, trajetórias e visões de estado em confronto direto.
UM DUELO QUE REACENDE A POLÍTICA PERNAMBUCANA
A disputa entre Raquel Lyra e João Campos vai além de nomes e partidos. Representa dois campos políticos historicamente opostos, dois projetos de poder e duas leituras diferentes sobre o futuro de Pernambuco. De um lado, a força da máquina estadual e da governabilidade; do outro, o apelo popular, o carisma e a memória afetiva de governos que deixaram marcas profundas no imaginário coletivo.
RAQUEL LYRA: EXPERIÊNCIA, TRAJETÓRIA E CONSOLIDAÇÃO
Raquel Lyra chega a 2026 com um currículo político sólido. Deputada estadual, prefeita de Caruaru por dois mandatos e eleita governadora em 2022, ela construiu uma trajetória marcada por vitórias consistentes. Sua ascensão não foi fruto apenas de sobrenome ou circunstância política, mas de articulação, trabalho e capacidade de gestão. Raquel se apresenta como uma gestora técnica, firme e com discurso voltado à eficiência administrativa e ao fortalecimento institucional do estado.
A FORÇA DO GOVERNO E DAS ALIANÇAS NO INTERIOR
Um dos principais trunfos de Raquel Lyra está na capilaridade política. A governadora vem consolidando apoios estratégicos em todas as microrregiões de Pernambuco, dialogando com prefeitos, lideranças locais e forças políticas tradicionais. Em um estado onde o interior tem peso decisivo nas urnas, esse movimento pode ser determinante para equilibrar o jogo contra um adversário forte na capital e na Região Metropolitana.
JOÃO CAMPOS: O FENÔMENO QUE MOBILIZA
João Campos, mesmo sem anunciar oficialmente sua candidatura, já é tratado como protagonista do pleito. Jovem, comunicativo e altamente conectado às redes sociais, ele construiu uma imagem de gestor moderno e acessível. À frente da Prefeitura do Recife, ostenta altos índices de aprovação e consegue dialogar com diferentes públicos, especialmente os mais jovens. Sua presença política vai além da administração: é simbólica, emocional e mobilizadora
A HERANÇA DE ARRAES E EDUARDO CAMPOS NAS URNAS
João carrega consigo um capital político raro: o legado de Miguel Arraes e Eduardo Campos. Para milhares de pernambucanos, votar em João é reviver memórias de governos que marcaram época, especialmente o de Eduardo Campos, cuja trajetória foi interrompida precocemente. Esse sentimento saudosista, somado à imagem de renovação, cria uma combinação poderosa que pode influenciar decisivamente o eleitorado.
DOIS ESTILOS, DUAS FORMAS DE FAZER POLÍTICA
Enquanto Raquel Lyra aposta em um discurso mais técnico, institucional e focado em resultados administrativos, João Campos investe na comunicação direta, na linguagem simples e no uso estratégico das redes sociais. São estilos distintos, que dialogam com públicos diferentes. O embate de 2026 será também um choque entre a política tradicional reformulada e a política digital plenamente assumida.
O PAPEL DO ELEITOR EM UM MOMENTO DECISIVO
Diante de um cenário tão polarizado e simbólico, o eleitor pernambucano terá um papel central. Mais do que paixões partidárias ou heranças políticas, será fundamental analisar propostas, resultados concretos, capacidade de gestão e maturidade política. Pernambuco enfrenta desafios históricos nas áreas de segurança, saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico, e a escolha do próximo governador impactará diretamente o futuro do estado.
2026: MAIS QUE UMA ELEIÇÃO, UMA ESCOLHA DE RUMO
O pleito de 2026 não será apenas mais uma disputa eleitoral. Será uma escolha de rumos, de modelos de gestão e de visão de futuro. Raquel Lyra e João Campos simbolizam caminhos diferentes para Pernambuco. Caberá ao eleitor decidir qual projeto reúne mais condições de conduzir o estado com competência, responsabilidade e sensibilidade social.
O CLÁSSICO QUE VAI PARAR PERNAMBUCO
Assim como nos grandes clássicos do futebol, não há favoritismo absoluto antes do apito final. Há estratégia, preparo, torcida e história em jogo. Em 2026, Pernambuco viverá um dos momentos mais intensos de sua vida política recente. E, ao final, não será apenas um nome que vencerá, mas uma visão de estado que prevalecerá nas urnas.
ACORDO NOS BASTIDORES: DELCY RODRÍGUEZ SURGE COMO PEÇA-CHAVE NA NOVA FASE DA VENEZUELA SOB PRESSÃO DOS EUA
Embora Trump tenha declarado publicamente que Delcy poderia “pagar um preço muito alto” caso não fizesse “o que é certo”, e apesar de a própria vice-presidente ter reafirmado em diversas ocasiões que Nicolás Maduro seria o “único presidente legítimo” do país, a leitura predominante entre analistas é de que o discurso público não corresponde à prática privada. Tudo indica que há um alinhamento tático em andamento.
Nos últimos meses, Delcy Rodríguez teria mantido conversas discretas com interlocutores ligados ao governo americano. Diferentemente de outras lideranças da oposição, especialmente Maria Corina Machado, Delcy teria transmitido maior previsibilidade, segurança institucional e capacidade de condução do Estado. Para Washington, que busca estabilidade e controle de danos, esses atributos pesaram mais do que o discurso ideológico.
A estratégia de Trump, segundo analistas internacionais, não seria desmontar o regime chavista implantado desde 1999 por Hugo Chávez. O objetivo seria outro: substituir o atual chefe de governo por um interlocutor mais eficiente, menos errático e intelectualmente mais preparado do que Nicolás Maduro, cuja gestão, desde 2013, teria aprofundado a fragmentação do poder ao ceder espaço excessivo a militares corruptos e estruturas paralelas de controle.
Nesse contexto, Delcy Rodríguez aparece como a alternativa viável dentro do próprio sistema. Com trajetória consolidada no chavismo, ela reúne características que agradam a setores internos e externos. Filha de um histórico guerrilheiro marxista que ganhou notoriedade ao participar do sequestro de um empresário americano, Delcy carrega o DNA político da revolução bolivariana. Ao mesmo tempo, teve formação acadêmica fora da Venezuela, com passagem pela França, onde se especializou em direito trabalhista, adquirindo um perfil técnico que a diferencia de figuras mais rústicas do regime.
Sua ascensão foi gradual, porém consistente. Ganhou espaço nos governos chavistas, ocupou cargos estratégicos e, ao longo dos anos, construiu uma imagem de operadora política habilidosa, capaz de dialogar tanto com alas ideológicas quanto com setores pragmáticos do poder. Essa combinação teria sido decisiva para que se tornasse, aos olhos dos Estados Unidos, uma peça mais confiável para conduzir uma transição controlada.
Assim, a permanência americana na Venezuela, longe de representar uma ruptura total, pode significar apenas uma reorganização do comando político, mantendo a espinha dorsal do regime, mas com uma nova face à frente. Nesse tabuleiro complexo, Delcy Rodríguez desponta não como antagonista do processo, mas como possível fiadora de um novo equilíbrio de forças — costurado longe dos holofotes, mas com impacto direto no futuro do país.
GOVERNO ELEVA O TOM E ADMITE ACIONAR A JUSTIÇA PARA DESTRAVAR PROJETOS NA ALEPE
O clima político entre o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa de Pernambuco voltou a ficar tenso nesta segunda-feira (5), durante a abertura do período extraordinário de sessões da Alepe. Em um discurso firme e direto, a deputada estadual Socorro Pimentel (União Brasil), líder do governo Raquel Lyra na Casa, sinalizou a possibilidade de nova judicialização caso projetos do Executivo continuem enfrentando obstáculos na tramitação legislativa.
Da tribuna, Socorro questionou publicamente se seria necessário recorrer novamente ao Judiciário para que a Assembleia cumpra o que determina a Constituição, o regimento interno e a legislação vigente. A fala, carregada de insatisfação, expôs o desconforto do Palácio do Campo das Princesas com o ritmo e a condução dos trabalhos legislativos envolvendo matérias de interesse do governo estadual. As informações foram divulgadas pelo Blog da Folha.
A deputada relembrou que não seria a primeira vez que o Executivo precisaria recorrer à Justiça para resolver impasses institucionais com o Legislativo. Segundo ela, o episódio mais recente e emblemático foi a controvérsia em torno da Lei Orçamentária Anual (LOA), que terminou nos tribunais após a existência de duas versões distintas da lei: uma aprovada pela Assembleia e outra sancionada pela governadora Raquel Lyra.
Diante do impasse, o governo estadual ingressou com ação judicial e obteve uma decisão favorável no dia 30 de dezembro. Em caráter liminar, o desembargador Agenor Ferreira de Lima Filho, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), definiu como válida a LOA sancionada pela governadora, garantindo respaldo jurídico às ações do Executivo e encerrando, ao menos temporariamente, o conflito.
A sinalização feita por Socorro Pimentel durante a sessão extraordinária reforça que o governo não pretende assistir passivamente a eventuais entraves políticos dentro da Alepe. A possibilidade de nova judicialização evidencia um ambiente de tensão institucional e indica que o embate entre Executivo e Legislativo pode ganhar novos capítulos, agora sob o olhar atento do Judiciário pernambucano.
Nos bastidores, a declaração foi interpretada como um recado direto à Mesa Diretora e às bancadas de oposição: o governo Raquel Lyra está disposto a usar todos os instrumentos legais para assegurar a tramitação e a votação de suas matérias, mesmo que isso signifique levar novamente o debate para fora do plenário e para dentro dos tribunais.
TRÂNSITO NA ERA DIGITAL: DOCUMENTOS ELETRÔNICOS JÁ VALEM COMO PAPEL E MUDAM ROTINA DE MOTORISTAS NO BRASIL
O CRLV-e passou a ser a principal prova de que o veículo está regularizado e autorizado a circular. Ele reúne, em um único ambiente digital, informações sobre o pagamento do licenciamento anual, do IPVA, de eventuais multas e do seguro obrigatório, quando exigido. Já a CNH digital funciona como a confirmação oficial de que o condutor está legalmente habilitado, trazendo dados essenciais como categoria, validade da habilitação, possíveis restrições médicas e histórico básico do motorista. Durante fiscalizações, os agentes conseguem verificar a autenticidade dos documentos por meio de QR Code ou códigos de validação, acessando rapidamente os sistemas oficiais, o que torna o processo mais ágil e confiável.
Uma das mudanças mais significativas trazidas pela digitalização é o fim da obrigação de portar documentos em papel dentro do veículo. Após a quitação do licenciamento, o CRLV-e fica disponível quase de forma imediata no aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), sem a necessidade de deslocamento até unidades do Detran. Para quem ainda prefere o formato físico, a legislação permite a impressão do documento em papel comum, no formato A4, mantendo a mesma validade legal.
Além da praticidade, a adoção dos documentos digitais ampliou a segurança. Tanto o CRLV-e quanto a CNH digital contam com assinatura eletrônica e mecanismos de autenticação que dificultam falsificações. Mesmo em situações em que não há acesso à internet no momento da abordagem, o motorista pode apresentar os documentos pelo celular, desde que eles tenham sido previamente baixados no aplicativo, garantindo o acesso offline.
Outro avanço importante é a possibilidade de compartilhamento do CRLV-e. O proprietário pode autorizar outros condutores a acessarem o documento em seus próprios aparelhos, recurso bastante utilizado por famílias ou empresas com frota compartilhada. Essa permissão é simples de conceder e pode ser cancelada a qualquer momento, oferecendo mais controle ao dono do veículo. A CDT também concentra outros serviços relevantes, como consulta de infrações, alertas de vencimento da CNH, pendências de licenciamento e notificações importantes relacionadas ao veículo e ao condutor.
A validade jurídica dos documentos digitais é respaldada por resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e por normas de governança digital do governo federal. A Resolução nº 809/2020, por exemplo, define os critérios de emissão, layout e segurança do CRLV-e, deixando claro que a versão eletrônica tem o mesmo valor legal do documento físico tradicional.
Apesar dos avanços, a transição para o digital ainda enfrenta desafios. Motoristas sem acesso a smartphones compatíveis ou com dificuldades de conexão à internet, realidade mais comum em áreas rurais e regiões afastadas dos grandes centros, podem encontrar obstáculos. Soma-se a isso a falta de familiaridade de parte da população com aplicativos e ferramentas digitais, o que ainda gera insegurança. Especialistas recomendam o uso exclusivo de aplicativos oficiais, a proteção do celular com senha ou biometria e cautela ao compartilhar imagens ou dados dos documentos em aplicativos de mensagens.
A expectativa dos órgãos de trânsito é que, com o avanço da inclusão digital e ações educativas, o uso do CRLV-e e da CNH digital se torne cada vez mais natural, consolidando um modelo de fiscalização mais moderno, seguro e eficiente em todo o território nacional.