quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

PORTO REAGE, ALEPE SE MOVE E ORÇAMENTO SEGUE EM DISPUTA JUDICIAL

A disputa pelo controle do orçamento de Pernambuco ganhou um novo e decisivo capítulo nesta semana. O presidente da Assembleia Legislativa (Alepe), deputado Álvaro Porto (PSDB), ingressou com recurso no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) contra a liminar que manteve os vetos da governadora Raquel Lyra (PSD) à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, aprofundando o embate institucional entre o Palácio do Campo das Princesas e o Poder Legislativo.

O agravo de instrumento, elaborado pela Procuradoria da Alepe, foi formalizado no último dia 8 de janeiro e distribuído ao desembargador Luiz Carlos Figueredo, que ficará responsável pela relatoria do caso. A iniciativa de Porto busca reverter a decisão concedida em regime de plantão pelo desembargador Agenor Ferreira Lima, no dia 30 de dezembro, que suspendeu a promulgação da LOA pela Assembleia e invalidou atos administrativos da Presidência da Casa.

A liminar questionada teve impacto direto no funcionamento do Legislativo estadual. Na decisão, o TJPE reconheceu a validade dos vetos impostos pela governadora e considerou irregular a rejeição da mensagem governamental por parte da Alepe, que havia alegado inconstitucionalidade nos dispositivos vetados. O episódio escancarou o clima de tensão entre os poderes e colocou o orçamento estadual no centro de uma crise política e jurídica.

O impasse ganhou contornos ainda mais complexos quando a LOA de 2026 passou a circular em duas versões distintas, publicadas simultaneamente em diários oficiais diferentes — uma do Executivo e outra do Legislativo. O conflito teve origem nas emendas apresentadas por deputados da oposição, que ampliavam o poder de fiscalização da Assembleia sobre a execução orçamentária do governo estadual, movimento visto pelo Palácio como invasão de competência.

Enquanto a batalha judicial avança nos tribunais, a Alepe tenta reorganizar sua pauta legislativa. Nesta terça-feira, a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) se reúne de forma extraordinária para dar início à tramitação de projetos considerados prioritários pelo Executivo. A convocação ocorre em pleno recesso parlamentar e reflete a pressão do governo para destravar matérias estratégicas.

Entre os projetos em análise está a proposta que altera a lei autorizativa do empréstimo de R$ 1,7 bilhão, permitindo que os recursos sejam direcionados ao Fundo de Desenvolvimento Social do Estado. Também integram a pauta o projeto de refinanciamento da dívida estadual e a iniciativa que autoriza a transferência de R$ 180 milhões do Tribunal de Justiça para o caixa do Executivo.

A tramitação dessas matérias só foi possível após a Procuradoria da Alepe emitir parecer técnico afastando a existência de inconstitucionalidades. O órgão foi provocado pelo próprio presidente da Casa, que levantou questionamentos quanto aos prazos e à legalidade das propostas enviadas pelo governo em regime de urgência.

No caso específico do projeto que altera a LOA de 2026, a Procuradoria adotou um entendimento mais rigoroso. Segundo o procurador Paulo Pinto, a matéria deverá seguir o mesmo rito da lei orçamentária original, passando obrigatoriamente pela Comissão de Finanças e Orçamento antes de ser apreciada em plenário.

Diferentemente da CCLJ, a Comissão de Finanças ainda não tem data marcada para se reunir. Nos bastidores da Assembleia, porém, a expectativa é de que o colegiado seja convocado já na próxima semana, o que poderá abrir um novo flanco de debate entre governo e oposição.

Com recursos no Judiciário, projetos sensíveis em tramitação e uma relação institucional marcada pela desconfiança, o orçamento de 2026 segue como o principal campo de batalha política em Pernambuco. O desfecho do agravo apresentado por Álvaro Porto e o andamento das comissões na Alepe devem definir os próximos movimentos de um embate que, ao que tudo indica, ainda está longe do fim.

SILVIO COSTA FILHO CONFIRMA SAÍDA DO MINISTÉRIO E ENTRA DE VEZ NO JOGO MAJORITÁRIO DE 2026 EM PERNAMBUCO

A decisão do ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), de deixar o cargo em abril para disputar uma vaga no Senado Federal encerra meses de especulações e reposiciona o tabuleiro político de Pernambuco para 2026.

O gesto, considerado de alto impacto, sinaliza que o projeto majoritário do ministro já está amadurecido e alinhado ao campo governista.
Nos bastidores da Frente Popular, a avaliação é de que um movimento dessa envergadura não ocorreria sem articulação prévia e aval político consistente.
Nesse contexto, o prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos (PSB), surge como peça-chave nesse arranjo.
Principal articulador da Frente Popular, João Campos teria participado diretamente das conversas que consolidaram o novo passo de Silvio Costa Filho.
Um integrante da aliança governista relatou que a decisão reforça a construção antecipada da chapa majoritária.
A leitura interna é clara: Silvio Costa Filho já integra o desenho estratégico da Frente Popular para 2026.
O nome do ministro passa a ser tratado como forte candidato a uma das vagas ao Senado.
O retorno ao mandato de deputado federal dentro do prazo legal fortalece ainda mais a movimentação política.
Além disso, o grupo familiar se organiza para a disputa proporcional, ampliando o raio de influência eleitoral.
O desempenho de Silvio à frente do Ministério dos Portos e Aeroportos é apontado como um ativo político relevante.
Aliados destacam o reconhecimento nacional e a boa relação institucional construída durante sua passagem pelo governo Lula.
O estímulo direto do presidente da República foi decisivo para a consolidação do projeto.
Lula vê em Silvio um nome competitivo e alinhado à agenda do governo federal no Nordeste.
Com isso, a candidatura deixa o campo das hipóteses e passa a ser tratada como fato político.
A Frente Popular ganha musculatura e começa a definir, com antecedência, seus principais nomes.
O movimento também reduz incertezas dentro da base aliada.
Partidos começam a recalcular estratégias e alianças para a próxima eleição.
A disputa pelo Senado, que promete ser uma das mais acirradas, já começa a tomar forma.
Silvio Costa Filho entra no cenário como protagonista, não mais como coadjuvante.
O xadrez eleitoral pernambucano se movimenta.
E os sinais emitidos agora indicam que 2026 já começou nos bastidores.

BOM JARDIM AMPLIA REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL COM INAUGURAÇÃO DE COZINHA COMUNITÁRIA NO DISTRITO DE BIZARRA

A política de enfrentamento à fome em Bom Jardim ganha um novo e simbólico capítulo nesta sexta-feira, 16 de janeiro, com a inauguração da Cozinha Comunitária Natilde Félix de Moura Silva. O equipamento público será entregue à população às 18h, na Vila Paraná, no distrito de Bizarra, consolidando mais um avanço na área de segurança alimentar e assistência social do município.

A iniciativa é fruto da atuação conjunta da Prefeitura de Bom Jardim, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Combate à Fome, com o Governo de Pernambuco, dentro do Programa Bom Prato. A parceria reforça o compromisso das gestões municipal e estadual com a garantia do direito básico à alimentação, especialmente para famílias em situação de vulnerabilidade social.

Mais do que um espaço para a oferta de refeições, a nova cozinha comunitária nasce com a missão de assegurar dignidade, cuidado e nutrição à população que mais necessita. O equipamento passa a integrar a rede de proteção social do município, funcionando como um ponto estratégico no combate à insegurança alimentar e no apoio às comunidades que enfrentam dificuldades econômicas.

A escolha do distrito de Bizarra para receber o novo equipamento evidencia a preocupação da gestão municipal em descentralizar as políticas públicas e alcançar áreas historicamente mais carentes de investimentos. Com a implantação da cozinha comunitária na Vila Paraná, a administração amplia o alcance das ações sociais e fortalece o atendimento direto às famílias do distrito.

Em publicação nas redes sociais, a gestão do prefeito Janjão celebrou a entrega como uma conquista histórica para o município. Segundo a administração, o novo equipamento representa um passo decisivo na promoção da dignidade humana e no cuidado com quem mais precisa, reafirmando o compromisso da Prefeitura com o combate à fome e a ampliação das políticas sociais em Bom Jardim.

A cerimônia de inauguração será aberta ao público e deve reunir moradores da comunidade, lideranças locais e representantes da gestão municipal. O momento marca não apenas a entrega de uma obra, mas o fortalecimento de uma política pública essencial, que transforma a alimentação em instrumento de cidadania e inclusão social.

MIGUEL COELHO PODE MUDAR DE PALANQUE E REDESENHAR DISPUTA AO SENADO EM PERNAMBUCO

As indefinições na montagem da chapa majoritária liderada pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), começam a produzir efeitos concretos no tabuleiro político de Pernambuco e ampliam as especulações sobre possíveis realinhamentos para as eleições de 2026. Um dos movimentos que mais chama atenção nos bastidores é a possibilidade de o ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (União Brasil), rever sua posição e migrar para o campo político da governadora Raquel Lyra (PSD).

O cenário ganhou força a partir das articulações em curso entre João Campos e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No núcleo governista, a leitura é de que Lula tem defendido uma composição para o Senado que contemple o senador Humberto Costa (PT) e, caso haja viabilidade política, o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos). A eventual consolidação desse desenho, no entanto, tem provocado desconforto e incerteza entre aliados de centro-direita, sobretudo em regiões estratégicas como o Sertão e o Agreste.

É nesse contexto que o nome de Miguel Coelho volta ao centro das discussões. O ex-prefeito de Petrolina, que tem buscado se posicionar como uma liderança sertaneja com projeção estadual, estaria disposto a ouvir lideranças do União Brasil sobre a viabilidade de retomar o diálogo com Raquel Lyra, mirando um projeto ao Senado fora do eixo liderado pelo PSB. A avaliação interna é de que a falta de garantias de espaço na chapa governista pode levar a uma redefinição de rumos.

Nos bastidores, um dos principais articuladores dessa possível mudança seria o ex-governador e deputado federal Mendonça Filho (União Brasil). Com influência histórica no partido e trânsito em diferentes campos políticos, Mendonça é apontado como peça-chave para estimular uma revisão estratégica por parte da família Bezerra Coelho. A leitura é de que uma aliança com a governadora poderia assegurar maior protagonismo ao grupo político do Sertão e ampliar sua competitividade em 2026.

Paralelamente a essas movimentações, Miguel Coelho tem reforçado um discurso de defesa do interior, especialmente na área da saúde. Recentemente, o ex-prefeito voltou a criticar o fato de Petrolina, maior cidade do Sertão pernambucano, ainda não contar com um hospital regional. Para ele, a ausência da unidade simboliza a falta de força política do interior nas grandes decisões do Estado e da União.

Ao abordar o tema, Miguel deixou claro que associa a solução do problema à eleição de um senador sertanejo comprometido com as pautas regionais. Segundo ele, Petrolina sempre se destacou pela autonomia política e pela capacidade de liderar o desenvolvimento do interior. “Petrolina não é conhecida por ser refém ou ficar a reboque nem de Governo do Estado, muito menos de Governo Federal. É da nossa força política que Petrolina, junto com o povo de Pernambuco, vai eleger um senador sertanejo para a gente poder fazer este hospital”, afirmou.

A defesa do hospital regional se insere em uma estratégia mais ampla de construção de imagem, na qual Miguel Coelho busca se apresentar como voz do Sertão e do interior de Pernambuco no Senado. Caso a aproximação com Raquel Lyra se confirme, o discurso ganha ainda mais peso, uma vez que a governadora tem concentrado esforços em ampliar sua base política fora da Região Metropolitana do Recife.

Se concretizada, a aliança entre Miguel Coelho e Raquel Lyra poderá provocar um redesenho relevante da centro-direita no Estado, alterando correlações de força no interior e influenciando diretamente a formação das chapas majoritárias de 2026. Mais do que uma simples mudança de palanque, o movimento sinalizaria uma disputa aberta pelo protagonismo político do Sertão e pela definição de quem terá voz decisiva nas grandes pautas de Pernambuco nos próximos anos.

TRAGÉDIA NO VELHO CHICO: BARCO AFUNDA E TRÊS JOVENS PERDEM A VIDA EM XIQUE-XIQUE

Uma tarde que deveria ser de lazer terminou em dor e comoção às margens do Rio São Francisco, na zona rural de Xique-Xique, no oeste da Bahia. Três jovens morreram afogados após a embarcação em que estavam submergir, em um acidente que chocou moradores da região e reacendeu o alerta sobre a segurança na navegação pelo Velho Chico.

As vítimas foram identificadas como Natielly Santos da Silva, de 19 anos, Taniel da Silva Barros, de 20, e Leidiane de Jesus da Silva, de 27. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o caso aconteceu na segunda-feira (12), em um trecho do rio próximo ao povoado de Malhador, onde todos residiam.

De acordo com relatos, o grupo era formado por cinco amigos que aproveitavam o dia às margens do rio, quando, por motivos ainda desconhecidos, o barco acabou submergindo. Dois deles conseguiram se salvar, enquanto Natielly, Taniel e Leidiane desapareceram nas águas do São Francisco.

A busca pelas vítimas mobilizou moradores da comunidade ribeirinha, que, utilizando uma rede de pesca, conseguiram localizar e retirar os corpos do rio antes da chegada das equipes especializadas. Após o resgate, os corpos foram encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Irecê, onde passaram por perícia.

Até o momento, não há informações conclusivas sobre o que teria provocado o afundamento da embarcação. As circunstâncias do acidente ainda serão apuradas pelas autoridades competentes.

A tragédia gerou forte comoção no povoado de Malhador, onde os jovens eram conhecidos. Amigos e familiares lamentam a perda precoce e destacam o clima de tristeza que tomou conta da comunidade. O caso também reforça a preocupação com a segurança em passeios e deslocamentos fluviais, especialmente em regiões onde o rio é parte do cotidiano da população.

Enquanto familiares se despedem das vítimas, o silêncio do Velho Chico carrega mais uma história marcada pela dor, lembrando que, apesar de sua importância e beleza, o rio exige respeito e cuidados constantes.

LULA RECONFIGURA JUSTIÇA E ESCOLHE WELLINGTON CÉSAR PARA COMANDAR SEGURANÇA DO PAÍS


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026,
a nomeação de Wellington César Lima e Silva como novo ministro da Justiça e Segurança Pública,
em uma decisão que reposiciona o comando de uma das pastas mais estratégicas do governo federal.
O novo ministro assume no lugar de Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo no último dia 8,
abrindo espaço para uma mudança considerada sensível no contexto político e institucional.
O convite foi feito por Lula durante reunião no Palácio do Planalto, na tarde desta terça-feira,
com a presença do ministro interino Manoel Carlos de Almeida Neto, que acompanhou a transição.
A nomeação de Wellington César será oficializada ainda hoje, em edição extra do Diário Oficial,
consolidando a escolha presidencial e encerrando o período de interinidade no ministério.
Atualmente advogado-geral da Petrobras, Wellington retorna ao primeiro escalão do governo,
levando para a pasta um perfil técnico, jurídico e de forte trânsito institucional.
Ele já integrou o núcleo central do Planalto como secretário especial para Assuntos Jurídicos,
função exercida na atual gestão e marcada pela articulação entre Executivo e sistema de Justiça.
A experiência no comando do Ministério da Justiça não é inédita em sua trajetória,
já que ocupou o cargo durante o governo Dilma Rousseff, ainda que por um curto período.
No Ministério Público da Bahia, construiu carreira sólida como procurador-geral de Justiça,
além de ter atuado como procurador-geral de Justiça Adjunto para Assuntos Jurídicos.
No campo acadêmico, Wellington César reúne formação robusta em Direito Penal e Criminologia,
com mestrado pela Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, e doutorado na Espanha.
A passagem pela Universidade Pablo de Olavide, em Sevilha, ampliou sua visão comparada do direito,
experiência que também levou às salas de aula como professor na graduação e pós-graduação.
A escolha sinaliza a aposta de Lula em um ministro com perfil técnico e diálogo institucional,
especialmente em um momento de desafios na segurança pública e na relação entre Poderes.
Com a posse, o governo busca estabilidade, articulação jurídica e reforço na agenda da Justiça.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

JANJÃO REFORÇA SERVIÇO PÚBLICO E DÁ POSSE A MAIS DE 100 NOVOS SERVIDORES EM BOM JARDIM

A Prefeitura de Bom Jardim viveu, na manhã desta segunda-feira, 12 de janeiro, um marco importante para a administração municipal com a posse de mais de 100 candidatos aprovados no Concurso Público Municipal. A cerimônia oficializou o ingresso de novos servidores efetivos, ampliando e qualificando o quadro funcional da gestão pública.

O ato solene reuniu autoridades municipais, secretários, familiares e amigos dos empossados, em um momento marcado por emoção, expectativa e sentimento de conquista. Para muitos dos novos servidores, a posse representa a realização de um sonho construído com estudo, dedicação e perseverança.

À frente da solenidade, o prefeito Janjão destacou o impacto direto da iniciativa na melhoria dos serviços prestados à população. Segundo ele, a chegada dos concursados fortalece áreas essenciais da administração e garante mais eficiência no atendimento aos cidadãos de Bom Jardim.

O gestor ressaltou que a convocação segue rigorosamente o que prevê o edital do concurso, reforçando o compromisso da gestão com a legalidade e o respeito às normas. Para Janjão, investir em servidores efetivos é investir na continuidade e na qualidade das políticas públicas.

“São mais de 100 novos profissionais assumindo funções estratégicas, reforçando equipes e contribuindo para uma gestão mais organizada, técnica e comprometida com resultados”, afirmou o prefeito durante seu discurso.

Além de ampliar o quadro funcional, a posse também simboliza valorização profissional e estabilidade para os trabalhadores, fatores que refletem diretamente na motivação e no desempenho no serviço público.

Ao encerrar a cerimônia, Janjão reafirmou que sua gestão seguirá priorizando a transparência, o planejamento e a responsabilidade administrativa. “Estamos construindo uma Bom Jardim mais forte, com servidores qualificados e uma administração preparada para atender melhor a nossa população”, concluiu.

A posse dos novos concursados consolida mais um passo da atual gestão na estruturação do município, fortalecendo o serviço público e projetando avanços significativos para o presente e o futuro de Bom Jardim.

NENÉM REAGE, CONTESTA PREFEITO E DESMONTA DISCURSO DE UNANIMIDADE EM CAPOEIRAS: “NEM JESUS FOI UNÂNIME”

O ex-prefeito Neném decidiu quebrar o silêncio e partir para o confronto político direto ao rebater declarações atribuídas a ele em publicação de um blog local. Segundo Neném, suas palavras foram completamente desfocadas, seja por interpretação equivocada ou por distorção não intencional, e acabaram sendo usadas para sustentar uma narrativa que, para ele, não se sustenta nos fatos nem na realidade política de Capoeiras.

De forma dura e sem rodeios, Neném afirma que jamais disse que não existia oposição no município. Pelo contrário: reforça que sempre deixou claro que existem, sim, correntes oposicionistas organizadas e atuantes. Para ilustrar o argumento, usou uma comparação forte e simbólica: “ninguém foi unanimidade em lugar nenhum, nem Jesus Cristo”. A frase, segundo ele, foi retirada do contexto para beneficiar o discurso do atual prefeito e de aliados que insistem em vender a ideia de hegemonia política absoluta.

O ex-prefeito também atacou frontalmente a suposta existência de pesquisas eleitorais atribuídas a ele. Neném foi categórico ao afirmar que nunca se apresentou levantamento algum com números eleitorais de unanimidade. “Essa pesquisa não existe”, cravou, sugerindo que os números foram fabricados para tentar intimidar adversários e criar um ambiente artificial de superioridade política.

No entendimento de Neném, esse tipo de discurso revela mais insegurança do que força. Ele afirma que há uma tentativa clara de subestimar quem diverge, intimidar opositores e desqualificar trajetórias políticas que não se alinham ao grupo do prefeito. Para o ex-gestor, a verdadeira pesquisa acontece no dia da eleição, quando o eleitor se manifesta livremente e a urna revela não apenas números, mas caráter, coerência e história de cada personagem envolvido no jogo político.

Neném foi ainda mais incisivo ao mencionar episódios recentes que, segundo ele, desmontam de vez a tese de unanimidade. Citou o atual presidente da Câmara, Tonho Crioulo, como exemplo de alguém que hoje ocupa posição de destaque, mas carrega um histórico político que será julgado pelo eleitor. Lembrou também que a mais recente “vítima” do prefeito, antes aliada, agora integra o campo da oposição, evidenciando que o grupo governista enfrenta fissuras internas e perdas políticas relevantes.

Ao ampliar o cenário, o ex-prefeito destacou que a oposição em Capoeiras não é isolada nem improvisada. Segundo ele, existe um grupo consistente formado por ex-prefeitos como Neide, Dudu, o próprio Neném e Nathália. Mesmo reconhecendo que nem todos compartilham atualmente a mesma visão sobre deputados ou governadores, ele reforça que há um ponto de convergência claro: todos fazem oposição ao modelo de gestão do atual prefeito, que, nas palavras de Neném, “se comporta como dono de Capoeiras”.

A declaração do ex-prefeito escancara um ambiente político longe da calmaria que o discurso oficial tenta vender. O que se vê, segundo Neném, é uma cidade politicamente viva, marcada por disputas, divergências e um eleitorado que não aceita ser tratado como massa de manobra. Para ele, a narrativa de unanimidade é frágil, artificial e não resiste ao confronto com a realidade das ruas, das alianças desfeitas e das oposições que seguem ativas, organizadas e dispostas a disputar o futuro político do município.