sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

CRISE NA CÂMARA DO RECIFE, PSB PEDE CASSAÇÃO DE VEREADOR DO NOVO APÓS GESTO POLÊMICO EM PLENÁRIO

O ambiente político na Câmara Municipal do Recife ganhou novos contornos de tensão após o vereador Chico Kiko, do PSB, protocolar representação na Comissão de Ética solicitando a abertura de processo disciplinar e a cassação do mandato do colega Eduardo Moura, do Partido Novo. O episódio que motivou a ação ocorreu durante a sessão plenária do último dia 10 de fevereiro e rapidamente se espalhou pelas redes sociais por meio de imagens que registraram o momento da controvérsia.

Segundo a denúncia apresentada por Chico Kiko, Moura teria quebrado o decoro parlamentar ao fazer um gesto interpretado como ofensivo — a colocação simbólica de “chifres” sobre a cabeça do socialista — enquanto o plenário acompanhava um debate. Para o vereador do PSB, a atitude ultrapassou os limites da divergência política e configurou desrespeito pessoal e institucional, justificando a abertura de procedimento disciplinar.

Além da representação na Comissão de Ética, Chico Kiko também levou o caso à Justiça Comum, ampliando o alcance da disputa. Nos bastidores, aliados do socialista avaliam que é preciso estabelecer um freio a comportamentos considerados incompatíveis com a liturgia do cargo, sobretudo em um ambiente que deve prezar pelo debate democrático e pela civilidade.

Eduardo Moura, por sua vez, reconheceu que sua postura foi inadequada e pediu desculpas públicas ao colega. Em sua versão dos fatos, o gesto teria sido uma reação impulsiva ao que classificou como uma tentativa deliberada de Chico Kiko de se posicionar entre ele e o líder do Governo Municipal, Samuel Salazar, durante a sessão. Moura alegou que o posicionamento do socialista teria sido estratégico para impedir que as câmeras registrassem sua manifestação de discordância em relação ao discurso do governista.

Mesmo com o pedido de desculpas, Chico Kiko afirmou não aceitar a retratação, sustentando que a gravidade do ato exige uma resposta formal da Casa. A situação coloca Eduardo Moura no centro de um processo que pode ter desdobramentos significativos, sobretudo porque a base governista detém maioria ampla no Legislativo recifense, o que pode influenciar o andamento e o resultado da análise na Comissão de Ética.

Ainda assim, parlamentares da oposição apostam no chamado “espírito de corpo” do Legislativo, tradição que historicamente tende a evitar punições extremas como a cassação de mandato, especialmente quando o fato não envolve questões administrativas ou financeiras, mas sim conflitos políticos e comportamentais.

O caso reacende o debate sobre os limites da atuação parlamentar, o papel das redes sociais na amplificação de episódios internos e a responsabilidade institucional dos eleitos diante da opinião pública. Enquanto a Comissão de Ética se prepara para avaliar a admissibilidade da representação, o episódio reforça o clima de polarização na Câmara do Recife e promete movimentar os bastidores políticos nas próximas semanas.

MORRE NO RECIFE O EX-PREFEITO NÊGO NOVAES E DEIXA MARCA DE PROXIMIDADE COM O POVO

A cidade de Floresta amanheceu sob o peso da tristeza após a confirmação da morte do ex-prefeito Nêgo Novaes, ocorrida na noite desta quarta-feira (18), no Recife. A notícia se espalhou rapidamente e provocou forte comoção entre familiares, amigos, lideranças políticas e moradores do município sertanejo, onde ele construiu uma trajetória marcada pela presença constante junto à população.

Figura conhecida na política local, Nêgo Novaes teve sua história pública entrelaçada com o desenvolvimento de Floresta. Ao longo de sua atuação, consolidou a imagem de gestor acessível, reconhecido pela capacidade de diálogo e pelo compromisso com as demandas da comunidade. Para muitos florestanos, sua liderança ia além das decisões administrativas: representava escuta, acolhimento e atenção às necessidades mais urgentes, sobretudo das camadas mais vulneráveis da população.

Durante sua passagem pela Prefeitura, priorizou ações voltadas ao fortalecimento dos serviços públicos e ao cuidado com as pessoas, deixando um legado que, segundo aliados e contemporâneos, se traduz em obras, iniciativas e, principalmente, relações humanas construídas ao longo dos anos. Sua atuação política foi descrita por correligionários como firme, mas sempre pautada pelo respeito e pela busca de consensos em favor do município.

A morte do ex-prefeito encerra um capítulo significativo da história política de Floresta. Em nota de pesar, diversas manifestações destacaram não apenas o gestor, mas o homem que cultivava amizades e mantinha laços estreitos com a população. A frase que circulou nas homenagens — “Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós, deixando a semente da humanidade plantada em nossos corações” — resume o sentimento compartilhado por muitos que conviveram com ele.

O clima na cidade é de luto e reconhecimento. Moradores recordam episódios de proximidade, visitas às comunidades e o estilo simples que marcou sua trajetória. Para familiares e amigos, permanece a memória de alguém que dedicou grande parte da vida ao serviço público e ao bem-estar coletivo.

Neste momento de dor, a população se une em solidariedade à família, reafirmando a gratidão pelo trabalho prestado. Floresta se despede de um ex-prefeito, mas mantém viva a lembrança de um homem cuja história ficou profundamente ligada à identidade e ao cotidiano do município.

LUTO EM ALTINHO: MORRE AOS 46 ANOS A EX-VEREADORA ISABELLA CÁSSIA DE OMENA

O município de Altinho, no Agreste pernambucano, amanheceu de luto neste sábado (14) com a notícia da morte da ex-vereadora Isabella Cássia de Omena, aos 46 anos. Ela estava internada, mas, até o momento da última atualização desta reportagem, a causa do falecimento não havia sido divulgada oficialmente pela família ou por fontes médicas.

Figura conhecida no cenário político local, Isabella construiu sua trajetória pública com atuação marcante na Câmara Municipal, onde exerceu mandato e participou ativamente de debates considerados estratégicos para o desenvolvimento da cidade. Durante sua passagem pelo Legislativo, dedicou-se a pautas voltadas à área social, acompanhando de perto demandas da população e defendendo políticas públicas com foco no fortalecimento da gestão municipal.

Sua atuação parlamentar ficou especialmente associada à defesa de iniciativas direcionadas às mulheres, tema que ganhou espaço em sua agenda política e contribuiu para ampliar discussões sobre igualdade, participação feminina e políticas de proteção no âmbito local. Ao longo dos anos, Isabella tornou-se uma das vozes femininas de referência na política altinense, consolidando um legado de participação ativa e posicionamento firme em plenário.

A notícia de sua morte provocou forte comoção entre lideranças políticas, ex-colegas de parlamento e moradores da cidade. Mensagens de pesar começaram a circular ainda nas primeiras horas do dia, destacando não apenas sua atuação pública, mas também sua presença constante nos debates e sua proximidade com a comunidade.

Até o fechamento desta matéria, informações sobre velório e sepultamento ainda não haviam sido oficialmente confirmadas. A expectativa é de que familiares divulguem nas próximas horas os detalhes das cerimônias de despedida.

Com sua partida precoce, Altinho perde uma personalidade que integrou a história recente do Legislativo municipal e que participou ativamente da construção de debates relevantes para o futuro da cidade.

GOVERNO DE PERNAMBUCO LEVA EMBATE DO TETO SALARIAL AO STF E ACENDE ALERTA SOBRE IMPACTO DE R$ 105 MILHÕES NAS CONTAS DO ESTADO

O Governo de Pernambuco decidiu judicializar a polêmica em torno da nova regra do teto salarial do funcionalismo estadual e levou o caso ao Supremo Tribunal Federal. Por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), o Executivo ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para tentar suspender os efeitos da Emenda Constitucional nº 68/2025, aprovada e promulgada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) no fim do ano passado.

A ação, que tem como relator o ministro André Mendonça, ainda aguarda manifestação sobre o pedido de liminar apresentado pelo Estado. O governo solicita a suspensão imediata das mudanças até que o mérito seja julgado pelo plenário da Corte, alegando risco concreto às finanças públicas.

No centro da controvérsia está a alteração do limite máximo de remuneração dos servidores estaduais. Antes da emenda, a Constituição de Pernambuco seguia o modelo previsto na Constituição Federal, que fixa como teto o subsídio dos desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a 90,25% do valor recebido pelos ministros do STF. Com a nova redação aprovada pelos deputados estaduais, o percentual de 90,25% foi retirado, o que, na avaliação do Executivo, abre margem para que o teto estadual seja equiparado ao valor integral pago aos ministros do Supremo.

Para o governo, essa mudança pode provocar efeito cascata em diversas carreiras do serviço público, pressionando a folha de pagamento e comprometendo o equilíbrio fiscal. Estimativas da Secretaria de Administração apontam que a nova regra poderá representar um aumento mensal de aproximadamente R$ 7,9 milhões nas despesas com pessoal. Em projeção anual, apenas em 2026, o impacto pode chegar a cerca de R$ 105,2 milhões adicionais.

Outro ponto sensível da emenda diz respeito à autorização para conversão automática em dinheiro de férias e licenças-prêmio não usufruídas por servidores em atividade. Pela regra anterior, esses períodos deveriam ser obrigatoriamente gozados, salvo situações excepcionais, como falecimento do servidor, quando os valores poderiam ser pagos aos herdeiros. A nova norma amplia a possibilidade de indenização, permitindo que os benefícios sejam convertidos em pecúnia mesmo sem comprovação de impedimento para o usufruto.

Na argumentação apresentada ao Supremo, a PGE sustenta que a ampliação dessas despesas não possui respaldo constitucional e não foi acompanhada de estimativa adequada de impacto orçamentário-financeiro. O governo também levanta a tese de vício de iniciativa, afirmando que matérias relacionadas à remuneração e ao regime jurídico dos servidores são de competência privativa do chefe do Poder Executivo. Nesse entendimento, a Alepe teria invadido atribuições ao propor e aprovar a emenda sem iniciativa do governador.

O embate jurídico rapidamente repercutiu entre categorias do funcionalismo. Auditores fiscais estaduais convocaram assembleia para o próximo dia 24 de fevereiro, quando devem discutir estratégias de mobilização. Para representantes da categoria, a ação do governo representa uma tentativa de barrar avanços considerados legítimos na valorização dos servidores.

O caso coloca frente a frente Executivo e Legislativo em uma disputa que mistura interpretação constitucional, autonomia dos poderes e responsabilidade fiscal. Caberá agora ao Supremo analisar se a emenda respeita os limites da Constituição e se a Assembleia poderia alterar regras que impactam diretamente a estrutura remuneratória do Estado. Até lá, a expectativa gira em torno da decisão liminar do relator, que poderá definir se as novas regras continuam produzindo efeitos ou se serão suspensas até o julgamento final.

COLUNA POLÍTICA | HUMBERTO QUE LUTE | NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO

MARÍLIA ARRAES: A FAVORITA QUE ASSUSTA O PT E DOMINA A CORRIDA PARA O SENADO EM PERNAMBUCO

As últimas pesquisas divulgadas , a Datafolha provocou um verdadeiro abalo nas projeções para as eleições deste ano em Pernambuco — não por trazer surpresas menores, mas por confirmar o que muitos já suspeitavam: a ex-deputada federal Marília Arraes desponta como a principal liderança na corrida pelo Senado pelo estado

Enquanto o senador Humberto Costa (PT) segue tradicionalmente forte e consolidado no cenário estadual, Marília apareceu isolada na liderança em todos os principais cenários testados, com percentuais entre 36% e 41% das intenções de voto, superando de forma consistente seu principal adversário. 

Essa vantagem não é apenas numérica — é política, simbólica e estratégica. Mostra o quanto sua presença reconfigura expectativas, desequilibra projeções e impõe novas dinâmicas, especialmente ao PT e a Humberto Costa, que até pouco tempo eram dados como favoritos naturais à vaga. 

DOMINAÇÃO NAS INTENÇÕES DE VOTO: LIDERANÇA CONSISTENTE EM TODOS OS CENÁRIOS

Nos cenários estimulados apresentados pelo Datafolha, Marília Arraes lidera com larga vantagem em relação aos demais concorrentes, inclusive no principal rival, o senador Humberto Costa (PT). Seus percentuais variam de 36% a 41%, com Humberto oscilando entre 24% e 26%, dependendo de quais nomes aparecem nas simulações. 

Esse desempenho não é resultado de um único recorte: é um padrão repetido em diferentes modelos de pesquisa, reforçando que seu eleitorado é sólido e expansivo. 

AMPLA VISIBILIDADE E RECALL — UM DOS MAIORES DO ESTADO

Marília Arraes carrega consigo um reconhecimento enorme entre os eleitores pernambucanos, reflexo de sua trajetória política, suas campanhas anteriores e presença pública constante. Esse alto recall eleitoral se traduz diretamente em vantagem nas pesquisas: ela não é apenas lembrada, é citada como opção imediata de voto em massa

Sua visibilidade supera a de vários outros nomes tradicionais e consagrados no estado, o que a torna um dos nomes mais competitivos nesta eleição.

AMEAÇA REAL À PRIORIDADE PETISTA

A liderança de Marília preocupa diretamente o PT. Lideranças do partido avaliam que sua forte intenção de voto pode canibalizar a base tradicional de Humberto Costa, desviando votos que seriam fundamentais para garantir a segunda vaga. A preocupação interna é que, se Marília permanecer forte, o PT corre risco de ver Humberto perder espaço ou ter uma campanha muito mais difícil.

Esse temor se estende aos bastidores políticos, onde já circulam estratégias divergentes — inclusive a possibilidade de convencer Marília a disputar uma vaga proporcional, caso a candidatura ao Senado se torne inviável. 

SEM MEDO DE INDICAÇÃO PARTIDÁRIA

A despeito de não ter o aval formal de uma grande legenda como PSB ou PT neste momento, Marília sustenta sua posição com força própria e reconhecimento popular. Isso demonstra que, mais do que o suporte partidário, o que a impulsiona nas pesquisas é a ligação com o eleitor e a projeção política construída ao longo dos anos

Esse fenômeno é raro e digno de nota: poucos políticos conseguem liderar um levantamento eleitoral sem o apoio explícito de uma ampla coalizão partidária

CAPACIDADE DE AGREGAR VOTOS TRANSVERSAIS

Os números mostram que Marília não depende apenas de um determinado segmento ideológico. Ela atrai apoio que ultrapassa linhas partidárias tradicionais, capturando eleitores que buscam uma opção diferente dentro do espectro partidário. 

Essa vantagem cross-over — ou seja, a capacidade de atrair votos de eleitores que poderiam estar alinhados a outros nomes — é um dos motivos pelos quais o Datafolha a coloca consistentemente na liderança

UMA CANDIDATURA QUE  REDESENHA O TABULEIRO POLÍTICO

Os efeitos da liderança de Marília vão além da disputa do Senado. Eles reconfiguram alianças, influenciam negociações partidárias e podem alterar planos de candidaturas em outras esferas, inclusive federais e estaduais. 

Sua presença forte na corrida senatorial pressiona não apenas seu principal rival, mas todos os demais que tentam se consolidar na disputa, obrigando ajustes de estratégia e reposicionamento de forças.

POTENCIAL ELEITORAL INDIVIDUAL QUE EXCEDE EXPECTATIVAS

Não é todo dia que um candidato pela terceira vez em uma disputa majoritária emerge na frente das intenções de voto com tamanha clareza. Isso reforça que Marília Arraes representa um fenômeno eleitoral singular em Pernambuco: uma liderança com capacidade não apenas de figurar, mas de liderar e transformar expectativas

Seu desempenho sugere que, se confirmada a candidatura ao Senado e bem estruturada a campanha, ela não apenas brigará pela vaga — mas poderá conquistá-la com folga.

UMA FORÇA IMPARÁVEL RUMO AO SENADO QUE FAZ HUMBERTO TREMER

A pesquisa Datafolha deixou claro que Marília Arraes não é apenas um nome na disputa pelo Senado — é a protagonista principal, a favorita das pesquisas e um elemento de transformação do cenário eleitoral em Pernambuco. Sua capacidade de liderar os levantamentos eleitorais, mesmo diante de adversários com grande estrutura partidária, sinaliza que ela atravessa polarizações tradicionais e ecoa fortemente no eleitorado.

Mais do que números, o que emerge é um fenômeno político: Marília Arraes já não mira apenas uma vaga no Senado — ela molda o próprio debate eleitoral, pressiona adversários e ressignifica expectativas eleitorais no estado. Humberto que lute!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

VICE-PREFEITO DO RECIFE DÁ INDÍCIOS DE RENÚNCIA DE JOÃO CAMPOS E AVANÇA PLANOS PARA 2027

O Recife, uma das capitais mais vibrantes do Nordeste, encerrou recentemente seu Carnaval de 2026 com números positivos e uma energia contagiante, mas o balanço da festa trouxe à tona também movimentações políticas que podem impactar o cenário estadual ainda neste ano. Durante a apresentação dos resultados oficiais da folia, o vice-prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), aproveitou a oportunidade para emitir declarações que deram margem a interpretações sobre o futuro do prefeito João Campos (PSB) e seu possível projeto político para 2026.

Sem mencionar diretamente as eleições estaduais, Marques indicou que o time da atual gestão segue sólido e com respaldo popular. “Se 2026 foi muito bom, 2027 será ainda melhor, porque as pessoas confiam nesse time que está aqui e sabem o que está para acontecer”, afirmou o vice-prefeito, em um discurso curto, mas carregado de significado. A declaração foi vista por analistas políticos como um sinal de que a administração do Recife já se prepara para uma eventual transição no comando da cidade, caso João Campos decida disputar o Governo de Pernambuco.

Conforme estabelece a legislação eleitoral, um prefeito que deseja concorrer a outro cargo deve se desincompatibilizar do cargo até abril do ano da eleição. Dessa forma, caso João Campos confirme sua candidatura ao governo estadual, Marques assumiria automaticamente o comando da capital pernambucana, completando o mandato até 2028. A movimentação política reforça a atenção sobre a gestão municipal, que, mesmo após o Carnaval, já projeta o evento de 2027 como uma celebração ainda mais grandiosa e estruturada, consolidando o Recife como referência em festas populares e na organização de grandes eventos culturais.

Além das implicações políticas, a fala de Victor Marques sinaliza confiança e continuidade administrativa, transmitindo à população a ideia de estabilidade frente a possíveis mudanças no Executivo municipal. O discurso, embora sutil, coloca o Recife no centro de especulações eleitorais e reforça o papel do vice-prefeito como protagonista no cenário político local, enquanto a cidade segue fortalecendo sua tradição cultural e consolidando sua imagem de capital do Carnaval no Nordeste.

A expectativa é que, nos próximos meses, novas confirmações sobre o destino político de João Campos possam esclarecer de vez o cenário, enquanto a gestão municipal já projeta uma agenda de melhorias e grandes eventos para 2027, reforçando o compromisso com a população recifense e a manutenção de um legado de crescimento e visibilidade cultural.

PRF DIVULGA BALANÇO DA OPERAÇÃO CARNAVAL 2026 EM PE

Entre os dias 13 e 18 de fevereiro, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou a Operação Carnaval 2026 nas rodovias federais que cortam Pernambuco. A ação integrou esforços de fiscalização, prevenção de sinistros e combate à criminalidade, com foco na segurança viária durante o período de maior fluxo nas estradas.

Durante a operação, foram registrados 56 sinistros, que resultaram em 59 pessoas feridas e 12 mortes. Na operação do ano anterior, foram atendidos 40 sinistros nas rodovias federais, com 36 feridos e três mortes.

Um dos sinistros mais graves aconteceu na terça-feira (17), no Km 114 da BR 232, em Caruaru, no Agreste. O motorista de um carro perdeu o controle do veículo com a pista molhada e capotou. Cinco pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para um hospital em Caruaru, mas duas não resistiram e faleceram.

Ao todo, 7.878 pessoas e 6.109 veículos foram fiscalizados, sendo emitidas 3.780 autuações por diversas infrações. Para coibir o excesso de velocidade, foi intensificada a fiscalização com radar, que resultou em 894 imagens de veículos com a velocidade acima do permitido. As ultrapassagens em local proibido resultaram em 262 autuações. O não uso do cinto de segurança (223 autuações), a falta do capacete (87) e da cadeirinha (56) também foram outras infrações verificadas. Um total de 333 veículos irregulares foram recolhidos.

Uma das principais preocupações durante o Carnaval foi a mistura de bebida alcoólica e direção. Para prevenir essa prática, a PRF realizou 4.863 testes com o bafômetro, que resultaram em 80 autuações, sendo cinco por constatação e 75 por recusa, além de quatro prisões de motoristas sob efeito de álcool.

Em parceria com o SAMU Metropolitano Recife, a PRF realizou oito atendimentos, entre resgates aeromédicos e remoções de pacientes.

As equipes promoveram ações de educação para o trânsito nas rodovias e em terminais rodoviários, alcançando 3.505 pessoas.

No enfrentamento à criminalidade, foram recuperados 16 veículos e detidas 28 pessoas por diversos crimes, como receptação, adulteração de sinal identificador de veículo, tráfico de drogas e com mandados de prisão em aberto.

Para prevenir colisões graves, foram retirados 187 animais de grande porte das rodovias e prestados 120 auxílios a motoristas que tiveram problemas com os veículos nas rodovias

JOÃO CAMPOS E TABATA AMARAL DO CARNAVAL AO ALTAR TRÊS DIAS APÓS A QUARTA FEIRA DE CINZAS


Recém-saídos da folia de Carnaval, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) preparam-se para trocar a alegria das ruas pelo altar. Três dias após a Quarta-Feira de Cinzas, o casal, inseparável durante a folia, oficializará a união em uma cerimônia que promete emocionar amigos, familiares e fãs.

Apesar do desejo de uma celebração discreta, a fama e a trajetória pública de João Campos tornam a missão praticamente impossível. A escolha do local, a Capela de São Benedito, na beira da Praia dos Carneiros, no Litoral Sul de Pernambuco, garante um cenário paradisíaco, mas também aglomeração: a pequena capela é um verdadeiro cartão postal, visitado por turistas do país todo. Tradicional na família Campos, a capela já foi palco dos casamentos do irmão de João, Pedro Campos, e da irmã Eduarda.

A organização do casamento ficará a cargo da Celebrate Assessoria e Cerimonial de Casamentos e Eventos, empresa do Recife com quase 13 anos de atuação e mais de 700 cerimônias realizadas. “Transformando sonhos em realidade”, afirma a Celebrate, que promete cuidar de todos os detalhes da celebração.

O casal celebrou o noivado no dia 29 de novembro do ano passado e, no último dia 1º de fevereiro, reuniu as famílias em São Paulo para um almoço festivo. Durante o Carnaval, João Campos não escondeu a animação nas redes sociais: “Mais um Carnaval arretado ao lado dela. Agora, é rumo ao casamento!”, publicou nesta Quarta-Feira de Cinzas, acompanhado de uma foto da noiva fantasiada – mais uma vez usando a mesma fantasia que ele já havia compartilhado em outro momento da folia.

Com 32 anos, João e Tabata estão juntos desde 2019. Em relato à imprensa, a deputada contou que a aproximação começou na Câmara, durante projetos na área da educação. A amizade deu espaço ao romance durante um jantar, quando João se declarou, surpreendendo Tabata: “Eu não estava preparada”, relembrou ela.

Sobre filhos, o casal é unânime: querem, mas “no tempo certo”. Campos comentou recentemente que os herdeiros virão “no tempo de Deus”.

No plano político, o casamento acontece em um momento de transição na carreira de João Campos. Reeleito prefeito do Recife com 78,1% dos votos, ele deixará a Prefeitura para concorrer ao governo de Pernambuco, enfrentando a atual governadora Raquel Lyra (PSD). Já Tabata Amaral, eleita deputada federal em 2018 e reeleita em 2022, disputou a Prefeitura de São Paulo em 2024, ficando em 4º lugar com 9,91% dos votos válidos.

Entre o Carnaval e o altar, João Campos e Tabata Amaral protagonizam um capítulo apaixonado e público de suas vidas, misturando política, fama e amor em um cenário de beleza única, capaz de transformar qualquer cerimônia em notícia.