sábado, 5 de setembro de 2026
PREFEITA DE CANHOTINHO, SANDRA PAES CONFIRMA APOIO A EDUARDO DA FONTE PARA O SENADO
CHICO PINHEIRO ENFRENTA 11ª SEMANA DE QUIMIOTERAPIA E PROMETE “FARMAR AURA” APÓS VENCER O CÂNCER
Com o bom humor que também marcou sua trajetória na televisão, Chico adotou uma expressão popular nas redes sociais para falar sobre a expectativa de deixar o hospital.
“Está indo. Mais um pouquinho e estarei pronto. Garanto para vocês que vou sair do hospital capaz de ‘farmar aura’”, afirmou o jornalista.
O diagnóstico veio no início de maio, durante uma conversa com o cantor Zeca Baleiro para o programa “Chico Pinheiro Entrevista”. Na ocasião, o jornalista contou que já havia passado por uma cirurgia e permanecido mais de um mês internado.
O tratamento, porém, acabou sendo mais complicado do que inicialmente esperado. Após o primeiro procedimento, Chico desenvolveu uma aderência intestinal, situação que exigiu uma nova cirurgia, desta vez considerada mais invasiva. Na sequência, precisou permanecer vários dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Mesmo diante das dificuldades, o jornalista vem mantendo uma postura positiva ao falar sobre o processo de recuperação. A mensagem publicada agora sinaliza que ele está se aproximando de mais uma etapa importante do tratamento.
Chico Pinheiro deixou a TV Globo em 2022, depois de mais de três décadas na emissora. Ao longo da carreira, consolidou-se como um dos nomes mais conhecidos do telejornalismo brasileiro, com passagens por atrações como “Bom Dia Brasil”, “SPTV” e “Jornal da Globo”.
Aos 73 anos, o jornalista agora enfrenta uma batalha bem diferente daquela travada diariamente diante das câmeras. E, pelo tom da mensagem, segue apostando no bom humor, na força e na esperança para atravessar mais esse capítulo da vida.
ALIADOS DE JOÃO CAMPOS ADMITEM ERRO DE ESTRATÉGIA E RECONHECEM AVANÇO DE RAQUEL NA DISPUTA PELO GOVERNO DE PERNAMBUCO
A avaliação é de que a aposta excessiva nas redes sociais, sem a mesma intensidade na articulação política tradicional, acabou deixando espaços que foram ocupados pela governadora Raquel Lyra (PSD).
“Houve um erro de estratégia. Não podia ser só rede social. Faltaram cabelos brancos, tinha que ter política, conversa, como está sendo feito. Do outro lado, a governadora se movimentou, movimentou a máquina”, reconheceu um aliado, em conversa reservada.
A leitura feita dentro do grupo de João Campos não significa, necessariamente, que o socialista tenha perdido terreno de forma acelerada. O que ocorreu, segundo essa avaliação, foi uma combinação de fatores: a redução da vantagem inicial de João, o crescimento progressivo de Raquel e uma mudança na percepção do eleitorado sobre a gestão estadual.
A governadora passou a ocupar mais espaços no interior, intensificou a agenda política e associou sua imagem à entrega de obras e programas. Segurança, saúde, abastecimento de água, infraestrutura e recuperação da malha viária passaram a fazer parte de uma estratégia permanente de exposição da gestão.
Esse movimento produziu reflexos nas pesquisas.
Em agosto de 2025, na primeira Genial/Quaest, João Campos aparecia com 55% das intenções de voto, contra 24% de Raquel. Eram 31 pontos de diferença, em um cenário que naquele momento parecia apontar para uma vantagem bastante confortável do socialista.
O quadro, porém, começou a se modificar.
Em abril de 2026, o Datafolha mostrou João ainda na liderança, mas com uma distância significativamente menor: 50% contra 38% de Raquel. A diferença, que havia sido de 31 pontos, caiu para 12.
Na sequência, a Genial/Quaest confirmou a tendência de aproximação. João apareceu com 42%, enquanto Raquel alcançou 34%. Mais do que os números da intenção de voto, entretanto, chamou atenção dentro do campo governista a evolução da avaliação da administração estadual.
Naquela rodada, 57% dos entrevistados disseram que Raquel merecia ser reeleita. O dado representou uma mudança importante em relação ao cenário de agosto de 2025, quando predominava entre os pernambucanos a avaliação contrária a um novo mandato.
A eleição, que inicialmente parecia caminhar para uma larga vantagem de João Campos, passou então a ganhar contornos de disputa aberta.
João também deixou para trás a condição de prefeito do Recife, cargo que lhe garantia forte exposição institucional e uma presença diária na capital. Ao assumir de vez a condição de pré-candidato e percorrer o Estado, passou a enfrentar uma dinâmica diferente: deixou de falar a partir da cadeira de prefeito e passou a disputar espaço político diretamente com uma governadora que permaneceu no cargo e utiliza a estrutura institucional para apresentar resultados da gestão.
É justamente aí que os aliados de João identificam uma das principais mudanças do cenário.
Enquanto o socialista precisou construir uma candidatura estadual a partir da saída da Prefeitura do Recife, Raquel teve à disposição uma agenda permanente de governo, com inaugurações, anúncios, obras, programas e viagens pelo interior.
O resultado foi uma mudança gradual na fotografia eleitoral.
João não desapareceu da disputa e continua competitivo. Mas deixou de ostentar os percentuais superiores a 50% registrados no início da corrida. Raquel, por sua vez, saiu de um cenário de forte desvantagem e passou a disputar a liderança em condições muito mais favoráveis.
Levantamentos realizados ao longo de 2026 chegaram a registrar a governadora numericamente à frente, consolidando uma transformação que, um ano antes, parecia improvável.
Nos bastidores, a conclusão de parte do grupo socialista é que a eleição deixou de ser uma corrida baseada apenas em popularidade e presença digital. A política tradicional voltou para o centro do jogo.
Prefeitos, lideranças regionais, vereadores, deputados, grupos políticos e presença territorial passaram a ter peso cada vez maior.
E Raquel percebeu isso antes.
Agora, o desafio de João Campos é transformar sua forte presença eleitoral em uma estrutura política capaz de disputar Pernambuco município por município. A eleição, que começou com cara de passeio para o socialista, ganhou outro roteiro.
E, no xadrez eleitoral pernambucano, a governadora já não está apenas reagindo. Está jogando para vencer.
Se quiser, posso também transformar essa mesma matéria em uma versão mais ácida, com título de impacto e mais “bastidores de poder”, bem na pegada da Coluna Na Lupa.
GLEIDE ÂNGELO INAUGURA COMITÊ AO LADO DE LULA E EDUARDO DA FONTE EM ATO DE FORÇA POLÍTICA
O movimento chamou atenção também pela participação expressiva de mulheres, mas sem deixar de lado a presença masculina. A mensagem política transmitida durante o evento foi clara: a defesa das mulheres e o enfrentamento à violência não podem ser tratados como uma pauta exclusiva do público feminino, mas como uma responsabilidade de toda a sociedade.
Nos discursos, Eduardo da Fonte e Lula da Fonte reforçaram a parceria política com Gleide Ângelo e destacaram a importância de transformar essa aliança em ações concretas na defesa das mulheres pernambucanas. A estratégia passa pela integração entre os mandatos estaduais e federais, buscando ampliar iniciativas nas áreas de segurança, acolhimento, proteção e autonomia financeira.
Gleide Ângelo colocou novamente o combate à violência contra a mulher e ao feminicídio no centro de sua atuação política. A deputada também reforçou a necessidade de garantir condições para que mulheres vítimas de violência consigam romper o ciclo de dependência e reconstruir a própria vida.
No campo federal, Lula da Fonte destacou a proposta de utilização de tornozeleiras eletrônicas para o monitoramento de homens enquadrados na Lei Maria da Penha. A medida é apresentada como instrumento para ampliar a fiscalização sobre agressores e aumentar a proteção das vítimas.
Eduardo da Fonte, por sua vez, ressaltou projetos de sua autoria relacionados à saúde da mulher, entre eles iniciativas voltadas à redução da idade para realização de exames de mamografia pelo Sistema Único de Saúde.
Mais do que a abertura de um novo espaço físico, a inauguração do comitê serviu para mostrar a capacidade de mobilização do grupo e estabelecer um ponto de encontro para a campanha. Com lideranças de diferentes municípios circulando pelo evento, Gleide Ângelo e Lula da Fonte sinalizaram que pretendem ampliar a presença política para além de seus redutos tradicionais.
O tamanho da mobilização e a diversidade das caravanas deram ao ato um ingrediente eleitoral evidente. Em uma campanha marcada por disputas acirradas e intensa movimentação de grupos políticos, cada evento passou a ser também uma oportunidade de medir força, testar capacidade de mobilização e consolidar alianças.
E, Gleide Ângelo, Lula da Fonte e Eduardo da Fonte fizeram questão de mostrar que têm estrutura, grupo político e disposição para ocupar espaço na disputa eleitoral em Pernambuco.
JEFERSON MOITA DEVE SEGUIR OS PASSOS DO PAI E DISPUTAR VAGA DE VEREADOR EM PARANATAMA
Ainda marcado pela perda, Jeferson tem destacado, em conversas e manifestações públicas, a importância de manter vivo o trabalho desenvolvido por Josa Moita ao longo de sua trajetória política. A possibilidade de uma candidatura começa a ganhar força justamente nesse cenário de continuidade familiar e de preservação da representação política deixada pelo vereador.
De acordo com o blogueiro Ronaldo Birunda, de Saloá, Jeferson Moita deverá colocar seu nome à disposição do eleitorado e disputar uma cadeira na Câmara Municipal de Paranatama na próxima eleição.
Caso confirme a candidatura, Jeferson terá pela frente o desafio de transformar a comoção provocada pela morte do pai em força política e eleitoral, mantendo a proximidade com as bases e com os grupos que acompanhavam a atuação de Josa.
Enquanto o projeto político do filho começa a ser discutido nos bastidores, a vaga deixada por Josa Moita na Câmara já foi ocupada. O primeiro suplente, Roberto Roldão, assumiu o mandato e passa a integrar oficialmente o Legislativo Municipal.
A eventual candidatura de Jeferson Moita, portanto, poderá representar não apenas a entrada de uma nova liderança na política de Paranatama, mas também a tentativa de continuidade de um sobrenome que passou a fazer parte da história política recente do município.
JOÃO CAMPOS E A IMAGEM QUE VIROU MUNIÇÃO PARA OS ADVERSÁRIOS
A pauta, em si, é relevante. João apresentou a proposta de zerar o IPVA para motoristas de aplicativo, buscando dialogar diretamente com uma categoria que ganhou peso nas grandes cidades. O problema não esteve necessariamente no tema da reunião, mas na fotografia política produzida pelo encontro.
Em uma eleição cada vez mais disputada pela imagem, pelo volume das ruas e pela demonstração de força dos grupos, uma agenda com público reduzido e sem a presença de lideranças políticas importantes da própria coligação acaba oferecendo material precioso para os adversários. E política, como se sabe, também é percepção.
A cena chama ainda mais atenção porque ocorre justamente depois de semanas em que setores ligados à campanha de João Campos passaram a questionar imagens das caminhadas de Raquel Lyra (PSD), tentando apresentar os eventos da governadora como menores do que seriam na realidade. Agora, uma fotografia de um encontro pequeno pode acabar sendo utilizada pelos adversários para construir uma narrativa semelhante em sentido contrário.
O problema para João Campos é que a campanha entrou oficialmente em uma fase decisiva. Restam aproximadamente quatro semanas até o encerramento da propaganda eleitoral e, até aqui, o candidato do PSB não conseguiu apresentar uma reação consistente nas pesquisas. Depois de aparecer durante meses na casa dos 40%, João passou a oscilar abaixo desse patamar em levantamentos recentes, enquanto Raquel Lyra vem sustentando vantagem em diferentes pesquisas.
É justamente nesse momento que cada movimento passa a ser observado com lupa.
A ausência de nomes da chapa majoritária, de candidatos proporcionais e de lideranças políticas no encontro também alimenta uma leitura inevitável nos bastidores: a de que a campanha precisa recuperar musculatura política e voltar a demonstrar força para além das redes sociais e das agendas mais controladas.
Não significa, evidentemente, que uma reunião pequena determine o resultado de uma eleição. Mas campanhas são construídas por símbolos, imagens e narrativas. E a fotografia desta sexta-feira certamente será explorada por quem está do outro lado.
João Campos ainda tem tempo para reagir. Quatro semanas, em uma eleição, podem representar uma eternidade. Mas também podem passar rápido demais para quem demora a perceber que precisa mudar a estratégia.
O desafio do socialista agora é transformar agenda, rua e articulação política em demonstração concreta de força. Caso contrário, uma candidatura que começou cercada de expectativas pode terminar a campanha enfrentando um problema muito maior do que os números das pesquisas: o de transmitir ao eleitorado a sensação de que perdeu o controle da disputa.
E em eleição majoritária, percepção de força também é voto.
PERNAMBUCO MUDA O PATAMAR DOS INVESTIMENTOS E APOSTA EM INFRAESTRUTURA PARA ACELERAR O CRESCIMENTO
O dado que mais chama atenção é o salto na média histórica dos investimentos estruturantes. Pernambuco saiu de um patamar que não alcançava R$ 7 bilhões para uma média de R$ 12 bilhões nos últimos três anos e sete meses. Ao todo, aproximadamente R$ 26 bilhões em recursos já estão garantidos ou em execução em projetos espalhados pelo Estado.
Na prática, a estratégia é transformar planejamento em obra, obra em infraestrutura e infraestrutura em crescimento econômico.
E os números começam a dar musculatura política ao discurso de que Pernambuco precisava voltar a investir pesado depois de anos convivendo com limitações fiscais e dificuldades para tirar grandes projetos do papel.
R$ 41 bilhões privados e indústria crescendo quase 20%
A iniciativa privada também passou a ocupar espaço importante nessa equação. Pernambuco já contabiliza mais de R$ 41 bilhões em investimentos privados captados, enquanto medidas de simplificação para abertura de empresas procuram tornar o ambiente de negócios mais competitivo.
O reflexo aparece na atividade econômica. A produção industrial pernambucana cresceu 19,7% em abril de 2026, desempenho muito acima da média nacional. O Estado também acumula um saldo de 197 mil novos empregos com carteira assinada.
A expectativa é que o PIB pernambucano alcance R$ 340 bilhões até o fim do ano, com renda per capita estimada em R$ 35,5 mil.
É justamente nesse ponto que os números deixam de ser apenas estatísticas e passam a ter peso político: investimento público, atração de empresas, geração de empregos e crescimento econômico formam uma narrativa que a governadora pretende levar para o eleitorado.
Educação, saúde e água entram na conta
A estratégia não está concentrada apenas em grandes obras de infraestrutura.
Mais de R$ 2 bilhões foram aplicados na educação, enquanto os seis grandes hospitais estaduais passam por reformas. No Hospital da Restauração, uma das principais unidades de saúde pública do Nordeste, a intervenção chega a R$ 65 milhões.
No interior, o saneamento ganhou um reforço de R$ 500 milhões para obras de adutoras. É um tipo de investimento que tem forte impacto político porque mexe diretamente com uma das maiores demandas históricas dos municípios: água.
A lógica é simples. Grandes obras ajudam a movimentar a economia, enquanto investimentos em saúde, educação e abastecimento permitem ao governo mostrar presença direta na vida da população.
Suape volta a ocupar o centro da estratégia econômica
No tabuleiro econômico pernambucano, Suape aparece como uma das peças mais importantes.
O porto registrou crescimento de 20% na movimentação no primeiro semestre de 2026. A expansão ocorre em um momento estratégico, com a Refinaria Abreu e Lima projetando dobrar sua capacidade para 260 mil barris por dia até 2028.
A infraestrutura portuária também está sendo ampliada. O canal externo foi homologado com 20 metros de calado e o canal interno recebeu obras de aprofundamento com investimento de R$ 248 milhões.
E há um projeto de R$ 2 bilhões que promete mudar ainda mais o perfil do complexo: o novo terminal da APM Terminals, que deverá ser o primeiro 100% eletrificado da América Latina e ampliar em 55% a capacidade de contêineres da região.
É Suape sendo colocado novamente no centro do projeto de desenvolvimento de Pernambuco.
A nova aposta: economia verde
A estratégia econômica também mira um mercado que pode definir os próximos anos: a transição energética.
Pernambuco trabalha na criação de uma linha de transmissão de leste a oeste e no mapeamento do potencial logístico para combustíveis verdes, como etanol e metanol.
A intenção é aproveitar a posição estratégica de Suape e a infraestrutura existente para atrair novos investimentos ligados à descarbonização, hidrogênio verde e combustíveis de baixo carbono.
A Zona de Processamento de Exportação de Suape também entra nesse planejamento, com a estruturação de uma governança específica para viabilizar o projeto.
Rodovias são o outro braço da estratégia
Não existe crescimento econômico sem logística. E é justamente aí que entra o plano de recuperação de 3.600 quilômetros de rodovias até o fim do ano.
A recuperação da malha estadual tem impacto direto sobre produtores, transportadores, comerciantes e empresas que dependem das estradas para movimentar mercadorias.
Mas a grande aposta continua sendo o Arco Metropolitano.
Com orçamento de R$ 632 milhões, a obra foi projetada para ligar diretamente a BR-232 à BR-101, criando uma alternativa para o tráfego pesado e reduzindo a pressão sobre os corredores urbanos da Região Metropolitana do Recife.
Mais do que uma estrada, o projeto representa uma peça de logística. E logística, em política econômica, significa competitividade.
A conta que começa a aparecer
A equação montada pelo governo é ambiciosa: responsabilidade fiscal para abrir espaço aos investimentos, obras públicas para melhorar a infraestrutura, atração de capital privado para gerar atividade econômica e uma agenda de longo prazo voltada para indústria, logística e energia limpa.
Raquel Lyra chega, assim, a uma fase em que pode apresentar números concretos para sustentar sua narrativa de gestão.
São R$ 12 bilhões de média anual em investimentos estruturantes, R$ 26 bilhões em recursos garantidos ou em execução, mais de R$ 41 bilhões em investimentos privados, R$ 2 bilhões na educação, R$ 500 milhões em saneamento, R$ 248 milhões na infraestrutura de Suape, R$ 632 milhões no Arco Metropolitano e R$ 65 milhões no Hospital da Restauração.
No cenário político de 2026, a disputa não será apenas por discursos. Será também pela capacidade de cada grupo apresentar ao eleitor uma história convincente sobre quem conseguiu fazer Pernambuco avançar.
E, nesse terreno, a governadora começa a colocar os números sobre a mesa.