quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

SORTEIO NA CCLJ FRUSTRA GOVERNO RAQUEL LYRA E ENTREGA RELATORIAS A OPOSIÇÃO NA ALEPE

Mesmo antes de os projetos chegarem ao plenário, o Governo Raquel Lyra enfrentou mais um revés político na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Além de não deter maioria na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ), a bancada governista saiu derrotada no sorteio que definiu, nesta quarta-feira, os relatores de três matérias consideradas estratégicas e encaminhadas pela governadora para votação durante o período extraordinário convocado pelo Executivo.

Coube à líder do Governo na Casa, deputada Socorro Pimentel (União Brasil), conduzir o sorteio entre os titulares da comissão. A expectativa da base era de, ao menos, garantir a relatoria de algum dos projetos, mas o resultado acabou favorecendo exclusivamente parlamentares da oposição: Sileno Guedes (PSB), Alberto Feitosa (PL) e Waldemar Borges (MDB). A situação se tornou ainda mais sensível para o Palácio do Campo das Princesas porque os três deputados governistas que integram a CCLJ — Antonio Moraes (PP), João Paulo (PT) e Wanderson Florêncio (Solidariedade) — estavam presentes à reunião, enquanto dois dos oposicionistas sorteados sequer compareceram.

O clima ficou mais tenso quando Socorro Pimentel questionou o formato do sorteio. A deputada argumentou que, seguindo a prática habitual da Casa, a escolha deveria se restringir aos titulares presentes no momento da reunião. A contestação, no entanto, foi rebatida pelo deputado Alberto Feitosa, que afirmou não haver previsão regimental que limitasse o sorteio apenas aos parlamentares presentes. Segundo ele, por se tratar de um período extraordinário, optou-se por incluir todos os titulares da comissão, independentemente de estarem ou não em Pernambuco, considerando as dificuldades de deslocamento de alguns deputados.

Com a definição das relatorias, a oposição passa a ocupar posições-chave na tramitação de projetos de alto impacto financeiro e político. Alberto Feitosa será o relator da proposta que altera a destinação do empréstimo de R$ 1,7 bilhão aprovado pela Alepe em dezembro. A intenção do Governo é redirecionar os recursos, antes previstos para obras de infraestrutura, para o Fundo de Desenvolvimento Social. Já o deputado Sileno Guedes ficará responsável pela análise do pedido de empréstimo de R$ 5,2 bilhões junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal, destinado à reestruturação da dívida do Estado. Waldemar Borges, por sua vez, relatará o projeto que autoriza o repasse de recursos do Tribunal de Justiça de Pernambuco ao Poder Executivo.

Um quarto projeto, que trata de mudanças na Lei Orçamentária Anual (LOA), não passará pela CCLJ. A matéria será apreciada pela Comissão de Finanças, presidida pelo deputado Antonio Coelho (União Brasil), mas ainda não há prazo definido para que o colegiado se reúna e delibere sobre o tema, o que adiciona mais incerteza ao calendário do Governo.

Apesar do cenário adverso nas comissões, a líder governista minimizou o impacto político do resultado do sorteio. Em declaração ao blog, Socorro Pimentel reconheceu que torceu para que deputados da base fossem escolhidos, mas ressaltou que, na prática, a correlação de forças na CCLJ já é desfavorável ao Governo. Segundo ela, mesmo que a relatoria estivesse nas mãos de um aliado, a oposição teria maioria para derrotar o Executivo na votação das matérias. “Sabemos que nossa força está no plenário”, afirmou, destacando que é lá que o Governo pretende reverter eventuais derrotas sofridas nas comissões e garantir a aprovação dos projetos considerados essenciais para a gestão estadual.

O episódio evidencia, mais uma vez, a dificuldade do Governo Raquel Lyra em articular maioria nos espaços estratégicos da Assembleia e reforça o protagonismo da oposição no controle do ritmo e do conteúdo das discussões legislativas, ao menos na fase inicial de tramitação das matérias.

RECEITA FEDERAL DESMONTA FAKE NEWS E NEGA QUALQUER TRIBUTAÇÃO OU MONITORAMENTO DO PIX

Diante da nova onda de desinformação que voltou a circular nas redes sociais, a Receita Federal do Brasil foi enfática ao rebater boatos sobre um suposto monitoramento de movimentações financeiras via Pix para fins de tributação. Segundo o órgão, a informação é completamente falsa e distorce princípios básicos da Constituição Federal, que proíbe expressamente a tributação sobre movimentações financeiras. Não existe, portanto, qualquer cobrança de imposto sobre o uso do Pix, tampouco vigilância individualizada de transações realizadas por cidadãos.

A Receita esclarece que a narrativa espalhada de forma deliberada nas plataformas digitais busca gerar pânico financeiro, confusão na população e, sobretudo, atender a interesses do crime organizado. Esse tipo de fake news cria um ambiente de insegurança e descrédito em relação a um dos maiores avanços do sistema financeiro brasileiro, além de abrir espaço para golpes aplicados por criminosos que se aproveitam do medo e da falta de informação.

No centro das mentiras está a Instrução Normativa nº 2.278, de 2025, que vem sendo falsamente apresentada como um instrumento de controle do Pix. Na realidade, a norma apenas estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência que sempre foram exigidas dos bancos tradicionais. A medida não prevê acesso a dados individualizados, não identifica pessoas físicas ou jurídicas e não detalha movimentações financeiras específicas. Trata-se, segundo a Receita, de uma ação técnica e necessária para fortalecer o combate à lavagem de dinheiro e à ocultação de patrimônio.

O órgão lembra que investigações recentes, como a Operação “Carbono Oculto”, demonstraram como algumas fintechs foram utilizadas por organizações criminosas para movimentar recursos ilícitos longe dos mecanismos de fiscalização. A nova instrução normativa surge justamente para fechar essas brechas, garantindo maior segurança ao sistema financeiro e protegendo a população contra práticas criminosas sofisticadas.

Em nota, a Receita Federal reforçou que não cederá a pressões de qualquer natureza quando o assunto é o enfrentamento ao crime organizado. O órgão alertou ainda que a disseminação de mentiras e fake news não é apenas irresponsável, mas perigosa, pois estimula a ação de golpistas. Sempre que esse tipo de boato ganha força, criminosos passam a enviar mensagens falsas por redes sociais, telefonemas e aplicativos como o WhatsApp, tentando coagir vítimas com ameaças inexistentes ou cobranças indevidas.

Outro aspecto destacado é o interesse financeiro por trás da propagação dessas notícias falsas. Muitas vezes, quem espalha esse tipo de conteúdo se beneficia da monetização gerada pelo engajamento nas redes sociais, lucrando com o medo, a desconfiança e a desinformação. O resultado é um ataque direto à credibilidade do Pix, um sistema reconhecido internacionalmente pela eficiência, segurança e inclusão financeira que proporciona.

Ao reafirmar que não há qualquer tributação ou monitoramento do Pix, a Receita Federal faz um apelo para que a população busque informações em fontes oficiais e desconfie de conteúdos alarmistas. O combate às fake news, segundo o órgão, é fundamental não apenas para proteger o cidadão, mas também para impedir que o crime organizado continue explorando mentiras como ferramenta para aplicar golpes e minar a confiança em políticas públicas e instituições do Estado.

COLUNA POLÍTICA | SILVIO COSTA FILHO PRATICAMENTE CARIMBA VAGA NA MAJORITÁRIA | NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO

SILVIO COSTA FILHO NO SENADO: A TRAJETÓRIA QUE SE CONSOLIDA E REORGANIZA O TABULEIRO POLÍTICO DE PERNAMBUCO

A confirmação da candidatura de Silvio Costa Filho ao Senado Federal por Pernambuco não é apenas mais um movimento no calendário eleitoral de 2026. Trata-se de um gesto político com peso simbólico e prático, que chancela uma trajetória construída com método, paciência e leitura estratégica do poder. Ao longo de quase duas décadas de vida pública, Silvio percorreu todas as esferas institucionais — Câmara Municipal, Assembleia Legislativa, Câmara Federal e Executivo nacional — e agora se apresenta como um nome maduro, testado e central no jogo político do estado. A candidatura não surge por acaso; ela é resultado de acúmulo político, aval do Planalto e necessidade real do campo governista em Pernambuco.

UMA TRAJETÓRIA SEM ATALHOS E COM ACÚMULO POLÍTICO

Silvio Costa Filho construiu sua carreira política passo a passo. Começou como vereador do Recife, amadureceu na Assembleia Legislativa de Pernambuco e ganhou projeção nacional como deputado federal. Em cada etapa, ampliou sua base, fortaleceu alianças e acumulou experiência institucional. Esse percurso completo, cada vez mais raro na política contemporânea, confere a Silvio legitimidade para disputar um cargo de estatura nacional como o Senado, sem a pecha de aventura eleitoral ou improviso.

O MINISTÉRIO DE PORTOS E AEROPORTOS COMO SALTO NACIONAL

A passagem pelo Ministério de Portos e Aeroportos foi determinante para elevar Silvio Costa Filho a outro patamar político. À frente de uma pasta estratégica, ligada diretamente à infraestrutura, logística e desenvolvimento econômico, ele ganhou visibilidade nacional, acesso direto ao núcleo do governo e capacidade concreta de entregar resultados. O cargo o projetou para além das fronteiras de Pernambuco e o reposicionou como liderança com influência real no cenário federal.

O AVAL DE LULA COMO CHANCELA POLÍTICA

A candidatura de Silvio ao Senado teve aval direto do presidente Lula, após consultas internas envolvendo ministros e dirigentes partidários. No núcleo do Planalto, a leitura é clara: Pernambuco exige um nome competitivo, com estrutura, base própria e capacidade de dialogar além do campo tradicional do PT. Silvio se encaixa nesse desenho com precisão. Não é apenas um aliado; é um nome considerado funcional para a estratégia nacional do governo no Nordeste.

UM NOME FORA DO NÚCLEO DURO, MAS DENTRO DO PROJETO

Silvio Costa Filho tem uma característica valorizada nos bastidores: não pertence ao núcleo duro do PT, mas transita com naturalidade na base governista. Essa posição lhe permite dialogar com partidos de centro, lideranças independentes e setores que resistem a candidaturas excessivamente ideologizadas. Para o governo federal, isso significa ampliar o palanque, reduzir resistências e construir uma frente mais ampla em Pernambuco.

PERNAMBUCO NO CENTRO DA ESTRATÉGIA DO PLANALTO

O Planalto trata Pernambuco como estado prioritário no projeto político nacional. O peso eleitoral, a simbologia histórica e a força política local exigem uma candidatura ao Senado que vá além da militância. Silvio surge como resposta a essa necessidade: tem base consolidada, trânsito político e capacidade de agregar apoios diversos. Sua candidatura é vista como uma solução pragmática para uma disputa que promete ser fragmentada e competitiva.

O REPUBLICANOS E A RETOMADA DO PROTAGONISMO MAJORITÁRIO

Internamente, o Republicanos enxerga na candidatura de Silvio uma oportunidade de retomar protagonismo em Pernambuco após sucessivas derrotas em disputas majoritárias. Diferente de projetos simbólicos, Silvio entra na corrida com densidade eleitoral, estrutura partidária e capacidade real de disputar voto a voto. O partido deixa de ocupar papel secundário e passa a ser peça estratégica na composição governista.

O EFEITO DOMINÓ ENTRE OS GRUPOS POLÍTICOS

A entrada oficial de Silvio Costa Filho na disputa ao Senado provocou um efeito imediato nos bastidores. Grupos que ensaiavam candidaturas passaram a recalcular rotas. Lideranças que aguardavam definições foram forçadas a se posicionar. A disputa, antes pulverizada, começa a se reorganizar em torno de um nome que carrega o selo do governo federal e reúne força política própria. Silvio se transforma no eixo central da corrida.

O PALANQUE DE JOÃO CAMPOS E A AMPLIAÇÃO DO CAMPO GOVERNISTA

A candidatura de Silvio já nasce alinhada ao palanque do prefeito do Recife, João Campos, o que amplia significativamente seu alcance político. A composição fortalece o campo governista, cria sinergia entre projetos locais e nacionais e obriga os partidos aliados a redefinirem espaços e prioridades. O Senado passa a ser peça-chave da engenharia eleitoral de 2026 em Pernambuco.

A FORÇA DO INTERIOR E A BASE MUNICIPALISTA

Outro ativo decisivo da candidatura de Silvio Costa Filho é sua relação consolidada com prefeitos e lideranças do interior. Ao longo dos mandatos e da passagem pelo ministério, manteve diálogo frequente com gestores de diferentes partidos. Essa capilaridade garante apoio político real, estrutura de campanha e presença territorial — elementos fundamentais em uma disputa majoritária de dimensão estadual.

O PERFIL DE SENADOR QUE O GOVERNO PRECISA

No núcleo do Planalto, projeta-se um Senado mais funcional a partir de 2027. Silvio Costa Filho é visto como um parlamentar capaz de defender o governo sem radicalismo, com capacidade de articulação e construção de maiorias. Esse perfil, considerado escasso na atual composição da Casa, pesa fortemente a favor de sua candidatura e reforça o interesse do governo federal em vê-lo eleito.

UM NOME QUE FOGE DOS EXTREMOS E AMPLIA O ELEITORADO

Em um ambiente ainda marcado pela polarização, Silvio aposta em um discurso institucional, pragmático e orientado a resultados. Essa postura o aproxima do centro político, do setor produtivo e de eleitores cansados do confronto permanente. A estratégia amplia seu alcance eleitoral e o posiciona como um candidato competitivo também entre indecisos e segmentos menos ideologizados.

SILVIO COMO PEÇA CENTRAL DO FUTURO POLÍTICO DE PERNAMBUCO

Mais do que disputar uma vaga no Senado, Silvio Costa Filho se consolida como um dos principais atores políticos de Pernambuco. Sua candidatura reorganiza forças, redefine alianças e projeta influência para além de 2026. Com trajetória consolidada, respaldo do Planalto, base ampliada e presença nos principais palanques do estado, Silvio deixa de ser apenas um nome em ascensão para ocupar, definitivamente, o centro do tabuleiro político pernambucano. É isso!

PV FECHA QUESTÃO E CARIMBA APOIO À REELEIÇÃO DE RAQUEL LYRA EM PERNAMBUCO

Sob a condução do deputado federal Clodoaldo Magalhães, presidente estadual e vice-presidente nacional do Partido Verde, o PV deu um passo decisivo no xadrez político pernambucano ao reafirmar, de forma pública e contundente, o apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra. O gesto consolida um alinhamento que vai além da conjuntura eleitoral e passa a simbolizar o reconhecimento de um modelo de gestão que, segundo a legenda, devolveu planejamento, execução e sensibilidade social ao Governo de Pernambuco.

O que antes era marcado por divergências internas e cautela política deu lugar a uma leitura mais objetiva dos resultados entregues. Para o PV, a atual gestão rompeu com um ciclo histórico de promessas não cumpridas, obras paralisadas e abandono do interior do estado. A permanência de Raquel Lyra no Palácio do Campo das Princesas é vista como um freio ao retrocesso e uma garantia de continuidade de políticas públicas estruturantes.

Entre os principais símbolos desse novo momento está o Arco Metropolitano, obra aguardada por mais de duas décadas e que finalmente saiu do papel. O projeto é apontado como um divisor de águas para a logística e o desenvolvimento econômico do estado, ao lado das duplicações de rodovias estratégicas e de um amplo programa de infraestrutura viária que conecta regiões produtivas do Litoral ao Sertão. Para o Partido Verde, trata-se de um verdadeiro choque de gestão, capaz de destravar gargalos históricos e impulsionar a economia com responsabilidade.

Na área da educação, o partido destaca avanços considerados concretos e visíveis. A entrega de milhares de ônibus escolares modernos e acessíveis transformou a realidade de estudantes da zona rural, garantindo acesso digno às escolas. Soma-se a isso a construção de creches em ritmo recorde e a requalificação de centenas de unidades de ensino, fortalecendo a base educacional do estado e ampliando oportunidades desde a primeira infância.

O olhar social da governadora também é apontado como um dos pilares que sustentam o apoio verde. A ampliação da rede de segurança alimentar, com a expansão das cozinhas comunitárias, e iniciativas voltadas à saúde da mulher, como a Carreta da Mulher, reforçam uma gestão que, na avaliação do PV, coloca a vida no centro das decisões administrativas.

Outro elo estratégico entre o partido e o governo estadual está nas políticas para a juventude. Com Yanne Teles, indicação do PV, à frente da Secretaria de Criança e Juventude, as Casas das Juventudes ganharam protagonismo e passaram a funcionar como verdadeiros polos de inclusão, formação e capacitação profissional. O partido também destaca o maior programa habitacional dos últimos anos, com a entrega contínua de moradias populares, além das reformas estruturais de hospitais de referência, como o Otávio de Freitas e o Agamenon Magalhães.

Diante desse conjunto de ações, Clodoaldo Magalhães afirma que o apoio do Partido Verde não é circunstancial, mas resultado de uma avaliação política e administrativa consistente. Para ele, Pernambuco vive um momento de reconstrução com bases sólidas. “Apoiar Raquel Lyra é reconhecer uma governadora que cumpre o que promete, que transformou o estado em um grande canteiro de obras e oportunidades. Para o PV, a reeleição de Raquel representa um compromisso ético com a continuidade de um Pernambuco mais justo, sustentável e verdadeiramente voltado para o seu povo”, ressaltou.

Com a decisão, o PV sinaliza que seguirá atuando como aliado estratégico do governo estadual, defendendo um projeto que une desenvolvimento, responsabilidade ambiental e justiça social como pilares para o futuro de Pernambuco.

CAIO AMORIM ENTRA NO JOGO POLÍTICO EM QUIPAPÁ E DECLARA APOIO A GUSTAVO GOUVEIA

O cenário político de Quipapá ganhou um novo e relevante capítulo nesta quarta-feira (14). Empresário conhecido na cidade e com forte atuação no setor produtivo local, Caio Amorim anunciou publicamente seu apoio ao deputado estadual Gustavo Gouveia, marcando sua entrada definitiva no debate político municipal e estadual.

A decisão de Caio não se limita a uma simples declaração. O jovem empresário afirmou que estará presente nas ruas, dialogando com a população e participando ativamente da campanha de Gustavo Gouveia no município. A iniciativa sinaliza um movimento estratégico que vai além do atual processo eleitoral, projetando novos alinhamentos e lideranças para os próximos anos em Quipapá.

Com perfil empreendedor e trânsito entre diferentes segmentos da sociedade, Caio Amorim passa a ser visto como um nome em ascensão na política local. Seu posicionamento reforça a base de apoio de Gustavo Gouveia na Mata Sul e amplia o alcance do deputado em um município considerado estratégico na região.

Além disso, o anúncio fortalece especulações já recorrentes nos bastidores da política local. O nome de Caio Amorim vem sendo lembrado como possível candidato à Prefeitura de Quipapá nas eleições de 2028, o que confere ainda mais peso ao seu engajamento neste momento. A movimentação indica que o empresário começa a construir, desde já, capital político e alianças que podem ser decisivas no futuro.

Caio Amorim também carrega um histórico familiar ligado à política regional. Ele é irmão de Juninho Amorim, ex-prefeito de São Benedito do Sul, o que reforça sua familiaridade com o ambiente político e administrativo, além de ampliar sua rede de articulação na Mata Sul pernambucana.

O apoio declarado a Gustavo Gouveia, portanto, não apenas consolida uma parceria política, mas também posiciona Caio Amorim como um novo ator a ser observado com atenção no tabuleiro político de Quipapá e da região nos próximos anos.

FISCALIZAÇÃO NA PONTE GIRATÓRIA REVELA PROBLEMAS E ACENDE EMBATE ENTRE VEREADOR E PREFEITURA DO RECIFE

A recém-inaugurada Ponte Giratória, um dos cartões-postais do Centro do Recife, voltou ao centro do debate público nesta quarta-feira (14) após uma fiscalização inusitada realizada pelo vereador Eduardo Moura (NOVO). Em uma ação transmitida ao vivo pelas redes sociais, o parlamentar decidiu avaliar a estrutura por um ângulo pouco explorado: a parte inferior da ponte, acessível apenas por via fluvial.

Para isso, Moura alugou uma embarcação do tipo baiteira no Cais do Marco Zero e percorreu toda a extensão da ponte observando a estrutura por baixo, área invisível para quem trafega diariamente pelo local. As imagens captadas durante a fiscalização mostraram, segundo o vereador, uma série de falhas estruturais, como ferragens expostas, rachaduras no concreto, infiltrações, vazamentos contínuos e a ausência de um sistema adequado de drenagem da água da chuva.

Durante a transmissão, um dos momentos que mais chamou atenção foi quando Moura tocou em uma fissura com ferragem aparente e um fragmento de concreto se desprendeu, caindo em sua mão. O episódio foi usado pelo parlamentar para reforçar a crítica de que a obra teria sido entregue de forma apressada e sem o devido acabamento técnico.

De acordo com o vereador, os problemas já haviam sido identificados em uma fiscalização anterior, realizada no dia 31 de dezembro, poucos dias após a inauguração oficial. Na avaliação dele, a intervenção da Prefeitura do Recife se limitou, em alguns pontos, a aplicações superficiais de tinta emborrachada, numa tentativa de ocultar falhas mais profundas da estrutura. Moura também criticou o fato de a ponte, construída sobre um rio, não contar com um sistema eficiente de escoamento da água, o que, segundo ele, pode sobrecarregar a rede de saneamento da região.

A obra da Ponte Giratória teve início em 2023 e tinha previsão de conclusão para fevereiro de 2024. No entanto, a entrega só ocorreu em 23 de dezembro, às vésperas do fim do ano. O orçamento inicial, estimado em R$ 9,4 milhões, passou por aditivos contratuais e chegou a aproximadamente R$ 14 milhões, valor que continua sendo questionado pelo parlamentar. Moura afirma que, apesar do alto custo, a obra não foi entregue em condições satisfatórias.

Em tom duro, o vereador cobrou explicações diretas do prefeito João Campos (PSB), sugerindo que a inauguração da ponte teve viés eleitoral e que os problemas estruturais colocam em xeque o discurso oficial de segurança e qualidade da intervenção. Ele também afirmou que continuará fiscalizando obras públicas no Recife, mesmo diante de possíveis tentativas de impedir sua atuação.

A Prefeitura do Recife ainda não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias apresentadas durante a fiscalização. Enquanto isso, as imagens e declarações do vereador repercutem nas redes sociais e reacendem o debate sobre a qualidade das obras públicas, os custos envolvidos e a transparência na execução de grandes projetos urbanos na capital pernambucana.

BETH GOULART DÁ VOZ, CORPO E FÉ A MARIA NA PAIXÃO DE CRISTO 2026 EM NOVA JERUSALÉM

Interpretar Maria, a mãe de Jesus, é mais do que um papel para Beth Goulart. É, nas palavras da própria atriz, um chamado de amor. Convidada para integrar o elenco da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém 2026, ela assume uma das figuras mais simbólicas do cristianismo em um espetáculo que une grandiosidade cênica, emoção popular e espiritualidade a céu aberto, no agreste pernambucano.

Em meio às muralhas e cenários monumentais da cidade-teatro de Nova Jerusalém, Beth participou nesta semana das gravações dos filmes promocionais do espetáculo e compartilhou a intensidade da experiência. Para a atriz, viver Maria é uma oportunidade rara de unir arte e fé, celebrando a força do feminino, a entrega materna e a devoção cristã que atravessa séculos e culturas. A construção da personagem, segundo ela, passa por vivências muito pessoais: sua trajetória como mãe, como avó e, sobretudo, a memória afetiva e espiritual deixada por sua própria mãe.

A estreia de Beth Goulart no palco itinerante de Nova Jerusalém carrega um significado especial. Acostumada aos teatros tradicionais e às câmeras da televisão, ela destaca o impacto de atuar sob o céu aberto, cercada pela natureza e por uma plateia que vive o espetáculo como um verdadeiro ato de fé. Para a atriz, a experiência transcende o teatro convencional. É comunhão. É presença. É sentir, ao mesmo tempo, a energia da terra, do céu e das estrelas acompanhando cada cena.

Ao lado de Dudu Azevedo, que dará vida a Jesus, Beth promete uma entrega carregada de emoção e verdade cênica. A parceria entre Maria e Jesus, centro dramático da Paixão, ganha ainda mais força com a sensibilidade dos intérpretes. O elenco principal conta também com Marcelo Serrado no papel de Pilatos e Carlo Porto como Herodes, reunindo nomes de peso para uma das maiores encenações ao ar livre do mundo.

A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém 2026 será apresentada de 28 de março a 4 de abril, no distrito de Fazenda Nova, em Brejo da Madre de Deus. Reconhecido internacionalmente, o espetáculo atrai milhares de visitantes todos os anos e transforma o agreste pernambucano em palco de fé, cultura e turismo religioso.

Os ingressos já estão à venda e podem ser adquiridos no site oficial do evento: https://www.novajerusalem.com.br.

TRUMP CONGELA VISTOS DE IMIGRANTES PARA 75 PAÍSES, INCLUINDO BRASIL, IRÃ E RÚSSIA: MEDIDA DRÁSTICA ATINGE MIGRAÇÃO LEGAL NOS EUA

O governo do presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (14) a suspensão indefinida do processamento de vistos de imigrantes para cidadãos de 75 países, entre os quais estão o Brasil, Irã, Rússia, Afeganistão, Somália e Iraque. A informação foi inicialmente divulgada pela Fox News e confirmada por órgãos de imprensa internacionais.

Segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos, a interrupção entrará em vigor no dia 21 de janeiro e permanecerá enquanto o governo americano reavalia os critérios usados para conceder vistos de residência permanente a estrangeiros.

A justificativa oficial é restringir a entrada de imigrantes que possam depender de benefícios sociais ou assistência pública após chegar aos EUA — a chamada regra do “public charge” (ônus público). Autoridades afirmam que a pausa ajudará a revisar procedimentos de triagem e impedirá que novos imigrantes “se tornem um encargo para o povo americano”.

A lista completa de países ainda não foi oficialmente publicada pelo governo, mas relatórios internacionais indicam que ela inclui uma ampla gama de nações na África, Ásia, Europa Oriental, além de países da América Latina como o Brasil.

Importante destacar que a suspensão atinge apenas vistos de imigrantes — aqueles que permitem residir e trabalhar permanentemente nos Estados Unidos. Vistos de curto prazo, como os de turismo, negócios ou estudantes, não são afetados por esta medida, segundo o Departamento de Estado.

A decisão marca uma das mais amplas restrições migratórias dos últimos anos, ampliando uma política que já vinha endurecendo critérios desde o retorno de Trump à Presidência em 2025. Observadores internacionais avaliam que a medida pode ter impactos significativos em famílias, trabalhadores estrangeiros e relações diplomáticas com países afetados. L

Organizações de direitos humanos e especialistas em imigração criticaram a suspensão, alegando que ela penaliza injustamente migrantes e pode separar famílias. Já defensores da política afirmam que ela é necessária para proteger o sistema de bem-estar social dos EUA. 

A falta de um comunicado oficial detalhado e a ampla gama de países envolvidos fazem com que muitos governos e consulados ainda busquem esclarecimentos sobre como a medida será implementada na prática nos próximos dias e semanas.

Esse congelamento de vistos pode, portanto, redefinir as expectativas de milhares de brasileiros e cidadãos de outros países que desejam imigrar legalmente para os Estados Unidos nos próximos meses.