quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

FESTIVAL PERNAMBUCO MEU PAÍS VERÃO TRANSFORMA CULTURA EM MOTOR DO TURISMO E LEVA HOTÉIS À LOTAÇÃO MÁXIMA NO LITORAL SUL

O Festival Pernambuco Meu País Verão volta a mostrar força como um dos principais instrumentos de dinamização do turismo e da economia criativa em Pernambuco. Ao desembarcar em São José da Coroa Grande, entre os dias 16, 17 e 18 de janeiro de 2026, o evento projeta uma ocupação hoteleira de 95,75%, número que praticamente esgota a capacidade da rede local e confirma o impacto direto da cultura sobre a economia regional. Os dados são do Setor de Estudos e Pesquisas (SEP) da Empetur, que acompanha de perto os reflexos do festival nos destinos que integram sua rota.

Realizado na Praça Constantino Gomes, no coração do município, o festival vai além da programação artística. Ele reposiciona São José da Coroa Grande no mapa do turismo estadual em plena alta estação, estimulando a circulação de visitantes, aquecendo bares, restaurantes, comércio informal e serviços ligados ao lazer e à hospitalidade. Para o trade turístico, o evento representa previsibilidade, aumento de receita e geração de empregos temporários, além de fortalecer a imagem do destino junto ao público pernambucano e regional.

A edição de verão reforça um histórico já consolidado de resultados positivos. Antes de chegar ao Litoral Sul, o Pernambuco Meu País registrou índices elevados de ocupação hoteleira em diferentes regiões do estado. Em Camaragibe, na Região Metropolitana, a taxa chegou a 92,50% entre os dias 5 e 7 de dezembro de 2025. Em Jaboatão dos Guararapes, no fim do ano, o festival impulsionou a ocupação para 90,83% entre 29 e 31 de dezembro. Já no Recife, mesmo com uma rede hoteleira mais ampla e diversificada, o evento contribuiu para uma taxa expressiva de 74,16% no período de 12 a 14 de dezembro.

Para o secretário estadual de Turismo e Lazer, Kaio Maniçoba, os números refletem uma política pública que entende a cultura como vetor estratégico de desenvolvimento. Segundo ele, o festival tem papel decisivo no fortalecimento do fluxo turístico interno e regional. “O Festival Pernambuco Meu País vem fomentando o turismo em todo o nosso estado. É um evento que movimenta a economia e beneficia tanto o turista quanto o povo de São José da Coroa Grande e das cidades vizinhas, que podem participar de um evento multicultural com artistas nacionais e locais”, destacou.

A iniciativa é uma realização do Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura (Secult-PE) e da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), com apoio das prefeituras municipais. O modelo aposta na descentralização das ações culturais, levando grandes eventos para além dos centros tradicionais e promovendo inclusão social, acesso à cultura e fortalecimento das economias locais.

O levantamento que aponta a alta expectativa de ocupação em São José da Coroa Grande foi realizado entre os dias 25 de novembro de 2025 e 13 de janeiro de 2026, ouvindo 38 meios de hospedagem da região. O resultado confirma uma tendência: quando cultura, turismo e planejamento caminham juntos, o impacto ultrapassa os palcos e se espalha por toda a cidade, transformando festivais em verdadeiras engrenagens de desenvolvimento sustentável para Pernambuco.

SALÁRIO MÍNIMO EM ALTA APERTA CONTAS E ACENDE ALERTA NAS PREFEITURAS

O reajuste do salário mínimo previsto para 2026 já provoca apreensão generalizada entre prefeitos de todo o país. Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que a atualização do piso nacional deve gerar um impacto direto de R$ 4,28 bilhões nas contas das prefeituras, valor que começa a ser sentido logo no início do ano, a partir de fevereiro, quando ocorre o pagamento dos salários referentes a janeiro. Para gestores municipais, o aumento representa um desafio adicional em um cenário de receitas pressionadas e despesas obrigatórias cada vez mais elevadas.

O efeito do reajuste, no entanto, não será sentido de forma homogênea. Estados como Minas Gerais, Bahia e Ceará concentram a maior parcela de servidores municipais que recebem até 1,5 salário mínimo, faixa diretamente afetada pela elevação do piso. Juntos, esses três estados respondem por 32% do total de servidores enquadrados nesse recorte em todo o Brasil, o que amplia o peso da medida sobre os cofres locais dessas regiões. Minas Gerais lidera o ranking, com 12,1% desse contingente, seguido pela Bahia, com 10,5%, e pelo Ceará, com 9%.

De acordo com a CNM, o impacto poderia ser significativamente menor se fossem considerados apenas os valores brutos dos salários. Nesse cenário, a conta ficaria em torno de R$ 3,1 bilhões. Contudo, ao serem incluídos os encargos trabalhistas e previdenciários obrigatórios, o custo adicional salta para cerca de R$ 4,2 bilhões, ampliando a pressão sobre os orçamentos municipais e reduzindo a margem de manobra para investimentos e políticas públicas.

O contexto se torna ainda mais delicado quando se observa a evolução do quadro funcional das prefeituras nos últimos anos. Dados da própria Confederação apontam que, desde 2020, o número de servidores municipais cresce de forma contínua, saltando de 6,8 milhões para mais de 8,3 milhões em 2023. Esse inchaço da máquina pública municipal, combinado com a valorização do salário mínimo, cria uma equação difícil de equilibrar, especialmente para cidades de pequeno e médio porte, altamente dependentes de transferências constitucionais.

Para os gestores, o reajuste do salário mínimo é socialmente necessário e cumpre um papel importante na proteção do poder de compra dos trabalhadores. Entretanto, a CNM alerta que, sem medidas compensatórias, revisão de receitas ou maior apoio financeiro da União, o aumento pode comprometer a capacidade das prefeituras de manter serviços essenciais, investir em infraestrutura e honrar outros compromissos obrigatórios. O debate, segundo a entidade, precisa avançar para além do valor do piso, alcançando uma discussão mais ampla sobre o financiamento do municipalismo brasileiro.

RAQUEL LYRA VOLTA AO RECIFE E ACELERA AGENDA EM ANO DECISIVO PARA O GOVERNO

Após um breve recesso ao lado da família na Espanha, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), retornou ao Recife ontem, quarta-feira (14), e imediatamente retomou o ritmo intenso de compromissos administrativos e institucionais. A pausa deu lugar a uma agenda estratégica, marcada pela reorganização interna do governo e pelo reposicionamento político de uma gestão que entra em um período crucial.

Logo no retorno, a governadora passou a se dedicar a despachos no Palácio do Campo das Princesas, alinhando prioridades e ajustando o cronograma de ações para os próximos meses. Um dos compromissos de maior peso institucional ocorre nesta quinta-feira (15), com a presença de Raquel Lyra na posse do novo presidente do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), Carlos Neves. O gesto reforça a relação do Executivo com os órgãos de controle e sinaliza a busca por harmonia entre os poderes em um momento de atenção redobrada à execução das políticas públicas.

A agenda externa ganha força a partir da sexta-feira (16), quando a governadora segue para o Sertão do Pajeú. Em Serra Talhada, Raquel participa da entrega de 902 unidades habitacionais do Residencial Vanete Almeida, uma das maiores ações na área de habitação popular da atual gestão. A iniciativa representa um avanço significativo na redução do déficit habitacional e amplia a presença do Governo do Estado em uma região estratégica do interior pernambucano.

Na sequência, a chefe do Executivo estadual segue para São José da Coroa Grande, no Litoral Sul, onde prestigia mais uma edição do Festival Pernambuco Meu País. O evento, que une cultura, turismo e economia criativa, tem sido utilizado como vitrine das políticas de valorização da identidade cultural pernambucana e de interiorização das ações governamentais, ampliando o alcance das iniciativas para além da Região Metropolitana do Recife.

O retorno de Raquel Lyra acontece em um contexto político sensível. Com 2026 se aproximando como ano eleitoral, o governo entra em uma fase em que cada entrega, inauguração e anúncio assume um peso político ampliado. O desafio passa a ser equilibrar a intensificação das ações administrativas com a leitura atenta do cenário político, onde alianças e apoios tendem a ganhar novos contornos.

A estratégia do Palácio do Campo das Princesas aponta para a aceleração de obras, o fortalecimento do diálogo com prefeitos e a ampliação da interlocução com deputados estaduais, federais e dirigentes partidários. O objetivo é consolidar uma base de sustentação política mais sólida e ampliar o raio de apoio ao projeto político liderado pela governadora.

Neste momento, gestão e política caminham juntas. Cada ação do governo deixa de ser apenas administrativa e passa a carregar significado político, transformando resultados em discurso, obras em ativos eleitorais e presença no território em peça-chave para o futuro do projeto governista em Pernambuco.

SORTEIO NA CCLJ FRUSTRA GOVERNO RAQUEL LYRA E ENTREGA RELATORIAS A OPOSIÇÃO NA ALEPE

Mesmo antes de os projetos chegarem ao plenário, o Governo Raquel Lyra enfrentou mais um revés político na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Além de não deter maioria na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ), a bancada governista saiu derrotada no sorteio que definiu, nesta quarta-feira, os relatores de três matérias consideradas estratégicas e encaminhadas pela governadora para votação durante o período extraordinário convocado pelo Executivo.

Coube à líder do Governo na Casa, deputada Socorro Pimentel (União Brasil), conduzir o sorteio entre os titulares da comissão. A expectativa da base era de, ao menos, garantir a relatoria de algum dos projetos, mas o resultado acabou favorecendo exclusivamente parlamentares da oposição: Sileno Guedes (PSB), Alberto Feitosa (PL) e Waldemar Borges (MDB). A situação se tornou ainda mais sensível para o Palácio do Campo das Princesas porque os três deputados governistas que integram a CCLJ — Antonio Moraes (PP), João Paulo (PT) e Wanderson Florêncio (Solidariedade) — estavam presentes à reunião, enquanto dois dos oposicionistas sorteados sequer compareceram.

O clima ficou mais tenso quando Socorro Pimentel questionou o formato do sorteio. A deputada argumentou que, seguindo a prática habitual da Casa, a escolha deveria se restringir aos titulares presentes no momento da reunião. A contestação, no entanto, foi rebatida pelo deputado Alberto Feitosa, que afirmou não haver previsão regimental que limitasse o sorteio apenas aos parlamentares presentes. Segundo ele, por se tratar de um período extraordinário, optou-se por incluir todos os titulares da comissão, independentemente de estarem ou não em Pernambuco, considerando as dificuldades de deslocamento de alguns deputados.

Com a definição das relatorias, a oposição passa a ocupar posições-chave na tramitação de projetos de alto impacto financeiro e político. Alberto Feitosa será o relator da proposta que altera a destinação do empréstimo de R$ 1,7 bilhão aprovado pela Alepe em dezembro. A intenção do Governo é redirecionar os recursos, antes previstos para obras de infraestrutura, para o Fundo de Desenvolvimento Social. Já o deputado Sileno Guedes ficará responsável pela análise do pedido de empréstimo de R$ 5,2 bilhões junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal, destinado à reestruturação da dívida do Estado. Waldemar Borges, por sua vez, relatará o projeto que autoriza o repasse de recursos do Tribunal de Justiça de Pernambuco ao Poder Executivo.

Um quarto projeto, que trata de mudanças na Lei Orçamentária Anual (LOA), não passará pela CCLJ. A matéria será apreciada pela Comissão de Finanças, presidida pelo deputado Antonio Coelho (União Brasil), mas ainda não há prazo definido para que o colegiado se reúna e delibere sobre o tema, o que adiciona mais incerteza ao calendário do Governo.

Apesar do cenário adverso nas comissões, a líder governista minimizou o impacto político do resultado do sorteio. Em declaração ao blog, Socorro Pimentel reconheceu que torceu para que deputados da base fossem escolhidos, mas ressaltou que, na prática, a correlação de forças na CCLJ já é desfavorável ao Governo. Segundo ela, mesmo que a relatoria estivesse nas mãos de um aliado, a oposição teria maioria para derrotar o Executivo na votação das matérias. “Sabemos que nossa força está no plenário”, afirmou, destacando que é lá que o Governo pretende reverter eventuais derrotas sofridas nas comissões e garantir a aprovação dos projetos considerados essenciais para a gestão estadual.

O episódio evidencia, mais uma vez, a dificuldade do Governo Raquel Lyra em articular maioria nos espaços estratégicos da Assembleia e reforça o protagonismo da oposição no controle do ritmo e do conteúdo das discussões legislativas, ao menos na fase inicial de tramitação das matérias.

RECEITA FEDERAL DESMONTA FAKE NEWS E NEGA QUALQUER TRIBUTAÇÃO OU MONITORAMENTO DO PIX

Diante da nova onda de desinformação que voltou a circular nas redes sociais, a Receita Federal do Brasil foi enfática ao rebater boatos sobre um suposto monitoramento de movimentações financeiras via Pix para fins de tributação. Segundo o órgão, a informação é completamente falsa e distorce princípios básicos da Constituição Federal, que proíbe expressamente a tributação sobre movimentações financeiras. Não existe, portanto, qualquer cobrança de imposto sobre o uso do Pix, tampouco vigilância individualizada de transações realizadas por cidadãos.

A Receita esclarece que a narrativa espalhada de forma deliberada nas plataformas digitais busca gerar pânico financeiro, confusão na população e, sobretudo, atender a interesses do crime organizado. Esse tipo de fake news cria um ambiente de insegurança e descrédito em relação a um dos maiores avanços do sistema financeiro brasileiro, além de abrir espaço para golpes aplicados por criminosos que se aproveitam do medo e da falta de informação.

No centro das mentiras está a Instrução Normativa nº 2.278, de 2025, que vem sendo falsamente apresentada como um instrumento de controle do Pix. Na realidade, a norma apenas estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência que sempre foram exigidas dos bancos tradicionais. A medida não prevê acesso a dados individualizados, não identifica pessoas físicas ou jurídicas e não detalha movimentações financeiras específicas. Trata-se, segundo a Receita, de uma ação técnica e necessária para fortalecer o combate à lavagem de dinheiro e à ocultação de patrimônio.

O órgão lembra que investigações recentes, como a Operação “Carbono Oculto”, demonstraram como algumas fintechs foram utilizadas por organizações criminosas para movimentar recursos ilícitos longe dos mecanismos de fiscalização. A nova instrução normativa surge justamente para fechar essas brechas, garantindo maior segurança ao sistema financeiro e protegendo a população contra práticas criminosas sofisticadas.

Em nota, a Receita Federal reforçou que não cederá a pressões de qualquer natureza quando o assunto é o enfrentamento ao crime organizado. O órgão alertou ainda que a disseminação de mentiras e fake news não é apenas irresponsável, mas perigosa, pois estimula a ação de golpistas. Sempre que esse tipo de boato ganha força, criminosos passam a enviar mensagens falsas por redes sociais, telefonemas e aplicativos como o WhatsApp, tentando coagir vítimas com ameaças inexistentes ou cobranças indevidas.

Outro aspecto destacado é o interesse financeiro por trás da propagação dessas notícias falsas. Muitas vezes, quem espalha esse tipo de conteúdo se beneficia da monetização gerada pelo engajamento nas redes sociais, lucrando com o medo, a desconfiança e a desinformação. O resultado é um ataque direto à credibilidade do Pix, um sistema reconhecido internacionalmente pela eficiência, segurança e inclusão financeira que proporciona.

Ao reafirmar que não há qualquer tributação ou monitoramento do Pix, a Receita Federal faz um apelo para que a população busque informações em fontes oficiais e desconfie de conteúdos alarmistas. O combate às fake news, segundo o órgão, é fundamental não apenas para proteger o cidadão, mas também para impedir que o crime organizado continue explorando mentiras como ferramenta para aplicar golpes e minar a confiança em políticas públicas e instituições do Estado.

COLUNA POLÍTICA | SILVIO COSTA FILHO PRATICAMENTE CARIMBA VAGA NA MAJORITÁRIA | NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO

SILVIO COSTA FILHO NO SENADO: A TRAJETÓRIA QUE SE CONSOLIDA E REORGANIZA O TABULEIRO POLÍTICO DE PERNAMBUCO

A confirmação da candidatura de Silvio Costa Filho ao Senado Federal por Pernambuco não é apenas mais um movimento no calendário eleitoral de 2026. Trata-se de um gesto político com peso simbólico e prático, que chancela uma trajetória construída com método, paciência e leitura estratégica do poder. Ao longo de quase duas décadas de vida pública, Silvio percorreu todas as esferas institucionais — Câmara Municipal, Assembleia Legislativa, Câmara Federal e Executivo nacional — e agora se apresenta como um nome maduro, testado e central no jogo político do estado. A candidatura não surge por acaso; ela é resultado de acúmulo político, aval do Planalto e necessidade real do campo governista em Pernambuco.

UMA TRAJETÓRIA SEM ATALHOS E COM ACÚMULO POLÍTICO

Silvio Costa Filho construiu sua carreira política passo a passo. Começou como vereador do Recife, amadureceu na Assembleia Legislativa de Pernambuco e ganhou projeção nacional como deputado federal. Em cada etapa, ampliou sua base, fortaleceu alianças e acumulou experiência institucional. Esse percurso completo, cada vez mais raro na política contemporânea, confere a Silvio legitimidade para disputar um cargo de estatura nacional como o Senado, sem a pecha de aventura eleitoral ou improviso.

O MINISTÉRIO DE PORTOS E AEROPORTOS COMO SALTO NACIONAL

A passagem pelo Ministério de Portos e Aeroportos foi determinante para elevar Silvio Costa Filho a outro patamar político. À frente de uma pasta estratégica, ligada diretamente à infraestrutura, logística e desenvolvimento econômico, ele ganhou visibilidade nacional, acesso direto ao núcleo do governo e capacidade concreta de entregar resultados. O cargo o projetou para além das fronteiras de Pernambuco e o reposicionou como liderança com influência real no cenário federal.

O AVAL DE LULA COMO CHANCELA POLÍTICA

A candidatura de Silvio ao Senado teve aval direto do presidente Lula, após consultas internas envolvendo ministros e dirigentes partidários. No núcleo do Planalto, a leitura é clara: Pernambuco exige um nome competitivo, com estrutura, base própria e capacidade de dialogar além do campo tradicional do PT. Silvio se encaixa nesse desenho com precisão. Não é apenas um aliado; é um nome considerado funcional para a estratégia nacional do governo no Nordeste.

UM NOME FORA DO NÚCLEO DURO, MAS DENTRO DO PROJETO

Silvio Costa Filho tem uma característica valorizada nos bastidores: não pertence ao núcleo duro do PT, mas transita com naturalidade na base governista. Essa posição lhe permite dialogar com partidos de centro, lideranças independentes e setores que resistem a candidaturas excessivamente ideologizadas. Para o governo federal, isso significa ampliar o palanque, reduzir resistências e construir uma frente mais ampla em Pernambuco.

PERNAMBUCO NO CENTRO DA ESTRATÉGIA DO PLANALTO

O Planalto trata Pernambuco como estado prioritário no projeto político nacional. O peso eleitoral, a simbologia histórica e a força política local exigem uma candidatura ao Senado que vá além da militância. Silvio surge como resposta a essa necessidade: tem base consolidada, trânsito político e capacidade de agregar apoios diversos. Sua candidatura é vista como uma solução pragmática para uma disputa que promete ser fragmentada e competitiva.

O REPUBLICANOS E A RETOMADA DO PROTAGONISMO MAJORITÁRIO

Internamente, o Republicanos enxerga na candidatura de Silvio uma oportunidade de retomar protagonismo em Pernambuco após sucessivas derrotas em disputas majoritárias. Diferente de projetos simbólicos, Silvio entra na corrida com densidade eleitoral, estrutura partidária e capacidade real de disputar voto a voto. O partido deixa de ocupar papel secundário e passa a ser peça estratégica na composição governista.

O EFEITO DOMINÓ ENTRE OS GRUPOS POLÍTICOS

A entrada oficial de Silvio Costa Filho na disputa ao Senado provocou um efeito imediato nos bastidores. Grupos que ensaiavam candidaturas passaram a recalcular rotas. Lideranças que aguardavam definições foram forçadas a se posicionar. A disputa, antes pulverizada, começa a se reorganizar em torno de um nome que carrega o selo do governo federal e reúne força política própria. Silvio se transforma no eixo central da corrida.

O PALANQUE DE JOÃO CAMPOS E A AMPLIAÇÃO DO CAMPO GOVERNISTA

A candidatura de Silvio já nasce alinhada ao palanque do prefeito do Recife, João Campos, o que amplia significativamente seu alcance político. A composição fortalece o campo governista, cria sinergia entre projetos locais e nacionais e obriga os partidos aliados a redefinirem espaços e prioridades. O Senado passa a ser peça-chave da engenharia eleitoral de 2026 em Pernambuco.

A FORÇA DO INTERIOR E A BASE MUNICIPALISTA

Outro ativo decisivo da candidatura de Silvio Costa Filho é sua relação consolidada com prefeitos e lideranças do interior. Ao longo dos mandatos e da passagem pelo ministério, manteve diálogo frequente com gestores de diferentes partidos. Essa capilaridade garante apoio político real, estrutura de campanha e presença territorial — elementos fundamentais em uma disputa majoritária de dimensão estadual.

O PERFIL DE SENADOR QUE O GOVERNO PRECISA

No núcleo do Planalto, projeta-se um Senado mais funcional a partir de 2027. Silvio Costa Filho é visto como um parlamentar capaz de defender o governo sem radicalismo, com capacidade de articulação e construção de maiorias. Esse perfil, considerado escasso na atual composição da Casa, pesa fortemente a favor de sua candidatura e reforça o interesse do governo federal em vê-lo eleito.

UM NOME QUE FOGE DOS EXTREMOS E AMPLIA O ELEITORADO

Em um ambiente ainda marcado pela polarização, Silvio aposta em um discurso institucional, pragmático e orientado a resultados. Essa postura o aproxima do centro político, do setor produtivo e de eleitores cansados do confronto permanente. A estratégia amplia seu alcance eleitoral e o posiciona como um candidato competitivo também entre indecisos e segmentos menos ideologizados.

SILVIO COMO PEÇA CENTRAL DO FUTURO POLÍTICO DE PERNAMBUCO

Mais do que disputar uma vaga no Senado, Silvio Costa Filho se consolida como um dos principais atores políticos de Pernambuco. Sua candidatura reorganiza forças, redefine alianças e projeta influência para além de 2026. Com trajetória consolidada, respaldo do Planalto, base ampliada e presença nos principais palanques do estado, Silvio deixa de ser apenas um nome em ascensão para ocupar, definitivamente, o centro do tabuleiro político pernambucano. É isso!

PV FECHA QUESTÃO E CARIMBA APOIO À REELEIÇÃO DE RAQUEL LYRA EM PERNAMBUCO

Sob a condução do deputado federal Clodoaldo Magalhães, presidente estadual e vice-presidente nacional do Partido Verde, o PV deu um passo decisivo no xadrez político pernambucano ao reafirmar, de forma pública e contundente, o apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra. O gesto consolida um alinhamento que vai além da conjuntura eleitoral e passa a simbolizar o reconhecimento de um modelo de gestão que, segundo a legenda, devolveu planejamento, execução e sensibilidade social ao Governo de Pernambuco.

O que antes era marcado por divergências internas e cautela política deu lugar a uma leitura mais objetiva dos resultados entregues. Para o PV, a atual gestão rompeu com um ciclo histórico de promessas não cumpridas, obras paralisadas e abandono do interior do estado. A permanência de Raquel Lyra no Palácio do Campo das Princesas é vista como um freio ao retrocesso e uma garantia de continuidade de políticas públicas estruturantes.

Entre os principais símbolos desse novo momento está o Arco Metropolitano, obra aguardada por mais de duas décadas e que finalmente saiu do papel. O projeto é apontado como um divisor de águas para a logística e o desenvolvimento econômico do estado, ao lado das duplicações de rodovias estratégicas e de um amplo programa de infraestrutura viária que conecta regiões produtivas do Litoral ao Sertão. Para o Partido Verde, trata-se de um verdadeiro choque de gestão, capaz de destravar gargalos históricos e impulsionar a economia com responsabilidade.

Na área da educação, o partido destaca avanços considerados concretos e visíveis. A entrega de milhares de ônibus escolares modernos e acessíveis transformou a realidade de estudantes da zona rural, garantindo acesso digno às escolas. Soma-se a isso a construção de creches em ritmo recorde e a requalificação de centenas de unidades de ensino, fortalecendo a base educacional do estado e ampliando oportunidades desde a primeira infância.

O olhar social da governadora também é apontado como um dos pilares que sustentam o apoio verde. A ampliação da rede de segurança alimentar, com a expansão das cozinhas comunitárias, e iniciativas voltadas à saúde da mulher, como a Carreta da Mulher, reforçam uma gestão que, na avaliação do PV, coloca a vida no centro das decisões administrativas.

Outro elo estratégico entre o partido e o governo estadual está nas políticas para a juventude. Com Yanne Teles, indicação do PV, à frente da Secretaria de Criança e Juventude, as Casas das Juventudes ganharam protagonismo e passaram a funcionar como verdadeiros polos de inclusão, formação e capacitação profissional. O partido também destaca o maior programa habitacional dos últimos anos, com a entrega contínua de moradias populares, além das reformas estruturais de hospitais de referência, como o Otávio de Freitas e o Agamenon Magalhães.

Diante desse conjunto de ações, Clodoaldo Magalhães afirma que o apoio do Partido Verde não é circunstancial, mas resultado de uma avaliação política e administrativa consistente. Para ele, Pernambuco vive um momento de reconstrução com bases sólidas. “Apoiar Raquel Lyra é reconhecer uma governadora que cumpre o que promete, que transformou o estado em um grande canteiro de obras e oportunidades. Para o PV, a reeleição de Raquel representa um compromisso ético com a continuidade de um Pernambuco mais justo, sustentável e verdadeiramente voltado para o seu povo”, ressaltou.

Com a decisão, o PV sinaliza que seguirá atuando como aliado estratégico do governo estadual, defendendo um projeto que une desenvolvimento, responsabilidade ambiental e justiça social como pilares para o futuro de Pernambuco.

CAIO AMORIM ENTRA NO JOGO POLÍTICO EM QUIPAPÁ E DECLARA APOIO A GUSTAVO GOUVEIA

O cenário político de Quipapá ganhou um novo e relevante capítulo nesta quarta-feira (14). Empresário conhecido na cidade e com forte atuação no setor produtivo local, Caio Amorim anunciou publicamente seu apoio ao deputado estadual Gustavo Gouveia, marcando sua entrada definitiva no debate político municipal e estadual.

A decisão de Caio não se limita a uma simples declaração. O jovem empresário afirmou que estará presente nas ruas, dialogando com a população e participando ativamente da campanha de Gustavo Gouveia no município. A iniciativa sinaliza um movimento estratégico que vai além do atual processo eleitoral, projetando novos alinhamentos e lideranças para os próximos anos em Quipapá.

Com perfil empreendedor e trânsito entre diferentes segmentos da sociedade, Caio Amorim passa a ser visto como um nome em ascensão na política local. Seu posicionamento reforça a base de apoio de Gustavo Gouveia na Mata Sul e amplia o alcance do deputado em um município considerado estratégico na região.

Além disso, o anúncio fortalece especulações já recorrentes nos bastidores da política local. O nome de Caio Amorim vem sendo lembrado como possível candidato à Prefeitura de Quipapá nas eleições de 2028, o que confere ainda mais peso ao seu engajamento neste momento. A movimentação indica que o empresário começa a construir, desde já, capital político e alianças que podem ser decisivas no futuro.

Caio Amorim também carrega um histórico familiar ligado à política regional. Ele é irmão de Juninho Amorim, ex-prefeito de São Benedito do Sul, o que reforça sua familiaridade com o ambiente político e administrativo, além de ampliar sua rede de articulação na Mata Sul pernambucana.

O apoio declarado a Gustavo Gouveia, portanto, não apenas consolida uma parceria política, mas também posiciona Caio Amorim como um novo ator a ser observado com atenção no tabuleiro político de Quipapá e da região nos próximos anos.