sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

FIM DA BALIZA E DA RAMPA MARCA NOVA ERA NA CNH EM PERNAMBUCO E ACENDE DEBATE SOBRE FORMAÇÃO DE CONDUTORES

O processo para conquistar a Carteira Nacional de Habilitação na categoria B já não é mais o mesmo em Pernambuco. Desde o último dia 12 de fevereiro, o Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) retirou oficialmente as provas de baliza e de rampa do exame prático, atendendo às novas diretrizes estabelecidas pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). A mudança está prevista no Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular (MBEDV), publicado no início deste mês, e já está valendo para todos os candidatos avaliados no Estado.

A entrada em vigor da medida coincidiu com o lançamento do novo padrão “CNH do Brasil” em Pernambuco, marcando simbolicamente uma nova fase na política nacional de formação de condutores. A partir dessa data, os exames passaram a seguir o modelo reformulado, sem a exigência das tradicionais manobras de estacionamento entre balizas e de partida em rampa, etapas que historicamente eram vistas como um dos principais desafios para os candidatos.

Apesar da redução nas exigências práticas, o Detran-PE informou que, até o momento, não houve alteração nos valores das taxas cobradas para a realização do exame. Ou seja, mesmo com menos etapas, o custo do processo de habilitação permanece o mesmo, o que também tem sido alvo de questionamentos por parte de candidatos e especialistas.

A flexibilização em Pernambuco acompanha um movimento de alcance nacional. Em dezembro de 2025, o governo federal oficializou novas regras que impactam diretamente o processo de habilitação em todo o país. Entre as mudanças mais debatidas está o fim da exigência de aulas obrigatórias em autoescolas, uma transformação que mexe profundamente com o setor de formação de condutores e com o modelo tradicional de ensino da direção veicular no Brasil.

O tema divide opiniões. Enquanto defensores das novas regras argumentam que as mudanças tornam o acesso à habilitação mais simples e menos burocrático, críticos alertam para possíveis impactos na qualidade da formação e, consequentemente, na segurança viária. Para muitos instrutores e representantes de centros de formação de condutores, a retirada de etapas como baliza e rampa pode reduzir o nível de preparo técnico dos novos motoristas.

Além das alterações no exame prático, outra novidade relevante é a criação da renovação automática e gratuita da CNH para os chamados “bons condutores”. Para ter direito ao benefício, o motorista não pode ter registrado infrações ou pontos na carteira nos últimos 12 meses e deve estar devidamente cadastrado no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). A medida busca incentivar o comportamento responsável no trânsito, premiando quem mantém histórico regular.

Pouco mais de dois meses após a oficialização das novas normas federais, o Detran-PE iniciou a emissão das primeiras carteiras dentro do novo modelo. Pelo menos sete CNHs foram entregues já no dia 12 de fevereiro, em evento realizado na sede da autarquia estadual, marcando oficialmente o início dessa nova fase no Estado.

Com a retirada da baliza e da rampa, Pernambuco passa a integrar o conjunto de unidades da federação que adotam o formato reformulado do exame prático. A mudança, no entanto, está longe de encerrar o debate. Ao contrário, inaugura uma discussão mais ampla sobre o equilíbrio entre acessibilidade ao documento e rigor na formação, em um país onde o trânsito ainda figura entre os principais desafios de segurança pública.

PP DISCUTE SENADO E COLOCA EDUARDO DA FONTE NO CENTRO DAS ARTICULAÇÕES PARA 2026 EM PERNAMBUCO

Em meio ao cenário de intensas movimentações políticas e especulações sobre a corrida ao Senado em Pernambuco, o Partido Progressistas (PP) dá um passo estratégico na próxima segunda-feira (23). A legenda reúne deputados federais, estaduais e pré-candidatos na sede estadual, localizada no bairro do Pina, no Recife, para discutir os rumos da sigla nas eleições de 2026.

O encontro foi convocado pelo deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual da Federação União Progressista. Segundo ele, o objetivo central da reunião é ouvir os membros do partido sobre uma eventual candidatura sua ao Senado Federal. A decisão, conforme reforçou ao blog nesta quinta-feira (19), não será individual.

De acordo com o parlamentar, o momento exige cautela e diálogo interno. Ele destacou que a federação construiu uma base ampla, com candidaturas organizadas em todas as regiões do Estado, e projeta eleger oito deputados federais e 17 estaduais — números que, se confirmados, consolidariam a legenda como uma das principais forças políticas de Pernambuco.

“Com um conjunto político de tamanho tão expressivo, é preciso agir conversando com todo mundo e tomar uma decisão coletiva”, afirmou Eduardo da Fonte, sinalizando que qualquer definição sobre o Senado precisará refletir o posicionamento majoritário do grupo.

Apesar da expectativa em torno de seu nome, o deputado deixou claro que, neste momento, a prioridade estratégica está nas chapas proporcionais. Ele citou o calendário eleitoral como fator determinante para o planejamento político. A primeira data-chave é 4 de abril, quando se encerra a janela partidária; em seguida, 5 de agosto marca o fim das convenções; e, por fim, 4 de outubro será o dia da eleição. Para ele, é fundamental respeitar essa ordem.

“Não podemos colocar uma data na frente da outra. É mais do que justo que essa decisão seja a daqueles que estarão no grupo após a janela partidária”, pontuou, ao defender que a definição sobre o Senado ocorra apenas quando o cenário partidário estiver consolidado.

Nos bastidores, entretanto, há uma avaliação predominante dentro do PP: a manutenção da aliança com a governadora Raquel Lyra. Integrantes da legenda ouvidos sob reserva reforçaram que o partido integra a base do governo desde o início da gestão e que uma eventual ruptura seria vista como incoerente.

“Somos governo desde o início. Não tem como a gente ser base agora e não caminhar com ela na campanha”, afirmou uma das fontes ligadas à direção partidária, indicando que a tendência interna é de alinhamento com o projeto de reeleição da governadora.

Outra liderança revelou que Raquel Lyra estaria pressionando Eduardo da Fonte para que anuncie o quanto antes sua posição em relação à disputa pelo Senado na chapa governista. A leitura é de que a antecipação ajudaria a consolidar alianças e dar clareza ao cenário eleitoral. Ainda assim, aliados do deputado ponderam que a decisão precisa ser amadurecida.

“Ela está certa, mas ele tem o direito de aguardar o melhor momento para decidir”, avaliou um integrante do partido.

A reunião da próxima segunda-feira, portanto, vai além de um simples debate interno. Ela marca o início de uma fase decisiva para o PP em Pernambuco, colocando Eduardo da Fonte no epicentro das articulações que podem redefinir o tabuleiro político estadual para 2026.

ZÉ DE IRMÃ TECA GANHA FORÇA RUMO À ALEPE E CONSOLIDA BASE ENTRE LITORAL NORTE E MATA SUL

A movimentação política em torno da pré-candidatura de Zé de Irmã Teca (PSD) à Assembleia Legislativa de Pernambuco em 2026 começa a ganhar contornos cada vez mais consistentes. Ex-prefeito de Itapissuma, ele chega ao novo projeto respaldado por dois mandatos consecutivos à frente do Executivo municipal, período em que construiu uma imagem de gestor presente, com forte atuação administrativa e habilidade de articulação política.

O capital eleitoral acumulado ao longo desses anos não ficou restrito ao período em que ocupou o cargo. A eleição de seu sucessor, Júnior de Irmã Teca, é apontada por aliados como prova concreta de liderança mantida e capacidade de transferência de votos. No cenário político, fazer o sucessor é considerado um dos indicadores mais claros de força orgânica e coesão de grupo — e, em Itapissuma, o bloco político segue alinhado.

À frente da prefeitura, Júnior de Irmã Teca vem consolidando seu próprio espaço. Apesar da juventude, tem sido citado como gestor eficiente e próximo da população, o que fortalece ainda mais o projeto do ex-prefeito. Em disputas proporcionais, prefeitos bem avaliados costumam desempenhar papel estratégico na mobilização de bases locais, e a dobradinha entre ex-gestor e atual administrador cria um ambiente favorável para a construção de uma candidatura competitiva.

Mas o projeto de Zé não se limita ao Litoral Norte da Região Metropolitana. Na Mata Sul, a articulação avança com o apoio do deputado federal Clodoaldo Magalhães (PV), que possui reduto eleitoral consolidado na região. A aliança amplia o raio de alcance da pré-campanha e abre portas em municípios estratégicos, onde a influência política do parlamentar já está estruturada.

Outro nome que integra essa engrenagem é o ex-prefeito de Água Preta, Noé Magalhães, liderança com histórico de atuação regional e interlocução ativa em cidades da Mata Sul. O apoio reforça a estratégia de interiorização da pré-campanha, criando conexões que extrapolam a base original do pré-candidato.

A construção do projeto para 2026 segue, portanto, em duas frentes: manter sólida a base no Litoral Norte, especialmente em Itapissuma, e expandir presença política no interior do estado. Nos bastidores, aliados avaliam que a combinação entre recall eleitoral, sucessão bem-sucedida e alianças regionais estruturadas coloca Zé de Irmã Teca em posição competitiva na corrida por uma vaga na Assembleia Legislativa.

Com pouco mais de um ano e meio até o pleito, o cenário ainda está em formação. Mas, ao que tudo indica, o ex-prefeito entra na disputa com um ativo importante: a soma entre gestão reconhecida, grupo político coeso e articulação regional em expansão — elementos que, tradicionalmente, pesam na definição das urnas em Pernambuco.

DRILHA DE SÃO JOÃO GOMES PROMETE ARRASTAR MULTIDÃO NO CENTRO DO RECIFE COM ELENCO DE PESO E TRIO EXCLUSIVO DE FORRÓ

O Centro do Recife vai se transformar em um grande arraial fora de época neste domingo (22), quando o cantor pernambucano João Gomes comandará mais uma edição da “Drilha de São João Gomes”. A concentração está marcada para as 11h, na tradicional Rua da Aurora, no bairro da Boa Vista, reunindo fãs de forró, piseiro e música nordestina em um cortejo que promete movimentar a área central da capital pernambucana.

O artista confirmou, nesta quinta-feira (19), novas atrações que reforçam o peso da programação. Entre os nomes já anunciados estão Zé Vaqueiro — previamente divulgado pelo próprio cantor —, Dorgival Dantas, MC Don Juan, Ruan Vaqueiro e Mestrinho. A diversidade do line-up mistura o forró tradicional, o piseiro e o funk, ampliando o alcance do evento e atraindo públicos de diferentes estilos.

A proposta da Drilha é clara: levar o clima do São João para as ruas do Recife em pleno mês de fevereiro. Para isso, o evento contará com um trio elétrico dedicado ao forró, com repertório junino e sucessos que marcaram a trajetória recente de João Gomes, um dos principais nomes da música nordestina na atualidade. A iniciativa reforça a força da cultura popular e a capacidade do artista de mobilizar multidões em eventos gratuitos.

Outro destaque é a presença de Mestrinho, parceiro de João Gomes no projeto “Dominguinho”, que também conta com o cantor Jota.pê. A participação do sanfoneiro adiciona ainda mais autenticidade ao evento, valorizando a sanfona como protagonista do som que embala o público.

Além do aspecto musical, a Drilha de São João Gomes deve provocar impacto direto na economia local. A expectativa é de aumento no fluxo de pessoas na região central, beneficiando ambulantes, comerciantes e trabalhadores informais, repetindo o efeito positivo observado em outros grandes eventos de rua realizados na cidade.

Com um elenco de peso e a promessa de um cortejo animado ao som de muito forró, a Drilha se consolida como um dos eventos mais aguardados do calendário cultural alternativo do Recife, antecipando o espírito junino e reafirmando a força da música nordestina nas ruas da capital pernambucana.

PRÉ-CANDIDATURA DE ALFREDO GOMES AO GOVERNO REDESENHA TABULEIRO POLÍTICO E REACENDE PROJETOS DE TÚLIO, WOLNEY E ZÉ QUEIROZ PARA 2026

O lançamento da pré-candidatura do reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alfredo Gomes, ao Governo de Pernambuco, anunciado nesta quarta-feira (18), ultrapassa os limites de uma disputa majoritária tradicional e se insere em uma engenharia política cuidadosamente calculada para produzir efeitos diretos nas eleições proporcionais de 2026. O movimento, articulado pelo deputado federal Túlio Gadêlha, sinaliza uma tentativa de reorganizar forças, ampliar musculatura partidária e reposicionar lideranças que ficaram fora do Parlamento no último pleito.

Ao lado de mais de 100 professores universitários de diversas regiões do Estado, Alfredo Gomes formalizou filiação à Rede Sustentabilidade, consolidando um núcleo político que pretende disputar os principais cargos em 2026. Além da cabeça de chapa ao Governo, o grupo lançou o nome do ex-deputado federal Paulo Rubem Santiago ao Senado e apresentou uma estrutura inicial com cinco pré-candidatos a deputado federal e 25 a deputado estadual, distribuídos em 15 municípios pernambucanos.

A lógica por trás da movimentação é estratégica: no sistema proporcional brasileiro, o desempenho individual está diretamente atrelado ao volume total de votos da legenda. Assim, a formação de uma chapa competitiva e territorialmente capilarizada torna-se decisiva para a conquista de cadeiras. Nesse cenário, o fortalecimento coletivo pode viabilizar projetos que, isoladamente, enfrentariam maiores obstáculos.

Entre os principais beneficiados de um eventual crescimento da chapa está o ex-deputado federal Wolney Queiroz, que obteve expressiva votação em 2022, mas não conseguiu retornar à Câmara devido ao desempenho global da legenda. Outro nome que pode ganhar novo fôlego é o do ex-prefeito de Caruaru, Zé Queiroz, que mira uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Ambos dependem, fundamentalmente, de um ambiente partidário robusto para converter votos em mandato.

O desenho, no entanto, ainda pode sofrer alterações relevantes. Túlio Gadêlha confirmou que negocia uma possível migração para o Partido Democrático Trabalhista (PDT) e que a decisão sobre permanecer na Rede ou trocar de legenda será tomada até o fim de fevereiro. Caso a mudança se concretize, o deputado deve levar consigo parte significativa dos pré-candidatos proporcionais já alinhados ao projeto, o que reforçaria substancialmente o desempenho eleitoral do PDT no Estado.

A eventual volta de Túlio ao PDT carrega simbolismo político. Apesar de ter deixado a sigla em meio a tensões com o grupo dos Queiroz, uma reaproximação pode representar convergência pragmática de interesses: fortalecer a legenda para ampliar o quociente eleitoral e criar condições concretas para o retorno de Wolney à Câmara Federal e para a consolidação da candidatura de Zé Queiroz à Alepe. Nos bastidores, aliados classificam o movimento como “ganha-ganha”, numa equação em que a ampliação da base beneficia tanto o projeto individual de reeleição de Túlio quanto a recomposição de lideranças tradicionais.

Batizado de “Movimento do Sertão ao Cais: Pernambuco é do Povo”, o grupo se apresenta como alternativa à polarização que hoje se desenha entre a governadora Raquel Lyra, do Partido Social Democrático (PSD), e o prefeito do Recife, João Campos, do Partido Socialista Brasileiro (PSB). A proposta, segundo seus articuladores, é construir um programa de governo com participação popular, ouvindo representantes do Grande Recife e do interior, com foco prioritário em educação, saúde e meio ambiente.

Para além do discurso programático, o cálculo eleitoral é evidente. Ao estruturar uma chapa com candidatura própria ao Governo, nome competitivo ao Senado e dezenas de postulantes ao Legislativo, o grupo busca elevar o patamar de votos da legenda, fator determinante no sistema proporcional. Quanto maior o volume de votos totais, maiores as chances de conversão em cadeiras — e, consequentemente, de sobrevivência política.

Nesse contexto, a pré-candidatura de Alfredo Gomes funciona como peça central de uma engrenagem maior. Mais do que disputar o Palácio do Campo das Princesas, o projeto pretende reorganizar o campo político alternativo no Estado, reposicionar quadros experientes e criar uma base sólida para 2026. O sucesso da estratégia dependerá da consolidação partidária nos próximos meses e da capacidade de transformar mobilização acadêmica e discurso de renovação em densidade eleitoral concreta nas urnas.

CRISE NA CÂMARA DO RECIFE, PSB PEDE CASSAÇÃO DE VEREADOR DO NOVO APÓS GESTO POLÊMICO EM PLENÁRIO

O ambiente político na Câmara Municipal do Recife ganhou novos contornos de tensão após o vereador Chico Kiko, do PSB, protocolar representação na Comissão de Ética solicitando a abertura de processo disciplinar e a cassação do mandato do colega Eduardo Moura, do Partido Novo. O episódio que motivou a ação ocorreu durante a sessão plenária do último dia 10 de fevereiro e rapidamente se espalhou pelas redes sociais por meio de imagens que registraram o momento da controvérsia.

Segundo a denúncia apresentada por Chico Kiko, Moura teria quebrado o decoro parlamentar ao fazer um gesto interpretado como ofensivo — a colocação simbólica de “chifres” sobre a cabeça do socialista — enquanto o plenário acompanhava um debate. Para o vereador do PSB, a atitude ultrapassou os limites da divergência política e configurou desrespeito pessoal e institucional, justificando a abertura de procedimento disciplinar.

Além da representação na Comissão de Ética, Chico Kiko também levou o caso à Justiça Comum, ampliando o alcance da disputa. Nos bastidores, aliados do socialista avaliam que é preciso estabelecer um freio a comportamentos considerados incompatíveis com a liturgia do cargo, sobretudo em um ambiente que deve prezar pelo debate democrático e pela civilidade.

Eduardo Moura, por sua vez, reconheceu que sua postura foi inadequada e pediu desculpas públicas ao colega. Em sua versão dos fatos, o gesto teria sido uma reação impulsiva ao que classificou como uma tentativa deliberada de Chico Kiko de se posicionar entre ele e o líder do Governo Municipal, Samuel Salazar, durante a sessão. Moura alegou que o posicionamento do socialista teria sido estratégico para impedir que as câmeras registrassem sua manifestação de discordância em relação ao discurso do governista.

Mesmo com o pedido de desculpas, Chico Kiko afirmou não aceitar a retratação, sustentando que a gravidade do ato exige uma resposta formal da Casa. A situação coloca Eduardo Moura no centro de um processo que pode ter desdobramentos significativos, sobretudo porque a base governista detém maioria ampla no Legislativo recifense, o que pode influenciar o andamento e o resultado da análise na Comissão de Ética.

Ainda assim, parlamentares da oposição apostam no chamado “espírito de corpo” do Legislativo, tradição que historicamente tende a evitar punições extremas como a cassação de mandato, especialmente quando o fato não envolve questões administrativas ou financeiras, mas sim conflitos políticos e comportamentais.

O caso reacende o debate sobre os limites da atuação parlamentar, o papel das redes sociais na amplificação de episódios internos e a responsabilidade institucional dos eleitos diante da opinião pública. Enquanto a Comissão de Ética se prepara para avaliar a admissibilidade da representação, o episódio reforça o clima de polarização na Câmara do Recife e promete movimentar os bastidores políticos nas próximas semanas.

MORRE NO RECIFE O EX-PREFEITO NÊGO NOVAES E DEIXA MARCA DE PROXIMIDADE COM O POVO

A cidade de Floresta amanheceu sob o peso da tristeza após a confirmação da morte do ex-prefeito Nêgo Novaes, ocorrida na noite desta quarta-feira (18), no Recife. A notícia se espalhou rapidamente e provocou forte comoção entre familiares, amigos, lideranças políticas e moradores do município sertanejo, onde ele construiu uma trajetória marcada pela presença constante junto à população.

Figura conhecida na política local, Nêgo Novaes teve sua história pública entrelaçada com o desenvolvimento de Floresta. Ao longo de sua atuação, consolidou a imagem de gestor acessível, reconhecido pela capacidade de diálogo e pelo compromisso com as demandas da comunidade. Para muitos florestanos, sua liderança ia além das decisões administrativas: representava escuta, acolhimento e atenção às necessidades mais urgentes, sobretudo das camadas mais vulneráveis da população.

Durante sua passagem pela Prefeitura, priorizou ações voltadas ao fortalecimento dos serviços públicos e ao cuidado com as pessoas, deixando um legado que, segundo aliados e contemporâneos, se traduz em obras, iniciativas e, principalmente, relações humanas construídas ao longo dos anos. Sua atuação política foi descrita por correligionários como firme, mas sempre pautada pelo respeito e pela busca de consensos em favor do município.

A morte do ex-prefeito encerra um capítulo significativo da história política de Floresta. Em nota de pesar, diversas manifestações destacaram não apenas o gestor, mas o homem que cultivava amizades e mantinha laços estreitos com a população. A frase que circulou nas homenagens — “Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós, deixando a semente da humanidade plantada em nossos corações” — resume o sentimento compartilhado por muitos que conviveram com ele.

O clima na cidade é de luto e reconhecimento. Moradores recordam episódios de proximidade, visitas às comunidades e o estilo simples que marcou sua trajetória. Para familiares e amigos, permanece a memória de alguém que dedicou grande parte da vida ao serviço público e ao bem-estar coletivo.

Neste momento de dor, a população se une em solidariedade à família, reafirmando a gratidão pelo trabalho prestado. Floresta se despede de um ex-prefeito, mas mantém viva a lembrança de um homem cuja história ficou profundamente ligada à identidade e ao cotidiano do município.

LUTO EM ALTINHO: MORRE AOS 46 ANOS A EX-VEREADORA ISABELLA CÁSSIA DE OMENA

O município de Altinho, no Agreste pernambucano, amanheceu de luto neste sábado (14) com a notícia da morte da ex-vereadora Isabella Cássia de Omena, aos 46 anos. Ela estava internada, mas, até o momento da última atualização desta reportagem, a causa do falecimento não havia sido divulgada oficialmente pela família ou por fontes médicas.

Figura conhecida no cenário político local, Isabella construiu sua trajetória pública com atuação marcante na Câmara Municipal, onde exerceu mandato e participou ativamente de debates considerados estratégicos para o desenvolvimento da cidade. Durante sua passagem pelo Legislativo, dedicou-se a pautas voltadas à área social, acompanhando de perto demandas da população e defendendo políticas públicas com foco no fortalecimento da gestão municipal.

Sua atuação parlamentar ficou especialmente associada à defesa de iniciativas direcionadas às mulheres, tema que ganhou espaço em sua agenda política e contribuiu para ampliar discussões sobre igualdade, participação feminina e políticas de proteção no âmbito local. Ao longo dos anos, Isabella tornou-se uma das vozes femininas de referência na política altinense, consolidando um legado de participação ativa e posicionamento firme em plenário.

A notícia de sua morte provocou forte comoção entre lideranças políticas, ex-colegas de parlamento e moradores da cidade. Mensagens de pesar começaram a circular ainda nas primeiras horas do dia, destacando não apenas sua atuação pública, mas também sua presença constante nos debates e sua proximidade com a comunidade.

Até o fechamento desta matéria, informações sobre velório e sepultamento ainda não haviam sido oficialmente confirmadas. A expectativa é de que familiares divulguem nas próximas horas os detalhes das cerimônias de despedida.

Com sua partida precoce, Altinho perde uma personalidade que integrou a história recente do Legislativo municipal e que participou ativamente da construção de debates relevantes para o futuro da cidade.