sábado, 18 de julho de 2026

QUEM É O DONO DA RUA? ATACADISTA FECHA CALÇADAS, OCUPA VIAS E DESAFIA REGRAS NA CEAGA DE GARANHUNS

Todos os dias a redação do Blog do Edney recebe denúncias da população. Algumas são pontuais. Outras, porém, tornam-se repetitivas. É exatamente o caso das reclamações envolvendo um grande atacado de alimentos instalado na CEAGA de Garanhuns.

Ninguém questiona a importância da empresa. Ela gera empregos, movimenta a economia, atrai consumidores e tem papel relevante no comércio da cidade. Isso merece reconhecimento. Mas nenhuma empresa, por maior que seja, recebe um salvo-conduto para transformar espaço público em extensão de seu patrimônio privado.

Segundo relatos encaminhados ao Blog do Edney, acompanhados de fotografias, a situação se repete principalmente aos sábados, quando o movimento na Central de Abastecimento é intenso. O estabelecimento, conforme as denúncias, utiliza caminhões, carretas, veículos particulares, carrinhos de supermercado e até correntes para impedir a circulação de pedestres e restringir o acesso em frente ao empreendimento, que ocupa praticamente todo um quarteirão.

As reclamações vão além da obstrução das calçadas. Feirantes e frequentadores afirmam que caminhões e carretas são posicionados sem qualquer respeito ao sentido da via, ocupando espaços de forma irregular, criando transtornos para motoristas, comerciantes e clientes que apenas tentam circular pela CEAGA.

Um dos relatos mais graves recebidos pela reportagem afirma que, em determinada ocasião, o empresário teria utilizado uma empilhadeira para retirar um veículo que estava estacionado em um local considerado "proibido" por ele próprio. Se o fato realmente ocorreu, trata-se de uma situação extremamente preocupante. A definição sobre onde se pode ou não estacionar cabe exclusivamente aos órgãos competentes de trânsito, nunca a particulares.

É justamente aí que surge a pergunta que ecoa entre comerciantes e consumidores: afinal, quem manda nas ruas da CEAGA?

Rua é pública. Calçada é pública. O direito de ir e vir pertence ao cidadão, e não ao empresário, independentemente do tamanho da empresa ou do número de empregos que ela gere. Desenvolvimento econômico não pode servir de argumento para relativizar o cumprimento da lei.

Diante da recorrência das denúncias, é indispensável que a Autarquia Municipal de Segurança, Trânsito e Transportes (AMSTT) intensifique a fiscalização na área. Se há irregularidades, elas precisam ser corrigidas. Se não há, cabe ao órgão esclarecer a população. O que não pode acontecer é a sensação de que existem regras para alguns e privilégios para outros.

O Blog do Edney registra as reclamações recebidas e reforça que permanece aberto para ouvir todos os lados. Caso a empresa citada queira se manifestar sobre as denúncias, o espaço permanece à disposição para a publicação de sua versão dos fatos.

Porque em uma cidade organizada, quem determina as regras do trânsito não é o poder econômico. É a lei.

QUIRINO ACIONA O SANTA CRUZ NA JUSTIÇA E COBRA MAIS DE R$ 1,1 MILHÃO; CASO EXPÕE NOVA CRISE NOS BASTIDORES DO CLUBE

Mesmo vivendo um bom momento dentro de campo na disputa da Série C do Campeonato Brasileiro, o Santa Cruz voltou a enfrentar um problema que há anos acompanha sua realidade: as dificuldades financeiras. O atacante Quirino ingressou na Justiça do Trabalho com um pedido de rescisão indireta do contrato e cobra do Tricolor do Arruda um montante superior a R$ 1,1 milhão, em um processo que pode resultar na sua saída imediata do clube.

A ação trabalhista foi protocolada no último dia 4 de julho e solicita, em caráter liminar, a rescisão do vínculo empregatício, além da liberação do registro federativo para que o atleta possa defender outra equipe ainda nesta temporada.

O fato chama atenção porque, mesmo com o processo em andamento, Quirino seguiu normalmente integrado ao elenco coral. Na vitória por 2 a 1 sobre o Barra-SC, fora de casa, pela Série C, o atacante foi titular e marcou um dos gols da partida, demonstrando que a disputa jurídica ainda não afetou sua participação dentro das quatro linhas.

No processo, Quirino cobra R$ 1.149.752,61, valor que reúne uma série de direitos trabalhistas e indenizações. Entre os itens estão salários atrasados, direitos de imagem não pagos, depósitos de FGTS que, segundo a defesa, deixaram de ser realizados, verbas rescisórias, décimo terceiro salário, cláusula compensatória desportiva e outros encargos previstos na legislação.

Segundo os advogados do jogador, o Santa Cruz estaria devendo o salário referente ao mês de maio, três meses de pagamento dos direitos de imagem — relativos a fevereiro, abril e maio —, além de dois meses de auxílio-moradia.

Outro ponto considerado grave na ação diz respeito ao contrato de direitos de imagem. A defesa sustenta que o documento nunca foi entregue ao atleta devidamente assinado e que teria sido utilizado apenas como mecanismo para reduzir encargos trabalhistas, situação que, segundo a petição, poderia caracterizar fraude na relação contratual.

Até o momento, o Santa Cruz não se pronunciou oficialmente sobre o processo. Nos bastidores, entretanto, a informação é de que a diretoria trabalha para tentar um entendimento com o atacante e evitar sua saída justamente em um momento importante da campanha na Série C.

O episódio reacende um velho fantasma na história recente do clube. Embora o Santa Cruz viva uma fase positiva esportivamente e mantenha boas perspectivas na competição nacional, as questões financeiras continuam surgindo como um obstáculo para a estabilidade da equipe. Casos envolvendo atrasos salariais, direitos de imagem e disputas judiciais já marcaram diferentes gestões e seguem comprometendo o planejamento do Tricolor.

Agora, caberá à Justiça do Trabalho analisar o pedido de liminar apresentado pela defesa de Quirino. Caso a rescisão indireta seja concedida, o atacante ficará livre para assinar com outro clube, enquanto o Santa Cruz poderá enfrentar mais um impacto financeiro e esportivo em meio à temporada.

Com informações do ge.

NOVO POLO DE GASTRONOMIA PROMETE SER UM DOS GRANDES DESTAQUES DO 34º FIG EM GARANHUNS

O 34º Festival de Inverno de Garanhuns chega com mais uma novidade para o público apaixonado pela boa culinária. O tradicional Polo de Gastronomia ganhou um novo endereço e, nesta edição, funcionará no Parque Euclides Dourado, ampliando o espaço para receber moradores e turistas em uma programação totalmente gratuita entre os dias 18 e 25 de julho.

Sempre a partir das 15h, o polo reunirá chefs renomados, oficinas, demonstrações culinárias e experiências gastronômicas que valorizam os sabores de Pernambuco e de outros estados, transformando a gastronomia em mais um importante atrativo do maior festival multicultural do Estado.

A programação foi pensada para agradar diferentes públicos, passando por temas como cafés especiais do Agreste e Sertão, doces tradicionais, harmonização de vinhos e queijos, patrimônio gastronômico pernambucano e receitas que unem cultura, identidade e inovação. A iniciativa reforça o papel do FIG como um evento que vai muito além da música, promovendo também a valorização da culinária regional e incentivando a troca de conhecimentos entre profissionais e amantes da gastronomia.

Um dos momentos mais aguardados será a oficina "Fogo, Técnica e Doçura", conduzida pelos chefs Beethoven Picuí, da Paraíba, e Andreza Luísa, de Minas Gerais. Dividida em três módulos, a atividade será realizada nos dias 21, 22 e 23 de julho e promete apresentar técnicas modernas aliadas à criatividade e aos sabores da cozinha brasileira.

A abertura da programação acontece no dia 18 de julho com a oficina "Bolo Souza Leão: Tradição e Salvaguarda", ministrada pelo chef Rodrigo Rossetti Veloso. Nos dias seguintes, o público poderá conferir experiências dedicadas aos cafés pernambucanos, harmonização de vinhos, queijos e sobremesas, gastronomia inspirada na literatura, pratos à base de macaxeira, bebidas tradicionais do Estado e o clássico Bolo de Noiva, reconhecido como patrimônio gastronômico de Pernambuco.

O encerramento, no dia 25 de julho, ficará por conta da premiada chef Dona Carmen Virgínia, um dos principais nomes da gastronomia brasileira, fechando a programação em grande estilo.

Com novo espaço, chefs de destaque e uma programação diversificada, o Polo de Gastronomia chega fortalecido ao 34º Festival de Inverno de Garanhuns e deve atrair grande público durante todos os dias de atividades, consolidando-se como um dos polos mais saborosos e concorridos do FIG.

PIX VIRA BANDEIRA DE SOBERANIA: LULA REAGE À PRESSÃO DOS EUA E MANDA RECADO SOBRE O FUTURO DO SISTEMA BRASILEIRO

A escalada da crise diplomática e comercial entre Brasil e Estados Unidos ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (17). Em meio às repercussões das tarifas impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump sobre produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu colocar o Pix no centro do debate e transformá-lo em símbolo da soberania nacional.

Sem rodeios, Lula garantiu que o sistema de pagamentos instantâneos permanecerá como foi concebido pelo Banco Central: público, gratuito para pessoas físicas e acessível a todos. "O Pix é do povo brasileiro. É público, é de graça e vai continuar assim", afirmou o presidente durante agenda oficial, deixando claro que o governo não aceitará qualquer tipo de pressão externa que ameace um dos maiores casos de sucesso da inovação financeira do país.

Embora o Pix não seja alvo direto das tarifas anunciadas por Washington, sua inclusão no discurso presidencial não foi por acaso. Nos bastidores, o governo avalia que o sistema brasileiro incomoda grandes empresas internacionais de meios de pagamento por oferecer transferências instantâneas sem cobrança de tarifas aos usuários, reduzindo significativamente a dependência de cartões de crédito e outras plataformas privadas.

Criado em 2020 pelo Banco Central, o Pix mudou a forma como brasileiros movimentam dinheiro. Hoje, é utilizado por milhões de pessoas diariamente para pagar contas, fazer compras, transferir recursos e até receber salários, tornando-se referência mundial em pagamentos digitais. Diversos países estudam modelos inspirados na experiência brasileira.

A fala de Lula ocorre justamente quando o governo tenta construir uma narrativa de defesa dos interesses nacionais diante da ofensiva comercial dos Estados Unidos. Ao associar o Pix à soberania brasileira, o presidente amplia o alcance político da disputa e reforça a mensagem de que determinados ativos estratégicos do país não estarão sujeitos a pressões internacionais.

No Palácio do Planalto, a avaliação é de que a crise com Washington vai muito além das tarifas de importação. O governo enxerga um ambiente de crescente disputa por mercados, tecnologias e influência econômica, cenário em que o Brasil busca preservar instrumentos considerados essenciais para sua autonomia financeira.

Enquanto isso, a equipe econômica acompanha atentamente os desdobramentos do conflito. O governo estuda medidas para responder às tarifas norte-americanas sem comprometer o comércio bilateral, mantendo abertos os canais diplomáticos, mas sinalizando que poderá recorrer aos mecanismos previstos na Organização Mundial do Comércio e à Lei da Reciprocidade Econômica.

NA LUPA: Ao colocar o Pix no centro da discussão, Lula fala diretamente com a população. Afinal, poucos serviços públicos alcançaram tamanha popularidade em tão pouco tempo. Mais do que defender um sistema de pagamentos, o presidente tenta transformar o Pix em um emblema da independência tecnológica e financeira do Brasil. Em um momento de tensão com os Estados Unidos, a mensagem do Planalto é clara: o Pix não entra em negociação.

TRANSNORDESTINA VOLTA AO CENTRO DO DEBATE E RAQUEL LYRA APOSTA EM RETOMADA: "É A REDENÇÃO PARA PERNAMBUCO"

A Ferrovia Transnordestina voltou a ocupar o centro das discussões sobre o futuro da infraestrutura pernambucana. Um dia após o Tribunal de Contas da União (TCU) manter a suspensão da execução física das obras no trecho pernambucano, mas autorizar a continuidade de licitações, estudos, projetos e contratos já firmados, a governadora Raquel Lyra (PSD) demonstrou confiança de que o impasse será superado e afirmou que a retomada do empreendimento representará uma verdadeira "redenção para Pernambuco".

Durante entrevista concedida após participar das celebrações de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Recife, Raquel destacou que a Transnordestina é uma obra estratégica para transformar a logística do estado, ampliar a competitividade econômica e integrar Pernambuco aos principais corredores de desenvolvimento do país.

Segundo a governadora, o estado vive um momento de grandes investimentos em infraestrutura, citando projetos como o Arco Metropolitano, a duplicação da BR-232 e as intervenções no Canal do Fragoso, em Olinda. Para ela, a ferrovia completa esse conjunto de obras estruturadoras que podem mudar o perfil econômico de Pernambuco nas próximas décadas.

"Retomar a Transnordestina é redenção para Pernambuco. Nos conecta de leste a oeste, mas também permite que a gente se conecte ao Centro-Oeste brasileiro e ao Sul do país, com uma infraestrutura que permite a gente crescer, mas não deixar ninguém para trás", afirmou a governadora.

Raquel também fez questão de agradecer ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo empenho na retomada do projeto e citou o presidente da Infra S.A., George Santoro, como um dos articuladores que acompanham de perto o processo de viabilização da ferrovia.

A governadora revelou que o Governo de Pernambuco monitora permanentemente as discussões no Tribunal de Contas da União e demonstrou otimismo quanto ao futuro do empreendimento.

"Quero agradecer ao presidente Lula, ao George. A gente tem acompanhado muito de perto toda a discussão no Tribunal de Contas da União, mas há uma certeza: muito em breve vamos ver essa obra voltar a andar em Pernambuco, assim como já acontece no Ceará", declarou.

A decisão mais recente do TCU manteve a suspensão apenas da execução física das obras entre Salgueiro e o Porto de Suape, mas deixou claro que não há impedimento para a realização de novas licitações, elaboração de projetos, desapropriações e pagamento de contratos e serviços já executados. A Corte aguarda a apresentação de estudos que comprovem a viabilidade técnica, econômica e socioambiental do trecho pernambucano.

A declaração de Raquel Lyra reforça o alinhamento institucional entre o Governo de Pernambuco e o Governo Federal em torno da retomada da Transnordestina, considerada uma das maiores obras de infraestrutura do Nordeste. Se concretizada, a ferrovia deverá ampliar a capacidade logística do estado, fortalecer o Porto de Suape e reduzir custos de transporte para diversos setores produtivos.

Depois de anos marcados por paralisações, mudanças de projeto e disputas sobre a viabilidade econômica da ferrovia, a expectativa do governo estadual é que Pernambuco volte a integrar definitivamente o traçado da Transnordestina, encerrando um dos capítulos mais longos da história recente das grandes obras de infraestrutura do estado.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

MORAES ENDURECE REGRAS, MANTÉM BOLSONARO EM PRISÃO DOMICILIAR E PROÍBE VISITAS POLÍTICAS E MANIFESTAÇÕES ELEITORAIS

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apertou ainda mais as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (17). Embora tenha mantido a prisão domiciliar humanitária, Moraes determinou que Bolsonaro não poderá receber visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições gerais de 2026 e suspendeu, por 30 dias, praticamente todas as visitas ao ex-presidente, abrindo exceção apenas para médicos, fisioterapeutas e advogados.

A nova decisão representa um endurecimento das medidas cautelares impostas pelo STF. Na avaliação do ministro, Bolsonaro voltou a descumprir determinações judiciais ao participar da elaboração de uma mensagem de conteúdo político que acabou sendo divulgada nas redes sociais por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Além das restrições às visitas, Alexandre de Moraes proibiu expressamente o ex-presidente de produzir, assinar, gravar ou divulgar qualquer manifesto de caráter político-eleitoral, ainda que a divulgação seja feita por terceiros. O entendimento do magistrado é que Bolsonaro não pode utilizar familiares, aliados ou apoiadores para contornar as limitações impostas pela Justiça.

A decisão também traz um alerta contundente. Moraes advertiu que qualquer novo descumprimento poderá resultar em medidas ainda mais rigorosas, incluindo a revogação da prisão domiciliar e o retorno de Bolsonaro ao regime fechado.

Carta a Flávio foi o estopim

O motivo da nova decisão foi a chamada "Carta aos brasileiros", assinada por Jair Bolsonaro e posteriormente lida por Flávio Bolsonaro durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais.

No texto, o ex-presidente faz um apelo aos seus apoiadores para que deixem divergências de lado e apoiem a pré-candidatura do filho à Presidência da República. Bolsonaro apresenta Flávio como seu "porta-voz" e afirma que ele seria a melhor alternativa para enfrentar problemas como corrupção, violência e dificuldades econômicas no país.

Para a defesa do ex-presidente, Bolsonaro não sabia que a carta seria divulgada publicamente e jamais teria combinado previamente sua publicação. Os advogados sustentaram que a intenção era apenas produzir um documento de caráter privado.

Alexandre de Moraes, entretanto, rejeitou completamente essa versão.

Na decisão, o ministro afirma que a própria redação da carta demonstra tratar-se de uma mensagem destinada ao público. Segundo ele, ao dirigir o texto "aos brasileiros", pedir apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro e finalizar com uma saudação coletiva, ficou evidente que o documento possuía finalidade eleitoral.

Vídeo reforçou entendimento do STF

Outro elemento considerado decisivo pelo ministro foi um vídeo publicado pelo senador Flávio Bolsonaro pouco antes da leitura da carta.

Na gravação, o parlamentar afirma que havia acabado de deixar a residência do pai e anuncia que levaria ao público "um recado muito importante" de Jair Bolsonaro para "toda a nossa nação".

Para Moraes, o episódio demonstra que Bolsonaro participou ativamente da elaboração de um conteúdo destinado à divulgação pública e utilizou um terceiro para alcançar seus apoiadores, o que configuraria descumprimento direto das restrições impostas pelo Supremo.

Vale lembrar que Flávio Bolsonaro já havia sido proibido, desde o início da semana, de visitar o pai durante 90 dias justamente em razão da divulgação da carta nas redes sociais.

Com a nova decisão, o STF reforça o cerco às manifestações políticas do ex-presidente durante o período eleitoral. Bolsonaro permanece em prisão domiciliar humanitária, mas agora sob regras ainda mais rígidas e sob a advertência de que qualquer nova infração poderá resultar em sua transferência de volta ao sistema prisional.

DEPUTADO FERNANDO RODOLFO É CONDENADO POR DÍVIDA DE EVENTO DE BOLSONARO EM CARUARU

Na política, palanque rende voto, discurso rende manchete, mas, no fim das contas, alguém precisa pagar a estrutura. E, neste caso, segundo decisão da Justiça, a conta ficou para o deputado federal Fernando Rodolfo (PRD-PE).

Conforme revelou o Diario de Pernambuco, o parlamentar foi condenado pela Justiça a quitar uma dívida com a empresa responsável pela estrutura do grande ato político realizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, em Caruaru, durante a campanha eleitoral de 2022. A ação foi movida pelo empresário Edson Petrônio Pereira Andrade, que afirma nunca ter recebido pelos serviços prestados no evento.

Segundo a decisão judicial, a cobrança envolve R$ 59.853,69, valor referente à locação de estrutura como palco, sonorização e demais equipamentos utilizados no ato político que reuniu milhares de apoiadores de Bolsonaro no Agreste pernambucano. Além do pagamento da dívida, a condenação inclui juros, correção monetária, custas processuais e honorários advocatícios.

A sentença desmonta o argumento de que a cobrança não teria fundamento. A Justiça reconheceu que houve contratação, que os serviços foram executados e que o pagamento não foi realizado. Em outras palavras, o evento aconteceu, a estrutura foi montada, Bolsonaro discursou, o público compareceu, mas quem trabalhou ficou esperando receber.

Fernando Rodolfo ainda pode recorrer da decisão. No entanto, a condenação chega em um momento politicamente delicado. Em plena pré-campanha de 2026, quando parlamentares buscam vender a imagem de boa gestão, responsabilidade e compromisso com a palavra, uma condenação por inadimplência certamente pesa no discurso e oferece munição aos adversários.

O caso também levanta uma velha discussão sobre a organização financeira de grandes eventos políticos. Em época de campanha, é comum discursos inflamados sobre responsabilidade fiscal e respeito ao dinheiro público, mas episódios como esse mostram que, muitas vezes, quem fica no prejuízo são justamente os fornecedores que prestam os serviços.

É importante destacar que a condenação é de natureza cível e não criminal. Ainda assim, o desgaste político é inevitável. Afinal, numa eleição, imagem vale quase tanto quanto voto. E uma sentença judicial por não pagar uma empresa contratada dificilmente entra para a lista de boas credenciais de qualquer candidato.

O processo seguirá seu curso com possibilidade de recurso. Até lá, permanece a máxima popular: promessa de campanha pode até ficar no palanque, mas boleto vencido costuma acabar na Justiça.

Fonte: Diario de Pernambuco, em reportagem publicada nesta sexta-feira (17), que revelou a condenação do deputado federal Fernando Rodolfo pelo não pagamento da empresa responsável pela estrutura do evento de Jair Bolsonaro em Caruaru.

MIGUEL COELHO DESTACA AVANÇO NA VALORIZAÇÃO DOS AGENTES DE SAÚDE APÓS APROVAÇÃO DA PEC 14/2021

A aprovação da PEC 14/2021 pelo Congresso Nacional foi comemorada pelo presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, como uma conquista histórica para os agentes comunitários de saúde e os agentes de combate às endemias.

A proposta garante aposentadoria especial, amplia direitos e cria um sistema de proteção específico para profissionais que atuam diariamente na promoção da saúde pública. O texto segue agora para promulgação.

“Os agentes de saúde são essenciais para garantir prevenção, acompanhamento e orientação às famílias. São profissionais que conhecem a realidade das comunidades e fazem a diferença na vida de milhões de brasileiros. Essa aprovação reconhece e valoriza esse trabalho tão importante”, afirmou Miguel.

Segundo o dirigente partidário, a medida representa justiça a uma categoria fundamental para o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

A PEC também assegura direitos como integralidade, paridade e medidas para regularização do vínculo funcional dos agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.

“Valorizar esses profissionais é fortalecer o SUS e reconhecer quem está todos os dias ao lado da população, levando informação, prevenção e cuidado”, reforçou Miguel Coelho.