sexta-feira, 9 de outubro de 2026
PREFEITURA DE GOIANA DISCUTE ADEQUAÇÃO DA GESTÃO MUNICIPAL À REFORMA TRIBUTÁRIA EM CURSO DA FADIMAB
JAMELÃO MOSTRA QUE TEM VOTO, PEITA PRESSÕES E GARANTE ESPAÇO PRÓPRIO NO GRUPO DE JÚNIOR DE RIVALDO EM SALOÁ
O presidente da Câmara apoiou Jarbas Filho e Fernando Monteiro, conquistou votação para seus candidatos e deixou um recado nos bastidores: estar na base do prefeito não significa abrir mão da própria força política.
Em política, discurso é discurso. Na hora da urna, porém, é o voto que separa quem apenas ocupa espaço de quem realmente tem força para negociar. Em Saloá, o vereador José Francisco Curvelo, o popular Jamelão (MDB), presidente da Câmara Municipal, chega ao pós-eleição com números que merecem atenção e uma mensagem direta para o cenário político local: tem grupo, tem eleitor e não pretende ser apenas mais um na fotografia do governo.
Integrante da base do prefeito Júnior de Rivaldo (PP), Jamelão trabalhou pelas candidaturas de Jarbas Filho (PSD), para deputado estadual, e Fernando Monteiro (PSD), para deputado federal. O resultado foi de 692 votos para Jarbas Filho e 772 para Fernando Monteiro no município. Uma votação que, embora distante dos números dos candidatos majoritários do grupo governista, evidencia a capacidade do vereador de mobilizar uma parcela do eleitorado em torno de seus próprios compromissos políticos.
O detalhe que apimenta essa história está nos bastidores. No início da campanha, Jamelão foi a público, durante pronunciamento na Câmara, para deixar claro que não aceitaria interferências na sua atuação eleitoral. Disse que tinha “munição” para recorrer ao Ministério Público caso fosse impedido de trabalhar pelas candidaturas que havia escolhido. Não foi um recado delicado, desses que se perdem no vento. Foi uma demonstração pública de que pretendia preservar seu espaço.
Agora, com a eleição encerrada, os votos entram na conversa. Jamelão continua na base de Júnior de Rivaldo, mas mostrou que sua atuação política não se resume a seguir automaticamente todas as escolhas do grupo. Em uma cidade onde alianças, cargos e apoios pesam nas decisões, conseguir levar votos para candidatos próprios representa capital político e amplia o poder de diálogo do vereador.
É preciso, porém, separar força própria de hegemonia eleitoral. Os números de Jarbas Filho e Fernando Monteiro não colocam Jamelão acima da estrutura governista, mas mostram que ele conserva uma parcela do eleitorado e tem condições de reivindicar reconhecimento dentro da aliança. Política não se mede apenas pela quantidade de votos de um candidato, mas também pela capacidade de cada liderança de entregar resultados e sustentar seus compromissos.
Jamelão tem vários mandatos no Legislativo, preside a Câmara e mantém atuação em pautas ligadas à saúde, às associações e às demandas da zona rural. Agora, acrescenta à sua trajetória um argumento eleitoral que poderá pesar nas próximas conversas do grupo.
A pergunta que fica em Saloá é simples: até onde vai a autonomia de quem está no governo, mas deseja manter voz própria? Jamelão resolveu testar esse limite durante a campanha e, depois das urnas, tem números para colocar na mesa.
NA LUPA: Jamelão não derrubou o prefeito, não virou dono dos votos de Saloá e tampouco rompeu com o governo. Mas mostrou que não quer ser tratado como figurante. Em política, quem entrega votos espera ser ouvido. E ignorar uma liderança que demonstra força nas urnas pode custar caro quando chegar a hora de montar o próximo tabuleiro eleitoral.
A SOBERBA, A QUEDA E AS PEDRAS QUE CLAMARAM - BRUNO BRENNAND
Em artigo publicado originalmente no Blog Edmar Lyra, Bruno Brennand apresenta uma reflexão contundente sobre a derrota de João Campos, a vitória de Raquel Lyra e o peso dos legados políticos em Pernambuco. O texto ganha força ao reunir análise eleitoral, referências bíblicas e um relato pessoal marcante sobre os bastidores do traslado dos restos mortais de Eduardo Campos, em agosto de 2014.
A política pernambucana ainda repercute os resultados das eleições de 2026, mas algumas análises vão além dos números das urnas e mergulham na história, na memória e nas responsabilidades de quem herda grandes sobrenomes políticos.
É nessa perspectiva que Bruno Brennand assina o artigo “A soberba, a queda e as pedras que clamaram”, publicado originalmente no Blog Edmar Lyra. Com uma narrativa forte e carregada de simbolismo, o autor confronta a trajetória eleitoral de Raquel Lyra e João Campos, refletindo sobre como a confiança excessiva, a percepção de invencibilidade e a maneira de conduzir uma campanha podem influenciar os rumos de uma disputa.
O texto destaca a resistência política de Raquel Lyra diante das desconfianças que marcaram parte de sua caminhada eleitoral e questiona as escolhas de João Campos durante a campanha, especialmente diante do peso histórico dos sobrenomes Arraes e Campos. Para Brennand, a herança política pode abrir caminhos, mas não garante, por si só, a legitimidade de um legado.
O ponto mais impactante do artigo, entretanto, está no relato pessoal do autor sobre os acontecimentos que se seguiram à morte do ex-governador Eduardo Campos, em 13 de agosto de 2014. Brennand conta que esteve no Instituto Médico Legal de São Paulo, viajou a Santos para providenciar a documentação necessária e retornou a Pernambuco no avião da Força Aérea Brasileira que transportou os corpos das vítimas da tragédia. Ele também relata ter participado do momento em que o caixão de Eduardo foi carregado no Recife.
É a partir dessa experiência, apresentada como testemunho pessoal, que o autor estabelece uma ligação entre as pedras mencionadas no relato e a passagem bíblica de Lucas 19:40: “Se estes se calarem, as próprias pedras clamarão”. A referência se transforma no eixo central de uma reflexão sobre memória, responsabilidade política e o significado de carregar um sobrenome que marcou a história de Pernambuco.
Sem falar em nome de Eduardo Campos, Brennand questiona se o legado político construído pelo ex-governador está sendo preservado pelas novas gerações. A reflexão se estende à própria natureza da política, lembrando que tradições familiares e estruturas partidárias não substituem o julgamento soberano do eleitor.
Pela força do relato, pelo conteúdo histórico e pelo tom crítico da análise, o artigo merece ser conhecido pelos leitores do Blog do Edney. A seguir, publicamos na íntegra o texto original de Bruno Brennand, preservando o título e o conteúdo da publicação feita inicialmente no Blog Edmar Lyra.
Segue...
A soberba, a queda e as pedras que clamaram
Há derrotas que começam muito antes da abertura das urnas. Começam no instante em que alguém deixa de acreditar na invencibilidade do adversário.
Durante muito tempo, João Campos pareceu imbatível. Tinha juventude, sobrenome, estrutura política, exposição nacional e o peso de uma organização partidária que conhece como poucas os caminhos de uma eleição em Pernambuco.
A eleição para o Governo do Estado parecia, para muitos, menos uma disputa do que a próxima etapa de uma trajetória política previamente desenhada.
Do outro lado estava Raquel Lyra.
E talvez tenha sido esse o primeiro grande erro de avaliação de seus adversários.
Raquel entrou na disputa cercada de desconfiança. Questionava-se sua comunicação, sua popularidade, sua capacidade de articulação e até sua força para enfrentar um adversário apresentado como eleitoralmente poderoso.
Enquanto João era tratado como fenômeno, Raquel precisava diariamente provar que continuava no jogo.
Ela, porém, permaneceu.
Não confundiu fotografia com filme. Não tomou pesquisa por sentença. Não tentou ganhar a eleição antes do tempo.
Governou. Suportou críticas. Reorganizou alianças. Enfrentou dificuldades. Errou e acertou. Mas continuou caminhando quando muita gente já escrevia antecipadamente o roteiro de sua derrota.
Essa talvez tenha sido uma de suas principais características políticas durante todo o processo: resiliência.
Quando lhe disseram que João era imbatível, ela não precisava responder que o venceria.
Precisava apenas continuar.
E continuou.
Aos poucos, a percepção de uma eleição decidida antecipadamente começou a ser substituída pela percepção de uma disputa real.
E isso produz um fenômeno curioso na política: a força de determinados candidatos não está apenas nos votos que possuem, mas na crença coletiva de que não podem ser derrotados.
Quando essa crença desaparece, o gigante continua grande.
Mas deixa de ser invulnerável.
João Campos, entretanto, seguiu outro caminho.
Confiante na força eleitoral do PSB, na capacidade de sua estrutura política e no patrimônio eleitoral acumulado ao longo de gerações, conduziu uma campanha que, na minha avaliação, ultrapassou fronteiras que seu bisavô, Miguel Arraes, e seu pai, Eduardo Campos, conheciam muito bem.
Vi uma campanha agressiva, por vezes rasteira e, em determinados episódios, incompatível com o legado político que o próprio candidato reivindicava.
Talvez tenha acreditado demais na máquina, no marketing e na conhecida capacidade do PSB de disputar eleições.
E há nisso uma ironia quase arquitetônica.
Quanto maior a altura, maior pode ser a queda.
Do nono andar da Prefeitura do Recife, talvez o chão parecesse muito distante.
Mas a advertência é mais antiga do que pesquisas eleitorais, redes sociais, marqueteiros e partidos políticos:
“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.”
Provérbios 16:18.
Os antigos já sabiam.
Salomão já advertia.
Faltavam apenas as pedras.
Em uma das passagens mais poderosas do Evangelho de Lucas, quando alguns fariseus pedem a Jesus que repreenda seus discípulos, Cristo responde:
“Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão.”
Lucas 19:40.
E é exatamente neste ponto que preciso abandonar por alguns instantes a análise política.
Porque há uma história que nunca contei publicamente.
E não a conheço por jornais.
Eu estava lá.
Quando Eduardo Campos morreu naquele trágico 13 de agosto de 2014, acompanhei pessoalmente parte daquele doloroso percurso.
Estive no Instituto Médico Legal de São Paulo.
Fui a Santos para providenciar a certidão de óbito exigida pela Aeronáutica.
Depois retornei a São Paulo.
E de lá embarquei no Hércules da Força Aérea Brasileira que trouxe os corpos para Pernambuco.
Durante aquela viagem, cinco caixões estavam ao meu lado.
É uma imagem que o tempo não apaga.
Quando o avião pousou no Recife, eu estava entre aqueles que carregaram o caixão de Eduardo Campos.
As fotografias daquele dia registram minha presença.
Mas existe algo que nenhuma fotografia poderia mostrar.
Havia muito pouco de seus restos mortais.
E relato agora exclusivamente aquilo que testemunhei pessoalmente: pedras foram colocadas no caixão para conferir à urna o peso de um corpo.
Pedras.
Mais de uma década depois, diante da campanha protagonizada pelo filho de Eduardo, aquela lembrança retornou à minha memória com uma força que jamais imaginei.
“Se estes se calarem, as próprias pedras clamarão.”
De repente, o versículo ganhou para mim um significado perturbadoramente literal.
Porque aquelas não eram pedras quaisquer.
Eram as pedras que viajaram conosco.
As pedras que deram peso ao caixão de Eduardo Campos.
As pedras que acompanharam o retorno a Pernambuco de um homem cuja morte parou o Estado e cuja memória se transformaria em um dos maiores patrimônios políticos de sua família.
E são justamente essas pedras que me fazem formular a pergunta mais difícil deste artigo:
O que Eduardo Campos pensaria da campanha feita por seu filho em nome de um legado que também é o seu?
Não responderei por Eduardo.
Os mortos não podem ser convocados como cabos eleitorais dos vivos.
Seria intelectualmente desonesto atribuir-lhe palavras que nunca pronunciou.
Mas posso falar daquilo que testemunhei.
Posso confrontar métodos com histórias.
Posso comparar a maneira como conheci Eduardo fazendo política com aquilo que presenciei nesta eleição.
E posso dizer que sobrenome não é salvo-conduto.
Herança familiar não é herança moral.
Muito menos herança política.
João recebeu um nome extraordinariamente poderoso na história de Pernambuco. Recebeu uma tradição política que passa por Miguel Arraes e Eduardo Campos. Recebeu uma estrutura partidária construída durante décadas. Recebeu, sobretudo, um patrimônio simbólico que poucos políticos brasileiros de sua geração tiveram o privilégio de receber.
Mas justamente por isso sua responsabilidade era maior.
Quanto maior a herança, maior a obrigação de preservá-la.
E talvez aí esteja uma das grandes lições desta eleição.
Raquel Lyra enfrentou a desconfiança e permaneceu.
João Campos enfrentou a confiança e precisou administrar o peso dela.
Uma começou tendo de provar que poderia disputar.
O outro começou cercado pela expectativa de que naturalmente chegaria ao destino.
A política, porém, tem profunda aversão aos destinos previamente escritos.
As urnas não reconhecem dinastias.
O eleitor não recebe ordens da história.
E nenhuma eleição pertence antecipadamente a alguém.
No final, talvez os provérbios estivessem certos desde o princípio.
A soberba precede a queda.
E talvez Lucas também estivesse.
Porque existem momentos em que homens se calam, aliados se calam, partidos se calam e conveniências políticas recomendam silêncio.
Nesses momentos, restam as pedras.
Eu sei.
Eu as vi.
Viajei com elas.
E jamais poderia imaginar que, tantos anos depois, ainda teria de ouvi-las clamar.
Sobrenomes são herdados.
Mandatos são conquistados.
Legados precisam ser merecidos.
E a história, essa não pertence a ninguém.
Por Bruno Brennand
FLÁVIO BOLSONARO ACIONA TSE CONTRA PERFIS LIGADOS À ESQUERDA, E LIANA CIRNE REAGE
Ação questiona publicações sobre o fim da escala 6×1 e pede suspensão de perfis e remoção de conteúdos nas redes sociais. Deputada federal eleita acusa iniciativa de tentativa de censura.
A disputa política pelo controle da narrativa nas redes sociais chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma ação de investigação judicial eleitoral apresentada por Flávio Bolsonaro questiona publicações de perfis ligados à esquerda que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre os conteúdos mencionados no processo está uma publicação associada ao perfil da deputada federal eleita Liana Cirne, divulgada no dia 7 de outubro e relacionada ao fim da escala de trabalho 6×1. Segundo a petição, o material foi publicado em colaboração com outras cinco contas: @pernambucoresiste, @jovenspelademocracia_, @eutocomlula, @agrestecomlula e @comitevirtualdelula.
A ação solicita medidas como a suspensão de determinados perfis e a retirada de publicações do ar. Os pedidos, no entanto, dependem de análise da Justiça Eleitoral.
Liana Cirne reagiu publicamente à iniciativa e classificou a medida como uma tentativa de restringir a atuação de grupos de esquerda nas plataformas digitais.
“Isso é uma tentativa de censura. Querem calar a esquerda e esconder do povo a verdade”, afirmou a parlamentar eleita, acrescentando que os grupos utilizam as redes sociais para denunciar situações, divulgar informações e dialogar com a população.
A deputada também criticou o questionamento judicial de conteúdos relacionados ao debate sobre a jornada de trabalho. Para ela, a iniciativa busca limitar a mobilização política de setores que defendem a reeleição de Lula.
“Essa ação busca impor restrições a uma rede de mobilização da esquerda em todo o Brasil”, declarou.
O episódio coloca novamente em evidência o embate entre liberdade de expressão, atuação política nas redes sociais e os limites legais da comunicação eleitoral. A discussão sobre o fim da escala 6×1, por sua vez, ganha espaço no confronto político nacional e passa a integrar também uma disputa judicial envolvendo perfis de mobilização digital.
EDU CABRAL GANHA ESPAÇO NOS BASTIDORES DA DIREITA EM PERNAMBUCO APÓS VITÓRIAS DE GILSON MACHADO E GILSON FILHO
Com atuação política desde 2018, passagem pelo governo Bolsonaro e participação nas articulações eleitorais de 2026, Edu Cabral esteve ao lado dos dois candidatos durante a campanha que terminou com a eleição de ambos para o Congresso Nacional e a Assembleia Legislativa.
Na política, a urna mostra quem ganhou, quantos votos cada candidato recebeu e quais mandatos estarão em disputa nos próximos anos. Mas existe um trabalho que começa muito antes da votação e que nem sempre aparece nos números oficiais: a articulação de bastidores, a organização de agendas, a mobilização de apoiadores e a construção de relações que ajudam a dar forma a uma campanha eleitoral.É nesse cenário que aparece Edu Cabral, que participou das movimentações políticas em torno de Gilson Machado, eleito deputado federal, e Gilson Machado Filho, eleito deputado estadual em Pernambuco nas eleições de 2026.
Com experiência na política desde 2018 e passagem pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Edu acompanhou atividades de campanha, participou de eventos públicos, carreatas e ações de mobilização, além de manter contato com pessoas ligadas ao grupo político dos dois candidatos.
A eleição terminou com números expressivos para a família Machado. Gilson Machado conquistou 156.754 votos e garantiu uma cadeira na Câmara dos Deputados. Já Gilson Machado Filho recebeu 132.322 votos, alcançando a segunda maior votação para deputado estadual em Pernambuco, conforme os números apresentados sobre o resultado eleitoral.
Por trás dessa caminhada, Edu Cabral integrou o grupo de pessoas que trabalharam na organização política da campanha. Sua participação ajuda a entender uma parte da disputa que não aparece nas estatísticas: o funcionamento dos bastidores e a atuação de quem acompanha os candidatos na construção de suas agendas e no contato com apoiadores.
UMA RELAÇÃO COM A POLÍTICA QUE COMEÇOU ANTES DE 2026
A participação de Edu Cabral nas campanhas de Gilson Machado e Gilson Filho não começou apenas no período eleitoral deste ano. Sua trajetória política remonta a 2018, quando passou a atuar em atividades relacionadas à política nacional.
Um dos capítulos dessa caminhada foi sua passagem pelo governo Jair Bolsonaro, onde trabalhou na articulação nacional do Ministério da Cidadania. A experiência lhe permitiu acompanhar a dinâmica de relacionamento entre diferentes setores políticos e compreender o funcionamento das articulações que envolvem lideranças, equipes e apoiadores.
Segundo relato do próprio Edu, foi o ex-presidente Jair Bolsonaro quem lhe pediu que ajudasse Gilson Machado e seu filho na caminhada política em Pernambuco.
A partir dessa aproximação, Edu passou a participar das movimentações em torno dos dois nomes. A relação com o grupo ganhou importância durante a campanha de 2026, quando a organização das agendas e a mobilização de apoiadores passaram a fazer parte da rotina eleitoral.
Em uma disputa desse tamanho, o trabalho não se resume a aparecer em fotografias ao lado dos candidatos. Existe uma sequência de tarefas que envolve contatos, preparação de eventos, aproximação com lideranças, organização de deslocamentos e acompanhamento das atividades públicas.
Foi nesse ambiente que Edu esteve presente, participando de ações nas ruas e de momentos de articulação com integrantes do grupo político.
DAS REUNIÕES ÀS RUAS: O TRABALHO DE ARTICULAÇÃO
Durante a campanha, Edu Cabral acompanhou agendas, eventos públicos e carreatas ao lado de Gilson Machado e Gilson Machado Filho. Também participou de atividades de mobilização, mantendo contato com apoiadores e pessoas ligadas ao projeto político dos candidatos.
Em algumas ocasiões, assumiu o microfone diante do público e ajudou na condução das atividades. A participação demonstra que sua presença não ficou restrita aos encontros reservados, alcançando também momentos de contato direto com os eleitores.
Esse tipo de atuação costuma ter diferentes frentes. Enquanto os candidatos apresentam suas propostas, visitam municípios e buscam ampliar o alcance de suas campanhas, os articuladores ajudam a organizar encontros, aproximar pessoas e manter a engrenagem política em movimento.
É um trabalho que exige presença, disponibilidade e relacionamento com diferentes integrantes de uma campanha.
Isso não significa, porém, que o resultado das urnas possa ser atribuído a uma única pessoa. A votação de Gilson Machado e Gilson Filho é resultado de um conjunto de fatores, que inclui a trajetória dos candidatos, o reconhecimento público, as alianças, a atuação das equipes, a mobilização eleitoral e, sobretudo, a decisão dos eleitores.
A participação de Edu deve ser compreendida dentro desse esforço coletivo. Seu papel foi integrar a articulação e acompanhar atividades importantes da caminhada eleitoral, sem que isso apague a contribuição dos demais envolvidos ou a escolha feita pela população pernambucana.
A MUDANÇA DE PARTIDO DE GILSON MACHADO ENTROU NO DEBATE POLÍTICO
Outro episódio importante no caminho eleitoral de Gilson Machado foi sua saída do PL e filiação ao Podemos.
A mudança de legenda provocou questionamentos em setores que associavam sua trajetória partidária diretamente ao Partido Liberal e ao grupo político de Jair Bolsonaro. Para esses observadores, a saída poderia representar um distanciamento de uma sigla que se tornou uma das principais referências da direita brasileira.
Outra interpretação apontava que a mudança abriria novas possibilidades para a organização da candidatura em Pernambuco, permitindo a construção de outras alianças e alternativas partidárias.
O resultado das urnas acrescentou um novo capítulo a essa discussão. Gilson Machado foi eleito deputado federal pelo Podemos, com 156.754 votos, e agora terá a responsabilidade de representar Pernambuco na Câmara dos Deputados.
Posteriormente, o Podemos anunciou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial, aproximando a legenda da articulação nacional ligada ao bolsonarismo.
É importante separar os acontecimentos. A troca de partido, o resultado eleitoral e o posicionamento posterior da legenda fazem parte do cenário político de 2026, mas esses fatos, isoladamente, não permitem afirmar que a mudança partidária tenha sido planejada com uma finalidade específica em relação à disputa presidencial.
Edu Cabral acompanhou as movimentações políticas em torno de Gilson Machado e Gilson Filho e participou das atividades de articulação durante a campanha. Sua experiência anterior ajuda a contextualizar sua presença nesse ambiente, mas as decisões partidárias e estratégicas pertencem aos próprios candidatos e às instâncias políticas envolvidas.
GILSON MACHADO CHEGA À CÂMARA FEDERAL COM 156.754 VOTOS
A eleição de Gilson Machado para deputado federal abre uma nova etapa de sua trajetória. Com 156.754 votos, ele conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados e terá pela frente a responsabilidade de transformar o apoio eleitoral em atuação parlamentar.
O mandato federal exige participação nas discussões de projetos de lei, votação de matérias de interesse nacional, fiscalização do Poder Executivo e acompanhamento de pautas que afetam diretamente os estados e municípios.
Para Pernambuco, uma das questões que estarão no centro da atuação de seus representantes será a capacidade de manter diálogo com as cidades, acompanhar demandas regionais e participar das discussões sobre recursos e políticas públicas.
O resultado eleitoral também fortalece a presença de Gilson Machado no cenário político estadual. A partir de agora, a avaliação de sua trajetória dependerá não apenas dos votos conquistados, mas das decisões que tomar, das posições que defender e dos resultados de seu trabalho parlamentar.
A campanha ficou para trás. Começa uma etapa em que as cobranças dos eleitores passam a acompanhar a rotina do mandato.
GILSON MACHADO FILHO CHEGA À ALEPE COM 132.322 VOTOS
Se a eleição de Gilson Machado garantiu uma vaga na Câmara Federal, a votação de Gilson Machado Filho colocou o nome do filho em evidência na disputa estadual.
Ele recebeu 132.322 votos e alcançou a segunda maior votação para deputado estadual em Pernambuco, conforme os dados apresentados sobre a eleição de 2026.
O resultado representa uma demonstração expressiva de apoio nas urnas e abre caminho para sua atuação na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Na Assembleia, o trabalho do parlamentar estará ligado à discussão e votação de leis estaduais, à fiscalização das ações do governo, à participação nas comissões e ao acompanhamento de demandas de diferentes regiões do estado.
Também haverá a expectativa de manter presença nos municípios, ouvir as lideranças locais e transformar os compromissos assumidos durante a campanha em iniciativas concretas.
A votação coloca Gilson Filho diante de uma nova responsabilidade. O desempenho eleitoral garantiu a entrada na Alepe, mas será o exercício do mandato que permitirá aos eleitores avaliar sua atuação ao longo dos próximos anos.
A partir de agora, a construção política deixa de depender exclusivamente da mobilização de campanha e passa a exigir trabalho institucional, diálogo e acompanhamento permanente das questões que chegam ao Legislativo estadual.
EDU CABRAL SEGUE NO GRUPO POLÍTICO DE GILSON FILHO
Com o encerramento da campanha e a definição dos mandatos, Edu Cabral permanece ligado à articulação política. Segundo as informações sobre sua trajetória, ele atualmente integra a equipe política de Gilson Machado Filho.
A continuidade dessa relação indica que sua participação não ficou limitada ao período de mobilização eleitoral. A experiência acumulada desde 2018, somada à passagem pelo governo Bolsonaro e à atuação na campanha de 2026, compõe o histórico que ele leva para essa nova etapa.
No ambiente político, a fase posterior às eleições também exige organização. É necessário acompanhar agendas, manter canais de diálogo, aproximar representantes de lideranças municipais e ajudar a organizar o relacionamento entre o mandato e a população.
Esse trabalho pode se tornar ainda mais relevante quando os candidatos deixam a rotina intensa da campanha e passam a lidar com as responsabilidades dos cargos para os quais foram eleitos.
No caso de Edu, o desafio será dar continuidade à atuação de articulação em um cenário diferente daquele vivido durante a disputa eleitoral. Se, na campanha, a prioridade era acompanhar atividades e mobilizar apoiadores, a rotina política agora estará ligada também ao funcionamento dos mandatos e às demandas que surgirem.
A experiência acumulada pode contribuir para esse processo, mas a dimensão de seu espaço político daqui para a frente dependerá das funções que assumir, das relações que construir e da continuidade de seu trabalho junto ao grupo.
O QUE A VOTAÇÃO NÃO MOSTRA SOBRE UMA CAMPANHA
Os números das eleições são fundamentais para medir o resultado de uma disputa. Eles registram a escolha dos eleitores, definem os representantes e permitem comparar o desempenho dos candidatos.
Mas existe uma parte da história que não aparece na apuração: as reuniões, os contatos, os deslocamentos, os eventos e o trabalho de organização que antecedem o dia da votação.
A trajetória de Edu Cabral durante a campanha de Gilson Machado e Gilson Machado Filho ajuda a observar esse lado da política pernambucana.
Sua atuação esteve ligada à mobilização e à articulação em torno dos dois candidatos, em uma disputa que terminou com a eleição de ambos para cargos legislativos diferentes.
O registro desse trabalho não significa dizer que uma pessoa foi responsável pelas vitórias. Significa reconhecer que as campanhas são construídas por diferentes participantes, cada um com suas atribuições, dentro de uma estrutura que envolve candidatos, equipes, partidos, lideranças e apoiadores.
A participação nos bastidores pode abrir caminhos para novas responsabilidades, mas a influência política de qualquer articulador depende da continuidade de sua atuação e da confiança que consegue manter ao longo do tempo.
A ELEIÇÃO TERMINOU, MAS A ARTICULAÇÃO CONTINUA
Com Gilson Machado eleito deputado federal e Gilson Machado Filho escolhido para a Assembleia Legislativa, o grupo político entra em uma fase diferente.
Os dois terão de transformar a votação recebida em trabalho parlamentar, enquanto os integrantes de suas equipes precisarão acompanhar as novas demandas e organizar a relação com a base política construída durante a campanha.
Para Edu Cabral, a eleição de 2026 representa mais um capítulo de uma trajetória iniciada anos antes, com passagem pela administração federal e participação direta nas movimentações políticas em Pernambuco.
Sua presença ao lado dos dois candidatos durante a campanha e a continuidade no grupo de Gilson Filho colocam sua atuação no contexto dos bastidores que acompanham a formação e a manutenção de um projeto político.
Na política, conquistar espaço durante uma campanha é apenas uma parte do caminho. Manter relações, acompanhar as necessidades dos eleitores e contribuir para a organização do trabalho depois das urnas são tarefas que continuam quando os palanques são desmontados.
As votações de Gilson Machado e Gilson Machado Filho definiram os próximos passos dos dois parlamentares. O trabalho de Edu Cabral, por sua vez, entra em uma nova fase, na qual a experiência acumulada poderá ser colocada à prova na rotina política que começa depois das eleições.
SOB A GESTÃO DE ELTON MARTINS, ÁGUAS BELAS AVANÇA NA ALFABETIZAÇÃO E CHEGA A 8,99 NO ÍNDICE DO TCE-PE
A sequência dos resultados mostra a dimensão dessa evolução. Em 2023, Águas Belas registrou 5,00 pontos. Em 2024, a nota subiu para 7,61 e, em 2025, alcançou 8,99, ficando a apenas 0,01 ponto de atingir a marca de 9,00.
O resultado coloca a alfabetização entre os destaques da área educacional do município e reforça a importância das políticas públicas implementadas pela administração municipal, por meio da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes.
Na gestão de Elton Martins, o desafio é fortalecer as ações que contribuem para a melhoria do ensino, com atenção à formação dos professores, ao acompanhamento pedagógico e ao desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita nos primeiros anos escolares.
A evolução também chama a atenção quando comparada à média estadual. Em 2025, Pernambuco registrou média de 8,3 pontos no ICA, segundo dados divulgados pelo TCE-PE. A pontuação de Águas Belas, de 8,99, ficou acima desse resultado.
Mais do que uma mudança nos números, a alfabetização representa uma etapa decisiva para o futuro das crianças. Aprender a ler e escrever na idade adequada amplia as possibilidades de aprendizagem, fortalece a trajetória escolar e contribui para a formação dos estudantes.
O reconhecimento se estende aos professores, gestores, coordenadores pedagógicos e demais profissionais da rede municipal, que participam diariamente do processo educacional. A continuidade desse trabalho será fundamental para manter a evolução dos indicadores e ampliar os resultados concretos dentro das salas de aula.
Para o prefeito Elton Martins, o avanço registrado no ICA coloca a educação no centro das atenções da gestão municipal. O próximo passo é consolidar os resultados, buscar a pontuação máxima do indicador e garantir que a evolução das políticas públicas se traduza em aprendizagem efetiva para os alunos.
Águas Belas avança na alfabetização e registra uma evolução de 5,00 para 8,99 em dois anos. Um resultado que destaca o trabalho da rede municipal de ensino e o desafio permanente de oferecer educação de qualidade às novas gerações.
MÁRCIA CONRADO SE IMPÕE A DUQUE E FAZ DO MARIDO O MAIS VOTADO EM SERRA TALHADA
O resultado tem peso político e não passou despercebido nos bastidores. O candidato apoiado por Márcia conseguiu ficar à frente de nomes tradicionais da política serra-talhadense, entre eles o ex-prefeito Luciano Duque (Podemos), que já disputou eleições e mantém uma trajetória conhecida na região.
A votação fortalece Márcia Conrado no tabuleiro político de Serra Talhada e mostra que a prefeita conseguiu transformar sua força administrativa em capital eleitoral. Em uma disputa marcada pela presença de lideranças experientes, fazer o marido liderar a votação municipal representa uma demonstração de poder nas urnas.
O recado é direto: Márcia segue com peso político em Serra Talhada e mostrou que tem capacidade de influenciar o resultado eleitoral. A disputa com Luciano Duque ganha, assim, um novo capítulo, com a prefeita saindo fortalecida e ampliando seu espaço no cenário político do município.
MULHERES AVANÇAM EM PERNAMBUCO, DOBRAM BANCADA FEMININA E DEIXAM NOMES PESADOS FORA DA CÂMARA FEDERAL
Juliana de Chaparral lidera votação feminina no estado, enquanto Lucas Ramos, Renildo Calheiros e Miguel Coelho ficam na suplência
A eleição de 2026 em Pernambuco deixou um recado claro para a política tradicional: sobrenome conhecido, mandato anterior e experiência eleitoral já não são garantias de permanência no poder. Na disputa pelas 25 vagas da Câmara dos Deputados, as mulheres ampliaram seu espaço e ajudaram a redesenhar a representação política do estado em Brasília.
O destaque ficou para Juliana de Chaparral, do União Brasil, que conquistou 183.089 votos e se tornou a mulher mais votada de Pernambuco para deputada federal. Mas a mudança não parou por aí. Eliane Soares, Liana Cirne e Clarissa Tércio também tiveram papel decisivo na composição das bancadas de seus partidos e federações, enquanto nomes tradicionais terminaram a disputa fora da lista dos eleitos.
Entre os que ficaram pelo caminho estão Lucas Ramos, do PSB, Renildo Calheiros, do PCdoB, e Miguel Coelho, do União Brasil. Três trajetórias políticas consolidadas que agora terão de recalcular os próximos passos.
NO PSB, ELIANE SOARES SUPERA LUCAS RAMOS
A disputa dentro do PSB terminou com quatro representantes eleitos para a Câmara Federal. Pedro Campos obteve 261.555 votos, Felipe Carreras recebeu 148.971, Gabriel Porto alcançou 114.860 e Eliane Soares garantiu a última vaga da legenda, com 102.396 votos.
Lucas Ramos, que já havia exercido dois mandatos como deputado estadual e ocupava uma cadeira na Câmara Federal desde 2023, recebeu 71.964 votos. A diferença entre ele e Eliane foi de 30.432 votos, suficiente para deixar o parlamentar na suplência.
O resultado também representa uma redução na força parlamentar socialista. Em 2022, o PSB havia conquistado cinco cadeiras em Pernambuco. A partir de 2027, serão quatro deputados federais eleitos pela legenda.
LIANA CIRNE PASSA RENILDO CALHEIROS NA FEDERAÇÃO
Na Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, a disputa também produziu uma mudança importante. Rosa Amorim foi eleita com 144.101 votos, seguida por Carlos Veras, com 133.118, Clodoaldo Magalhães, com 92.229, e Liana Cirne, que garantiu a quarta cadeira com 85.039 votos.
Renildo Calheiros, do PCdoB, recebeu 74.296 votos e ficou como suplente. Foram 10.743 votos a menos que Liana, que conseguiu ampliar significativamente seu desempenho eleitoral em comparação com 2022, quando havia recebido 57.284 votos.
Renildo também cresceu nas urnas, passando dos 59.686 votos da eleição anterior para 74.296 em 2026. Mesmo assim, o aumento não foi suficiente para assegurar a renovação do mandato. Na disputa proporcional, crescer em votação individual não significa necessariamente conquistar uma cadeira.
JULIANA DE CHAPARRAL FAZ HISTÓRIA, MAS CLARISSA TÉRCIO DEFINE A ÚLTIMA VAGA
Na Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, Juliana de Chaparral foi o grande nome da disputa. Com 183.089 votos, ela liderou a votação do grupo e se consolidou como a mulher mais votada de Pernambuco para a Câmara Federal.
A federação conquistou quatro cadeiras. Além de Juliana, foram eleitos Lula da Fonte, com 147.913 votos; Fernando Filho, com 124.147; e Clarissa Tércio, com 110.608 votos.
O resultado deixou Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina e presidente estadual do União Brasil, na primeira suplência, apesar dos 102.595 votos recebidos.
Juliana terminou com 80.494 votos a mais que Miguel. Entretanto, na disputa direta pela quarta e última cadeira da federação, o nome decisivo foi Clarissa Tércio, que superou Miguel por 8.013 votos.
A diferença é importante para entender o resultado: a votação expressiva de Juliana fortaleceu o desempenho da federação, mas foi Clarissa quem ficou imediatamente à frente de Miguel na definição das quatro vagas conquistadas pelo grupo.
BANCADA FEMININA PASSA DE TRÊS PARA SEIS DEPUTADAS
O avanço das mulheres aparece de forma ainda mais clara no resultado geral. Pernambuco saiu de três deputadas federais eleitas em 2022 para seis em 2026. A bancada feminina passou de 12% para 24% das 25 cadeiras destinadas ao estado.
As eleitas são Juliana de Chaparral, Rosa Amorim, Clarissa Tércio, Iza Arruda, Eliane Soares e Liana Cirne. Clarissa e Iza renovaram seus mandatos, enquanto as outras quatro passam a integrar a bancada federal a partir da próxima legislatura.
A mudança representa uma ampliação da presença feminina na política pernambucana e demonstra que candidaturas competitivas conseguiram conquistar espaço dentro de partidos e federações que também abrigavam parlamentares experientes.
A REGRA DO JOGO TAMBÉM EXPLICA O RESULTADO
É importante destacar que, na eleição proporcional, nenhum candidato conquista uma cadeira simplesmente por superar outro concorrente em uma disputa individual. O número de vagas de cada partido ou federação depende do resultado coletivo, conforme as regras eleitorais, e os candidatos ocupam essas cadeiras de acordo com a ordem de votação e os critérios legais aplicáveis.
Por isso, dizer que uma mulher diretamente tirou o mandato de um homem simplifica uma disputa mais complexa. O que os números mostram é que Eliane Soares terminou à frente de Lucas Ramos no PSB, Liana Cirne superou Renildo Calheiros na Federação Brasil da Esperança e Clarissa Tércio ficou à frente de Miguel Coelho na União Progressista.
O recado político, porém, é incontestável. Pernambuco terá uma bancada feminina maior em Brasília, enquanto nomes que já ocuparam espaços importantes na política estadual precisarão buscar novos caminhos.
Juliana de Chaparral sai das urnas como um dos grandes destaques da eleição, mas o fenômeno é mais amplo: as mulheres avançaram, conquistaram espaço nas chapas e mudaram a composição da representação pernambucana na Câmara Federal. Para quem ficou na suplência, a eleição de 2026 mostrou que tradição política ajuda, mas não resolve tudo quando chega a hora de contar os votos.