terça-feira, 13 de outubro de 2026

NETINHO TAMBÉM FEZ HISTÓRIA EM GARANHUNS: CANTOR ARRASTOU FOLIÕES NA GARANHETA PELO BLOCO O BICHO

A morte do cantor Netinho, nesta terça-feira (13), aos 60 anos, também reacende as lembranças de uma época inesquecível para quem viveu as grandes micaretas de Garanhuns. O artista baiano, dono de sucessos que marcaram gerações, passou pela Garanheta, o tradicional Carnaval fora de época da cidade, que transformava a Avenida Rui Barbosa em um verdadeiro corredor de alegria.

Para o público de Garanhuns e de toda a região, a história de Netinho não ficou restrita aos discos, às rádios ou aos grandes carnavais da Bahia. Seu nome também faz parte da memória de uma festa que colocou o Agreste pernambucano na rota das grandes atrações do axé music.

A Garanheta começou em 1990, a partir de uma brincadeira entre amigos, e ganhou dimensão de grande micareta nos anos seguintes. O evento chegou a ser considerado um dos principais carnavais fora de época de Pernambuco, reunindo multidões e artistas consagrados da música baiana.

Netinho esteve entre os nomes que passaram pela festa, ao lado de atrações como Chiclete com Banana, Banda Eva, Asa de Águia, Timbalada, Araketu, Olodum e Luiz Caldas. Era uma época em que os trios elétricos, os abadás e os blocos davam o tom de uma celebração que mobilizava a cidade.

O BICHO E A FORÇA DAS MICARETAS

O Bloco O Bicho foi uma das marcas dessa história. A Garanheta reunia diferentes blocos e atrações, e o público acompanhava os trios elétricos em um percurso que chegou a aproximadamente 3,5 quilômetros, com concentração na Avenida Rui Barbosa e encerramento na Esplanada Guadalajara.

A programação de 2006, por exemplo, teve o Bloco O Bicho puxado pelo Chiclete com Banana, de Bell Marques, em duas noites, além de apresentações de outras bandas nos dias seguintes. O registro ajuda a dimensionar a força que os blocos e as atrações baianas tinham naquele período.

A passagem de Netinho pela Garanheta ganha agora um significado especial diante de sua morte. Para quem esteve na avenida, a lembrança é a de um artista ligado a uma fase em que o axé dominava as festas populares e transformava cada apresentação em um encontro de música, energia e multidão.

UMA SAUDADE QUE TAMBÉM É DE GARANHUNS

Netinho morreu em Salvador, vítima de complicações decorrentes de um linfoma não Hodgkin do tipo B. O cantor construiu uma carreira marcada por sucessos como “Milla”, “Menina” e “Beijo na Boca”, tornando-se uma das vozes mais conhecidas do axé music.

Em Garanhuns, sua história se conecta à memória da Garanheta e de uma geração que viveu intensamente os carnavais fora de época. A notícia de sua morte não representa apenas a despedida de um nome nacional da música, mas também desperta recordações de uma festa que marcou a vida cultural da cidade.

A Garanheta deixou de ser realizada após sua edição de 2007, mas permanece viva na lembrança de quem acompanhou os trios, vestiu o abadá e cantou os sucessos que embalaram aquela época.

Netinho se despede dos palcos, mas as músicas continuam. E, para muitos foliões de Garanhuns, elas também carregam um pedaço da história da Garanheta e do Bloco O Bicho.

MORRE NETINHO, ÍCONE DO AXÉ MUSIC, AOS 60 ANOS; VOZ DE “MILLA” MARCOU GERAÇÕES E DEIXA LEGADO NA MÚSICA BRASILEIRA

O cantor baiano Netinho morreu na manhã desta terça-feira (13), em Salvador, aos 60 anos. Um dos nomes mais conhecidos da história do axé music, o artista enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, câncer que atinge o sistema linfático. Segundo informações divulgadas por sua equipe, a doença evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.

A notícia encerra a trajetória de um artista que ajudou a transformar o axé em um fenômeno nacional. Com voz marcante, presença de palco e músicas que atravessaram décadas, Netinho conquistou espaço no Carnaval, nas rádios e nas festas populares de diferentes regiões do Brasil.

Seu nome ficou especialmente ligado a “Milla”, canção que se tornou um dos grandes símbolos do gênero e que, até hoje, faz parte da memória afetiva de milhões de brasileiros.

A despedida será reservada. Conforme comunicado da assessoria, o velório e a cremação ocorrerão em cerimônia restrita a familiares e amigos próximos, atendendo a um desejo manifestado pelo próprio cantor.

DA BANDA BEIJO AO SUCESSO NACIONAL

Cantor brasileiro Netinho é diagnosticado com linfoma e cancela shows

Série “Carnaval de Salvador”: Netinho - Rádio Câmara - Portal da Câmara dos Deputados

IMMuB |     Artista - Banda Beijo

Nascido em 12 de julho de 1966, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, Ernesto de Souza Andrade Júnior, conhecido artisticamente como Netinho, descobriu ainda jovem sua ligação com a música. Depois de se mudar com a família para Salvador, aprendeu a tocar violão e se aproximou do ambiente musical que transformaria a capital baiana em uma das grandes referências da música popular brasileira.

A carreira ganhou projeção no fim dos anos 1980, quando ele assumiu os vocais da Banda Beijo. A música “Beijo na Boca” tornou-se um sucesso e ajudou a abrir as portas do mercado nacional para o cantor.

Em 1990, Netinho também participou de um momento marcante para a história do axé: a apresentação de um trio elétrico brasileiro em Turim, na Itália, durante a Copa do Mundo. A iniciativa levou a energia do Carnaval baiano para o público internacional.

Em 1993, o artista iniciou uma nova etapa, agora em carreira solo, com o álbum Um Beijo para Você. A canção “Menina”, incluída na trilha sonora da novela Tropicaliente, ampliou sua presença junto ao público brasileiro.

“MILLA” VIROU MARCA REGISTRADA DE UMA ÉPOCA

Trajetória do cantor Netinho - Fotos - UOL Música

Se houve uma música capaz de se confundir com o próprio nome de Netinho, essa música foi “Milla”.

O sucesso explodiu em 1996 e se transformou em um dos grandes hinos do axé music. A canção ultrapassou as fronteiras da Bahia, ganhou projeção nacional e internacional e passou a fazer parte do repertório de festas, micaretas e carnavais.

Mas a trajetória do cantor não se resumiu a um único sucesso. “Prefixo de Verão”, “Capricho dos Deuses”, “Estrela Primeira”, “Menina” e “Beijo na Boca” também ajudaram a construir sua identidade musical e a manter seu nome presente entre os artistas mais lembrados do gênero.

Em uma época na qual o Carnaval de Salvador ampliava sua influência sobre a indústria fonográfica, Netinho se tornou um dos artistas que ajudaram a levar a sonoridade dos trios elétricos para diferentes partes do país.

A LUTA CONTRA O CÂNCER E OS ÚLTIMOS MESES

A partir de 2025, a vida do artista passou a ser marcada também por uma batalha de saúde. Netinho foi diagnosticado com linfoma não Hodgkin do tipo B, um câncer que afeta o sistema linfático. O tratamento incluiu quimioterapia e períodos de internação, mas o cantor chegou a retomar atividades após uma fase de recuperação.

Em 2026, a doença voltou a se manifestar. No fim de setembro, Netinho anunciou que se afastaria das redes sociais para concentrar suas energias no tratamento. Ele permaneceu internado em Salvador, onde morreu nesta terça-feira.

De acordo com a comunicação divulgada por sua equipe, o linfoma evoluiu para insuficiência renal e disfunção múltipla de órgãos.

A notícia da morte provocou comoção entre admiradores que acompanharam sua carreira desde os primeiros sucessos da Banda Beijo até os grandes shows da fase solo.

UMA DESPEDIDA MARCADA PELA GRATIDÃO

A mensagem divulgada pela assessoria trouxe um relato sobre a maneira como o cantor encarava a própria trajetória durante o tratamento. Segundo a equipe, ele costumava expressar gratidão pela vida que teve e pelo carinho recebido dos fãs.

“Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei”, dizia Netinho, conforme o comunicado reproduzido pela imprensa.

O artista deixa uma filha, Bruna, e uma história construída diante de plateias que cantaram suas músicas em diferentes gerações. O velório e a cremação serão realizados de maneira reservada, exclusivamente para familiares e amigos próximos, conforme sua vontade. A assessoria pediu respeito à privacidade da família neste momento de luto.

O LEGADO DE NETINHO

A morte de Netinho representa a despedida de uma das vozes que ajudaram a consolidar o axé music como parte importante da música brasileira. Sua carreira atravessou mudanças na indústria fonográfica, diferentes gerações de foliões e a transformação do Carnaval em um espetáculo de alcance nacional.

Para quem viveu os anos de explosão do axé, bastam os primeiros acordes de “Milla” para lembrar de trios elétricos, multidões nas ruas e festas que pareciam não ter hora para acabar.

Netinho deixa os palcos, mas suas canções permanecem. E, na música popular, poucos sinais de permanência são tão fortes quanto uma canção que continua sendo cantada mesmo depois que seu intérprete se despede.

BLOG DO EDNEY — A notícia verdade. Você atualizado o tempo todo.

ROSSINE FALA EM PAUSA NA POLÍTICA, MAS MAIS DE 18 MIL VOTOS EM PESQUEIRA MOSTRAM QUE SUA HISTÓRIA AINDA NÃO TERMINOU

Por Edney Souto | Blog do Edney

Conheço Rossine Cordeiro de perto. Fui coordenador de sua campanha para deputado e, mais do que acompanhar sua caminhada política, construí com ele uma relação de amizade e consideração. Por isso, diante do anúncio de que pretende fazer uma pausa na política, sinto que preciso trazer uma reflexão que vai além dos números de uma eleição.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o delegado Rossine anunciou um afastamento momentâneo da vida política, numa decisão que veio depois do resultado das eleições de 2026. Em Pesqueira, os candidatos apoiados por seu grupo ficaram abaixo dos números alcançados pelos nomes ligados ao prefeito Cacique Marquinhos.

O deputado federal Felipe Carreras (PSB), apoiado por Rossine, obteve 3.204 votos no município, enquanto Silvio Costa Filho (Republicanos), apoiado pelo prefeito, alcançou 9.471. Na disputa estadual, Romerinho Jatobá, também apoiado por Rossine, recebeu 2.791 votos, contra 6.415 de Eriberto Filho.

Os números estão postos. Mas, na minha opinião, eles precisam ser analisados dentro do contexto correto.

Uma coisa é disputar uma eleição majoritária com o próprio nome na urna, apresentar suas propostas e colocar a própria história à prova diante do eleitor. Outra, completamente diferente, é pedir ao povo que transfira sua confiança para terceiros. São desafios distintos, e nem sempre o resultado de uma campanha de apoio traduz o tamanho da liderança de quem está por trás dela.

Rossine sabe disso. E o povo de Pesqueira também sabe.

Em conversa com o Blog do Edney, do qual fui coordenador de sua campanha para deputado, o delegado demonstrou reconhecer profundamente o carinho, os afagos e as considerações que tem recebido da população. Segundo o relato, nesses últimos dias, ele vem recebendo telefonemas e mensagens de pessoas que pedem que reconsidere a decisão e não se afaste definitivamente da vida pública.

E existe uma razão para essa mobilização: mais de 18 mil pessoas de Pesqueira confiaram em Rossine na eleição municipal de 2024. Foram 18.731 votos numa disputa em que ele enfrentou o então prefeito Cacique Marquinhos e não conseguiu chegar à Prefeitura.

Esse número não pode ser apagado por uma eleição em que ele apoiou candidatos a deputado. Uma disputa não anula a outra, assim como uma votação abaixo da expectativa não apaga a trajetória de quem construiu uma relação direta com a população.

Na minha avaliação pessoal, Rossine tem todo o direito de respirar, cuidar de si, dedicar mais tempo à família e avaliar os próximos passos. A política cobra muito, exige sacrifícios e, muitas vezes, não devolve na mesma proporção o esforço de quem se dedica a ela. Ninguém é obrigado a permanecer no jogo a qualquer custo.

Mas também acredito que uma pausa não precisa significar um adeus.

Rossine foi prefeito de Lajedo por dois mandatos, entre 2013 e 2020. Em 2022, disputou uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco e recebeu 31.280 votos, ficando na suplência. Em 2024, levou sua candidatura à Prefeitura de Pesqueira e conquistou 18.731 votos. É uma caminhada marcada por disputas, desafios e recomeços.

Não escrevo estas palavras para cobrar que ele volte, tampouco para diminuir a importância de sua decisão. Escrevo como alguém que conhece sua caminhada, participou de sua campanha e tem por ele uma amizade que vai além das urnas.

O resultado de uma eleição pode frustrar, mas não deve ser o único termômetro para medir uma história. O apoio a terceiros tem suas particularidades, e o resultado nem sempre corresponde à expectativa de quem trabalhou, acreditou e colocou seu grupo nas ruas.

Para mim, essa pausa pode ser apenas uma vírgula, e não um ponto final na trajetória de Rossine Cordeiro.

O povo de Pesqueira não deixou de existir depois da eleição, e os mais de 18 mil votos conquistados em 2024 continuam fazendo parte de sua história. Se tantas pessoas estão telefonando, enviando mensagens e pedindo que ele reconsidere, cabe a Rossine ouvir esse carinho, respeitar seu próprio tempo e decidir com tranquilidade o que deseja para o futuro.

Como amigo pessoal e irmão de caminhada, torço pelo seu melhor. Antes do político, existe o ser humano, com suas necessidades, seus sentimentos e sua família. E isso precisa ser respeitado.

Mas deixo aqui minha opinião, com a franqueza de quem esteve ao seu lado: Rossine não precisa tomar uma decisão definitiva em um momento de decepção eleitoral. A política tem ciclos, e a vida oferece oportunidades de recomeçar.

Que ele cuide de si, abrace sua família e encontre paz para decidir os próximos passos. Se decidir voltar, que seja por vontade própria, com serenidade e disposição renovada. Se precisar de tempo, que esse tempo seja respeitado.

A história de um homem público não se resume a uma eleição. E, em Pesqueira, a história de Rossine ainda tem páginas que somente o tempo poderá revelar.

Edney Souto
Blog do Edney — A notícia verdade.

FLÁVIO E LULA: DIFERENÇA CAI PARA DOIS PONTOS, E DISPUTA GANHA NOVOS CONTORNOS

Pesquisa PoderData/AYA aponta cenário apertado no segundo turno e reacende a discussão sobre os rumos da eleição presidencial.
A disputa presidencial entrou em uma fase de atenção redobrada. Levantamento do PoderData/AYA divulgado nesta terça-feira (13) aponta uma diferença de apenas dois pontos percentuais entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva nos votos válidos, conforme os números apresentados na publicação original: 51% a 49%.

O resultado coloca novamente os números das pesquisas no centro do debate político nacional. Com uma margem tão estreita entre os dois nomes, cada nova rodada de levantamentos passa a ser observada com lupa por aliados, adversários e pelo eleitorado.

LULA REAGE, FLÁVIO ENFRENTA NOVO CENÁRIO

A análise que acompanha a pesquisa destaca uma possível recuperação de Lula e uma redução da vantagem de Flávio. A publicação também menciona um levantamento da Quaest no Distrito Federal, tradicionalmente associado ao eleitorado bolsonarista, como parte desse cenário de movimentação.

A interpretação é de que mudanças na estratégia petista, com maior presença nas ruas, podem estar contribuindo para alterar o ambiente da disputa. Essa, porém, é uma hipótese política: os números, isoladamente, não comprovam que a mudança de estratégia seja a responsável pela oscilação.

PALANQUES DE UM LADO, MOBILIZAÇÃO DO OUTRO

Segundo a avaliação publicada, Flávio concentrou esforços na articulação de palanques políticos, enquanto o campo lulista voltou a apostar na mobilização popular. A disputa, portanto, não se resume aos apoios de lideranças e partidos. A capacidade de transformar alianças em votos e levar apoiadores às ruas também está no radar das campanhas.

O peso de cada estratégia ainda depende de fatores como participação eleitoral, rejeição dos candidatos, desempenho regional e capacidade de conquistar os eleitores que ainda não decidiram seu voto.

A ELEIÇÃO SEGUE NO RADAR

Com os dois candidatos próximos no levantamento divulgado, o cenário exige cautela. Pesquisa eleitoral é um retrato de determinado momento, e não uma garantia do resultado das urnas. É necessário considerar também a metodologia, a data de campo, o tamanho da amostra e a margem de erro antes de interpretar a diferença apontada.

Uma coisa é certa: a divulgação de números tão próximos aumenta a pressão sobre as campanhas e mantém a disputa presidencial no centro das atenções. Até a votação, cada movimento poderá alimentar novas análises, embates e mudanças de discurso.

No Brasil, quando uma eleição presidencial chega a esse nível de proximidade nas pesquisas, o ambiente político fica ainda mais intenso. E a próxima rodada de números será acompanhada com atenção por todos os lados.

OS CALOS DE JOÃO CAMPOS: OPOSIÇÃO APROVEITOU PONTOS DE DESGASTE E GANHOU ESPAÇO POLÍTICO

A trajetória de João Campos (PSB) nas eleições de 2026 foi marcada por um cenário de forte contestação na Região Metropolitana do Recife. Quatro adversários se destacaram nas críticas ao ex-prefeito, levando questionamentos sobre sua administração para as redes sociais, os debates políticos e as ruas. O movimento ajudou a manter a gestão municipal sob pressão durante o período eleitoral.

Na Câmara Municipal do Recife, Eduardo Moura (Novo) e Tiago Medina (PL) transformaram cobranças à administração em uma das principais frentes de atuação política. Além dos discursos no Legislativo, os dois divulgaram críticas nas redes sociais e visitaram obras para mostrar problemas e situações que consideravam merecedoras de explicações. A atuação ganhou novo peso com o resultado das urnas: ambos conquistaram vagas na Câmara dos Deputados.

Fora da capital, Ni do Badoque (PSD) e Manoel Medeiros (Novo) também marcaram posição contra João Campos. Na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco, Ni obteve 32.854 votos, enquanto Manoel somou 5.145. Os dois ficaram na suplência, mas continuam no jogo político e trabalham para ampliar sua presença de olho na disputa municipal de 2028.

O embate, porém, teve uma protagonista de alcance estadual. Raquel Lyra (PSD), adversária de João Campos na corrida pelo Governo de Pernambuco, também entrou nessa equação política e terminou a eleição reeleita governadora.

Os números do Recife ajudam a dimensionar a diferença entre as duas disputas enfrentadas por João Campos. Em 2024, na eleição para prefeito, ele recebeu 725.721 votos na capital. Dois anos depois, concorrendo ao Governo de Pernambuco, contabilizou 473.994 votos no mesmo município. A redução foi de 251.727 votos.

É importante considerar que as duas eleições tiveram características diferentes e não permitem uma comparação direta sem ressalvas. Ainda assim, a diferença chama atenção e alimenta questionamentos sobre o alcance eleitoral do socialista para além da disputa municipal.

No balanço político, os calos de João Campos passaram pelas cobranças à gestão do Recife, pela atuação de adversários que deram visibilidade aos problemas apontados e pelo confronto direto com Raquel Lyra em uma eleição estadual. Os quatro nomes tiveram trajetórias e resultados distintos, mas integraram o grupo de vozes que fizeram oposição ao ex-prefeito.

O resultado deixa uma questão no ar: até que ponto a aprovação de um gestor na capital consegue se transformar em votos quando a disputa envolve todo o estado? Os números de 2026 colocam esse debate na mesa e mostram que a força eleitoral de João Campos no Recife não se repetiu na mesma dimensão quando ele disputou o Governo de Pernambuco.

Nos bastidores da política, os calos também ensinam. E João Campos agora tem números e adversários para avaliar.

Edney Souto | Blog do Edney — Você atualizado o tempo todo.

RAQUEL LYRA MANTÉM NEUTRALIDADE NO SEGUNDO TURNO E PRIORIZA PERNAMBUCO

A governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), não pretende mudar de posição na disputa presidencial. Em entrevista à Coluna do Estadão, a chefe do Executivo estadual reafirmou que permanecerá neutra no segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Raquel destacou que sua prioridade é defender os interesses dos pernambucanos, independentemente da disputa política nacional. A governadora também ressaltou a relação de respeito e parceria administrativa construída com Lula durante seu primeiro mandato.

“Sou pernambuquista, coloco Pernambuco e o povo de Pernambuco acima de qualquer disputa eleitoral partidária, e isso eu vou manter”, afirmou.

A posição reforça a estratégia adotada por Raquel Lyra de separar as divergências eleitorais das relações institucionais necessárias para garantir investimentos e obras para o estado.

A governadora também comentou o apoio de Lula a João Campos (PSB) durante o primeiro turno da eleição em Pernambuco. Apesar de o presidente ter participado de um ato em favor de seu adversário político, Raquel afirmou que não pretende fechar as portas para o diálogo com o Palácio do Planalto.

Segundo ela, a relação com o presidente sempre foi pautada pelo respeito e pela busca de resultados para Pernambuco.

Raquel adiantou que deverá ir a Brasília nos próximos dias para apresentar projetos e cobrar avanços em iniciativas consideradas estratégicas, como o Metrô do Recife e a Transnordestina.

“Não posso questionar o posicionamento do presidente da República; ele tem liberdade para tomar suas decisões. (...) Agora precisamos olhar para a frente. Não fecho portas”, declarou.

Com a reeleição garantida, Raquel Lyra sinaliza que pretende manter uma postura pragmática no cenário nacional: sem declarar apoio a Lula ou Flávio Bolsonaro, mas preservando os canais de negociação com o governo federal em busca de recursos e investimentos para Pernambuco.


NA LUPA 🔎 - DE UMA ELEIÇÃO APERTADA À CONSOLIDAÇÃO POLÍTICA: ELTON MARTINS AMPLIA PROTAGONISMO EM ÁGUAS BELAS COM A ONDA AZUL

A política é feita de ciclos, desafios, escolhas e resultados. Em Águas Belas, a trajetória do prefeito Dr. Elton Martins oferece um retrato interessante desse processo. Depois de chegar à prefeitura em uma eleição apertada, o gestor atravessa uma nova etapa de sua vida pública, com a administração municipal no centro das discussões e seu grupo político ocupando espaço de destaque nos resultados eleitorais de 2026.

A diferença entre uma vitória apertada e a construção de uma liderança mais abrangente está na capacidade de governar, manter diálogo com a população, construir alianças e apresentar respostas às demandas do município. É nesse contexto que a votação dos candidatos apoiados por Elton Martins ganha relevância e coloca a chamada Onda Azul no centro da análise política local.

A eleição de 2026 deixou números importantes em Águas Belas. Para deputado estadual, Bruno Marques recebeu 6.568 votos. Na disputa para deputado federal, Silvio Costa Filho alcançou 5.818 votos. Para o Senado, Humberto Costa somou 15.625 votos, enquanto Eduardo da Fonte obteve 9.965 votos no município. Já na disputa pelo Governo de Pernambuco, Raquel Lyra recebeu 12.742 votos.

Os resultados colocam os candidatos citados em posições de destaque na votação municipal e ajudam a compreender o alcance das alianças construídas durante a campanha. O desempenho em diferentes disputas também oferece elementos para analisar a capacidade de articulação do grupo político ligado ao prefeito.

Não se trata apenas de observar um nome ou uma candidatura isoladamente. A votação envolveu disputas proporcionais e majoritárias, diferentes partidos e lideranças com atuação estadual e nacional. Reunir apoios em um cenário tão diversificado exige diálogo político e organização. Para Elton Martins, os resultados representam uma oportunidade de fortalecer sua presença no debate público de Águas Belas.

DA DISPUTA MUNICIPAL À CONSTRUÇÃO DE UMA NOVA FASE

Quando Elton Martins conquistou a prefeitura em uma eleição apertada, o resultado demonstrou que a disputa pelo comando municipal estava longe de ser tranquila. Uma vitória com margem reduzida exige atenção permanente às expectativas da população, porque o mandato começa diante de um eleitorado que apresenta diferentes demandas e visões sobre o futuro da cidade.

Ao longo da administração, obras, serviços e ações municipais passaram a fazer parte do debate sobre o desempenho do governo. Para os apoiadores do prefeito, as iniciativas realizadas representam parte do caminho para ampliar a confiança popular e consolidar o grupo político. A avaliação definitiva, contudo, depende da dimensão das entregas, de seus efeitos concretos e da percepção dos próprios moradores.

É justamente nesse ponto que a análise ganha profundidade. O resultado eleitoral de 2026 não pode ser tratado automaticamente como um plebiscito sobre a administração municipal, mas oferece um indicador relevante do cenário político em que o prefeito está inserido. A votação dos candidatos apoiados pelo grupo demonstra que a articulação eleitoral teve presença importante no município, sem que seja possível atribuir todos os votos exclusivamente à influência de Elton Martins.

O eleitor escolhe seus candidatos por diferentes motivos: identificação pessoal, histórico político, propostas, relações locais e alianças partidárias, entre outros fatores. Por isso, o mérito da articulação deve ser analisado sem desconsiderar a autonomia de quem foi às urnas.

A ONDA AZUL E A FORÇA DAS ALIANÇAS

A chamada Onda Azul tornou-se uma referência da mobilização política ligada ao grupo de Elton Martins. A campanha colocou em evidência uma rede de apoios que envolveu candidatos de diferentes esferas e ajudou a dar visibilidade ao projeto político defendido pelo prefeito.

Bruno Marques, com 6.568 votos para deputado estadual, e Silvio Costa Filho, com 5.818 votos para deputado federal, aparecem entre os resultados que permitem dimensionar a votação das candidaturas apoiadas. No Senado, Humberto Costa obteve 15.625 votos, enquanto Eduardo da Fonte recebeu 9.965. Na disputa pelo Governo de Pernambuco, Raquel Lyra alcançou 12.742 votos.

Cada número representa uma disputa própria, com suas particularidades. Ainda assim, observados em conjunto, os resultados permitem discutir a presença eleitoral das alianças construídas em Águas Belas e o papel desempenhado pelas lideranças locais na mobilização política.

Para um prefeito, a capacidade de dialogar com representantes estaduais e federais pode ser relevante para a busca de parcerias e investimentos. Mas o passo decisivo acontece depois da eleição: é necessário transformar relações políticas em iniciativas institucionais, projetos e benefícios concretos para o município.

LIDERANÇA SE CONSTRÓI TAMBÉM COM RESULTADOS

O desafio de Elton Martins agora é dar continuidade às ações administrativas, ampliar a capacidade de atendimento às necessidades da população e demonstrar que a articulação política pode produzir resultados para Águas Belas.

Obras e investimentos têm maior significado quando atendem a problemas reais, melhoram os serviços públicos e chegam às comunidades que mais precisam. Da mesma forma, a manutenção de uma liderança política depende da capacidade de ouvir críticas, corrigir problemas e cumprir compromissos assumidos.

A votação de 2026 oferece ao prefeito e a seus aliados um cenário importante para avaliar o desempenho do grupo. O fortalecimento político, porém, não se resume aos números de uma eleição. Ele também passa pela relação cotidiana entre a administração e os moradores, pela qualidade dos serviços oferecidos e pela capacidade de responder às demandas do município.

A Onda Azul deixou sua marca na campanha. Agora, a expectativa recai sobre o que as articulações construídas durante o processo eleitoral poderão representar para o futuro de Águas Belas.

NA LUPA, POR EDNEY SOUTO

Elton Martins chegou à prefeitura em uma disputa apertada e agora vive uma nova etapa de sua trajetória política. Os resultados de 2026 colocam em evidência a votação dos candidatos apoiados por seu grupo e oferecem elementos para analisar o alcance de sua articulação no município.

Para seus aliados, os números representam um sinal de fortalecimento político e de reconhecimento ao trabalho realizado pela administração. A leitura jornalística, entretanto, exige observar também a autonomia dos eleitores e acompanhar de perto os resultados concretos das ações municipais.

O ponto central é que a eleição não encerra o debate sobre liderança. Pelo contrário: abre uma nova fase de responsabilidades. Manter alianças, buscar investimentos, melhorar os serviços públicos e cumprir compromissos serão fatores fundamentais para determinar como essa trajetória será percebida pela população.

Na política, uma vitória apertada pode ser o começo de uma história. A consolidação de uma liderança, porém, depende do trabalho realizado depois dela. Em Águas Belas, os números das urnas colocaram Elton Martins novamente em evidência. O próximo capítulo será escrito pela capacidade de transformar articulação política em resultados para a cidade e para seu povo.

Edney Souto | Coluna Na Lupa

NIKOLAS FERREIRA VEM AO RECIFE PARA ATO EM APOIO A FLÁVIO BOLSONARO

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) tem encontro marcado com apoiadores da direita no Recife no próximo dia 22 de outubro. Reeleito para a Câmara dos Deputados, o parlamentar participará de uma caminhada em Boa Viagem, na Zona Sul da capital pernambucana, em apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL).

A mobilização foi anunciada neste domingo (11) pelo deputado federal Mendonça Filho (PL-PE), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Pernambuco. A concentração está prevista para as 19h22, na Pracinha de Boa Viagem, de onde os participantes seguirão até o Parque Dona Lindu.

O ato foi batizado de **“Bloquinho do 22”**, em referência ao número eleitoral do PL. Nas redes sociais, Mendonça convocou os apoiadores para a mobilização e confirmou a presença de Nikolas Ferreira.

A realização da caminhada já havia sido antecipada por Mendonça na sexta-feira (9), mas o local e o horário ainda não tinham sido divulgados.

Nos bastidores, a expectativa também envolve uma possível visita de Flávio Bolsonaro a Pernambuco. Mendonça Filho chegou a sinalizar uma agenda do senador no estado, mas, até o momento, o compromisso ainda não foi oficialmente confirmado.

A presença de Nikolas Ferreira deve dar visibilidade à mobilização bolsonarista no Recife e movimentar as articulações da direita pernambucana em torno da disputa presidencial.